quinta-feira, 24 de maio de 2012

Passatempo 100 Seguidores

O presente passatempo visa festejar o marco que é chegarmos aos 100 seguidores. Seguindo as tendências que demonstrámos no artigo "A Era das Trocas", decidimos limpar as prateleiras cá de casa e oferecer um mimo aos nossos seguidores. (Claro que, como bibliófilas que somos, eles estão impecáveis e simplesmente a pedir novo/a dono/a.). Temos três livros para oferecer a 3 sortudos seguidores: A Colina das Bruxas, Na Sua Pele e O Elefante e o Maruti. As respostas podem ser encontradas aqui, aqui e aqui, assim como no blog. Boa sorte a todos!

ATENÇÃO:
Regras do Passatempo:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 8 de Junho.
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) Os dados de morada e contacto dos par­ti­ci­pantes são usados apenas para facilitar o envio do(s) exemplar(es) ao vencedor e não serão utilizados para outra finalidade.
5) O/A  vencedor/a  será sorteado  de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
6) O Encruzilhadas Literárias não se responsabiliza pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados. Quando pedido, o exemplar ganho poderá ser enviado em correio registado, estando os encargos associados à responsabilidade do vencedor.

A Princesa Espertalhona de Babette Cole

A Princesa Espertalhona
de Babette Cole

Edição/reimpressão: 2004
Páginas: 36
Editor: Terramar


Resumo:
A Princesa Espertalhona não se quer casar. Ela gosta de ser "Senhorita" e quer viver no seu castelo com os seus animais de estimação e fazer o que bem lhe apetecer. Como ela é muito bonita e muito rica todos os príncipes querem que ela seja a sua Senhora. Logo a Princesa Espertalhona vai ter de ter umas ideias muito espertas para lidar com os pretendentes que não quer... 

Rating: 4/5

Comentário:
Quem me conhece sabe que tenho um fraco por livros infantis. É a mais pura das verdades. E este livro conseguiu entrar para a minha lista de favoritos! Fiquei boquiaberta por descobrir que é original de 1987! Quem diria? A temática é tão actual!
Este é um livro de uma princesa que não quer casar! Para quê? Vive muito bem na sua casa que é o palácio onde tem espaço para ter todos os seus animais, além do mais, faz aquilo que bem quer e lhe apetece. Porque haveria ela de querer abdicar disso?
Adorei a maneira como a autora desenvolveu a história e as ideias geniais que a princesa foi tendo! Este é um livro sem dúvida feminista (aí, não temam a palavra!!) pois a princesa sabe bem o quer e está disposta a lutar por isso.
Há quem tema que um livro destes possa colocar nos miúdos a ideia de celibatarismo (comentei com uma amiga este livro e ela ia tendo um ataque de pânico), pessoalmente acredito que todos sabemos o que é melhor para nós. E acho que mostrar às crianças que não há mal nenhum em se ficar sozinho se assim se quiser acaba por ser bastante positivo! Afinal se já há livros a explicar o que é a adopção, e com personagens que tem dois pais ou duas mães, porque não haveria de haver um sobre uma rapariga que quer ficar solteira?
Este é um livro que sem dúvida vou adquirir brevemente para a biblioteca dos meus futuros miúdos e para a minha pessoal também! 
Contando num tom divertido e com ilustrações igualmente giras este é um conto de fadas com um fim diferente mas que nem por isso deixa de ser perfeito.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Hate Read

