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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Passatempo: "O Grito do Corvo", de Sandra Carvalho (Editorial Presença)

Caros leitores e leitoras,

Continuamos a querer mimar quem não pode deslocar-se à Feira do Livro de Lisboa. E já agora, todos os fãs da Sandra Carvalho que não puderam estar presentes no lançamento do livro "O Grito do Corvo", terceiro e último das "Crónicas da Terra e do Mar", e um dos mais recentes lançamentos da Editorial Presença.

Para quem só agora trava conhecimento com esta trilogia, podem consultar as opiniões aos precedentes "O Olhar do Açor" e "Os Filhos do Vento e do Mar" aqui no blogue. Ainda vão a tempo de lê-los todos e candidatarem-se ao passatempo!

É também em colaboração com a Editorial Presença que vos trazemos a oportunidade de descobrir o desfecho da trilogia que envolve piratas, magia e História de Portugal.  Os Açores e a paisagem verde e atlântica, a magia e a aventura nunca deixam estas personagens que já nos são queridas, e que finalmente vão descobrir o que lhes está reservado.


"Os piratas do Rouxinol veem-se cada vez mais longe de saquear o ouro da galé castelhana Niña del Mar devido aos estragos causados pela violenta tempestade que se abateu sobre o barinel. A descoberta da identidade de Leonor faz com que Corvo queira regressar de imediato aos Açores, para entregá -la à guarda do pai. Porém, a tripulação discorda e o caos instala-se a bordo. O que Leonor mais deseja é lutar ao lado dos companheiros e recuperar a confiança de Corvo. No entanto, Tomás Rebelo continua a precisar dela para alcançar o propósito funesto que o levou a assenhorear-se de Águas Santas. Conseguirá Leonor chegar incólume à misteriosa ilha das Flores, conhecer o Açor e abraçar a irmã, ou acabará abandonada por Corvo, à mercê dos caprichos do abominável Tomás Rebelo?"
 
Não percam mais tempo, preencham o formulário e aguardem pelos resultados!

Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 23 de junho de 2017.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só será aceite uma participação por pessoa.
4) O passatempo abrange todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
5) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
6) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.
7) Todos os dados pessoais guardados, para efeitos de passatempo, serão eliminados após entrega do prémio ao vencedor ou vencedora.

sábado, 1 de abril de 2017

Opinião: Os Filhos do Vento e do Mar, de Sandra Carvalho (Editorial Presença)


 

Filhos do Vento e do Mar
de Sandra Carvalho
 
Edição/reimpressão: 2017
Páginas: 328
Editor: Editorial Presença 
  





Resumo:
Forçadas a fugir de Águas Santas para escapar à fúria de Tomás Rebelo, Leonor e Guida chegam ao porto de Lisboa e confrontam-se com Corvo, o famoso pirata sobre o qual se contam tantas lendas. Horrorizada com a descoberta de que é filha de Diogo, o Açor, Leonor decide disfarçar-se de rapaz quando Corvo a obriga a embarcar no seu navio, protegendo-se assim dos impulsos masculinos. Inconformada com o seu destino, Leonor resolve fazer tudo para escapar aos piratas. Porém, com o passar do tempo, sente a herança do Açor a despertar dentro dela. O segredo que ensombra o passado de Corvo começa a inflamar a sua curiosidade, enquanto estabelece amizade com os homens que tanto temia. Conseguirá ela regressar a Águas Santas e desmascarar a perversidade de Tomás Rebelo, ou o apelo da liberdade e da aventura, conjugado com a vontade de conhecer o seu verdadeiro pai, tornar-se-á irresistível?

Rating: 4/5
Comentário: "Com os Filhos do Vento e do Mar", Sandra Carvalho chegou ao cerne da temática já enunciada para a trilogia sobre a descoberta dos Açores.
Foi um prazer retornar ao universo de Leonor e Guida, especialmente depois de as ter deixado há dois anos num momento crucial de mudança nas vidas das suas jovens. "O Olhar do Açor", o primeiro volume desta saga, foi uma leitura de descoberta (sendo o primeiro livro que da autora em causa) de um novo universo, e tenho para mim que, apesar de ser uma leitura da qual gostei bastante (podem ler a minha opinião aqui), constituiu um esforço de longo alcance, quase que à semelhança de uma prequela, para chegar ao início de "Filhos do Vento e do Mar". Proventura a autora já terá iniciado a redacção da série com uma narrativa em mente, que justifica  o processo narrativo até agora, mas talvez por causa do chamariz da sua promoção (a descoberta dos Açores) assim como uma capa que apelava desde início a mar e a aventura, lembro-me que passei a narrativa anterior a ansiar pelos "barcos". E é precisamente nesse ponto que a autora nos deixou no final do volume passado: numa chegada atribulada ao porto de Lisboa.
Para quem não leu ou já não tem muito presente a história do primeiro volume, não é fácil captaro rumo narrativo, embora possa se possa sentir alguma falta de sustento na compreensão das sequências motivacionais das personagens. Diria, no entanto, que sendo quase que paralela perante a trama inicial, com uma panóplia que personagens novas que preenchem as páginas e as emoções desta continuedade narrativa, não será o impedimento se quiserem saltar o primeiro livro (embora não o aconselhe) directamente para este.
A realidade aristocrática de "O Olhar do Açor" é substituída pelo pragmatismo e pela venturança de "Filhos do Vento e do Mar", onde as duas jovens que incutem o rumo ao enredo se vêem perante novos desafios e necessidades, que as obriga a repensar os seus valores, certezas e meios de sobrevivência. Naturalmente, e tratando-se de um enredo que se quer inserido num tempo histórico, os posicionamentos das personagens estão adaptados à época e pretendem dar voz a considerações consonantes. Como tal, nem sempre é fácil associar-nos à Leonor e gostar dela enquanto personagem, mas tal como as restantes com quem ela interage, existe um prazer em vê-la desabrochar e tornar-se mais real e menos caricatura. É ainda curioso que a realção entre ela e Guida seja repleta de dualidades e subterfúgios, onde a oscilação entre uma e outra contrabalança a postura do par perante o resto do Mundo, mesmo quando estão mais afastadas.
Quando ao novo leque de personagens, Corvo e a sua tripulação criam um conjunto vivo da vida em alto mar, cheio de prestações acutilantes, rápidas e de acção de continuidade, mas também descobertas, aventura, pujança e muita camaradagem de alto mar. O contraste de realidades assim como a constantação de que as necessidades sentidas poderão não ser colmatadas junto dos contextos que lhes são familiares trazem um confronto entre o passado e o presente, as atracções superficiais são substituídas por anseios mais profundos e o encadeamento da acção deixa tudo em aberto para o desfecho do terceiro livro, que se espera que chegue em breve!
A dinâmica do fantástico continua presente, mas desta vez não tão preponderante, e confesso que me atraiu mais esta dinâmica, aliando-se dons sobrenaturais às personagens e não brilhando na sua vez. 
Por fim, não posso deixar de mostrar entusiasmo por finalmente começarmos a desvendar o véu que cobre a vida de Açor, e começar a escortinar quem é o homem de quem todos falam mas com o qual ainda convivemos pouco.
Esperam-se mais aventuras para o próximo volume, sobre o qual estou bastante expectante, e ainda que várias pistas tenham já desvendado alguns dos acontecimentos que de certeza irão suceder-se, faltam ainda uma série de nós para unir toda a trama. Será que finalmente chegamos aos Açores? Espero que sim! Há um certo encontro familiar que vai agitar as águas marítimas por aqueles lados!
Em jeito de curiosidade, e depois de recordar o nome da trilogia, "Crónicas de Terra e Mar", cheguei à conclusão de que o primeiro volume se focou em Terra, o segundo no Mar, e que o terceiro será provavelmente uma mescla de ambos. E com esta conclusão termino esta opinião, em jeito de piscadela de olho.

