sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Opinião: [Maximum Ride N.º 1] O Resgate de Angel, de James Patterson

O Resgate de Angel (Maximum Ride N.º 1)
de James Patterson
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 384
Editor: TopSeller
Resumo:
ALERTA! Um grupo de seis jovens com poderes extraordinários está em FUGA. O seu líder é Maximum Ride, ou Max. Retirados dos seus pais à nascença, os seis estavam presos num laboratório secreto, onde foram alterados geneticamente para se tornarem 98% humanos e 2% pássaros. Agora eles conseguem voar e escaparam da sua prisão. Mas desconhecem as razões para tudo o que lhes foi feito, e não sabem quanto tempo de vida lhes resta. No seu encalce estão os Erasers, seres diabólicos criados no mesmo laboratório, que apanham Angel, a miúda mais nova e especial do grupo de Max.
Conseguirá Max resgatar Angel e descobrir a verdade sobre si e os seus amigos? PREPARA-TE: Este livro é o início da mais fantástica e emocionante aventura da tua vida.
[Primeiro de uma colecção com oito volumes.]

Rating: 4/5

Comentário:
Desta vez quero começar pela capa. Porquê? Porque é linda, é brilhante e porque esta é uma daquelas capas que comemos com os olhos. Sei que não devemos julgar um livro pela capa, mas por vezes existem capas que nos fazem querer ler as histórias que estão lá dentro. Para mim esta foi sem dúvida uma delas. Tem um brilho que pela imagem não se nota mas que chama a atenção, tem a águia e tem a Max pronta a levantar voo. Uma capa sem dúvida bem conseguida.
Apesar do começo ser um pouco confuso e Max ser um pouco convencida demais para o meu gosto, a verdade é que à medida que a história se desenlaça começamos a perceber o que faz deste bando uma família. Creio que outro dos motivos pelos quais choquei com Max é o facto de sermos ambas irmãs mais velhas e termos a mania que somos espertas. Talvez sejamos demasiado parecidas em certos pontos e por isso chocamos.
Foi muito refrescante para mim ler sobre uma irmã mais velha. Apesar de Max não ser, biologicamente, irmã de ninguém no bando. Todos se tratam como família e ela faz muitas vezes da mamã que o bando não tem, principalmente com a personagem mais nova, Angel. Por isso foi interessante segui-la e descobrir como funciona a sua relação com as demais crianças.
Os capítulos curtos fazem com que este livro se leia rapidamente e seja óptimo para crianças e jovens que sejam mais "difíceis de convencer a ler". Para quem está habituado a ler no entanto, pode ser um pouco frustrante no inicio, mas se nos mentalizarmos que o livro é uma espécie de diário de Max, e que a nossa heroína tem catorze anos também percebemos que temos de nos adaptar à sua escrita e rapidamente entramos no ritmo de leitura.
Apesar das várias coincidências que vão ajudando o bando ao longo do livro e que me irritaram profundamente, perto do fim há dúvidas que são criadas que nos deixam a pensar. Quão longo é o alcance da Escola? Será que foram mesmo coincidências? Terá o bando conseguido mesmo escapar às garras da escola? Qual é a sua missão?
É um daqueles livros que infelizmente assim que começa a ficar bom acaba e que nos deixa a querer mais e mais. Para minha sorte, ou azar, a colecção conta com oito volumes sendo este o primeiro deles. Assim sendo espero ainda ler muito sobre as aventuras de Max e o seu bando.
Antes de terminar gostaria também de dizer que esta foi a minha primeira experiência como leitora de James Patterson um dos actuais escritores bestsellers a nível mundial e que não fiquei de todo desapontada. Espero  que ao continuar a ler as aventuras de Max me torne uma fã intencionável deste autor.

Book Trailer:

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Passatempo "Ocultos Buracos"

Bom dia caros leitores!

