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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Opinião: Pandemonium, de Lauren Oliver

Pandemonium [Delirium 2]
de Lauren Oliver
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 336 
Editor: Hodder & Stoughton General Division
Resumo:
I'm pushing aside the memory of my nightmare, pushing aside thoughts of Alex, pushing aside thoughts of Hana and my old school, push, push, push, like Raven taught me to do.
The old life is dead. But the old Lena is dead too. I buried her. I left her beyond a fence, behind a wall of smoke and flame.

Rating: 4/5

Comentário: 
(Atenção este comentário conterá spoilers do primeiro volume!)

Depois da Cláudia ter comentado o primeiro volume desta saga, Delirium, é agora a minha vez de comentar a sua continuação, com Pandemonium. Da primeira vez que comecei a ler esta sequela tive de parar porque o livro não me fazia sentido. Tinha acabado de ler o Delirium há pouco tempo e a mudança brusca na narrativa deu-me um "nó no cérebro" e não me deixava entrar no rumo da história.
Tive por isso de esperar alguns meses antes de poder voltar a pegá-lo a sério e dar continuação a esta saga. Sou da mesma opinião da Cláudia, que diz que Oliver é genial a construir personagens e as suas relações. Há algo de verdade, de real, na Lena e em todos os que a rodeiam; existem alturas na história em que quase os podemos tocar.
No primeiro livro, à medida que seguimos Lena ao longo da sua aventura, é fácil relacionarmos-nos com ela e percebermos as suas dúvidas e incertezas. Sim, porque Lena é uma personagem que acredita cegamente no regime onde foi educada, um regime que dita que o amor é uma doença mortal e que todos se devem submeter a uma operação que retira a capacidade de amar. Lena acredita nisto e conta os dias para a sua operação, que a salvará desta doença, como maior parte dos adolescentes contam os dias que faltam para um concerto ou lançamento de um livro.
E assim, ao longo do primeiro livro vemos a Lena soltar-se das suas amarras e a aprender a "voar" como ela diz.
No segundo livro, no entanto, encontramos duas Lenas: a Lena do "Now" e a Lena do "Then"; e elas tem objectivos diferentes, maneiras de ver a vida diferentes e medos diferentes. Ao dividir o seu segundo livro em duas linhas de tempo, Lauren puxou o tapete aos seus fãs e deixou-nos perdidos durante quase dois capítulos até percebermos ao certo o que se estava a passar.
Deixem-me tentar explicar-vos o que se passa quando começamos a ler este livro: o primeiro capítulo é "Now" e creio que todos esperávamos uma continuação quase imediata ao fim explosivo de Delirium, mas aquilo que encontramos é Lena sentada calmamente numa sala de aulas. O leitor começa a erguer curioso uma sobrancelha, e quando o capítulo acaba nem sabemos bem o que se vai passar. Entramos então num capítulo "Then" (os únicos dois nomes que todos os capítulos terão para percebermos os saltos no tempo) e subitamente voltamos ao exacto momento em que Delirium terminou.
Quer isto dizer que a linha "Now" passa-se alguns meses após o fim de Delirium enquanto a linha "Then" se passa imediatamente a seguir. Para quem acabou de ler o primeiro livro apenas com uma linha de tempo compreende-se a dificuldade em entrar neste segundo livro. Mas após o choque inicial e percebendo a maneira como o livro se processa torna-se fácil entrar na história e tornar a acompanhar Lena nas suas aventuras.
Depois do fim suspenso de Delirium reencontramos, como dizia há pouco, duas Lenas. A Lena do "Then" que é a Lena que deixamos, ainda bastante insegura e sem saber se tomou a decisão certa, sem saber ao certo o seu lugar no mundo e acabada de chegar ao munso dos Wilds; e a Lena do "Now": uma Lena que já passou frio, fome, doença e já ponderou a sua vida de ângulos que nunca achou possíveis, uma Lena que sabe o que é perda mas que aprendeu a erguer a cabeça.
Pandemonium fala-nos das decisões que tomamos e das experiências que nos moldaram e nos levam a tomar essas decisões. É um livro intenso sobre aquilo que acreditamos ser a verdade e sobre as incertezas dos jovens que querem fazer o que está certo mas que nem sempre sabem como. Lena é a imagem de uma rapariga normal que perdeu um amor e está a tentar recuperar, é a imagem de uma jovem perdida dentro das suas inseguranças mas que se levanta todos os dias, é a imagem de uma jovem que volta a aprender a viver num mundo que a quer ver morrer.
Este é um livro sobre amor, esperança, luta e sobrevivência. É a história de um grupo de pessoas que se farta do que é confortável e vai em busca do que acha ser verdade, custe isso o que custar. Dizer mais é entrar em detalhes da história, o que me recuso a fazer para não estragar a surpresa.
Apesar de ter uma abordagem diferente de Delirium não acredito que Pandemonium lhe fique atrás e só não leva cinco estrelas por cair infelizmente num grande cliché do qual eu e a Cláudia já estamos um pouquinho fartas, e que é cada vez mais comum nos livros adolescentes (mas que não revelaremos para não estragar a leitura).
Uma leitura que recomendo, mas não imediatamente a seguir ao Delirium.
Creio que talvez seja mais produtivo para os leitores lerem entre os volumes um e dois, as short-stories Hana e Annabel ( não a Raven, pois contêm spoilers do segundo volume!).

  • Para verem tudo o que já comentamos de Lauren Oliver cliquem aqui.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Livros de Rapariga para Rapazes

Lembram-se que aqui há uns tempos fizemos um post sobre rapazes "apanhados" a lerem livros de rapariga? Decidida a tornar a ideia real a autora Shannon Hale decidiu elaborar uma lista de livros em que o papel principal pertence a uma heroína mas onde o romance e os "problemas" femininos não ocupam o primeiro lugar.
Criando duas listas, uma para mais novos (ensino básico) e uma lista para mais velhos (ensino secundário) a autora revela alguns livros que sabe que preenchem estes parâmetros e brinca dizendo que é uma sem vergonha pois acrescentou livros seus à lista.
Confesso que desta lista tenho alguns livros lidos, livros que quero ler e livros que nem sequer sabia que existiam mas que me abriram o apetite. Se estão interessadas em aconselhar a um rapaz um livro diferente onde uma rapariga salve o dia no papel principal sigam-nos nesta lista!


Livros com heroínas para rapazes!
Os livros estão ordenados aleatoriamente. 
Livros assinalados com * são os primeiros volumes de sagas.
Livros assinalados com # já foram lidos por nós mas ainda não foram comentados.

