terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Opinião: The Girl Who Circumnavigated Fairyland In A Ship Of Her Own Making, de Catherynne M. Valente

The Girl Who Circumnavigated Fairyland In A Ship Of Her Own Making
de Catherynne M. Valente
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 336
Editor: Constable and Robinson
Resumo:
September is a twelve-year-old girl, Somewhat Grown and Somewhat Heartless, and she longs for adventure. So when a Green Wind and a Leopard of Little Breezes invite her to Fairyland - well, of course, she accepts (mightn't you?). When she gets there, she finds a land in crisis - she soon discovers that she alone holds the key to restoring order.

Rating: 5/5

Comentário: 
Quando eu era mais nova, os livros que eu lia tinham a mesma apresentação que este. Imagens no início dos capítulos e títulos de capítulo que contam mas não contam o que vai acontecer, p.e. Capítulo I - A Fuga - Como finalmente encontrei a chave de casa para sair e jurei nunca mais voltar até ter fome. O próprio livro invoca-me estas memórias e Catherynne Valente apresenta-se como uma narradora participante que se mete com os leitores, como se estivesse na contar o conto oralmente e não a escrevê-lo.


As ilustrações são bonitas, apesar de por vezes me parecerem estranhas, mas isso deve-se ao facto desta Fairyland ser um pouco um País das Maravilhas, e as coisas nem sempre serem o que parecem. September, a nossa heroína de doze anos, é uma criança comum com uma existência abalada pelo súbito envio do pai para a guerra e pela requisição da mãe nas fábricas o que a deixa sozinha em casa sem muito para fazer além de lavar chávenas de chá, algo que odeia veementemente.
Mas surgindo a oportunidade de uma aventura, e nas palavras da narradora "quem resistiria a tal?", September abraça-a com todas as suas forças e parte para a fantástica Fairyland que não é, nem um pouco, como ela a imaginava. Com uma imaginação fantástica e criatura sarcásticas, irónicas e nunca antes vistas, Valente cria uma terra de fantasia que espelha os problemas e injustiças do nosso mundo na sua forma mais pura levando September numa viagem de crescimento e descoberta.
A nossa querida September é quase, quase uma adolescente típica que se acha dona de todo o saber mas que ainda tem um coração que se compadece, que se sente insegura e que sente a necessidade de ser amada. Claro que o objectivo da viagem é provar a September que ela é muito mais forte do que imagina e mostrar-lhe o quão pouco ela sabe, mas como pode vir a saber muito.
A escrita da autora remonta aos livros antigos de contos de fadas mas mantém uma linguagem actual e é por isso fácil de seguir. Existem alguns momentos cómicos e alguns momentos sérios, intercalados com frases filosóficas e momentos de aventura.
Feitas as contas é um livro infantil a puxar para o juvenil repleto de saudade e magia que vai encantar os fãs deste género literário. Saí daqui com selo de aprovação e recomendação para que o leiam.


  • Este livro faz parte de uma saga;
  • O segundo volume, editado em Outubro de 2012, tem como nome "The Girl Who Fell Beneath Fairyland And Led The Revels There";
  • Em 2011 foi publicada uma pequena prequela que pode ser lida aqui.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Novidades: Fevereiro

Dois Anos e Uma Eternidade
de Karen Kingsbury
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 224
Editor: TopSeller
Resumo:
Charlie e Donna Barton são os donos da livraria A ponte, e durante quatro décadas partilharam com os clientes o amor pela leitura. Mas quando a cidade é atingida pelas cheias, Charlie entra em desespero. Sente-se prestes a perder as duas paixões da sua vida: a livraria, que construiu e acarinhou ao longo dos anos, e a mulher, Donna, que não mais conseguirá sustentar. Quando a tragédia acontece, leva a um reencontro inesperado entre Molly e Ryan.
 
 
 
A lenda de Sapphique
de Catherine Fisher
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 360
Editor: Porto Editora
Resumo:
Ele foi o único que escapou.
Agora tem o poder de os salvar… ou destruir.
Finn conseguiu fugir de Incarceron, a terrível prisão viva e o único lar de que tem memória, mas a liberdade está longe de ser o que imaginava…
Cláudia acredita que, se Finn reclamar o direito ao trono do Reino, será capaz de libertar Keiro da temível prisão; mas o Exterior não é o paraíso idílico com que Finn sonhava e o jovem vê-se subitamente prisioneiro de um obscuro jogo de intrigas e mentiras, que adia os seus planos.
Entretanto, na obscuridade de Incarceron, os prisioneiros falam de um homem lendário – Sapphique, o único que conhece os segredos e o único capaz de destruir a prisão. São inúmeras as histórias sobre as suas façanhas, mas haverá alguma verdade nelas? Será que ele existe mesmo?
Dentro e fora, todos aspiram à liberdade… como Sapphique.
 
