segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cabaz de Natal - Passatempo


Boa noite Encruzilhados e Encruzilhadas!
Como sabem, o Natal está a chegar e desta forma quisemos mimá-los com uma série de surpresas. Por aqui, não é só o Pai Natal que dá prendas, e algumas editoras, assim como autores, decidiram aliar-se a nós.

Agradecemos desde já o apoio prestado pela Quinta Essência, Lua de Papel, Chiado Editora, Casa das Letras, Porto Editora, Editorial Presença, Civilização Editora, Pastelaria Studios Editora (com o apoio do autor Vasco Ricardo), Booksmile e da autora Maria Eugénia Ponte (com um livro editado pela Lugar da Palavra).

Terão até dia 24 de Dezembro para concorrer ao nosso passatempo, respondendo às perguntas sobre os livros. Como são muitos formulários, decidimos ser facilitadoras e colocar a sinopse directamente no mesmo post de cada livro em sorteio.  ATENÇÃO: Cada livro tem o seu próprio sorteio.

Temos ainda uma pergunta bónus, que contrariamente à selecção dos livros (que serão como sempre seleccionados pelo random.org) será escolhida consoante a resposta que mais gostarmos. Esta pergunta bónus terá atribuidos uns miminhos que não serão revelados para já, mas prometemos que vão gostar. Como vão reparar, a mesma pergunta existe igualmente para todos os passatempos. O que significa que poderão responder a ela mais do que uma vez, sem prejuízo de serem excluídos - apenas para esta pergunta.

Para já, não esperem mais e saltem para os livros em sorteio:



Opinião: O Clã da Loba [A Guerra das Bruxas - Livro 1], de Maite Carranza

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 328
Resumo:
 Desde que há memória, dois clãs de bruxas, as Omar e as Odish, vivem em permanente conflito, incapazes de conciliar as suas diferenças ancestrais. Apenas uma velha profecia deixa entrever alguma esperança de no futuro a eleita conseguir unir ambas as tribos. E agora todos os sinais confirmam que a chegada dessa eleita está próxima. Quando Anaíd, uma jovem de catorze anos, acorda uma manhã e verifica que a mãe desapareceu, pensa que lhe poderá ter acontecido todo o tipo de coisas, menos que a sua mãe é uma bruxa Omar e considerada por todas aquela de que a profecia fala…
(Podem ler um excerto aqui e consultar o livro no site da editora aqui)

