domingo, 17 de março de 2013

O tal

Uma das coisas que aprecio bastante na maneira de ser de Shannon Hale, autora de O Livro dos Mil Dias e Academia de Princesas, é o facto dela se interessar e pensar em coisas que podem por vezes passar um pouco despercebidas.
No seu último artigo a autora debate a falta de personagens do mesmo sexo da personagem que é o "interesse romântico" da personagem principal. Para o fazer, a autora recorda uma história da sua juventude onde entrou numa peça de teatro em que fez de um dos ladrões da floresta de Sherwood e questionou-se porque não poderia ser uma ladra. Os colegas rapazes rapidamente a elucidaram que isso não poderia ser, porque assim não haveria motivos para o Robin Hood se apaixonar pela Lady Marion. A autora achou isto estranho, o que teria existir uma ladra no grupo a ver com o facto do Robin Hood gostar da Lady Marion ou não? (Aproveito para relembrar que a BBC pensou o mesmo quando fez a sua versão do Robin Hood e introduziu a Djac na história.)
E de ligação em ligação a autora chega a uma conclusão: a não ser que haja um triângulo amoroso envolvido na equação, a personagem principal nunca conhece ninguém que consiga rivalizar com o personagem que é o seu interesse romântico. E isto, diz a autora, tanto serve para YA que em que as raparigas são as principais, onde normalmente há dois rapazes igualmente perfeitos que a disputam (mas onde nós normalmente até temos noção de com quem ela vai ficar), como para YA onde os rapazes são os principais e existe apenas uma rapariga que lhes rouba o coração.
A pergunta que fica no ar é: será que esta rapariga/rapaz perfeita/o não tem amigos? Amigos que não sejam exageradamente cómicos ou feios? Será que não tem amigos atractivos como eles e com capacidades interessantes? Qual seria o perigo? Confundiriam os escritores os leitores? Seria mais difícil explicar o porquê da atracção entre os dois personagens?
Creio que a resposta é sim mas é exactamente isso que torna um livro interessante. Claro que a atracção é fácil de explicar, o amor nem tanto, mas o desafio é mesmo esse e a vida real é confusa e imprevisível. Claro que muita gente se refugia nos livros para encontrar realidades perfeitamente organizadas, a certo nível, onde podemos contar com finais felizes e amores que duram para sempre mas não é também refrescante ler um livro mais desafiante onde até meio tudo é imprevisível?
Ou pelo menos onde a personagem principal tenha mais amigos do sexo do seu interesse romântico com os quais não queira namorar? O papel de interesse amoroso que cabia, e cabe ainda, às mulheres nos filmes de acção está a passar rapidamente para os homens na literatura YA e isso não é bom nem para uns, nem para outros.
Digam-nos o que pensam, Encruzilhados! Gostam de ter os casais definidos (a heroína parece só conhecer um rapaz e ele é tudo para ela, ou o contrário) ou preferem livros onde a situação pode ser ligeiramente mais nebulosa (isto é existe mais que uma opção para a nossa personagem principal)? Atenção que isso não significa que ela fique duvidosa sobre quem gosta, apenas significa que existem mais homens/mulheres no mundo e não só o/a tal!


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Rubrica: A Vida Imortal de Henrietta Lacks, de Rebecca Skloot

A Vida Imortal de Henrietta Lacks
de Rebecca Skloot
Edição/reimpressão: 2011
Páginas: 416
Editor: Casa das Letras
Resumo:
O seu nome era Henrietta Lacks, mas os cientistas conhecem-na como HeLa. Era uma pobre assalariada numa plantação de tabaco, trabalhando a mesma terra do que os seus antepassados escravos. Mas as suas células - retiradas sem o seu conhecimento - tornaram-se numa das ferramentas mais importantes na Medicina: as primeiras células humanas «imortais» da ciência. Ainda estão vivas hoje, embora Henrietta tenha morrido há mais de sessenta anos. As células HeLa foram vitais para o desenvolvimento da vacina contra a poliomielite; contribuíram para os avanços médicos em relação ao cancro, aos vírus e aos efeitos da bomba atómica; ajudaram nas descobertas médicas importantes, como a fertilização in vitro, clonagem e mapeamento de genes; e, consequentemente, foram compradas e vendidas através de contratos multimilionários. No entanto, Henrietta Lacks permanece praticamente desconhecida.

