sábado, 19 de maio de 2012

Steampunk

Explorer by *Viccolatte on deviantART
Hoje falamos de um sub-género que tem cada vez mais fãs e sagas associadas. Falo do Steampunk, literalmente " vapor punk", um sub-género da ficção-cientifica que não é novo mas que nos revela um mundo muito parecido ao nosso, sendo ao mesmo tempo bastante diferente.
A ideia Steampunk advém da premissa de que algures durante a época vitoriana (1837-1901), devido à paz e prosperidade que se sentiu na Grã-Bretanha a humanidade teria começado a desenvolver mais e mais as máquinas a vapor e que de alguma maneira estas teriam tido preferência face à electricidade e petróleo mudando assim o rumo da evolução da terra.
Temos admitir que são perguntas interessantes: e se a tecnologia a vapor tivesse avançado extraordinariamente? Como seriam máquinas e capacidades tecnológicas incríveis sem o uso dos combustíveis líquidos ou da electricidade?
A terra é a mesma, os continentes mantém-se mas a paisagem muda. Em vez de aviões temos dirigíveis e as pessoas ainda se vestem como na época vitoriana, as senhoras com os seus vestidos e os senhores de casaco e cartola. Mesmo assim é uma época bastante mecanizada e podemos encontrar várias rodas dentadas pelo cenário e mesmo pelas roupas das pessoas.
O Steampunk é traduzido como sendo um saudosismo, um mundo que nasceu de um "e se as coisas tivessem ido por outro caminho?". É no entanto um sub-género literário que se começa a ver cada vez mais nas prateleiras das livrarias e parece que poderá mesmo chegar a tornar-se um género comum.
A grande diferença para a ficção cientifica é que o Steampunk normalmente tem acção no passado em vez de ser no futuro. Assim este sub-género brinca com os "e ses" do passado e do futuro criando um sem número de opções possíveis. Acaba por se tornar um sub-género muito prático que apesar de ser recente nas prateleiras é antigo de criação pois pode-se remeter o seu nascimento para obras de autores como Júlio Verne e Mary Shelley
Algumas obras steampunk conhecidas são as seguintes:
  • Howl's Moving Castle de Diane Wyne Jones que chegou a Portugal versão desenho animado com o nome "O Castelo Andante";
  • 20 Mil Léguas Submarinas de Júlio Verne;
  • O filme Hugo de Martin Scorsese, John Logan, baseado no livro de Brian Selznick; e
  • Caçadores de Sombras - As Origens, por Cassandra Clare.
Para lerem mais sobre o Steampunk podem consultar este artigo.


Steampunk... by ~Belsina on deviantART

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O Príncipe dos Ladrões de Cornelia Funke

O Príncipe dos Ladrões
Cornelia Funke
Edição/reimpressão: 2003
Páginas: 344
Editor: Bertrand Editora
Resumo:
Imagine uma história de Dickens num cenário veneziano e terá uma ideia de como é o sucesso literário da alemã Cornelia Funke, cuja edição original foi publicada na Alemanha em 2000. Este conto cheio de suspense tem início no escritório de um detective em Veneza a quem é incumbida a tarefa de procurar dois rapazes, Prosper e Bo, de 12 e 5 anos respectivamente.

Rating: 3,5/5

Comentário: 
Era uma vez dois irmãos que viviam com a sua mãe, uma mãe sonhadora que que gostava de contar histórias sobre a magia de Veneza. Infelizmente, a mãe estava doente e acabou por morrer deixando os seus dois filhos com os tios. Os tios não tinham filhos e ficaram muito felizes por adoptar um dos irmãos. O mais novo tinha cabelos doirados e uma cara de anjo, o mais velho tinha cabelos negros e já pensava por si. Os tios não hesitaram, adoptaram o mais novo dos irmãos, Bo e mandaram Proper de volta para o orfanato. Esta é uma história de dois irmãos que não queriam estar separados e que acreditavam que Veneza tinha magia suficiente para os manter juntos e decidiram fugir para a encontrar!
Este é um livro infantil-juvenil que mantêm viva a tradição dos grandes contos de fadas! Há drama, há suspense, há aventura e ladrões mascarados a saltar pelos telhados! Tem todos os ingredientes para ser um clássico infantil dos preferidos. É a história de dois irmãos que não queriam ser separados pois só se tinham um ao outro em todo o mundo. E quem os pode culpar? Se eu não tivesse mais ninguém e alguém me tentasse separar da minha irmã faria o mesmo, fugira, voaria, eu mudar-me-ia para a lua!
Esta história vai tocar num dos laços mais sagrados que pode existir para as crianças e que é um laço que estas conhecem bem. Quem tem irmãos e cresceu entre beliscões e abraços sabe do que falo. Este livro fala às crianças porque fala-lhes de um amor que elas conseguem compreender, o amor que há entre irmãos.
Irmãos que reclamam e mandam vir e às vezes até nos beliscam mas que são fortes por nós e tomam conta de nós. Esta é uma história em que o irmão mais velho é bem tratado, vemo-lo a fazer sacrifícios pelo mais novo, vemo-lo a tomar as rédea, este irmão não ficou magoado com o irmão por os tios não o escolherem, pois sabe que a culpa não é dele.
A história lida bastante bem com o tema da família e principalmente com famílias de adopção. É sempre agradável ver uma imagem positiva das mesmas em livros infantis.
O livro é fácil de ler mas é também divertido de se ler em família e se a criança gostar há sempre o bónus de em seguida se poder ir alugar a versão cinematográfica para se ver em conjunto. Um livro que sem dúvida saí com o nosso selo de recomendação infantil/juvenil! 
Não se esqueçam de ver o trailer!


