sábado, 22 de setembro de 2012

Antigo cinema vira livraria!

Depois do nosso artigo sobre a igreja que virou livraria chega-nos agora outra história que apesar de igual tem um twist diferente. Em vez de ser uma igreja esta livraria era uma antiga sala de cinema.
Localizada em Buenos Aires, esta livraria foi projectada pelo arquitecto Fernando Manzone, que trabalha para a editora e livraria brasileira El Ateneo. Tentando manter as fachadas originais e até a própria disposição do cinema, esta livraria inclui um café na área do palco, cantos de leitura nos camarotes e balcões repletos de estantes.
Aberto como cinema em 1919 e reaberta como livraria em 2000, este espaço tornou-se numa das livrarias mais movimentadas do mundo com mais de um milhão de visitas por ano e com vendas que ascendem os 7.000.000 livros por ano.
Deixamos-vos com mais fotos do espaço para que possam apreciar melhor esta livraria.




Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Novidades: Edições Asa

Lançamento a 8 de Outubro


O Grande Amor da Minha Vida 
O Cavaleiro de Bronze
de Paullina Simons
Resumo:
Tatiana vive com a família em Leninegrado. A Rússia foi flagelada pela revolução, mas a cidade mais cosmopolita do país guarda ainda memórias do glamour do passado. Bela e vibrante, Tatiana não deixa que o dramatismo que a rodeia a impeça de sonhar com um futuro melhor. Mas este será o pior e o melhor dia da sua vida.
O dia assombroso em que conhece aquele que será o seu grande e único amor. Ameaçados pela implacável máquina de guerra nazi e pelo desumano regime soviético, Tatiana e Alexander são arremessados para o vórtice da História, naquele que será o ponto de viragem do século XX e que moldará o mundo moderno.
  • Volume 1 da trilogia Tatiana e Alexander.

Guiness World Records 2013
de Guiness World Records 
Resumo: 
Ao longo dos últimos 12 meses, os gestores de recordes do GWR processaram cerca de 50 000 pedidos. Desses, menos de 5000 conseguiram ultrapassar o rigoroso processo de ratificação – abrangendo desde o mais alto cão de sempre (com 1118 m) e o preço mais elevado pago por uma obra de arte num leilão (119,9 milhões de dólares); ao maior número de conquistas do Monte Everest (21).
Neste livro poderá encontrar detalhes completos sobre todos estes e muitos mais recordes nas ilustradas páginas do GWR 2013!

A teia de aranha
de Agatha Christie
Resumo:  
Clarissa, mulher de um diplomata, gosta de sonhar acordada. “Imagina que um dia eu encontrava um cadáver na biblioteca, qual seria a minha reacção?”, diz num devaneio. O que ela não podia prever é que vai ter oportunidade de descobrir precisamente isso quando tropeça num corpo… na sua própria sala!
Desesperada, convence os seus amigos a ajudá-la a livrar-se do morto, sabendo que, entre eles, está o assassino. E se um inspector da polícia chegasse de repente…?
Escrito originalmente por Agatha Christie em 1954 como uma peça de teatro, A Teia de Aranha (Sipder’s Web) foi adaptada para romance por Charles Osborne em 2000.

Lançamento a 15 de Outubro
A Noiva Despida
de Nikki Gemmell
Resumo:  
Uma mulher desaparece.  Ela era a esposa perfeita, a mãe exemplar, uma mulher irrepreensível.  O que dizer então do explosivo diário que deixa para trás?  Nas suas páginas, ela revela pormenores surpreendentes da sua jornada de descoberta e libertação sexual.
A Noiva Despida é uma aventura nos meandros do sexo e do amor. Uma partilha de confidências que apenas as melhores amigas ousam fazer. No final, é impossível evitar a pergunta: até que ponto conhecemos verdadeiramente outra pessoa?

 Lançamento a 29 de Outubro

Escravas
de Zana Muhsen e Miriam Ali
Resumo:
Filhas de pai iemenita e mãe britânica, Zana e Nadia nasceram em Inglaterra, onde viveram até ao dia em que o pai lhes propôs uma visita ao Iémen. As irmãs acreditaram estar perante umas férias de sonho: iam conhecer a família paterna e o país sobre o qual ouviam histórias desde meninas.
Zana e a mãe, Miriam, fizeram então uma promessa: trazer Nadia e os filhos de ambas para Inglaterra. Acreditavam que os homens da sua família e os governos dos dois países tomariam uma atitude. Estavam enganadas. Para ambas, começava mais um longo calvário. Perante a indiferença da comunidade internacional, Nadia continua cativa no Iémen. Zana e Miriam não desistem da sua luta. Escravas é um pedido de ajuda. Um grito de revolta. Um documento fundamental sobre uma das práticas mais aberrantes do mundo contemporâneo.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Opinião: Rubi, de Kerstin Gier

Rubi
O Amor Atravessa Todos os Tempos
de Kerstin Gier
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 272
Editor: Contraponto
Resumo:
Pertencer a uma família cheia de segredos não é fácil, ou pelo menos é o que pensa Gwendolyn Sheperd, de 16 anos. Até que um dia se vê em Londres do final do século passado e se apercebe de que ela própria é o maior segredo da família.
Do que Gwendolyn não se apercebera é que apaixonar-se quando se está presa num tempo diferente não é nada boa ideia. Tudo se pode complicar...