Após o post da Cláudia no facebook sobre o que dar a alguém que lê muito apercebi-me que sou uma sortuda por ter amigas que efectivamente gostam de ler. Do meu circulo mais próximo, há pessoas que sei que posso telefonar para me ajudarem a esconder "o corpo" como se diz na Anatomia de Grey Tenho pessoas que se não amam ler, pelo menos não se importam nada de receber um livrinho de prenda.
Isto obviamente dá aso a situações muito interessantes como uma que já vos falei da minha amiga que espera que a saga saia toda antes de a ler. Hoje, enquanto navegava na net, encontrei um termo que me lembrou de outra conversa que já tive há algum tempo.
O termo é "Hate Read" que se pode traduzir livremente por "Ler com Ódio". Este termo pode ser explicado por um ódio ao livro, às personagens, à mensagem do mesmo e à impossibilidade de o pousar. O problema de uma Hate Read é que o livro é viciante. Não importa o quão mau ele é, nós continuamos a lê-lo.
Isto lembrou-me da febre de leitura que foi o Twilight e de que uma grande amiga amiga, que entrou nessa febre, teve exactamente este tipo de relação com o livro. Lembro-me dela me ligar quase diariamente, pois estava a passar um período mais complicado, e rematar sempre a conversa com o como estava a odiar piamente o livro. Era um sofrimento, dizia-me ela, pois ela odiava a Bella, não percebia nada do que raio eram aqueles vampiros, que o livro nem a deixava dormir bem mas que estupidamente não o conseguia pousar! Pior, já tinha quem lhe emprestasse o volume a seguir, tal era o vicio em continuar a ler a saga. (Posso-vos dizer que ela acabou por ler a saga completa!)
Lembro-me de ter rido bastante desta situação e ter pensado para mim que coisa mais estranha, até porque eu é raro ler algo que não goste até ao fim. Mesmo assim compreendo a situação, é bastante agradável ter algo para odiar que seja seguro. Um pouco como aquelas pessoas que odeiam o Facebook e odeiam ter a sua vida on-line mas que estão lá quase todos os dias e ilustram tudo com fotografias. É um vício maior que elas, por muito que elas odeiem a situação parece que ao mesmo tempo gostam. É um ódio seguro porque obviamente que o Facebook não lhes faz mal e nem as odeia de volta. É um ódio a modos que saudável. Por vezes precisamos de ter algo que odiamos para nos dar um equilíbrio saudável à nossa vida e a leitura de ódio acaba por preencher saudavelmente este requisito!
Aliás, a leitura de ódio até pode ser bastante prática para descobrirmos a personalidade das pessoas. Sabermos que livros as apanharam desprevenidas e que as fizeram lê-los até ao fim, se são pessoas com algum sentido de humor.
A pergunta fica no ar caros leitores, alguém aqui já leu um livro que odiou mas não conseguiu pousar por nada deste mundo?

terça-feira, 22 de maio de 2012

O Portão de Ptolomeu de Jonathan Stroud

O Portão de Ptolomeu
A Trilogia Bartimaeus - Livro 3
de Jonathan Stroud

Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 420
Editor: Editorial Presença

Resumo:
Já considerada um clássico de literatura fantástica, a trilogia Bartimaeus fica agora completa para agrado dos leitores que iniciaram a leitura dos primeiros volumes. Repleta de referências históricas e míticas, intercalado com notas de humor e sarcasmo, este derradeiro episódio leva-nos uma vez mais até Londres do século XXI. Agora Nathaniel, com dezassete anos foi promovido a Ministro da Informação e vai unir esforços para derrotar uma rede de conspiração que tem como objectivo um golpe de estado. Bartimaeus, um dos djinnis mais temíveis continua fiel ao jovem mago, e nesta história são finalmente revelados alguns segredos sobre o seu passado que irão deixar o leitor verdadeiramente fascinado.

