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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

D. Amélia, de Isabel Stilwell


Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 672
Editor: Esfera dos Livros

"Uma rainha não foge, não vira costas ao seu destino, ao seu país.
D. Amélia de Orleães e Bragança era uma mulher marcada pela tragédia quando embarcou, em Outubro de 1910, na Ericeira rumo ao exílio. Essa palavra maldita que tinha marcado a sua família e a sua infância.
O povo acolheu-a com vivas, anos antes, quando chegou a Lisboa. Admirou a sua beleza, comentou como era alta e ficou encantado com o casamento de amor a que assistiu na Igreja de São Domingos. A princesa sentia-se uma mulher feliz. Mas cedo começou a sentir o peso da tragédia. O povo que a aclamou agora criticava os seus gestos, mesmo quando eram em prol dos mais desfavorecidos. O marido, aos poucos, afastava-se do seu coração, descobriu-lhe traições e fraquezas e nem o amor dos seus dois filhos conseguiu mitigar a dor.
Nos dias mais tristes passava os dedos pelo colar de pérolas que D. Carlos lhe oferecera, 671 pérolas, cada uma símbolo dos momentos felizes que teimava em não esquecer. Isabel Stilwell, autora "best-seller" de romances históricos, traz-nos a história da última rainha de Portugal. "

Rating: 5/5

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Delirium, de Lauren Oliver


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 448
Editor: HODDER & STOUGHTON GENERAL DIVISION


"Lena vem de um mundo onde o amor é considerado uma doença- Um mundo onde todos os adultos de 18 anos se submetem a uma operação cirúrgica. A alguns meses de realizar a sua própria Cura, Lena faz uma descoberta inesperada...Alex. Mas como levar avante e compreender os efeitos do amor, nunca antes expressos no Livro dos Shhh, se nem pode falar abertamente sobre o que sente? Ou se tudo lhe parece confuso e simultaneamente certo e errado? "

Rating: 4/5


Comentário:

Delirium foi uma surpresa. Quem me levou a conhecer este livro foi a Catarina, embora não tendo entrado com muitos pormenores, de modo que inicialmente esperava algo diferente. Esperava encontrar o debate e a discussão interna das pessoas. De quem se quer submeter à cirurgia e de quem a recusa. No entanto, vamos encontrar o decorrer da história numa fase temporal muito mais avançada do que aquela que permitiria estes devaneios, dado que todo o processo já é assumido como absoluto e obrigatório e nos vemos de repente implantados num mundo distópico e ditador.

De qualquer forma, e tirando toda a construção e caracterização do cenário envolvente algo esperada, são as suas personagens que atribuem outra dimensão à narrativa. Todos nós nos apaixonamos e passamos por todos os sintomas do amor. Mas quantos de nós pensam em todas as reacções físicas e emocionais que são causadas por esse efeito? Lena luta contra os outros, mas especialmente contra si, tentando descortinar o que é errado e o que é certo. Até que ponto a dor pode ser pior que a indiferença, até que ponto a nossa vida deve ser maquinada para actuar segundo um sistema aparentemente perfeito mas com estruturas corroídas (e pérfidas)? Até que ponto o amor que a mãe lhe dava às escondidas, antes de se suicidar, pode ser errado?

Gostei e fico ansiosamente à espera do próximo, que sai em Março de 2012.


P.S- Ainda não foi editado em português, mas faço figas para que esteja para breve.

domingo, 21 de agosto de 2011

Beastly, de Alex Flinn



 Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 304
Editor: Caracter Editora
 
"Sou um monstro. Um animal. Não sou bem um lobo nem um urso, nem um gorila nem um cão. Sou uma nova criatura horrível, que caminha na posição vertical - uma criatura com presas e garras e pelo a brotar de todos os poros. Eu sou um monstro.
Acham que estou a falar de contos de fadas? Nem pensar. O local é a cidade de Nova Iorque. O tempo é o de hoje. Não é uma deformidade nem se trata de uma doença. E vou ficar assim para sempre - arruinado - a não ser que consiga quebrar o feitiço.
Isso mesmo, o feitiço, aquele que a bruxa da minha aula de Inglês lançou sobre mim. Porque é que me transformou num animal que se esconde durante dia e vagueia pela noite? Eu digo-vos. Vou contar-vos como costumava ser Kyle Kingsbury, o tipo que toda a gente gostava de ser, com dinheiro, de aspecto perfeito, a vida perfeita. E depois, vou contar-vos como me tornei perfeitamente... monstruoso"




Quando vi o lançamento do filme, esperava algo melhor mas desiludi-me rapidamente.

De qualquer forma, decidi pegar no livro porque geralmente eles são sempre melhores e mais completos. Qual o meu engano.

O autor não conseguiu construir uma lógica associada. Os personagens com potencial ao inicio tornam-se algo patéticos. A construção da relação não fica claramente expressa, não existe um entendimento do porquê das personagens se terem cativado uma pela outra, o que torna o romance menos estimado pela parte dos leitores.

As intervenções de conversações em chat de grupos de apoio a pessoas transformadas são tão descabidas que só não me levaram a saltar em frente, com receio de perder algum elemento importante para a narrativa.

A transformação interna, inerente à percepção da moral por detrás de não julgar as pessoas pelas aparências não é tão visível como se podia esperar. Tinha grandes expectativas por esta obra mas saíram-me completamente ao lado.

Considero-o uma tentativa falhada de elaborar uma recriação actual da história da Bela e do Monstro. E há que dizer: a Disney em 90 minutos fez melhor figura de que o autor em 200 páginas.