Rating: 3,5/5

Comentário: 
HeLa. Uma pessoa comum, sem estudos na área da ciência, pouco saberá o que esta palavra significa mas esta talvez seja uma das maiores descobertas cientificas dos últimos anos.
A verdade é que ninguém pensa nas pessoas por detrás das descobertas cientificas, nos seus sentimentos e nos seus motivos. Afinal todos sabemos o que é a gravidade e como actua, mas porque estava Newton sentado debaixo de uma árvore? A teoria de Evolução é realmente fantástica mas porque embarcou Darwin numa expedição de 1 ano (se é que sabem que ele embarcou)?
Lembro-me de estar numa palestra sobre células cancerignas, a falar sobre a sua replicação e aplicações no dia de hoje quando a professora perguntou "se alguém sabia quem era Henrietta Larcks?".
Talvez seja embaraçoso confessar que numa turma de 400 alunos apenas um levantou a mão. Sem palavras,  sem dúvida devido ao choque, a professora desafiou-nos a ler o livro. Eu li. Percebi o porquê. E agora desafio a todas as pessoas a fazer o mesmo. Porque não é preciso ser cientista para ler sobre alguém que tanto fez pelo mundo. Este livro leva-nos a conhecer Henrietta Larcks e é só.
Rebecca Skloot muniu-se de perguntas e de uma vontade enorme de descobrir quem era Henrietta e conseguiu, ao longo das páginas deste livro, contar-nos a sua história como se a tivesse realmente conhecido, como se estivesse estado com ela. Para mim foi como ler um romance, uma história mágica e assustadora (um pouco como no cinema quando aparecem aquelas fatídicas letras que dizem "baseado numa história verídica") onde descobri quem foi Henrietta e o seu contributo para o mundo.
Sim, este livro leva-nos a conhecer Henrietta Larcks e é só. E no entanto, é ao mesmo tempo muito mais.



Gaby
Sobre a autora:

Companheira de aventuras de Hércules e conselheira da Taylor Swift, a Gaby divide o seu tempo entre ver filmes e ouvir música. De vez em quando lá pega num livro para ler, não porque não gosta mas porque finalmente achou algo que lhe interesse. É uma verdadeira groumet literária. Caso queiram saber mais sobre ela podem ver o seu tumblr aqui.

terça-feira, 12 de março de 2013

Novidade: [Maximun Ride N.º2] Adeus à Escola, de James Patterson

Edição/reimpressão: 2013 
Páginas: 384 
Sinopse: 
Passaram 24 horas desde que Max e o seu bando escaparam do Instituto, em Nova Iorque. Os seis amigos com poderes extraordinários — são 98% humanos e 2% pássaros — continuam a emocionante procura dos seus pais e da verdade sobre quem realmente são. Embora perseguidos pelos medonhos Erasers, os seis amigos tentam levar uma vida normal, com a ajuda de uma agente do FBI. É assim que voltam a estudar e que Max se apaixona por um rapaz, tentando a todo o custo não desvendar os seus poderes… Mas para este bando não existem dias normais. Max apercebe-se de que estão a ser alvo de uma emboscada e que terão de abandonar a escola. E a situação é ainda mais grave — ela e os cinco amigos devem, supostamente, salvar o mundo. Mas salvá-lo de quem? Quando? E como?

Depois de "O Resgato de Angel", a TopSeller continua a editar as aventuras de Max e o seu bando, quem ainda não leu a nossa crítica ao primeiro volume desta saga pode fazê-lo clicando aqui.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Opinião: Letal, de Sandra Brown

 
Letal
de Sandra Brown
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 456
 Resumo: Quando a filha de quatro anos lhe diz que está um homem doente no seu jardim, Honor Gillette corre a ajudá-lo. Mas esse «doente» revela ser Lee Coburn, o homem acusado de assassinar sete pessoas na noite anterior. Perigoso, desesperado e armado, ele promete a Honor que ela e a filha não irão magoar-se se ela fizer tudo o que ele lhe pedir. Honor não tem alternativa a não ser aceitar a sua palavra.
Em breve Honor descobre que nem as pessoas mais próximas de si são de confiança. Coburn afirma que o seu falecido marido possuía algo extremamente valioso que coloca Honor e a filha em perigo. Coburn está ali para levar consigo esse objeto - a qualquer custo. Dos escritórios do FBI em Washington, D.C. a um velho barco no litoral da Louisiana, Coburn e Honor fogem das pessoas que juraram protegêlos e desvendam uma teia de corrupção e depravação que os ameaça não só a eles, mas à própria sociedade.

Podem consultar o excerto das primeiras páginas aqui.

Para adquirem o vosso exemplar, passem pela livraria do Encruzilhadas no site da Leya.

