Aqui há uns dias enquanto passeava em vários grupos de troca de livros deparei-me com um comentário interessante. A rapariga, que tinha acabado de trocar um livro, estava a ventilar porque o mesmo vinha assinado e ninguém a tinha avisado de tal. Para mais, ela odiava livros assinados e nunca assinava os dela.
Ora sendo eu uma leitora de livros usados compreendo que a rapariga se tenha sentido defraudada, efectivamente há que avisar se os livros estão ou não assinados, mas sinceramente achei giro que ela se preocupasse tanto com isso.
Atenção! Não gozo com ela, todos temos as nossas pequenas manias e isso faz de nós o que somos. Eu, por exemplo, odeio ter livros de uma saga com capas diferentes. É verdade, não há nada que me dane mais do que ter a colecção d'Os Primos em Guerra da Phillippa Gregory, metade em capa mole e metade em capa dura, dá-me um fanico nos nervos, mas a verdade é que este é um dos muitos problemas dos livros usados.
Comprar um livro usado não é a mesma coisa que comprar um carro usado, ou uma casa onde já morou gente, afinal não temos de nos preocupar com danos escondidos ou recantos onde ficaram caída memórias. Ou talvez tenhamos e é por isso que comprar livros usados é a mesma coisa que comprar um carro ou casa usadas.
Afinal comprar um livro usado é deitar as mãos a livros que já tem história e uma história muito própria. Estes livros já foram comprados, lidos e emprestados. Já passaram por muitas mãos e locais e de certeza que já foram tantas vezes pousados como atirados. São livros que tem uma certa vivência e que tem um pouco de todos aqueles que os leram escondidos nos seus recantos.
Quando não há dinheiro para comprar livros novos e mesmo assim as pessoas tem de ler, e as bibliotecas não ajudam, uma pessoa serve-se do que tem à mão, podem ser sites de trocas, bookcrossing ou até mesmo a compra de livros em segunda mão, que são sempre mais baratos.
A questão é que estes livros nem sempre são cem por cento do nosso agrado. Isto foi o que me aconteceu quando deitei as mãos ao livro A Rainha Vermelha, segundo volume da trilogia d'Os Primos em Guerra. Eu já tinha A Rainha Branca em capa mole e fiquei admirada quando ao abrir o envelope vejo um exemplar perfeito do segundo livro da saga em capa dura, estragando-me deste modo a homogeneidade da colecção.
A Cláudia passou por uma situação parecida há pouco tempo, curiosamente com a A Rainha Branca, quando abriu o envelope onde vinha o livro, este vinha comido num dos cantos da sua capa dura. Nada lhe impedia a leitura do mesmo, mas em termos de aparência é um pouco chato.
Eu uma vez cheguei mesmo a receber um livro tinha apanhado água e as páginas estavam todas coladas e acabei por ter de me livrar dele pois era impossível lê-lo, visto que ao tentar abri-lo, como já estava meio seco em algumas páginas, estas se colaram e rasgaram por completo.
Hoje quero perguntar aos meus caros leitores o que mais os irrita em livros usados? É as rubricas? Os cheiros? O facto de não conseguirem ficar com colecções homogéneas? (E, já agora, a minha dúvida mantém-se: será que compro o próximo volume da trilogia d'Os Primos em Guerra em capa mole ou dura?)
Comprar um livro usado não é a mesma coisa que comprar um carro usado, ou uma casa onde já morou gente, afinal não temos de nos preocupar com danos escondidos ou recantos onde ficaram caída memórias. Ou talvez tenhamos e é por isso que comprar livros usados é a mesma coisa que comprar um carro ou casa usadas.
Afinal comprar um livro usado é deitar as mãos a livros que já tem história e uma história muito própria. Estes livros já foram comprados, lidos e emprestados. Já passaram por muitas mãos e locais e de certeza que já foram tantas vezes pousados como atirados. São livros que tem uma certa vivência e que tem um pouco de todos aqueles que os leram escondidos nos seus recantos.
Quando não há dinheiro para comprar livros novos e mesmo assim as pessoas tem de ler, e as bibliotecas não ajudam, uma pessoa serve-se do que tem à mão, podem ser sites de trocas, bookcrossing ou até mesmo a compra de livros em segunda mão, que são sempre mais baratos.
A questão é que estes livros nem sempre são cem por cento do nosso agrado. Isto foi o que me aconteceu quando deitei as mãos ao livro A Rainha Vermelha, segundo volume da trilogia d'Os Primos em Guerra. Eu já tinha A Rainha Branca em capa mole e fiquei admirada quando ao abrir o envelope vejo um exemplar perfeito do segundo livro da saga em capa dura, estragando-me deste modo a homogeneidade da colecção.
A Cláudia passou por uma situação parecida há pouco tempo, curiosamente com a A Rainha Branca, quando abriu o envelope onde vinha o livro, este vinha comido num dos cantos da sua capa dura. Nada lhe impedia a leitura do mesmo, mas em termos de aparência é um pouco chato.
Eu uma vez cheguei mesmo a receber um livro tinha apanhado água e as páginas estavam todas coladas e acabei por ter de me livrar dele pois era impossível lê-lo, visto que ao tentar abri-lo, como já estava meio seco em algumas páginas, estas se colaram e rasgaram por completo.
Hoje quero perguntar aos meus caros leitores o que mais os irrita em livros usados? É as rubricas? Os cheiros? O facto de não conseguirem ficar com colecções homogéneas? (E, já agora, a minha dúvida mantém-se: será que compro o próximo volume da trilogia d'Os Primos em Guerra em capa mole ou dura?)
Ki
(Catarina)
Sobre a autora:
Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.



















