quarta-feira, 11 de abril de 2012

Contrabalançar leituras!

Num mundo em que a vida anda cada vez mais rápido é difícil arranjar tempo para se ler tudo aquilo que se quer ler. E verdade seja dita, muitos de nós sabem, assim que descobrem o prazer pela leitura, que jamais teremos tempo para ler tudo aquilo que queremos ler. Se os clássicos não nos roubassem bastante tempo os livros novos que saem todos os meses fá-lo-iam. 
Temos de ser sinceros, a nossa lista de livros para ler nunca acaba de crescer e a nossa lista de livros lidos parece não conseguir acompanha-la. Assim sendo há pessoas que gostam de ler dois e três livros ao mesmo tempo. Acaba por ser uma técnica prática que permite que uma pessoa ande com a sua lista dos lidos sempre em crescimento e ajuda a desbastar a lista dos livros para ler.
Mas como o fazer? Como não baralhar tudo na cabeça? Esta pergunta é-me feita muitas vezes por amigos que me vêem a ler e perguntam: 

Amigo: "Olha, esse é o tal livro sobre a rapariga com a cicatriz de trovão?"
Eu: "Não, este é sobre a revolução das porcelanas em França..."
Amigo: "Ah, já acabaste o outro então!"
Eu: "Não, não estou aí a umas 100 páginas de acabar esse..."
Amigo: "E estás a ler outro?"
Eu: "Estou  a ler os dois ao mesmo tempo..."
Amigo: "Que horror! Deves baralhar-te toda..."

Soa familiar? Devo jurar que houve alturas em que pensei se era a única pessoa que lia tantos livros ao mesmo tempo. Gosto de ter um livro para ler na cama, um para ler nos transportes e um nas horas vagas. Faz parte de mim, sei que a Cláudia também lê vários ao mesmo tempo e deduzo que utilize as mesmas técnicas que eu, são técnicas simples e fáceis de seguir.
Aqui vão algumas delas para aqueles que querem começar a ler dois livros ao mesmo tempo e tem receio de se trocarem nos enredos e personagens.
  • Ler géneros distintos. Isto é, se estiverem a ler um livro de pura fantasia, não misturar com romances paranormais e sim com aquela biografia que já querem ler à muito ou aquele romance que vos deram no natal.
  • Ler autores que não sejam fáceis de confundir. Se quiserem ler dois livros parecidos o melhor é tentar ler de dois autores que não sejam fáceis de confundir. Como por exemplo Júlio Verne e Úsrula Le Guin, apesar de terem alguns livros com temas parecidos os seus géneros de escrita são impossíveis de confundir.
  • Ler livros de faixas etárias diferentes. Esta é parecida com a do género. Devo confessar que sou uma aficionada por livros considerados juvenis. A literatura YA (Young Adult) é um mundo fascinante onde história sérias podem acontecer mas eu ainda tenho uma grande hipótese de ter o meu final feliz. Se ler um livro estilo juvenil com um para adultos será também bastante complicado misturá-los. 
Ficam aqui três conselhos que me lembro de momento. Normalmente também ajuda se só se ler o livro em determinadas situações, se só ler o livro que leva para o metro no metro, será difícil de confundi-lo com aquele que está a ler antes de dormir. 
Ao principio é capaz de fazer alguma confusão mas o hábito vem rápido e é uma maneira de devorar livros ainda mais depressa! Mas agora digam-me, também lêem mais que um livro ao mesmo tempo? Se sim, quais são as técnicas que usam para não se confundirem?

terça-feira, 10 de abril de 2012

Trilogia "Caçadores de Sombras"


Amor. Sangue. Traição. Vingança. A fasquia está mais alta do que nunca.

