quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Resultado do Passatempo de Aniversário


Caros Encruzilhado/as,

Foi com grande alegria que celebramos o nosso terceiro aniversário e o melhor da festa foi ver-vos a vocês, os nossos seguidores, e nossos convidados, a aderirem à comemoração.

Agradecemos a vossa participação, especialmente por parte de quem nos segue e lê frequentemente. Após uma breve conversa com o Sr. Random chegámos aos três números que, apesar de não serem os do Euromilhões vão dar prémio.

Assim sendo, aqui ficam os nossos vencedores, que é como quem diz, os números são:

O Intruso de Carina Rosa
[25] - Maria de Jesus (...) Vinagre - Quinta do Anjo 

Entrega Total de Cherly Holt
[86] - Helder (...) Barbosa - Porto

O Perraultimato de Filipe Faria
[15]- Andreia (...) Reis - Alverca do Ribatejo

Parabéns a todos os vencedores!Os livros serão enviados em breve!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Opinião: As Coisas Que Nunca Dissemos, de Marc Levy

As Coisas Que Nunca Dissemos
de Marc Levy
Edição/reimpressão: 2008 / 2012
Páginas: 280 / 278
Editor: Pergaminho / Edições Contraponto
Resumo:
Julia Walsh sempre teve uma relação difícil com o pai. Quase nunca se viam, mal se falavam e, das raras vezes em que estavam em contacto, acabavam sempre a discutir. Três dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema da secretária do pai. Tal como ela esperava, Anthony Walsh não vai poder comparecer ao seu casamento. Contudo, tem uma justificação inabalável: está morto. Julia não consegue deixar de ver o lado tragicómico da situação. De um momento para o outro, passa da preparação de um casamento para a preparação de um funeral. Até depois de morto, Anthony Walsh parece ter o dom de transtornar a vida da filha. Mas, a seguir ao funeral, Julia descobre que o pai tinha mais uma surpresa reservada: a maior aventura da sua vida e, finalmente, uma oportunidade de dizer tudo aquilo que sempre calou…

Rating: 3,5/5

Comentário:
Gostaria por começar dizendo que a versão que eu li foi a da Pergaminho pois era a que estava disponível na biblioteca, no entanto, se quiserem adquirir o livro creio que agora só o poderão fazer através da Contraponto e foi por isso que decidi deixar os dados de ambas as editoras nos "créditos".
Quando preciso de ler uma história querida e fluída escolho Marc Levy porque é mesmo isso que ele proporciona. Os livros de Marc Levy podem não ser marcos de literatura mas são livros que trazem uma certa mensagem, nem sempre fácil de pensar, e que nos prometem que se nos empenharmos, se arriscarmos, se vivermos, se formos mais nós poderemos romper a barreira da normalidade que invadiu as nossas vidas e almejar algo fantástico.
Para Julia Walsh essa oportunidade vem disfarçada de desgraça, depois da morte do pai que acaba por cancelar o seu casamento, Julia recebe, se a isso estiver disposta, a oportunidade de lhe poder dizer tudo o que sempre quis mas que nunca disse. Uma oportunidade única e que merece ser agarrada com ambas as mãos, mas Julia está demasiado habituada a odiar o pai e a afastá-lo para sequer olhar para esta oportunidade como uma coisa boa, para ela é mais uma tentativa do pai a chatear.
Este ódio que Julia tem ao pai tem uma origem um pouco obscura, sabemos que ela está zangada com ele mas não percebemos o ódio imenso que ela tem ao pai até que vários momentos chave da sua vida são revelados. Um destes momentos que decorre aquando da queda do muro de Berlim e fez-me soluçar no meio do comboio e nem vos consigo explicar exactamente o porquê. Creio que toda a carga emotiva associada à experiência contribui para a atmosfera do livro e, foi muito bem escolhida, para a criação de um paralelo entre a vida dos alemães que viram as suas famílias separadas e o fosso/muro que o tempo e a vida criaram entre Julia e o pai.
Marc Levy sabe contar histórias mas peca pela falta de descrições, logo nas primeiras páginas do livro somos bombardeados pelo diálogo de Julia e Stanely, que nos deixa um pouco perdidos pois não sabemos ao certo o contexto que aos poucos se vai relevando entre as frases trocadas entre ambos. E esta relação que Julia e Stanely tem, a sua amizade, foi para mim uma das mais divertidas de todo o livro. A maneira como estes melhores amigos se apoiam e brincam um com o outro é enternecedora e apercebemos-nos à medida que o livro avança que Julia é como é porque teve Stanely para a apoiar, sem ele, o mais provável era ela se ter tornado igual ao pai, presa num mundo só seu e sem contacto com a realidade.
Stanely é por isso a sua bóia e durante a aventura que se desenrola Julia faz sempre questão de ir mantendo o seu melhor amigo mais ou menos informado do que se passa, visto que a realidade é demasiado até para Stanely acreditar nela.
Esta é uma história sobre o perdão, a amizade, o amor e a família, como nos unimos e nos separamos, sobre como somos o porto seguro uns dos outros e o inferno uns dos outros. É uma história sobre a dualidade que existe dentro de cada um de nós e da coragem ou cobardia que temos em certos momentos da nossa vida. E apesar de não ser o romance que vai mudar a história da literatura foi um que gostei bastante de ler e que sai daqui com umas sólidas três estrelas e meia.

