quarta-feira, 25 de julho de 2012

Resultado do Passatempo "Segredos da Praia das Camarinhas", de Clara Correia

E chega ao fim outro passatempo!
Gostaríamos de agradecer todas as participações mas tornamos a chamar a atenção para o facto de lerem bem as perguntas, pois tivemos várias respostas erradas por distracção.
Assim e sem mais demoras! Este exemplar de "Segredos da Praia das Camarinhas" vai para:

Nr. 30 - Angelina Violante
Parabéns! Receberás um mail em breve para confirmação dos dados. A todos os outros participantes, resta-nos agradecer e desejar uma boa sorte para o nosso próximo passatempo.

domingo, 22 de julho de 2012

Na cama com ainda mais livros

Em Maio deste ano escrevi um artigo chamado Na cama com livros, sabendo que obviamente não seria a única pessoa que levava um livro para a cama para o continuar a ler e até porque existem pessoas que tem das camas mais malucas do mundo só para terem os seus livros ao pé de si.
Neste exacto instante os únicos que tenho ao pé de mim são os que estão na mesinha de cabeceira e que tenho de ler. Já não faço montes aos pés da cama como fazia com os meus livros favoritos como se fosse uma rapariga pequena a empilhar peluches. Há hábitos que acabam eventualmente por nos deixar, este foi um dos meus, o hábito que ainda não deixei é o de ler na cama, o que, por vezes, dá aso a uma situação fora do comum.
Apesar de não ser particularmente recorrente, já me aconteceu algumas vezes acordar com um livro em cima do rosto, visto que é raro conseguir ler de costas muito tempo. A luz da mesinha de cabeceira ficou acesa, eu mal deitada e o livro, que eu devia estar a ler, está a descansar em cima da minha cara. É uma imagem sem dúvida caricata.
Quando estudava até tarde na faculdade, ou de tarde, por vezes acabava por acordar por cima dos manuais, tamanho era o meu cansaço. Posso portanto dizer que já partilhei cama com alguns livros que, apesar de serem interessantes, não levaram a melhor ao meu sono.
Lembrei-me desta situação porque vi num update de status alguém escrever que tinha adormecido em cima de um livro e o tinha babado, ainda por cima, na melhor parte. A culpa é do sono claro e das férias que tardam em chegar!
O Encruzilhadas vai para fora cá dentro mas isso já é matéria para outro artigo!


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre os mesmos e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sábado, 21 de julho de 2012

Opinião: A Casa dos Primatas, de Sara Gruen




A Casa dos Primatas
de Sara Gruen
Edição/reimpressão: 2012
Páginas:384
Editor: Edições ASA

Resumo: Sam, Bonzi, Lola, Mbongo, Jelani e Makena não são símios normais.
Estes bonobos, como outros membros da sua espécie, são capazes de raciocinar e de manter relacionamentos intensos. Mas, ao contrário da maioria dos bonobos, também conhecem a linguagem gestual.
Isabel Duncan, investigadora do Laboratório de Pesquisa da Linguagem dos Símios, não compreende as pessoas mas está perfeitamente à vontade com os animais, em especial com os bonobos…
Quando uma explosão abala o laboratório, ferindo gravemente Isabel e «libertando» os símios, a reportagem de interesse humano de John torna-se a reportagem da sua vida, que o fará pôr em risco a carreira e o casamento. É nessa altura que os bonobos desaparecidos são apresentados num reality show televisivo, emitido em circunstâncias misteriosas e capaz de se transformar no maior - e mais improvável - fenómeno da história da moderna comunicação social. Milhões de fãs ficam colados ao ecrã, a verem os símios a encomendar fast food cheia de gordura, a terem relações sexuais por tudo e por nada e a gesticularem a Isabel para os salvar.