Ensino Básico

* Academia de Princesas por Shannon Hale
* Fablehaven por Brandon Mull
Kiki Strike por Kirsten Miller
*# Howl's Moving Castle (O Castelo Andante) por Diana Wynne Jones
*# Leviathan por Scott Westerfeld
*# A Wrinkle in Time por Madeleine L'Engle
*# The Circle of Magic por Tamora Pierce
*# Dragonflight por Anne McCaffrey
*# Inkheart por Cornelia Funke
When You Reach Me por Rebecca Stead
Keeping Score por Linda Sue Park
Icefall por Matthew Kirby
Rapunzel's Revenge por Shannon e Dean Hale, ilustrado por Nathan Hale
Dealing with Dragons por Patricia Wrede
Star Girl por Jerry Spinelli
Walk Two Moons por Sharon Creech
* Protector of the Small por Tamora Pierce
The Cabinet of Earths por Anne Nesbit
Kat Incorrigible por Stephanie Burgis
Project Mulberry por Linda Sue Park
Where the Mountain Meets the Moon por Grace Lin
* The Wee Free Men por Terry Pratchett
Palace Beautiful por Sarah DeFord Williams
The True Meaning of Smekday por Adam Rex
Mockingbird por Kathryn Erskine
* The Sisters Grimm por Michael Buckley
The True Confessions of Charlotte Doyle por Avi
Little House on the Prairie por Laura Ingalls Wilder
Hero and the Crown por Robin McKinley
The Blue Sword por Robin McKinley
Zita the Space Girl por Ben Hatke

Ensino Secundário

* Os Jogos da Fome por Suzanne Collins
* Heist Society por Ally Carter
* Gallagher Girls por Ally Carter
* Across the Universe por Beth Revis
* Graceling: O Dom de Katsa por Kristin Cashore 
*# Sabriel por Garth Nix
*# The Goose Girl por Shannon Hale
*# Uglies por Scott Westerfeld
Liar por Justine Larbalestier
Claudette Colvin: Twice Toward Justice por Phillip Hoose
Prophecy por Ellen Oh
Legend por Marie Lu
The Adoration of Jenna Fox por Mary Pearson
Blackbringer por Laini Taylor
The Last Dragonslayer por Jasper Fforde
Unraveling por Elizabeth Norris
The Books of Pellinor por Alison Croggon
The Nation por Terry Pratchett
Cold Fury por T.M. Goeglein

Pelas minhas mãos gostaria de acrescentar à lista de Hale os seguintes livros:
*# Dragonskin Slippers de Jessica Day George
* Estrada Vermelha, Estrada de Sangue de Moira Young
e * Divergente de Veronica Roth

Acham que nos esquecemos de algum? Se acham que sim deixem o título e autor nos nossos comentários!

sábado, 1 de dezembro de 2012

Opinião: Rubrica: Cidades de Papel, de John Green

Cidades de Papel
de John Green
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 320
Editor: Editorial Presença
Resumo:
Quentin Jacobsen e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e amigos de infância, mas há vários anos que não convivem de perto. Agora que se reencontraram, as velhas cumplicidades são reavivadas, e Margot consegue convencer Quentin a segui-la num engenhoso esquema de vingança. Mas Margot, sempre misteriosa, desaparece inesperadamente, deixando a Quentin uma série de elaboradas pistas que ele terá de descodificar se quiser alguma vez voltar a vê-la. Mas quanto mais perto Quentin está de a encontrar, mais se apercebe de que desconhece quem é verdadeiramente a enigmática Margot. Um romance entusiasmante, sobre a liberdade, o amor e o fim da adolescência.

Rating: 4/5

Comentário:
(Review da versão inglesa pois a 1/12/2012 ainda não existia em português)
Paper Towns foi o terceiro livro que li de John Green. Depois de ter lido A Culpa é das Estrelas e À Procura de Alaska, não podia deixar de ler todo o reportório deste autor fantástico.
Quando vi que a história rodava de novo à volta de um rapaz que se apaixona pela rapariga, percebi que Green não foge muitos ao tema nos seus livros. No entanto pelo título fiquei bastante curiosa para saber o que eram ao certo estas “paper towns”.
A personagem mais forte e a minha preferida deste livro é sem dúvida a rapariga, a enigmática Margo Roth Spiegelmen (apesar de a sua personalidade ser parecida em alguns aspectos com Alaska para quem já leu À Procura de Alaska), com o seu carácter aventuroso, despreocupado e carismático, que tem sempre algo em mente que não conseguimos bem compreender. Ela é o amor de Quentin Jacobsen, um rapaz simples e pouco popular, que Margo ignora desde os seus momentos de infância.
A parte que me fez gostar mais deste livro é o início, quando Margo entra pela janela do quarto do surpreendido Quentin, e o leva numa aventura genial pela noite dentro, feita de partidas hilariantes, com o objectivo de vingança aos seus “melhores” amigos.
A nossa curiosidade começa a crescer quando no dia seguinte Margo desaparece sem aparente rasto, deixando Quentin desesperado por encontrá-la.
O resto do livro vai centra-se numa “road trip”, em busca de Margo, com base numa série de pistas que Quentin acredita terem-lhe sido deixadas pela sua amada. Sempre na companhia dos seus dois melhores amigos, Ben e Radar, a viagem toma um caminho divertido, sempre com piadas cómicas por parte de Ben, outra das minhas personagens favoritas. À medida que se aproximam de Margo o conceito de “paper towns” vai tomando o seu sentido e faz-nos até refletir sobre a nossa vida real.
No entanto, na minha opinião esta viagem começa muito bem, mas acaba por se tornar um pouco aborrecida, quando parece que poucos avanços se passam e a busca de Margo não passa apena das lamúrias de Q, sobre o facto de achar que nunca mais vai encontrá-la.
No geral gostei do livro, especialmente por toda a criatividade que Green mete no conceito de “paper towns”, mas confesso que, sendo um livro deste autor, estava à espera de mais, especialmente o final, que sem revelar o que acontece, soube-me a pouco.


