quinta-feira, 3 de novembro de 2011

GoodReads

O Encruzilhadas anda algo parado porque temos experimentado outras redes sociais. Vamos manter o blog activo, mas entretanto podem procurar-nos em:

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Delirium, de Lauren Oliver


Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 448
Editor: HODDER & STOUGHTON GENERAL DIVISION


"Lena vem de um mundo onde o amor é considerado uma doença- Um mundo onde todos os adultos de 18 anos se submetem a uma operação cirúrgica. A alguns meses de realizar a sua própria Cura, Lena faz uma descoberta inesperada...Alex. Mas como levar avante e compreender os efeitos do amor, nunca antes expressos no Livro dos Shhh, se nem pode falar abertamente sobre o que sente? Ou se tudo lhe parece confuso e simultaneamente certo e errado? "

Rating: 4/5


Comentário:

Delirium foi uma surpresa. Quem me levou a conhecer este livro foi a Catarina, embora não tendo entrado com muitos pormenores, de modo que inicialmente esperava algo diferente. Esperava encontrar o debate e a discussão interna das pessoas. De quem se quer submeter à cirurgia e de quem a recusa. No entanto, vamos encontrar o decorrer da história numa fase temporal muito mais avançada do que aquela que permitiria estes devaneios, dado que todo o processo já é assumido como absoluto e obrigatório e nos vemos de repente implantados num mundo distópico e ditador.

De qualquer forma, e tirando toda a construção e caracterização do cenário envolvente algo esperada, são as suas personagens que atribuem outra dimensão à narrativa. Todos nós nos apaixonamos e passamos por todos os sintomas do amor. Mas quantos de nós pensam em todas as reacções físicas e emocionais que são causadas por esse efeito? Lena luta contra os outros, mas especialmente contra si, tentando descortinar o que é errado e o que é certo. Até que ponto a dor pode ser pior que a indiferença, até que ponto a nossa vida deve ser maquinada para actuar segundo um sistema aparentemente perfeito mas com estruturas corroídas (e pérfidas)? Até que ponto o amor que a mãe lhe dava às escondidas, antes de se suicidar, pode ser errado?

Gostei e fico ansiosamente à espera do próximo, que sai em Março de 2012.


P.S- Ainda não foi editado em português, mas faço figas para que esteja para breve.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Outra Rainha, Phillipa Gregory

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 475
Editor: Livraria Civilização Editora
"Um romance dramático de paixão, política e traição, da autora de Duas Irmãs, Um Rei. Com a sua característica combinação de magnífica narrativa com um contexto histórico autêntico, Philippa Gregory dá vida a esta época de grandes mudanças, numa fascinante história de traição, lealdade, política e paixão. Maria Stuart, Rainha dos Escoceses, está em prisão domiciliária em casa de Bess de Hardwick, recém-casada com o Conde de Shrewsbury, mas continua a lutar para recuperar o seu reino.
Maria é Rainha da Escócia mas foi forçada a abandonar o seu país e a refugiar-se na Inglaterra, governada pela sua prima Isabel. Nesta época, a Inglaterra é um país com um protestantismo mal alicerçado, pressionado pelo poder da Espanha, da França e de Roma, e a presença de uma carismática governante católica pode ser perigosa. Cecil, o conselheiro-mor da Rainha Isabel, concebe então um plano para que Maria viva enclausurada com a sua cúmplice, Bess de Hardwick. Bess é uma mulher empreendedora, uma sobrevivente perspicaz, recém-casada com o Conde de Shrewsbury (o seu quarto marido). Mas que casamento resiste aos encantos de Maria? Ou à ameaça de rebelião que a acompanha a todo o momento? No seu cativeiro privilegiado, Maria tem de aguardar pelo regresso à Escócia e pelo reencontro com o seu filho. Mas esperar não significa nada fazer!"

