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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Na cama com livros

Já lá diz o ditado "quem lê, nunca se deita sozinho" mas há quem leve este conceito um pouco mais longe.
Não vale a pena esconder que todos temos as nossas mesinhas de cabeceira cheias de livros, é isso que nos torna bibliófilos.
Mas além destas mesinhas de cabeceira há também prateleiras e estantes inteiras de livros. Há alturas mesmo que até o chão nos guarda livros porque já não há espaço onde os pôr.
Houve quem fosse no entanto mais longe e tivesse decidido que a cama era um lugar tão bom como outro qualquer para guardar livros.
Creio que posso afirmar com alguma segurança que senão todos pelo menos alguns de nós tivemos pequenas prateleiras perto da cama. Quer fosse porque a cama era um beliche com armário, quer fosse porque era um modelo antigo com prateleiras em vez de mesinha de cabeceira, ter ali um espacinho com livros era uma alegria.
Era saber que se podia esticar a mão a qualquer instante e pegar num livro novo, entrar numa nova aventura. No entanto há medida que crescemos a nossa cama muda e muda e muda até que nos damos apenas com um ou dois volumes em cima da mesinha de cabeceira, ou se forem doidos como a Cláudia, com cinco ou seis. Isto acaba por não se revelar muito prático.
Assim sendo Brian Tolle acabou por criar uma estrutura em torno de uma cama no qual simulava paletes para que estas pudessem guardar livros. É um efeito muito giro em lego, como podemos ver na foto abaixo. Esta fantástica cama pertence a Richard Avedon, um bibliófilo que queria ter os seus livros bem perto enquanto dormia.


Uma cama que sem dúvida tira horas e horas de sono a qualquer pessoa que goste de ler. Outro bom exemplo de uma cama com livros é o iglo cama que foi desenhado no Japão. Esta cama tem a vantagem de se poder ter os livros mesmo à mão e todos bem perto de nós mas como se pode ver na imagem abaixo, é capaz de acabar por ser uma situação um pouco claustrofóbica. 
 

 Apesar da situação ser bastante prática para todos aqueles que amam ler e especialmente os que amam ler na cama, creio que não será muito prática principalmente na cama iglo. Com tanto livro virado para a cama é normal que haja uma maior concentração de pó no ar, o que é péssimo para as pessoas alérgicas. Além de que, se não foram bem cuidados, os livros podem chamar "bichos da prata" o que não deverá ser nada agradável.
A pergunta fica portanto no ar!
Chega-vos ter um livro ou dois em cima da mesinha de cabeceira? Ou preferiam ter uma estante inteira como nas fotos? Será que dormir com livros é sanitário tendo em conta o pó que acumulam? Digam-nos o que pensam!

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Tecnologia ou Magia?

"Any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic." —Arthur C. Clarke
Sempre que uso tecnologia nova sinto-me como se tivessem acabado de me por algo mágico na mão. Sejamos sinceros, há algo que um destes novos telemóveis, tablets e ipads não tenham? Uma pessoa começando a mexer neles até começa por mexer a medo, tal é o horror de pensar que um clique no sítio errado pode destruir aquele aparelho tão frágil.
Se não tivesse dito do que falava quase que podia trocar a palavra tablet ou telemóvel por pedra mágica ou gira-tempo. Uma pessoa que olhe os efeitos especiais que adornam os nossos filmes e nos permitem "ver magia" bem que se pode questionar se a magia, não é fazermos ver a magia de tão complexos que os mesmos são.
Alguém dúvida que foi "magia" quem nos trouxe os Na'vi de Avatar, ou as guerras espaciais em Star Wars? Para quem dúvida há sempre a série do Artemis Fowl na qual a tecnologia e a magia se misturam! 
Se assim o for, será possível pensarmos que a magia é apenas uma evolução extrema da tecnologia? Mas isso não fará dos nossos livros de fantasia na realidade livros de ficção?
Não sei quanto a vocês, mas isto até me dá dores de cabeça! O desaparecimento do meu querido género de fantasia para uma secção chamada "Ficção" ou "Ficção Fantástica".
Que vos parece? Serão a tecnologia e a magia assim tão diferentes? Ou poderá uma apenas ser a evolução de outra?

terça-feira, 15 de maio de 2012

Será uma estante?

Prateleiras Barocas Graham & Greene. Mais info aqui.
Aqui há uns dias mostramos-vos na nossa página do facebook umas estantes muito engraçadas em forma de molduras barrocas.
Hoje decidimos expandir o tema de "estantes fora do comum", com este pequeno artigo intitulado "Será uma estante?".
Um segredo que não é segredo é que para qualquer entusiasta de livros não existem prateleiras que cheguem! As estantes enchem-se num instante, caixas também e todos os buracos nos armários são fantásticos para pôr livros. (Sim, os cestos da casa de banho também, apesar de quase ninguém o admitir!)
A não ser que haja espaço para se ter uma biblioteca em casa e se possa encher uma zona só com estantes do tecto ao chão carregadas de livros de cima abaixo, vamo-nos deparar com o problema de onde por os livros.
Normalmente o que as pessoas fazem é comprar mais uma estante. E apesar de já haver estantes diferentes do típico rectângulo de madeira a verdade é que maior parte das pessoas não foge do mesmo. Porquê? Porque é simples e eficaz e dá para por num canto onde não chateei ninguém. Mas um verdadeiro "livrólogo" gosta de ter a sua colecção em exposição, gosta de ouvir os amigos perguntar "Mas tu já leste isto tudo?" e responder com orgulho "Sim, sim! Oh espera, aquele ainda não, é o que vou ler a seguir!", sabendo que em seguida virá uma enchente de perguntas relacionadas com os livros que poderão ir desde a opinião sobre determinado livro a saber se aconselha este ou aquele livro.
Numa tentativa de embelezar as casas e expor os nossos amados livros alguns designers tem trabalho na criação perfeita de estantes que sejam práticas e ao mesmo tempo ajudem a embelezar os cantos à casa. Um bom exemplo são as prateleiras barrocas na imagem acima, levam um número razoável de livros e podem ser postas numa pequena parede com uma mesa e/ou cadeirapor baixo, não roubando portanto a parede por completo.
Após uma busca pela internet encontramos algumas estantes interessantes que queremos partilhar convosco. Não se esqueçam de nos deixar a vossa opinião no fim.


