quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Resultado Passatempo: "O Diário da minha melhor amiga"


Bom dia!

É com enorme prazer que anunciamos o vencedor de mais um passatempo, desta vez através do amável apoio das Edições ASA, que nos disponibilizou um exemplar do livro "O Diário da Minha Melhor Amiga" para oferecermos. Apesar do número elevado de participações, e por muito que gostássemos de oferecer um a todos, o Random.org seleccionou:

31 -  Gisele [...] Gomes Mota

Parabéns à vencedora e, para os restantes, não desanimem que teremos novidades para breve.

Boas leituras e um bom final de semana para todos.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Uma Princesa do Pior, de Sara Ogilvie e Anna Kemp

Uma Princesa do Pior
Com ilustrações de Sara Ogilvie e texto de Anna Kemp
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 32
Editor: Livraria Civilização Editora
 Resumo:
Estás farta das princesas normais? Estás cansada das histórias tradicionais das princesas que encontram o seu príncipe? Procuras uma princesa com mais "sal e pimenta"? Então este livro é para ti. Esquece os vestidos bonitos, os casamentos de contos de fadas e os grandes bailes. Com a Princesa Maria só há aventura, malandragem e amigos estranhos. Ela é mesmo uma princesa do pior!

Rating: 4/5

Comentário: 
Apesar da dupla Sara Ogilvie e Anna Kemp já ter alguns livros infantis editados pela Civilização Editora este foi o primeiro que tive o prazer de ler. Como os leitores se devem lembrar da minha crítica ao livro A Princesa Espertalhona, gosto bastante de contos de fadas e gosto de me surpreender e Uma Princesa do Pior acabou por se revelar o melhor de dois mundos.
Com ilustrações lindíssimas e uma história fora do comum, foi com grande prazer que segui Maria na sua fantástica, embora pequena, aventura! Os desenhos são bastante coloridos mas as cores não entram em choque, para além do mais Sara Ogilvie sobe jogar com a roupa das personagens para não se afastar do pretendido mas a tornar prática. A ideia de pôr a princesa numa torre e lhe dar longos cabelos ruivos atados em duas tranças, levou-me a imaginar uma Rapunzel misturada com uma Pipi das Meias Altas.
Além da história em si, um dos meus pormenores favoritos foi o facto da Princesa usar ténis por baixo do vestido. Isto porque é algo que me lembro de fazer em pequena visto que aqueles sapatos giros que vinham por vezes com os vestidos nunca me serviam. Além do mais quando dos vestidos não traziam sapatos os meus pais nunca me compravam uns (porque e aí está, raramente me serviam!) e eu acabava por andar de ténis. Assim sendo pude simpatizar com a princesa e sentir empatia pela sua história.
A minha única crítica vai para a linguagem usava que por vezes chega a ser vulgar. Compreendo que é difícil fazer um livro rimar, principalmente um livro inteiro e deduzo que o tradutor se tenha visto a braços com uma tarefa complicada, mesmo assim há coisas que não fazem lógica. 
Logo na primeira página o leitor descobre que a Maria vive sozinha numa torre vizinha, a questão que fica é, vizinha ao quê? Claro que até uma certa idade as crianças são pequenas e acham mais piada às rimas do que necessariamente aos detalhes, quando chegam à fase dos "porquês" é que as coisas se podem complicar.
No entanto tratam-se apenas de casos pontuais que não cortam a leitura do livro e nos permitem usufruir do mesmo sem problemas de maior!
Tal como a Princesa Espertalhona esta Princesa Maria, tem ideia muito próprias sobre o que quer na vida e sobre como o obter. Sabe também que quer viver feliz para sempre e que não é um príncipe de nariz empinado que a vai impedir!
Numa linguagem feminista mas muito encantada o livro Uma Princesa do Pior leva-nos a explorar uma ideia diferente dentro de uma história conhecida. Um livro sem dúvida a ler para todas as meninas e que deverá adornar todas as bibliotecas infantis.

domingo, 12 de agosto de 2012

Opinião: Ervamoira, de Suzanne Chantal

http://www.civilizacao.pt/folder/artigo/2774766_LC_3267_Ervamoira_WEB.jpg
Ervamoira
de Suzanne Chantal

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 624
Editor: Civilização Editora

Resumo: A apaixonante história dos Castro Avilez entrelaça-se com a história do Vinho do Porto e de Portugal. Durante um século e meio (de 1809 a 1967), a saga da família inicia-se com as trágicas invasões napoleónicas e o desastre da Ponte das Barcas, passando pelo faustoso ambiente da corte francesa e por um baile real no Palácio da Bolsa, no Porto. No coração do Douro, entre os áridos socalcos e os rabelos pesados de vinho, Leonardo de Castro, o patriarca da família, um humilde secretário de um negociante de vinhos, transforma-se num empresário da indústria vinhateira, travando conhecimento com o influente Barão de Forrester. De Leonardo de Castro a Nathalie, que vem conhecer o Porto em 1966, seguimos, de geração em geração, a vida e o desenvolvimento da família com os seus sucessos, dramas, alegrias, celebrações e destinos.

Rating: 4,5/5

Comentário: Há muito que não lia um livro histórico passado em Portugal. E há muito que não lia um romance de que gostasse tanto dentro deste género, direccionado para terras lusitanas. Como a sinopse nos elucida, acompanhamos a história de uma família ao longo de cerca de 100 anos, iniciando-se a narrativa com um Leonardo inocente e perdido no meio do terror da invasão do Porto por tropas francesas, até caminharmos para o séc. XX, onde a sexta geração se depara com a evolução dos tempos e o desapego a uma história há muito passada.
O Porto, e a região do Douro em si, que tenho a infelicidade de não conhecer, apelam-nos aos sentidos e à memória fotográfica não vivida, com a transcrição de quadros fidedignos sem que sejam muito descritivos ou maçudos.