Novidades: Quinta Essência Fevereiro

A 8 de Fevereiro
Letal por Sandra Brown.
Resumo:
Quando a filha de quatro anos lhe diz que está um homem doente no seu jardim, Honor Gillette corre a ajudá-lo. Mas esse «doente» revela ser Lee Coburn, o homem acusado de assassinar sete pessoas na noite anterior. Perigoso, desesperado e armado, ele promete a Honor que ela e a filha não irão magoar-se se ela fizer tudo o que ele lhe pedir. Honor não tem alternativa a não ser aceitar a sua palavra. Em breve Honor descobre que nem as pessoas mais próximas de si são de confiança. Coburn afirma que o seu falecido marido possuía algo extremamente valioso que coloca Honor e a filha em perigo. Coburn está ali para levar consigo esse objeto - a qualquer custo. Dos escritórios do FBI em Washington, D.C. a um velho barco no litoral da Louisiana, Coburn e Honor fogem das pessoas que juraram protegê-los e desvendam uma teia de corrupção e depravação que os ameaça não só a eles, mas à própria sociedade.
  
De olhos fechados por Eve Berlin
Resumo:
Se não for ao limite, como saberá até onde pode ir?
 
Para a bela escritora de romances eróticos Dylan Ivory, deter o controlo é o mais importante. Até que conhece o homem que é tudo aquilo que ela não é… e tudo o que ela deseja.
 
Alec Walker é um escritor de thrillers psicológicos sombrios - e um homem que vive para as suas emoções. Desde motos a skidiving, passando por nadar com tubarões, a sua busca incessante de prazer e excitação não tem fim. Essa busca estende-se também às suas relações pessoais, onde nenhuma regra limita os seus desejos. A única coisa que Alec teme é o amor - e permitir que outra pessoa o conheça realmente. Enquanto faz investigação para um livro sobre extremos sexuais, Dylan entrevista Alec - e anseia por saborear a tentação que ele lhe oferece. No entanto, Alec é um dominador famoso e ela recusa entregar-lhe o controlo. Lenta e sedutoramente, Alec mostra-lhe que ao entregar-se-lhe de forma incondicional e submeter-se a todos os seus desejos, ela poderá experimentar o derradeiro prazer. Porém, para poder ficar com a mulher que pela primeira vez o faz ajoelhar, será Alec capaz de correr o maior de todos os riscos e entregar o seu coração? Embalados por um misto de prazer e apreensão, o casal vê-se numa situação tentadora enquanto evita entregar-se ao sentimento que nasce entre eles.
 