Estante Equilibrium do designer Alejandro Gomez Stubbs da Malagana Design.
Óptima para cantos e para casas com um design mais inovador! Esta estante prima pela originalidade apesar de poder não ser muito pratica para pessoas que gostem de ler livros com bastante páginas.



 Esta é sem dúvida a minha favorita! Perfeita para colocar todos os livros de fantasia que tenho! Há espaço que chegue para pôr os Harry Potter, Narnia e todos os demais livros mágicos!
Esta estante foi criada pelo designer Sebastian Errazuriz.
 

A prateleira dos sonhos criada pelo Dripta Design Studio.
Mais uma maneira inovadora de ter os livros em exposição da sala! Com uma boa escolha de cores de lombada e título creio que esta prateleira tem a possibilidade de se tornar um quadro na sala, fazendo um autêntico dois em um!





E para concluir o nosso artigo, uma estante elegante que ficará bem sem dúvida num escritório sem no entanto se tornar pesada.
Também me parece óptima para colocar em corredores pois leva um número grande livros sem ocupar um grande espaço.
Esta estante é desenhada por Saba Italia.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A Era das Trocas

 

Porque já há muito falamos de trocas e poupança, principalmente através de contactos com quem nos segue pelas redes sociais, decidimos oficializá-lo aqui no blog do Encruzilhadas Literárias.

Todos sabemos o quão caros pode ser adquirir um livro na actualidade. Geralmente aproveito as feiras dos livros e as promoções, mas fora disso evito gastar para não fugir do orçamento. Na verdade, confesso que os meus hábitos de leitura tiveram de se adaptar às circunstâncias, dado que é impossível acompanhar o ritmo de mudança no mundo editorial. É certo que as próprias livrarias e grupos editoriais já tomaram consciência da descida da procura e, como tal, promoções e constantes marcos de marketing têm vindo a ser realizadas (confirme quem segue online alguns sites como o da Editorial Presença ou da Wook).
Assim como eu, tantos outros leitores viram-se sujeitos a comprar menos, a gastar menos e não digo ler menos porque esse é o factor chave deste artigo.

Com as necessidades de poupar, certos movimentos ou tendências têm vindo a crescer, de forma a continuar a incrementar a leitura e a renovar as estantes lá de casa. Vamos então abordar o que acontece relativamente ao empréstimo e troca de livros, e que outras acções isso tem promovido.

 

Empréstimo - Os empréstimos de livros a amigos são um fenómeno constante. Quem é que não tem um amigo com gostos semelhantes a quem recorre de tempos a tempos para ver as novidades das prateleiras? Na verdade, o que tem crescido é o ânimo e vontade de partilha, assim como momentos e tertúlias sobre os livros que tanto gostamos. Para além disso, e se existe facilidade e confiança, começam a surgir compras a dois ou três, em que o mesmo livro pertence a uma pequena comunidade e anda de mão em mão, visitando estantes diferentes. E quando não se trata do mesmo livro, são packs que satisfazem todos os intervenientes. Esta modalidade dos packs é sem dúvida uma das mudanças mais sentidas, já que começam a ser recorrentes, em diversas livrarias (embora mais nas de grande dimensão, o que se justifica pela possibilidade de cobrir o gasto que nem sempre existe nas pequenas livrarias). Por outro lado, a dimensão que o mundo digital ganhou nas nossas vidas cria novas possibilidades. Falo-lhes por exemplo do Clube BlogRing que descobri através da aplicação do GoodReads. É um clube de empréstimo de livros criado por uma rapariga bibliófila como nós, e que funciona maioritariamente por correio. Uma pessoa tem a oportunidade de se inscrever para um determinado livro, fica em fila de espera, e o livro vai passando de mão em mão até regressar à dona original. A parte boa é sem dúvida a confiança que se estabelece entre as pessoas e a partilha que vai sendo feita, de opiniões, de novidades literárias, até de outros assuntos não directamente relacionados.  Alguns membros começam também a já disponibilizar alguns livros, o que permite criar uma maior dinâmica e agilizar as trocas.
Por outro lado, as bibliotecas municipais são cada vez mais um ponto de encontro entre a procura e a oferta para os leitores e a adesão pela grande maioria aos catálogos digitais facilita o acesso rápido à informação, requisições e renovações a partir de casa, pedidos de novos livros, entre outras modalidades. E os clubes de leitura mensais acabam por criar um novo espaço de interacção. Acho que cada vez mais o acto de ler deixou de ser uma acção solitária e individual. Tem uma série de momentos que só têm incrementado o contacto, a envolvência com pessoas de outros meios e nesse sentido é um factor de inclusão social e de incentivo à leitura.