A riqueza e intensidade das personagens, e as suas relações entre-cruzadas, explorando os amores e paixões (tanto pelas diferentes pessoas com que se vão cruzando como pelas terras e vindimas que fazem escorrer a fonte de riqueza de uma família) traz-nos uma malha de histórias fortes e demarcadas umas das outras. Em algumas alturas, despertam-nos o interesse para saber sobre si mais do que nos é apresentado.
A transposição entre capítulos, que por vezes fez decorrer intervalos de quase vinte anos entre si não se revelou abrupta, sendo seguida de uma transposição harmónica que nos deixa com saudades da juventude daqueles que nos iam acompanhando, mas com curiosidade para descobrir os próximos. A escrita é sonante, simples mas confortante e arrebatadora quando necessário. A meu ver, e sem revelar muito o conteúdo do enredo, os últimos dois anos da história foram aqueles aos quais me senti menos apegada, dado que que o seguimento da narrativa se afasta das personagens iniciais, da ligação à herdade de bonito nome redondo de Ervamoira e nos conduz para uma história diferente, para um século diferente e para personagens que não acompanham o processo de construção desde o início, como o autor. No fundo no fundo, compadeço-me da mágoa de Ramiro, neto de Leonardo e tio-bisavô das últimas personagens que relembra o passado não como algo morto, mas como berço de um sonho que pode e deve continuar a ser reconstruído.
Recomendo para quem, como eu, gosta de histórias. De vida, de sonhos e de possibilidades. E que acima de tudo, gosta de romances históricos. É um livro desconhecido do público em geral mas que merece atenção.

Leva o selo do Encruzilhadas Literárias, e o primeiro que eu atribuo a um livro aqui.













Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sábado, 11 de agosto de 2012

A Arte de Bem Ler I

Desde pequena que a minha mãe sempre me avisou que havia livros que não valiam o meu tempo. Obviamente que quando eu era pequena e só lia os livros da Anita e do Bolinha isso me parecia demasiado rebuscado. O que seria isso, "livros que não valiam o meu tempo"?
A resposta chegou-me a primeira vez andava eu no secundária e, na compra de uma qualquer revista de novelas, a minha colega trouxe de oferta um pequeno livro de bolso cor de rosa com um casal que se olhava apaixonadamente e que tinham como pano de fundo a Torre Eiffel.
O livro correu quase toda a turma e finalmente chegou a minha vez. Curiosa levei aquilo para casa e dei por mim com um livro de nem 100 páginas onde aconteciam coisas nunca antes vistas (cenas menos próprias incluídas) e tudo se resolvia e tudo ficava bem.
Mas, quando finalmente fechei o livro e o devolvi apercebi-me de algo, a história não me preenchera. Fora muito rápida e muito simples. As acções pareciam completamente injustificadas e a "heroína" facilmente arrebatar. Quando me apercebi disso, apercebi-me de que o livro efectivamente "não valera o meu tempo", fora meia hora completamente desperdiçada e que podia perfeitamente ter passado a ler outra coisa qualquer.
Com os meus olhos abertos para este novo mundo, onde havia livros que pretendiam apenas me encurralar para os ler sem me darem algo de novo, apercebi-me que começava a fazer escolhas mais cuidadas com o que lia.
Os resumos na parte de trás dos livros, e que sempre me fascinaram, começaram a ser bem ponderados. Autores cujos resumos prometiam mundos e fundos e que eu já conhecia e sabia não gostar desapareceram do meu mapa de interesses.
O mundo dos livros que eu conhecia repleto de Enid Blyton, os livros de Uma Aventura, Triângulo Jota e dos Super 4 começou a expandir-se.
Novos autores e novas maneiras de escrever chegaram às minhas mãos. Livros sobre drogas, adolescência e magia muito mais vil do que a dos livros a que estava habituada. E o amor? AH! O amor, subitamente esperar por aquele beijo final era tudo, esperar que os meus heróis caíssem nos braços um do outro era fascinante.
E há medida que este novo mundo se abriu à minha frente eu não podia deixar de me questionar se o livro cor de rosa efectivamente "não valera o meu tempo" ou valera e muito apenas por tudo aquilo que eu agora via e que não estava habituada a ver...


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Novidade: O Último Minuto, de Jeff Abbott

O autor dos bestsellers Pânico e Adrenalina regressa com mais um thriller de cortar a respiração 

Civilização publica O Último Minuto de Jeff Abbott 





FICHA TÉCNICA
Título: O Último Minuto
Autor: Jeff Abbott
Título original: The Last Minute
Tradução: Helena Serrano
Páginas:560
Encadernação: Capa mole
Subfamília: Policial
EAN: 9789722629874  
ISBN: 978-972-26-2987-4
PVP: 16,90 € 
Lançamento: Agosto de 2012




Resumo:

Sam Capra tem uma única razão para viver: recuperar o filho das pessoas que o raptaram. Agora, os raptores fazem-lhe uma proposta mortal: entregam-lhe o bebé… se Sam concordar em cometer um assassinato espectacular. Aliando-se a uma jovem mãe cuja filha desapareceu, Sam parte em busca do seu filho pelo país fora numa corrida perigosa e desesperada contra o tempo. O autor de bestsellers como Pânico eAdrenalina, Jeff Abbott, regressa com mais um thriller de cortar a respiração, O Último Minuto.