Soffs
Sobre a nossa convidada:

Sofs, sonhadora compulsiva, gosta de viajar por mundos novos através dos livros. Aspirante jornalista. Tem o estranho gosto pelo cheiro das páginas de um livro. Não sai de casa sem as suas leituras na mala.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

An Abundance of Katherines por John Green

An Abundance of Katherines
de John Green
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 229
Editor: Speak 
Resumo:
No que diz respeito a relações amorosas Colin Singleton tem uma queda por raparigas chamadas Katherine. E no que diz respeito a raparigas chamadas Katherine, o Colin está sempre a ser deixado. E das 19 vezes que namorou com Katherines foi abandonado por elas 19 vezes.
De coração partido Colin decide iniciar uma viagem sem destino para recuperar de mais uma relação falhada. E é assim que esta criança prodígio, viciada em anagramas, se apanha na estrada com dez mil dólares no seu bolso, um javali sangrento atrás de si, e um obeso melhor amigo, viciado no programa de tv "Judge Judy", mas sem uma única Katherine à vista. 
Colin está decidido a provar que o Theorem of Underlying Katherine Predictability, no qual se propõem a conseguir prever toda e qualquer relação, funciona e espera que deste modo ele o permita finalmente ganhar a rapariga dos seus sonhos... 

Rating: 3,5/5

Comentário: 
Este livro foi uma prenda muito querida da minha boa amiga Cláudia que odeia que eu escreva agradecimentos nos meus comentário mas neste vai deixar porque é muito querida.

Estava curiosa em relação a John Green há já algum tempo e este livro, por ter o meu nome em inglês, tinha-me chamado particularmente a atenção. Afinal, gosto bastante de ler livros em que as personagens tem o mesmo nome que eu e imagino que não seja a única.
A história é simples, Colin tem uma particularidade em relação às raparigas com quem namora, todas se chamam Katherine. Tal como há homens que preferem morenas, Colin prefere Katherines e atenção que tem de ser com "K" senão nada feito. Todas estas Katherines acabam, infelizmente, por o deixar, e quando a décima nona Katherine o deixa, o coração de Colin não aguenta mais e este decide usar o dinheiro que ganhou em concursos para génios para fugir da sua vida.
Além da sua obsessão por Katherines, Colin é obcecado por anagramas (facto que estará presente várias vezes ao longo do livro) e por tentar encontrar lógica no mundo e nas pessoas. Decidido a provar que mais que sobre dotado, é um génio, Colin decide criar um teorema matemático que permita antecipar se uma relação amorosa vai ou não fracassar usando todas as Katherines com quem já namorou como cobaias.
É através deste teorema que vamos conhecendo as 19 namoradas de Colin e conhecemos as suas histórias. É também através destas que percebemos como Colin foi magoado e espezinhado e como nunca lutou por si. Tendo a história momentos de acção e momento mais parados que se vão contrabalançando entre o presente e as memórias de Colin em relação às suas antigas namoradas.
A escrita de Green revelou-se um pouco diferente do que aquilo que eu espera. Um pouco mais pesada que o normal em livros young adult mas ainda a bater nos limites do aceitável. Descobri também que este não é dos livros mais amados dele mas como não tenho outro livro para comparar não posso dizer se o acho melhor ou pior que os outros.
Apesar de ter gostado da história, a escrita de Green não me deixou apreciá-la na totalidade e eu fiz mesmo um enorme esforço para gostar do livro. O problema a meu ver nem está na história, e sim na maneira como por vezes é contada. A ideia com que fiquei é que Green utiliza sensações verdadeiramente americanas nos seus livros, neste temos concursos, rodtrips e caçadas. Temos pequenas terras à beira das autoestradas e corações partidos que tem de ser quebrados.
Apesar de não ser um livro que recomende vivamente não deixa de ser um livro que apreciei ler e que tenho a certeza que fará as delícias dos seus leitores.
  • Este livro ainda não está disponível em português (30/11/2012)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Rubrica: A Culpa é das Estrelas, de John Green

A Culpa é das Estrelas 
de John Green 
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 256
Editor: Edições Asa
Resumo:
Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.
PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelasé a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.

Rating: 5/5

Comentário:
Amei. E tudo tenho dito, nessa pequena grande palavra. 

A Culpa é das Estrelas é um livro, sem dúvida, para se adquirir e colocar na nossa biblioteca privada!
Quando ouvi falar sobre o que era a história, fiquei reticente, admito. Um romance entre dois adolescentes com cancro, bem, não posso dizer que me crie qualquer tipo de formigueiro. Mas quando comecei a ler.. wow! Está muito bem escrito e a história é sempre a fluir e não há tempos mortos. Cada letra é importante para a compreensão e para a continuidade da próxima letra. 

Hazel Grace e Augustus Waters são personagens cativantes e interessantes do ponto de vista da sua personalidade. Apesar de ambos sofrerem de cancro, ambos têm uma maneira diferente de ligar com tal.
Isaac foi, sem dúvida, a minha personagem favorita! Melhor amigo de Augustus e com cancro nos olhos, Isaac é uma fonte de forças e inspiração para mim!
Confesso que fiquei curioso para ler o famoso livro “An Imperial Affliction” escrito pela intrigante personagem Peter Van Houten. Infelizmente, o livro não existe. Mas, lágrimas não serão derramadas!
O fim do livro é um pouco previsível, mas acaba por não desiludir de maneira alguma. O facto de já ter convivido com pessoas que sofreram de cancro e que acabaram por falecer, fez-me dar ainda mais valor ao livro. Dá-nos uma boa perspectiva de como é estar na pele de alguém que sofre desta horrível doença.

Estou ansioso para ler mais livros do Autor, e aconselho vivamente a lerem! 



Alexandre.
Sobre o nosso convidado:

Alexandre Borges, composto por todas as letras e todos os sonhos do mundo. Gosta de atingir limites e de os ultrapassar. Atravessa mundos com os livros nas mãos e um sorriso na cara. Sites pessoais, já teve muitos, mas estes são os correntes.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Opinião: Unwind, de Neal Shusterman

Unwind
de Neal Shusterman
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 352
Editor: SIMON & SCHUSTER, LTD
Resumo:
Connor, Risa, e Lev estão a fugir para se salvarem.

Nos EUA a Segunda Guerra Civil nasceu do desacordo das facções pró-vida e pró-escolha sobre o Direito à Vida. A solução arrepiante? A vida humana é inviolável desde o momento da sua concepção até aos treze anos de idade. Entre os treze e os dezoito anos no entanto, os pais de uma criança podem decidir "desmonta-la" (unwind), e todos os seus órgãos são transplantados para outras pessoas respeitando assim os desejos das famílias pró-vida, pois todas as partes da criança continuam a viver, e respeitando os desejos das família pró-escolha, pois os pais podem abortar a criança retroactivamente.

