sexta-feira, 20 de abril de 2012

Hana por Lauren Oliver

Hana
de Lauren Oliver
Apenas disponível em ebook
Edição ebook: 2012
Páginas: 64
Editor: HarperCollins Publishers
Resumo:
No mundo de Delirium, o amor é uma doença. E como os jovens de 18 anos, Lena e Hana tem de ser curadas.
No início do seu último verão de liberdade, elas eram as melhores e mais chegadas amigas. Até que Hana tomou uma decisão que as separou... Em Delirium, ouvimos Lena. Agora chegou a vez de Hana contar a sua versão da história. E nada é o que parecia à primeira vista.
Hana é uma história poderosa, comovente e bela criada como short-story e apenas disponível para e-book. E a reviravolta final deixará todos com o coração nas mãos.

Rating: 4/5

Comentário:
Quando lemos o Delirum em Setembro de 2011, eu um pouco mais tarde que a Cláudia, ficamos completamente empolgadas para ler a sua sequela Pandemonium, que saiu este mês e mal podíamos esperar para começar a riscar os dias do calendário para sabermos mais da história de vida de Lena. Foi então que como por magia, a Cláudia descobriu que a Lauren Oliver ia lançar o Hana em Fevereiro e mais, que a MTV o ia oferecer para download no Dia dos Namorados, foi assim que ansiosamente esperamos o aparecimento do Hana e fizemos o seu download.
A nossa ideia era lermos o Hana juntas mas devido às nossas vidas pessoais, acabei por o ler primeiro e como a Cláudia já tinha comentado o Delirum, pareceu-nos bem que eu comentasse o Hana. E agora que a parte comprida desta história acabou vamos ao que interessa.
Não é fácil comentar o Hana sem estragar o Delirum, porque as histórias são uma e a mesma, apenas contada de pontos de vista diferentes. Tal como o resumo diz, Lena e Hana moram num mundo onde o amor é considerado uma doença e o mal maior da nossa sociedade. Foi o amor que gerou traições, que gerou conflitos e que fez com que a nossa sociedade quase se destruísse.
Felizmente o governo descobriu uma operação que ao ser realizada faz com que as pessoas deixem de amar. Esta operação é feita a todos os jovens quando eles chegam aos 18 anos. Em Delirum seguimos Lena e os seus pensamentos à medida que a data se aproxima. Em Hana seguimos Hana, a mais popular das duas amigas e a mais rebelde, há medida que esta faz as suas escolhas e vê a sua vida, como a conhece, a chegar a um fim.
Devo confessar que quando acabei de ler o e-book estava um pouco chateada com a Hana e com a maneira como ela estava a tratar a Lena, mas tal como a Cláudia me recordou, nós já conhecíamos bem a Lena e sabíamos os seus pensamentos mais íntimos. Sem acesso a esses pensamentos, as dúvidas que assaltam Hana e os seus medos são justificados. 
Foi bastante interessante rever esta história e vê-la por outros olhos, ver o que alguém que não sabe o que a Lena sente acha dela e de ver como as outras pessoas a vêem. Acrescentado história nova, sem no entanto se desviar da narrativa que conhecemos, Hana torna-se uma ferramenta vital para percebermos a verdadeira dimensão do mundo Delirum.
Sem dúvida um must-read para todos aqueles que já leram Delirum e adoraram!
  • De momento, Abril 2012, este e-book apenas está disponível em inglês. 
  •  De Lauren Oliver lemos também Delirum.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Feira do Livro 2012

A altura da Feira do Livro de Lisboa aproxima-se. Este ano a mesma terá lugar de 24 de Abril a 13 de Maio, sendo o local escolhido o de sempre, o Parque Eduardo VII com vista para o Marquês de Pombal e o Rio Tejo.
Com as coisas cada vez mais complicadas a nível monetário para os portugueses, a Feira do Livro acaba por ser uma boa oportunidade para se tentar desencantar livros a preços mais acessíveis que o normal.
Há no entanto que tomar atenção para que a cabeça não supere os limites da carteira. Algumas das melhores técnicas são as mesmas do que as de ir ao supermercado.
  • Nunca ir se não se estiver já a ler algo; 
    • Livros acabam por ser um pouco como comida, quanto mais fome, mais comida vamos levar que normalmente não nos interessaria tanto;
  • Ter uma lista com os livros que efectivamente se quer comprar;
    • O que vai acabar por ajudar a não ultrapassar o plafon escolhido;
  • Saber junto do stand se o livro vai ter alguma promoção especial num dia específico;
    •  Estes são os chamados "Livro do Dia" e podem ter descontos até 50%;
  • Ir com um amigo;
    •  Se tiverem gostos parecidos até podem acabar por trocar livros quando acabarem de os ler;
  • Ter a certeza que a Biblioteca Municipal mais perto não tem o livro que quer comprar para requisitar;
    • E que não o pode mandar vir de outra biblioteca vizinha;
  • Saber se o livro não foi já editado em Portugal por outra editora; 
    • P.e. A colecção argonauta que vende por 1,5€ o volume (em maior parte dos locais) tem livros que foram mais tarde editados por outras editoras portuguesas que os vendem por vezes 7 ou 8 vezes mais caros.
Estes são alguns dos muitos conselhos que em tempo de crise nos podem dar uma ajuda. Quanto a evitar vir a Lisboa, há uma fantástica solução. Descobrir quando a Feira do Livro vai até ao sítio onde mora! Para uma lista completa das Feiras do Livro em Portugal podem consultar este site onde também são dadas datas de feiras do livro internacionais.
Nós aqui no Encruzilhadas já temos as nossas listas e carteiras preparadas para não cairmos em tentação. Há uns que queremos muito e as estratégias estão definidas. Vai ser uma boa Feira do Livro! Boas compras e leituras ainda melhores!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Academia de Princesas por Shannon Hale

