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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Novidades: Quinta Essência Fevereiro

A 8 de Fevereiro
Letal por Sandra Brown.
Resumo:
Quando a filha de quatro anos lhe diz que está um homem doente no seu jardim, Honor Gillette corre a ajudá-lo. Mas esse «doente» revela ser Lee Coburn, o homem acusado de assassinar sete pessoas na noite anterior. Perigoso, desesperado e armado, ele promete a Honor que ela e a filha não irão magoar-se se ela fizer tudo o que ele lhe pedir. Honor não tem alternativa a não ser aceitar a sua palavra. Em breve Honor descobre que nem as pessoas mais próximas de si são de confiança. Coburn afirma que o seu falecido marido possuía algo extremamente valioso que coloca Honor e a filha em perigo. Coburn está ali para levar consigo esse objeto - a qualquer custo. Dos escritórios do FBI em Washington, D.C. a um velho barco no litoral da Louisiana, Coburn e Honor fogem das pessoas que juraram protegê-los e desvendam uma teia de corrupção e depravação que os ameaça não só a eles, mas à própria sociedade.
  
De olhos fechados por Eve Berlin
Resumo:
Se não for ao limite, como saberá até onde pode ir?
 
Para a bela escritora de romances eróticos Dylan Ivory, deter o controlo é o mais importante. Até que conhece o homem que é tudo aquilo que ela não é… e tudo o que ela deseja.
 
Alec Walker é um escritor de thrillers psicológicos sombrios - e um homem que vive para as suas emoções. Desde motos a skidiving, passando por nadar com tubarões, a sua busca incessante de prazer e excitação não tem fim. Essa busca estende-se também às suas relações pessoais, onde nenhuma regra limita os seus desejos. A única coisa que Alec teme é o amor - e permitir que outra pessoa o conheça realmente. Enquanto faz investigação para um livro sobre extremos sexuais, Dylan entrevista Alec - e anseia por saborear a tentação que ele lhe oferece. No entanto, Alec é um dominador famoso e ela recusa entregar-lhe o controlo. Lenta e sedutoramente, Alec mostra-lhe que ao entregar-se-lhe de forma incondicional e submeter-se a todos os seus desejos, ela poderá experimentar o derradeiro prazer. Porém, para poder ficar com a mulher que pela primeira vez o faz ajoelhar, será Alec capaz de correr o maior de todos os riscos e entregar o seu coração? Embalados por um misto de prazer e apreensão, o casal vê-se numa situação tentadora enquanto evita entregar-se ao sentimento que nasce entre eles.
 

 
A 22 de Fevereiro
Um Beijo Inesquecível por Teresa Medeiros.
Resumo:
Laura Farleigh precisava de um marido. Se quisesse manter um teto sobre a cabeça dos irmãos, a orgulhosa filha do reitor teria de casar até ao dia do seu vigésimo primeiro aniversário. Ao encontrar inconsciente na floresta um misterioso desconhecido de rosto angelical e corpo de Adónis, que não se lembrava do nome e do passado, decide reclamá-lo como seu. Mal sabia ela que aquele anjo caído era afinal um demónio disfarçado. Sterling Harlow, o famoso devasso conhecido como o «Demónio de Devonbrooke», acorda com o beijo encantador de uma formosa jovem que lhe confessa ser ele o seu prometido. Com as faces beijadas pelo sol e sardentas, Laura é uma jovem inocente apesar do encanto feminino das suas curvas. Quando lhe garante ser ele um perfeito cavalheiro, Sterling pergunta a si próprio se, para além da memória, terá perdido o juízo. Juraria não ser homem para se satisfazer apenas com beijos - principalmente os da doce e sensual Laura. Tentando descobrir a verdade antes da noite de núpcias, um beijo inesquecível ateia a paixão que nenhum deles alguma vez esquecerá.
  
Nas Asas do Amanhã por Sarag Sundin.
Resumo:
Quando o marido morre na guerra do Pacífico, Helen Carlisle oferece-se como voluntária para o esforço de guerra, a fim de ocultar os seus sentimentos. No entanto, manter a aparência de viúva inconsolável de um herói local está a deixar a sua marca. Em breve algo irá ceder. O tenente Raymond Novak prefere o púlpito ao cockpit. O seu trabalho a treinar pilotos de B-17 permite-lhe ter uma vida pessoal... e dá-lhe uma desculpa conveniente para ignorar o seu maior medo. Quando a bela Helen conquista o seu coração, ele mostra-se decidido a merecê-la e a desposá- la. Ray e Helen veem-se então forçados a arriscar as suas reputações e as suas vidas; irão eles enfrentar e conquistar os desafios que têm pela frente? E poderá o seu jovem amor sobreviver até ao regresso da paz? Cheio de drama, coragem e romance, Nas Asas do Amanhã encerra de forma magistral a popular série «Asas de Glória».

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Opinião: A Year in the Merde - Um Ano em França, de Stephen Clarke


Edição/reimpressão: 2005
Páginas: 256
Resumo:
Uma sátira sagaz e incisiva à cultura francesa, num livro cintilante, cheio de humor, que se tornou um sucesso literário internacional!
A Year in the Merde relata a hilariante desmistificação dos lugares-comuns com que nos iludimos ao idealizar Paris e a França em geral. Os leitores que têm lido este livro não resistem ao humor que ele irradia. Nem os próprios franceses resistem às «farpas» que o autor lhes lança ironicamente. A história que Stephen Clarke nos conta começa com um jovem britânico, Paul West, que aceita uma proposta de trabalho de um empresário francês, para lançar uma cadeia de salões de chá ingleses. Fascinado pelo lado romântico de trabalhar no país do «charme», apercebe-se rapidamente de como lhe é difícil sobreviver emocionalmente às idiossincrasias dos franceses. Mesmo assim, o nosso herói sucumbe ao pitoresco daqueles tiques tão irritantes! A favor disso jogam a maneira fácil como se pode manobrar por entre a falta de espaço habitacional parisiense, quando a filha do patrão é estudante universitária e sexualmente liberalíssima! Sem esquecer a suavidade da lingerie francesa e o gosto do amour francês que ele irá provando junto das sucessivas namoradas. E já que falamos de gosto, como não se deliciar com a cuisine francesa e outras artes sofisticadas? Quando Paul, literalmente, consegue assentar os pés na terra sem escorregar, descobre o que afinal se esconde por detrás da fachada que o emérito empresário montou, fachada essa da qual Paul acaba por fazer parte... Este é sobretudo um magnífico livro para os que descobrem nele uma outra maneira de olhar o mundo.