Rating: 3/5

Comentário:
Pessoalmente sei que um livro está bem escrito quando consigo odiar as personagens. Quando elas me dão raiva ou quando sinto compaixão por elas e posso-vos garantir que a Maria Stuart me deu uns nervos imensos!!!
Personagens destes apesar de serem fascinantes acabam por se tornar um problema na narrativa. Ninguém quer ler um livro em que odeie a personagem principal. Acaba por se tornar cansativo e faz com que demoremos mais a ler a história porque sempre que vemos que o capítulo será contado por ela, resmungamos entre dentes e contamos as páginas que faltam para as personagens que gostamos voltarem.
Em defesa de Gregory tenho a dizer que a história no geral está maravilhosamente contada. Como sempre a sua escrita é fluída e precisa e conseguimos mesmo imaginar que esta Rainha, que nos é tão estranha, penso realmente aquelas palavras e teve exactamente aqueles gestos. Gregory está a recriar, pelo menos para mim, toda a era Tudor e algures no meu inconsciente estas personagens são assim e creio que ler outro livro em que elas entrem por outro autor seria o mais perto de uma traição!
Assim sendo, gostaria de dizer que gostei muito da Bess de Hardwick, ela foi uma mulher que conseguiu fazer algo da sua vida pelas suas mãos e sobreviveu a muitos maridos sem ter de usar esquemas e traições e conseguiu amealhar uma pequena fortuna. Não mais, ela aprendeu a ser uma self-made woman e fazer a sua própria fortuna, o que a torna uma mulher do século XXI em plena época Tudor.
Contar mais da história é revelar o enredo. Estes resumos nos sites estão cada vez mais longos, na minha opinião. 
Resumindo: Aconselho. Principalmente a quem gosta de romances históricos e/ou do período Tudor em Inglaterra.

domingo, 21 de agosto de 2011

Beastly, de Alex Flinn



 Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 304
Editor: Caracter Editora
 
"Sou um monstro. Um animal. Não sou bem um lobo nem um urso, nem um gorila nem um cão. Sou uma nova criatura horrível, que caminha na posição vertical - uma criatura com presas e garras e pelo a brotar de todos os poros. Eu sou um monstro.
Acham que estou a falar de contos de fadas? Nem pensar. O local é a cidade de Nova Iorque. O tempo é o de hoje. Não é uma deformidade nem se trata de uma doença. E vou ficar assim para sempre - arruinado - a não ser que consiga quebrar o feitiço.
Isso mesmo, o feitiço, aquele que a bruxa da minha aula de Inglês lançou sobre mim. Porque é que me transformou num animal que se esconde durante dia e vagueia pela noite? Eu digo-vos. Vou contar-vos como costumava ser Kyle Kingsbury, o tipo que toda a gente gostava de ser, com dinheiro, de aspecto perfeito, a vida perfeita. E depois, vou contar-vos como me tornei perfeitamente... monstruoso"




Quando vi o lançamento do filme, esperava algo melhor mas desiludi-me rapidamente.

De qualquer forma, decidi pegar no livro porque geralmente eles são sempre melhores e mais completos. Qual o meu engano.

O autor não conseguiu construir uma lógica associada. Os personagens com potencial ao inicio tornam-se algo patéticos. A construção da relação não fica claramente expressa, não existe um entendimento do porquê das personagens se terem cativado uma pela outra, o que torna o romance menos estimado pela parte dos leitores.

As intervenções de conversações em chat de grupos de apoio a pessoas transformadas são tão descabidas que só não me levaram a saltar em frente, com receio de perder algum elemento importante para a narrativa.

A transformação interna, inerente à percepção da moral por detrás de não julgar as pessoas pelas aparências não é tão visível como se podia esperar. Tinha grandes expectativas por esta obra mas saíram-me completamente ao lado.

Considero-o uma tentativa falhada de elaborar uma recriação actual da história da Bela e do Monstro. E há que dizer: a Disney em 90 minutos fez melhor figura de que o autor em 200 páginas.