Harry Potter, Twilight, Os Jogos da Fome e agora Caçadores de Sombras, estes são os nomes das última sagas literárias a tomarem forma no grande ecrã!
E os portugueses vão já poder ver "Clary" nos cinemas pois a actriz Lily Collins que irá protagonizar a heroína da saga, entra em "Espelho meu, espelho meu" como Branca de Neve.
O Encruzilhadas tornou a juntar mãos após o nosso comentário sobre a trilogia 'Os Jogos da Fome e decidiu fazer um breve comentário sobre esta nova saga agora que o quarto volume, "A Cidade dos Anjos Caídos" entrou nas prateleiras das livrarias pelas mãos da Editorial Planeta!

Resumo:
A Cidade dos Ossos
Edição/reimpressão: 2009
Editor: Editorial Planeta

No Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de três jovens cobertos de estranhas tatuagens. Desde essa noite, o seu destino une-se aos dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo, mas com tendência a agir como um idiota…

ATENÇÃO SPOILERS NOS RESUMOS SEGUINTES
A Cidade das Cinzas 
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 360
Editor: Editorial Planeta

Clary Fray só queria que a sua vida voltasse ao normal. Mas o que é normal quando és um Caçador de Sombras? A tua mãe está em estado de coma induzido por artes mágicas, e de repente começas a ver lobisomens, vampiros e fadas? A única hipótese que Clary tem de ajudar a mãe é pedir ajuda ao diabólico Valentine, que, além de louco, simboliza o Mal – para piorar o cenário também é seu pai.

A Cidade de Vidro
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 408
Editor: Editorial Planeta

Para salvar a vida da mãe, Clary tem de ir à Cidade de Vidro, o lar ancestral dos Caçadores de Sombras - não a incomoda que a entrada nesta cidade sem autorização seja contra a Lei e que violá-la possa significar a morte. Piorando mais a situação, ela vem a saber que Jace não a quer lá e que Simon foi encarcerado na prisão pelos Caçadores de Sombras que suspeitam de um vampiro que tolera a luz do Sol. Ao tentar descobrir mais pormenores sobre o passado da sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Sebastian...

Rating: 4/5

Comentários:
Cláudia:
Numa altura em que livros sobre vampiros, lobisomens, anjos e demónios é prática recorrente, torna-se efectivamente difícil encontrar algo original. Cassandra Clare foi capaz de o fazer com o mundo dos Caçadores de Sombras.
Não só se denota uma reinvenção de personagens que muitos julgam já conhecer, como toda a conjugação do mundo e universo fantástico se revela fascinante e nos leva a adorá-lo profundamente, independentemente das acções e dos próprios personagens; o que revela uma contextualização muito bem conseguida. Esse é sem dúvida um dos pontos fortes da narrativa.
A maior parte da acção decorre segundo a perspectiva de Clary, uma rapariga inocente mas cheia de força, opiniões demarcadas e de uma moralidade elevada, que odeia injustiças e não olha  meios para as corrigir.
A organização secreta que tem como missão proteger e garantir a paz no mundo e o equilíbrio entre "raças", os Caçadores de Sombras, é por si só um grupo bastante complexo e peculiar. É aliás, devido a toda uma mecânica de lutas pelo poder e contra a corrupção de um grupo inicialmente abençoado pelo Anjo Raziel, que lhes deu poderes e capacidades acima do normal, que se desencadeia a acção. Mas sendo uma saga juvenil, não poderia faltar o romance, a intensidade das primeiras paixões, as frustrações de amores reprimidos e acima de tudo, muita acção! De facto, os eventos levados a cabo pelas personagens entre os primeiros dois livros não se prolongam para mais de umas duas/ três semanas, e tendo em conta a intensidade das revelações e consequências das acções sofridas, por vezes perdemos essa noção.
Por outro lado, o conjunto de personagens apresentadas é bastante rico, e todos eles apresentam uma dualidade entre força/ fragilidade, coragem destemida/insegurança, amor/ódio; próprias a qualquer idade, mas sem esquecer as revoluções internas da adolescência, mesmo junto daqueles que cresceram quase adultos. São jovens dinâmicos, com um sentido de humor peculiar (que muito me fez rir) e que no geral poderiam bem ser amigos que nos falassem directamente já que a tradução foi muito bem conseguida e conseguiu captar um discurso juvenil sem ser pueril  ou despropositado.
Como ponto fraco, destaco apenas o facto de em "A Cidade de Cinzas" e "A Cidade de Vidro" nos depararmos com as personagens a assumirem comportamentos erráticos para a composição apresentada no primeiro volume da saga, e que para mim me pareceram algo injustificados. De qualquer forma, isso não colocou em causa o meu interesse pela mesma, estando neste momento a percorrer as aventuras de Clary, Simon, Jace, Isabelle, Alec e tantos outros em "A Cidade dos Anjos Caídos".