Rating: 3,5/5

Comentário: 
Aqui há uns tempo falei de livros que não nos sabem a nada e de livros que prometem e não cumprem. Volto a falar disso, porque quando peguei neste livro, ele tinha uma frase do estilo "O novo Harry Potter" impressa na capa. Obviamente que a Editorial Presença não manda no Financial Times, nem decide o que os críticos devem ou não dizer mas, aviso que quem for no entanto atrás de um mundo mágico do estilo Potteriano vai ficar desapontado. Não vale a pena perderem o vosso tempo com este livro. No entanto, se procurarem um mundo com magia e com uma visão mais wiccana da mesma, façam o favor de lhe pegar, este é um bom livro para isso.
Com uma visão mais tradicional da magia, dos covens e da idade de transição de "menina para mulher". O Clã da Loba é certamente uma alternativa mais fiel à ideia de bruxas tradicionais (pelo menos à ideia que eu tenho) e que surpreende pela história da origem das bruxas e pelo amor ao feminino.
Esta é uma história de magia, profecia e misticismo onde os homens não tem lugar. A magia é das mulheres, sempre lhes pertenceu e continuará a pertencer. Creio que, e devido à história da origem da magia do inicio, aparecerão alguns feiticeiros mas por enquanto nem vê-los.
Apesar de Anaíd ser um pouco chata como personagem ao início temos de nos lembrar que ela apenas tem catorze anos e que a sua mãe desapareceu do nada. Creio que há medida que cresço que vou tendo um pouco menos de paciência para personagens mais novas e tenho de me re-lembrar que já fui adolescente e que eu também já tive medos e incertas (E a quem minto? Ainda tenho!) e que estas são coisas normais da idade e portanto normais em personagens com esta idade. O caso de Anaíd foi mais complicado porque, maior parte do tempo, ela parece ser mais velha do que aquilo que é e por isso quando uma "birra" surge é sempre um pouco inesperada.
De resto, as personagens que acompanham Anaíd são variadas e temos umas mais divertidas e outras mais misteriosas que contribuem à sua maneira para a criação deste mundo mágico, onde vários clãs de bruxas habitam e esperam a realização de uma profecia que irá decidir se serão as Omar ou as Odish a sobreviverem no nosso mundo.
Quanto a termos da trama em si não foi sempre original mas foi bem desenvolvida com uma ou outra reviravolta curiosa mas, infelizmente, a grande reviravolta não foi de todo inesperada o que também me chateou a meio da leitura, pois a determinada altura já me questionava quando é que finalmente todas as personagens se aperceberiam do mesmo que eu.
No entanto como este é um género que leio muito pode ter sido completamente óbvio para mim mas não tanto para outros leitores. Mesmo assim achei que a história tinha a sua graça e fiquei com um mínimo de curiosidade para acabar a trilogia. Este é um livro que na minha opinião leva umas sólidas 3,5 estrelas.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Opinião: Esmeralda Cor de Rosa, de Carlos Reys

Esmeralda Cor de Rosa
de Carlos Reys 

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 186
Editora: Papiro Editora

Resumo: Quem tem ideais na vida terá, certamente, um ou mais mentores que como faróis, lhe indicarão rumos certos de rota e escolhos a evitar. Raramente o mentor será um modelo de conduta tão abrangente que se ajuste a todas as facetas da vida. Assim podemos ter mentores no campo da vida familiar, da vocação profissional, da vida artística, da vida amorosa e até na vida religiosa.

O autor, Carlos Reys, adaptou um mentor ficcional, Guilherme Esteves, que o terá inspirado para a vida e que ele escolheu como personagem condutor de uma saga de pessoas que preenchem o tempo que vai do após a Primeira Guerra Mundial até aos nossos dias e cujas existências vão colorir uma cidade portuguesa, banhada por um rio que é fonte de sustento e de evasão de um Portugal oprimido até à libertação do 25 de Abril de 1974.Não sendo um livro histórico o retrato das personagens que o habitam é pelas suas características uma referência da sociedade média de Portugal do século XX.

Rating: 3/5 


Comentário:  Em primeiro lugar, queremos agradecer ao autor Carlos Reys que teve a amabilidade de nos ofertar um exemplar de "Esmeralda Cor de Rosa".
Há muito que não lia um livro de um escritor lusófono e sabe bem regressar a casa. Digo isto porque, embora hoje em dia nos deparemos com traduções fantásticas, a língua mãe é diferente, e independentemente da capacidade e estilo literário de cada autor, existe uma sensibilidade muito própria na Língua Portuguesa que é reconhecida e sentida com um enorme carinho.
Carlos Reys apresenta-nos um livro com uma capa especial. Tem um retracto de sua autoria, e essa mulher grávida é não só uma das primeiras personagens que conhecemos, mas também a definição de um início de uma obra. Li várias críticas que não concordavam plenamente com o título escolhido. A meu ver, poderia ter sido este como qualquer outro, pois todas as personagens são apelativas por igual. Mas é inegável que Esmeralda tem o nome mais exótico de todas, e que merecia destaque, já que ela também sempre sobressaía entre a comunidade onde se movia.
Confesso que não gosto da sinopse. Explica o que é a obra mas torna-se demasiado abstracta, o que pode de alguma forma afugentar alguns leitores de um livro que se lê tão bem e com gosto. Mas ainda assim deixa bem claro aquilo que ele realmente é: uma saga de pessoas que preenchem o tempo e as várias páginas, de momentos que poderiam ter sido reais, de crónicas de uma sociedade portuguesa em mutação mas ainda ligada às tradições e ao que elas representam. E é realmente isso que este pequeno livro representa. Uma crónica social, ainda que ficcionada, que demonstra a história de um país através das pessoas que o compõem, não aprofundando vivências, não contando todos os pormenores de cada uma das pessoas envolvidas no enredo, mas criando uma manta de enlaces. Achei interessante a reviravolta final, quase que calculada desde a primeira página, mas que nem por isso deixou de ter piada. Há personagens que nascem com destinos traçados, e as deste livro sem dúvida que viram o seu delineado antes mesmo de ganharem forma.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Novo arquivo online - Goodreads