Trailer:

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Tecnologia ou Magia?

"Any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic." —Arthur C. Clarke
Sempre que uso tecnologia nova sinto-me como se tivessem acabado de me por algo mágico na mão. Sejamos sinceros, há algo que um destes novos telemóveis, tablets e ipads não tenham? Uma pessoa começando a mexer neles até começa por mexer a medo, tal é o horror de pensar que um clique no sítio errado pode destruir aquele aparelho tão frágil.
Se não tivesse dito do que falava quase que podia trocar a palavra tablet ou telemóvel por pedra mágica ou gira-tempo. Uma pessoa que olhe os efeitos especiais que adornam os nossos filmes e nos permitem "ver magia" bem que se pode questionar se a magia, não é fazermos ver a magia de tão complexos que os mesmos são.
Alguém dúvida que foi "magia" quem nos trouxe os Na'vi de Avatar, ou as guerras espaciais em Star Wars? Para quem dúvida há sempre a série do Artemis Fowl na qual a tecnologia e a magia se misturam! 
Se assim o for, será possível pensarmos que a magia é apenas uma evolução extrema da tecnologia? Mas isso não fará dos nossos livros de fantasia na realidade livros de ficção?
Não sei quanto a vocês, mas isto até me dá dores de cabeça! O desaparecimento do meu querido género de fantasia para uma secção chamada "Ficção" ou "Ficção Fantástica".
Que vos parece? Serão a tecnologia e a magia assim tão diferentes? Ou poderá uma apenas ser a evolução de outra?

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Os Despojados de Ursula Le Guin

Os Despojados I
Uma utopia ambígua
de Ursula K. Le Guin
Edição/reimpressão: 1983
Páginas: 156
Editor: Europa-América
Resumo:
No seu romance mais ambicioso e profético, Ursula K. Le Guin realizou um espantoso tour de force: a arrebatadora história de Shevek, um físico brilhante que tenta reunir sozinho dois planetas, separados um do outro por séculos de desconfiança.
Anarres, a pátria de Shevek, é uma lua árida, colonizada por uma civilização anarquista utópica; Urras, o planeta-mãe, é um mundo muito semelhante à Terra, com as suas nações beligerantes, grande pobreza e imensa riqueza. Shevek arrisca tudo numa corajosa visita a Urras - para aprender, para ensinar, para partilhar. Mas a sua dádiva transforma-se em ameaça... e no conflito profundo que daí resulta Shevek é forçado a reexaminar a sua filosofia de vida.

Os Despojados II
Uma utopia ambígua
de Ursula K. Le Guin
Edição/reimpressão: 1983
Páginas: 156
Editor: Europa-América
Resumo:
Eis que chegamos à segunda e última parte de os Despojados. Assistimos na primeira parte à ida de Shebek para Urras, um planeta muito semelhante à Terra, com as suas nações beligerantes, grande pobreza e imensa riqueza.
Nesta Segunda parte, Ursula K. Le Guin descreve-nos o conflito profundo de Shebek perante uma realidade completamente diferente do seu planeta pátria, Anarres, dominado por uma civilização anarquista utópica. Um romance profético e um espantoso tour de force da notável escrita de Ursula K. Le Guin, considerada pela critica internacional uma escritora inteligente e excelente.