Ki:
Comecei a trilogia dos Caçadores de Sombras porque queria experimentar um género diferente. Livros com vampiros e lobisomens não são o meu estilo mas tinham-me dito tão bem desta nova que saga que dei por mim com o livro nas mãos e a pensar "porque não?" enquanto pedia ao dono dele que mo emprestasse.
Depois de ler alguns livros dispóticos e de pura fantasia, foi giro rever um estilo de fantasia/paranormal que se enquadre dentro do nosso mundo. Foi também bastante interessante por uma vez gostar de ler um livro com criaturas mais "negras" como vampiros e lobisomens, como disse, não são de todo o meu estilo mas gostei da maneira como a Cassandra Clare os tratou e os adaptou ao mundo moderno.
Apesar de existirem alguns momentos na série em que duvidamos da capacidade de Clare, devido a inconsistências nas personagens, a série é no geral excelente e bastante cativante. O facto de entrarmos logo na acção deixa-nos um bocado pé atrás pois não percebemos bem o que se está a passar mas lentamente e à medida que Clary conhece o novo mundo onde entra, e que entramos com ela, vamos percebendo os problemas reais da realidade dos Caçadores de Sombras e percebendo o que se passa na história em si.
Cativante da primeira há última página, Caçadores de Sombras é uma saga sem dúvida a não perder para todos os apaixonados por romance paranormal/fantástico!

domingo, 8 de abril de 2012

Uma vida de cão por John Grogan

Uma vida de cão
John Grogan

Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 250
Editor: Quinta Essência

No site da Editora

Resumo:
Uma Vida de Cão é uma colecção inesquecível de mais de setenta e cinco histórias escritas por John Grogan, autor do bestseller internacional Marley & Eu. As histórias foram inicialmente publicadas no jornal Philadelphia Inquirer, onde Grogan assinava uma coluna, e agora reunidas neste livro.
Combinando humor, inteligência e afecto, estas histórias permitem-nos compreender o mundo simultaneamente complicado e maravilhoso que vivemos. Quer escreva sobre animais (cães, gatos ou elefantes!), faça comentários intensos e comoventes sobre a sua família e outras, conte histórias mordazes sobre as fraquezas e as farsas da vida ou sobre as suas interacções com pessoas memoráveis e, de certa forma, invulgares, John Grogan faz-nos pensar, rir e, até, chorar.

Rating: 3.5/5

Comentário:
Sou suspeita por estar a comentar este livro visto que gosto de livros assim, com histórias pequenas que podemos pegar e pousar a todo e qualquer instante. O quase chamado livro de ler nos intervalos, enquanto fazemos refeições, ou finalmente temos cinco minutos para nós, não porque seja mau mas porque dá um jeitaço desgraçado em certas situações, pois podemos ler e nunca se fica a meio de nada, basta acabar a crónica e fechar e da próxima vez que se abrir o livro continua-se a ler sem o problema de "ora bem, onde é que eu ia...".
As histórias são giras e uma pessoa tanto se apanha a rir como a sorrir de compreensão como com o coração nas mãos. A história de violoncelista de 11 anos que era surda tocou-me imenso, como aquela rapariga ultrapassou todas as dificuldades para tocar violino e a frase do fim do texto ficou lindíssima, a frase que dizia que agora não importava mais se ela iria ou não ser violoncelista profissional, ela tinha enfrentado os seus medos e superado-se a si mesma, um pequeno David que derrotara um gigante Golias.
Há também histórias com animais e uma fala de um gato chamado-se Félix que foi perdido no aeroporto por pelos funcionários da companhia área, há também histórias da vida de Grogan e interacções dele com os seus leitores quando eles refutam os seus escritos para o jornal.
John Grogan não é desconhecido dos leitores portugueses, o autor do livro Marley & Eu reuniu as suas histórias que publicava na sua coluna num livro interessante e cuidado. Dividido em três secções, Família, Animais e Vida este livro acaba por se revelar um pequeno tesouro pronto a ser lido por quem tem pouco tempo.
Recomendando para todos os leitores que querem ler algo antes de dormir mas não querem ler muitas páginas ou que tem problemas em seguir livros muito compridos pois acabam por pousá-los por muito tempo e quando pegam neles de novo já não se lembram de onde iam.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Trilogia "Os Jogos da Fome" por Suzanne Collins

