sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Novidade: A Praia dos Afogados, de Domingo Villar

Título: A praia dos afogados 
Autor: Domingo Villar
Págs.: 424
Resumo: 
Uma manhã, o cadáver de um marinheiro é arrastado pela maré até à beira-mar de uma praia galega. Se não tivesse as mãos amarradas, Justo Castelo seria outro dos filhos do mar a encontrar a sua sepultura entre as águas, durante a faina. Sem testemunhas nem rasto da embarcação do falecido, o inspetor Leo Caldas mergulha no ambiente marinheiro da povoação, tentando esclarecer o crime entre homens e mulheres renitentes em revelar as suas suspeitas, mas que, quando decidem falar, indicam uma direção demasiado insólita. (Podem ler as primeiras páginas aqui, cortesia da editora)


A praia dos afogados foi classificado como Livro do Ano pelo Grémio de Livreiros de Madrid e pela Federação de Livreiros da Galiza, recebeu e foi finalista de importantes galardões literários e tornou-se um sucesso de vendas em Espanha. Este livro, da autoria de Domingo Villar, vai estar disponível nas livrarias nacionais a partir do dia 4 de fevereiro, numa edição da Sextante Editora.

Herdeiro literário de Vásquez Montalbán e de Georges Simenon, Domingo Villar tem as suas obras traduzidas para 13 línguas e, em A praia dos afogados, apresenta-nos o seu inspetor Leo Caldas, um epicurista que consegue mergulhar nos mistérios do mundo fechado dos pescadores das rias baixas galegas.

Embuscada na cozinha!

Não se enganem, não falo do jogo de Cluedo. Ninguém me apanhou na cozinha com a faca ou com o candelabro. Falo sim,  daqueles instantes na calada da noite em que os livros que lemos nos atacam.
Sabem do que falo? Dos "e ses", dos "podia acontecer", dos reflexos que vemos nas nossas janelas de noite, falo dos medos e das dúvidas que as histórias plantam em nós. Dos livros que nos assombram muito tempo após os termos deixado.
Para mim, actualmente, esse livro é Crónica de uma Serva, de Margaret Atwood. Uma realidade distópica que me faz tremer e me acelera o coração. Um livro que para mim representa todo o meu terror actual. Eu que não vejo filmes de terror mas que nunca tive problemas em adormecer depois de ler os livros dos Arrepios ou da Estrada do Terror (e outras séries que tais), dou por mim agora a ser assaltada quando menos espero por uma sensação desconfortável de terror.
A última vez que isto me aconteceu foi a meio da noite, levantei-me porque tinha sede e chegando à cozinha enchi um copo e fiquei a olhar por entre as negas dos estores corridos. O meu reflexo estava semi-comido pelas luzes dos candeeiros que entravam pelas negas e foi aí que do nada dei um salto ao sentir toda a história do livro a invadir-me outra vez.
Provavelmente algo naquele momento me fez lembrar do livro inconscientemente, algo acordou o terror do livro em mim e eu fiquei ali na cozinha de copo na mão a pensar que nunca mais me ia esquecer de encher a garrafa que tenho ao lado da cama.
Não é a primeira vez que um livro me assalta. Acontece-me por vezes passar por situações, visitar locais ou até mesmo ouvir música que me lembram de livros inteiros e eu fico parada durante uns segundos com um sorriso parvo na cara a lembrar-me dos bons momentos que passei a ler esse livro. Lembro-me da história e das personagens, dos meus momentos favoritos e das escolhas que teria feito de maneira diferente.
Mas estas são memórias agradáveis, o género de memórias que faz parte do espírito das fandoms das quais já faço parte (embora na altura não soubesse) desde que vi Sailor Moon. São memórias que fazem parte do que sou mas num tom leve e luminoso. Existe no entanto, como sempre existe, um lado mais negro, livros mais fortes e pesados que nos marcam e deixam um pouco desse peso em nós, como se acordassem as nossas partículas mais negras.
Esses são os livros que por vezes gostaria de esquecer e não consigo. Os livros que me criam pesadelos e medos nas sombras da noite.
Sabem de que livros falo Encruzilhados? Tem livros assim? Que mexeram no núcleo da vossa existência e deixaram marcas, deixaram dúvidas? Livros que carregamos invisivelmente nas nossas almas e que moldam discretamente os nossos comportamentos.... Querem dizer-me quais são?



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e diz que é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Resultado do Passatempo de Aniversário


Caros Encruzilhado/as,

Foi com grande alegria que celebramos o nosso terceiro aniversário e o melhor da festa foi ver-vos a vocês, os nossos seguidores, e nossos convidados, a aderirem à comemoração.

Agradecemos a vossa participação, especialmente por parte de quem nos segue e lê frequentemente. Após uma breve conversa com o Sr. Random chegámos aos três números que, apesar de não serem os do Euromilhões vão dar prémio.