Troca de Livros - O movimento do bookcrossing chegou a Portugal há alguns anos. Foi criado em 2001 por Ron Hornbacker e hoje chega a mais de 130 países. O objectivo é colocar livros a circular, criando um registo no site com um código e quem o encontrar, num banco de jardim, na paragem do autocarro, pode levá-lo e ficar com ele. O próximo passo é registá-lo no site para que se saiba por onde ele pára e perceber qual o percurso que ele já fez. Por esse motivo, e muitas vezes mais pela dinâmica de troca do que pelo livro em si, o projecto tem tido sucesso. Em Portugal existem 65 crossing zones, curiosamente em bibliotecas municipais muitas vezes (mas também em cafés e universidades) que facilitam o acesso aos livros, numa nova modalidade do conceito. 
Por outro lado, e porque nem sempre as pessoas gostam de ter livros riscados, surgem modalidades semelhantes mas que a troca por troca é feita directamente com os livros disponíveis na estante e não exigem qualquer tipo de controlo. Era o que se sucedia, por exemplo, com os Cafés Magnólia até os mesmos terem fechado. E no Complexo Desportivo do Jamor iniciou-se mais um ponto de troca portanto para as pessoas da área da Grande Lisboa é de aproveitar. O único problema destes últimos é que nem sempre são tão publicitados e portanto acaba por criar uma barreira à troca.
Outro exemplo foi um recentemente implementado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, mas que por acaso não teve muito sucesso, em parte por responsabilidade dos alunos. A Livrearia é um conceito importado da Alemanha e, à semelhança do anterior, faculta livros através de estantes colocadas em pontos estratégicos. A novidade é que não precisam de fazer uma troca directa. Pode-se levar livros emprestados e devolvê-los depois, fazer trocas, ou simplesmente deixá-los para outros os verem. Foram colocados junto de vários departamentos de formação mas sendo para livros escolares foram todos levados e nenhum retornou à estante original. Neste momento foi adaptado para algo semelhante ao exemplo anterior, de troca por troca.
Para finalizar, são as redes sociais que ganham uma grande dinâmica. Existem grupos de troca, de venda em 2ª mão ou para ambas as finalidades no facebook por exemplo. As trocas são feitas por correio mas muitas vezes em mão também, sendo mais económicas e pessoais.  O Bookmooch estabelece trocas através de pontos. Quanto mais livros estiverem para troca, mais pontos se adquirem e maior possibilidade há de ter acesso àqueles a que tanto querem deitar a mão. O Winking Books é algo bastante semelhante e funciona também por sistema de pontos. 

Sem dúvida que muitas vezes as pessoas que utilizam uma plataforma ou sistema utilizam outra e acabam por criar lados e reconhecerem-se nos mais diversos destinos digitais. O que todas estas oportunidades trazem são hipóteses de poupar mas também de ter acesso fácil a novos livros. Lembro-me que ainda esta semana uma pessoa que conheço dizia já ter poupado quase 500 euros em 5 meses por utilizar estes processos. É qualquer coisa bastante significativa.

 echi (72)

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A política do "tem de acabar primeiro"

Tenho uma grande amiga que tem uma política muito gira em relação a sagas literárias, ela só as lê quando o último livro sair. Ela chama-lhe a política do "tem de acabar primeiro" e ainda tem o descaramento de ir ler o fim primeiro.
Isto são coisas que dão comigo em doida! Não só me irrita piamente que ela leia o fim primeiro, como ainda me entristece que ela perca toda a aventura e desespero de esperar pelo segundo ou terceiro volume daquela saga que nos rouba horas de sono.
Um dia, quando estávamos a tomar café, decidi encostá-la ao balcão e perguntar-lhe o porquê desta política tão grosseira. Com um sorriso triste e de chávena de café na mão respondeu-me que o problema não era dos escritores, era dela e eu tive de piscar os olhos admirada.
Por este pacotes de açúcar e adoçante lá me confessou que o seu grande problema era o apego que ganhava às personagens. Para ela morrer alguém num livro que ela gostasse era como se lhe matassem um familiar. Algo sério e sentido, segundo ela perde imenso tempo a pensar e repensar a situação, chega a ser um desespero.
A internet tornou-se assim a sua melhor amiga, quando descobre um livro que acha interessante senta-se ao computador e pesquisa se a saga já terminou e se sim, as linhas gerais da mesma. Assim sendo, sabe quais personagens não se apegar e pode ler a saga descansada que o seu coração não será importunado.
Além do mais, confessa-me ela também, torna-se muito mais fácil seguir o rumo da história porque se a tem toda fresquinha na cabeça. Ainda a torcer o nariz perguntei-lhe se ela fazia o mesmo com os filmes e as séries de televisão. Descobri que com as séries sim, ela faz o mesmo, espera que a primeira temporada saía e só depois a vai ver, com os filmes é mais liberal porque não tem tanto tempo para se apegar.
Não sei como os meus caros leitores se sentem em relação a isto mas eu não consigo. Se um livro me interessa, não importa que faça parte de uma colecção que ainda não está completa, ou que tenha vinte volumes. Quando tiver tempo, comprá-lo-ei e sentar-me-ei alegre e contente a lê-lo.
Eu faço parte daquelas pessoas que vive e respira a espera pelo livro a seguir! Que se entretêm a ver gráficos e a ler teorias da conspiração, porque para mim, isso acaba tudo por enriquecer a experiência que é ler o livro.
Numa era em que os autores mais jovens interagem bastante com os fãs, quer seja através de blogs como páginas do facebook, há sempre uma short-story para se ir lendo entre livros, há sempre um concurso para se participar e há sempre umas fotos para se ir vendo. Uma pessoa acaba por se envolver mais na saga e por conhecer, ou pelo menos, ver e ler, outros fãs. Isto são experiências que quando nos sentamos com três livros ao lado para ler de enfiada acabam por se perder.
Para mim ler é viver ao máximo a história, peço desculpa, mas efectivamente faço viagens em redor do meu quarto, afinal um livro é todo um novo mundo e as bibliotecas são autênticas agências de viagem "no-cost". Há que aproveitar, não acham?
Mas digam-me caros leitores, também esperam que as séries fiquem completas para as ler? Ou são como eu e vão lendo conforme os livros vão saindo?

sábado, 5 de maio de 2012

Livros a não dar no dia da mãe!

Aqui no Encruzilhadas gostamos de ver as coisas através de novos ângulos! Assim sendo e enquanto todos vos estão a aconselhar sobre que livros dar à mãe, no dia da mãe que se aproxima, nós por aqui, decidimos ajudar na lista aconselhando livros que não devem ser oferecidos!
Não dizemos que os livros sejam maus, longe disso, dizemos apenas que os temas poderão ser um pouco controversos demais para o dia em questão. Ainda com algumas dúvidas?
Pois bem! Aqui ficam então alguns livros que achamos que não devem chegar às mãos de nenhuma mãe naquele que é considerado o seu dia.