Connor é demasiado "selvagem" e os seus pais não o conseguem controlar. Risa, uma orfã ao cuidado do Estado, não vale o suficiente para este a manter viva. E Lev é um tithe, uma criança que foi concebida para ser "desmontada". Sozinhos não conseguirão escapar mas juntos tem a pequena hipótese de não só o conseguir mas como ainda de sobreviver.  



Rating: 5/5

Comentário:
Sou sincera livros com as palavras "brutal", "cru", "verdadeiro" estampadas nas capas são hoje em dia algo habitual e, se as tivesse visto na capa de Unwind não o acharia fora do comum. O que acho fora do comum é que o livro o seja e as palavras não estejam lá.
Quando a Stacey, uma crítica de YA britânica, me recomendou Unwind referiu que este tinha sido o melhor livro YA distópico que tinha lido este ano. Tendo em conta que ela gosta tanto de distopias como eu pensei que este livro estivesse ao nível de livros como Maze Runner, Crónicas de uma Serva e Os Jogos da Fome, mas não, Unwind vai mais longe.
Com uma acção quase continua, com um ou outro momento para recuperar o fôlego, Connor, Risa e Lev estão a fugir para se preservarem "montados", visto que a opção de continuarem vivos mas "desmontados" não lhes parece de todo apelativa. O desespero e a necessidade vão ligar estes três jovens e fazer nascer entre eles uma confiança que noutras situações não se afirmaria tão depressa.
A história acaba deste modo por desenvolver temas interessantes, apesar de uma maneira subjacente, como o "pensar antes de agir", "confiança", "amizade" e "direitos humanos". Este é o género de livro que gosto, porque além de termos uma história fantástica, temos uma história que nos faz pensar, que nos questiona e que nos deixa mais ricos por a lermos.
Um dos meus momentos favoritos envolve Connor a falar com um grupo de três rapazes no qual eles discutem o que é "ser desmontado", "se a alma existe" e as suas vidas. O autor tinha, dado a situação em que se encontravam, a possibilidade de fazer o mesmo com Risa, a personagem feminina, e talvez essa fosse uma escolha mais seguras porque as raparigas costumam ser mais propensas a falar. No entanto, o autor escolheu Connor, um risco que lhe valeu um momento diferente e uma prova de desenvolvimento psicológico da personagem.
Este é um livro que nos fala de uma sociedade onde todos se viraram contra nós, até mesmo a nossa família, uma sociedade que quer todas as partes do nosso corpo e que está disposta a tudo para as conseguir. É um verdadeiro thriller de "contra tudo e todos" que nos mantém colados desde a primeira página, onde conhecemos Connor, até à última.
Este foi também, até hoje, o único livro que me deu, fisicamente, vómitos. Perto do fim tive de parar várias vezes entre parágrafos e respirar fundo, distrair-me antes de continuar a ler, porque eu queria continuar a ler e simplesmente não conseguia porque me sentia doente.
Creio que o horror que se apoderou de mim se deve dever ao facto de que, por uma vez numa distopia, não é o governo que exige aos pais que "desmontem" os seus filhos, são os próprios pais que o decidem fazer, o governo apenas lhes dá essa opção. Depois de muitas distopias nas quais o governo impera e as pessoas estão subjugadas à sua vontade. Foi assustador achar uma sociedade onde por um lado temos pais que se esforçam para comprar órgãos para os seus filhos e por outro temos pais que assim que os filhos fazem treze anos os mandam "desmontar".
Unwind é um livro profundo que deixa muitas questões no ar: Será que a alma existe? Será que efectivamente os "desmontados" continuam vivos? O que acontece à alma dos "desmontados"? O que acontece às pessoas que recebem partes de outras? Será o "desmontamento" uma alternativa 'viável' ao aborto?
Um livro para pensar, uma das melhor distopias que já li e que recomendo vivamente para todos os amantes de distopias e livros de acção.  Este saí com o selo do Encruzilhadas.


  • Este livro ainda não está disponível em português;
  • Unwind é o primeiro de uma trilogia mas pode ler-se separado;
  • O segundo volume chama-se UnWolly e saiu este ano assim como a novella UnStrung.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Across the Universe, de Beth Revis

Across The Universe
de Beth Revis
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 416
Editor: PENGUIN BOOKS LTD / Razorbill
Resumo:
Amy deixou uma vida que amava num mundo a 300 anos de distância. Presa no espaço e congelada no tempo, Amy está a caminho de um novo planeta e uma nova vida. Mas cinquenta anos antes da data prevista para ela acordar, Amy é acordada violentamente quando alguém a tenta assassinar. Agora acordada e perdida numa nave onde nada faz sentido, Amy nunca se sentiu tão sozinha. E no entanto, há alguém que espera por ela.

Rating: 4/5

Comentário:
No que diz respeito a universos distópicos, Across The Universe era um livro que já queria ler há muito. Não só porque tenho um interesse por ficção cientifica e naves espaciais, como sou uma coração mole por histórias de amor com lapsos temporais.
Toda a ideia de criogenação me fascina, pessoas que são congeladas e viajam anos luz por um motivo dão-me arrepios na espinha, dos bons digo. Por isso quando acabei de ler o resumo deste livro e vi que a Amy não só ia ser criogenizada e posta numa nave espacial como só iria acordar, persupostamente, dali a 300 anos foi como se Beth Revis tivesse escrito este livro de propósito para mim.
A história começa com Amy e os pais a serem criogenados e "enlatados" na nave que os irá levar para um novo planeta. Devo confessar que aqui a história não é muito clara quanto ao motivo pelo qual os habitantes da Terra decidiram povoar outro planeta, a ideia que me ficou foi simplesmente a da descoberta e da experiência, talvez o tema seja abordado nos outros volumes.
A história é contada nos pontos de vista Amy e Elder, o rapaz que um dia herdará o controlo de Godspeed, a nave onde viajam, sendo que cada um tem direito a um "capítulo", que tanto pode ser algumas linhas, como várias páginas. Esta distribuição da história torna-a interessante e, em vez de destruir o mistério como pensei de inicio, acaba por o alongar, pois o saltitar de pontos de vista é bem usado para fazer cortes que deixam o suspense no ar.
Como tanto Amy, quando é "acordada", como Elder, que está a treinar para ser Eldest, estão a descobrir a nave onde viajam, assim como a verdade sobre o "mundo" onde vivem, o leitor acaba por numa se sentir perdido em nenhuma das narrativas.
Acompanhados de um elenco de personagens secundários que vão do simpático ao mais antipático possível, gostei da maneira como Revis fez com que Amy interagisse com todas estas e como Elder mudou a sua maneira de as ver, após começar a perceber o "mundo" através dos olhos de Amy.
O mundo de Across the Universe acaba por ser um pouco limitado, mas isso é normal, pois os personagens estão dentro de uma nave. Mesmo assim, a autora conseguiu incluir um campo verde, onde os Feedders tratam dos animais e mais umas quantas áreas interessantes. A minha versão do livro vem inclusivamente com uma planta da nave, o que torna a leitura muito mais interessante.
Um livro que sem dúvida recomendo para todos aqueles que gostam de universos distópicos e ficção-científica.