Rating: 4/5

Comentário:  
A Casa dos Primatas foi a minha estreia com Sara Gruen, autora do tão aclamado Água para Elefantes. Foi uma surpresa interessante que se traduziu num livro de ficção leve e fluído, mas com conteúdo. Não sou das maiores amantes de animais, mas sou contra as injustiças e sigo os valores de respeito pelo próximo, perante qualquer ser vivo. Ao longo dos anos, a National Geographic foi-me fazendo ganhar um carinho especial para com uma ou outra espécie, resultado de reportagens bem conseguidas, pelas imagens estonteantes e pelos textos apaixonados. Sara Gruen fez o mesmo com este livro, fazendo-se sentir, de certa forma, em casa.
 Todo o enredo se prende com a vida de seis primatas, mais tarde sete, e pela forma como uma série de personagens se correlacionam com a sua existência, assumindo um papel em sua defesa ou uma atitude de desprezo e crueldade capaz de levantar as maiores críticas. Isabel Ducan é investigadora no Laboratório de Pesquisa da Linguagem dos Símios e dedicou os últimos 10 anos da sua vida àqueles que considera a sua família. Contrariamente a outros primatas, estes exprimem-se numa aproximação quase humana, comunicando com a equipa que os acompanha por linguagem gestual. São sensíveis e têm uma opinião própria, criando uma empatia e dinamismo que os que se cruzam com eles pela primeira vez não podiam esperar. O mais interessante quanto a este assunto é a veracidade de alguns diálogos estabelecidos pelos bonobos com a personagem, que foram introduzidos na obra pela autora, ao contactar com uma realidade semelhante, o que muito pode surpreender o leitor.
É então que acontece o inimaginável e vemo-los a serem retirados à força do local que conhecem como lar para que se dê origem a uma exploração gananciosa por mentes menos intencionadas, de uma nova faceta dos bonobos: o seu à vontade e liberdade sexual, do qual resultam diversas interacções entre os elementos da família.
Isabel decide então partir num empreendimento do qual não saberá o resultado, mas que garanta a luta pela segurança dos seus, sejam eles os símíos que teve a cargo até recentemente, sejam as novas amizades que vão surgindo, e que irão criar elementos de suporte que a ajudam a aguentar momentos inesperados.
Por outro lado, John é um jornalista que se interessou pela história destes animais peculiares e não se consegue esquecer da força e do poder de interacção que os mesmos tiveram consigo. Quando se depara com problemas profissionais com o jornal para o qual trabalha, decide partir à aventura, e principalmente acompanhar a sua mulher que muito precisa de si, mesmo quando não o demonstra.
Gostei bastante do enredo e acompanhei rapidamente o desenrolar da história. Como pontos negativos, destaco o desenvolvimento de algumas linhas de narrativa que para mim não tiveram sentido. Se a relação de John com a mulher por vezes já me soava fora do contexto, a insinuação de um possível triângulo amoroso logo ao início começou por me desagradar. O desenvolvimento de algumas histórias do passado ou a imiscuição da família do casal também. Tirando isso, foram um par agradável, à procura de descobrir como ultrapassar as suas diferenças e continuarem pelo caminho explorado do casamento.
A exploração da temática do mau trato e abuso dos animais pode ser educativa sem pecar pelo excesso, criando uma afectividade maior entre o leitor e os simpáticos e descontraídos bonobos, que nos acompanham com as suas peripécias e teimosias ao longo de toda a obra.
É acima de tudo uma história de coragem: de não ter medo de ultrapassar obstáculos que se julgavam impossíveis de ultrapassar, de ver além do óbvio, de pedir ajuda quando necessário, e de confiar sem perder o rumo. Aconselha-se a leitura para quem gosta de animais, e para quem quer começar a gostar.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ouvir Audio-livros?