Sofia (ou alternativamente  A Escolha de Sofia
de William Styron
Edição/reimpressão: 1983
Páginas: 376
Editor: Livros do Brasil
Resumo:
Trata do dilema de "Sofia", uma mãe polonesa, filha de pai anti-semita, presa num campo de concentração durante a Segunda Guerra e que é forçada por um soldado nazista a escolher um de seus dois filhos para ser morto. Se ela se recusasse a escolher um, o soldado mataria ambos filhos. Essa história dramática é contada em 1947 ao jovem "Stingo", um aspirante a escritor e que vai morar no Brooklyn, na casa de "Yetta Zimmerman", onde ele acaba tendo Sofia como sua vizinha. 

Não há mãe nenhuma que vá querer receber um livro sobre ter de escolher entre dois filhos. É natural. Assim sendo e apesar se talvez se achar que se pode estar a marcar uns pontos extra com este livro, talvez seja melhor deixá-lo de parte para outra ocasião. Talvez para os anos?

Para a Minha Irmã
de Jodi Picoult
Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 408
Editor: Livraria Civilização Editora
Resumo:
Os Fitzgerald são uma família como tantas outras e têm dois filhos, Jesse e Kate. Quando Kate chega aos dois anos de idade é-lhe diagnosticada uma forma grave de leucemia. Os pais resolvem então ter outro bebé, Anna, geneticamente seleccionada para ser uma dadora perfeitamente compatível para a irmã. Desde o nascimento até à adolescência, Anna tem de sofrer inúmeros tratamentos médicos, invasivos e perigosos, para fornecer sangue, medula óssea e outros tecidos para salvar a vida da irmã mais velha. Toda a família sofre com a doença de Kate. Agora, ela precisa de um rim e Anna resolve instaurar um processo legal para requerer a emancipação médica – ela quer ter direito a tomar decisões sobre o seu próprio corpo. Sara, a mãe, é advogada e resolve representar a filha mais velha neste julgamento.

No seguimento do livro anterior, aqui temos outro sobre escolhas. Neste caso no entanto, a mãe tem um papel mais pro-activo e de vilã ou salvadora conforme o ponto de vista. Na minha singela opinião, Jodi Picoult não é muito simpática para as mães, o que a torna uma escritora também a evitar nesta data.

Os Homens Que Odeiam as Mulheres
de Stieg Larsson
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 576
Editor: Leya
Resumo:
O jornalista de economia Mikael Blomkvist precisa de uma pausa. Acabou de ser julgado por difamação ao financeiro Hans-Erik Wennerstrom e condenado a três meses de prisão. Decide afastar-se temporariamente das suas funções na revista Millennium. Na mesma altura, é encarregado de uma missão invulgar. Henrik Vanger, em tempos um dos mais importantes industriais da Suécia, quer que Mikael Blomkvist escreva a história da família Vanger. Mas é óbvio que a história da família é apenas uma capa para a verdadeira missão de Blomkvist: descobrir o que aconteceu à sobrinha-neta de Vanger, que desapareceu sem deixar rasto há quase quarenta anos. Algo que Henrik Vanger nunca pôde esquecer. Blomkvist aceita a missão com relutância e recorre à ajuda da jovem Lisbeth Salander. Uma rapariga complicada, com tatuagens e piercings, mas também uma hacker de excepção. Juntos, Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander mergulham no passado profundo da família Vanger e encontram uma história mais sombria e sangrenta do que jamais poderiam imaginar.

Se o nome por si só não fosse chocante para uma mãe receber de um filho, não há pai nenhum, mãe principalmente, que vá gostar de ler sobre "violações recorrentes". Logo, se não quiserem ser responsáveis pela caixa de comprimidos extra à mesinha de cabeceira da vossa mãe, aconselhamos a por este livro de lado.

Outros títulos rápidos que não aconselhamos a dar nesta data, quer seja apenas pelo nome, quer seja pela história são os seguintes:
  • Descubra a cabra secreta que há em si de Elizabeth Hilts
    • O título fala por si;
  • Mildred Pierce de James M. Cain 
    • Nesta história a filha odeia a mãe de tal modo, que dorme com o padrasto, mata-o e ameaça culpar a mãe pelo crime se esta não lhe der dinheiro para ela fugir;
  • A Oresteia de Ésquilo
    • No qual o pai mata a filha para agradar aos Deuses, a mãe mata o pai para vingar a filha, o filho mata a mãe para vingar o pai e depois de muita discussão os deuses decidem que o pai estava certo.
  • As Virgens Suicidas de Jeffrey Eugenides
    • Cinco irmãs adolescentes suicidam-se sucessivamente ao longo de um ano. Além do tema forte, a mãe das mesmas é considerada horrorosa por maior parte dos leitores;
  • Alice Sebold, autora de Visto do Céu e Visto da Lua é também das menos recomendadas para este dia, devido à imagem negativa passada pelas personagens maternais.
Atenção: Apenas recomendamos que os livros não sejam dados nesta data, de resto sintam-se à vontade para os partilharem e oferecerem!

Agora que alguns livros foram retirados da lista, não podemos deixar de nos perguntar: Há algum livro que jamais dariam às vossas mãe? Porquê?

quinta-feira, 3 de maio de 2012

E agora, algo completamente diferente!