Livro cedido pela Editorial Presença em troca de uma opinião honesta sobre a experiência de leitura. A editora não se responsabiliza nem detém qualquer influência no conteúdo apresentado na opinião.

«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Passatempo: Filhos do Vento e do Mar, de Sandra Carvalho (Editorial Presença)

Estavam com saudades da Sandra Carvalho?


A autora portuguesa já conhecida pela "Saga das Pedras Mágicas" (Editorial Presença) e que acompanhou muitos jovens adultos nos últimos anos. "Filhos do Vento e do Mar" é a continuação da trilogia "Crónicas da Terra e do Mar", que se aventura pela descoberta dos Açores. História, magia e acção, num único livro!

Habilitem-se a ganhar um exemplar deste livro e preencham o formulário que se segue.


 Resumo: Forçadas a fugir de Águas Santas para escapar à fúria de Tomás Rebelo, Leonor e Guida chegam ao porto de Lisboa e confrontam-se com Corvo, o famoso pirata sobre o qual se contam tantas lendas. Horrorizada com a descoberta de que é filha de Diogo, o Açor, Leonor decide disfarçar-se de rapaz quando Corvo a obriga a embarcar no seu navio, protegendo-se assim dos impulsos masculinos. Inconformada com o seu destino, Leonor resolve fazer tudo para escapar aos piratas. Porém, com o passar do tempo, sente a herança do Açor a despertar dentro dela. O segredo que ensombra o passado de Corvo começa a inflamar a sua curiosidade, enquanto estabelece amizade com os homens que tanto temia. Conseguirá ela regressar a Águas Santas e desmascarar a perversidade de Tomás Rebelo, ou o apelo da liberdade e da aventura, conjugado com a vontade de conhecer o seu verdadeiro pai, tornar-se-á irresistível?
Sandra Carvalho é uma das autoras portuguesas mais conceituadas do romance fantástico. A Saga das
Pedras Mágicas, que a Presença publicou também na coleção «Via Láctea», e que é constituída pelos títulos A Última Feiticeira, O Guerreiro Lobo, Lágrimas do Sol e da Lua, O Círculo do Medo, Os Três Reinos, A
Sacerdotisa dos Penhascos, O Filho do Dragão e Sombras da Noite Branca, conquistou um vasto número de fãs entre os apreciadores do género. Depois de O Olhar do Açor, Filhos do Vento e do Mar é o segundo volume das Crónicas da Terra e do Mar, ao qual se seguirá o terceiro e último volume.

«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui» 

Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 26 de março de 2017.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só será aceite uma participação por pessoa.
4) O passatempo funciona para todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
5) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
6) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Resultado do Passatempo: As Trevas de Baltar, de Henrique Anders


E finalmente trazemo-vos os resultados do último passatempo! Não foi fácil deslindar quem seria o vencedor ou a vencedora, já que nos deixaram penduradas mais de uma vez ;)

Depois de muita persistência lá descobrimos uma felizarda que está entusiasmada por receber um exemplar de "A Trevas de Baltar", de Henrique Anders. O autor irá enviar um exemplar autografado e com dedicatória para Matosinhos. Parabéns Emília Silva!


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Passatempo: As Trevas de Baltar, de Henrique Anders

Boa noite comunidade literária!

Como prometido, trazemo-vos um novo passatempo, mesmo a tempo do Natal. Fomos contactadas pelo autor Henrique Anders que não poderia estar mais entusiasmado com a sua experiência enquanto autor publicado. E quis presentar um leitor ou uma leitora de fantasia ao oferecer um exemplar autografado de  "As Trevas de Baltar" para ofertarmos no blogue. Como tal, metam os dedinhos a mexer, que após preencherem o formulário estarão mais próximos de serem o felizardo ou felizarda.


Sinopse:

EMBARQUE NESTA AVENTURA E DESCUBRA UM MUNDO ONDE TER ESPERANÇA É O MAIOR PECADO E ESTAR VIVO A PIOR DAS MALDIÇÕES.
Os antigos doze Reinos há muito colapsaram e as terras eram agora regidas por um novo soberano que decidiu destruir tudo e todos. Movido por vingança e sede de sangue, Baltar rodeou-se de poderosas forças negras e construiu-se a si mesmo. Sem misericórdia, transformou a fé e a esperança em lamentos e descrença e mergulhou o mundo no mais opaco breu. Porém, os dias e as noites são cheios de segredos e até no meio da escuridão e da secura uma vida pode nascer. Os desígnios dos deuses são misteriosos e Dutsan nasceu com algo especial.

Para protegê-lo, a sua família foi obrigada a fugir e ele cresceu no meio dos Canimatas, uma raça conhecida por não gostar de humanos e a quem chamavam de os guardiões de dragões. O jovem Dutsan terá de enfrentar os seus medos e descobrir as suas próprias verdades. Na companhia dos seus amigos estranhos vai embarcar numa aventura que poderá mudar as suas vidas.


Voltaremos depois do Natal para vos trazer os resultados! As regras são as do costume:

1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 26 de dezembro de 2016.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor/a) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa.
4) O/A vencedor/a será sorteado/a de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por email.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou o autor não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

domingo, 20 de novembro de 2016

Passatempo: Reunião de Heróis, de Ricardo Formigo

 Boa tarde a todos/as!

Acabámos de anunciar os resultados de um passatempo e já estamos a anunciar outro. Que não vos falte nada! ;)

Desta vez, são os leitores de fantasia a serem presenteados. "Reunião de Heróis" é o primeiro de uma trilogia que se quer épica e cheia de reviravoltas e aventuras. Como fomos contactadas directamente pelo autor, o vencedor ou vencedora terá direito a um exemplar autografado! Participem e boa sorte!



Sinopse:

Estes são tempos difíceis para os habitantes de Morlômbia!
Depois de meio século de guerra, o Rei Travis morre em batalha e é sucedido pelo seu primo Fallow, um tirano que apenas se preocupa com o poder, devastando tudo e todos em busca do que quer.
Annabelle, irmã de Travis, fica em perigo de vida e escapa da cidade de Madrasis rumo ao imponente Elmo do Martelo, uma fortaleza escondida nas montanhas, para proteger os Morlombos dos invasores Ingols.
Com a chegada iminente da guerra civil, cada um dos lados esforça-se por reunir aliados e conquistar a sua lealdade. Mas quem serão os heróis dispostos a lutar por cada um dos pretendentes ao trono de Morlômbia?


  
Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 30 de novembro de 2016.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor/a) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa.
4) O/A vencedor/a será sorteado/a de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por email.
5) Gostar da página oficial do autor: https://www.facebook.com/ricardoformigoescritor
6) O Encruzilhadas Literárias e/ou o autor não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.


domingo, 30 de outubro de 2016

Review: The Bear and The Nightingale by Katherine Arden

The Bear and The Nightingale 
by Katherine Arden
Edition: 2017
Pages: 480
Publisher: Random House UK, Ebury Publishing
Summary:
A young woman's family is threatened by forces both real and fantastical in this debut novel inspired by Russian fairy tales.
In a village at the edge of the wilderness of northern Russia, where the winds blow cold and the snow falls many months of the year, a stranger with piercing blue eyes presents a new father with a gift - a precious jewel on a delicate chain,intended for his young daughter. Uncertain of its meaning, the father hides the gift away and his daughter, Vasya, grows up a wild, willfull girl, to the chagrin of her family. But when mysterious forces threaten the happiness of their village, Vasya discovers that, armed only with the necklace, she may be the only one who can keep the darkness at bay. Atmospheric and enchanting, with an engrossing adventure at its core, 
The Bear and the Nightingale is perfect for readers of Naomi Novik's Uprooted, Erin Morgenstern's The Night Circus, and Neil Gaiman.