O Encruzilhadas Literárias, em parceria com a Pastelaria Studios Editora traz-vos um novo passatempo!
Para além de ter sido uma das colectâneas mais aguardas da Pastelaria Studios, Ocultos Buracos conta também com um conto impossível da autoria da Ki (Catarina), que se chama Um dia Inesquecível. E é portanto um livro muito especial para nós.
Para se habilitarem a ganhar este livro, terão de responder correctamente às perguntas que se seguem até às 23h59 de dia 25 de Novembro. Relembramos que é importante que os dados sejam completos, dado que em caso de incumprimento as participações serão anuladas. As respostas podem ser encontradas na página de facebook da colectânea aqui e no blog da Editora.
Boa sorte a todos!

Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Novembro de 2012. 
 2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas). 
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.

Trailer Oficial "A Cidade dos Ossos"

Bom dia Encruzilhados!

E que fantástico dia é este, principalmente para os fãs da saga Caçadores de Sombras, pois acabou de sair o trailer oficial do primeiro filme A Cidade dos Ossos. Como sabem nós aqui no Encruzilhadas já lemos os livros e somos fãs desta trilogia à qual demos quatro estrelas em cinco.
Os fãs na internet já expressaram o seu agrado pelo trailer mas agora falta-nos ouvir a vossa opinião. Vejam o trailer e digam-nos o que pensam.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Opinião: Nunca Me Deixes, de Kazuo Ishiguro

Nunca Me Deixes
de Kazuo Ishiguro
Edição/reimpressão: 2005
Páginas: 332
Editor: Gradiva Publicações
Resumo:
Kathy, Ruth e Tommy cresceram em Hailsham – um colégio interno idílico situado algures na província inglesa. Foram educados com esmero, cuidadosamente protegidos do mundo exterior e levados a crer que eram especiais. Mas o que os espera para além dos muros de Hailsham? Qual é, de facto, a sua razão de ser?
Só vários anos mais tarde, Kathy, agora uma jovem mulher de 31 anos, se permite ceder aos apelos da memória. O que se segue é a perturbadora história de como Kathy, Ruth e Tommy enfrentam aos poucos a verdade sobre uma infância aparentemente feliz — e sobre o futuro que lhes está destinado...

Rating: 4/5

Comentário: 
Devo começar por dizer também que vi o filme antes de ler o livro, o que é raro em mim mas neste caso foi mesmo por desconhecimento da existência de um livro porque quando sei que o mesmo existe faço sempre questão de o ler primeiro (este é o motivo porque ainda não vi nada do Orgulho e Preconceito).
Este é um dos poucos filmes que faz justiça ao livro e creio que foi elegantemente bem concebido. Ao longo do livro tive vários flashes do livro e na minha cabeça as personagens e locais tinham as formas do filme. Apesar de o mesmo poder ser um pouco redutor em termos de imaginação, também nos dá a sensação de estar a revisitar velhos amigos e locais por onde já andamos.
A escrita de Ishiguro é linda, suave e corrente como um ribeiro japonês. Tudo neste livro flui, a vida que Kathy nos mostra através dos seus olhos começa por ter um tempo idílico apesar de um pouco misterioso e que vai ganhando contornos de uma realidade estranha e que tentamos a todo o custo desvendar.
Ao contrário do que pensei primeiramente creio que além de romance terei de considerar este livro uma distopia, por vários factos que apresentarei a seguir. Devo também confessar que só me apercebi disto perto do fim, mas que, assim que o constatei me fez lógica.
Quem já viu o filme sabe do que falo, há um certo elemento que talvez não seja tão distópico mas talvez mais ficção científica. A verdade para a qual Kathy, Tommy e Ruth acabarão por despertar e que lhes revelará qual é na realidade o seu propósito e destino. Esta verdade começa por ser ocultada por uma inocência infantil que depois cresce para um temor adulto. Os três amigos simplesmente não querem pensar profundamente nos seus problemas, preferem fingir que eles não estão lá e ignorá-los.
O livro lê-se exactamente como uma memória. No fundo é como se encontrássemos uma longa carta de Kathy a alguém ou um diário que ela escreveu a pensar em nós. Para ela somos habitantes do mesmo mundo que ela e por isso, não lhe faz sentido explicar certas coisas que apenas vamos entender com o andar do livro.
Outras no entanto, como a sua vida na escola, estão ricamente detalhadas, visto que Kathy tem noção de que a sua vida escolar foi algo fora do comum. Na realidade, há medida que conta a sua história Kathy começa a aperceber-se que toda a sua vida foi um pouco fora do comum mas que enquanto a estava a viver ela lhe parecia perfeitamente normal.
Já perto do fim o livro aborda um tema ético e polémico que, infelizmente na minha opinião é apenas roçado ao de leve mas que teve de ser sacrificado em função da narrativa. Parece-me Ishiguro apenas queria escrever um romance sobre as relações humanas e que o colocou num mundo um pouco diferente de modo a pode controlar melhor essas pessoas, dando-lhes uma mesma origem e formação e mostrando que mesmo que fossemos todos feitos numa "fábrica", vestido da mesma maneira, alimentados da mesma maneira e educados da mesma maneira nos tornaríamos pessoas diferentes com personalidades próprias.
Um livro elegante e bonito que sem dúvida recomendo para quem gosta de romances.

