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sábado, 20 de outubro de 2012

Apanhados a ler livros de menina!

Hoje enquanto navegava no meu feed do GoodReads, entrei no perfil da escritora Shannon Hale, autora do livro Academia de Princesas, após ter lido o título "Concurso Fotográfico: Rapazes a lerem livros de raparigas!". Piscando os olhos intrigada, tive, obviamente, de descobrir o que se estava a passar. Clicando com o rato no link fui levada até uma página no blog da autora onde esta mostrava vários rapazes a lerem livros de raparigas e alguns deles liam mesmo livros da autora! Incluindo a sequela do livro Academia de Princesas, Palácio de Pedra (traduzido literalmente).
Achei imensa piada à ideia e apesar de serem fotos de pose não deixam de estar bastante engraçadas. Assim sendo quero deixar-vos aqui algumas para que possam como eu, sorrir em face desta ideia.

de 
Academia de Princesas: Palácio de Pedra, de Shannon Hale
As Mulherzilhas, de Louise May Alcott
As Serviçais. Academia de Princesas. Ella Encantada. Ramona, the Pest.
Para verem mais fotos deste passatempo cliquem aqui.



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Livraria flutuante

Como os nossos caros leitores sabem, normalmente água e livros não são uma boa mistura. Isto posso-vos eu confirmar visto que uma vez uma irmã minha se esqueceu de um livro meu à chuva e eu tive de o secar página a página e mesmo assim ele nunca mais foi o mesmo. 
No entanto, isso não impede a Logos Hope de ser a maior livraria flutuante do mundo. Carregando mais de 5000 livros e medido mais de 430 pés de comprimento, a Logos Hope é gerida por uma organização de caridade alemãe tem como missão levar livros e educação por todo o mundo.
Nos últimos 8 anos, a Logos Hope visitou mais de 42 países ficando por várias semana em cada porto, permitindo que a sua tripulação faça trabalho voluntário e que várias pessoas o visitem (o navio suporta até 450 visitantes de cada vez).
Parte da missão deste navio é levar livros a preços muito baixos a países onde estes não sejam fáceis de arranjar, mas providenciar livros (abaixo de preço de custo) para bibliotecas escolares, orfanatos e outras organizações solidárias.
Desde 2004 o Logos Hope distribuiu mais de 3 milhões de livros e teve mias de 2,5 milhões de visitantes a bordo. De momento está no porto de Subic Bay, nas Filipinas e a 30 de Novembro navegará até Hong Kong onde ficará por um mês.
Podem ver mais fotos abaixo e ver os próximos portos do Logos Hope clicando aqui.



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

A livraria que virou BD

Como sabem já tivemos no Encruzilhadas alguns posts onde falamos de igrejas que viraram livrarias ou de cinemas que viraram livrarias, hoje falamos-vos de uma livraria que foi construída para se parecer com uma página de banda desenhada.
É verdade, a Tokyo's Tokyo foi projectada de modo a que as suas estantes lembrassem páginas de livros de banda desenhada. 
Para isso foram escolhidas estantes com quadrados assimétricos e até mesmo colocados balões de fala em alguns deles. As ilhas a meio da loja estão também divididas em quadrados e tem uma inclinação que lembra o virar de uma página. A ideia é que as ilhas lembrem também uma pilha de bandas desenhadas.

A loja foi concluída este ano na primavera e localiza-se em Tóquio no Japão, por isso, fãs de banda desenhada se passarem por Tóquio não se esqueçam de visitar esta livraria!





Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

domingo, 30 de setembro de 2012

Livros Banidos 2012


Hoje entramos na semana dos Livros Banidos! Esta é uma causa que me toca bastante porque nunca fui impedida de ler fosse o que fosse e faz-me imensa confusão que algumas escolas, associações religiosas, pais e governos se achem no direito de o fazer. Obviamente que não falo das proibições devido a restrições da idade, afinal nenhum pai vai dar a uma filha de 12 anos o livro Visto do Céu para ler ou As Cinquenta Sombras de Grey.
Até porque a pior parte dos livros banidos (ou proibidos) numa determinada área nem sequer estão disponíveis para leitura! Imaginem-se a ter doze anos e a não poderem pegar num único livro de Harry Potter ou da trilogia Mundos Paralelos porque simplesmente não existem na biblioteca da vossa escola porque a Associação de Pais decretou que os mesmos são satânicos. Imaginem pedirem o livro aos vossos pais e eles se recusarem a comprar ou mesmo que não se recusem que pura e simplesmente não encontrarem o livro à venda para vos dar. 
Este ano a semana dos Livros Banidos faz 30 anos de existência! E há trinta anos que luta pela possibilidade  destas crianças de 12 anos lerem Harry Potter e para que os Adolescentes possam ler Os Jogos da Fome. A luta é mesmo pela possibilidade de o fazerem. Ninguém quer obrigar ninguém a ler, mas queremos que as pessoas tenham a possibilidade de o fazer.
Como sabemos a palavra escrita tem poder e há livros que efectivamente podem mudar vidas e a maneira que as pessoas tem de ver o mundo mas e principalmente, os livros fazem-nos sentir menos sós. Como nos podemos achar no direito de proibir alguém de ler?
Alguém bastante conhecido disse uma vez que fugiria de todo e qualquer país onde se queimassem livros, porque após isso, certamente que não faltaria muito para que se queimassem pessoas. Um bom exemplo disto foi a Inquisição que efectivamente queimou livros e pessoas por igual. E o medo que as pessoas tem aos livros não é dos livros em si, do papel e da tinta, é sim das ideias que se escondem nas palavras e que acabam por se esconder dentro das pessoas modificando-as e fazendo-as pensar "e se, e se...".
Assim sendo, esta semana convido-vos a ler um livro banido, ou se não puderem ler um completo que leiam um capítulo ou dois. Não estarão sozinhos! Em vários sites da internet estarão disponíveis excertos destes livros assim como vídeos com pessoas a lerem os mesmos em voz alta. Em algumas bibliotecas nos EUA também existirão leituras em voz alta de livros que são banidos e não existem naquela biblioteca.
Leiam para dentro ou leiam em voz alta mas leiam! Leiam por todos os livros que alguém quer calar! Leiam por todas as ideias que alguém quer matar! Leiam por aquela criança que jamais saberá o que é Harry Potter. Leiam!



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Livros que inspiram casamentos: O Regresso

Depois do sucesso que foi a nossa edição em 3 partes do artigo Livros que inspiram casamentos, decidimos mostrar mais casamentos inspirados por livros.
Assim sendo sigam-nos por este festival de fotografias e quem sabe inspirem-se!

Editado em Portugal pela Civilização Editora, o livro O Circo dos Sonhos, de Erin Morgenstern, já inspira casamentos!
Acompanhados pelas acrobatas do circo, os noivos vestem-se a rigor respeitando a temática preta e branca do livro assim como as roupas de época. Para mim o melhor deste casamento foram sem dúvida os convites que vos mostramos abaixo, para verem mais cliquem aqui.

Escrito pela mesma autora de A Casa dos Primatas, Água para Elefantes, de Sara Gruen, foi recentemente adaptado para cinema e começou a inspirar casamentos.

Jane Eyre, de Charlotte Bronte, editado pela Editorial Presença, é, juntamente com os clássicos de Jane Austen, um dos temas favoritos dos amantes de livros.
Para além destes livros, os livros de Harry Potter e Os Jogos da Fome, também editados pela Editorial Presença, continuam no topo das escolhas dos noivos mais jovens.