Li um artigo recentemente que se focava no curioso tema dos tops de vendas de livros nos Estados Unidos. O problema que o autor do artigo tinha encontrado era o seguinte, numa pesquisa feita junto dos leitores, ao perguntarem quais eram os livros favoritos dos leitores, os nomes que surgiram foram os dos grandes clássicos com um ou outro livro mais recentes. Tudo livros sérios e seguros de si.
No entanto, o top de vendas nos EUA, tem nos primeiros lugares policiais e romances. Livros que raramente foram mencionados pelos entrevistados. A dúvida residia se a falta de menção aos mesmos se prendia com alguma "vergonha" que as pessoas pudessem ter em admitir que liam esse género de livros, ou se era efectivamente possível que eles vendessem tanto sem serem favoritos. A resposta acabou por chegar de maneira inesperada quando o autor do trabalho se deparou a ler um policial. O livro era bom e ele estava a gostar dele, mas era o chamado "entretenimento habitual", um livro que ele sabia de antemão que ia gostar e que ia acrescentar muito pouco à sua experiência de leitor. Era uma leitura rápida e fácil que lhe ia proporcionar um "bem estar" imediato e que não dava trabalho. Esse era sem dúvida o motivo pelo qual os policiais e romances eram tão vendidos, são um género que maior parte das pessoas gosta e que pode ler calmamente sem medos ou stresses, sem agonias, um género reconfortante e conhecido.
Os livros favoritos das pessoas estão no entanto fora deste universo, são os livros que as levaram para lá da sua zona de segurança e lhes abriram os horizontes. São livros que nos cansam e puxam por nós ao máximo e por isso não são particularmente muito comprados ou lidos, mas são livros que acabam por tomar um lugar muito especial nos corações e nas vidas das pessoas.
Após ter lido esta conclusão fiquei curiosa sobre os livros que me tinham marcado e sobre os livros que normalmente leio. Fiquei com vontade de arriscar mas não muito, não me queria afastar totalmente dos géneros que amo, a fantasia e as séries young adult, queria no entanto entrar em algo que nunca tinha entrado. Após uma breve pesquisa descobri a "Parasol Protectorate", uma saga com elementos steampunk e fantasia e o livro "How to be a Woman" da Caitlin Moran, uma biografia feminista.
Talvez tenha entrado num caminho sem retorno, talvez acabe por voltar a correr para os géneros que gosto. Nunca o saberei se não tentar e por isso mesmo, começa agora uma nova aventura no mundo dos livros para mim.
Perguntamos no entanto aos nossos leitores, se agora fossem ler algo completamente diferente que género seria? Tem ideia de que livros vos poderiam interessar? E lê-los iam?

terça-feira, 1 de maio de 2012

Serão livros?

Hoje enquanto passeava na internet descobri uma coisa interessante. Livros que não livros. 
Como pode isto ser? Muito simples! A nossa intuição diz-nos que, se tem a aparência de um livro, a lombada de um livro e o título de um livro terá inevitavelmente de ser um livro mas o caso nem sempre é este.
Neste caso em concreto o que está na imagem não são livros antigos, apesar de assim o parecerem, são tijolos. É verdade, tijolos que foram meticulosamente pintados para parecerem livros antigos e que tem a particularidade de terem as duas faces pintadas com títulos diferentes.

 Estes livros fazem parte da colecção Light Reading Melbourne, do australiano Daryl Fitzgerald.
Daryl pegou em tijolos antigos e partidos e com alguma dedicação conseguiu transformá-los em pequenas réplicas de livros, prontas a adornar qualquer casa.
Alguns dos títulos escolhidos pelo artista para a sua colecção foram 1984, Clockwork Oragne (A Laranja Mecânica), Animal Farm e Heart of Darkness.

Pessoalmente achei a ideia bastante criativa e na foto em baixo com o pote de flores por cima lembrou-me uma escada típica de um prédio antigo português. Afinal e apesar de não poderem ser lidos, estes "livros" acabam sem dúvida por despertar curiosidade nas pessoas e quem sabe, incentivá-las a procurar o livro que estes tijolos estão a representar.

domingo, 29 de abril de 2012

Livros fantásticos!

Uma rapariga a voar levada por livros. Uma biblioteca perdida. Um homem sem cor que descobre todo um novo mundo nas páginas dos livros...
Este pode ser um pequeno resumo sobre a pequena metragem que em 2011 foi levada aos Óscares.
Com o nome Os fantásticos livros voadores do Sr. Morris Lessmore esta é uma curta animação a não perder para todos aqueles que como nós amam ler e amam livros.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Como aprendi a gostar de ler

O artigo de hoje foi retirado deste site e não tomamos qualquer crédito por ele. Simplesmente achámos-lo deveras interessante e relevante para todos os pais que querem pôr os filhos a ler.