Na semana em que nos Estados Unidos, por cada dólar gasto em livros, Suzanne Collins arrecadou quatro cêntimos (algo como três cêntimos por cada euro), o Encruzilhadas resolveu comentar a trilogia d'Os Jogos da Fome.
Tanto eu, Ki, como a Cláudia já lemos a trilogia completa. De momento a Cláudia está a acabar de coleccioná-la pois ainda não tem o terceiro volume, já eu já cá tenho a minha trilogia completa e com umas capas todas giraças. Assim sendo vamos fazer um comentário da trilogia no geral, fazendo pequenas chamadas de atenção para alguns pontos em certos livros.
Sigam-nos nesta aventura então Tributos, enquanto eu e a Cláudia descortinamos este mundo fantástico que é o dos Jogos da Fome.
Resumos (retirados do site da Presença):
Os Jogos da Fome
Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte, Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espetáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um ato de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade?
ATENÇÃO DAQUI PARA A FRENTE OS RESTANTES RESUMOS TERÃO SPOILERS
Em Chamas
Pela primeira vez na história dos Jogos da Fome dois tributos conseguiram sair da arena com vida. Mas o que para Katniss e Peeta não passou de uma estratégia desesperada para não terem de escolher entre matar ou morrer, para os espectadores de todos os distritos foi um acto de desafio ao poder opressivo do Capitólio. Agora, Katniss e Peeta tornaram-se os rostos de uma rebelião que nunca esteve nos seus planos. E o Capitólio não olhará a meios para se vingar… 

A Revolta
Katniss Everdeen não devia estar viva. Mas, apesar dos planos do Capitólio, a rapariga em chamas sobreviveu e está agora junto de Gale, da mãe e da irmã no Distrito 13. Recuperando pouco a pouco dos ferimentos que sofreu na arena, Katniss procura adaptar-se à nova realidade: Peeta foi capturado pelo Capitólio, o Distrito 12 já não existe e a revolução está prestes a começar. Agora estão todos a contar com Katniss para continuar a desempenhar o seu papel, assumir a responsabilidade por inúmeras vidas e mudar para sempre o destino de Panem - independentemente de tudo aquilo que terá de sacrificar…