 


Bom dia a todos,

Aqui no Encruzilhadas estamos sempre a inovar, e hoje trazemo-vos outra novidade.
Na verdade, e á medida que vamos lendo cada vez mais livros, o nosso arquivo do blog torna-se de difícil consulta, a não ser que se procure algo muito objectivo.

Ora bem, como nós somos praticamente dependentes da aplicação do GoodReads, decidimos criar uma página para o nosso blogue. Desta forma, podem ir às Estantes e procurar mais objectivamente livros por editoras, por pontuação, pelas rubricas dos convidados, pelos livros por cada uma, etc etc.

Aqui fica o endereço, e quem tiver conta no GoodReads, estão à vontade para nos adicionar:

http://www.goodreads.com/user/show/15128312-encruzilhadas-liter-rias

 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Abram as vossas estantes, chegou um novo género literário!

Tal como dizia aqui há uns tempos neste artigo, os géneros literários multiplicam-se à medida que os leitores vão exigindo mais e mais de um determinado tipo de livro. Agora é a equipa do GoodReads que vem confirmar esta minha teoria, dizendo que o género Young Adult poderá ter os dias contados como líder de vendas, agora que um novo género, o New Adult se afirma no mercado.
Apesar de alguns sites afirmarem que o género New Adult já existia, simplesmente ainda não tinha uma designação, a verdade é que a crescente venda destes livros pode ser associada ao facto de os filhos demorarem mais a sair de casa dos pais tendo em conta o panorama económico.
Mas o que é afinal o New Adult? Apesar de ninguém ainda ter 100% de certezas, o género parece envolver personagens entre os 18 e os 23 anos, que podem ou não andar na Universidade, tem imenso sexo e raramente vêem os seus pais. Para mim, a grande diferença entre o Young Adult e o New Adult parece-me a abordagem da temática sexual que, na sua maioria, é praticamente inexistente no Young Adult onde um beijo apaixonado parece ser por vezes o culminar de uma relação (ou o que virá a ser uma relação)
As personagens do estilo New Adult são também mais velhas, tendo em conta que no Young Adult as personagens principais variam entre os 12 e os 18 anos. Assim sendo podemos mesmo dizer que o New Adult veio encher uma quota de mercado que se via cada vez mais sem protagonistas.
Estas personagens acabam também por fazer sentido aos jovens que ainda não saíram de casa dos pais (por estarem a estudar ou outros motivos) e que, apesar de serem adultos e se considerarem adultos, também se sentem ao mesmo tempo parados na sua evolução, pois ainda estão presos ao seu cordão umbilical.
Mas e será que este género vai agradar ao público Young Adult? Já algum dos nossos seguidores leu um livro New Adult? Sabemos que várias editoras norte-americanas fizeram vários apelos a pedir livros New Adult pois consideram que estes serão a próxima grande sensação. A questão é: será que há mercado para New Adult em Portugal visto que mal comercializamos Young Adult (pelo menos como YA)? Deixem-nos a vossa opinião Encruzilhados!



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e diz que é das melhores coisas que já lhe aconteceu.