sexta-feira, 8 de março de 2013

Passatempo: Marcador Pedras do Bosque


Boa tarde, Encruzilhadas (e Encruzilhados)!

Hoje temos um sorteio especial! Não só por ser Dia da Mulher mas também porque é a primeira vez que vamos sortear um marcador. Este marcador é super-especial pois foi feito à mão pela Carla e tem uma coruja que é um animal que eu e a Cláudia gostamos muito. 

Para se habilitarem a levar para casa este fantástico marcador é muito fácil. Basta entrarem no vosso facebook (desculpem mas desta vez não fazia sentido ter um questionário no blogue) e entre 8 e 15 de Março partilharem esta foto, porem gosto na página da Carla (aqui Pedras do Bosque) e escreverem o vosso nome nos comentários. Boa sorte a todos! 

Atenção Apenas podem fazer partilhar uma vez e a partilha tem de ser pública para vos podermos "ver" quando sortearmos o vencedor.
As regras normais dos passatempos do Encruzilhadas Literárias aplicam-se e para quem é mais esquecido são as seguintes:

Regras do Passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 15 de Março de 2013.
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Carla/ Pedras do Bosque não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.

quinta-feira, 7 de março de 2013

quarta-feira, 6 de março de 2013

Opinião: O Labirinto Perdido, de Kate Mosse


 

  O Labirinto Perdido
de Kate Mosse
Edição/reimpressão: 2006
Páginas: 680

Editora: Dom Quixote

 Resumo: Uma empolgante história de coragem, destino e traição passada na Carcassonne medieval e contemporânea.
Em Julho de 1209: em Carcassone, uma rapariga de dezassete anos recebe do pai um livro misterioso que ele afirma conter o segredo do verdadeiro Graal. Embora Alaïs não consiga perceber as palavras e os estranhos símbolos no seu interior, sabe que o seu destino é protegê-lo. Será necessário sacrifício e fé para manter em segurança o segredo do labirinto - um segredo que remonta a milhares de anos e tem origem nos desertos do Antigo Egipto... Em Julho de 2005: Alice Tanner descobre dois esqueletos durante uma escavação arqueológica nas montanhas perto de Carcassonne. No interior da sepultura onde se encontram os ossos, ela pressente uma avassaladora sensação de malevolência e constata assustada que, por mais impossível que pareça, é capaz de compreender as misteriosas palavras antigas que estão gravadas na rocha. Alice apercebe- se demasiado tarde que desencadeou uma assustadora sequência de acontecimentos que é incapaz de controlar e que o seu destino se encontra inexplicavelmente ligado ao dos cátaros, oitocentos anos antes.

Rating: 4/5

Comentário:
Perto do Natal ouvi falar de uma mini-série que ia estrear no TVSéries, e que se referia a uma aventura tanto no presente como no passado, no tempo das cruzadas, e numa demanda pelo Graal - um romance histórico com a dose certa de acção e mistério portanto. Curiosamente deixei passar mas lá a conseguir resgatar e ao fim das 4 horas de exibição, quando fiquei a saber que era baseado num romance, decidi que tinha mesmo de ir à procura do livro. Trouxe-o da biblioteca recentemente e foi exactamente o que estava à espera!
Confesso que a um primeiro nível que foi dificil entrar no enredo, como muitas vezes acontece quando vemos uma série/filme que teve alteração de cenas para que se pudesse encaixar numa sessão cinematográfica. Neste caso, porque adoro a actriz que representou Alais senti a personagem inicialmente fraca e não tão desafiadora como o esperava. A partir do momento em que ignorei a série e entrei no livro a fundo, fiquei rendida. 
O estilo de Kate pareceu-me algo entravado ao início. Muias frases curtas, muitas descrições, muitos pontos finais que cortavam uma certa fluidez esperada à obra, o que me colocou de pé atrás porque quase 700 páginas daquilo seriam um pesadelo. No entanto, acho que passado o trauma de iniciar o livro começou a ganhar força e levou-nos a bom porto.
Kate traz-nos uma série de personagens brilhantemente entrecruzadas, aliando pormenores históricos e outros tantos ficcionais de uma forma bastante subtil, implementando uma estória com suspense, que nos fez sempre querer acompanhar o desenrolar dos acontecimentos.
Não sei porquê, mas neste género de livros tenho sempre tendência a render-me principalmente às partes narradas no tempo mais antigo e neste caso não foi excepção. As partes dedicadas ao século XIII conseguiram então levar a melhor de mim, não tanto por causa da vida de Alais ou do segredo que o seu pai lhe encarregou de guardar, mas pela aventura de um tempo já passado, assim como pelas considerações históricas em torno dos Cátaros, e do que eles tiveram de encarar em plena altura das Cruzadas, quando foram acusados de heresia e chacinados pelos grupos que actuariam em primeira mão na Terra Santa.
A autora soube ainda criar de forma bastante inteligente as interligações entre o passado e o presente. Não nos trouxe lições de História que o tornassem maçudo mas cobriu-o com os pormenores certos para nos captar a atenção até ao fim. Quanto ao tempo presente, Alice é uma rapariga esperta, com um enorme sentido de autopreservação (ainda bem!), o que lhe valeu a minha consideração. Ao acompanharmos o seu percurso iremos deparar-nos com um sem número de inimigos que farão de tudo para a apanhar e resgatar parte do segredo que agora lhe pertence. Mas que segredo é esse realmente? E o que é que significa a demanda do Graal? Poderia contar-vos mas não teria piada. De qualquer forma, à medida que a acção prossegue vamos captando as suas nuances e percebendo qual a ligação que move estas duas mulheres com 800 anos de separação, e o quanto as suas atitudes serão ou não promotoras do desenrolar da acção.
O sem número de inimigos é intenso, deixa-nos sem fôlego e expectantes de um momento para simplesmente respirar. Fez-me vibrar e fará a qualquer pessoa que goste de mistério, acção e História. Aconselho que vejam a série e leiam o livro, ou vice-versa. Vale a pena.