  • Este livro ainda não está editado em português;
  • Este livro faz parte de uma trilogia;
  • O segundo volume já está editado e chama-se "A Thousand Suns".

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Estudos sobre Veneno de Maria V. Snyder

Estudos sobre Veneno
de Maria V. Snyder
Edição/reimpressão: 2007
Editor: Mira Books

Resumo:
Prestes a ser enforcada, Yelena é agraciada com uma prorrogação extraordinária para sua pena. Ela aceita se tornar provadora de comida e morrer no lugar do Comandante de Ixia. Mas Valek, o chefe da segurança, não deixa brecha para fuga e a envenena com Pó de Borboleta. Somente se apresentando diariamente para ele, Yelena poderá tomar o antídoto. Enquanto tenta encontrar um meio de escapar, rebeldes planejam sitiar Ixia, e Yelena desenvolve poderes mágicos. Sua vida é ameaçada e ela precisa escolher de novo... Estudos sobre veneno, primeiro livro da trilogia As Lendas de Yelena Zaltana, é uma história que encanta como uma poção mágica. O reino criado em detalhes por Maria V. Snyder deixa lugar para novas fábulas com Yelena. Um romance de estreia que impressiona ao mesclar fantasia, suspense e aventura e que foi comparado a Guerra dos Tronos, de George R. R. Martin pela Publishers Weekly. (Capa e resumo da versão brasileira)

Rating: 3,5/5

Comentário:
O resumo do livro é bastante ilustrativo do que se passa na história. Condenada à forca Yelena opta por viver mais uns tempos como provadora de comida do Comandante de Ixia, e é exactamente aqui que a nossa história começa! Não temos de esperar páginas e páginas para ver a Yelena e o Valek a interagirem enquanto este lhe lê a sua sentença e lhe dá uma hipótese de viver durante mais uns tempos. Assim sendo, é uma história que começa no momento H e parte daí.
Tal como maior parte dos livros de fantasia e distopias que tenho apanhado nos últimos tempos este livro é contado na primeira pessoa, o que a mim não me faz muita diferença mas sei que há pessoas que não o suportam e pessoas que o adoram. A verdade é que gostei tanto da história que a meio do primeiro volume encomendei logo o segundo e terceiro para poder ler tudo de uma única vez.
Devo dizer que a escrita de Maria V. Snyder é cativante, ela sabe o que os leitores querem ler e sabe dar informações nas doses certas. Uma pessoa fica em suspense tentando perceber o que se está a passar e ao mesmo tempo segue admirada a história de Yelena.
Gostei também da maneira como a autora desenvolveu as relações humanas no livro e a maneira como a Yelena aprender a fazer amigos e descobre em quem pode efectivamente confiar. Apesar da sua sorte, a Yelena é uma personagem muito humana, isto é, falha e faz as suas birras e tem as suas manias e isto tudo contribuí para lhe dar uma dimensão diferente do habitual.
Creio que a saga "Estudos" ganha a audiência pela humanidade das suas personagens e a escrita fluída da sua autora. Maria V. Snyder que criou um mundo que, apesar não ser extremamente complexo, é funcional e está povoado com personagens que aprendemos facilmente a amar e que nos criam saudades quando os livros acabam.
A Yelena tem um lugar muito especial na minha estante, adorei a sua história e li tudo de uma golfada. A minha classificação fica no entanto, nas 3,5 estrelas pois acho que já li livros melhores dentro do estilo. Creio que a minha paixão se deve mesmo às personagens e ao estilo de escrita da autora apesar da história também tenha o seu interesse. Assim sendo, e da minha parte, este livro vai com o selo de recomendação do Encruzilhadas.

Book trailer:

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Branca de Neve e o Caçador de Lily Blake

Branca de Neve e o Caçador
de Lily Blake (Adaptado do guião cinematográfico de Evan Daugherty, John Lee Hancock e Hossein Amini)

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 240
Editor: LITTLE, BROWN BOOK GROUP

Resumo: 
Há dez anos atrás, a vingativa Rainha Ravenna assassinou o rei na mesma noite em que se casou com ele. No entanto, dominar o reino tornou-se um sofrimento para a Rainha. Para salvar os seus poderes, ela tem de devorar um coração puro, e Branca de Neve é a única pessoa com esse coração.
A fim de capturá-la, Ravenna recorre ao Caçador, o único homem que já se aventurou pela Floresta Sombria, onde Branca de Neve se esconde, e sobreviveu. Será Branca de Neve morta pelo Caçador? Ou será treinada por ele para se tornar a melhor guerreira que o reino já conheceu? (capa e resumo cortesia da Editora Novo Conceito)

Rating: 2,5/5

Comentário: 
Confesso-me que fui ler o livro após ter visto o filme por achar que este tinha muitas lacunas. Houve coisas que aconteceram muito rápido e o fim soube-me a pouco. Assim sendo, quando descobri que havia um livro do filme decidi ir lê-lo. Infelizmente, para mal dos meus pecados, só a meio do livro e após uma pesquisa na internet é que me apercebi que o livro é apenas uma transcrição do filme com uma ou outra nova informação e não o livro que deu origem ao filme.
Esta situação entristeceu-me pois acho que a ideia em si está bem conseguida e o filme ficou muito aquém das minhas expectativas algo que julgava que o livro iria colmatar. Uma coisa boa nisto tudo é a escrita de Lily Blake pois é fluída e de rápida leitura. As 240 páginas do livro lêem-se perfeitamente numa tarde se assim o quiserem e acabam por não ser uma má companhia de todo, apenas extremamente redundante para quem já viu o filme. Tem efectivamente situações que são explicadas um pouco melhor e uma ou outra diferença mas nada de extremamente diferente.
O fim para mim ajudou-me a esclarecer a minha dúvida que era, o que exactamente se estava a passar na cabeça da Branca de Neve, e nisso o livro portou-se lindamente. Portanto e apesar de tudo não foi uma perda de tempo.
Mesmo com as suas pequenas diferenças o livro não caí mal nos olhos e acaba por ser uma companhia não desagradável de todo.