Rating: 4/5 stars

Review:
I received this ARC from Netgalley in exchange for a honest review.

If you only read a YA fantasy book in 2017 make it The Bear and the Nightingale. Why? Because this book has it all; for a start it’s a fairytale retelling (which gives it bonus points), it’s a Russian fairytale, it involves a “war” between church and pagan beliefs (triple points) and it’s whimsicaly written. 
So if this has captivated you already I am sure you will like Vasya’s story. A brief on-line search will tell you that the fairytale in question is commonly known as Vasilia the brave (or beautiful it depends) and that Catherynne M.Valente has already re-told it in her book Deathless (which is in my to-read pile). So when I first requested it I was unsure if I had made the right decision, I have read Valente’s work before and though that it might have been a better idea to just read her retelling. However I also wanted to try new authors and had read very good reviews of The Bear and the Nightingale so I though it was worth the risk. 
 I have to say that I was lucky and this book was so worth the risk. Wonderfully written and full of promise this is one of the few books I have ever read that lives up to expectation. As we follow Vasya from her birth to her adventurous teenage years we create a very close relationship with her that keeps the readers engaged in the story. Even though sometimes it seems like a slow burn I think the long look at Vasya’s formative years actually helps us understand better where she comes from and why she does/ reacts the way she does. 
 As I had never read the original fairytale I had no idea where the story was going or who the characters were. The author also choose to leave Russian words for the entities and places which helps set the mood and it was easy to find myself in the northern Russian forest. I think it also helped that I started to the read the book as the seasons where changing and autumn weather was becoming winter weather as the chill that was felt really help set the mood. 
 I used to read the book before going to bed but after part 3 I had to stop doing it as I was getting scared. The book takes a turn and becomes slightly darker with things roaming in the night and whispering in the shadows. Strange knocks on doors and blood splattered in the white snow. I have to admit I was not ready for it but it kept me engaged (even if with all my lights on). 
 The Bear and the Nightingale leaves the blog with a five star review and the certainty that it was one of the bets books I read in 2016.
 Cat / Ki
Known bookaholic and writer at weekends. Cat loves books and everything that's related to them. From time to time she has very strong feelings and opinions about books and the world and she likes writes about them (mostly in her blog Encruzilhadas Literárias). She also has a personal GoodReads account and she believes the world is a better place for it (AKA no more repeated books from relatives as gifts). She lives in the UK and can often be found either in Waterstones or the Charity Shops.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Opinião: Jonathan Strange & o Sr. Norrell, de Susanna Clarke



Jonathan Strange & o Sr. Norrell
de  Susanna Clarke
 
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 736
Editor: Casa das Letras
  




Sinopse: 
Há séculos, quando a magia habitava Inglaterra, houve um mago que se distinguiu entre todos os outros. Chamou-se Rei Corvo, foi criado por fadas e, como nenhum outro, soube conjugar a sabedoria desses seres com a razão humana. Só que tudo se alterará a partir do momento em que um rei louco e alguns poetas mais arrojados fazem com que a Inglaterra deixe de acreditar na magia. O que acontecerá até meados do século xix, quando o solitário Senhor Norrell, de Hurtfew Abbey, que faz andar e falar as estátuas de catedral de York, acredita que poderá ajudar o governo de Sua Majestade na guerra contra Napoleão.
Já em Londres, Norrell encontrará Jonathan Strange, um jovem, rico e brilhante (mas também arrogante), que descobre por acaso que é um mago, tornando-se seu discípulo. Os feitos de ambos haverão de maravilhar a velha Inglaterra. Até ao momento, no entanto, em que a parceria, que parecia destinada ao sucesso, virará rivalidade. É que, fascinado pela figura sombria do Rei Corvo e atraído pela sua «insensata busca» por magias há muito esquecidas, Jonathan haverá de pôr em causa tudo o que Norrell mais estimava.
Jonathan Strange e o Sr. Norrell é, pois, um romance «elegante, mordaz e absolutamente arrebatador», envolvido em grande mistério e beleza, e que agarra o leitor até à última página.

Rating: 3,5/5
Comentário: Susanna Clarke levou anos até finalizar "Jonathan Strange & Mr Norrell. O que se compreende pelo tamanho e complexidade de história que ela construiu. Talvez por isso também tenha dado por mim a terminá-lo somente ao fim de alguns meses.
Ao finalizar este livro consegui perceber porque é já considerado um dos clássicos da literatura moderna. A autora não nos traz uma história mas um completo universo, com variantes paralelas, numa mescla constante entre o realismo mágico, o mundo espiritual e o fantasmagórico, sempre associado a alegorias, morais, valores, segredos e intrincadas diplomacias do que é viver num Reino Unido conservador, mas com acesso a um mundo mágico premente, em desuso e pouco explorado.  Nem o Mr Norrell nem Jomathan Strange (ou para ser honesta, qualquer uma das personagens) são gostáveis, mas a ligação entre entre ambos é o motor de ignição para uma trama minuciosa e, porque não dizer, algo vertiginosa.
A acção decorre também numa dimensão histórica, com elementos da História da Europa e do Mundo que constam em qualquer manual escolar, e por esse motivo, e pela forma como está escrito, denuncia uma realidade que não é a nossa mas que o parece.
Mais para mais, esta é uma das particularidades mais interessantes do romance, já que aliando a esse facto, a autora escreve o livro como se tratasse de uma crónica documental da vida destas personagens, apelando a uma veracidade que não existe mas que não nos convence.
É aliás, a existência de várias notas de rodapé (que por vezes ocupam metade das páginas, se prolonga para as seguintes, e contam notas paralelas), que ajudam a intrincar a teia que compõe este romance.
Quando aos elementos mágicos, eles têm algo de sinistro e macabro, assim como ameaçador. Esperaria que o Rei da Magia fosse um tipo diferente de vilão (se é que ele se enquadra bem no seu papel), mas a sua personagem ajuda a compor este mundo de brumas e incerteza, sendo também a ponte para se criarem as metáforas necessárias para chamar a atenção dos comuns mortais que, tudo o que advenha com facilidade traz custos (alguns elevados) que têm de ser bem medidos antes de qualquer tomada de decisão e iniciativa.
É uma leitura densa, as personagens não são simples, mas vale a pena o investimento.
As descrições são bastante reais, os detalhes explorados com vigor e a relação de cada peça do puzzle montada com a subtileza necessária para criar vários enlaces e nos demonstrar como seria o nosso mundo se nele existisse a magia do Sr. Norrell e do Jonathan Strange.



 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Review: Thief's Magic by Trudi Canavan

Thief's Magic [Millennium's Rule #1]
by Trudi Canavan
Format: Hardback / Paperback / E-book
Nr of Pages: 560
Publisher: Little Brown Book Group 
Synopsis: 
In a world where an industrial revolution is powered by magic, Tyen, a student of archaeology, unearths a sentient book called Vella. Once a young sorcerer-bookbinder, Vella was transformed into a useful tool by one of the greatest sorcerers of history. Since then she has been collecting information, including a vital clue to the disaster Tyen's world faces.
Elsewhere, in a land ruled by the priests, Rielle the dyer's daughter has been taught that to use magic is to steal from the Angels. Yet she knows she has a talent for it, and that there is a corrupter in the city willing to teach her how to use it - should she dare to risk the Angels' wrath.
But not everything is as Tyen and Rielle have been raised to believe. Not the nature of magic, nor the laws of their lands.
Not even the people they trust.