Academia de Princesas
por Shannon Hale
Edição/reimpressão: 2008
Páginas: 264
Editor: Gradiva Publicações
Resumo: 
Um poético romance de aventuras sobre a amizade, o amor e o valor da coragem.
No alto da encosta do rochoso Monte Eskel, a família de Miri ganha o seu sustento a extrair pedra da própria montanha. Mas a vida de Miri mudará com a chegada da notícia de que a futura princesa será escolhida na pequena aldeia onde ela vive. Todas as raparigas elegíveis têm de frequentar uma academia improvisada, por forma a prepararem-se para a vida no palácio. Uma vez na escola, Miri vê-se a braços com uma concorrência feroz entre as raparigas e com os seus próprios desejos contraditórios para ser a escolhida. Contudo, quando o perigo espreita a academia, é Miri, que tem o nome de uma florzinha das montanhas, quem tem de descobrir uma maneira de salvar as colegas - e o futuro da sua querida aldeia.

Rating: 3,5/5

Comentário:
Mais uma história maravilhosa de Shannon Hale! Após ter lido o "O Livro dos Mil Dias", resolvi ler "Academia de Princesas" por ter gostado bastante do género da autora e não fiquei desapontada. Gostaria no entanto de acrescentar alguns detalhes ao resumo da Gradiva.
A família de Miri é pobre, assim como a aldeia onde esta habita, o sonho de Miri é trabalhar na pedreira onde o pai e a irmã trabalham mas como é muito pequena, em termos de altura, o pai não lhe permite que o faça. A vida segura de Miri leva no entanto uma reviravolta quando na capital os videntes do Príncipe o informam que a próxima princesa, sua futura esposa, mora no Monte Eskel.
Chocados com a novidade os conselheiros tratam de instalar uma Academia para Princesas no Monte para que todas as raparigas, dentro das idades escolhidas, possam frequentar a academia e aprender a ler e escrever para tentarem impressionar o príncipe. Aquela que promete ser uma vida de glamor acaba por se revelar bastante perigosa e a pequena Miri tem de aprender que o valor das pessoas não está na sua altura e sim no tamanho dos seus corações!
É com grande gosto que li este livro e acompanhei a Miri, a vi crescer, aprender e a superar-se a ela mesma. Gostaria de referir que o livro fala levemente de bullying, sofrido tanto pela Miri como por algumas das suas colegas, quando face à possibilidade de saírem dali raparigas que Miri conhece desde sempre se revoltam contra as amigas.
Na eminência de poder ter uma melhor vida, o mundo calmo de Miri torna-se um mundo de cão e Hale fez um óptimo trabalho ao ilustrá-lo sem levar as coisas ao extremo podendo a história ainda ser apreciada na sua simplicidade infanto-juvenil. Gostei também do facto de possuir figuras autoritárias que não são necessariamente más, simplesmente tem uma missão que querem levar a bom termo e são bastante exigentes, creio que essa separação é feita lentamente ao longo do livro e acaba por ser um bom exemplo.
Contas feitas acaba por ser um bom livro para dar à mesma faixa etária sugerida para "O Livro dos Mil Dias", dos 8/9 aos 13/14 anos, além do mais faz parte do Plano Nacional de Leitura, sendo portanto uma leitura recomendada não só pelo Encruzilhadas mas também pelo Ministério da Educação e Ciência.

terça-feira, 17 de abril de 2012

O melhor lugar para ler

O artigo de hoje é da autoria de Kate Beaton e foi apenas traduzido para português, não podendo nós tomar nenhum crédito por ele. Achamos no entanto que era muito giro e que vale a pena ler! Aqui fica.