Para terminar mostramos-vos duas imagens de casamentos inspirados em livros no geral:



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Livros cor-de-rosa

Ontem dei por mim a falar com o meu pai sobre romances cor de rosa. A conversa começou quando a voz que saía do rádio dizia que 50 Sombras de Grey estava no top de livros mais vendidos e que já se esperava nova edição ao que o meu pai prontamente respondeu "E daqui a nada um filme também!". Revirei os olhos, custa-me imenso dizer mal de livros porque imagino os horrores que uma pessoa passa para os escrever mas efectivamente há livros que a humanidade dispensava conhecer. 
Além de todo o debate em torno do livro em questão e no qual não vou entrar pois este artigo não é sobre isso, o 50 Sombras não está de maneira alguma na minha lista de livros para ler. O meu pai reparando que eu me calava, o que é raro quando livros são o tema perguntou-me o que se passava e o que eu achava do livro, isto é, se eu soubesse qual era o livro em questão.
Em poucas palavras resumi o livro ao meu pai e ele lembrou-se da minha irmã mais nova lhe ter falado do livro e ter dito que era algo pornográfico. Curioso perguntou-me se leria o livro para o blog ao que eu respondi que "não estava nos meus planos". 
E depois veio a pergunta que desencadeou a conversa toda. Aliás, quem como eu gosta de falar sabe que a terrível pergunta "porquê" se esconde nos recantos menos esperados e ao mesmo tempo nos mais prováveis. "Porquê?"
Respondi ao meu pai que o livro não me fascinava, aliás, tinha acabado nesse mesmo dia de ler o Crónica de uma Serva e a última coisa que precisava de ler era livros eróticos. O meu pai perguntou-me em seguida porque é que o livro vendia, qual era a minha opinião. Sinceramente não percebo o fascínio, disse-lhe que achava que as pessoas tinham tendência a gostar de literatura fast-food, livros simples que não obriguem a pensar. Aliás, o romance rosa vende muito bem como é de conhecimento comum e pode ser muito barato, como por exemplo os livros da colecção Sabrina.
O meu pai comentou então que achava que o fascínio que estes livros rosas exerciam sobre as pessoas era o mesmo fascínio que as telenovelas exerciam. "As pessoas levam vidas aborrecidas", comentou ele, "é raro terem a vida que queriam ou sentirem-se satisfeitas, por isso fogem para os grandes romances, para o meio das intrigas, para as traições e voltas e reviravoltas mas fogem seguras que no fim o bem triunfa sempre". Pisquei os olhos curiosa e deixei o meu pai continuar a falar. "Assim um pouco como voyeurismo! Pensa bem, elas estão lá, participam de tudo e ao mesmo tempo não participam, tem a emoção sem o perigo da dor. Acaba por ser um engano porque as pessoas não vivem nada daquilo, apenas fogem para lá..."
Caros leitores, nunca pensei menos do meu pai, mas devo confessar que a conversa me apanhou a modos que desprevenida e no bom sentido. Após muito pensar no caso creio que o meu pai tem uma certa razão e as pessoas retiram alguma alegria dos romances cor de rosa, no entanto, se não tirássemos alegria da leitura não leríamos por gosto e sim por castigo.
Continuo a acreditar no entanto que os romances rosa vendem mais por serem fast-food, ou seja, uma história conhecida e que não requer muita concentração ou pensamento sobre a mesma. Algo que lemos só para nos entreter e nada mais. Mesmo assim gostava de ouvir as vossas opiniões: O que é para vocês um livro cor de rosa?



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

domingo, 23 de setembro de 2012

LeYa no Rossio

Conforme vos dissemos ontem no facebook, o Encruzilhadas andou pelo Festival Literário "LeYa no Rossio". Este Festival Literário é a primeira edição de um evento que se pretende que seja anual. E, este ano, está integrado no fim-de-semana de arranque do "Ano do Brasil em Portugal", e por isso, a LeYa decidiu juntar no Rossio diversos autores dos dois países.
"O evento, de entrada livre, inclui um programa de mesas redondas, tertúlias, concertos, actividades infantis e várias performances de poesia e teatro de rua, para além de uma Feira do livro de Portugal e do Brasil, tendo sempre a literatura e a arte dos dois países como pano de fundo." (retirado do site vamossair.com.)
O Encruzilhadas chegou ao festival por volta das 16:30 mesmo a tempo de apanhar as danças brasileiras dos índios e das baianas. Quando entramos, vindas dos Restauradores encontramos imediatamente as zonas de declamação e as bancas de venda de livros, que podem ver nas imagens abaixo:


Demos uma volta alongada pelo recinto, vendo os livros e as diversas tendas e ainda participamos no conto colaborativo entre Portugal e o Brasil. Como dissemos no início do artigo entramos no espaço a tempo de ver as baianas entrar em palco, o que deixou a Catarina (Ki) bastante contente porque ela adora baianas.


