terça-feira, 7 de maio de 2013

Resultados Passatempo: "Do Céu, Com Amor"


Olá Encruzilhados,

Terminou ontem o nosso passatempo do Dia da Mãe e já temos os resultados para divulgar. Gostaríamos de agradecer aos filhos e filhas carinhosos que concorreram para um livrinho especial para oferecer às suas mães (ou pelo menos que concorreram com esse pretexto) mas infelizmente só tínhamos um exemplar para dar e esse pertence a *rufem tambores*
[80] - Bruno Neves, da Azambuja

Parabéns Bruno! Vais receber um e-mail brevemente para confirmação da morada!
Ao resto dos nossos Encruzilhados pedimos que não desanimem! Não só ainda podem concorrer no passatempo Delirium como vamos ter mais passatempos ainda hoje!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Novidade Booksmile: Princesa Poppy: Férias em Portugal.

 Já chegou às livrarias a nova aventura da Princesa Poppy, exclusiva para as princesas portuguesas.

Companhia perfeita das meninas há mais de três anos, as histórias da Princesa Poppy já fazem parte do imaginário de milhares de crianças.

E Janey Louise Jones tem mais uma surpresa preparada: depois da Poppy ter passado férias em Portugal, é a vez da autora preferida das meninas princesas vir visitá-las. Janey Louise Jones vai estar em Portugal nos dias 7, 8 e 9 de junho, onde vai marcar presença em escolas e na Feira do Livro de Lisboa.


E um dos principais temas de conversa vai ser, claro, o novo livro, cuja história é passada em Portugal. «A Poppy vem de férias a Portugal com a família. Ela adora as praias, o sol e o bom tempo. Mas os gémeos não dão descanso, e ela sente falta da Mel. Por isso, quando faz uma amiga, tudo parece perfeito. Mas será que o seu gosto por gelados não as vai meter em sarilhos?»

Vão ser dias muitos especiais que não vão querer perder!
Descobre como acaba mais esta divertida aventura, a 18.ª da Série Ilustrados, e não te esqueças de visitar o sítio Poppy, recheado de atividades:  www.princesapoppy.com.pt

Mais sobre a coleção Princesa Poppy: 



Maio - Mês dos Guilty Pleasures!

 Agora que Maio já começou, finalmente podemos revelar o porquê da temática deste mês!

Aqui há dias a Cláudia encontrou uns amigos no comboio a caminho de Lisboa e a primeira coisa que uma lhe disse foi "aviso já que vou ler!". Isto levou-os a discutir que, de facto, e mesmo quando já não vemos alguém há muito tempo, por vezes existe o impeto de (caso a pessoa ainda não nos tenha visto) fingir que não vimos ninguém só para podermos continuar a ler aquele livro de que estamos a gostar tanto (a Cláudia reconhece já ter feito isso). Não é bonito, realmente, e por esse motivo é que nos inspirou para escrever esta crónica.

Na verdade, suspeitamos que todos temos aquele livro que sabemos ser uma inutilidade literária e nem por isso deixamos de gostar dele. Não falamos de livros que o resto do mundo reincrime, e que nos obriguem a fingir que não o lemos (até porque não deve haver vergonha no que lemos), assunto que até já abordámos por estes lados. Falamos mesmo daqueles livros que nós reconhecemos serem maus, ou nos quais não existe muita lógica e senso, mas que alguma parte da sua componente faz sentido.

Para a Cláudia, os livros da Jill Mansell encontram-se nessa categoria (e antes que os fãs da autora nos batam, relembramos que a opinião é pessoal). Faltam-lhe por vezes consequências lógicas, a autora resolve situações complicadas em segundos e de forma caricata, mas no fim garante umas valentes gargalhadas que tornam os livros preferenciais a outros muito melhor escritos (são os ditos livros aconchegantes /reconfortantes que por vezes chamam por nós!). O primeiro livro lido da autora, Uma Oferta Irrecusável (A Catarina gostaria de comentar que acha este facto irónico)  levou-a à loucura, tanto irritando-a com a falta de conexão e nexo como a adorar e devorá-lo numa tarde (sendo que a decisão final da pontuação a atribuir oscilou entre 2 e 4 durante toda a leitura).

Já a Catarina não sabe ao certo se tem um género de livros deste tipo. Acha piada aos romances de época (como os de Julia Quinn e Eloisa James) pelos mesmos motivos que a Cláudia gosta de Jill Mansell mas não os procura. Talvez o seu maior Guilty Pleasure seja mesmo o YA, que é uma fórmula conhecida e aconchegante e que, apesar de ser mais assustadora que o juvenil, ainda garante um certo final feliz.