BookTrailer:

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Paul Auster doa Prémio Literário ao PEN American Center

Paul Auster, que foi distinguido com o Prémio AT&T do Favorito dos Fãs no Festival Literário de Brooklyn, doou o valor monetário desse galardão – 3000 dólares (2315 euros) – ao Freedom to Write Program do PEN American Center, numa cerimória que contou com Neil Giacobbi, da AT&T, Marty Markowitz, presidente do borough de Brooklyn, Peter Godwin, presidente do PEN American Center, e Larry Siems, diretor do Freedom to Write Program.
Paul Auster, cuja participação no Festival Literário de Brooklyn coincidiu com o lançamento da sua mais recente obra, o livro de memórias Diário de Inverno, publicado em Portugal pela ASA, foi o escritor mais votado pelos fãs durante o Festival.
“É o primeiro concurso de popularidade que ganho”, afirmou Auster durante a cerimónia, “mas estou satisfeito por ter um valor monetário, já que assim posso doá-lo à mais importante organização literária internacional do mundo, o PEN, a única organização de direitos humanos dedicada exclusivamente à defesa do escritores.” 
“Agradecemos profundamente ao Festival Literário de Brooklyn e à AT&T por tornarem isto possível, e a Paul Auster por nos ter distinguido hoje e pelo seu constante apoio nos esforços para proteger escritores e defender a liberdade de expressão em todo o mundo”, declarou Larry Siems. “O Festival Literário de Brooklyn é uma fantástica celebração da literatura e da liberdade de escrita”, acrescentou.
“Paul Auster é um dos poucos escritores talentosos que consegue captar a personalidade e as personagens de Brooklyn através de histórias sobre indivíduos e sobre a busca do seu ‘verdadeiro eu’”, afirmou Marty Markowitz. “Sinto-me honrado em juntar-me aos fãs do Festival Literário de Brooklyn e à AT&T para homenagear este ‘monstro literário’ e o PEN American Center, que deram um grande contributo para o sucesso do festival e para o merecido reconhecimento de Brooklyn como o epicentro do universo literário americano.”
“A AT&T congratula Paul Auster, vencedor do Prémio AT&T do Favorito dos Fãs no Festival Literário de Brooklyn”, declarou Marissa Shorenstein, presidente da AT&T de Nova Iorque. “É sem dúvida a melhor forma de celebrar este fantástico festival de Brooklyn que juntou leitores – jovens e idosos – no centro da comunidade literária.”

Mais informações sobre o autor e a sua obra em paulauster.blogs.sapo.pt ou em www.facebook.com/paul.auster.portugal.