Rating: 3.70/5


Comentário: 

Letal foi a minha estreia com Sandra Brown, apesar de já ter intenções de ler livros dela há muito tempo. Outras prioridades foram-se sobrepondo, como qualquer leitor com uma lista interminável de livros para ler sabe, mas a estreia deste último livro da autora em Portugal serviu como pontapé de saída para enveredar pelo mundo de crimes e suspense da autora.
Tida por muitos como uma das melhores autoras de romances policiais, onde predominam os thrillers e o suspense com uma visão feminina muito demarcada, o seu último romance tem sido referido como um dos melhores da sua autoria. Quanto a isso, não me posso pronunciar, mas foi de facto uma surpresa muito bem conseguida.
Começamos uma narrativa com um nível de acção já adiantado, de onde resulta a perseguição a um assassino em série que surge sem passado e do qual ninguém consegue saber o destino actual. O que aí se sucede, já nós conhecemos através da sinopse: insinua-se junto da família Gillette, precisando de descobrir algo na posse da viúva que o possa ajudar. Como? Só o descobriremos mais em diante. A acção encontra-se sempre ao rubro, e a entrada em cena de personagens secundárias faz por nos lembrar desse mesmo facto, já que a localização isolada da casa de Honor acaba por passar para o leitor, que se envereda nas interligações criadas entre o criminoso e a mulher e a sua filha e se esquece da caça ao homem. A introdução da menina é na verdade um dos pontos a favor para mim: nem sempre é fácil para os autores criarem personagens infantis que o sejam realmente - ou os discursos não se adequam, ou são demasiado forçados. Emily é uma miúda doce e com uma ingenuidade institiva que torna toda a narrativa mais interessante, até porque será sem dúvida um dos elementos cruciais para o desenrolar da narrativa. É fácil gostarmos dela, e torcermos pela sua segurança.
Quanto a Coburn, é uma personagem mistério que promete mais drama do que o que realmente traz à ribalta e o qual nunca ficamos a conhecer muito profundamente. Ainda assim, são as suas acções as principais promotoras dos momentos de acção e que nos deixam logo sempre ansiosos porque as consequências das mesmas geralmente só geram mais confusão. 
Desta primeira experiência com a autora, destaco a capacidade de criar um puzzle complexamente interligado, com uma série de reviravoltas completamente inesperadas. Na verdade, e sem adiantar nada que estrague a leitura, irá surgir uma personagem mistério que durante muito tempo não pensamos vir a descobrir de quem se trata, mas que inevitavelmene nos levará a fazer especulações. Não acredito que muitos acertem no desfecho da mesma, mas digo-vos que é completamente inesperado. Para assinalar destaco também a primeira reviravolta no decorrer da narrativa. Não esperava mesmo o que se passou e fiquei surpreendida, de qualquer forma a passagem do discurso para o ante/pós revelação acabou por ser algo brusco. De qualquer forma, acabou por criar elementos interessantes que nos fizeram olhar para as diversas personagens com outros olhos.

Não chega ao 4 em pontuação por dois motivos: A interligação constante entre todas as personagens saiu algo forçada. Dá-se o exemplo do elemento do FBI que partilha informação do caso que está a analisar com a mulher - acreditar-se-ia na existência de um brio que apelasse à confidencialidade e que ao encontrar-se num cargo de chefia soubesse minimamente o que estava a fazer. Numa segunda análise, e não sei se propositado ou devido à tradução, alguns momentos (principalmente os que dizem respeito a momentos de cariz sexual) trazem uma linguagem muito crua que surge completamente fora do contexto, soou-me estranha e não gostei de a ler assim. Quanto ao fim, foi apressado e com elementos desnecessários. Percebi a necessidade de criar um elemento que levasse ao final feliz, mas para isso não haveria a necessidade de incutir outro tipo de comportamentos às personagens, que às tantas pareciam sofrer se surtos bipolares. Mas foi apenas uma leve tendência. Não me arruinou a leitura, nem a surpresa, nem a curiosidade para ler o que se iria passar a seguir, de querer saber se os elementos de protecção seriam suficientes para salvar a vida de inocentes e se os criminosos seriam apanhados.
Outro ponto a favor é que não existem descrições horrendas (e capazes de vomitar) sobre os crimes ocorridos, o que tornou a leitura bastante prazerosa para mim. 
Em suma, gostei e irei mesmo procurar os restantes livros de Sandra Brown.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sábado, 9 de março de 2013