Rating: 3,5/5

Comentário:
Meu Deus, o que foi isto? Foi o único pensamento que me ocorreu quando acabei este livro!
Este ano quando estive no Reino Unido falei com uma colega de faculdade da minha irmã que estava a ler o segundo livro desta saga, entre risos e citações a Alannah explicou-me que este livro a estava a fazer rir como nunca tinha rido de outro povo. Os franceses são mesmo doidos, dizia-me sempre que me via e eu sabia que ela estava a fazer progressos na sua leitura.
Entretanto voltei para casa e esqueci-me completamente desta saga até que por acaso ao passar pela biblioteca o encontrei numa prateleira. Divertida pensei para mim mesma que talvez fosse engraçado tentar ler este livro, o que se revelou uma óptima ideia.
Toda a história de Paul tem um cariz sarcástico, desde a sua fácil contratação até à descoberta da sua equipa de  trabalho que quer tudo menos trabalhar. Os inconvenientes que Paul encontra tão diferentes dos que espera e toda a burocracia envolvida na busca de autorizações que ele precisa para obter algo tão simples como o seu visto de trabalho dão aso a gargalhas soltas e genuínas por parte dos leitores que já se viram a mãos com os mesmos trabalhos.
Creio que a minha primeira ligação ao Paul, se não contarmos a aventura que é viver num país estrangeiro, é mesmo o facto de., como ele, ter encontrado "paredes burocráticas" que me soaram irreais e situações que chegaram a marcar a história se não do mundo, pelo menos da minha calma e pacata vida.
Assim como um dia eu descobri os britânicos e os chineses, o Paul partiu em busca dos franceses e nem tudo foi croissants e lingerie mas também nem tudo foi uma merde como o diz o título do livro.
Não vou dizer que o livro é de "descascar a rir" porque não o achei, mas achei que tinha boas tiradas de humor e que efectivamente caracterizava bem os franceses (não todos obviamente) mas os franceses e os seus costumes em geral. Tive inclusivamente a opinião de algumas pessoas que já viveram em França e que  se confessaram solidárias com Paul (quando lhes contei as desventuras deste) pois lembravam-se de ter passado por situações semelhantes.
Infelizmente no meio do seu carris satírico o livro tem também assuntos recorrentes que são um pouco nojentos, como o facto do nosso caro Paul estar sempre a pisar cocó de cão (daí o nome do livro) e de fazer questão de o referir sempre que isso acontece. Chegamos a ter Paul a desesperar com cães que fazem as suas necessidades à porta do seu prédio e de as donas não tratarem de limpar nada.
Temos também uma família portuguesa no livro com a qual o Paul interage. Foi engraçado ver o Paul a tentar dar-se com os portugueses sendo que a personagem com quem mais fala e que até gosta dele, é a matriarca da família que é porteira no prédio onde Paul vive. Nas palavras de Paul a porteira adora-o porque ele é o único que não finge que ela é inexistente e a cumprimenta sempre que a vê. A porteira e a sua família também irão ajudar Paul em algumas situações e foi giro ver a interacção entre eles.
De resto o livro tem um travo que me pareceu um pouco machista com o Paul a dormir com várias raparigas, apesar de se tentar manter fiel (embora sem sucesso) mas não é algo que seja profundamente insuportável e no fundo respeita inclusivamente a personagem britânica que o Paul é.
Um livro satírico que leva umas sólidas 3,5 estrelas.




quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Opinião: Maldito Karma, de David Safier

Maldito Karma
de David Safier
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 280
Editor: Editorial Planeta
Resumo:
A apresentadora de televisão Kim Lange encontra-se no melhor momento da sua carreira, quando sofre um acidente e morre, esmagada pelo urinol de uma estação espacial russa. No Além, Kim dá-se conta de que, ao longo da sua vida, se limitou a acumular mau Karma: enganou o marido, descurou a sua filha e amargurou a vida de todos os que a rodeavam. Descobre então o seu castigo: está num formigueiro, tem duas antenas e seis patas… é uma formiga! 
Kim não tem a mais pequena vontade de continuar a arrastar migalhas de bolos depois de ter passado a vida a evitar os hidratos de carbono. Além disso, não pode permitir que o marido vá afogar as mágoas da sua perda com outra. Só lhe resta, por isso, uma saída: acumular bom Karma, para ascender na escala da reencarnação e voltar a ser humana. Mas o caminho para deixar de ser insecto e se converter num bípede é duro e está pejado de contratempos.

Rating: 4/5

Comentário:
Maldito Karma era um livro que já tinha na minha lista do "para ler" à algum tempo. Por várias vezes eu e a Cláudia andamos atrás dele e por várias vezes ele nos fugiu até que finalmente consegui que ele viesse parar às minhas mãos através de uma troca (na qual a Cláudia me ajudou!).
Apesar de ter vários livros da biblioteca para ler, andava a sentir-me um pouco tristonha por isso decidi usar este livro como receita para me animar, visto que todas as críticas o pintavam como um livro divertido. E efectivamente, as críticas não se enganaram! Composto por uma mensagem bonita e momentos de bom humor Maldito Karma é um livro leve e divertido com um grande coração.
O resumo faz um apanhado muito bom da história e eu tenho de congratular o autor por se lembrar de matar Kim com o urinol de uma estação espacial russa. Quem se lembraria de tal coisa? Rio-me sempre que penso nisso e apesar de ser divertido, não é de todo impossível o que acaba por ser um pouco aterrorizador também.
Todo o processo de transformação de Kim é igualmente divertido e aterrorizador. Há uma frase de um filósofo conhecido que diz que "Quem te um motivo para viver, sobrevive a tudo." e esta é um pouco a situação de Kim. Apesar de já não estar viva, Kim tem um motivo para tentar subir depressa na escala do karma, a não ser que, claro, queria ser uma formiga para o resto da eternidade.
Este motivo "o voltar a ser humana" é o catalizador que a vai fazer crescer e aprender não só com os seus erros, mas também com a convivência que tem com outros animais e outras pessoas que reencarnaram com animais. E enquanto tudo isto se passa, a família de Kim, tenta refazer a vida sem ela, o que deixa Kim bastante furiosa, visto que se considera uma pessoa inesquecível e insubstituível.
Todas as conversas entre Buda e Kim são também muito enbgraçadas e não deixam de ter o seu quê de profundidade e acabam por deixar uma pessoa a pensar se não será mesmo isso que a vida além túmulo nos reserva. Afinal os budistas parecem acreditar que sim e, tal como tantas outras crenças, ainda ninguém voltou dos mortos para nos contar como é exactamente o outro lado, logo tanto quanto sabemos ou estamos todos errados ou alguém poderá estar certo.
Gostaria de destacar que achei que Kim era uma personagem bastante palpável e que parece "real", ou seja, mesmo no início do livro, quando ainda é "diva", Kim tem as suas inseguranças e as suas dúvidas sobre se está a agir bem ou não. Apesar de quebrar um pouco com o cliché da diva, estas dúvidas tornam Kim humana e ajudam-nos a perceber melhor o tipo de personagem (e mulher) que ela é.
Na realidade todas as personagens do livro conta com um role de defeitos e qualidades que as tornam muito humanas e reais. Isto contribui para uma leitura mais fluída do livro e para que acabemos por nos indentificar com algumas das personagens.
A minha única queixa vai para o fim do livro, gostava que se tivesse desenlaçado de outro modo mas isto sou eu, que sou bastante picuinhas com livros e histórias sobre a vida além túmulo e o desapego.
Contas feitas este é um livro que recomendo, pela história, pelas piadas e pela mensagem.

Book Trailer:

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Opinião: Rubrica: Memórias de uma Gueixa, de Arthur Golden

Edição/reimpressão: 1999
Páginas: 488
Editor: Editorial Presença
Resumo:
Quioto, anos 30. Sayuri tem olhos cor de espelho e é uma das mais famosas gueixas do Japão. Acompanha cidadãos japoneses abastados, enverga deslumbrantes quimonos de seda mas tem de pagar pela sua própria liberdade até conhecer um danna que a sustente e pague todas as suas despesas. Na sua vida, tal como na de todas as gueixas, não há lugar para o amor, mas Sayuri apaixona-se... Um romance ímpar e contagiante que demorou dez anos a escrever. 
Rating: 4/5
Comentário:
 Os agradecimentos estragaram tudo. Sim, acho que é uma bela forma de começar esta crítica!  
As Memórias de uma Gueixa começaram por ser uma pequena curiosidade desde que me foi falado. Primeiro, porque não sabia o que era uma Gueixa (e só o soube quando comecei a ler) e segundo porque continha uma mulher, lindíssima, na capa! 
Quando abri o livro e li a Nota Introdutória fiquei logo com a certeza de que este livro seria, sem dúvida, adquirido para a minha biblioteca pessoal! Pessoalmente, gosto imenso de livros que retratem a sociedade e a maneira de viver de alguém que, por norma, nunca tenha sido muito valorizado. As Gueixas, sempre foram vistas pelo aspecto e não pelo interior. Os homens nunca chegavam a conhecer verdadeiramente a mulher que se escondia por detrás de tanta maquilhagem (salvo as excepções, ou seja, mulheres que acabavam por deixar a vida de Gueixa para se juntarem com alguém). 
Como tal, era ignorado a quantidade de sofrimento, de suor, de lágrimas, de lutas e de conflitos pessoais que uma Gueixa continha desde que tinha iniciado a sua vida como criada e posteriormente o seu treino de Gueixa para se tornar uma mulher de renome. 
Neste livro, podemos ver como a vida de Sayuri não foi, de longe, uma vida fácil de se viver. Sayuri perde a família enquanto ainda é uma criança e acaba por ser vendida para se tornar Gueixa. Vê todos os seus sonhos a desmoronar e todas as suas esperanças a caírem por um precipício rochoso. 
Este livro dá-nos esperança e força para lutarmos contra tudo e todos, contra o mundo e os céus, sem que haja qualquer tipo de limites, porque não podemos viver uma vida que nos foi escrita e entregue por outrem, mas sim por nós próprios! 
Gostei imenso e aconselho a todos!