Rating: 4/5

Review:
Warning: This is going to be a LONG review so I am putting it under a read more. Please bear with me. I have a lot of feelings.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Review: White Cat, by Holly Black

White Cat [Curse Workers #1]
by Holly Black
Format: Hardback / paperback / ebook
Nr of Pages: 32
Publisher: Gollancz 
Synopsis: 
Cassel comes from a family of curse workers--people who have the power to change your emotions, your memories, your luck, all by the slightest touch of their hands. Since curse work is illegal, they're all criminals. But not Cassel. He hasn't got the magic touch, so he's an outsider--the straight kid in a crooked family--as long as you ignore one small detail: He killed his best friend, Lila. Now he is sleepwalking, propelled into the night by terrifying dreams about a white cat. He also notices that his brothers are keeping secrets from him. As Cassel begins to suspect he's part of one huge con game, he must unravel his past and his memories. To find out the truth, Cassel will have to outcon the conmen...

Rating: 3,75 Stars

Review:
I had been meaning to read something by Holly Black for quite some time now. My sister Gabriella read the Spiderwick Chronicles when she was younger and couldn’t stop saying that they were her favourite books. But as always life gets in the way, other books that you really want to read get to your TBR pile and I ended up looking at Spiderwick Chronicles thinking “do I really *really*  want to start a five book saga?”.
When I first started reading White Cat I didn’t knew that it was part of a trilogy. I was wrongly convinced that like Doll Bones this was a stand alone novel so when I brought it home from the Charity Shop and sited down reading it all happy I really didn’t knew where I was getting myself into.
Cassel is cursed and he should be after all he is a killer, he killed his best friend in cold blood when he was just fourteen. Born in a family of magic workers, Cassel’s family manage to contain the killing and now Cassel is living more or less a normal life, this is until a white cat starts to hunt him.
The Curse Workers is an elegant constructed work in which mob and magic go side by side. I enjoyed all the little details that Holly Black weaved into her story, e.g. Australia has almost 1% of curse workers because that’s where they ship them, and how the mobs were created. This is also a book about cons and I have to admit that I have a soft spot for con books/movies (*Leverage theme plays in the back*), and Cassel learned how to con from one of the best, an emotion worker, his mother.
Although you know he is a murder I think it’s easy to like Cassel, he is seventeen when the story starts and he is in a very fancy school were he studies and acts as the bookie for the rich kids. We get to follow his routine until the mysterious white cat appears and our stories starts to unfold. Cassel’s story is also a story about family, making friends and trusting your instincts.
Holly Black writing is both modern and simples, and you catch yourself turning page after page. Also she can manage to make you scared if needed and invested in her characters. Recently Holly Black associated herself with Cassandra Clara to write Magisterum a new saga that will hit the shelves in about a month or so.

I have become a fan of Holly Black’s writing, and got myself a new YA author to stalk, also I am now waiting impatiently for the library to have the second volume of this saga Red Glove delivered to the nearest branch so I can keep reading Cassel’s adventure.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Opinião: Alanna, The First Adventure, de Tamora Pierce

Alanna, The First Adventure
de Tamora Pierce
Páginas: 274
Editor: Simon & Schuster
Resumo:
From now on I'm Alan of Trebond, the younger twin. I'll be a knight.
And so young Alanna of Trebond begins the journey to knighthood. Though a girl, Alanna has always craved the adventure and daring allowed only for boys; her twin brother, Thom, yearns to learn the art of magic. So one day they decide to switch places: Disguised as a girl, Thom heads for the convent to learn magic; Alanna, pretending to be a boy, is on her way to the castle of King Roald to begin her training as a page.
But the road to knighthood is not an easy one. As Alanna masters the skills necessary for battle, she must also learn to control her heart and to discern her enemies from her allies.

Filled with swords and sorcery, adventure and intrigue, good and evil, Alanna's first adventure begins -- one that will leard to the fulfillment of her dreams and the magical destiny that will make her a legend in her land.


Rating: 4/5
Comentário: 
 Alanna estava na minha lista do para ler há já algum tempo. Infelizmente outros livros iam surgindo e eu dava por mim a adiar esta leitura. No entanto, numa altura em que me desiludi um pouco com os livros que andava a ler e estava mais de quinze livros atrasada no meu desafio de leitura dei por mim a pensar na Alanna e no facto de o livro ser pequeno (o e-book tem mais ou menos 120 páginas).
O quarteto Song of the Lioness compõe a primeira parte de conjunto de 21 livros que através de várias personagens e épocas exploram o reino de Tortall.  O reino este que é rico em lendas, ruínas e outros detalhes que vão sendo lentamente revelados para mais tarde serem explorados. Por várias vezes, diferentes personagens fazem referências a estas lendas, contando à curiosa Alanna, detalhes interessantes e que ajudam a construir na nossa mente o seu mundo.
Cativada pelo resumo e pelas primeiras páginas, sentei-me calmamente uma tarde a ler este livro e acabei-o na tarde a seguir. A Alanna esteve comigo quase 24h, li as suas aventuras no intervalo do filme que estava a ver, enquanto esperava que a comida fizesse, antes de me deitar, no dia seguinte de manhã enquanto esperava que todos estivéssemos prontos para sair porta fora e em todos os minutos que tinha livres.
Apesar de não ser uma epopeia, temos de nos lembrar que este é um livro infanto-juvenil, Alanna é um livro que me recorda em parte As Crónicas de Narnia. Não só pela maneira como está escrito mas também pela qualidade das suas personagens. Esta é uma história que nos leva ao tempo dos cavaleiros e que apesar de não ser toda ilusão e sonhos de grandeza, pois Alanna chega a partir o braço além de encontrar personagem menos simpáticos, é uma saga que nos recorda os valores dos cavaleiros e a sua visão do mundo.
A história tem um passo rápido, no inicio da mesma Alanna tem dez e para o final já conta com catorze, o que acontece pois a narrativa salta vários anos em que a nossa heroína segue uma rotina que seria desinteressantes de acompanhar. Contudo, esta mesma narrativa pára para nos revelar momentos chave da sua vida. Gostei particularmente da maneira como o primeiro período da personagem foi tratado e de como ela descobriu o que o mesmo significava.
Este primeiro volume tem também um pouco de magia que imagino que vá ser mais usada nos livros a seguir mas que ao mesmo tempo ajuda a criar um certo misticismo. Como imaginam um volume só não me chegou e já me encontro a ler o segundo volume deste quarteto. Uma das vantagens deste primeiro volume ter sido lançado em 1983. Um livro que saí daqui com o meu selo de aprovação e de recomendação.

sábado, 3 de agosto de 2013

Opinião "O Diabo dos Anjos", de Liliana Lavado


O Diabo dos Anjos

O Diabo dos Anjos
de Liliana C. Lavado

 Edição/reimpressão: Ainda não publicado
Páginas: 288
Editor: /







Resumo: Amigos de infância, Henrique e Amanda nada têm em comum para além de uma paixão por livros e uma amizade que ambos já deram como perdida.
Depois de vários anos de silêncio, ele é um estudante finalista de Literatura Inglesa que olha com receio os dias fora das paredes seguras da Universidade e ela uma aspirante a escritora que se esvanece no tumultuo de um grupo de amigos problemático.
 
Numa viagem a Itália que tem tudo para ser perfeita, um Livro transforma-se num desastre que traz anjos à Terra, um gato com estranho senso de humor, novas dores de cabeça a Henrique e mais loucura a Amanda.
A inesperada aventura volta a juntar-lhes o caminho para uma missão celestial que é apenas o início dos problemas para ambos.