Depois do nosso artigo sobre e-books, achei que seria de uma certa relevância falar de audiobooks. A linha de pensamento era lógica e até pensei que o artigo que pudesse vir dela fosse interessante, contundo havia um pequeno problema: nunca tinha ouvido um e foi isso que me pus a fazer esta semana.
Depois de fazer uma pequena pesquisa no google descobri que existem dois tipo de livros audio, os chamados palavra-a-palavra, nos quais o locutor apenas lê o livro e os chamados dramatizados, nos quais poderá haver todo um elenco e sons de fundo que dão uma certa magia à audição.
Devo confessar que os livros palavra-a-palavra não me cativaram e dei por mim a perder o interesse rapidamente ignorando a voz que falava enquanto fazia outras tarefas. Quando numa noite de insónia me pus a ouvir um audio livro dramatizado os meus olhos abriram-se em choque e foi como se acabasse de ter uma epifania. Comparado a uma autêntica radio novela, os livros audio dramatizados conseguem ser autênticas séries de tv sem imagem.
São portas que chiam, personagens que bebem café, sons de teclado e de bicicletas, nós conseguimos ouvir tudo e a nossa mente preenche os vazios rapidamente. Subitamente, tal como num livro escrito, visualizamos as personagens na nossa mente e seguimo-las. Como as versões dramatizadas tem vários locutores, temos de estar mais concentrados e torna-se tudo também um certo desafio, eu pelo menos sinto que sim pois tenho alguma dificuldade em diferenciar vozes por vezes.
O desafio criado por estas vozes e sons também ajuda a que nos concentremos mais no livro e permite que desfrutemos mais do mesmo. Creio que deve ser por lembrar menos uma palestra da escola do que os livros que são lidos palavra-a-palavra. 
Para quem começar a ouvir estes fantásticos livros, tenho a dizer que esta semana "li" o livro "Quando Sopra o Vento Norte" de Daniel Glattauer (crítica a sair em breve) e que foi dramatizado pela BBC 4. Estou, de momento, a meio de uma colectânea de histórias sobre mulheres detectives, também dramatizada pela BBC 4 que também dramatizou os livros Hobbit e O Senhor dos Anéis, conseguindo reviews extremamente positivas.
Os livros de Harry Potter, disponíveis na loja do Pottermore, tem também críticas positivas, a trilogia dos Mundos Paralelos, maior parte dos livros de Stephen King e Terry Parchett assim como os estúdios The Big Finish, tem grande parte dos votos para melhores dramatizações.
Digam-me caros leitores, já pensaram na possibilidade de ouvir um livro audio? Acham que gostariam ou nem por isso? Será que fazem falta no mercado livros audio em português?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Novidades: Presença 2ª Quinzena

Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 248
Resumo:
Paul Krugman faz uma análise de grande amplitude sobre a maior crise da economia mundial desde a Grande Depressão de 1929, examinando aspetos determinantes e apontando caminhos para contrariar os seus efeitos. Para ele é claro que a ênfase deve ser colocada no retorno rápido aos níveis normais de produção, o que exige pôr em prática aquilo que se aprendeu com crises passadas. Especialmente interessantes são capítulos relacionados com a moeda, em geral, e o euro e a crise da dívida europeia, em particular. Acabem com esta Crise Já! é uma obra fundamentada, de leitura acessível para um público vasto e que não deixará de interessar também os leitores especializados.


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 204
Resumo:
Deepak Chopra centra-se nas quatro principais áreas da nossa vida - relacionamentos, saúde e bem-estar, sucesso e crescimento pessoal -, e, ao responder às perguntas que lhe são colocadas por leitores de todo o mundo, proporciona-nos valiosos insights e mostra-nos como alcançar o estado de expansão da consciência, o estado em que não existem problemas, só soluções.
Deepak Chopra tem inspirado milhões de pessoas a mudar as suas vidas. É autor de mais de sessenta livros, traduzidos em mais de oitenta e cinco línguas, muitos dos quais bestsellers. Médico e professor, fundou The Chopra Center for Wellbeing em Carlsbad, na Califórnia. É considerado um dos grandes instrutores espirituais da filosofia oriental no Ocidente. 


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 320
Resumo:
«Duas são as sentinelas que vigiam o mar, caprichosas, tremendas, de lanças a postos. Três os amigos que as podem enfrentar,mas a nenhum, cuidado, ofereçam os rostos.» De acordo com o primeiro manuscrito, Ulysses Moore é provavelmente não só um mestre de línguas, linguagens e códigos, mas também um físico mais genial que o próprio Albert Einstein. Ou se calhar é um mentiroso exímio!  


Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 200
Editor: Marcador
Resumo:
«O Vento dos Outros» é um relato apaixonante de uma viagem à América do Sul. Uma viagem exterior e interior na escrita de Raquel Ochôa, autora vencedora do Prémio Agustina Bessa-Luís. Os seus livros anteriores foram muito bem recebidos pela crítica e atingiram os top's nacionais de vendas.