Classificação: 4/5 Estrelas
Comentários:
Ki :
Recebi o primeiro volume da trilogia d'Os Jogos da Fome pelos meus anos em 2010, a pessoa que mo ofereceu perguntou-me três vezes se eu tinha a certeza que queria o livro pois não era nada a minha cara. No entanto o livro estava a fazer furor no GR e estava na minha wishlist há já algum tempo e por isso decidi arriscar. Acabou por se revelar uma excelente decisão.
Gosto de livros que falem de irmãs mais velhas porque sou uma e como irmã mais velha sinto-me maltratada em praticamente tudo o que são histórias. Sou sempre retratada como má, ausente, descrente, egoísta e senhora de mim mesma. Isso irrita-me porque eu não sou assim, nem me identifico com estas irmãs mais velhas que sem dúvida acabam apenas por ser um espelho das irmãs más da Cinderela e de todas as outras irmãs más dos contos de fadas.
Foi aqui que a Katniss me cativou. Irmã mais velha, meia-rebelde, independente mas ligada à família e que se preocupa verdadeiramente com a sua irmã mais nova, Prim.  No mundo de Katniss todos os jovens entre os 12 e os 18 anos estão em perigo de vida, um perigo chamado de Jogos da Fome, um jogo cruel de luta até à morte onde os jovens são obrigados pelo Estado a entrar.
O único desejo de Katniss é que a irmã esteja segura e esse desejo é esmagado quando a irmã é sorteada para os jogos, num acto de estrema coragem ela oferece-se para ir no lugar da irmã. Ao longo da trilogia esta decisão de Katniss vai segui-la pois vai moldar toda a sua vida de formas que ela jamais imaginaria, nunca vemos Katniss arrependida da sua decisão pois como irmã mais velha, ela sente que fez o que o coração lhe ditava, proteger a sua irmã.
A trilogia é crua, dura e mostra o quão indiferentes as pessoas se podem tornar aos reality shows. O Capitólio, a parte directamente ligada ao Estado, vê estes jovens matarem-se e aplaude. Para eles tudo não passa verdadeiramente de um jogo enquanto dentro da Arena, os jovens lutam para manter a sua vida, a sua sanidade e a sua humanidade. Muitos deles são crianças que apenas querem voltar para casa e para a segurança de uma vida que apesar de não ser perfeita é a única que conhecem.
Não será efectivamente uma novidade que Katniss sobrevive a estes jogos, pois os livros são contados na primeira pessoa sendo ela a narradora. A maneira como testemunhamos a sua evolução, porém, é por vezes devastadora. Ver uma rapariga tão nova e que até era feliz, dentro do que podia, ser quebrada uma e outra vez e a reconstruir-se de todas as vezes mostra-nos uma força interior que nos deve inspirar a ir mais além, a nos superarmos a nós mesmos e não nos deixarmos cair na posição de vítima.
A minha única crítica vai para o fim da série que me pareceu romantizado demais e explicado de menos e para o último livro, onde Katniss anda um pouco perdida e se torna um pouco complicado perceber o que ela está verdadeiramente a pensar e o porquê que ela age da maneira que age. Parece-me assim um pouco desconjuntado da série e lembro-me que demorei muito mais tempo a ler A Revolta do que Os Jogos da Fome e o Em Chamas.
Os Jogos da Fome são uma série de acção com um pouco de romance e muito suspense. Uma leitura sem dúvida unisexo e que pode ser aconselhada a jovens, não muito impressionáveis, pois chama a atenção para alguns problemas da nossa sociedade como a indiferença e a precariedade. Uma leitura sem dúvida recomendada!

Cláudia: Eu vim a reboque da opinião da Catarina, já que ela me falava tanto dos livros que me vi a comprar o primeiro volume sem saber ao certo o que estava a trazer para casa e porquê. E ainda bem que o fiz. É difícil descortinar o que é que uma história que envolve revolta, revolução, luta pelos Direitos Humanos consegue fazer para chegar até junto de tantas pessoas que têm adorado esta trilogia. Contrariamente ao que muitos dizem por aí, não é só pelo romance e pseudo-triângulo criado pelo meio (embora não deixe de ser uma parte importante). Diz respeito ao sentido humano que existe em cada um de nós e à força de vontade e capacidade de nos superarmos perante as adversidades, diz respeito ao amor pelo próximo e ao sacrifício pelo bem comum, diz respeito à luta contra a tirania, o preconceito e o poder desmedido. Tudo isto através de uma juventude atenta e pró-activa.
A trilogia dos Jogos da Fome foi sem dúvida uma surpresa, condensada num número bastante ínfimo de páginas encontramos uma intensidade brutal que nos agarra do início ao fim e nos deixa o coração aos saltos.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

E-books Potter facturam 1 milhão em 3 dias


Os e-books de Harry Potter vendidos no site Pottermore arrecadaram 1 milhão de libras, algo como 1,13 milhões de euros, em vendas nos três dias após a sua colocação para venda a 27 de Março deste ano, relevou o chefe executivo Charlie Redmayne.

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