No dia 11 de fevereiro, chega às livrarias A Lenda de Sapphique, de Catherine Fisher. Este é o segundo e último volume da saga iniciada com Incarceron, publicado em 2012 pela Porto Editora e já traduzido para 25 línguas.

Cinco livrarias a visitar antes de morrer

Enquanto navegava na net, um hobbie que aprecio bastante, encontrei um link que me levou a um daqueles sites de listas, neste caso de sítios a visitar antes de morrer. Curiosamente, o site apresentava uma lista de livrarias que deveriam ser visitadas, curiosa percorri a lista e descobri que entre facebook e blog houve três que nos escaparam. Decidia a corrigir este sacrilégio livreiro, escrevo este post para redimir o Encruzilhadas  Literárias de tamanha falta.
E assim sendo e sem mais demoras, aqui fica a lista das cinco livrarias a visitar antes de morrer e respectivas localizações.
  1. Shakespeare and Company em Paris, França
    Aberta em 1919 por Sylvia Beach, a actual livraria é uma herdeira da primeira (a aberta em 1919) que foi encerrada em 1940 durante a ocupação alemã em França. Mais tarde em 1951, em honra da primeira loja George Whitman rebaptizou a sua livraria para ter o mesmo nome da primeira. Esta segunda livraria ainda se encontra em funcionamento e é gerida pela filha de Whitman, Sylvia Beach Whitman. A livraria entra nos filmes "Antes de Anoitecer" e "Meia-Noite em Paris".

  2.  Powell’s Bookstore em Portland, Oregon, EUA

    Já falamos no nosso facebook da Powell's. Esta loja, aberta em 1971, é um ex-stand de carros, tem o tamanho de um quarteirão. Também chamada de Powell's City of Books, os seus donos dizem ser a maior livraria independente do mundo na venda de livros novos e usados, o que é bem provável visto que só esta loja (o grupo tem seis) tem uma área de 6,300 m2. Estima-se que esta livraria compre 3 mil livros usados por dia para venda.

  3. Librería El Ateneo em Buenos Aires, Argentina

    Outra livraria de que já falamos mas desta vez no blog. Aberta em 1917, originalmente como um teatro, esta livraria albergou também uma estação de rádio em 1923 até que finalmente em 2000 abriu como livraria. É considerada uma das mais belas do mundo.

  4. Gould’s Book Arcade em Sydney, Australia

    Esta livraria é especialista há mais de 30 anos em livros fora de circulação (out-of-print) e livros usados. Fica aproximadamente a 5km da Opera de Sydney e costuma albergar entre os seus clientes estudantes e leitores que procuram obras especificas.

  5. Hay-On-Wye (The Town of Books) no País de Gales, Reino Unido

    Esta livraria é na realidade uma cidade mercante e comunidade em Powys em Gales. Possuí mais de 30 livrarias especializadas e/ou de livros usados e é o destino favorito de milhares de livrólicos no Reino Unido.
E agora digam-nos Encruzilhados, quais destes destinos querem juntar à vossa lista de sítios a visitar?

Opinião: [Livro I] O Perraultimato, de Filipe Faria

O Perraultimato - Livro I
de Filipe Faria
Edição/reimpressão: 2012
Páginas: 264
Editor: Editorial Presença
Resumo:
As estórias são conhecidas de todos: sapatinhos de cristal, maçãs envenenadas, príncipes encantados e lobos maus; e todos sabem que, no fim, os que mereciam viveram felizes para sempre. Então porque é que isso não aconteceu? Porque é que o mundo parece virado do avesso? E porque é que toda a gente age como se nada fosse? 
São essas as perguntas que atormentam Borralheiro, um dos poucos que sentem que algo de profundamente errado se passou, e o único que se predispõe a ir em busca de respostas. Respostas essas que lhe chegam às mãos na forma dos versos crípticos do misterioso Perraultimato, que o lança numa demanda em busca da verdadeira essência das estórias. 
Acompanhado por quatro outras figuras do imaginário popular europeu — a imprevisível Capuchinho, o misterioso Aprendiz, a atormentada Vasilisa e o perigoso Burra — Borralheiro embarca numa inesquecível aventura neste primeiro volume da distopia folclórica «Felizes Viveram Uma Vez». (Vejam o livro no site da Editora aqui e leiam as primeiras páginas, cortesia da editora, aqui.)