  • Este livro ainda não foi editado em Portugal à data deste post;
  • Podem ler o primeiro capítulo em português do Brasil aqui cortesia da Editora Novo Conceito.


Book Trailer:

Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

domingo, 20 de maio de 2012

How To Be A Woman de Caitlin Moran

How To Be A Woman
de Caitlin Moran
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 320
Editor: Ebury Press
Resumo:
1913 - Uma mulher que lutava pelo sufrágio feminino atira-se para debaixo do cavalo do Rei.
1969 - Feministas invadem a competição Miss Mundo.
Agora - Caitlin Moran re-escreve "The Female Eunuch" num banco de bar e exige saber porque é que as cuecas estão cada vez mais pequenas. 

Nunca houve uma melhor altura para se ser mulher: temos o poder de voto, a pílula e não somos queimadas como bruxas desde 1727. No entanto, algumas perguntas aborrecidas continuam por ser feitas... 
Porque é que é suposto fazermos depilações totais? Devemos pôr Botox? Será que os homens nos odeiam secretamente? O que devemos chamar à nossa vagina? Porque é o teu soutien te magoa? E porque é que todos te perguntam quando vais ter um bebé? 
Parte memória autobiográfica, parte artigo de opinião, Caitlin Moran responde a estas questões e muitas mais no seu livro "How To Be A Woman" - começando no seu horroroso décimo terceiro aniversário passando pela adolescência, local de trabalho, clubes de strip, amor, gordura, aborto, TopShop, maternidade e muito mais.

Rating: 4/5
 
Comentário:
Como sabem e escrevi há uns posts atrás resolvi experimentar ler algo diferente. Devo confessar que nunca antes tinha lido um livro escrito por uma feminista. Isto porque, infelizmente como Caitlin Moran diz, tinha uma noção errada do que era ser-se feminista e achava que este género de livro jamais me iria interessar.
Devido à minha curiosidade e vontade de sair de uma zona de conforto de leitura acabei por dar com Caitlin Moran e algumas das suas amigas feministas e devo dizer que estou muito contente com a minha descoberta.
Entrei no livro um pouco a medo porque não gosto de biografias mas Caitlin surpreendeu-me. Trata-se de um livro sem tabus e no qual ela mistura a experiência pessoal com as descobertas e pensamentos que uma vida inteira de feminismo ajudou a moldar.
Recomendo este livro para todas as mulheres assumidamente feministas e para aquelas que não tem medo de serem obrigadas a pensar sobre a sexualidade e tudo o que está em volta da mesma. Gostava de ter mais palavras para descrever quanto já ri e me questionei com este livro mas simplesmente não as consigo encontrar. Tenho mostrado vários excertos a amigas minhas e falado de alguns dos temas que Caitlin discute no livro e isto tem dado aso a situações bastante divertidas.
Traduzido à letra pelo título "Como ser uma mulher", este livro vai abordar o caminho que vai desde o fim da infância até a idade adulta e de como uma mulher se cria. Como aprendemos a ser mulheres.
  •  Infelizmente, de momento ainda não há previsão para este livro sair em português.

 Vídeo:
Encontrei este vídeo no youtube e embora não seja um book trailer, acaba por falar de algumas das questão que a autora trata no livro. Infelizmente não encontrei uma versão legendada mas creio que o inglês dela é compreensível.
 

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Opinião: Insurgent, de Veronica Roth

Insurgent
de Veronica Roth

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 288
Editor: HarperCollins Publishers

Resumo:
 (Atenção este livro é o segundo de uma saga, o resumo poderá conter spoilers do volume anterior)
Uma escolha pode transformar-te - ou destruir-te. 
 Mas todas as escolhas tem a suas consequências e à medida que o descontentamento se instaura nas facções que a rodeiam, Tris Prior tem de continuar a tentar salvar a vida daqueles que ama, assim como a sua, enquanto se debate com questões de luto e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

O dia da iniciação de Tris devia ter sido marcado com celebração e vitória com a facção da sua escolha, em vez disso, o dia terminou com horrores inexplicáveis. A guerra está no horizonte à medida que os confrontos entre as facções e as suas respectivas ideologias crescem. E em tempos de guerras, partidos serão tomados, segredos virão há superfície e as escolhas tornar-se-ão inegáveis e cada vez mais poderosas. Transformada pelas suas decisões mas também pelo seu luto e culpa, descobertas radicais e relações em mutação, Tris tem de abraçar a sua Divergência mesmo sem saber o que poderá perder ao fazê-lo.  (traduzido 'livremente' do inglês)

Rating: 3,5/5



Comentário: 
Depois de finalmente ter lido o primeiro volume desta série fiquei bastante curiosa para ler a sua continuação. Assim que a mesma foi lançada a 1 de Maio deste ano, fiz questão de deitar a mão a uma cópia do mesmo para pode continuar a seguir as aventuras de Tris. 
O livro começou bastante activo e com bastante informação sobre os Amity e um pouco mais de informação sobre os Divergentes e sobre as facções em geral. A aventura continuou emocionante e foi com grande entusiasmo que segui a Tris para todo o lado e me aborreci várias vezes com ela, por causa das coisas que ela teimava em fazer para saber a "verdade". Este livro inicia-se com uma citação do manifesto dos Candor, no qual eles dizem que "a verdade, tal como um animal enjaulado, quer-se libertar", esta frase é a base do livro e mostra-nos os limites que as pessoas estão dispostas a atingir para manter fechada ou recuperar a verdade.
O caminho para a verdade foi fascinante, houve capítulos intensos e momentos de choro profundo. Aviso que Veronica Roth sabe contar uma guerra e preparem-se para ver muitos caídos. Creio é que depois de tudo o que foi vivido, passado e ultrapassado e quando finalmente chegou a altura do ajuste de contas a verdade foi um pouco insípida. Não era nada que eu não conseguisse imaginar tirando um ou outro pequeno factor.
Acho que mais que desapontada fiquei chateada com a autora.  "O meu problema é ser Divergente", este foi o meu primeiro pensamento ao acabar de ler o segundo volume desta saga, por ter chegado tão perto do que ela tinha imaginado e pelo climax não ter tido correspondência.
Creio que este problema também se deve ao facto de maior parte das pessoas estar louca com o livro e ter dito tão bem do mesmo, creio que estava preparada para algo completamente inesperado! Isto ainda pode acontecer no terceiro volume visto o segundo acabar meio de repente depois da verdade ter vindo ao de cima. 
Assim sendo não perdi a minha esperança nesta autora! O livro tem um passo rápido e a história promete, apesar deste pequeno precalço! Apesar de ainda não ter título o terceiro volume é chamado pelos fãs da série de "Detergente" (uma mistura de Divergente com Insurgent) e a própria autora já entrou na brincadeira mostrando um printsvcreen do seu desktop com um ficheiro com esse nome.
Sem dúvida aconselhado a todos os que gostam de leituras distópicas!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia Internacional do Livro e World Book Night

