sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

4 Anos - Pack 5 Bónus


E como 4 anos já são significativos, decidimos tornar este Pack 5 um bónus especial para aqueles que realmente nos seguem e acompanham ao longo do ano. E vamos ter em sorteio, em algum momento de 2014, nada mais nada menos do que dois vouchers de 10 euros para serem utilizados no Bookdepository.

Não vamos avisar quando eles forem para o ar, colocando apenas o post online. Podem escolher qualquer livro disponibilizado no site, desde que vá até ao tecto máximo que estabelecemos. Estejam atentos e boa sorte!! 

                      

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Atenção Escritores: AlenCriativos - Concurso de Poesia

Boa tarde Encruzilhados, 
Como sabem somos pelos escritores, até porque gostamos as duas de rabiscar as nossas próprias histórias, por isso gostamos de divulgar concursos de escrita sempre que achemos pertinente e desta vez queremos chamar poetas! 
Fomos informadas que o AlenCriativos: organização de Ana Coelho e Maria Eugénia Ponte, com a colaboração da Câmara Municipal de Alenquer - Pelouro da Cultura e da Juventude está a promover um concurso de poesia de âmbito nacional.
O concurso divide-se em duas categorias: concorrentes que frequentam o 3.º ciclo e o ensino secundário e concorrentes com idade igual ou superior a 18 anos (publico em geral, poetas já editados ou não). E tem como tema  audaz fantasia
Se existem poetas entre nós esta é uma oportunidade a não perder, podem entregar os vossos trabalhos até 28 de Fevereiro, através do e-mail alencriativos@hotmail.com, e a entrega de prémios será realizada a 24 de Março
Para mais informações podem contactar o grupo através de alencriativos@hotmail.com, podem consultar as regras aqui e participar na página de facebook aqui.
Boa escrita!

Ler uma livraria

Hoje, no facebook, uma amiga minha publicou no seu status que ao entrar numa livraria se apercebeu que nunca viveria o suficiente para ler metade da mesma. Deduzo que a intenção dela tivesse sido fazer um post melancólico, mas como consigo ser bruta quando quero (e talvez até esperançosa) respondi-lhe rapidamente que há uma metade de todas as livrarias que não interessa ler.
Para mim isto é verdade, amo ler, amo livros, amo livrarias mas não quero ler todos os livros do mundo. Talvez isto seja chocante mas sejamos práticos, eu não leio coreano logo não poderei ler livros coreanos, claro que existem traduções mas será que todos os livros alguma vez editados na correia vão ser traduzidos para inglês e mesmo que sejam, será que eu vou gostar do estilo de escrita coreano? E aqueles livros específicos de medicina ou de informática, o que é que isso me interessa?
Claro que a minha amiga deveria estar a falar dos livros de ficção e das aventuras que nunca poderá ler pois não viverá tempo suficiente para as ler a todas, mas será que isso não é um pouco como os grandes clássicos? Já todos ouvimos falar de clássicos como Guerra e Paz, Os Miseráveis, Dom Quixote, as obras completas de Shakespeare ou Jane Austen e todos sabemos que os deveríamos ler, porque sabemos que ao serem denominados "clássicos" lhes foi atribuído um estatuto especial, um estatuto que diz "este livro é mesmo bom e vale mesmo a pena lê-lo". Mas quantos de nós efectivamente o fazem?
Ler clássicos não é fácil, apesar de existirem clássicos que se lêem bem a maior parte deles é pesada, pelo menos na minha opinião, são livros que costumo ler muito devagar e com tanto para ler, quem quer perder tempo a ler devagar? Além do mais maior parte dos grandes clássicos é tão adaptada e divulgada que maior parte das pessoas tem uma ideia da história mesmo que nunca tenha lido uma página da mesma. Por exemplo eu li o Guerra e Paz em banda desenhada com o Pato Donald como personagem principal, eu vi os desenhos animados do Tom Sawyer e apesar de não ter visto a Ana dos Cabelos Ruivos sei que houve muita gente que o fez. Assim sendo, a não ser que a história nos desperte mais a atenção será que vale a pena ir lê-la, será que não podemos considerar que "lemos" o livro já?
O que nos leva novamente à livraria da minha amiga. Se um quarto da livraria forem livros técnicos e outro quarto grandes clássicos da literatura mais livros que não nos interessam ler (por exemplo, eu gosto de livros de auto-ajuda mas sei que há pessoas que não os toleram), ficamos apenas com metade da livraria para ler, e se nos pusermos a descontar os livros que já lemos talvez até fiquemos com um pouquito menos.
Claro que as livrarias não são estáticas, e ainda bem, mas o desafio só torna toda a situação mais interessante. Afinal se as livrarias fossem estáticas havia a hipótese real de um dia ficarmos sem livros para ler e termos que nos pôr a ler sobre o sistema digestivo e doenças contagiosas, o que sem dúvida seria informativo mas não necessariamente divertido.
Assim sendo, talvez seja de todo impossível ler uma livraria, realmente até meia-livraria, mesmo assim creio que é o desafio de provarmos que vamos conseguir ler algo que nos impele a andar em frente. Ou neste caso, ler em frente.
E vocês, Encruzilhados que pensam disto? Acham que chegamos a ler 1% de todos os livros do mundo enquanto vivemos ou nem isso?