Alexandre.
Sobre o nosso convidado:

Alexandre Borges, composto por todas as letras e todos os sonhos do mundo. Gosta de atingir limites e de os ultrapassar. Atravessa mundos com os livros nas mãos e um sorriso na cara. Sites pessoais, já teve muitos, mas estes são os correntes.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

An Abundance of Katherines por John Green

An Abundance of Katherines
de John Green
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 229
Editor: Speak 
Resumo:
No que diz respeito a relações amorosas Colin Singleton tem uma queda por raparigas chamadas Katherine. E no que diz respeito a raparigas chamadas Katherine, o Colin está sempre a ser deixado. E das 19 vezes que namorou com Katherines foi abandonado por elas 19 vezes.
De coração partido Colin decide iniciar uma viagem sem destino para recuperar de mais uma relação falhada. E é assim que esta criança prodígio, viciada em anagramas, se apanha na estrada com dez mil dólares no seu bolso, um javali sangrento atrás de si, e um obeso melhor amigo, viciado no programa de tv "Judge Judy", mas sem uma única Katherine à vista. 
Colin está decidido a provar que o Theorem of Underlying Katherine Predictability, no qual se propõem a conseguir prever toda e qualquer relação, funciona e espera que deste modo ele o permita finalmente ganhar a rapariga dos seus sonhos... 

Rating: 3,5/5

Comentário: 
Este livro foi uma prenda muito querida da minha boa amiga Cláudia que odeia que eu escreva agradecimentos nos meus comentário mas neste vai deixar porque é muito querida.

Estava curiosa em relação a John Green há já algum tempo e este livro, por ter o meu nome em inglês, tinha-me chamado particularmente a atenção. Afinal, gosto bastante de ler livros em que as personagens tem o mesmo nome que eu e imagino que não seja a única.
A história é simples, Colin tem uma particularidade em relação às raparigas com quem namora, todas se chamam Katherine. Tal como há homens que preferem morenas, Colin prefere Katherines e atenção que tem de ser com "K" senão nada feito. Todas estas Katherines acabam, infelizmente, por o deixar, e quando a décima nona Katherine o deixa, o coração de Colin não aguenta mais e este decide usar o dinheiro que ganhou em concursos para génios para fugir da sua vida.
Além da sua obsessão por Katherines, Colin é obcecado por anagramas (facto que estará presente várias vezes ao longo do livro) e por tentar encontrar lógica no mundo e nas pessoas. Decidido a provar que mais que sobre dotado, é um génio, Colin decide criar um teorema matemático que permita antecipar se uma relação amorosa vai ou não fracassar usando todas as Katherines com quem já namorou como cobaias.
É através deste teorema que vamos conhecendo as 19 namoradas de Colin e conhecemos as suas histórias. É também através destas que percebemos como Colin foi magoado e espezinhado e como nunca lutou por si. Tendo a história momentos de acção e momento mais parados que se vão contrabalançando entre o presente e as memórias de Colin em relação às suas antigas namoradas.
A escrita de Green revelou-se um pouco diferente do que aquilo que eu espera. Um pouco mais pesada que o normal em livros young adult mas ainda a bater nos limites do aceitável. Descobri também que este não é dos livros mais amados dele mas como não tenho outro livro para comparar não posso dizer se o acho melhor ou pior que os outros.
Apesar de ter gostado da história, a escrita de Green não me deixou apreciá-la na totalidade e eu fiz mesmo um enorme esforço para gostar do livro. O problema a meu ver nem está na história, e sim na maneira como por vezes é contada. A ideia com que fiquei é que Green utiliza sensações verdadeiramente americanas nos seus livros, neste temos concursos, rodtrips e caçadas. Temos pequenas terras à beira das autoestradas e corações partidos que tem de ser quebrados.
Apesar de não ser um livro que recomende vivamente não deixa de ser um livro que apreciei ler e que tenho a certeza que fará as delícias dos seus leitores.
  • Este livro ainda não está disponível em português (30/11/2012)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Rubrica: A Culpa é das Estrelas, de John Green

A Culpa é das Estrelas 
de John Green 
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 256
Editor: Edições Asa
Resumo:
Apesar do milagre da medicina que fez diminuir o tumor que a atacara há alguns anos, Hazel nunca tinha conhecido outra situação que não a de doente terminal, sendo o capítulo final da sua vida parte integrante do seu diagnóstico. Mas com a chegada repentina ao Grupo de Apoio dos Miúdos com Cancro de uma atraente reviravolta de seu nome Augustus Waters, a história de Hazel vê-se agora prestes a ser completamente rescrita.
PERSPICAZ, ARROJADO, IRREVERENTE E CRU, A Culpa é das Estrelasé a obra mais ambiciosa e comovente que o premiado autor John Green nos apresentou até hoje, explorando de maneira brilhante a aventura divertida, empolgante e trágica que é estar-se vivo e apaixonado.

Rating: 5/5

Comentário:
Amei. E tudo tenho dito, nessa pequena grande palavra. 

A Culpa é das Estrelas é um livro, sem dúvida, para se adquirir e colocar na nossa biblioteca privada!
Quando ouvi falar sobre o que era a história, fiquei reticente, admito. Um romance entre dois adolescentes com cancro, bem, não posso dizer que me crie qualquer tipo de formigueiro. Mas quando comecei a ler.. wow! Está muito bem escrito e a história é sempre a fluir e não há tempos mortos. Cada letra é importante para a compreensão e para a continuidade da próxima letra. 

Hazel Grace e Augustus Waters são personagens cativantes e interessantes do ponto de vista da sua personalidade. Apesar de ambos sofrerem de cancro, ambos têm uma maneira diferente de ligar com tal.
Isaac foi, sem dúvida, a minha personagem favorita! Melhor amigo de Augustus e com cancro nos olhos, Isaac é uma fonte de forças e inspiração para mim!
Confesso que fiquei curioso para ler o famoso livro “An Imperial Affliction” escrito pela intrigante personagem Peter Van Houten. Infelizmente, o livro não existe. Mas, lágrimas não serão derramadas!
O fim do livro é um pouco previsível, mas acaba por não desiludir de maneira alguma. O facto de já ter convivido com pessoas que sofreram de cancro e que acabaram por falecer, fez-me dar ainda mais valor ao livro. Dá-nos uma boa perspectiva de como é estar na pele de alguém que sofre desta horrível doença.

Estou ansioso para ler mais livros do Autor, e aconselho vivamente a lerem! 



Alexandre.
Sobre o nosso convidado:

Alexandre Borges, composto por todas as letras e todos os sonhos do mundo. Gosta de atingir limites e de os ultrapassar. Atravessa mundos com os livros nas mãos e um sorriso na cara. Sites pessoais, já teve muitos, mas estes são os correntes.

domingo, 18 de novembro de 2012

Opinião: Noite de Reis, de Trisha Ashley



 

Noite de Reis
de Trisha Ashley

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 472
Editor: Quinta Essência

Resumo:
O Natal sempre foi uma época triste para a jovem viúva Holly Brown, por isso, quando lhe pedem para cuidar de uma casa remota nas charnecas do Lancashire, a oportunidade de se esconder é irresistível - a desculpa perfeita para esquecer as festividades.
Escultor, Jude Martland, decidiu que este ano não haverá Natal depois de o irmão ter fugido com a sua noiva, e faz questão de evitar a casa da família. No entanto, terá de voltar na Noite de Reis, quando a aldeia de Little Mumming celebra as suas festividades e toda a família é obrigada a comparecer.
Enquanto isso, Holly começa a descobrir que, se quer evitar a Natal, veio para o local errado. Quando Jude regressa inesperadamente na véspera de Natal não fica nada contente ao constatar que Holly parece estar a organizar a festa de família que ele esperava evitar.
De repente, uma tempestade de neve surge do nada e toda a aldeia fica isolada. Sem fuga possível, Holly e Jude encontram muito mais do que esperavam - parece que a quadra natalícia vai ser bastante interessante!
(Se estão curiosos e procuram ler um pequeno excerto, cliquem no link.)