Rating: 2/5


Comentário:
É sempre complicado explicar porque não se gosta de um livro. Eu pelo menos tenho tendência a achar que a culpa é minha, que eu não  percebi a mensagem que o autor queria transmitir, ou que não tive paciência, ou porque o livro não era o meu género. Mas sinceramente as nossas opiniões são feitas disso mesmo, eu achar que um livro não me agrada não o faz um mau livro.
E esse é o caso de O Perraultimato: simplesmente não me consegui conectar com o livro, e quem nos segue sabe bem que leituras distópicas e contos de fadas são das coisas que eu mais leio e mais gosto de ler. De qualquer forma, houve algo nas personagens que não me prendeu.
O livro começa bem com um prólogo de um conto infantil conhecido - O Capuchinho Vermelho- e apesar de ser um pouco longo para o que é, aliás todos os capítulos são extremamente longos na minha opinião, até está curioso e tem um twist final inesperado. Mas é já no prólogo que aparece o que para mim foi outro grande problema: a linguagem.
Talvez a ideia do autor tenta sido usar uma linguagem cuidada, por vezes a puxar para o arcaico parece-me, para nos dar a entender que a histórias são antigas. Talvez o autor se tenha forçado a usar essa linguagem no texto - a mim foi o que me pareceu. Contudo, seja qual for o motivo, a verdade é que essa linguagem cria quebras no texto. Não me considero uma pessoal culta ou inculta, considero-me uma leitora normal e confesso que tive de parar várias vezes e ficar a olhar para palavras cujo significado desconhecia. Todo o processo de ler com um dicionário ao lado é cansativo e moroso, acabando por tirar parte da alegria de ler.
Para meio, deu-me a sensação que a linguagem foi ficando mais acessível mas como nunca fui de ler com dicionário ao lado (nem quando me aventurei nos livros em inglês), não posso dizer se "terei consultado o dicionário" mais ou menos vezes. Creio que o meu cérebro inventou palavras para por no lugar das que não conhecia ou simplesmente li como se as frases tivessem espaços em branco.
Assim sendo, acabei por perder muito do livro e sinto que apesar de não ter gostado do mesmo, talvez o tivesse apreciado melhor se pelo menos o tivesse conseguido ler sem quebras no texto.
Quanto às ilustrações do livro, da autoria de Pedro Potier, estão bem conseguidas e ilustram bem aquilo que eu tinha imaginado. A própria apresentação do livro está bem feita, gosto bastante desta nova capa com a qual a Editorial Presença relançou o livro e creio que conseguirão chegar a uma audiência maior através dela.
Não sou fã do título, O Perraultimato, penso que seja uma junção do nome de [Charles] Perrault, escritor considerado o pai dos Contos de Fadas, com a palavra ultimato, visto que todos os contos de fadas estão a acabar mal e algo tem de ser feito para garantir o seu final feliz. Se a ideia era esta é bastante engraçada e original mas torna o nome do livro praticamente impronunciável e põe um leitor logo pé atrás com a história.
Um livro que não apreciei particularmente mas que seguirá para casa da Cláudia para que ela o possa ler e avaliar e quem sabe, conquistar. De mim leva apenas duas estrelas.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Opinião: Colecção Leviatã, de Scott Westerfeld

Leviatã
Leviatã
de Scott Westerfeld
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 336
Editor: Vogais
Resumo:
É o início da I Guerra Mundial, mas num mundo alternativo de que nunca ouviste falar. Os Germânicos lutam com máquinas de ferro a vapor carregadas de armas. Os Britânicos lutam com bestas darwinistas resultantes do cruzamento de vários animais. Alek é um príncipe germânico em fuga. A única máquina de guerra que possui é um Marchador, com uma tripulação que lhe é leal. Deryn é do povo, uma britânica disfarçada de rapaz que se alista para lutar pela sua causa - enquanto tem de proteger o seu segredo a todo o custo. No decorrer da guerra, os caminhos de Alek e Deryn acabam por se cruzar a bordo do Leviatã, uma baleia-dirigível e o animal mais imponente das forças britânicas. São inimigos com tudo a perder, mas na verdade estão destinados a viver juntos uma aventura que vai mudar a vida de ambos para sempre



Leviatã 2: BestaLeviatã 2: Besta
de Scott Westerfeld
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 352
Editor: Vogais
Resumo:
Behemoth é a besta mais feroz da Marinha britânica. Os Darwinistas precisam dele mais do que nunca, agora que estão em guerra declarada com os Clankers.
Alek e Deryn estão juntos a bordo do Leviatã, e esperam conseguir levar a guerra a um impasse. Mas, quando a sua missão de paz falha, percebem que estão sós em território inimigo e que estão a ser perseguidos

 Leviatã 3: GoliasLeviatã 3: Golias
de Scott Westerfeld

Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 352
Editor: Vogais
Resumo:
O Leviatã é forçado a desviar-se do seu percurso para resgatar Nicola Tesla, o inventor do Golias, uma máquina capaz de destruir cidades, e que ele usa como trunfo para impor a paz. Quando é descoberto um plano secreto alemão para sabotar a máquina, este ameaça disparála. Este é o espetacular final da trilogia! Batalhas aéreas emocionantes numa viagem à volta do mundo echeada de perigos e... beijos ousados!