Como aprendi a gostar de ler com 11 atitudes simples de meus pais
por Alessandro Martins
Uma professora de português, na pós-graduação em Literatura Brasileira que faço na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), disse que é comum que mães questionem os livros indicados aos filhos, considerando-os muito complicados.
Pensei que uma boa idéia seria perguntar delicadamente a essa mãe que outros livros ela teria indicado durante todo aquele tempo antes de ele chegar às aulas de Literatura.
Os pais têm papel fundamental na formação dos novos leitores. A responsabilidade não pode ser jogada apenas nas costas dos professores na hora de ensinar a gostar de ler.
Eis algumas coisas que meus pais fizeram para que eu me tornasse amigo dos livros. Se você for pai ou mãe, espero que isso ajude.
  1. Presenteavam-me com livros – Quase toda semana eu ganhava um livro novo. Nas datas festivas, além de um brinquedo, eu ganhava um livro.
  2. Levavam-me às livrarias – Nada mais divertido e que chame mais a atenção de uma criança que a colorida seção de livros infantis. Ainda que ela seja pequena e desorganizada, como costumam ser as de ultimamente, para a criança tudo é grande, vasto e divertido.
  3. Levavam-me à biblioteca - Nem todo mundo tem dinheiro para comprar livros toda semana. Mas uma biblioteca tem uma quantidade enorme de livros à disposição. De graça. Lembro como ontem o dia em que meu pai me acompanhou quando fiz a minha carteirinha. Emprestei uma edição do Príncipe Valente.
  4. Associavam esses passeios a coisas divertidas – Uma ida à livraria ou à biblioteca era acompanhada sempre de um sorvete, uma passada na pastelaria ou um passeio no zoológico. Não precisa ser nada muito complicado. A leitura deve estar ligada a atividades prazerosas já que também é uma.
  5. Não tinham preconceito quanto a gibis - As histórias em quadrinhos são ótimas maneiras de iniciar a criança à leitura. Embora sejam uma forma de arte diferenciada, habituam à palavra escrita.
  6. Liam histórias para mim – Minha avó também lia histórias para mim. Sempre que o fazia colocava seus óculos. Como eu ainda não sabia ler, um dia roubei os seus óculos imaginando que aquilo me ajudaria a entender aquelas letrinhas todas.
  7. Contavam histórias para mim – Quem gosta de ouvir histórias, gosta também de lê-las e de contá-las. Eles também me mantinham em contato com as pessoas mais velhas da família que, por natureza, são contadores de histórias. Quando criança, lembro de aos domingos, bem cedo, ir para cama de minha bisavó, onde ela me contava as suas aventuras da juventude.
  8. Davam livre acesso aos livros adultos – Eles nunca temeram que eu estragasse os livros da biblioteca, os livros “sem figura”. De fato, estraguei alguns, mas a minha transição dos chamados livros infantis para os adultos foi gradual e sem pressões, no meu ritmo. O primeiro que li foi Tubarão, aquele do filme.
  9. Meu pai me levava ao cinema – O cinema é uma das portas de entrada para a literatura. Foi ao ver Mogli, dos estúdios Disney, que me interessei em ler o Livro da Selva, de Rudyard Kipling.
  10. Eles liam – Meu pai, sobretudo, lia muito. Para uma criança, o cara mais legal do mundo é o pai. E, quando você é criança, tudo o que você quer é ser como o cara mais legal do mundo. E o mais importante:
  11. Eles NUNCA me obrigaram a ler – Tudo que é feito por obrigação é um saco. Coisas feitas contra a vontade causam trauma. E, depois de um trauma, mesmo que seja a mais prazerosa das atividades, mais tarde você vai associá-la com sentimentos ruins e se recusar a fazê-la. Para entender melhor, apenas neste item substitua a palavra leitura pela palavra sexo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia Internacional do Livro e World Book Night

Esta semana começa com um dia fantástico que não só é o Dia Internacional do Livro como também se celebra-se a World Book Night, uma noite que tem como objectivo celebrar o prazer da leitura, algo que nós aqui no Encruzilhadas fazemos o ano todo, e que leva as pessoas a espalhar um milhão de livros por diversas instituições.
Para quem não sabe o dia 23 de Abril foi escolhido pela UNESCO por ser o dia de nascimento e morte de Shakespeare, assim como o dia da morte de Cervantes. Em Barcelona celebra-se também o dia de São Jorge, e era costume, os senhores darem rosas às senhoras que por sua vez retribuíam dando um livro da sua predilecção.
Assim sendo, a data pareceu ser simbólica o suficiente para ser não só para se festejar os livros como para os distribuir.
Todos os anos, vinte e cinco livros são escolhidos serem distribuídos nesta data tão especial, este ano alguns dos livros escolhidos são os seguintes: 

Estes livros chegarão a instituições e tentarão puxar as pessoas para o mundo fantástico da leitura. Esperemos que cumpram a sua missão. Esta semana começa também em Lisboa, a 82º Edição da Feira do Livro. É caso para dizer que esta semana é dedicada à leitura e aos livros!
Da parte do Encruzilhadas um desejo de boas leituras e uma boa semana!
 


sábado, 21 de abril de 2012

Eternamente na mesinha de cabeceira

Todos nós temos livros que estão eternamente à nossa espera. Estes livros tem muitas proveniências, muitas origens. São aqueles livros que compramos porque estavam na moda ou porque até queríamos ler mas que entretanto ficaram para trás à medida que livros mais recentes ou com mais interesse nos chegaram às mãos.
Estes livros ocupam espaço nas nossas mesinhas de cabeceira, nas nossas estantes e na nossa consciência. E sempre que olhamos para eles, eles lembram-nos que ainda os temos que ler, que prometemos que os iríamos ler.
Mas há sempre um outro livro que lhes passa a frente, outro livro que é mais importante ler, que é mais interessante, que é mais urgente. E estes livros vão ficando cada vez mais esquecidos e cada vez mais empoeirados e nós prometemos mais uma vez que os vamos ler, mas vamos mesmo. Só não agora, definitivamente só depois daquele que estamos a ler agora, ou talvez depois daqueles que trouxemos da biblioteca e primeiro ainda há aqueles que os amigos nos emprestaram.
Estes livros esquecidos que ficam a ganhar pó são por vezes do mais diferente que há, clássicos misturados com literatura moderna e um livro de fantasia ou uma auto-biografia que alguém nos aconselhou, ou até deu, e que nunca mais pegamos.
Devo confessar que tenho alguns livros assim, uns não é que não queira ler, simplesmente acabei por perder o interesse, estão a meio marcados com marcadores como se fossem cicatrizes na pele. Outros nem sequer os abri. Uns são livros que comprei, outros são livros que me deram. Uns são de autores que gosto mas que não deviam estar no seu melhor momento quando escreveram aquele livro em particular, outros são de autores que não conheço.
São assim um peso constante na minha estante e na minha consciência sempre que acabo por ler outro livro antes de os ler a eles. Um livro mais recente, um livro que vai esperar menos tempo ou que até nem espera tempo algum.
A modo de confissão devo dizer que alguns dos que tenho na minha infinita lista de espera, e que estão eternamente na minha mesinha de cabeceira, são A Cruzada de Robin Young, Saber Estar de Vicky Fernandes e A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusa.
E agora a pergunta fica para os nossos leitores, que livros estão eternamente à espera na vossa mesinha de cabeceira?

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Poesia de lombada!