Andando pelas diversas bancas e foi com alegria que encontramos descontos até 40% em alguns livros da LeYa. Além do mais os lemas da LeYa estavam espalhados pelas bancas identificando cada área (romance, infantil-juvenial, etc).
No geral achamos que o evento foi muito bem planeado e um sucesso, pelo menos tendo em conta a quantidade de pessoas que andava pelo Rossio a ver os espectáculos e as bancas.




Além destas actividades diurnas, o LeYa no Rossio tinha também vários concertos, com músicos brasileiros e portugueses, no seu pólo do Terreno do Paço. Hoje, domingo, é o último dia da primeira edição deste festival mas não se preocupem que ainda há muito para ver. Podem consultar a programação completa aqui. 
O Encruzilhadas agradece o convite e a iniciativa da LeYa e espera que esta iniciativa tenha sido um sucesso que se repita por muitos anos.

sábado, 22 de setembro de 2012

Antigo cinema vira livraria!

Depois do nosso artigo sobre a igreja que virou livraria chega-nos agora outra história que apesar de igual tem um twist diferente. Em vez de ser uma igreja esta livraria era uma antiga sala de cinema.
Localizada em Buenos Aires, esta livraria foi projectada pelo arquitecto Fernando Manzone, que trabalha para a editora e livraria brasileira El Ateneo. Tentando manter as fachadas originais e até a própria disposição do cinema, esta livraria inclui um café na área do palco, cantos de leitura nos camarotes e balcões repletos de estantes.
Aberto como cinema em 1919 e reaberta como livraria em 2000, este espaço tornou-se numa das livrarias mais movimentadas do mundo com mais de um milhão de visitas por ano e com vendas que ascendem os 7.000.000 livros por ano.
Deixamos-vos com mais fotos do espaço para que possam apreciar melhor esta livraria.




Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Viram o meu diário?

Hoje vou falar de um tipo de livros diferentes do normal: os diários. Não só são um tipo de literatura muito própria como são também das leituras (e escritas) mais privadas que há.
Todos já tivemos um diário e já todos paramos de escrever nele. Uma das piadas mais comuns que já apanhei na net sobre isto diz que até a Elena da saga Diários do Vampiro acabou por se fartar de escrever no dela.
Por vezes questiono o que nos leva a escrever um diário? Vergonha das nossas emoções? Medo que os outros não nos compreendam? Vontade de sermos o/a protagonista principal da nossa vida? Creio que existe um sem número de motivos para escrevermos um diário, lembro-me que o meu (que o Papelão o guarde!) estava cheio de esperanças e sonhos.
Devo contar-vos que a minha imaginação para a minha vida pessoal era fantástica, entre imaginar que o Peter Pan me vinha buscar a desaparecer no mundo de Harry Potter, a única consistência do meu diário é uma ideia de evasão. Uma ideia tão comum como a esperança eterna que o sol nasça amanhã. Quem nunca quis fugir da sua vida? Não é por isso que a maior parte de nós lê? Os psicólogos concordam que ler ajuda as pessoas a criar um escape da sua vida pessoal que nem sempre está cheia das aventuras que elas gostariam que tivessem.
Mas, torno a perguntar, o que nos leva a escrever? Alguém se lembra de onde veio a ideia de escrever um diário? Eu lembro-me que em mim a curiosidade nasceu após ter lido O Diário de Anne Frank, se não me engano o meu diário chama-se Kittyy também. Na realidade todos os meus diários tiveram nomes que eram diminutivos do meu nome próprio. No meu caso creio que escrevia essencialmente para mim, para me lembrar que ainda estava viva e podia ter esperança, sei-o porque comecei a escrever o meu diário numa altura mais complicada mas que passou, assim como o meu hábito de os escrever.
Curiosamente nunca acabei um "diário" inteiro. O que, tendo em conta o que me levou a escrever neles, é bom pois significa que a minha vida tem altos e baixos mas que os baixos nunca duraram muito tempo.
E vocês caros leitores, alguma vez tiveram um diário? O que vos fez escrever nele?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Como ler um livro