Henrique e Amanda podem ter encontrado um no outro o pretexto que tanto procuravam para adiar decisões e contornar o futuro, mas em troca, recebem também o que não pediram e aprendem que o futuro é inevitável.
Rating: 3/5

Opinião: 
 Não sei se já ouviram falar do projecto Leitores-Beta da Liliana C. Lavado, autora de “Inverno de Sombras” (podem comprá-lo na Editora Marcador ou no site da Editorial Presença). Há uns meses, a autora disponibilizou uma versão ainda não final alguns livros seus para um conjunto de leitores selecionados, que ficaram responsáveis por lhe dar uma opinião o mais sincera e isenta possível, fazendo com que o primeiro impacto junto de um leque de leitores variado lhe desse o feedback necessário para corrigir uma coisa ou outra  necessitar de ser afinada antes de serem publicados.
 

No mês passado surgiu a segunda fase deste projeto, quando a Liliana propôs que os interessados se candidatassem a uma segunda leitura do livro “O Diabo dos Anjos”, antes de seguir para a editora. Claro que tive de me candidatar, entusiasticamente, e felizmente fui aceite. Deixo deste modo a minha opinião, fazendo saber que o livro lido ainda poderá estar sujeito a alterações e a opinião remete-se apenas para a data actual.

“O Diabo dos Anjos” foi uma surpresa. Não sei ao certo o que esperava quando li a sinopse, mas não era bem isto. E gosto de ser agradavelmente surpreendida, pelo que este é um ponto a favor. Como personagens principais temos Amanda e Henrique, que nos trarão uma série de camadas para compor um puzzle complexo de relações humanas, acções perdidas, e arrependimentos guardados dentro de si durante anos. A eles juntar-se-ão outras tantas personagens que irão compor um enredo que nos faz querer saber mais. 

Na verdade, para mim, mais do que a grande temática, as personagens são o ponto forte do livro. E ainda mais as secundárias do que as principais. Não se enganem, que elas trazem muito à história, mas mais do que simpatizar com elas, por vezes queremos identificar-nos, ou reconhecer pessoas que fazem parte das nossas vidas em partes de outras criadas no papel. E isso aconteceu-me mais rapidamente com algumas delas.

Gosto do Pedro e da relação dele com Henrique, a camaradagem é bem visível e só fiquei com pena de ainda não passarmos mais tempo com eles. É divertido, carismático e com sentido de humor. Já Bia tem aquela tendência sarcástica de dizer tudo o que quer, e que nem sempre todos percebem, o que só demonstra o grau de inteligência nas escolhas que faz. Ri-me por vezes com algumas coisas que ela dizia. É impossível ficar mal disposta quando ela aparece.

Pelo facto de todo o quadro estar composto, este livro quase que nem precisava da fantasia urbana, mas sendo essa a temática principal, temos de abordá-la. Esperava algo mais complicado neste campo, ou que me obrigasse a não querer largar o livro atendendo ao nível de suspense e de acção. Embora tenha achado a leitura agradável, não o senti dessa forma, pelo que acho que falta algum trabalho na conexão dos dois mundos: o dito normal e o sobrenatural. 

Ainda assim, gosto da forma da Liliana escrever. É actual, identificamo-nos com espaços que não conhecemos e com realidades não vividas, mas que em parte são parecidas à nossa ou à de tantos outros que conhecemos. É bom sentirmo-nos parte de um livro e não meros leitores, pelo que ela está de parabéns por isso. O humor e os momentos dramáticos tiveram o seu peso e medida e foi impossível ficar indiferente ao desfecho das últimas 20 páginas, onde uma série de eventos encadeados e alucinantes desvendou um cenário que não achámos possível.

Esperemos pela revisão final e pelo seu lançamento!



Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Opinião: Departamento 19, de Will Hill




Departamento 19
de Will Hill

Edição/reimpressão: 2013
Páginas:416
Editor: TopSeller




 Resumo: Jamie Carpenter tem 16 anos e perdeu o pai há pouco tempo. No mesmo dia em que descobre que a sua mãe foi raptada por um vampiro, é salvo por uma criatura gigante que diz chamar-se Frankenstein e que o leva para o Departamento 19, a agência supersecreta do governo. Conhecida também por Luz Negra, esta agência foi fundada há mais de um século por Van Helsing e outros sobreviventes de Drácula para combater as forças do sobrenatural. Com a ajuda da agência, de Frankenstein e de uma jovem vampira por quem se apaixona, Jamie vai fazer tudo para salvar a sua mãe, mesmo sabendo que terá de enfrentar um exército de vampiros sedentos de violência, sangue e destruição.
Rating: 4/5

Opinião:  Se a Catarina é a embaixadora do James Patterson no Encruzilhadas Literárias, então eu vou tornar-me na embaixadora do Will Hill!!

 Escrever livros com vampiros na actualidade é um desafio dificilmente rebatido, pelo que exige uma composição certa, que englobe a dose necessária de inovação e acção. Mais do que isso, há a necessidade de fugir ao clichê do que já foi criado pelas últimas histórias e livros para jovens adultos que surgiram em volta da temática nos últimos 10 anos. Will Hill traz-nos uma boa dose de mistura entre os mais clássicos vampiros da história, com a modernidade que só um livro de adolescentes poderia ter (fazendo valer às suas raízes e histórias geracionais o poder das novas tecnologias e do mundo que avança à pressão do momento). Para quem gosta de filmes do género, acho que este livro se enquadra perfeitamente na mesma paginação do Van Helsing e do Hell Boy, com um ligeiro toque mais juvenil, apelando a uma conjugação de acção e mistério com as crises da adolescência.
Jamie Carpenter é um rapaz que não tem lidado bem com alguns factos do seu passado mais recente, o que contribui para o seu afastamento do resto da sociedade e preocupação constante da mãe. Nada mais natural em um adolescente, não fosse o facto de Jamie não ser um rapaz normal....ainda que não o saiba.
É quando se depara com novas questões de uma realidade submersa que se apercebe do quanto não sabe da própria vida e da sua história familiar. Lidar com isso será sempre mais complicado do que parece, perante o questionamento do encaixe de uma realidade fantasista com as verdades sublimes e sólidas que julgou conhecer até então. Será preciso uma dose de coragem constante para vencer o desconhecido, e descobrir novas partes de si mesmo, à medida que acompanha as mudanças constantes do mundo, que ultimamente parece transformar-se à velocidade da luz.
 Adorei os flashbacks, compuseram a acção com uma certa dose de classe e originalidade que tornaram o livro mais interessante.  É um livro cheio de acção, ainda que com uma ou outra cena mal conduzida, mas que são facilmente contornadas pelo restante enredo.
As novas componentes encaixam bem na ideia que o autor pretendeu criar, sem soar forçado, o que por si só já não era muito fácil. Ainda assim, a história é simples, diverte, faz-nos ficar em alerta até ao fim e quero muito ler os próximos livros!! Fico só com pena que o principal factor de suspense tenha sido facilmente desvendado por mim, pelo que queria ali uma reviravolta que acabou por não aparecer.
Para quem gosta de livros com acção, e que aliem o sobrenatural a tecnologia de ponta, o Departamento 19 é para vocês!


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Opinião: The Ocean At The End Of The Lane, de Neil Gaiman

The Ocean At The End Of The Lane
de Neil Gaiman
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 256
Editor: Headline Publishing Group
Resumo:
It began for our narrator forty years ago when the family lodger stole their car and committed suicide in it, stirring up ancient powers best left undisturbed. Dark creatures from beyond the world are on the loose, and it will take everything our narrator has just to stay alive: there is primal horror here, and menace unleashed - within his family and from the forces that have gathered to destroy it.
His only defense is three women, on a farm at the end of the lane. The youngest of them claims that her duckpond is ocean. The oldest can remember the Big Bang.