Desde 1993, a artista Nina Katchadourian tem passeado por bibliotecas e trocado livros de lugar de modo a lhes dar um novo sentido. 
A ideia desta artista é juntar os títulos dos livros de modo a fazer destes poemas. Na fotografia do lado temos um perfeito exemplo do que ela faz. Juntos, os títulos dos livros lêem-se "Arte primitiva, Apenas imagine, Picasso, Criado por lobos". (Podem ver outros exemplos dela aqui.)
Esta ideia de Nina Katchadourian entrou no spotlight após várias pessoas a terem decidido imitar para celebrar o mês da poesia, em Abril deste ano.
Assim sendo, vários leitores decidiram juntas as lombadas  dos seus livros para fazer este género muito especial de poesia. O Encruzilhadas não resistiu e foi revistar as estantes procurando títulos originais e puxando ao máximo pela sua veia artística.
Os resultados da nossa busca vão estar em breve disponíveis na nossa página do facebook! Alguém quer partilhar a sua veia poética?

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Feira do Livro 2012

A altura da Feira do Livro de Lisboa aproxima-se. Este ano a mesma terá lugar de 24 de Abril a 13 de Maio, sendo o local escolhido o de sempre, o Parque Eduardo VII com vista para o Marquês de Pombal e o Rio Tejo.
Com as coisas cada vez mais complicadas a nível monetário para os portugueses, a Feira do Livro acaba por ser uma boa oportunidade para se tentar desencantar livros a preços mais acessíveis que o normal.
Há no entanto que tomar atenção para que a cabeça não supere os limites da carteira. Algumas das melhores técnicas são as mesmas do que as de ir ao supermercado.
  • Nunca ir se não se estiver já a ler algo; 
    • Livros acabam por ser um pouco como comida, quanto mais fome, mais comida vamos levar que normalmente não nos interessaria tanto;
  • Ter uma lista com os livros que efectivamente se quer comprar;
    • O que vai acabar por ajudar a não ultrapassar o plafon escolhido;
  • Saber junto do stand se o livro vai ter alguma promoção especial num dia específico;
    •  Estes são os chamados "Livro do Dia" e podem ter descontos até 50%;
  • Ir com um amigo;
    •  Se tiverem gostos parecidos até podem acabar por trocar livros quando acabarem de os ler;
  • Ter a certeza que a Biblioteca Municipal mais perto não tem o livro que quer comprar para requisitar;
    • E que não o pode mandar vir de outra biblioteca vizinha;
  • Saber se o livro não foi já editado em Portugal por outra editora; 
    • P.e. A colecção argonauta que vende por 1,5€ o volume (em maior parte dos locais) tem livros que foram mais tarde editados por outras editoras portuguesas que os vendem por vezes 7 ou 8 vezes mais caros.
Estes são alguns dos muitos conselhos que em tempo de crise nos podem dar uma ajuda. Quanto a evitar vir a Lisboa, há uma fantástica solução. Descobrir quando a Feira do Livro vai até ao sítio onde mora! Para uma lista completa das Feiras do Livro em Portugal podem consultar este site onde também são dadas datas de feiras do livro internacionais.
Nós aqui no Encruzilhadas já temos as nossas listas e carteiras preparadas para não cairmos em tentação. Há uns que queremos muito e as estratégias estão definidas. Vai ser uma boa Feira do Livro! Boas compras e leituras ainda melhores!

terça-feira, 17 de abril de 2012

O melhor lugar para ler

O artigo de hoje é da autoria de Kate Beaton e foi apenas traduzido para português, não podendo nós tomar nenhum crédito por ele. Achamos no entanto que era muito giro e que vale a pena ler! Aqui fica.

"O meu lugar preferido para ler é, de facto, qualquer um em que me possa estender. Sofá, tapete, cama, onde quer que me possa sentir confortável. Isso porque sou uma irrequieta e ando sempre enrolada nos livros como se fossem a única coisa que tivesse de salvar no meio de uma tempestade. 

Gostava de vos dizer que costumo ler no meu café preferido, em frente a uma xícara de chá e a um bolinho delicioso, tudo banhado pela luz pura da manhã. Mas não posso, porque estou de barriga para baixo, apoiada nos cotovelos e indiferente à inevitável dormência que já aí vem. Ok, quando vier basta virar-me de costas e segurar o livro acima da cabeça ou, quem sabe, enrolar-me de lado, à volta do livro numa posição incorrecta qualquer, ou sentar-me com ele nos joelhos a balançar. 

Tropeçaste em alguma coisa? Oh, foi em mim! Estava enrolada numa manta, no chão. Não te rales com isso. Quando era adolescente, costumava divertir-me a sentar-me de cabeça para baixo e os pés por cima das costas do sofá. Mas tive de para com isso quando me tornei uma senhora porque não está, certamente, nos projectos de nenhum cavalheiro levar uma ‘pernas para cima’ ao altar. Não que ande à pesca de marido e menos agora que estou a meio do último George R.R. Martin, mas é preciso traçar uma linha de conduta geral em algum aspecto, não acham?

domingo, 15 de abril de 2012

Ler ou não ler e-books, eis a questão!