Ora aqui está um mini curso intensivo que vai desmistificar "como se lê um livro". Acompanhem esta professora, enquanto ela nos prova que quem lê livros faz efectivamente muito mais ginástica do que aquela que imagina.
Estranhamente identifico-me perfeitamente com a Fase 4 do video. Acontece-me inúmeras vezes!
Partilhem connosco a fase com a qual se identificam mais.

domingo, 9 de setembro de 2012

CrossOvers

Já alguma vez leram um livro e não gostaram dos casais? Pior, já leram um livro e souberam que aquela personagem ficava bem com outra mas infelizmente essa outra está noutro livro? Pois bem, foi de ideias malucas como estas que nasceram os CrossOvers: Histórias escritas pelos fãs, fanfiction, na qual dois mundos diferentes se cruzam.
A onda mais recente e que está a invadir a net há já algum tempo é por as personagens de Harry Potter no mundo d'Os Jogos da Fome, mudando assim o nome da saga para Os Jogos Potter. Existem na realidade jogos RPG inteiros na internet onde os jogadores podem, a partir de textos pré-feitos e várias opções, ser Harry, Ron ou Hermione neste mundo novo. Ou então podem jogar o contrário, Os Jogos Hogwarts, no qual jogam como Katniss em Hogwarts.
Há também bastante fanart em que personagens de universos diferentes se encontram e se tornam amigas, ou quem sabe algo mais.
Na realidade ao cruzar mundos e personagens abrimos portas a situações nunca antes vistas. E se Harry nunca tivesse ido para Hogwarts e estivesse no lugar de Sonea, a protagonista do livro A Guilda dos Mágicos? E se Percy Jackson tivesse ido para Hogwarts? O que aconteceria às personagens de Delirium se um dia acordassem dentro do livro União ou do livro Divergente? São estas e muitas outras questão que a ideia de CrossOver explora. 
Digam-me caros leitores existem por aí alguns mundos que gostassem de misturar? E se sim, quais são esses mundos?

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

E ao longe ouvem-se os dragões

Queridos leitores, "as férias" do Encruzilhadas, se assim se pode chamar Agosto apesar de termos trabalhado o mês todo, vão de vento em poupa. De momento já lutamos contra dragões, subimos montanhas e descemos aos mares mais profundos.
Desde livros de fantasia, passando por romances distópicos e históricos, eu e a Cláudia temos andando por mundos nunca antes por nós explorados.
Falando por mim, visto que a Cláudia terá os seus gostos pessoais, o género que sempre me fascinou foi a fantasia. Escritores que conseguem criar mundo novos do nada tem a minha mais profunda admiração. Falo daqueles escritores que criam sistema políticos, planetas, línguas. Falo das criaturas mágicas e das relações que elas tem com seres humanos. Falo de feiticeiros presos em árvores e em damas de espada à cinta. Este meu fascínio faz com fantasia e, por vezes, ficção científica sejam dos géneros que mais leio.
Isto dá aso a situações interessantes por exemplo, como ir no comboio e algo se desligar no livro à medida que as luzes do comboio se apagam também. Ou estar sentada na minha hora de almoço a ler no escritório e subitamente alguém deixar cair algo ao mesmo tempo que no livro cai um pedregulho.
São autênticos mini-ataques cardíacos que nos apanham completamente distraídos mas que tornam a leitura muito mais interessante e provam o quão envolvidos estamos efectivamente numa história.
Mas agora em Setembro, a Cláudia e eu decidimos tirar mesmo uma semana e meia de férias e irmos quem sabe, para a praia do Meco espairecer. Levaremos os nossos livros debaixo dos braços e teremos opiniões fresquinhas quando regressarmos. De qualquer modo deixamos posts agendados para esta semana e meia, para que não sintam que vos abandonamos e dia 16 já estamos de volta.
Quer estejamos em Westeros, Narnia, Hogwarts ou quem sabe numa distopia pouco conhecida, a verdade é que estamos sempre a ler e a descobrir novos mundos. E eu ultimamente, tenho sentido saudades de ler algo com dragões, o que significa que em breve, poderão ouvir falar de uns.
Caros leitores, o Encruzilhadas está de férias e ao longe ouvem-se dragões!