 
A 22 de Fevereiro
Um Beijo Inesquecível por Teresa Medeiros.
Resumo:
Laura Farleigh precisava de um marido. Se quisesse manter um teto sobre a cabeça dos irmãos, a orgulhosa filha do reitor teria de casar até ao dia do seu vigésimo primeiro aniversário. Ao encontrar inconsciente na floresta um misterioso desconhecido de rosto angelical e corpo de Adónis, que não se lembrava do nome e do passado, decide reclamá-lo como seu. Mal sabia ela que aquele anjo caído era afinal um demónio disfarçado. Sterling Harlow, o famoso devasso conhecido como o «Demónio de Devonbrooke», acorda com o beijo encantador de uma formosa jovem que lhe confessa ser ele o seu prometido. Com as faces beijadas pelo sol e sardentas, Laura é uma jovem inocente apesar do encanto feminino das suas curvas. Quando lhe garante ser ele um perfeito cavalheiro, Sterling pergunta a si próprio se, para além da memória, terá perdido o juízo. Juraria não ser homem para se satisfazer apenas com beijos - principalmente os da doce e sensual Laura. Tentando descobrir a verdade antes da noite de núpcias, um beijo inesquecível ateia a paixão que nenhum deles alguma vez esquecerá.
  
Nas Asas do Amanhã por Sarag Sundin.
Resumo:
Quando o marido morre na guerra do Pacífico, Helen Carlisle oferece-se como voluntária para o esforço de guerra, a fim de ocultar os seus sentimentos. No entanto, manter a aparência de viúva inconsolável de um herói local está a deixar a sua marca. Em breve algo irá ceder. O tenente Raymond Novak prefere o púlpito ao cockpit. O seu trabalho a treinar pilotos de B-17 permite-lhe ter uma vida pessoal... e dá-lhe uma desculpa conveniente para ignorar o seu maior medo. Quando a bela Helen conquista o seu coração, ele mostra-se decidido a merecê-la e a desposá- la. Ray e Helen veem-se então forçados a arriscar as suas reputações e as suas vidas; irão eles enfrentar e conquistar os desafios que têm pela frente? E poderá o seu jovem amor sobreviver até ao regresso da paz? Cheio de drama, coragem e romance, Nas Asas do Amanhã encerra de forma magistral a popular série «Asas de Glória».

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Parabéns "Orgulho e Preconceito"! Parabéns Jane Austen!

Elizabeth Bennet protagonizada
pela actriz Jennifer Ehle para a
série de 1995 da BBC.
Orgulho e Preconceito de Jane Austen faz 200 anos! 

Pode não o parecer mas é verdade, Orgulho e Preconceito, um dos grandes clássicos da literatura, foi publicado, pela primeira vez, há exactamente 200 anos, mais exactamente a dia 28 de Janeiro.

Como os nossos leitores mais assíduos sabem, a Cláudia tem uma paixão secreta (e daí talvez não muito secreta mas sem dúvida muito profunda) pelo mais famoso clássico de Jane Austen e inclusivamente desafiou-me a começar a lê-lo dia 28, para assinalar o seu aniversário. Desafio a que respondi com muita alegria mas encontro-me numa encruzilhada, é que apesar de o querer ler, não tenho uma cópia!

É no entanto, para quem queira, muito fácil deitar a mão a este clássico. Como os direitos de autor do mesmo já caducaram, podemos encontrá-lo em várias editoras quer em português (Civilização Editora, Europa-América, etc) quer no original em inglês. E para quem anda com o orçamento mais controlado, as bibliotecas de Lisboa tem mais de sete exemplares disponíveis para leitura.