Rating: 4/5

Comentário:
O Natal chegou mais cedo e eu não poderia estar mais feliz! Quem me conhece, sabe que sou uma apaixonada por esta altura do ano e abraço o espírito natalício, doa a quem doer (ou isto não entra bem na quadra?). Noite de Reis, de Trisha Ashley inaugurou a abertura oficial da época para mim! E para quem diz que é demasiado cedo, então não queiram saber o que é que estou a ouvir no exacto momento em que escrevo esta opinião. Ou queiram. É uma boa banda sonora enquanto lêem este livro: "Christmas", de Michael Bublé, editado em 2011. Deixo-vos um resumo em baixo para abrir o apetite para o que vem em seguida:



E porque é falo em apetite? Primeiro, porque estou com fome, e depois, porque é impossível não o ficar através deste livro. Holly, como é apresentado no resumo, é cozinheira, e por isso mesmo não sabe não falar sobre comida página sim-página sim (todas apetitosas e de nos pôr a salivar). Todos sabemos o quanto o Natal é propício a alguns deslizes gastronómicos e a autora faz questão de nos deixar o tempo todo a pensar no que estamos a perder por antecipação.
E se a comida e as tentações gulosas fazem parte da caracterização do período de Festas, as famílias excêntricas, os tempos passados a jogar ou a cantar, as crises existenciais, os pânicos de convidados de última hora e a expectativa de um Natal diferente (do qual sentimos muita falta mas ao mesmo tempo já não suportamos mais) são sem dúvida parte integrante deste puzzle enorme e cobrem todos os momentos deliciosos de a Noite de Reis. E aqui até temos direito a neve...

A capa é linda. E se na imagem não parece tão interessante, corram para procurar a vossa numa livraria: tem brilhos a imitar neve e não há nada mais invernoso e simultaneamente aconchegante! Tudo chama pelo Natal, e quem o nega, explique-me porquê porque nem assim fico convencida!
Holly não é uma personagem muito aprazível ao início. Se vive dentro de um bloco de gelo, como a sua grande amiga lhe diz, também o passa para o leitor. É dotada de simpatia e agradável mas não cria empatia e deixa em evidência uma barreira algo intransponível. Mais do que isso, é algo insípida e apenas bidimensional quando se espera alguma profundidade (especialmente atendendo a que acaba de lhe morrer a avó que a criou). Ainda assim, quem sou eu para críticar como cada qual lida com a dor?
Acima de tudo, o livro começa por ser linear e com abordagens pouco exploratórias, o que me fez ficar algo reticente já que tinha algumas expectativas. Acho que de alguma forma, o mesmo se deu com outras perspectivas do enredo: a reprodução de conversas telefónicas com a amiga, por exemplo, ao principio eram algo forçadas. De qualquer forma, pude confirmar em diante não estar enganada quanto ao inicialmente expectado.

Claro que não seria uma estória de quadra se não se desse uma mudança repentina para o melhor, e uma redescoberta de si mesma. Little Mumming irá surtir um efeito especialmente avassalador sobre Holly e sobre as suas crenças, e torná-la adepta de receber o que a vida lhe traz. Isto deve-se à vila mas também a todas as pessoas fantásticas e acolhedoras que vivem por lá. Desde os habitantes locais que vê esporadicamente nas excursões à vila, aos que rodeiam e privam com Holly mais constantemente, especialmente os tios e a sobrinha de Jude que habitam na casa do guarda da propriedade. Mas há que não esquecer toda uma série de personagens, como a proprietária do Pub, a antiga ama de família que insistentemente a confunde como um membro da família, o antigo vigário, uma família de agricultores locais e uma série de convidados inesperados....

Holly é sem dúvida uma boa samaritana, mas também muito confusa. A determinada altura apetecia-me abaná-la, dado que se oferecia para fazer as coisas com boa vontade, mas posteriormente barafustava por estar atulhada com trabalhos que não lhe interessavam assumir. E sendo uma questão de boa vontade, ser comandada por terceiros parecia-me já uma certa falta de personalidade. Felizmente, quando já me preparava para desesperar, esta rapariga complicada respondeu-me e passou a agir de acordo com a postura que eu esperava desde início. Era algo esperado, mas não deixa de ser incrivelmente divertido ver o quanto uma pessoa anti-natal acaba por ser o ponto de união entre uma família um tanto ou quanto dispersa, e proporcionar-lhes o melhor Natal de sempre.

Quando ao casal mágico, a relação de desprezo/ódio foi algo despropositada e forçada numa primeira fase, que felizmente a autora decidiu superar. Cada um deles ganhou um dinamismo ao longo da narrativa e a sua aproximação não surgiu forçada. Jude, apesar da sua resmunguice, é sem dúvida um coração mole e bem intencionado, que até sabe perdoar rapidamente, mesmo que ninguém espere que ele o faça (eu não esperava). Adora a família e faria tudo por ela, até participar nas festividades locais, que são tão secretas que terão de ler o livro para as descobrir!

As dinâmicas da família foram sem dúvida os meus pontos preferidos. Gosto de pessoas e de como a complexidade ou simplicidade das suas vidas compõem um puzzle colorido. E todos eles fazem falta, desde os animais de estimação, à noiva mimada de alguém, ao bondoso e óptimo contador de estórias Noel, à resmunguice de Henry, à amabilidade e pragmatismo da tia de Jude, à veia casamenteira de Jess, ao desejo guloso de todos pelos petiscos de Holly que cozinha sem parar...

Este livro é sem dúvida uma história de famílias, para famílias, temperada com a dose certa de humor e ternura. É impossível não sorrir, rir nos momentos certos e sentimos-nos aconchegados o tempo todo. Nada mais adequado para a época, não acham? Provavelmente irei relê-lo para o ano nesta altura. Quem sabe e não se torna numa tradição?

Noite de Reis é sem dúvida um miminho de fim de noite, para ler ao som de uma boa banda sonora, e ficar a sonhar acordada, com uma perspectiva de estação invernosa quente, feliz e completa.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Opinião: Nunca Me Deixes, de Kazuo Ishiguro

Nunca Me Deixes
de Kazuo Ishiguro
Edição/reimpressão: 2005
Páginas: 332
Editor: Gradiva Publicações
Resumo:
Kathy, Ruth e Tommy cresceram em Hailsham – um colégio interno idílico situado algures na província inglesa. Foram educados com esmero, cuidadosamente protegidos do mundo exterior e levados a crer que eram especiais. Mas o que os espera para além dos muros de Hailsham? Qual é, de facto, a sua razão de ser?
Só vários anos mais tarde, Kathy, agora uma jovem mulher de 31 anos, se permite ceder aos apelos da memória. O que se segue é a perturbadora história de como Kathy, Ruth e Tommy enfrentam aos poucos a verdade sobre uma infância aparentemente feliz — e sobre o futuro que lhes está destinado...