Rating: 4/5

Comentário: 
Nathaniel tem dezassete anos, cinco anos passaram desde conhecemos o jovem mago pela primeira vez e podemos ver o quanto ele mudou. Agora numa posição de relativo poder, apesar de continuar sobe ameaça, Nathaniel está nas suas "sete quintas" mas perto de se tornar tão cruel como o mago que enfrentou no primeiro livro.
Uma coisa que gosto particularmente nos livros de Jonathan Stroud é o desenvolvimento que este dá às personagens. Não só vemos Nathaniel crescer como pessoa como vemos a maneira como a sua relação com Bartimaeus se desenvolve. De "Mestre e Lacaio", a uma amizade que apesar de não ser das mais comuns está lá. Por muito duro e frio que Nathaniel tente ser Bartiameus é o seu ponto fraco, além de ser o seu único seu amigo, é quem esteve com ele desde o inicio.
Pessoalmente considero esta uma das sagas mais menosprezadas de todos os tempos, não é um livro conhecido mas que sem dúvida o deveria ser! A história tem todos os elementos necessários para nos cativar do inicio ao fim e Bartimaeus oferece o elemento de comédia constante com um humor bastante refinado.
O Portão de Ptolomeu encerra a trilogia Bartimaeus mas acalmem-se os fãs porque o autor já lançou um quarto volume e não nega a possibilidade de quinto para a saga! Para os fãs mais curiosos fica a informação que quarto volume desta série saiu em 2010 em inglês e chama-se "O Anel do Rei Salomão" e conta as desventuras de Bartimaeus quando trabalhou para o Rei, algo que ele faz questão de nos lembrar repetidamente quando é obrigado a fazer tarefas que considera menores.
É sem dúvida uma história que merece ser lida como complemento à trilogia mas que pode ser lida perfeitamente sem conhecimento prévio da mesma.
Esta é uma saga que saí sem dúvida como selo de recomendação do Encruzilhadas!
 
  • Não se esqueçam de ler os comentários ao primeiro e segundo volume desta trilogia.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Na cama com livros

Já lá diz o ditado "quem lê, nunca se deita sozinho" mas há quem leve este conceito um pouco mais longe.
Não vale a pena esconder que todos temos as nossas mesinhas de cabeceira cheias de livros, é isso que nos torna bibliófilos.
Mas além destas mesinhas de cabeceira há também prateleiras e estantes inteiras de livros. Há alturas mesmo que até o chão nos guarda livros porque já não há espaço onde os pôr.
Houve quem fosse no entanto mais longe e tivesse decidido que a cama era um lugar tão bom como outro qualquer para guardar livros.
Creio que posso afirmar com alguma segurança que senão todos pelo menos alguns de nós tivemos pequenas prateleiras perto da cama. Quer fosse porque a cama era um beliche com armário, quer fosse porque era um modelo antigo com prateleiras em vez de mesinha de cabeceira, ter ali um espacinho com livros era uma alegria.
Era saber que se podia esticar a mão a qualquer instante e pegar num livro novo, entrar numa nova aventura. No entanto há medida que crescemos a nossa cama muda e muda e muda até que nos damos apenas com um ou dois volumes em cima da mesinha de cabeceira, ou se forem doidos como a Cláudia, com cinco ou seis. Isto acaba por não se revelar muito prático.
Assim sendo Brian Tolle acabou por criar uma estrutura em torno de uma cama no qual simulava paletes para que estas pudessem guardar livros. É um efeito muito giro em lego, como podemos ver na foto abaixo. Esta fantástica cama pertence a Richard Avedon, um bibliófilo que queria ter os seus livros bem perto enquanto dormia.


Uma cama que sem dúvida tira horas e horas de sono a qualquer pessoa que goste de ler. Outro bom exemplo de uma cama com livros é o iglo cama que foi desenhado no Japão. Esta cama tem a vantagem de se poder ter os livros mesmo à mão e todos bem perto de nós mas como se pode ver na imagem abaixo, é capaz de acabar por ser uma situação um pouco claustrofóbica. 
 

 Apesar da situação ser bastante prática para todos aqueles que amam ler e especialmente os que amam ler na cama, creio que não será muito prática principalmente na cama iglo. Com tanto livro virado para a cama é normal que haja uma maior concentração de pó no ar, o que é péssimo para as pessoas alérgicas. Além de que, se não foram bem cuidados, os livros podem chamar "bichos da prata" o que não deverá ser nada agradável.
A pergunta fica portanto no ar!
Chega-vos ter um livro ou dois em cima da mesinha de cabeceira? Ou preferiam ter uma estante inteira como nas fotos? Será que dormir com livros é sanitário tendo em conta o pó que acumulam? Digam-nos o que pensam!