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e diz que é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Opinião: Pandemonium, de Lauren Oliver

Pandemonium [Delirium 2]
de Lauren Oliver
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 336 
Editor: Hodder & Stoughton General Division
Resumo:
I'm pushing aside the memory of my nightmare, pushing aside thoughts of Alex, pushing aside thoughts of Hana and my old school, push, push, push, like Raven taught me to do.
The old life is dead. But the old Lena is dead too. I buried her. I left her beyond a fence, behind a wall of smoke and flame.

Rating: 4/5

Comentário: 
(Atenção este comentário conterá spoilers do primeiro volume!)

Depois da Cláudia ter comentado o primeiro volume desta saga, Delirium, é agora a minha vez de comentar a sua continuação, com Pandemonium. Da primeira vez que comecei a ler esta sequela tive de parar porque o livro não me fazia sentido. Tinha acabado de ler o Delirium há pouco tempo e a mudança brusca na narrativa deu-me um "nó no cérebro" e não me deixava entrar no rumo da história.
Tive por isso de esperar alguns meses antes de poder voltar a pegá-lo a sério e dar continuação a esta saga. Sou da mesma opinião da Cláudia, que diz que Oliver é genial a construir personagens e as suas relações. Há algo de verdade, de real, na Lena e em todos os que a rodeiam; existem alturas na história em que quase os podemos tocar.
No primeiro livro, à medida que seguimos Lena ao longo da sua aventura, é fácil relacionarmos-nos com ela e percebermos as suas dúvidas e incertezas. Sim, porque Lena é uma personagem que acredita cegamente no regime onde foi educada, um regime que dita que o amor é uma doença mortal e que todos se devem submeter a uma operação que retira a capacidade de amar. Lena acredita nisto e conta os dias para a sua operação, que a salvará desta doença, como maior parte dos adolescentes contam os dias que faltam para um concerto ou lançamento de um livro.
E assim, ao longo do primeiro livro vemos a Lena soltar-se das suas amarras e a aprender a "voar" como ela diz.
No segundo livro, no entanto, encontramos duas Lenas: a Lena do "Now" e a Lena do "Then"; e elas tem objectivos diferentes, maneiras de ver a vida diferentes e medos diferentes. Ao dividir o seu segundo livro em duas linhas de tempo, Lauren puxou o tapete aos seus fãs e deixou-nos perdidos durante quase dois capítulos até percebermos ao certo o que se estava a passar.
Deixem-me tentar explicar-vos o que se passa quando começamos a ler este livro: o primeiro capítulo é "Now" e creio que todos esperávamos uma continuação quase imediata ao fim explosivo de Delirium, mas aquilo que encontramos é Lena sentada calmamente numa sala de aulas. O leitor começa a erguer curioso uma sobrancelha, e quando o capítulo acaba nem sabemos bem o que se vai passar. Entramos então num capítulo "Then" (os únicos dois nomes que todos os capítulos terão para percebermos os saltos no tempo) e subitamente voltamos ao exacto momento em que Delirium terminou.
Quer isto dizer que a linha "Now" passa-se alguns meses após o fim de Delirium enquanto a linha "Then" se passa imediatamente a seguir. Para quem acabou de ler o primeiro livro apenas com uma linha de tempo compreende-se a dificuldade em entrar neste segundo livro. Mas após o choque inicial e percebendo a maneira como o livro se processa torna-se fácil entrar na história e tornar a acompanhar Lena nas suas aventuras.
Depois do fim suspenso de Delirium reencontramos, como dizia há pouco, duas Lenas. A Lena do "Then" que é a Lena que deixamos, ainda bastante insegura e sem saber se tomou a decisão certa, sem saber ao certo o seu lugar no mundo e acabada de chegar ao munso dos Wilds; e a Lena do "Now": uma Lena que já passou frio, fome, doença e já ponderou a sua vida de ângulos que nunca achou possíveis, uma Lena que sabe o que é perda mas que aprendeu a erguer a cabeça.
Pandemonium fala-nos das decisões que tomamos e das experiências que nos moldaram e nos levam a tomar essas decisões. É um livro intenso sobre aquilo que acreditamos ser a verdade e sobre as incertezas dos jovens que querem fazer o que está certo mas que nem sempre sabem como. Lena é a imagem de uma rapariga normal que perdeu um amor e está a tentar recuperar, é a imagem de uma jovem perdida dentro das suas inseguranças mas que se levanta todos os dias, é a imagem de uma jovem que volta a aprender a viver num mundo que a quer ver morrer.
Este é um livro sobre amor, esperança, luta e sobrevivência. É a história de um grupo de pessoas que se farta do que é confortável e vai em busca do que acha ser verdade, custe isso o que custar. Dizer mais é entrar em detalhes da história, o que me recuso a fazer para não estragar a surpresa.
Apesar de ter uma abordagem diferente de Delirium não acredito que Pandemonium lhe fique atrás e só não leva cinco estrelas por cair infelizmente num grande cliché do qual eu e a Cláudia já estamos um pouquinho fartas, e que é cada vez mais comum nos livros adolescentes (mas que não revelaremos para não estragar a leitura).
Uma leitura que recomendo, mas não imediatamente a seguir ao Delirium.
Creio que talvez seja mais produtivo para os leitores lerem entre os volumes um e dois, as short-stories Hana e Annabel ( não a Raven, pois contêm spoilers do segundo volume!).

  • Para verem tudo o que já comentamos de Lauren Oliver cliquem aqui.