Rating: 4/5

Comentário:
A minha relação com a escrita de Neil Gaiman nem sempre é das mais fáceis. O facto é que este é um daqueles autores que tem livros que amo e livros que odeio, livros que me fazem sentido e livros que simplesmente não consigo perceber.
Quando ouvi falar do seu novo livro The Ocean at the End of the Lane fiquei um pouco reticente sobre se valeria a pena a sua leitura ou não. A imagem da capa era líndissima e apesar de um livro não se fazer pela capa, se esta chamar a atenção iremos ler o resumo.
Foi o que aconteceu, curiosa devido à capa, fui em busca do resumo deste novo livro e assim que o li a semente da curiosidade nasceu em mim. Como puderam ler no resumo, este é algo misterioso, três mulheres sozinhas numa quinta, a mais nova diz que o seu lago é o oceano, mas as crianças são imaginativas e eu sorri ao ler isto, e a mais velha lembra-se do Big Bang, a minha sobrancelha arqueou e um alarme disparou na minha mente. Este género de magia é o que me atraí na escrita de Gaiman e esperei impaciente pela saída do livro.
A história é bastante interessante e movimentada, o livro é pequeno tem pouco mais de 180 páginas, mas é um livro que nos fala da infância e de magia. É um livro um pouco saudoso, principalmente para pessoas que como o personagem principal liam muito quando eram novas e que, como eu, leram todos os livros de infância das suas mães.
O nosso heroí, como todos os heróis, tem uma vida normal até que um dia um suicídio muda tudo e a família Hempsock é “chamada” a intrevir.
A propriedade, casa e a própria família Hempsock têm um certo misticismo à sua volta e uma certa magia que parece ser uma fusão de impossíveis e imaginação infantil. Mas creio que é esta fusão que alimenta o mistério da história e nos leva a querer descobrir mais e mais.
A escrita de Gaiman é cativante e dei por mim acordada até tarde para acabar o livro e tentar fazer sentido de tudo o que aconteceu.
É um livro que nos deixa a chorar por mais e que tive pena que acabasse. No entanto creio que para a magia se manter se tornou necessário o livro acabar num momento em que ainda está tudo difuso.
Um livro que recomendo e que saí daqui com quatro estrelas pela sua beleza.

sábado, 13 de abril de 2013

Opinião: The Mark Of Athena [Heroes Of Olympus 3], de Rick Riordan

The Mark Of Athena [Heroes Of Olympus 3]
de Rick Riordan
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 592
Editor: PENGUIN BOOKS LTD
Resumo: Atenção spoilers dos volumes anteriores
Annabeth is terrified. Just when she's about to be reunited with Percy—after six months of being apart, thanks to Hera—it looks like Camp Jupiter is preparing for war. As Annabeth and her friends Jason, Piper, and Leo fly in on the Argo II, she can’t blame the Roman demigods for thinking the ship is a Greek weapon. With its steaming bronze dragon masthead, Leo's fantastical creation doesn't appear friendly. Annabeth hopes that the sight of their praetor Jason on deck will reassure the Romans that the visitors from Camp Half-Blood are coming in peace.
And that's only one of her worries. In her pocket Annabeth carries a gift from her mother that came with an unnerving demand: Follow the Mark of Athena. Avenge me. Annabeth already feels weighed down by the prophecy that will send seven demigods on a quest to find—and close—the Doors of Death. What more does Athena want from her?
Annabeth's biggest fear, though, is that Percy might have changed. What if he's now attached to Roman ways? Does he still need his old friends? As the daughter of the goddess of war and wisdom, Annabeth knows she was born to be a leader, but never again does she want to be without Seaweed Brain by her side.
 
 Rating: 4/5
 
Comentário: 
(Apercebi-me agora que este resumo do livro fá-lo parecer extremamente romântico e Percabethiano o que não é caso, mas bem, seguindo com a crítica!)
Queria escrever uma crítica toda pomposa deste último livro (dos já lançados) mas não consigo. O meu coração caiu-me do peito para as mãos.
Quem nos segue, sabe que comentei todos os livros de Percy Jackson já disponíveis em português e não estava à espera de comentar a saga que faz de sequela à primeira mas decidi fazê-lo. Porquê? Porque é fantástico ver a evolução das personagens nesta saga!
Na saga Percy Jackson conhecemos Percy com doze anos e testemunhamos as suas primeiras aventuras, a primeira missão, a primeira paixoneta, o primeiro beijo mas agora, aos dezasseis anos, e já na saga Heróis do Olimpo, o ciclo está prestes a fechar-se. Os medos e inseguranças do nosso herói continuam lá, agora aliados a uma certa raiva contra os deuses do Olimpo, Percy chega mesmo a comentar que agora que tem a idade que tem percebe a revolta de Luke contra os deuses, também Percy está farto de ser um peão num jogo de xadrez que não só não percebe como também não quer jogar.
Esta raiva é alimentada por monstros que não morrem por muito que os matem, Titãs que teimam em destruir o mundo, e deuses que se escondem e que deixam os seus filhos, os mestiços, a tentar resolver a situação. Quem poderia não sentir raiva? Afinal, tudo o que Percy quer é uma tarde descansada num esplanada a tomar uma coca-cola com a sua namorada, não é como se estivesse a pedir o mundo. (Tenho a sensação que se ele e o Harry se encontrassem teriam muito que falar e ainda acabariam amigos!)
Uma das coisas que mais achei engraças neste livro, aliás um pouco em toda a saga, foi ver a maneira como a fantasia espelha a realidade, tantas coisas que se poderia pedir, imortalidade, longevidade, feitiços, magia e as pessoas acabam sempre por escolher o que é simples, o que amam de verdade: a companhia de alguém, um abraço, um beijo.
É verdade que esta saga continua a ser para adolescente mas, se os primeiros cinco volumes são destinados a adolescentes mais novos (12-15 anos), esta segunda saga é destina já a um público mais YA e são numerosos os blogs na net que me dão apoio.
Com personagens mais interessantes e coloridos, uma linha de acção muito mais rápida e o carisma/ironia de Percy, a saga dos "Heróis do Olimpo" está, sem dúvida, mais bem construída que a primeira. provavelmente também devido às suas idades as personagens parecem-me mais expansivas, a verdade é que já não estamos a falar de crianças de doze anos e sim adolescentes de dezasseis, e com isso o mundo de Percy abre-se revelando novas possibilidades.
Uma saga triunfante e que, na minha opinião, se pode colocar na estante ao lado dos livros de Harry Potter! Agora é esperar pelo próximo volume "The House of Hades" que sai este ano em Outubro.
 
  • A Saga Heróis do Olímpio será composta por cinco volumes;
  • Os três primeiros já sairam e são The Lost Hero, The Son of Poseidon e The Mark of Athena;
  • O próximo volume chamasse The House of Hades e será lançado este ano (2013) em Outubro.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Opinião: The Girl Who Circumnavigated Fairyland In A Ship Of Her Own Making, de Catherynne M. Valente

The Girl Who Circumnavigated Fairyland In A Ship Of Her Own Making
de Catherynne M. Valente
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 336
Editor: Constable and Robinson
Resumo:
September is a twelve-year-old girl, Somewhat Grown and Somewhat Heartless, and she longs for adventure. So when a Green Wind and a Leopard of Little Breezes invite her to Fairyland - well, of course, she accepts (mightn't you?). When she gets there, she finds a land in crisis - she soon discovers that she alone holds the key to restoring order.