Rating: 4/5

Comentário: 
Devo começar por dizer também que vi o filme antes de ler o livro, o que é raro em mim mas neste caso foi mesmo por desconhecimento da existência de um livro porque quando sei que o mesmo existe faço sempre questão de o ler primeiro (este é o motivo porque ainda não vi nada do Orgulho e Preconceito).
Este é um dos poucos filmes que faz justiça ao livro e creio que foi elegantemente bem concebido. Ao longo do livro tive vários flashes do livro e na minha cabeça as personagens e locais tinham as formas do filme. Apesar de o mesmo poder ser um pouco redutor em termos de imaginação, também nos dá a sensação de estar a revisitar velhos amigos e locais por onde já andamos.
A escrita de Ishiguro é linda, suave e corrente como um ribeiro japonês. Tudo neste livro flui, a vida que Kathy nos mostra através dos seus olhos começa por ter um tempo idílico apesar de um pouco misterioso e que vai ganhando contornos de uma realidade estranha e que tentamos a todo o custo desvendar.
Ao contrário do que pensei primeiramente creio que além de romance terei de considerar este livro uma distopia, por vários factos que apresentarei a seguir. Devo também confessar que só me apercebi disto perto do fim, mas que, assim que o constatei me fez lógica.
Quem já viu o filme sabe do que falo, há um certo elemento que talvez não seja tão distópico mas talvez mais ficção científica. A verdade para a qual Kathy, Tommy e Ruth acabarão por despertar e que lhes revelará qual é na realidade o seu propósito e destino. Esta verdade começa por ser ocultada por uma inocência infantil que depois cresce para um temor adulto. Os três amigos simplesmente não querem pensar profundamente nos seus problemas, preferem fingir que eles não estão lá e ignorá-los.
O livro lê-se exactamente como uma memória. No fundo é como se encontrássemos uma longa carta de Kathy a alguém ou um diário que ela escreveu a pensar em nós. Para ela somos habitantes do mesmo mundo que ela e por isso, não lhe faz sentido explicar certas coisas que apenas vamos entender com o andar do livro.
Outras no entanto, como a sua vida na escola, estão ricamente detalhadas, visto que Kathy tem noção de que a sua vida escolar foi algo fora do comum. Na realidade, há medida que conta a sua história Kathy começa a aperceber-se que toda a sua vida foi um pouco fora do comum mas que enquanto a estava a viver ela lhe parecia perfeitamente normal.
Já perto do fim o livro aborda um tema ético e polémico que, infelizmente na minha opinião é apenas roçado ao de leve mas que teve de ser sacrificado em função da narrativa. Parece-me Ishiguro apenas queria escrever um romance sobre as relações humanas e que o colocou num mundo um pouco diferente de modo a pode controlar melhor essas pessoas, dando-lhes uma mesma origem e formação e mostrando que mesmo que fossemos todos feitos numa "fábrica", vestido da mesma maneira, alimentados da mesma maneira e educados da mesma maneira nos tornaríamos pessoas diferentes com personalidades próprias.
Um livro elegante e bonito que sem dúvida recomendo para quem gosta de romances.

BookTrailer:

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Opinião: Graceling: O Dom de Katsa, de Kristin Cashore

Graceling
O Dom de Katsa
de Kristin Cashore
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 220
Editor: Alfaguara
Resumo:
No universo dos Sete Reinos. Katsa é uma Graceling, um ser raro com um Dom extraordinário: desde os oito anos que é capaz de matar sem recurso a qualquer arma. O rei de Middluns, tio de Katsa, força a sobrinha órfã a usar o dom ao seu serviço, encarregando-a de matar todos os que lhe criem obstáculos.Temida pela corte e rejeitada pelos jovens da sua idade, Katsa sente que o seu dom obscuro lhe ensombra a vida.Quando o pai do rei de Lienídia é raptado, Katsa não resiste a investigar o mistério de quem quereria matar o velho homem. 
Rating: 5/5
Comentário: 
Comecei este livro esperando apenas mais um livro de aventuras. Na realidade quando nos comentários li algo como "o herdeiro dos fãs de Twilight" até torci o nariz e pensei que tinha desperdiçado uma requisição da biblioteca mas Graceling provou ser um dos melhores livros que li este ano.
Com um escrita de fácil leitura e uma personagem principal intrigante Graceling puxa-nos rapidamente para dentro do mundo dos 7 Reinos. Katsa, a nossa personagem principal é misteriosa, um diamante em bruto, uma graceling cujo dom é matar e que o faz desde os 8 anos a mando do tio. É por isso normal que seja um pouco fria, distante e desligada das pessoas, sendo a única excepção o seu primo, Ranfii, que ama do fundo do coração e o seu amigo, Oll.
Durante a narrativa testemunhamos o amadurecimento de Katsa para o mundo e para as pessoas que fazem parte deste. Vemo-la crescer e abrir o coração a outras pessoas e a outras situações. A nossa personagem que começa por ser quase uma "gata selvagem" torna-se humana, compreensiva e carinhosa sem no entanto perder a sua força e independência.
Foi uma história que me surpreendeu pela positiva por demais, não esperava as voltas que apanhei no enredo, nem o desenvolvimento de personagens. Pensei, um pouco antes de ter lido um terço da história, que este era apenas mais um romance de fantasia e no entanto fui alegremente contrariada. Por um lado, a história não saiu muito dos moldes do romance de fantasia, mas por outro também não se cingiu a elas e cresceu numa direcção muito própria.
Gostava de falar mais deste enredo e das situações que me espantaram mas isso seria entrar por spoilers a dentro e não gosto de o fazer. Posso contudo dizer que Katsa entrou para o top das minhas personagens favoritas e ocupa um lugar especial ao pé da Yelena Zaltana, pelos mesmos motivos que esta. São ambas personagens femininas com passados um pouco escuros e com problemas de confiança que aprenderam a confiar e a acreditar num futuro melhor. São lagartas que se transformaram em borboletas devido ao amor e à amizade, devido ao seu crescimento pessoal e à sua lealdade perante a sua narrativa.
Apesar de Katsa ajudar Po nesta história e talvez até um pouco ficar com a sua missão, a verdade é que também o faz por ela e pelo mundo onde vive. Fá-lo pelo Conselho (do qual gostaria de saber mais) e fá-lo por ser o que está certo.
Este livro tem uma sequela, que na realidade é uma prequela pois passa-se antes do primeiro volume, que infelizmente para mim, ainda não está disponível na biblioteca mas que me desperta um certo interesse pois mais uma vez teremos uma personagem feminina no comando das acções da história.
Um livro fantástico que sem dúvida recomendo para todos os amantes da fantasia.

Fan Book Trailer
(este book trailer não é oficial, foi criado por fãs mas eu achei que estava engraçado na mesma e minimamente fiel ao enredo.)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Opinião: Antes do Futuro de Jay Asher e Carolyn Mackler

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Editor: Editorial Presença
Resumo:
Estamos em 1996. Quando Josh instala um CD-ROM que dá acesso a cem horas de internet gratuitas no computador de Emma, sua vizinha e melhor amiga, são ambos transportados para uma estranha página chamada Facebook onde veem versões de si mesmos quinze anos mais velhos. As suas relações, amigos, filhos, carreiras, férias... todas essas informações estão na internet e alteram-se consoante as decisões que eles tomam no dia a dia. À medida que tomam consciência do que a vida lhes reserva no futuro, Josh e Emma são obrigados a confrontar-se com o que estão a fazer certo e errado no presente...
(Para lerem um excerto do livro cliquem aqui para o verem no site da editora cliquem aqui ou na capa)

Comentários

Catarina: Rating: 3,5/5

Um livro que faz jus ao título da colecção (Noites Claras) visto que passei uma noite em claro por causa dele.
Estamos em 1996, eu tinha dez anos na altura (por curiosidade), e Emma e Josh acabaram de deitar mãos a uma arma única e desconhecida chamada Facebook. Conseguem imaginar-se a navegar esse site sem perceberem bem o que se passa e apanharam actualizações de estado esquisitas sobre a vossa vida? Porque isso foi o que aconteceu aos nossos protagonistas. Não basta os problemas que tem presentemente, Emma e Josh vêem-se de braços dados com os seus problemas de adultos.
Fascinada por este site Emma encontra um update de status que a deixa preocupada com o seu futuro. Quem não ficaria? Todos sabemos as frases por vezes dúbias que deixamos no Facebook, os pedaços de letras de músicas, as citações, será que o nosso eu de 16 anos conseguiria compreender um nosso eu 15 anos mais velho? As pessoas mudam e as nossas experiências moldam-nos quer queiramos quer não, uma frase que expresse alegria hoje pode ser nostálgica daqui a uns anos.
O que gostei neste livro foi a temática recorrente do "viver no presente". Quando se apercebem que pequenas mudanças no presente causam ondas que mudam para sempre o futuro, Emma e Josh assustam-se e enquanto um tenta mudar tudo, o outro começa a andar com pézinhos de lã.
Pensemos se o nosso futuro fosse bom, não teríamos medo de o estragar? Mas não moldamos nós o nosso futuro com cada escolha que fazemos? Gostei bastante das perguntas lançadas por este livro mas creio que ele poderia ter ido mais longe.
Tal como no livro Treze Razões (de Jay Asher) parece-me que o autor tem um certo medo do confronto e deixa as suas histórias correrem numa certa zona de segurança, onde sabe que todos ficaram felizes com os resultados finais. Confesso que esperava um certo final que mais ou menos consegui mas o livro ficou aquém do que eu acho que teria sido possível.
Por outro lado, creio que a escrita de Carolyn Macklen ajudou a equilibrar a balança e a trazer uma certa novidade e movimento à história, que sem dúvida seria mais pacata nas mãos de Asher.
No geral trata-se de um livro divertido que coloca umas questões curiosas sobre o nosso futuro, o nosso presente e as decisões que fazemos diariamente. Sem dúvida algo que qualquer jovem que goste do Facebook vai gostar de ler. Uma boa aposta da Editorial Presença para o mercado mais jovem como aliás,são todos os livros desta colecção.


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Cláudia: Rating: 3,75/5

Ao debater-me sobre como começar a opinião a este livro, tive a ideia para mais um artigo, que sairá em breve. E digo-o aqui para que fique registado e não me esqueça. Hoje em dia, a panóplia de livros que integram o segmento juvenil podem tomar um leitor menos atento a fazer julgamentos comparativos. Há realmente livros tão diversos dentro da classificação deste segmento, que comentários que equiparem uns  uns e outros tornam-se algo redutores das obras em causa. Mas como disse, isso fica para outro artigo!
Porque é que o introduzo aqui? Porque ultimamente têm saído para o mercado português uma série de livros, trilogias e sagas que se enquadram na literatura juvenil, e que vêm cheios de uma pujança, de elementos demarcadores dos restantes, que por vezes tornam a opinião de livros como "Antes do Futuro" influenciada por esses, podendo ser descuidada por um leitor menos atento, dada a simplicidade e inocência da estória.
Em "Antes do Futuro" debatemo-nos com o inimaginável. Quantos de nós já não se perguntaram a dada altura como é que seriam dali a 3, 5 ou 10 anos? Emma e Josh deparam-se com uma versão sua 15 anos mais velha. Se isso não fosse já suficientemente difícil de entender, 2011 traz-lhes um futuro mais complicado que o esperado. Ao fim ao cabo, o que é um facebook?, porque é que as pessoas revelam a sua vida toda lá?, porque é que as pessoas são totalmente diferentes do esperado? E mais ainda: porque é que a mais pequena onda de acontecimentos pode danificar seriamente o futuro?
Pessoalmente, não teria qualquer interesse em saber o meu futuro. Já para Emma, o seu tem um significado especial, e não muito agradável pelo que lhe reserva, o que a dirige a uma série de peripécias que a levam a pensar e colocar em causa as relações presentes que mantém, e de que forma elas se afirmarão no futuro. Josh segue-a nesta aventura e tenta perceber que consequências isso trará também para si, numa mescla de incredulidade e fascínio.
No meio de tudo, é um livro de adolescentes, onde não pode faltar a abordagem ao amor, às desavenças criadas por coisas tidas mais tarde como insignificantes, pelas conquistas (escolares e pessoais) e pelos constantes fracassos, pelos amigos de sempre, e pelo desespero de crescer mais depressa.
Contrariamente à opinião da Catarina, não acho que houvesse necessidade de explorar mais a temática ou ir a fundo em algumas questões mais filosóficas. O objectivo deste livro é claramente entreter e fazer-nos passar um bom bocado, estando adequado à faixa etária para que dirige. Estamos a falar de personagens de 15 anos com problemas tipicamente de adolescentes e cuja principal preocupação é simplesmente crescer. E não saberem exactamente como fazê-lo.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Novidade: Uma Morte Súbita de J.K.Rowling

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 496
Editor: Editorial Presença

Resumo:
Uma Morte Súbita é o primeiro livro para adultos de J. K. Rowling, a mundialmente famosa «mãe de Harry Potter». Acolhido com enorme expectativa, este surpreendente romance sobre uma pequena comunidade inglesa aparentemente tranquila, Pangford, começa quando Barry Fairbrother, o conselheiro paroquial, morre aos quarenta e poucos anos. A pequena cidade fica em estado de choque e aquele lugar vazio torna-se o catalisador da guerra mais complexa que alguma vez ali se viveu. No final, quem sairá vencedor desta luta travada com tanto ardor, duplicidade e revelações inesperadas? Um livro a não perder.


Lançamento a 21 de Novembro de 2012!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Passatempo: 400 Seguidores

Caros Encruzilhados,
Já somos mais de 400! Amantes de livros, amigos de histórias ou simpatizantes de heróis? Desta vez, e para variar, queremos saber mais sobre quem está desse lado. Para além das informações da praxe, digam-nos qual é a vossa personagem preferida de sempre (sabemos que é difícil) e porquê! Qualquer resposta é válida, e o critério de selecção continua a ser por escolha aleatórias. Queremos partilhas, não competições wink. A sorteio temos nada mais, nada menos que um exemplar do livro Duas Vidas, das Edições Asa. 

Regras do Passatempo:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 10 de Novembro.
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Evento: Sveva Casati Modignani dá autógrafos na Bulhosa de Oeiras

Boas novas Encruzilhados!
Portugal parece estar na moda para a vinda de autores estrangeiros (e não estava já na altura mesmo?)
Desta vez, é a escritora italiana Sveva Casati Modignani que vai estar, já este domingo, 21 de outubro, às 11h30, na Bulhosa de Oeiras para uma sessão de autógrafos, aproveitando o lançamento do seu mais recente romance com a chancela da Porto Editora, Um Dia Naquele Inverno
Por isso, peguem nos vossos livros, e vão em busca da vossa edição autografada.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Novidade: Quinta Essência

Noite de Reis
de Trisha Ashley
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 472

Resumo:
O Natal sempre foi uma época triste para a jovem viúva Holly Brown, por isso, quando lhe pedem para cuidar de uma casa remota nas charnecas do Lancashire, a oportunidade de se esconder é irresistível - a desculpa perfeita para esquecer as festividades.  
Escultor, Jude Martland, decidiu que este ano não haverá Natal depois de o irmão ter fugido com a sua noiva, e faz questão de evitar a casa da família. No entanto, terá de voltar na Noite de Reis, quando a aldeia de Little Mumming celebra as suas festividades e toda a família é obrigada a comparecer.  
Enquanto isso, Holly começa a descobrir que, se quer evitar a Natal, veio para o local errado. Quando Jude regressa inesperadamente na véspera de Natal não fica nada contente ao constatar que Holly parece estar a organizar a festa de família que ele esperava evitar.  De repente, uma tempestade de neve surge do nada e toda a aldeia fica isolada. Sem fuga possível, Holly e Jude encontram muito mais do que esperavam - parece que a quadra natalícia vai ser bastante interessante!

Vejam o livro no site da editora clicando aqui e vejam-no por dentro clicando aqui.
Update: Quem comprar o livro numa loja LeYa terá direito a uma oferta! (cliquem aqui para verem!)

domingo, 30 de setembro de 2012

Novidade: Antes do Futuro de Jay Asher e Carolyn Mackler


Antes do Futuro
de Jay Asher e Carolyn Mackler
Páginas: 320
Editora: Editorial Presença
Data de Publicação: 2 Outubro 2012

E se em 1996 pudesses ver o teu futuro no Facebook... Mudarias o presente?

Estamos em 1996. Quando Josh instala um CD-ROM que dá acesso a cem horas de internet gratuitas no computador de Emma, sua vizinha e melhor amiga, são ambos transportados para uma estranha página chamada Facebook onde veem versões de si mesmos quinze anos mais velhas. As suas relações, amigos, filhos, carreiras, férias... todas essas informações estão na internet e alteram-se consoante as decisões que eles tomam no dia a dia. À medida que tomam consciência do que a vida lhes reserva no futuro, Josh e Emma são obrigados a confrontar-se com o que estão a fazer certo e errado no presente...

Jay Asher é autor de Por Treze Razões, já publicado pela Presença, um livro que esteve durante mais de um ano na lista de bestsellers do New York Times, se encontra traduzido em mais de 30 países e vendeu mais de um milhão de exemplares só nos Estados Unidos.

Carolyn Mackler é uma autora premiada de diversos romances, entre eles The Earth, My Butt and Other Big Round Things. Encontra-se publicada em mais de quinze países. Carolyn Mackler foi distinguida com o prémio Printz Honor.

Podem ler um excerto do livro aqui no site da editora. Para verem o livro no site da editora podem clicar na capa do mesmo ou aqui.

Comentário disponível em breve!  

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Opinião: Rubi, de Kerstin Gier

Rubi
O Amor Atravessa Todos os Tempos
de Kerstin Gier
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 272
Editor: Contraponto
Resumo:
Pertencer a uma família cheia de segredos não é fácil, ou pelo menos é o que pensa Gwendolyn Sheperd, de 16 anos. Até que um dia se vê em Londres do final do século passado e se apercebe de que ela própria é o maior segredo da família.
Do que Gwendolyn não se apercebera é que apaixonar-se quando se está presa num tempo diferente não é nada boa ideia. Tudo se pode complicar...

Rating: 4/5

Comentário: 
Rubi já andava na minha mira há algum tempo mas infelizmente nunca surgira a ocasião de o comprar e quando o vi no catálogo da biblioteca não hesitei em trazê-lo comigo para casa. As quase trezentas páginas que compõem o livro passaram a voar e dei por mim a começar a lê-lo numa noite de sábado e a acabá-lo numa tarde de domingo mesmo a tempo para o chá das cinco.
Contado do ponto de vista de Gwendolyn, que tem uma precessão muito engraçada da realidade, Rubi revela-se um misto de ficção-cientifica e romance com alguma aventura à mistura. Tal como o resumo do livro diz, Gwendolyn vem de uma família cheia de segredos, sendo que ela própria é o maior deles todos, como rapidamente nos apercebemos no primeiro capítulo. Existe na família de Gwen um gene muito especial, um gene que faz com que certos membros da família consigam viajar no tempo.
E talvez a ideia seja tentadora, mas estar num prédio de três andares e saltar no tempo para uma altura em que este ainda não foi feito provocará uma queda de 20m o que já não parece tão agradável. Mas Gwen não está muito preocupada com isso, pois a sorte, ou azar, calhou à sua querida prima Charlotte, treinada desde criança para isto. Infelizmente, como Gwen está prestes a descobrir, as coisas nem sempre correm como planeado.
Algo que achei piada no livro foi a linguagem moderna das personagens e as suas referências a filmes e séries de televisão. Outra coisa que gostaria de elogiar é a tradução, depois de ter apanhado livros mal traduzidos, uma pessoa repara melhor quando uma tradução está bem feita. Na realidade eu tinha uma professora que costumava dizer que se a tradução estava bem feita, então nem daríamos por ela, e no caso de Rubi a tradução é exemplar.
Além de Gwen gostei também bastante da sua melhor amiga Leslie, uma rapariga que parece ser a fã número um de Gwen e da sua família e que sem dúvida parece uma leitora ávida que entrou para dentro de um livro fantástico e quer viver cada segundo do mesmo.
Numa nota afinal, gostaria de dizer que apesar de parte da trama do enredo me parecer óbvia, espero ainda ser surpreendida antes do fim. 
  • Este livro faz parte de uma trilogia;
  • O segundo volume, Safira, foi publicado este ano pela Contraponto.


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Passatempo: Esmeralda Cor de Rosa, de Carlos Reys

 Esmeralda Cor de Rosa de Carlos Reys

E é com imenso gosto que anunciamos o nosso primeiro passatempo em parceria com um autor. Temos para sortear dois exemplares autografados de "Esmeralda Cor de Rosa", de Carlos Reys, gentilmente cedidos pelo autor! Podem-se habilitar a ter um em vossa posse ao responder correctamente a todas as perguntas que se encontram no questionário. As respostas poderão ser encontradas aqui e aqui
Boa sorte a todos! 

ATENÇÃO: 
Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 29 de Setembro. 
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas). 
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou o autor não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Descobri Que Te Amo, de Ann E. Cannon

Descobri Que Te Amo 
de Ann E. Cannon
Edição/reimpressão: 2011 
Páginas: 224 
Editor: Marcador
Resumo:
Toda a gente tem segredos…

Ed é Sergio, ou é o contrário? Scout adora romances sentimentais… e Ed. Quark parece nunca se aperceber das pessoas à sua volta,até finalmente se apaixonar por… Scout. E o que esconde Elle, a rapariga dos sonhos de Ed?
Uma história doce sobre a vida e o amor.
Quatro vidas que se cruzam, quatro histórias de amor que nos levam a uma pergunta fundamental: será que o verdadeiro amor se esconde no seio de uma grande amizade?

Rating: 2,5/5

Comentário:
Escrito num estilo descontraído e romântico, Descobri que te amo é o livro ideal para quem quer ler um romance light com alguma comédia à mistura. É um livro que se lê bem e eu dei conta da cópia que trouxe da biblioteca num único dia.
Gostaria de dizer que a história é leve e divertida e apesar de se basear numa peça de Shakespeare é bastante fácil de seguir. O resumo que li no livro dava a entender várias voltas e reviravoltas o que me assustou um pouco pois pensava que seria difícil de seguir, no entanto a autora tornou a história fácil de seguir.
Gostei da parte gráfica do livro, principalmente do pormenor das folhas que separam os dias que mostram a lua a encher lentamente. Creio que foi algo muito bem conseguido e ajudou a ter uma perfeita noção da passagem do tempo.
Infelizmente a história acaba por ser também um pouco simples demais e desprovida de vida. A leitura foi rápida, como vos disse li este livro num único dia e foi daqueles que não encheu. Leu-se foi giro mas nada demais, mesmo assim as suas personagens são divertidas e únicas.
Gostei bastante de Scout a sua personalidade light e amor proibido à literatura rosa apaixonaram-me por completo. É pena que não tenha tido mais partes nesta história pois tenho a certeza que teria contribuído em muito para a acção e desenvolvimento desta história que podia ter sido um pouco mais complexa e comprida.
A minha segunda e última crítica vai para a tradução da obra que não me pareceu das melhores, estando várias expressões traduzidas à letra e estando todo o assunto de Ed "falar português" um pouco confuso no meio do texto que no original está em inglês.
Um livro que avalio em apenas 2,5 estrelas, apesar de ser um livro giro para uma tarde de domingo sem nada para fazer.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Quando sopra o vento norte, de Daniel Glattauer

Quando sopra o vento norte
de Daniel Glattauer
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 224
Editor: Porto Editora
Resumo:
"Escreva-me Emmi. Escrever é como beijar, mas sem lábios. Escrever é beijar com a mente."
Quando sopra o vento norte é um romance divertido, animado e irresistivelmente cativante, cheio de reviravoltas, sobre um caso de amor vivido exclusivamente por e-mail.
Tudo começa por acaso: Leo recebe por engano alguns e-mails de uma desconhecida chamada Emmi. Educadamente, responde-lhe e Emmi retribui.
Esta troca de e-mails desperta uma curiosidade intensa entre os dois e, quase de imediato, Emmi e Leo  começam a partilhar confidências e desejos íntimos.
A tensão entre ambos aumenta, e o encontro parece iminente. Mas Emmi e Leo adiam o momento. Porque, afinal de contas, Emmi é casada e feliz.
Serão os sentimentos que nutrem um pelo outro suficientemente profundos para sobreviver a um encontro real? E, depois desse momento, o que os espera?  

Rating: 4/5

Comentário: 
No outro dia, enquanto via a estatísticas do nosso pequeno blog, reparei que várias pessoas pesquisavam pela nossa opinião face a este livro e a sua sequela. Ora, quando posso fazer a vontade aos meus leitores, não me importo nada de a fazer e assim sendo decidi partir em busca deste livro misterioso que era "Quando sopra o vento norte".
Após ter descoberto o livro e ter começado a ler não consegui parar. Foi sem dúvida uma leitura compulsiva e com a qual é fácil uma pessoa conseguir relacionar-se. Nesta Era Digital de facebooks, blogs, twitters e tudo o mais, as redes sociais e os relacionamentos on-line são frequentes, a ideia de que duas pessoas poderia começar a trocar e-mails por engano e continuar por prazer é perfeitamente verídica e se calhar tão misteriosa quanto mensagens em garrafas.
A história desenvolve-se a um bom ritmo, ao ritmo de e-mails trocados para trás e para a frente e por vezes parece que só poderia ter sido mais rápida se em vez de e-mails, Emmi e Leo estivessem a falar via chat. É estonteante a rapidez com que nos apegamos a estes personagens e começamos a torcer pelo seu felizes para sempre! Se tivesse que cronometrar o que digo, diria que demorei mais ou menos 10m a apaixonar-me por esta história e que a recomendo sem dúvida a todas as pessoas que gostem de um bom romance.
A maneira como Emmi e Leo acabam por se abrir um com o outro e relatar os seus problemas é tocante. Vemos realmente duas pessoas que se encontraram e apreciam mesmo a companhia uma da outra, mesmo que apenas virtual, pois de algum modo as ajuda a combater uma solidão nas suas vidas que não sabiam ter.
Apesar desta ideia de uma pessoa se apaixonar por outra via net se me ser um pouco estranha, pois eu gosto bastante de observar os pequenos gestos das pessoas,sei que é verdadeira pois tenho uma amiga que vai, em breve, casar e que conheceu o seu grande amor via net. É caso de nos perguntarmos, quão diferente é a internet de um encontro casual no parque?
Divertido, leve e diferente "Quando sopra o vento norte" é um livro sem dúvida a ler e que tenho recomendado a várias amigas minhas.
  • Podem ler as primeiras páginas aqui;
  • O livro tem uma sequela chamada Emmi e Leo - A Sétima Onda;
  • Há uma adaptação audio do livro chamada "Love Virtualy" feita pela BBC4 e que pode ser ouvida no youtube.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Romance na Toscana, de Elizabeth Adler

Romance na Toscana
de Elizabeth Adler

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 336
Editor: Quinta Essência
Resumo:
Sinta a magia do Verão na Toscana neste fantástico romance
Gemma Jericho é uma médica nova-iorquina a braços com uma filha adolescente que não lhe dá um minuto de descanso e uma mão que se preocupa com o facto de ela não ter vida própria. Por isso, quando a mãe, Nonna, recebe uma carta informando-a de que recebeu uma misteriosa herança na Toscana, Gemma, a donzela de gelo, arrisca: as três deixam para trás as precauções e partem para Itália em busca de um sonho e de uma nova vida.
Mas o que as três encontram no paraíso da Toscana não é exactamente o que haviam sonhado. Afinal, a herança de Nonna, uma bela villa a necessitar de obras, pode pertencer a um americano, Ben Raphael. Entre Gemma e Ben surge de imediato uma forte atracção, mas a relação amorosa é abalada pela intensa disputa imobiliária.
Será o amor de ambos suficientemente forte para resistir a todas as provações? Ou prevalecerá a força dos laços que ligam Gemma, Nonna e Livvie? Gemma terá de escolher entre o homem que ama e a herança da família. E a sua vida nunca mais será a mesma...
Romance na Toscana é uma história de amor arrebatadora, marcada pela beleza daquela região italiana, onde, afinal, todos os sonhos são possíveis.

Rating: 3/5
Comentário: Há livros dos quais se gosta muito, há outros em que os odiamos, há os casos em que temos uma relação mútua e por fim, surgem aqueles dos quais nem sabemos muito bem onde os localizar na nossa escala "De Amor ao Ódio".

Para mim, "Romance na Toscana" de Elizabeth Adler encontra-se nesta última categoria. Começando pela contextualização, quem me conhece e nos acompanha há um tempo sabe que vibro com literatura de viagens. Itália é e sempre foi um dos meus destinos de sonho, e ainda mais quando apelamos à cultura histórica, gastronómica e da terra. Quase todos os livros que abordam a referência ao território em causa sabem que têm de apelar pelos sentidos, especialmente pela capacidade visual e do paladar (que nunca sentimos mas está sempre presente).
Passando-se numa localidade mais pequena, esses sintomas aprimoram-se e ganham novas formas, onde existe uma amabilidade imensa, uma força de um povo e a bondade de uma geração que não esquece o poder da amizade, até mesmo com o desconhecido.
Quanto às personagens principais, as três mulheres desta obra criam-nos a oportunidade de nos rirmos. Gemma é aquela mulher forte e independente que perante o sexo masculino só se mete em alhadas, conseguindo sair delas com muito estilo.  É uma mulher danificada pela vida e por algo que a atormenta e lhe faz colocar em causa que possa voltar a ser feliz. A mãe e filha conseguem levá-la à loucura mas são em última instância o seu suporte emocional. Não deixam por isso de ser uma irmandade e é impossível não lhes achar piada nas inúmeras idas às compras, nos desabafos mãe/filha (seja qual delas for), no revirar dos olhos constante e nos abraços dos momentos necessários.
Ben é um homem interessante, que sabe despertar atenções e irá criar confusões ao nível da vivência da aldeia apenas pela sua presença. O que torna tudo muito mais divertido, atendendo que a sua presença por aquela região já vem a ser recorrente.
Adoro as descrições de cidade e localidades, de pessoas e de momentos, em que se inspira e vive Itália no seu esplendor. Cada canto tem a sua história e cada palavra hospitaleira conta parte dos seus momentos, que se encontram registado por todas as paredes e terras dos lugares.
Por tudo isto poderia ficar a adorar o livro, mas surgem aqui algumas coisas que por vezes me provocaram comichões irritantes. Como sabem, não sou muito fã de romances femininos, e é-me difícil ser cativada por um. Uma coisa que me fez confusão foram as passagens de ponto de vista, que até aprecio porque contribuem para enriquecer a narrativa, mas as constantes passagens da 1ª para a 3ª pessoa tornavam-se irritantes, e relegavam Ben para uma categoria secundária. Por outro lado, alguns desfechos foram previsíveis, desnecessários e algo despropositados para mim, como a cena da prisão, que só me fez revirar os olhos ou a história que envolveu a mãe de Gemma. As cenas mais íntimas, se necessárias, por vezes acabaram por roubar espaço à construção da relação de Gemma e Ben que tanto se conhecem como de repente estão caídos nos braços um do outro. Para mim, faltou ali algo que não permitiu resultar até ao fim. De qualquer forma, o resto que descrevi inicialmente permitiu compor uma história bonita, com  um nível de entretenimento assegurado, e desta forma, umas horas bem passadas (ainda que por vezes me apetecesse fechar o livro).

  • Aconselha-se a quem gosta dos restantes livros de Elizabeth Adler, de Dorothy Koomson e outros autores do género.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.