Esta semana começa com um dia fantástico que não só é o Dia Internacional do Livro como também se celebra-se a World Book Night, uma noite que tem como objectivo celebrar o prazer da leitura, algo que nós aqui no Encruzilhadas fazemos o ano todo, e que leva as pessoas a espalhar um milhão de livros por diversas instituições.
Para quem não sabe o dia 23 de Abril foi escolhido pela UNESCO por ser o dia de nascimento e morte de Shakespeare, assim como o dia da morte de Cervantes. Em Barcelona celebra-se também o dia de São Jorge, e era costume, os senhores darem rosas às senhoras que por sua vez retribuíam dando um livro da sua predilecção.
Assim sendo, a data pareceu ser simbólica o suficiente para ser não só para se festejar os livros como para os distribuir.
Todos os anos, vinte e cinco livros são escolhidos serem distribuídos nesta data tão especial, este ano alguns dos livros escolhidos são os seguintes: 

Estes livros chegarão a instituições e tentarão puxar as pessoas para o mundo fantástico da leitura. Esperemos que cumpram a sua missão. Esta semana começa também em Lisboa, a 82º Edição da Feira do Livro. É caso para dizer que esta semana é dedicada à leitura e aos livros!
Da parte do Encruzilhadas um desejo de boas leituras e uma boa semana!
 


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Hana por Lauren Oliver

Hana
de Lauren Oliver
Apenas disponível em ebook
Edição ebook: 2012
Páginas: 64
Editor: HarperCollins Publishers
Resumo:
No mundo de Delirium, o amor é uma doença. E como os jovens de 18 anos, Lena e Hana tem de ser curadas.
No início do seu último verão de liberdade, elas eram as melhores e mais chegadas amigas. Até que Hana tomou uma decisão que as separou... Em Delirium, ouvimos Lena. Agora chegou a vez de Hana contar a sua versão da história. E nada é o que parecia à primeira vista.
Hana é uma história poderosa, comovente e bela criada como short-story e apenas disponível para e-book. E a reviravolta final deixará todos com o coração nas mãos.

Rating: 4/5

Comentário:
Quando lemos o Delirum em Setembro de 2011, eu um pouco mais tarde que a Cláudia, ficamos completamente empolgadas para ler a sua sequela Pandemonium, que saiu este mês e mal podíamos esperar para começar a riscar os dias do calendário para sabermos mais da história de vida de Lena. Foi então que como por magia, a Cláudia descobriu que a Lauren Oliver ia lançar o Hana em Fevereiro e mais, que a MTV o ia oferecer para download no Dia dos Namorados, foi assim que ansiosamente esperamos o aparecimento do Hana e fizemos o seu download.
A nossa ideia era lermos o Hana juntas mas devido às nossas vidas pessoais, acabei por o ler primeiro e como a Cláudia já tinha comentado o Delirum, pareceu-nos bem que eu comentasse o Hana. E agora que a parte comprida desta história acabou vamos ao que interessa.
Não é fácil comentar o Hana sem estragar o Delirum, porque as histórias são uma e a mesma, apenas contada de pontos de vista diferentes. Tal como o resumo diz, Lena e Hana moram num mundo onde o amor é considerado uma doença e o mal maior da nossa sociedade. Foi o amor que gerou traições, que gerou conflitos e que fez com que a nossa sociedade quase se destruísse.
Felizmente o governo descobriu uma operação que ao ser realizada faz com que as pessoas deixem de amar. Esta operação é feita a todos os jovens quando eles chegam aos 18 anos. Em Delirum seguimos Lena e os seus pensamentos à medida que a data se aproxima. Em Hana seguimos Hana, a mais popular das duas amigas e a mais rebelde, há medida que esta faz as suas escolhas e vê a sua vida, como a conhece, a chegar a um fim.
Devo confessar que quando acabei de ler o e-book estava um pouco chateada com a Hana e com a maneira como ela estava a tratar a Lena, mas tal como a Cláudia me recordou, nós já conhecíamos bem a Lena e sabíamos os seus pensamentos mais íntimos. Sem acesso a esses pensamentos, as dúvidas que assaltam Hana e os seus medos são justificados. 
Foi bastante interessante rever esta história e vê-la por outros olhos, ver o que alguém que não sabe o que a Lena sente acha dela e de ver como as outras pessoas a vêem. Acrescentado história nova, sem no entanto se desviar da narrativa que conhecemos, Hana torna-se uma ferramenta vital para percebermos a verdadeira dimensão do mundo Delirum.
Sem dúvida um must-read para todos aqueles que já leram Delirum e adoraram!
  • De momento, Abril 2012, este e-book apenas está disponível em inglês. 
  •  De Lauren Oliver lemos também Delirum.

terça-feira, 17 de abril de 2012

O melhor lugar para ler

O artigo de hoje é da autoria de Kate Beaton e foi apenas traduzido para português, não podendo nós tomar nenhum crédito por ele. Achamos no entanto que era muito giro e que vale a pena ler! Aqui fica.

"O meu lugar preferido para ler é, de facto, qualquer um em que me possa estender. Sofá, tapete, cama, onde quer que me possa sentir confortável. Isso porque sou uma irrequieta e ando sempre enrolada nos livros como se fossem a única coisa que tivesse de salvar no meio de uma tempestade. 

Gostava de vos dizer que costumo ler no meu café preferido, em frente a uma xícara de chá e a um bolinho delicioso, tudo banhado pela luz pura da manhã. Mas não posso, porque estou de barriga para baixo, apoiada nos cotovelos e indiferente à inevitável dormência que já aí vem. Ok, quando vier basta virar-me de costas e segurar o livro acima da cabeça ou, quem sabe, enrolar-me de lado, à volta do livro numa posição incorrecta qualquer, ou sentar-me com ele nos joelhos a balançar. 