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

De biblioteca às costas

Biblioteca pessoal do escritor Neil Gaiman
Como coleccionadora avida de livros que sou, há uma questão que ultimamente se tem tornando pertinente e esta é a seguinte: com o avanço da era digital que livros vou querer manter na minha biblioteca física e que livros vou querer só ter em formato digital?
A questão deve-se a um facto muito simples, a mudança de casa. Não acontecerá para já mas acontecerá e a perspectiva de ter de achar 50, ou mais, caixas de cartão para encher com livros não é muito atractiva, apesar de o resultado final ser.
Como eu, há muitas pessoas que se debatem com este problema, todas elas são livrólicos, pessoas que tem como objectivo terem uma biblioteca em casa porque amam livros. Podemos ser comentadores em blogs, revistas, amantes da leitura ou até trabalhar no ramo livreiro mas temos uma realidade em comum, livros demais e estantes a menos.
Os livros dominaram as nossas vidas por completo e não estamos muito preocupados com isso, estamos apenas preocupados com o facto de alguns já andarem pelo chão porque não temos estantes onde os por, e outros andarem perdidos em casa de amigos pois emprestamos-los e eles não voltam.
Mas e aqueles de nós que ainda não tem o seu ninho e andam em casa dos pais, ou aqueles que estão a pensar mudar de casa? A grande vantagem dos e-books face às cópias físicas é que se pode por tudo num disco externo extremamente leve e levar connosco a nossa biblioteca, a desvantagem é que os e-books ainda não são favorecidos face às cópias físicas e portanto em Portugal ainda não são uma opção viável.
Isso significa que andaremos todos de olho aberto à procura de caixas para encaixotar os nossos livros para os levar connosco que nem caracóis de casa às costas. Mas se tivéssemos a possibilidade de ter alguns dos nossos livros em formato e-book e apenas e-book teríamos? 
Se pensarmos que isto facilitaria as mudanças de casa parece ser uma boa ideia mas quantos de nós estão efectivamente prontos para deixar as cópias físicas? Digam-me leitores, se pudessem escolher, o que escolheriam? Ter alguns clássicos em formato e-book e outros livros em formato físico ou tudo em formato físico?


Ki
(Catarina)
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A Arte de Bem Ler II