Rating: 4/5 (de toda a colecção)



Em Leviatã, Scott Westerfeld conseguiu redimir-se e conquistar-se finalmente. Desde que conheci as obras dele, temos tido uma relação algo complicada. Para mim, tem sido um autor que tem prometido uma enorme inovação, através da apresentação de mundos bastante apelativos que nos fazem querer conhecer mais sobre os mesmos, mas que no fim se revelam uma desilusão. Sempre senti faltava algo nas suas obras, talvez um certo condimento, uma estrutura que justificasse em igual medida a construção de um enredo rico e repleto.
Leviatã , sem sombra de dúvida, cortou com essa tendência. Em primeiro lugar, poderão consultar o trailer em cima, dado que está bastante bem concretizado e com uma animação que ou muito me engano ou é baseada no trabalho do ilustrador Keith Thompson, e que por sinal fez um óptimo trabalho ao longo do livro. Essa é uma das novidades: esta trilogia é acompanhada por uma série de ilustrações que retractam todos os momentos explosivos da narrativa, e que são tão realistas quanto bem executados, sendo um óptimo complemento para a narrativa. Por outro lado, eesta trilogia insere-se no género do streampunk, do qual já aqui falámos anteriormente. E se leram o nosso artigo certamente percebem ao ver este trailer o quanto a trama se insere no conceito, aproximando-se até às definições originais que o caracterizarem.

Mas continuemos. Afinal, qual é a temática destes três fantásticos livros? Bem, aconselho-os para quem gosta de História, mas não é um impedimento para quem não a aprecia assim tanto. O mundo de Deryn e Alek é uma realidade alternativa ao nosso e decorre na altura da I Guerra Mundial. Oriundos de países tradicionalmente propostos à inimizade (embora esta só seja declarada muito posteriormente ao iniciar da trama): um adepto da filosofia clanker (ligada à sabedoria das máquinas, do vapor, da mecânica rude) e outro defensor dos darwinistas (resultantes de jogos genéticos com animais e forma a desenvolver criaturas adaptáveis às necessidades humanas, numa aparição enquanto mecanismos vivos, mas que no fundo nem são uma coisa nem outra). É destas duas filosofias que vive o mundo, sendo que algumas nações aprenderam a tirar vantagem e ambas. É o caso dos Estados Unidos da América, por exemplo.

A piada de gostar de História resulta então do facto a apresentação de momentos históricos poder desviar-se para uma realidade alternativa por algo tão simples como um momento disparatado destas duas cabeças aluadas e de bom coração.

Os dois jovens irão ver-se envolvidos numa série de peripécias e precalços que os levarão em aventuras inimagináveis e os farão repensar sobre a sua pequena posição enquanto peões de um dilema mundial, na tomada de decisões acertadas que coloquem todos a salvo.

Deryn é uma rapariga que quer ser mais que um fantoche de saias. Adora voar e sente essa âmbição como parte da herança que o seu pai deixou. Mal sorte a sua que a entrada de mulheres para a força aérea é interdita e pode resultar em qualquer coisa muito má como a morte. Pelo menos é o que ela acha. Mas a rapariga tem uma mente sagaz e uma perspicácia que vence muitos, o que a ajudará sempre nas empreitadas em que se meter. É corajosa, forte e sensível, como todas as mulheres a sério são.

Já Alek é uma personagen que vem crescendo ao longo dos três livros. Começa por ser um rapaz um pouco inconsequente e algo irresponsável, muito concentrado no seu umbigo e que precisa de crescer. As situações porque passa, a responsabilidade que recai sobre as consequências das suas acções tornam-no mais ponderado. Ainda assim, e no meio os seus objectivos utópicos, procura o melhor para si e para os seus, querendo acima de tudo a paz.

É uma trilogia repleta de aventura, acção, descobertas e até algumas nuances de romance. Permite enveredarmos num universo que conhecemos mas que simultâneamente é totalmente diferente do nosso, com realidades que tanto nos aproximam como nos afastam. Deryn, Alek e todos os que os acompanham tornam esta narrativa divertida, fluída, espontânea e completa.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.