Tropeçaste em alguma coisa? Oh, foi em mim! Estava enrolada numa manta, no chão. Não te rales com isso. Quando era adolescente, costumava divertir-me a sentar-me de cabeça para baixo e os pés por cima das costas do sofá. Mas tive de para com isso quando me tornei uma senhora porque não está, certamente, nos projectos de nenhum cavalheiro levar uma ‘pernas para cima’ ao altar. Não que ande à pesca de marido e menos agora que estou a meio do último George R.R. Martin, mas é preciso traçar uma linha de conduta geral em algum aspecto, não acham?

sexta-feira, 9 de março de 2012

Heist Society, Ally Carter

Heis Society por Ally Carter

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 352
Editor: HACHETTE CHILDREN'S BOOKS


Resumo:

Quando Katarina Bishop fez três anos os pais dela levaram-na ao Louvre para tomarem nota do sistema de defesa do mesmo! Aos sete anos o seu Tio Eddie levou-a à Áustria, para roubarem as jóias da coroa! Katarina não cresceu numa família normal e não sendo uma pessoa normal decide aos quinze anos organizar o maior golpe da sua vida. Aliás o maior golpe que alguém na sua família alguma vez cometeu, ela decide roubar uma vida diferente para ela mesma.
Mas não é fácil sair do negócio da família, principalmente quando o nosso pai é acusado de roubar quadros que não roubou a um mafioso italiano que está disposto a matar para os ter de volta.
Decidida a salvar o pai, Katarina regressa à vida que tanto quis deixar e começa um novo golpe também nunca antes imaginado...

Rating: 4 stars

Review:
Tenho que confessar que estou a apaixonar-me pela escrita da Ally Carter, gosto das personagens femininas dela e gosto da maneira como ela lida com as relações românticas e familiares. Há uma simplicidade e ao mesmo tempo uma profundidade na escrita dela que aprecio bastante.
A Katarina é uma personagem da qual é fácil gostar pois tem as suas qualidades e defeitos muito expostos, tornando-a bastante humana. Ao contrário da série GG que é contada na primeira pessoa, aqui Carter decidiu voltar ao narrador na terceira pessoa o que neste caso é perfeito! Uma pessoa não pode apreciar uma história tipo Leverage se estiver dentro da cabeça da pessoa que está a arquitectar o plano, é muito mais interessante ver tudo de fora.
O Hale, o companheiro da Katarina, é fantástico e eles tem uma química inegável que reconhecem ao mesmo tempo que fingem de conta não reparar ter. A "família" é divertida e Katarina e Hale funcionam como os "pais" para os ladrões mais novos (o que eles dizem é lei!) enquanto ao mesmo tempo tem o Tio Eddie e o pai de Katarina como os líderes a quem pedem a "benção" antes de fazer qualquer trabalho.
De uma maneira geral apreciei bastante a Heist Society é um livro giro, principalmente para quem gosta de histórias de ladrões ou da série Leverage ou filmes do Ocean's 11. Tal como a série das GG (Gallager Girls) não existe versão em português deste livro, podem lê-lo em inglês no Scrible aqui.
Este livro já tem uma sequela chama-se Uncommon Criminals.


Book trailer:

domingo, 4 de março de 2012

Review: Only the Good Spy Young


Only the Good Spy Young
Only the Good Spy Young by Ally Carter

My rating: 4 of 5 stars

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 304
Editor: HACHETTE CHILDREN'S BOOKS

4,5 stars

I just finish reading this book and I'm not sure my life will ever be the same. Ally Carter you sneaky writer you had this planned all along! Argh! I could kill you for being this good! I was shocked I tell you SHOCKED! beyond everything I have ever been! And Zach, argh! Woman you just give me too much to handle!
I really wish I could write something more review like but my emotions are taking the best of me so I'll stop! Can't wait for the 5th one! I have to say the 2nd was the most "weak" in the series but needed so everything could fall into place, I see that now. Even so, only 9 days until "Out of sight, out of time"...



View all my reviews

sábado, 3 de março de 2012

Review: Catarina de Aragão - A Princesa Determinada


Catarina de Aragão - A Princesa Determinada
Catarina de Aragão - A Princesa Determinada by Philippa Gregory

My rating: 5 of 5 stars

Em Portugal:

Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 452
Editor: Livraria Civilização Editora

This was my first Phillipa Gregory book and I have to admit I bought because this princess and I share the same name. Normally I don't like this kind of book but Gregory enchanted me, I felt in love with this princess and since I didn't knew her history at all I felt her pain and I suffered with her trough out the book.
The Constant Princess is no doubt a master piece and let's a very beautiful insight in a princess that was completely forgotten or otherwise seen as a steeping stone for Anne. Now Gregory doesn't say Catherine loved Henry, no, far from that, but she shows Catherine as a woman of her word and a woman who loved too much.
Until now one of my personal favourites by Phillipa Gregory.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Review: It's a Mall World After All


It's a Mall World After All
It's a Mall World After All by Janette Rallison

My rating: 3.5 of 5 stars

Páginas: 240
Editor: Walker Books

I picked up "It's a Mall World After All" because of the burble I have to admit that reading about a girl that worked in a mall (just like me!) and saw life at the mall like I did sounded like the type of book I would appreciate.
The first chapters of the book were page turners and I laughed like a five year old opening presents during Christmas. The book was everything I hoped for.
Unfortunately somewhere along the way she stopped talking about her thesis with mall based chapter titles and the mall became just a scenario for the Christmas party which sadden me a lot because it made this book like every other one in the chic-lit section.
The whole how to view the shopping experience was truly original and as a mall-worker myself I found it to be hilarious. Even so it was a funny book even if the story line is totally predictable. Like most of chic-lit you just know where the book is heading but the story is well written so you can actually appreciate the style.

Review: Fire Study


Fire Study
Fire Study by Maria V. Snyder

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 432
Editor: Mira Books


My rating: 3 of 5 stars / 3.5 stars



~ Spoilers ~

I'm gonna miss you Yelena and that's the truth. You were a little stubborn this last book but at least you stayed true to yourself and that has to count for something. I'm really sad this series ended (I know there is the Glass Trilogy but still...) and I'm going to miss all the characters and their adventures. And Valek, I have to admit I have a soft spot for him. Alas, enough is enough and one has to know where and when to stop.
So in my sadness for leaving you all I bid you farewell and wish you all that's good and some kids. Yelena has to have a kid or two, I can only imagine Valek as one of those father who teaches their kids how to defend themselves before they can walk. It would be hilarious.