Rating: 4/5

Comentário: 
Rubi já andava na minha mira há algum tempo mas infelizmente nunca surgira a ocasião de o comprar e quando o vi no catálogo da biblioteca não hesitei em trazê-lo comigo para casa. As quase trezentas páginas que compõem o livro passaram a voar e dei por mim a começar a lê-lo numa noite de sábado e a acabá-lo numa tarde de domingo mesmo a tempo para o chá das cinco.
Contado do ponto de vista de Gwendolyn, que tem uma precessão muito engraçada da realidade, Rubi revela-se um misto de ficção-cientifica e romance com alguma aventura à mistura. Tal como o resumo do livro diz, Gwendolyn vem de uma família cheia de segredos, sendo que ela própria é o maior deles todos, como rapidamente nos apercebemos no primeiro capítulo. Existe na família de Gwen um gene muito especial, um gene que faz com que certos membros da família consigam viajar no tempo.
E talvez a ideia seja tentadora, mas estar num prédio de três andares e saltar no tempo para uma altura em que este ainda não foi feito provocará uma queda de 20m o que já não parece tão agradável. Mas Gwen não está muito preocupada com isso, pois a sorte, ou azar, calhou à sua querida prima Charlotte, treinada desde criança para isto. Infelizmente, como Gwen está prestes a descobrir, as coisas nem sempre correm como planeado.
Algo que achei piada no livro foi a linguagem moderna das personagens e as suas referências a filmes e séries de televisão. Outra coisa que gostaria de elogiar é a tradução, depois de ter apanhado livros mal traduzidos, uma pessoa repara melhor quando uma tradução está bem feita. Na realidade eu tinha uma professora que costumava dizer que se a tradução estava bem feita, então nem daríamos por ela, e no caso de Rubi a tradução é exemplar.
Além de Gwen gostei também bastante da sua melhor amiga Leslie, uma rapariga que parece ser a fã número um de Gwen e da sua família e que sem dúvida parece uma leitora ávida que entrou para dentro de um livro fantástico e quer viver cada segundo do mesmo.
Numa nota afinal, gostaria de dizer que apesar de parte da trama do enredo me parecer óbvia, espero ainda ser surpreendida antes do fim. 
  • Este livro faz parte de uma trilogia;
  • O segundo volume, Safira, foi publicado este ano pela Contraponto.


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Passatempo: Esmeralda Cor de Rosa, de Carlos Reys

 Esmeralda Cor de Rosa de Carlos Reys

E é com imenso gosto que anunciamos o nosso primeiro passatempo em parceria com um autor. Temos para sortear dois exemplares autografados de "Esmeralda Cor de Rosa", de Carlos Reys, gentilmente cedidos pelo autor! Podem-se habilitar a ter um em vossa posse ao responder correctamente a todas as perguntas que se encontram no questionário. As respostas poderão ser encontradas aqui e aqui
Boa sorte a todos! 

ATENÇÃO: 
Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 29 de Setembro. 
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas). 
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou o autor não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Viram o meu diário?

Hoje vou falar de um tipo de livros diferentes do normal: os diários. Não só são um tipo de literatura muito própria como são também das leituras (e escritas) mais privadas que há.
Todos já tivemos um diário e já todos paramos de escrever nele. Uma das piadas mais comuns que já apanhei na net sobre isto diz que até a Elena da saga Diários do Vampiro acabou por se fartar de escrever no dela.
Por vezes questiono o que nos leva a escrever um diário? Vergonha das nossas emoções? Medo que os outros não nos compreendam? Vontade de sermos o/a protagonista principal da nossa vida? Creio que existe um sem número de motivos para escrevermos um diário, lembro-me que o meu (que o Papelão o guarde!) estava cheio de esperanças e sonhos.
Devo contar-vos que a minha imaginação para a minha vida pessoal era fantástica, entre imaginar que o Peter Pan me vinha buscar a desaparecer no mundo de Harry Potter, a única consistência do meu diário é uma ideia de evasão. Uma ideia tão comum como a esperança eterna que o sol nasça amanhã. Quem nunca quis fugir da sua vida? Não é por isso que a maior parte de nós lê? Os psicólogos concordam que ler ajuda as pessoas a criar um escape da sua vida pessoal que nem sempre está cheia das aventuras que elas gostariam que tivessem.
Mas, torno a perguntar, o que nos leva a escrever? Alguém se lembra de onde veio a ideia de escrever um diário? Eu lembro-me que em mim a curiosidade nasceu após ter lido O Diário de Anne Frank, se não me engano o meu diário chama-se Kittyy também. Na realidade todos os meus diários tiveram nomes que eram diminutivos do meu nome próprio. No meu caso creio que escrevia essencialmente para mim, para me lembrar que ainda estava viva e podia ter esperança, sei-o porque comecei a escrever o meu diário numa altura mais complicada mas que passou, assim como o meu hábito de os escrever.
Curiosamente nunca acabei um "diário" inteiro. O que, tendo em conta o que me levou a escrever neles, é bom pois significa que a minha vida tem altos e baixos mas que os baixos nunca duraram muito tempo.
E vocês caros leitores, alguma vez tiveram um diário? O que vos fez escrever nele?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.