"O meu lugar preferido para ler é, de facto, qualquer um em que me possa estender. Sofá, tapete, cama, onde quer que me possa sentir confortável. Isso porque sou uma irrequieta e ando sempre enrolada nos livros como se fossem a única coisa que tivesse de salvar no meio de uma tempestade. 

Gostava de vos dizer que costumo ler no meu café preferido, em frente a uma xícara de chá e a um bolinho delicioso, tudo banhado pela luz pura da manhã. Mas não posso, porque estou de barriga para baixo, apoiada nos cotovelos e indiferente à inevitável dormência que já aí vem. Ok, quando vier basta virar-me de costas e segurar o livro acima da cabeça ou, quem sabe, enrolar-me de lado, à volta do livro numa posição incorrecta qualquer, ou sentar-me com ele nos joelhos a balançar. 

Tropeçaste em alguma coisa? Oh, foi em mim! Estava enrolada numa manta, no chão. Não te rales com isso. Quando era adolescente, costumava divertir-me a sentar-me de cabeça para baixo e os pés por cima das costas do sofá. Mas tive de para com isso quando me tornei uma senhora porque não está, certamente, nos projectos de nenhum cavalheiro levar uma ‘pernas para cima’ ao altar. Não que ande à pesca de marido e menos agora que estou a meio do último George R.R. Martin, mas é preciso traçar uma linha de conduta geral em algum aspecto, não acham?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A Rainha Vermelha de Philippa Gregory

A Rainha Vermelha 
de Philippa Gregory
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 408
Editor: Livraria Civilização Editora

Resumo:
Herdeira da rosa vermelha de Lancaster, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobro da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos catorze anos. Margarida está determinada em fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra, sem olhar aos problemas que isso lhe possa trazer, a si, à Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de York, dá ao filho o nome Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de York.
Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o seu próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas da época, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.

Rating: 3/5


Comentário:
Agora que saiu em português "A Senhora dos Rios", último livro da Trilogia dos Primos em Guerra, mas em termos temporais uma prequela da Rainha Branca, o Encruzilhadas juntou mãos para comentar as Rainhas. Assim sendo fiquei com a Rainha Vermelha a meu cargo e a Cláudia ficou com a Rainha Branca.
Devo confessar que não apreciei tanto a Rainha Vermelha como a apreciei a Rainha Branca. Isto poderá vir em grande parte do facto de a Rainha Branca ser um livro mais místico enquanto a Rainha Vermelha é um livro mais terra a terra. Há também que salientar que na Rainha Branca temos uma rainha contente e que relembra um pouco aquela personagem mítica dos contos de fadas, enquanto a Rainha Vermelha é mais severa e parece-se mais com a rainha malvada.
Por ter lido a Rainha Branca primeiro e ter simpatizado bastante com ela, devo confessar que inconscientemente devo ter tomado o seu partido. Quando li o que fizeram aos seus filhos, ou pelo menos o que se supõem, ainda mais fiquei do seu lado, por isso pude ler a Rainha Vermelha já tinha feito dela inimiga não declarada.
Tentei gostar da Rainha Vermelha, até porque tem o mesmo nome da minha mãe, e por causa da sua história de vida. Esta rainha teve uma vida sofrida, foi obrigada a casar nova e quase morreu durante o parto. Para além de todas estas complicações perdeu dois maridos e viu a sua possibilidade de herdar o trono de Inglaterra para o filho esbater-se como lua em quarto minguante.
Creio que foi a sua veia católica e de santa sofrida que me deixou pé atrás com ela, nada contra os católicos, mas a veia de santa que ela decidiu incorporar acabou por me deixar deveras irritada. Todas as suas penitências e abstinências fizeram-me deveras confusão e não ajudaram a que eu me conectasse com ela.
É de referir que apesar de tudo a escrita de Gregory não perdeu a sua força ou a sua musicalidade e pude ler o livro do início ao fim sem problemas demais. Tive este mesmo "problema" com "A Outra Rainha", no qual não gostava da Rainha Maria Stuart, mas gostava das outras personagens, principalmente da Bess, e pude seguir a história sem mais problemas devido à escrita da autora.
No geral creio que é importante ler a Rainha Vermelha, principalmente porque ajuda a ver o outro lado da mesma guerra e conseguimos ter uma noção mais abrangente do que passou durante a Guerra das Rosas. Agora que finalmente saiu "A Senhora dos Rios" poderemos saber mais sobre a mãe da Rainha Branca e o papel que esta desempenhou nesta guerra. Tenho a certeza que será um livro fascinante!