Aqui fica o trailer para os interessados:




Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Desculpem mas sou a irmã mais velha!

Na maior parte dos livros infantis devia haver uma pequena oração para as crianças aprenderem a se protegerem dos vários perigos e que sem dúvida acabaria com "E Deus nos salve das irmãs mais velhas. Ámen!".
Como irmã mais velha tenho a dizer que sempre me senti difamada nos contos infantis e tenho quase a certeza que não estou sozinha. Por vezes sinto que começamos por ser maltratadas na história da Gata Borralheira e depois disso ninguém mais parou de o fazer.
Situado raras excepções como na história do Peter Pan, e mesmo aí quase que somos mortas, Os Jogos da Fome, onde mais uma vez somos quase mortas, e O Outro Lado, onde efectivamente estamos mortas, há muitos poucos livros infantis e juvenis, na minha opinião, que explorem decentemente a imagem da irmã mais velha.
Apesar de nos livros para a adultos podermos ser uma personagem mais recorrente, a verdade é que as irmãs mais novas, ou filhas únicas, são personagens bem mais amadas que a pacata da irmã mais velha. Normalmente, segundo os livros, as irmãs mais velhas vem em dois tipos: as distante que raramente se importam com os irmãos mais novos e querem apenas saber da sua vida, e portanto que não são boas nem más, ou então somos as más e só queremos prejudicar as nossas pobrezinhas irmãs e/ou irmãos mais novas/os. Sem esquecer claro, a variante em que tomamos todas as más decisões e somos um exemplo daquilo que as nossas irmãs (ou irmãos) não devem fazer, como por exemplo, quando nos lembramos de casar com o mau da fita do livro. O que por vezes nos salva é que normalmente esse enredo é repartido entre irmãs mais velhas e mães, viúvas ou divorciadas.
Como irmã mais velha que sou, isto são coisas que me magoam. Nada me irrita mais do que ver uma irmã mais velha completamente estereotipada num dos três tipos revelados acima. E irrita-me porque de uma maneira ou outra eu sinto que é como se me estivessem a dizer constantemente que eu, ao contrários dos mais novos, não mereço um final feliz.
Nos contos infantis era sempre má e mal disposta, e a minha irmã mais nova por ser simpática e delicada tinha todas as ajudas, no fim eu acabava morta ou fugia maltratada e a minha irmã ficava com tudo. Há medida que fui crescendo e passei a ler livros infantis-juvenis, passei a ser menos chata, já não era má, era apenas muito pacata e centrada em mim e se houver uma explosão ou um ataque haverá uma grande probabilidade de eu morrer.
Por vezes só me apetece abanar os escritores e dizer "Confessem! Somos aquela personagem secundária chata para deitar fora, não somos?".
Mesmo n'Os Jogos da Fome e apesar de tudo o que aconteceu, alguém acredita que a Katniss viveu feliz? A Katniss sobreviveu, é uma sobrevivente e não lhe tiro isso mas onde está aquela felicidade idílica que os mais novos parecem atrair como a luz atraí borboletas da noite?
Existem poucos livros que contrariem esta tendência (atenção falo no ramo infantil/juvenil, na ficção para adultos já somos personagens mais comuns), além d'Os Jogos da Fome, outros livros que me lembro que envolvem irmãs mais velhas são Estrada Vermelha, Estrada de Sangue (embora oficialmente Saba seja a segunda mais velha, sendo o seu gémeo o mais velho, ela é irmã mais velha da Emmi), a saga O Pacto (começo a notar uma certa tendência distópica) e por fim um dos meus favoritos Howl's Moving Castle (livro onde é baseada a animação O Castelo Andante).
Tirando o último livro, onde depois de muita luta Sophie consegue realizar os seus sonhos e descobrir todo o seu potencial, é muito raro encontrar uma irmã mais velha que viva feliz para sempre e isso entristece-me.
E vocês, Encruzilhados? Quais são os livros infanto-juvenis com irmãs velhas como personagens principais que mais gostam? Conhecem algum que não tenha sido mencionado?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

domingo, 3 de março de 2013

Atenção Poetas!

Olá Encruzilhados,

Aos nossos queridos poetas queremos chamar a atenção para esta iniciativa! Podem ler mais sobre ela clicando aqui e podem clicar na imagem para acederem ao regulamento.
Desta vez tenham atenção que apenas "poderão concorrer autores brasileiros natos ou naturalizados, com obras obrigatoriamente inéditas (sem publicação)."

Têm até dia 27 de Abril para participar! Boa sorte a todos.