Rating: 3,5/5


Comentário:
Resolvi comentar estes livros juntos pois a versão original em inglês conta com apenas um volume. 
Numa altura em que os universos distópicos estão na moda com livros como Os Jogos da Fome, Divergente, União e Delirium é bom falarmos também dos universos distópicos que além de serem mais antigos tem uma estrutura anormal ao típico romance distópico.
No típico mundo distópico as sociedades consideram-se perfeitas e um modo de vida para o bem estar comum foi criado. Em Panem as pessoas estão divididas em distritos, em Chicago em facções, em União e Delirium as pessoas estão separadas do mundo exterior por o mesmo ser sujo e imperfeito.
Em Os Despojados damos por nós em dois planetas com meios de vida opostos mas que afirmam ambos ser a "utopia". Em Anarres não há nada, quando Urras desistiu de colonizar esta sua "lua" deixou as pessoas para morrerem, numa utopia em que ninguém tem nada mas onde os bens e as pessoas circulam para o bem de todos. Em Urras o dinheiro é rei e senhor, sendo um planeta capitalista o poder está nas mãos daqueles que têm dinheiro. No meio destes dois Shebek tenta sobreviver e perceber a diferença entre ambos e como duas "utopias" podem ser tão diferentes uma da outra.
Ursula Le Guin é das minhas autoras favoritas, a sua escrita não é particularmente fácil e os seus livros não são muito conhecidos em Portugal. Creio que escreve melhor para adolescentes do que para adultos mas a verdade é que já ganhou inúmeros prémios com vários dos seus livros, logo trata-se apenas de uma questão de gosto pessoal.
No entanto, devo admitir que as suas ideias tendem a ser bastante originais e a maneira como ela lida com as situações e personagens não é das mais comuns. Esta história acaba por ser um bom exemplo daquilo que falo.
Recomendo Ursula Le Guin para todos os amantes de ficção cientifica e para quem esteja interessado em ler sobre realidades distópicas.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Será uma estante?

Prateleiras Barocas Graham & Greene. Mais info aqui.
Aqui há uns dias mostramos-vos na nossa página do facebook umas estantes muito engraçadas em forma de molduras barrocas.
Hoje decidimos expandir o tema de "estantes fora do comum", com este pequeno artigo intitulado "Será uma estante?".
Um segredo que não é segredo é que para qualquer entusiasta de livros não existem prateleiras que cheguem! As estantes enchem-se num instante, caixas também e todos os buracos nos armários são fantásticos para pôr livros. (Sim, os cestos da casa de banho também, apesar de quase ninguém o admitir!)
A não ser que haja espaço para se ter uma biblioteca em casa e se possa encher uma zona só com estantes do tecto ao chão carregadas de livros de cima abaixo, vamo-nos deparar com o problema de onde por os livros.
Normalmente o que as pessoas fazem é comprar mais uma estante. E apesar de já haver estantes diferentes do típico rectângulo de madeira a verdade é que maior parte das pessoas não foge do mesmo. Porquê? Porque é simples e eficaz e dá para por num canto onde não chateei ninguém. Mas um verdadeiro "livrólogo" gosta de ter a sua colecção em exposição, gosta de ouvir os amigos perguntar "Mas tu já leste isto tudo?" e responder com orgulho "Sim, sim! Oh espera, aquele ainda não, é o que vou ler a seguir!", sabendo que em seguida virá uma enchente de perguntas relacionadas com os livros que poderão ir desde a opinião sobre determinado livro a saber se aconselha este ou aquele livro.
Numa tentativa de embelezar as casas e expor os nossos amados livros alguns designers tem trabalho na criação perfeita de estantes que sejam práticas e ao mesmo tempo ajudem a embelezar os cantos à casa. Um bom exemplo são as prateleiras barrocas na imagem acima, levam um número razoável de livros e podem ser postas numa pequena parede com uma mesa e/ou cadeirapor baixo, não roubando portanto a parede por completo.
Após uma busca pela internet encontramos algumas estantes interessantes que queremos partilhar convosco. Não se esqueçam de nos deixar a vossa opinião no fim.


Estante Equilibrium do designer Alejandro Gomez Stubbs da Malagana Design.
Óptima para cantos e para casas com um design mais inovador! Esta estante prima pela originalidade apesar de poder não ser muito pratica para pessoas que gostem de ler livros com bastante páginas.



 Esta é sem dúvida a minha favorita! Perfeita para colocar todos os livros de fantasia que tenho! Há espaço que chegue para pôr os Harry Potter, Narnia e todos os demais livros mágicos!
Esta estante foi criada pelo designer Sebastian Errazuriz.
 

A prateleira dos sonhos criada pelo Dripta Design Studio.
Mais uma maneira inovadora de ter os livros em exposição da sala! Com uma boa escolha de cores de lombada e título creio que esta prateleira tem a possibilidade de se tornar um quadro na sala, fazendo um autêntico dois em um!





E para concluir o nosso artigo, uma estante elegante que ficará bem sem dúvida num escritório sem no entanto se tornar pesada.
Também me parece óptima para colocar em corredores pois leva um número grande livros sem ocupar um grande espaço.
Esta estante é desenhada por Saba Italia.