Gostaria de começar o artigo de hoje dizendo que até ao momento [ainda] só fui convidada a sair de um sítio: a estação do Rossio. Porquê? Porque a Cláudia se atrasou e eu estava a pé há já bastante tempo, com um saco pesado em mãos e já não aguentava mais. Tinha de me sentar!
Imagino que se questionem do porquê de eu ter sido convidada a sair só porque não me aguentava em pé, ora bem, tudo se deu ao facto de, cansada e sem poder aguentar mais um segundo em pé, me ter sentado nos degraus da estação, os ao lado das escadas rolantes. E pelos vistos, caso não saibam fica a informação, é proibido uma pessoa sentar-se nesses degraus, e por isso, o segurança da estação convidou-me a sair. (Podia ter-me dito que existiam bancos no primeiro piso, mas parece-me que a informação não era pertinente.)
Conto-vos esta história porque recentemente me deparei com pessoas que já foram convidadas a sair de livrarias por estarem a ler no interior das mesmas. Devo confessar que ler em livrarias é dos maiores prazeres que tenho, especialmente quando estou à espera de alguém ou quando tenho o meu dinheiro contado e sei que apenas posso levar um livro de determinado valor comigo.
Em Portugal, a Fnac e a Bertrand tem inclusivamente, assim como a Wook parece-me, sofás para que os seus clientes se possam sentar no interior a ler confortavelmente livros que poderão ou não adquirir. Em Inglaterra a Waterstones tem no seu interior o Costa Coffe (do género Starbucks) e normalmente tem também uma área infantil onde as crianças podem brincar enquanto os pais bebem o seu café e leem os livros que poderão ou não comprar. Imaginam por isso o meu espanto ao saber que pessoas foram expulsas de livrarias por estarem a execer uma actividade que é encorajada pelas grandes cadeias.
Não pertendo defender ninguém nesta questão até porque percebo perfeitamente ambos os lados da mesma. Afinal uma livraria não é uma biblioteca e se eu for comprar um fogão ninguém me deixa usá-lo na loja para fazer uma lasanha a ver se o forno funciona. Por outro lado, se eu efectivamente vou adquirir o livro devia ter direito a ler umas páginas, afinal se for comprar o fogão também vou abrir a porta do mesmo olhar lá para dentro e ver os botões e os bicos. Em ambos os casos até me facilitam a troca se eu mudar de ideias.
Qual é a diferença entre ler um livro na livraria não gostar pousar e escolher outro, ou levar o livro para casa não gostar, tornar à livraria e pedir para trocar porque afinal já se tem um igual? Em qualquer um dos casos os meus direitos de troca estão asegurados.
Será que é tudo uma questão de sorte face ao funcionário que apanhamos de serviço? Será política das empresas? Ou será que há pessoas que simplesmente abusam do seu direito de ler nas livrarias? Que pensam disto Encruzilhados? Ah e já agora, alguma vez foram convidados a sair de algum sítio?
Em Portugal, a Fnac e a Bertrand tem inclusivamente, assim como a Wook parece-me, sofás para que os seus clientes se possam sentar no interior a ler confortavelmente livros que poderão ou não adquirir. Em Inglaterra a Waterstones tem no seu interior o Costa Coffe (do género Starbucks) e normalmente tem também uma área infantil onde as crianças podem brincar enquanto os pais bebem o seu café e leem os livros que poderão ou não comprar. Imaginam por isso o meu espanto ao saber que pessoas foram expulsas de livrarias por estarem a execer uma actividade que é encorajada pelas grandes cadeias.
Não pertendo defender ninguém nesta questão até porque percebo perfeitamente ambos os lados da mesma. Afinal uma livraria não é uma biblioteca e se eu for comprar um fogão ninguém me deixa usá-lo na loja para fazer uma lasanha a ver se o forno funciona. Por outro lado, se eu efectivamente vou adquirir o livro devia ter direito a ler umas páginas, afinal se for comprar o fogão também vou abrir a porta do mesmo olhar lá para dentro e ver os botões e os bicos. Em ambos os casos até me facilitam a troca se eu mudar de ideias.
Qual é a diferença entre ler um livro na livraria não gostar pousar e escolher outro, ou levar o livro para casa não gostar, tornar à livraria e pedir para trocar porque afinal já se tem um igual? Em qualquer um dos casos os meus direitos de troca estão asegurados.
Será que é tudo uma questão de sorte face ao funcionário que apanhamos de serviço? Será política das empresas? Ou será que há pessoas que simplesmente abusam do seu direito de ler nas livrarias? Que pensam disto Encruzilhados? Ah e já agora, alguma vez foram convidados a sair de algum sítio?
Ki
(Catarina)
Sobre a autora:
Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e diz que é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

