Qual é a história de Orgulho e Preconceito?
Orgulho e Preconceito é uma clássica história de amor e mal-entendidos que se desenrola em finais do século XVIII e retrata de forma acutilante o mundo da pequena burguesia inglesa desse  tempo. Um mundo espartilhado por preconceitos de classe, interesses mesquinhos e vaidades sociais, mas que, no romance, acabam por ceder lugar a valores mais nobres: o amor.
As cinco irmãs Bennet, Elizabeth, Jane, Lydia, Mary e Kitty, foram criadas por uma mãe cujo único objectivo na vida é encontrar maridos que assegurem o futuro das filhas. Mas Elizabeth, inteligente e sagaz, está decidida a ter uma vida diferente da que lhe foi destinada. Quando Mr. Bingley, um jovem solteiro rico, se muda para uma mansão vizinha, as Bennet entram em alvoroço…
Elizabeth Bennet protagonizada pela actriz Jennifer Ehle.
Os nossos leitores mais atentos (e vá, os menos atentos também) já se devem ter apercebido que este clássico tem sido adaptado não só ao grande ecrã (com Keira Knightly no papel da heroína Elizabeth) como ao pequeno também (neste caso com Jennifer Ehle), e conhece vários spin-offs (séries baseadas na história do livro mas que não a seguem) e não é raro encontrar títulos de livros ou de episódios de séries que façam referência a este livro. O que confirma Orgulho e Preconceito como um dos maiores clássicos de sempre.

Jane Austen
Nascida em 1775, Jane Austen era a penúltima filha dos oito filhos do Rev.º George Austen, reitor de Steventon, Hampshire, onde a romancista viveu até a família se mudar para Bath em 1801, e para Southampton em 1805. Em 1808, depois da morte do pai, Jane Austen fixou-se perto de Alton, mudandose, depois, em 1817, para Winchester, onde morreu de anemia nesse mesmo ano.
Começou a compor histórias e vários trechos quando menina. Estas obras juvenis seriam suspeitas se os manuscritos não existissem, pois mostram um dom satírico que é raro mesmo na maturidade intelectual.
No entanto, o seu sucesso enquanto escritora foi conseguido sobretudo entre 1811 e 1816,  com a publicação de  Sensibilidade e Bom Senso,  Orgulho e Preconceito, Mansfield Park  e  Emma. Teve ainda outros dois romances póstumos, Northanger Abbey e Persuasão, e deixou um último inacabado, Sanditon.

Sobre a vida da autora saiu em 2007 o filme "Becoming Jane" com Anne Hathaway no papel de jovem (e ainda não publicada) Jane Austen. A ideia do filme é provar que as histórias da autora foram inspiradas por acontecimentos na sua vida.

Algum Encruzilhado já leu obras de Jane Austen? O que pensam delas?

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Opinião: Kiki Strike na Cidade das Sombras, de Kirsten Miller

Kiki Strike na Cidade das Sombras
de Kirsten Miller
Edição/reimpressão: 2007
Páginas: 368
Editor: Edições Asa
Resumo:
A vida de Ananka Fishbein nunca mais foi a mesma desde que ela decidiu explorar um enorme buraco nas proximidades do seu apartamento, em Nova Iorque. Descendo por uma imunda escada de corda até às profundezas da cidade, Ananka descobre um misterioso compartimento subterrâneo e apercebe-se imediatamente que está perante um grande segredo - mas nem ela podia imaginar as verdadeiras dimensões desse segredo nem, muito menos, as implicações de o ter descoberto!
Na verdade, Ananka não só descobre a lendária Cidade das Sombras sob as agitadas ruas de Manhattan, como acaba por conhecer a misteriosa Kiki Strike, uma rapariga que veste de negro e anda de Vespa e que parece aparecer e desaparecer como por magia.
Milhões de ratazanas, um grupo de raparigas destemidas e dispostas a tudo, esqueletos, tesouros escondidos e uma cidade secreta mesmo por baixo das ruas de Manhattan, eis os ingredientes desta arrebatadora aventura repleta de acção e suspense, que deixará o leitor verdadeiramente "preso" até ao fim, sem nunca saber quem são de facto os malfeitores e aqueles que se batem pela justiça!

