Li um artigo recentemente que se focava no curioso tema dos tops de vendas de livros nos Estados Unidos. O problema que o autor do artigo tinha encontrado era o seguinte, numa pesquisa feita junto dos leitores, ao perguntarem quais eram os livros favoritos dos leitores, os nomes que surgiram foram os dos grandes clássicos com um ou outro livro mais recentes. Tudo livros sérios e seguros de si.
No entanto, o top de vendas nos EUA, tem nos primeiros lugares policiais e romances. Livros que raramente foram mencionados pelos entrevistados. A dúvida residia se a falta de menção aos mesmos se prendia com alguma "vergonha" que as pessoas pudessem ter em admitir que liam esse género de livros, ou se era efectivamente possível que eles vendessem tanto sem serem favoritos. A resposta acabou por chegar de maneira inesperada quando o autor do trabalho se deparou a ler um policial. O livro era bom e ele estava a gostar dele, mas era o chamado "entretenimento habitual", um livro que ele sabia de antemão que ia gostar e que ia acrescentar muito pouco à sua experiência de leitor. Era uma leitura rápida e fácil que lhe ia proporcionar um "bem estar" imediato e que não dava trabalho. Esse era sem dúvida o motivo pelo qual os policiais e romances eram tão vendidos, são um género que maior parte das pessoas gosta e que pode ler calmamente sem medos ou stresses, sem agonias, um género reconfortante e conhecido.
Os livros favoritos das pessoas estão no entanto fora deste universo, são os livros que as levaram para lá da sua zona de segurança e lhes abriram os horizontes. São livros que nos cansam e puxam por nós ao máximo e por isso não são particularmente muito comprados ou lidos, mas são livros que acabam por tomar um lugar muito especial nos corações e nas vidas das pessoas.
Após ter lido esta conclusão fiquei curiosa sobre os livros que me tinham marcado e sobre os livros que normalmente leio. Fiquei com vontade de arriscar mas não muito, não me queria afastar totalmente dos géneros que amo, a fantasia e as séries young adult, queria no entanto entrar em algo que nunca tinha entrado. Após uma breve pesquisa descobri a "Parasol Protectorate", uma saga com elementos steampunk e fantasia e o livro "How to be a Woman" da Caitlin Moran, uma biografia feminista.
Talvez tenha entrado num caminho sem retorno, talvez acabe por voltar a correr para os géneros que gosto. Nunca o saberei se não tentar e por isso mesmo, começa agora uma nova aventura no mundo dos livros para mim.
Perguntamos no entanto aos nossos leitores, se agora fossem ler algo completamente diferente que género seria? Tem ideia de que livros vos poderiam interessar? E lê-los iam?
Talvez tenha entrado num caminho sem retorno, talvez acabe por voltar a correr para os géneros que gosto. Nunca o saberei se não tentar e por isso mesmo, começa agora uma nova aventura no mundo dos livros para mim.




