Rating: 5/5

Comentário: 
Quando eu era mais nova, os livros que eu lia tinham a mesma apresentação que este. Imagens no início dos capítulos e títulos de capítulo que contam mas não contam o que vai acontecer, p.e. Capítulo I - A Fuga - Como finalmente encontrei a chave de casa para sair e jurei nunca mais voltar até ter fome. O próprio livro invoca-me estas memórias e Catherynne Valente apresenta-se como uma narradora participante que se mete com os leitores, como se estivesse na contar o conto oralmente e não a escrevê-lo.


As ilustrações são bonitas, apesar de por vezes me parecerem estranhas, mas isso deve-se ao facto desta Fairyland ser um pouco um País das Maravilhas, e as coisas nem sempre serem o que parecem. September, a nossa heroína de doze anos, é uma criança comum com uma existência abalada pelo súbito envio do pai para a guerra e pela requisição da mãe nas fábricas o que a deixa sozinha em casa sem muito para fazer além de lavar chávenas de chá, algo que odeia veementemente.
Mas surgindo a oportunidade de uma aventura, e nas palavras da narradora "quem resistiria a tal?", September abraça-a com todas as suas forças e parte para a fantástica Fairyland que não é, nem um pouco, como ela a imaginava. Com uma imaginação fantástica e criatura sarcásticas, irónicas e nunca antes vistas, Valente cria uma terra de fantasia que espelha os problemas e injustiças do nosso mundo na sua forma mais pura levando September numa viagem de crescimento e descoberta.
A nossa querida September é quase, quase uma adolescente típica que se acha dona de todo o saber mas que ainda tem um coração que se compadece, que se sente insegura e que sente a necessidade de ser amada. Claro que o objectivo da viagem é provar a September que ela é muito mais forte do que imagina e mostrar-lhe o quão pouco ela sabe, mas como pode vir a saber muito.
A escrita da autora remonta aos livros antigos de contos de fadas mas mantém uma linguagem actual e é por isso fácil de seguir. Existem alguns momentos cómicos e alguns momentos sérios, intercalados com frases filosóficas e momentos de aventura.
Feitas as contas é um livro infantil a puxar para o juvenil repleto de saudade e magia que vai encantar os fãs deste género literário. Saí daqui com selo de aprovação e recomendação para que o leiam.


  • Este livro faz parte de uma saga;
  • O segundo volume, editado em Outubro de 2012, tem como nome "The Girl Who Fell Beneath Fairyland And Led The Revels There";
  • Em 2011 foi publicada uma pequena prequela que pode ser lida aqui.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Opinião: O Deserto de Gelo [A Guerra das Bruxas - Livro 2], de Maite Carranza

O Deserto de Gelo [A Guerra das Bruxas - Livro 2] 
de Maite Carranza 
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 332 
Editor: Editorial Presença
Resumo:
Neste segundo volume da trilogia A Guerra da Bruxas, a antiga profecia cumpriu-se finalmente e Anaíd, a eleita dos cabelos de fogo, possui agora o ceptro do poder. As bruxas Omar esperam que ela acabe com as sanguinárias Odish, o clã que desde sempre as combateu. Mas Anaíd, tem apenas quinze anos e terá de partir com a mãe, numa fuga desesperada para norte, que será também a sua viagem de iniciação, que lhe revelará todos os mistérios e lendas que rodeiam as suas origens e o seu próprio nascimento. E a verdade não poderia ser mais aterradora... (Vejam o livro no site da Editora clicando aqui e leiam um excerto clicando aqui)

Rating: 4/5

Comentário:

No segundo volume desta saga ficamos a conhecer a história da mãe de Anaíd, Selene. Depois do seu desaparecimento no primeiro livro e todas as dúvidas das suas amigas face à sua situação, percebemos agora que comportamentos de Selene no passado validaram as dúvidas das outras bruxas Omar no presente.
Curiosa com a sua origem, a própria Anaíd aproveita a viagem que está a empreender com a mãe para devorar todas as aventuras da adolescência da mesma. É aqui que se nos é revelado todo um novo mundo, a rebeldia de Selene vai testar os limites do mundo das Omar e provocar as Odish. Vai alterar o destino dos que a rodeiam e vai marcar a sua vida para sempre.
Este livro revelou-se uma viagem, tal como Selene empreende uma viagem ao longo do livro, empreendemos com ela uma viagem que nos vai levar ao deserto de gelo e na fuga de Selene pela Europa acabamos por nos perder também nas paisagens, locais e povos que ela conhece.
Em termos de história pareceu-me mais interessante que o primeiro volume, pois não andamos perdidos, se com Anaíd começamos uma história a meio, da qual vamos descobrindo partes, com Selene somos remetidos para o início, para a adolescência da mãe da nossa heroína e conhecemos a sua história.
A história tem um ritmo quase constante (com uma ou outra quebra que não são muito significativas) e não se prende com muitos detalhes pois tenta passar a ideia de que está a ser transmitida oralmente. Ouvimos a história de Selene como se fossemos Anaíd e estivéssemos sentados ao seu lado enquanto ela conduz e nos releva os segredos que ficaram suspensos no primeiro livro.
Gostei bastante desta continuação da Guerra das Bruxas e espero impaciente pelo terceiro volume, onde a guerra finalmente será decidida e descobriremos de que lado lutará Anaíd. Neste volume descobrimos também quem é a verdadeira antagonista de Anaíd, o que apenas ajuda a aguçar a nossa curiosidade.
Por piada gostaria de dizer que mais uma vez alguém teima em comprar a história de Anaíd com a de Harry Potter, mas em versão feminina. Gostaria apenas de dizer uma coisa a essas pessoas "Leiam o livro outra vez", aliás "Leiam os livros outra vez!". Mesmo pensando profundamente no caso, não consigo perceber a comparação. Pois, tal como disse no comentário ao primeiro livro, as bruxas da Guerra das Bruxas usam atames e tem varas que usam para fortalecer a sua magia, consigo realizar magia sem as mesmas. Não voam em vassouras, não vão à escola e apesar de se dividirem em clãs que tem animais como totems isso não é relevante o suficiente para a comparação com as casas de Hogwarts.
Por isso, torno a dizer que se vão ler esta saga em busca de uma escola mágica não a vão achar. Acharão magia sim, mas vê-la-ão com outros olhos. Uma saga que sem dúvida vale a pena descobrir.
  • Já leram a nossa opinião ao primeiro volume desta saga: O Clã da Loba?
  • De momento o terceiro volume desta saga ainda não está disponível. (02/01/13)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Opinião: Graceling: O Dom de Katsa, de Kristin Cashore