Aqui no Encruzilhadas já nos rendemos um pouco à evidência de que os e-books parecem ter vindo para ficar. Apesar de sermos raparigas à moda antiga que gostam de pegar num bom livro, sentir-lhe o cheiro e virar-lhe as páginas a verdade é que os e-books são muitos mais fáceis de transportar e acabam por, em maior parte dos casos, ficar mais baratos do que comprar o livro físico.
Falando por mim, agora que as coisas estão a apertar, ler e-books acaba por ser uma maneira de me manter actualizada nas minhas leituras sem ter de gastar muito dinheiro. A única contra partida é que não tenho um e-reader, o que significa que passo muitas horas em frente ao portátil sentada na sala a ler. 
Isto acaba por ser um pouco aborrecido porque um portátil, obviamente, não é um e-redear, cansa mais a vista e é muito mais pesado, não dando aquele jeito que os e-readers parecem dar para uma pessoa se por em todas as posições, como quando está a ler um livro. No entanto a cavalo dado não se olha o dente e com a ajuda de um add-on para o firefox, ou a instalação de um programa no pc consigo ler os ficheiros ePub sem problemas, o meu irmão até foi simpático e mostrou-me um programa chamado f.lux que ajusta a luz do ecrã o que até ajuda a poupar-me os olhos.
Porém há outras situações pertinentes que me fizeram virar para os e-books. Estas situações prendem-se com escritores que só editam livros em e-book, ou que fazem volumes especiais em e-book. Alguns desses escritores são Cassandra Clare, autora da trilogia Os Caçadores de Sombras, e Lauren Oliver, autora da trilogia Delirium.
No caso de Clare, tratam-se mais de pequenas histórias soltas entre os volumes da trilogia, que ajudam a compreender melhor algumas das situações, do que necessariamente e-books. No caso de Oliver temos o e-book Hana, que conta a mesma história de Delirum mas no ponto de vista da melhor amiga da personagem principal. No caso de autores de renome estes e-books acabam por ser histórias extra para dar uma melhor compreensão da narrativa principal, no caso de autores desconhecidos os e-books acabam por ser a maneira mais barata de chegarem ao mercado e tentarem alcançar os leitores.
Mesmo as empresas de auto-publicação como a Bubok oferecem ao seus clientes a possibilidade de comprar o livro físico ou e-book. Será apenas uma questão de tempo até as livrarias começarem também a vender este formato, visto que as grandes "livrarias" on-line, como a Amazon já o disponibilizam. E que é mais rápido e eficaz que pagar e fazer logo o download do livro, não há a pressa de comprar os livros antes de terem saído para se os ter no dia do lançamento, basta pagar e assim que o download acabar já se tem o livro para começar a ler.
Há que referir no entanto que os e-book deram origem a uma pirataria enorme dos mesmos. Livros que antigamente eram fotocopiados e que devido a alterações na lei deixaram de o ser, passaram a estar a um download de distância dos ciberautas. Salva-se a carteira e salvam-se as árvores.
O Encruzilhadas irá comentar e-books e o primeiro a contemplado será o Hana de Lauren Oliver. No caso de existir cópia física do livro essa será sempre a descrita, caso apenas haja e-book serão os dados deste que constarão na entrada do post.
Queremos portanto saber, "Ler ou não ler e-books?" Qual é a vossa opinião sobre o tema?

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Contrabalançar leituras!

Num mundo em que a vida anda cada vez mais rápido é difícil arranjar tempo para se ler tudo aquilo que se quer ler. E verdade seja dita, muitos de nós sabem, assim que descobrem o prazer pela leitura, que jamais teremos tempo para ler tudo aquilo que queremos ler. Se os clássicos não nos roubassem bastante tempo os livros novos que saem todos os meses fá-lo-iam. 
Temos de ser sinceros, a nossa lista de livros para ler nunca acaba de crescer e a nossa lista de livros lidos parece não conseguir acompanha-la. Assim sendo há pessoas que gostam de ler dois e três livros ao mesmo tempo. Acaba por ser uma técnica prática que permite que uma pessoa ande com a sua lista dos lidos sempre em crescimento e ajuda a desbastar a lista dos livros para ler.
Mas como o fazer? Como não baralhar tudo na cabeça? Esta pergunta é-me feita muitas vezes por amigos que me vêem a ler e perguntam: 

Amigo: "Olha, esse é o tal livro sobre a rapariga com a cicatriz de trovão?"
Eu: "Não, este é sobre a revolução das porcelanas em França..."
Amigo: "Ah, já acabaste o outro então!"
Eu: "Não, não estou aí a umas 100 páginas de acabar esse..."
Amigo: "E estás a ler outro?"
Eu: "Estou  a ler os dois ao mesmo tempo..."
Amigo: "Que horror! Deves baralhar-te toda..."

Soa familiar? Devo jurar que houve alturas em que pensei se era a única pessoa que lia tantos livros ao mesmo tempo. Gosto de ter um livro para ler na cama, um para ler nos transportes e um nas horas vagas. Faz parte de mim, sei que a Cláudia também lê vários ao mesmo tempo e deduzo que utilize as mesmas técnicas que eu, são técnicas simples e fáceis de seguir.
Aqui vão algumas delas para aqueles que querem começar a ler dois livros ao mesmo tempo e tem receio de se trocarem nos enredos e personagens.
  • Ler géneros distintos. Isto é, se estiverem a ler um livro de pura fantasia, não misturar com romances paranormais e sim com aquela biografia que já querem ler à muito ou aquele romance que vos deram no natal.
  • Ler autores que não sejam fáceis de confundir. Se quiserem ler dois livros parecidos o melhor é tentar ler de dois autores que não sejam fáceis de confundir. Como por exemplo Júlio Verne e Úsrula Le Guin, apesar de terem alguns livros com temas parecidos os seus géneros de escrita são impossíveis de confundir.
  • Ler livros de faixas etárias diferentes. Esta é parecida com a do género. Devo confessar que sou uma aficionada por livros considerados juvenis. A literatura YA (Young Adult) é um mundo fascinante onde história sérias podem acontecer mas eu ainda tenho uma grande hipótese de ter o meu final feliz. Se ler um livro estilo juvenil com um para adultos será também bastante complicado misturá-los. 
Ficam aqui três conselhos que me lembro de momento. Normalmente também ajuda se só se ler o livro em determinadas situações, se só ler o livro que leva para o metro no metro, será difícil de confundi-lo com aquele que está a ler antes de dormir. 
Ao principio é capaz de fazer alguma confusão mas o hábito vem rápido e é uma maneira de devorar livros ainda mais depressa! Mas agora digam-me, também lêem mais que um livro ao mesmo tempo? Se sim, quais são as técnicas que usam para não se confundirem?

quinta-feira, 5 de abril de 2012

E-books Potter facturam 1 milhão em 3 dias


Os e-books de Harry Potter vendidos no site Pottermore arrecadaram 1 milhão de libras, algo como 1,13 milhões de euros, em vendas nos três dias após a sua colocação para venda a 27 de Março deste ano, relevou o chefe executivo Charlie Redmayne.

 (Ler mais...)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012