Médicos prescrevem livros

Esta notícia não é nova e já a divulgamos no nosso facebook com o link para a reportagem do The Guardian. No entanto, ainda não satisfeitas com isso, eu e a Cláudia decidimos ir em busca de mais para podermos dar a nossa opinião sobre o assunto.
Claro que nem vou tentar esconder que acho a ideia simplesmente genial, essa é a verdade, afinal para mim os livros sempre foram terapêuticos e são uma alternativa muito mais saudável que comprimidos.
Apesar da ideia ter sido posta em prática pela primeira vez em 2005 no País de Gales, graças a uma ideia do Psicólogo Clínico Prof. Neil Frude em 2003, só agora em 2012 chega a Inglaterra.
Assim, a Inglaterra junta-se ao País de Gales, Dinamarca e Nova Zelândia como um dos primeiros países nos quais os médicos receitam livros para doenças do foro psicológico como raiva, ansiedade, depressão, obsessão, compulsões, pânico, fobias e auto-estima.
A ideia nasceu de uma junção de situações entre as quais a alarmante verdade de que pelo menos seis milhões de pessoas, residentes no Reino Unido, sofrem de depressão e ansiedade e que desses seis milhões dois terços não recebem qualquer tipo de tratamento.
Quando testes sugeriram que os livros poderiam ser poderosos aliados na cura destas doenças mas ainda existiam muitas pessoas que desconheciam a existência destes livros ou simplesmente não tinham acesso aos mesmos. Frude diz que no fundo o que faltou foi a conexão  "os médicos já lá estavam, os livros já lá estavam e as bibliotecas também. Só necessitamos de os juntar.". E assim, em Gales onde a iniciativa começou, 30 mil livros de auto ajuda são requisitados todos os anos da biblioteca, e três e dez dos livros mais requisitados são de auto-ajuda.
Livros estes que também podem ser requisitados em Portugal das nossas bibliotecas, facto que eu desconhecia e fiquei a saber no inicio deste ano. Não sei porquê mas sempre achei que as bibliotecas não facultavam livros de auto-ajuda, talvez porque ache que maior parte das pessoas se sentem um pouco envergonhada quando é apanhada a lê-los, mas as Bibliotecas de Lisboa tem vários no seu catalogo, incluído Paul McKenna e Louise Hay. (Convido-vos a requisitarem livros de um e outro, para quem gosta são os melhores do género.)
Existe uma lista de 30 livros, para começar, que foi enviada já para as bibliotecas. Estes trinta livros não foram escolhidos ao acaso, e incluem os melhores livros de auto-ajuda actualmente disponíveis. Frude explica que nos Estados Unidos América, a classificação deste género de livro vai de cinco estrelas a "de espetar um punhal no peito", que é a classificação mais baixa que se pode atribuir a um livro deste género e que significa que o livro em vez de ajudar as pessoas está a fazer exactamente o contrário


Para o próximo ano, a Books on Prescription espera chegar a crianças e jovens também. Uma lista de 30 livros já foi enviada para as bibliotecas que, ao abrigo do programa, serão obrigadas a disponibilizar os títulos para que os pacientes os possam levantar na sua biblioteca local.
Esta iniciativa acaba por ser benéfica para as bibliotecas também, especialmente em Inglaterra, onde várias bibliotecas municipais se encontravam em risco de fechar por não terem leitores e movimento suficientes. Os especialistas acreditam que esta medida irá dar nova vida às bibliotecas, o que já se provou ser verdade nos países onde este esquema já está implementado.
A meu ver estamos com uma solução fantástica em mãos que resolve dois problemas de uma vez: além de manter bibliotecas abertas, e quem sabe garantir a criação de mais, a Books on Prescription ajudará também as pessoas com doenças psicológicas mais leve a sentirem-se bem e acabará por evitar que os problemas se tornem mais complexos. Além do mais, já se sente uma onda de mudança nas pessoas em relação aos medicamentos, já existe um número considerável de pessoas contra a medicação, especialmente a forte, que sem dúvida acolherá este novo meio de tratamento.
Mesmo assim, o criador do projecto, o Prof. Frude já veio relembrar que este género de alternativa só é válida quando a doença é ainda muito leve e não em casos crónicos. Creio que contudo podemos também dizer que estes livros acabam por actuar também como prevenção, quando são lidos antes das pessoas sentirem os sintomas. É um género de literatura fantástica para a auto-descoberta e para a realização de exercícios práticos somos quem somos exactamente.
Fazendo as contas, tal como dizia no início, é uma iniciativa que apoio mas creio que há mais livros do que os de auto-ajuda que podem ajudar uma pessoa. Afinal, quem nunca encontrou uma mensagem profunda num livro considerado banal? É a maneira como o livro nos fala que nos chama a ouvir, e se há pessoas que precisam de ler A Cabana ou O Segredo para encontrar uma verdade interna há também quem o consiga fazer lendo livros como Irmãs de Sangue ou Harry Potter. Por isso, acredito que aumentar o leque de livros seleccionados seria, talvez numa segunda fase, uma óptima maneira de continuar o tratamento.

Curiosidades: