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domingo, 5 de maio de 2013

Rubrica: Darkness Take My Hand, de Dennis Lehane

Darkness, Take My Hand [Kenzie and Gennaro, #2 ]
de Dennis Lehane
Edição: 2006
Paginas: 512
Editora: Batman Books
Resumo:
A mais recente cliente dos detectives Patrick Kenzie e Angela Gennaro é uma proeminente psiquiatra de Boston receando uma aparente ameaça de membros vingativos da máfia irlandesa. Os detetives particulares sabem algo sobre a retribuição a sangue frio, tendo sido nascidos e criados nas ruas de Dorchester, ambos assistiram à escuridão que vive nos corações dos mais infelizes.
Mas algo extremamente perverso, para o qual mesmo eles não estão preparados, está prestes a atacar, assim como segredos há muito adormecidos estão prestes a entrar em erupção, desencadeando uma série de assassinatos violentos que irá manchar tudo - incluindo a verdade.

Rating: 5/5
 
Comentário:
Este livro é já o segundo que leio deste autor e quero começar desde já por salientar o quão brilhante é a escrita de Dennis Lehane.
Não são todos os autores que conseguem tão facilmente fazer com que o leitor consiga transpor as suas palavras para um filme mental, sendo que, a leitura de Darkness, Take My Hand não é excepção à regra, conseguindo excepcionalmente assemelhar-se verdadeiramente a ver um filme numa grande tela, capaz de levar o leitor a ficar preso à história rapidamente.
Os protagonistas, investigadores particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro, estão de volta com mais um caso em mãos, em que desafiam as suas próprias vidas e onde mais uma vez estão perante os actos horroríficos daquilo que o ser humano é capaz.
Como já referido, além da escrita fácil e expressiva, Lehane sabe perfeitamente como agarrar o leitor e levá-lo por uma onda de emoções, onde tudo ao início parece calmo, para depois se tornar num turbilhão de sensações e descobertas à medida que é atingido o clímax da história. Assim, algo que começa por parecer bastante inofensivo, acaba por se revelar um dos casos mais perigosos em que Kenzie e Gennaro alguma vez estiveram envolvidos. À medida que a investigação se desenrola, uma simples “ameaça” acaba por se revelar muito mais que isso, resultando em mortes extremamente violentas e actos de tortura desumanos, onde o principal sujeito é alguém que está preso há mais de vinte anos.
Cheio de suspense, mistério e acontecimentos extasiantes, o caso vai se tornando cada vez mais pessoal, remetendo para assuntos inacabados do passado, à medida que é traçado um jogo psicológico e perverso entre o gato e o rato, onde quem está a apanhar quem, toma um outro novo sentido.
O melhor deste livro é sem dúvida o quão empolgante a sua leitura se torna, esperando ser surpreendido a qualquer momento, e obviamente todo o percurso que leva a um final algo intenso. Patrick e Angela são também personagens que facilmente cativam o leitor, demonstrando uma química intensa entre ambos e proporcionando por vezes certos momentos cómicos que aliviam a pressão.
Sem querer revelar mais pormenores e detalhes mais fundos (caso contrário estragaria a mística deste tipo de livros), espero que as minhas palavras incitem o leitor a decifrar por ele próprio o que este livro tem para contar.
Acrescento apenas que para amantes de thriller psicológico Lehane é, sem dúvida, um dos peritos actuais na matéria e, Darkness, Take My Hand, o melhor livro seu que li até agora. Prometendo emoções ao rubro, é garantida uma incessante vontade de o devorar de uma só vez.


Soffs
Sobre a nossa convidada:

Sofs, sonhadora compulsiva, gosta de viajar por mundos novos através dos livros. Aspirante jornalista. Tem o estranho gosto pelo cheiro das páginas de um livro. Não sai de casa sem as suas leituras na mala.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Rubrica: A Vida Imortal de Henrietta Lacks, de Rebecca Skloot

A Vida Imortal de Henrietta Lacks
de Rebecca Skloot
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 416
Editor: Casa das Letras
Resumo:
O seu nome era Henrietta Lacks, mas os cientistas conhecem-na como HeLa. Era uma pobre assalariada numa plantação de tabaco, trabalhando a mesma terra do que os seus antepassados escravos. Mas as suas células - retiradas sem o seu conhecimento - tornaram-se numa das ferramentas mais importantes na Medicina: as primeiras células humanas «imortais» da ciência. Ainda estão vivas hoje, embora Henrietta tenha morrido há mais de sessenta anos. As células HeLa foram vitais para o desenvolvimento da vacina contra a poliomielite; contribuíram para os avanços médicos em relação ao cancro, aos vírus e aos efeitos da bomba atómica; ajudaram nas descobertas médicas importantes, como a fertilização in vitro, clonagem e mapeamento de genes; e, consequentemente, foram compradas e vendidas através de contratos multimilionários. No entanto, Henrietta Lacks permanece praticamente desconhecida.

Rating: 3,5/5

Comentário: 
HeLa. Uma pessoa comum, sem estudos na área da ciência, pouco saberá o que esta palavra significa mas esta talvez seja uma das maiores descobertas cientificas dos últimos anos.
A verdade é que ninguém pensa nas pessoas por detrás das descobertas cientificas, nos seus sentimentos e nos seus motivos. Afinal todos sabemos o que é a gravidade e como actua, mas porque estava Newton sentado debaixo de uma árvore? A teoria de Evolução é realmente fantástica mas porque embarcou Darwin numa expedição de 1 ano (se é que sabem que ele embarcou)?
Lembro-me de estar numa palestra sobre células cancerignas, a falar sobre a sua replicação e aplicações no dia de hoje quando a professora perguntou "se alguém sabia quem era Henrietta Larcks?".
Talvez seja embaraçoso confessar que numa turma de 400 alunos apenas um levantou a mão. Sem palavras,  sem dúvida devido ao choque, a professora desafiou-nos a ler o livro. Eu li. Percebi o porquê. E agora desafio a todas as pessoas a fazer o mesmo. Porque não é preciso ser cientista para ler sobre alguém que tanto fez pelo mundo. Este livro leva-nos a conhecer Henrietta Larcks e é só.
Rebecca Skloot muniu-se de perguntas e de uma vontade enorme de descobrir quem era Henrietta e conseguiu, ao longo das páginas deste livro, contar-nos a sua história como se a tivesse realmente conhecido, como se estivesse estado com ela. Para mim foi como ler um romance, uma história mágica e assustadora (um pouco como no cinema quando aparecem aquelas fatídicas letras que dizem "baseado numa história verídica") onde descobri quem foi Henrietta e o seu contributo para o mundo.
Sim, este livro leva-nos a conhecer Henrietta Larcks e é só. E no entanto, é ao mesmo tempo muito mais.



Gaby
Sobre a autora:

Companheira de aventuras de Hércules e conselheira da Taylor Swift, a Gaby divide o seu tempo entre ver filmes e ouvir música. De vez em quando lá pega num livro para ler, não porque não gosta mas porque finalmente achou algo que lhe interesse. É uma verdadeira groumet literária. Caso queiram saber mais sobre ela podem ver o seu tumblr aqui.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Rubrica: Irmã, de Rosamund Lupton

Irmã
de Rosamund Lupton
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 370
Editor: Livraria Civilização Editora
Resumo:
Desapareceste. Vou à tua procura...
Quando Beatrice recebe um telefonema frenético a meio do almoço de domingo e lhe dizem que a sua irmã mais nova, Tess, desapareceu, apanha o primeiro avião de regresso a Londres. Mas quando conhece as circunstâncias que rodeiam o desaparecimento da irmã, apercebe-se, com surpresa, do pouco que sabe sobre a vida de Tess - e de que não está preparada para a terrível verdade que terá de enfrentar. A Polícia, o noivo de Beatrice e até a própria mãe aceitam ter perdido Tess, mas Beatrice recusa-se a desistir e embarca numa perigosa viagem para descobrir a verdade, a qualquer custo.
Rating: 4/5
Comentário:
 Irmã é um daqueles livros que não conseguimos parar de ler.
Para quem tem irmãos, como eu, é um livro que nos toca especialmente, visto que a autora consegue captar as emoções e passar para as letras o sentimento de desespero que qualquer pessoa sentira com o desaparecimento de um irmão.
Este livro não só é um policial como é também um livro sobre esperança. Beatrice, a irmã mais velha, é uma personagem captivante e com imensa força o que torna a leitura do livro muito fácil.
Apesar do seu sofrimento com o desaparcimento da irmã Beatrice não desiste e vai à procura desta. Certa de que a conseguirá encontrar. Uma daquelas personagens femininas fortes e raras que dá gosto de encontrar.
E ao longo do livro além de conhecermos Beatrice conseguimos, apartir dela, conhecer Tess, a irmã desaparecida. É através dos olhos de Beatrice,  a partir dos seus olhos de irmã que acabamos por descorbir tudo o que ela descobre durante a sua investigação e vivemos este livro tão singular com um final surpreendente.
Resumindo este é um livro que não vai deixar de surpreender ninguém, do inicio ao fim.


Gaby
Sobre a autora:

Companheira de aventuras de Hércules e conselheira da Taylor Swift, a Gaby divide o seu tempo entre ver filmes e ouvir música. De vez em quando lá pega num livro para ler, não porque não gosta mas porque finalmente achou algo que lhe interesse. É uma verdadeira groumet literária. Caso queiram saber mais sobre ela podem ver o seu tumblr aqui.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Rubrica: Hush, Hush por Becca Fitzpatrick

hush, hush
de Becca Fitzpatrick

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 320
Editor: Porto Editora
 
Resumo:
UM JURAMENTO SAGRADO
UM ANJO CAÍDO
UM AMOR PROIBIDO

Apaixonar-se não fazia parte dos planos de Nora Grey. Nunca se sentira atraída por nenhum dos rapazes da sua escola, apesar da insistência de Vee, a sua melhor amiga.
Então, aparece Patch. Com um sorriso fácil e uns olhos que mais parecem trespassar-lhe a alma, Patch seduz Nora, deixando-a completamente indefesa.
Mas, após uma série de encontros assustadores com Patch, que parece estar sempre onde ela está, Nora não consegue decidir se há de cair-lhe nos braços ou fugir sem deixar rasto.
Em busca de respostas para o momento mais confuso da sua vida, Nora dá consigo no centro de uma antiga batalha entre imortais. E quando é chegada a altura de escolher um rumo, a opção errada poderá custar-lhe a vida.

Rating: 3/5

Comentário: 
Este livro é um livro que me dá duas críticas possíveis a fazer: a positiva e a negativa.
Para começar, gostei do livro porque está muito bem escrito e a história, em si, é muito engraçada e cativante. A escrita é muito simples e não dá para nos perdermos. Como a Ki (Catarina) disse na crítica ao livro Errar é Divino de Marie Phillips: “A escrita de Marie Phillips é leve e simpática e podemos acompanhar a história como um filme na nossa cabeça”.
Em contrapartida, a maior parte dos acontecimentos são totalmente previsíveis, o que tira um pouco a piada ao livro, visto o suspense e aquela cousa que nos faz ficar agarrados a cada página para descobrir o que vai acontecer a seguir não existir. Não sei se é do facto de já ter lido muitos livros dentro do mesmo tema ou se é mesmo culpa da escritora. 
Aparte disso, acho que as duas personagens principais são um cliché enorme. Ela é a jovem vulnerável que não tem consciência da sua beleza e que tem boas notas. Virgem e sem um histórico de relações vai-se logo apaixonar pelo que aparenta ser o “mau da fita” da história. Este jovem acaba de ser transferido para a turma dela, nada cliché, portanto. Nada se sabe sobre o seu passado, veste-se sempre de preto, tem um ar perigoso e só se mete em locais não propícios para adolescentes, como ele. 
Ele, por amores por ela cai, por causa da sua inocência e da sua vulnerabilidade. Ela, por amores por ele cai, evidentemente, porque gosta de sentir o perigo que ele atrai e visto ele transmitir-lhe uma sensação de segurança, simultaneamente. Como podem ver, clichés. 
Acho, portanto, que a escritora podia ter arriscado mais ao criar as características destas personagens, de modo a colocar o leitor perante duas personagens que sejam únicas desta história, e não comuns a várias outras. Relativamente às outras personagens, digamos que fiquei fã da melhor amiga da personagem principal, espero que gostem tanto dela como eu. Acho que retrata bem o que é ser “melhor amiga”. 
Em suma, na minha opinião, se uma história é previsível, então não é “boa”. Mas, como gostei do enredo em si, como me cativei pelas personagens e como a escrita do livro é de tão fácil leitura, acho que o livro merece 3 estrelas em 5. E, se tiver acesso à continuação desta saga, irei ler.

Alexandre.
Sobre o nosso convidado:

Alexandre Borges, composto por todas as letras e todos os sonhos do mundo. Gosta de atingir limites e de os ultrapassar. Atravessa mundos com os livros nas mãos e um sorriso na cara. Sites pessoais, já teve muitos, mas estes são os correntes.