Rating: 3,5/5

Comentário:
(Gosto de contar como os livros chegaram às minhas mãos, isso no entanto não é relevante para a crítica, caso não o queiram ler sigam para o paragrafo que começa com "»" para lerem a dita crítica.)
Cada vez que entrava na biblioteca itinerante e me dirigia à secção infanto-juvenil a Kiki olhava para mim sorrindo. Este livro de capa larga e azul clara parecia brincar comigo, convidava-me a levá-lo, mas as frases atrás do livro dos críticos que diziam que Harry Potter teria "uma paixão assolapada" pela Kiki não me ajudavam a ganhar coragem e arriscar-me a lê-lo.
No inicio deste ano no entanto houve uma reserva que fiz de cinco livros que não chegou à biblioteca pelo que, a não ser que achasse algo para ler nas estantes, teria de voltar de mãos a abanar para casa. E, sendo uma livrólica, isso não era obviamente uma opção. Assim sendo, deixei os meus dedos percorrem as lombadas dos livros nas estantes até que subitamente o meu indicador parou na lombada da Kiki. "Ahah!", parecia ela dizer, "que desculpa vais dar hoje?" e como ela ela tinha razão decidi arriscar e levá-la.
»» O começo do livro é assombroso, Ananka, a nossa narradora, fala no passado e diz-nos que olhando para trás tem completa noção que só enveredou nesta aventura com Kiki porque estava terrivelmente aborrecida, uma frase que sem dúvida fará eco com qualquer adolescente. E isto é algo interessante pois normalmente os livros para adolescentes não são escritos no passado, porque ao serem escritos no passado dão ao leitor uma ideia de segurança, afinal seja o que for que aí venha, a personagem consegue sobreviver mas o facto de Ananka se referir sempre a Kiki no passado deixa uma dúvida no ar: Ananka está viva mas e Kiki? Será que a nossa heroína está viva?
O meu maior momento de ligação a Kiki deu-se na primeira vez que ela aparece na história quando, ao ser questionado pela professora sobre o que quer ela ser quando for grande, Kiki responder "Perigosa.". Não contava com tal resposta e lembro-me de ter erguido o sobrolho e ter pensando para mim que sem dúvida esta era a melhor resposta que já tinha ouvido para esta pergunta. No entanto, daí para a frente, a Kiki acabou por se esbater para mim, talvez tenha sido a sua atitude de mandona ou a aura de mistério que acabou por se esbater, a verdade é que consegui ligar-me muito mais a Ananka, a nossa narradora, aos seus pais ausentes, o seu rato de estimação debaixo do lava-loiça e as suas paredes cheias de livros.
Gostei bastante da narrativa e tenho de admitir que me surpreendeu por vezes. A maneira como as raparigas interagem e se completam, cada uma tendo conhecimentos que as outras não tem, acaba por tornar a história um pouco realista no meio de toda a fantasia. Porém é uma escrita para jovens, ou seja, a determinada altura o livro começou a aborrecer, não por estar mal escrito mas por eu não ser da faixa etária a que está destinado. Mesmo assim consegui lê-lo até ao fim sem me sentir necessariamente forçada ou obrigada, se se levar o livro como o que é, até é bastante divertido e muito bom para o género em questão.
Uma das poucas coisas que comecei por gostar no livro mas depois me fartei são as pausas que Ananka faz para fazer listas e dar conselhos. Na verdade, a narrativa está montada de modo a que o livro que temos nas mãos passe por um diário de Ananka onde ela decide partilhar as suas aventuras com Kiki. Assim sendo, Ananka gosta de por curiosidades e conselhos no fim (ou a meio) dos capítulos, o que no inicio é engraçado mas a partir de certa altura me começou a saturar.
O que me manteve presa a este livro foi mesmo a ideia da existência de uma "cidade das sombras", um mundo completamente subterrâneo por baixo das ruas de Manhattan, repleto de salões de baile, quartos, bares, enfim, um mundo completo a 20 metros debaixo do solo mas com tectos altos e pinturas elegantes.
No acerto de contas posso dizer que achei que a Kiki era uma boa aposta, infelizmente encontrei-a tarde demais, senão sem dúvida que me teria divertido muito mais com ela. Mesmo assim, para os rapazes e raparigas em busca de uma boa aventura num mundo subterrâneo este é o livro ideal.

  • Livro recomendado para os 7º, 8º e 9º anos de escolaridade;
  • Este livro faz parte de uma saga;
  • De momento existem dois livros publicados e o terceiro volume será lançado em 2013 (versões originais);
  • Em português este é o único volume disponível.