Assim sendo, aqui ficam os nossos vencedores, que é como quem diz, os números são:

O Intruso de Carina Rosa
[25] - Maria de Jesus (...) Vinagre - Quinta do Anjo 

Entrega Total de Cherly Holt
[86] - Helder (...) Barbosa - Porto

O Perraultimato de Filipe Faria
[15]- Andreia (...) Reis - Alverca do Ribatejo

Parabéns a todos os vencedores!Os livros serão enviados em breve!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Opinião: As Coisas Que Nunca Dissemos, de Marc Levy

As Coisas Que Nunca Dissemos
de Marc Levy
Edição/reimpressão: 2008 / 2012
Páginas: 280 / 278
Editor: Pergaminho / Edições Contraponto
Resumo:
Julia Walsh sempre teve uma relação difícil com o pai. Quase nunca se viam, mal se falavam e, das raras vezes em que estavam em contacto, acabavam sempre a discutir. Três dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema da secretária do pai. Tal como ela esperava, Anthony Walsh não vai poder comparecer ao seu casamento. Contudo, tem uma justificação inabalável: está morto. Julia não consegue deixar de ver o lado tragicómico da situação. De um momento para o outro, passa da preparação de um casamento para a preparação de um funeral. Até depois de morto, Anthony Walsh parece ter o dom de transtornar a vida da filha. Mas, a seguir ao funeral, Julia descobre que o pai tinha mais uma surpresa reservada: a maior aventura da sua vida e, finalmente, uma oportunidade de dizer tudo aquilo que sempre calou…

Rating: 3,5/5

Comentário:
Gostaria por começar dizendo que a versão que eu li foi a da Pergaminho pois era a que estava disponível na biblioteca, no entanto, se quiserem adquirir o livro creio que agora só o poderão fazer através da Contraponto e foi por isso que decidi deixar os dados de ambas as editoras nos "créditos".
Quando preciso de ler uma história querida e fluída escolho Marc Levy porque é mesmo isso que ele proporciona. Os livros de Marc Levy podem não ser marcos de literatura mas são livros que trazem uma certa mensagem, nem sempre fácil de pensar, e que nos prometem que se nos empenharmos, se arriscarmos, se vivermos, se formos mais nós poderemos romper a barreira da normalidade que invadiu as nossas vidas e almejar algo fantástico.
Para Julia Walsh essa oportunidade vem disfarçada de desgraça, depois da morte do pai que acaba por cancelar o seu casamento, Julia recebe, se a isso estiver disposta, a oportunidade de lhe poder dizer tudo o que sempre quis mas que nunca disse. Uma oportunidade única e que merece ser agarrada com ambas as mãos, mas Julia está demasiado habituada a odiar o pai e a afastá-lo para sequer olhar para esta oportunidade como uma coisa boa, para ela é mais uma tentativa do pai a chatear.
Este ódio que Julia tem ao pai tem uma origem um pouco obscura, sabemos que ela está zangada com ele mas não percebemos o ódio imenso que ela tem ao pai até que vários momentos chave da sua vida são revelados. Um destes momentos que decorre aquando da queda do muro de Berlim e fez-me soluçar no meio do comboio e nem vos consigo explicar exactamente o porquê. Creio que toda a carga emotiva associada à experiência contribui para a atmosfera do livro e, foi muito bem escolhida, para a criação de um paralelo entre a vida dos alemães que viram as suas famílias separadas e o fosso/muro que o tempo e a vida criaram entre Julia e o pai.
Marc Levy sabe contar histórias mas peca pela falta de descrições, logo nas primeiras páginas do livro somos bombardeados pelo diálogo de Julia e Stanely, que nos deixa um pouco perdidos pois não sabemos ao certo o contexto que aos poucos se vai relevando entre as frases trocadas entre ambos. E esta relação que Julia e Stanely tem, a sua amizade, foi para mim uma das mais divertidas de todo o livro. A maneira como estes melhores amigos se apoiam e brincam um com o outro é enternecedora e apercebemos-nos à medida que o livro avança que Julia é como é porque teve Stanely para a apoiar, sem ele, o mais provável era ela se ter tornado igual ao pai, presa num mundo só seu e sem contacto com a realidade.
Stanely é por isso a sua bóia e durante a aventura que se desenrola Julia faz sempre questão de ir mantendo o seu melhor amigo mais ou menos informado do que se passa, visto que a realidade é demasiado até para Stanely acreditar nela.
Esta é uma história sobre o perdão, a amizade, o amor e a família, como nos unimos e nos separamos, sobre como somos o porto seguro uns dos outros e o inferno uns dos outros. É uma história sobre a dualidade que existe dentro de cada um de nós e da coragem ou cobardia que temos em certos momentos da nossa vida. E apesar de não ser o romance que vai mudar a história da literatura foi um que gostei bastante de ler e que sai daqui com umas sólidas três estrelas e meia.