Já repararam que há livros que parece que apenas mudam o local e o nome dos personagens envolvidos? Há autores que parecem estar dentro de um molde e não saem dos mesmos por nada. Chega a uma altura em que podemos ler o primeiro capítulo de um livro deles e o último e sabemos tudo o que se passou pelo meio, talvez não com detalhes mas temos uma ideia. Claro que todos podemos dizer que enredos repetidos e personagens planos não são os únicos elementos de uma história assim, aliás, poderão existir vários livros com as mesmas características e com os quais podemos, independentemente disso, passar um bom bocado.
É aqui que entra o génio do escritor e a maneira como ele nos conta a história. Esta é um pouco a minha área porque se há coisa que gosto é re-contares de contos de fadas. A minha mãe costumava, e costuma, dar em louca quando fico animada com um livro novo de Gail Carl Levine, autora de Ella Encantada, ou de Shannon Hale, autora de O Livro dos Mil Dias.
A maneira como estas duas autoras pegam em histórias conhecidas e as recontam é maravilhosa, além de que ambas as autoras também gostam de cruzar personagens, fazendo com que as personagens principais de determinado livro apareçam como secundárias noutro.
Assim sendo dou bastante valor à maneira como um escritor conta uma história. Na realidade nem me importo se a conheço, às vezes a piada é mesmo essa! Descobrir como tudo foi alterado e recontado.
Os bons livros são aqueles que conseguem pegar em algo que pensamos conhecer e nos mostrar algo completamente diferente. Um dos primeiros livros assim que apanhei foi o Presságio de Fogo pela Marion Zimmer Bradley, no qual ela conta a batalha de Tróia do ponto de vista dos troianos em vez de ser dos gregos, que normalmente estudamos na escola. O recontar desta batalha que eu já conhecia de um outro ponto de vista revelou-se fascinante e partir daí sempre que o posso faço-o.
Um bom exemplo para quem estiver interessado em experimentar fazer isto é ler os dois primeiros livros da saga dos Primos em Guerra de Phillippa Gregory. Os livros Rainha Branca e Rainha Vermelha contam a mesma história de pontos de vista da guerra diferentes. Algo que sem dúvida vale a pena ler.
Caros leitores já alguma vez leram algo assim? De um ponto de vista completamente inesperado?



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sábado, 11 de agosto de 2012

A Arte de Bem Ler I

Desde pequena que a minha mãe sempre me avisou que havia livros que não valiam o meu tempo. Obviamente que quando eu era pequena e só lia os livros da Anita e do Bolinha isso me parecia demasiado rebuscado. O que seria isso, "livros que não valiam o meu tempo"?
A resposta chegou-me a primeira vez andava eu no secundária e, na compra de uma qualquer revista de novelas, a minha colega trouxe de oferta um pequeno livro de bolso cor de rosa com um casal que se olhava apaixonadamente e que tinham como pano de fundo a Torre Eiffel.
O livro correu quase toda a turma e finalmente chegou a minha vez. Curiosa levei aquilo para casa e dei por mim com um livro de nem 100 páginas onde aconteciam coisas nunca antes vistas (cenas menos próprias incluídas) e tudo se resolvia e tudo ficava bem.
Mas, quando finalmente fechei o livro e o devolvi apercebi-me de algo, a história não me preenchera. Fora muito rápida e muito simples. As acções pareciam completamente injustificadas e a "heroína" facilmente arrebatar. Quando me apercebi disso, apercebi-me de que o livro efectivamente "não valera o meu tempo", fora meia hora completamente desperdiçada e que podia perfeitamente ter passado a ler outra coisa qualquer.
Com os meus olhos abertos para este novo mundo, onde havia livros que pretendiam apenas me encurralar para os ler sem me darem algo de novo, apercebi-me que começava a fazer escolhas mais cuidadas com o que lia.
Os resumos na parte de trás dos livros, e que sempre me fascinaram, começaram a ser bem ponderados. Autores cujos resumos prometiam mundos e fundos e que eu já conhecia e sabia não gostar desapareceram do meu mapa de interesses.
O mundo dos livros que eu conhecia repleto de Enid Blyton, os livros de Uma Aventura, Triângulo Jota e dos Super 4 começou a expandir-se.
Novos autores e novas maneiras de escrever chegaram às minhas mãos. Livros sobre drogas, adolescência e magia muito mais vil do que a dos livros a que estava habituada. E o amor? AH! O amor, subitamente esperar por aquele beijo final era tudo, esperar que os meus heróis caíssem nos braços um do outro era fascinante.
E há medida que este novo mundo se abriu à minha frente eu não podia deixar de me questionar se o livro cor de rosa efectivamente "não valera o meu tempo" ou valera e muito apenas por tudo aquilo que eu agora via e que não estava habituada a ver...


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.