Graceling
O Dom de Katsa
de Kristin Cashore
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 220
Editor: Alfaguara
Resumo:
No universo dos Sete Reinos. Katsa é uma Graceling, um ser raro com um Dom extraordinário: desde os oito anos que é capaz de matar sem recurso a qualquer arma. O rei de Middluns, tio de Katsa, força a sobrinha órfã a usar o dom ao seu serviço, encarregando-a de matar todos os que lhe criem obstáculos.Temida pela corte e rejeitada pelos jovens da sua idade, Katsa sente que o seu dom obscuro lhe ensombra a vida.Quando o pai do rei de Lienídia é raptado, Katsa não resiste a investigar o mistério de quem quereria matar o velho homem. 
Rating: 5/5
Comentário: 
Comecei este livro esperando apenas mais um livro de aventuras. Na realidade quando nos comentários li algo como "o herdeiro dos fãs de Twilight" até torci o nariz e pensei que tinha desperdiçado uma requisição da biblioteca mas Graceling provou ser um dos melhores livros que li este ano.
Com um escrita de fácil leitura e uma personagem principal intrigante Graceling puxa-nos rapidamente para dentro do mundo dos 7 Reinos. Katsa, a nossa personagem principal é misteriosa, um diamante em bruto, uma graceling cujo dom é matar e que o faz desde os 8 anos a mando do tio. É por isso normal que seja um pouco fria, distante e desligada das pessoas, sendo a única excepção o seu primo, Ranfii, que ama do fundo do coração e o seu amigo, Oll.
Durante a narrativa testemunhamos o amadurecimento de Katsa para o mundo e para as pessoas que fazem parte deste. Vemo-la crescer e abrir o coração a outras pessoas e a outras situações. A nossa personagem que começa por ser quase uma "gata selvagem" torna-se humana, compreensiva e carinhosa sem no entanto perder a sua força e independência.
Foi uma história que me surpreendeu pela positiva por demais, não esperava as voltas que apanhei no enredo, nem o desenvolvimento de personagens. Pensei, um pouco antes de ter lido um terço da história, que este era apenas mais um romance de fantasia e no entanto fui alegremente contrariada. Por um lado, a história não saiu muito dos moldes do romance de fantasia, mas por outro também não se cingiu a elas e cresceu numa direcção muito própria.
Gostava de falar mais deste enredo e das situações que me espantaram mas isso seria entrar por spoilers a dentro e não gosto de o fazer. Posso contudo dizer que Katsa entrou para o top das minhas personagens favoritas e ocupa um lugar especial ao pé da Yelena Zaltana, pelos mesmos motivos que esta. São ambas personagens femininas com passados um pouco escuros e com problemas de confiança que aprenderam a confiar e a acreditar num futuro melhor. São lagartas que se transformaram em borboletas devido ao amor e à amizade, devido ao seu crescimento pessoal e à sua lealdade perante a sua narrativa.
Apesar de Katsa ajudar Po nesta história e talvez até um pouco ficar com a sua missão, a verdade é que também o faz por ela e pelo mundo onde vive. Fá-lo pelo Conselho (do qual gostaria de saber mais) e fá-lo por ser o que está certo.
Este livro tem uma sequela, que na realidade é uma prequela pois passa-se antes do primeiro volume, que infelizmente para mim, ainda não está disponível na biblioteca mas que me desperta um certo interesse pois mais uma vez teremos uma personagem feminina no comando das acções da história.
Um livro fantástico que sem dúvida recomendo para todos os amantes da fantasia.

Fan Book Trailer
(este book trailer não é oficial, foi criado por fãs mas eu achei que estava engraçado na mesma e minimamente fiel ao enredo.)

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Opinião: O Dragão de Sua Majestade, de Naomi Novik

Téméraire (Livro I)
O Dragão de Sua Majestade
de Naomi Novik
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 288
Editor: Editorial Presença
Resumo:
Atreva-se a entrar num universo de dragões, heróis e vilões onde a fantasia é rainha. Assista às Guerras Napoleónicas como nunca as viu e encontre guerreiros a lutar contra as forças invasoras de Napoleão, não a bordo de aviões mas no dorso de dragões. 
Certo dia, ao serviço de Sua Majestade, o Capitão William Laurence captura uma fragata francesa e apodera-se da sua carga preciosa: um ovo de dragão chinês. Quando o ovo choca e dele sai um pequeno dragão, Laurence vê-se inevitavelmente ligado a Téméraire, um dragão extremamente articulado, e acaba por optar por uma nova carreira: deixa a carreira na Marinha Real e ingressa no Corpo Aéreo como comandante de Téméraire. Quando o exército aéreo de Bonaparte chega a solo britânico, Laurence e Téméraire fazem o seu baptismo de fogo…Conheça uma realidade alternativa onde Téméraire irá ser posto à prova e quando menos se espera irá surpreender pelas suas capacidades. 

Rating: 4/5

Comentário:
A minha relação com este livro não é fácil de explicar. Devo dizer que gostei do mesmo e trouxe da biblioteca o segundo e terceiro volumes para ler mas há algo que me está a impedir de lhes pegar.
Não vou perder tempo a explicar a história pois o resumo fá-lo bastante bem. O que temos em mão é fácil de analisar, um livro sobre dragões passado no nosso mundo, mais precisamente durante as Guerras Napoleónicas. O meu primeiro problema é começar logo a torcer o nariz a todos os livros sobre dragões que não tenham sido escritos por Anne McCaffrey. Talvez o meu problema tenha sido ter lido os livros de McCaffrey quando era bastante nova e ter baseado toda a minha imaginação dos mesmos em torno das suas histórias.
Apesar de há data já ter lido livros sobre dragões, o que eles faziam na sua maioria, era estarem deitados em cima de tesouros, raptarem princesas e destruírem tudo aquilo a que deitassem a mão. Para mim os dragões eram criaturas tenebrosas dos quais eu queria fugir até que McCaffrey lhes deitou uma nova luz.
Os seus dragões eram sábios, ligavam-se a humanos e eram seus amigos. Estes dragões morriam de dor quando o seu cavaleiro morria porque sim, o seu elo era assim tão forte. Este foi um dos motivos pelos quais tive de parar de ler o livro Eragon, era tudo tão igual, como estar a ler a mesma história mas em vez de ter a Lessa, uma personagem feminina forte e decidida, tinha um rapaz pequeno no papel principal. O meu coração de leitora não aguentou e mantive-me longe de dragões, até ter pegado no livro Dragonskin Slippers, onde re-encontrei um mundo de dragões amistosos diferentes dos de McCaffrey mas que me conquistaram. 
Assim sendo, tentei voltar aos livros de dragões e este estava entre os mais bem recomendados, sendo seguido pelo livro Saphira que saiu este ano. Mas este era o que estava disponível na biblioteca e resolvi arriscar trazê-lo.
A história tem os seus toques de romance histórico na maneira como as pessoas se vestem e falam umas com as outras e os seus toques de fantasia na histórias dos dragões e no re-contar das grandes batalhas. Mesmo assim houve algo que não me deixou 100% satisfeita. Gostei bastante da relação de Laurence e Téméraire e da maneira como Laurence trata o seu dragão como se ele fosse uma pessoa. É giro ver a relação entre ambos florir e a amizade que se estabelece entre os dois.
Por outro lado, é também interessante ver as relações entre as pessoas tendo em conta a época em questão e o facto de estarmos no meio das guerras napoleónicas. Houve no entanto alturas em que me chateei com a prosa e me parecia que o livro nunca mais avançava.
A minha relação difícil com este livro deve-se ao facto de eu poder dizer que o livro era bom mas que mesmo assim não gostei muito dele. E o problema é a noção que isso é pura e simplesmente um gosto pessoal. Não há um motivo muito forte para não gostar do livro mas houve alturas em que não consegui relacionar-me com a história ou sequer tirar algum prazer de ler o livro apesar de o continuar a ler e me sentir tentava a pegar nele sempre que tinha tempo livro.
É uma situação completamente ridícula mas foi esta a relação que criei com o mundo de Naomi Novik. Porque pode dar-se o caso de ser apenas uma falta de conexão por ser o primeiro livro, resolvi requisitar os outros dois a seguir a ver se gosto mais deles do que do primeiro. Ou pelo menos a ver se a nossa relação se torna mais saudável.
Um livro sem dúvida a espreitar por todos aqueles que amam dragões. E gostaria de pedir a quem já o (ou os) leu, o favor de deixar a sua opinião para ver se sou a única com este sentimento esquisito em relação à saga.