Novidades: Quinta Essência Fevereiro

A 8 de Fevereiro
Letal por Sandra Brown.
Resumo:
Quando a filha de quatro anos lhe diz que está um homem doente no seu jardim, Honor Gillette corre a ajudá-lo. Mas esse «doente» revela ser Lee Coburn, o homem acusado de assassinar sete pessoas na noite anterior. Perigoso, desesperado e armado, ele promete a Honor que ela e a filha não irão magoar-se se ela fizer tudo o que ele lhe pedir. Honor não tem alternativa a não ser aceitar a sua palavra. Em breve Honor descobre que nem as pessoas mais próximas de si são de confiança. Coburn afirma que o seu falecido marido possuía algo extremamente valioso que coloca Honor e a filha em perigo. Coburn está ali para levar consigo esse objeto - a qualquer custo. Dos escritórios do FBI em Washington, D.C. a um velho barco no litoral da Louisiana, Coburn e Honor fogem das pessoas que juraram protegê-los e desvendam uma teia de corrupção e depravação que os ameaça não só a eles, mas à própria sociedade.
  
De olhos fechados por Eve Berlin
Resumo:
Se não for ao limite, como saberá até onde pode ir?
 
Para a bela escritora de romances eróticos Dylan Ivory, deter o controlo é o mais importante. Até que conhece o homem que é tudo aquilo que ela não é… e tudo o que ela deseja.
 
Alec Walker é um escritor de thrillers psicológicos sombrios - e um homem que vive para as suas emoções. Desde motos a skidiving, passando por nadar com tubarões, a sua busca incessante de prazer e excitação não tem fim. Essa busca estende-se também às suas relações pessoais, onde nenhuma regra limita os seus desejos. A única coisa que Alec teme é o amor - e permitir que outra pessoa o conheça realmente. Enquanto faz investigação para um livro sobre extremos sexuais, Dylan entrevista Alec - e anseia por saborear a tentação que ele lhe oferece. No entanto, Alec é um dominador famoso e ela recusa entregar-lhe o controlo. Lenta e sedutoramente, Alec mostra-lhe que ao entregar-se-lhe de forma incondicional e submeter-se a todos os seus desejos, ela poderá experimentar o derradeiro prazer. Porém, para poder ficar com a mulher que pela primeira vez o faz ajoelhar, será Alec capaz de correr o maior de todos os riscos e entregar o seu coração? Embalados por um misto de prazer e apreensão, o casal vê-se numa situação tentadora enquanto evita entregar-se ao sentimento que nasce entre eles.
 

 
A 22 de Fevereiro
Um Beijo Inesquecível por Teresa Medeiros.
Resumo:
Laura Farleigh precisava de um marido. Se quisesse manter um teto sobre a cabeça dos irmãos, a orgulhosa filha do reitor teria de casar até ao dia do seu vigésimo primeiro aniversário. Ao encontrar inconsciente na floresta um misterioso desconhecido de rosto angelical e corpo de Adónis, que não se lembrava do nome e do passado, decide reclamá-lo como seu. Mal sabia ela que aquele anjo caído era afinal um demónio disfarçado. Sterling Harlow, o famoso devasso conhecido como o «Demónio de Devonbrooke», acorda com o beijo encantador de uma formosa jovem que lhe confessa ser ele o seu prometido. Com as faces beijadas pelo sol e sardentas, Laura é uma jovem inocente apesar do encanto feminino das suas curvas. Quando lhe garante ser ele um perfeito cavalheiro, Sterling pergunta a si próprio se, para além da memória, terá perdido o juízo. Juraria não ser homem para se satisfazer apenas com beijos - principalmente os da doce e sensual Laura. Tentando descobrir a verdade antes da noite de núpcias, um beijo inesquecível ateia a paixão que nenhum deles alguma vez esquecerá.
  
Nas Asas do Amanhã por Sarag Sundin.
Resumo:
Quando o marido morre na guerra do Pacífico, Helen Carlisle oferece-se como voluntária para o esforço de guerra, a fim de ocultar os seus sentimentos. No entanto, manter a aparência de viúva inconsolável de um herói local está a deixar a sua marca. Em breve algo irá ceder. O tenente Raymond Novak prefere o púlpito ao cockpit. O seu trabalho a treinar pilotos de B-17 permite-lhe ter uma vida pessoal... e dá-lhe uma desculpa conveniente para ignorar o seu maior medo. Quando a bela Helen conquista o seu coração, ele mostra-se decidido a merecê-la e a desposá- la. Ray e Helen veem-se então forçados a arriscar as suas reputações e as suas vidas; irão eles enfrentar e conquistar os desafios que têm pela frente? E poderá o seu jovem amor sobreviver até ao regresso da paz? Cheio de drama, coragem e romance, Nas Asas do Amanhã encerra de forma magistral a popular série «Asas de Glória».