Por esse motivo convidamos-vos a passar o mês de Maio connosco, e a descobrir pequenos vicios literários ou não, que possam se vistos como guilty pleasures. Como exemplos, deixamos aqui os seguintes: ler no wc, livros escondidos, snacks à mão durante a leitura, estranhos locais para ler, as coisas mais loucas que fazem por livros...enfim, toda a insanidade inerente a quem já não sabe ler sem livros. (Viver!! Viver sem livros!! Viram como ela nos afecta já?)

Para além dos diferentes artigos e comentários, estejam à vontade para nos enviar um email e contar as histórias sobre livros que nunca contaram a ninguém, agora que encontraram quem vos compreenda!

domingo, 5 de maio de 2013

Rubrica: Darkness Take My Hand, de Dennis Lehane

Darkness, Take My Hand [Kenzie and Gennaro, #2 ]
de Dennis Lehane
Edição: 2006
Paginas: 512
Editora: Batman Books
Resumo:
A mais recente cliente dos detectives Patrick Kenzie e Angela Gennaro é uma proeminente psiquiatra de Boston receando uma aparente ameaça de membros vingativos da máfia irlandesa. Os detetives particulares sabem algo sobre a retribuição a sangue frio, tendo sido nascidos e criados nas ruas de Dorchester, ambos assistiram à escuridão que vive nos corações dos mais infelizes.
Mas algo extremamente perverso, para o qual mesmo eles não estão preparados, está prestes a atacar, assim como segredos há muito adormecidos estão prestes a entrar em erupção, desencadeando uma série de assassinatos violentos que irá manchar tudo - incluindo a verdade.

Rating: 5/5
 
Comentário:
Este livro é já o segundo que leio deste autor e quero começar desde já por salientar o quão brilhante é a escrita de Dennis Lehane.
Não são todos os autores que conseguem tão facilmente fazer com que o leitor consiga transpor as suas palavras para um filme mental, sendo que, a leitura de Darkness, Take My Hand não é excepção à regra, conseguindo excepcionalmente assemelhar-se verdadeiramente a ver um filme numa grande tela, capaz de levar o leitor a ficar preso à história rapidamente.
Os protagonistas, investigadores particulares Patrick Kenzie e Angela Gennaro, estão de volta com mais um caso em mãos, em que desafiam as suas próprias vidas e onde mais uma vez estão perante os actos horroríficos daquilo que o ser humano é capaz.
Como já referido, além da escrita fácil e expressiva, Lehane sabe perfeitamente como agarrar o leitor e levá-lo por uma onda de emoções, onde tudo ao início parece calmo, para depois se tornar num turbilhão de sensações e descobertas à medida que é atingido o clímax da história. Assim, algo que começa por parecer bastante inofensivo, acaba por se revelar um dos casos mais perigosos em que Kenzie e Gennaro alguma vez estiveram envolvidos. À medida que a investigação se desenrola, uma simples “ameaça” acaba por se revelar muito mais que isso, resultando em mortes extremamente violentas e actos de tortura desumanos, onde o principal sujeito é alguém que está preso há mais de vinte anos.
Cheio de suspense, mistério e acontecimentos extasiantes, o caso vai se tornando cada vez mais pessoal, remetendo para assuntos inacabados do passado, à medida que é traçado um jogo psicológico e perverso entre o gato e o rato, onde quem está a apanhar quem, toma um outro novo sentido.
O melhor deste livro é sem dúvida o quão empolgante a sua leitura se torna, esperando ser surpreendido a qualquer momento, e obviamente todo o percurso que leva a um final algo intenso. Patrick e Angela são também personagens que facilmente cativam o leitor, demonstrando uma química intensa entre ambos e proporcionando por vezes certos momentos cómicos que aliviam a pressão.
Sem querer revelar mais pormenores e detalhes mais fundos (caso contrário estragaria a mística deste tipo de livros), espero que as minhas palavras incitem o leitor a decifrar por ele próprio o que este livro tem para contar.
Acrescento apenas que para amantes de thriller psicológico Lehane é, sem dúvida, um dos peritos actuais na matéria e, Darkness, Take My Hand, o melhor livro seu que li até agora. Prometendo emoções ao rubro, é garantida uma incessante vontade de o devorar de uma só vez.


Soffs
Sobre a nossa convidada:

Sofs, sonhadora compulsiva, gosta de viajar por mundos novos através dos livros. Aspirante jornalista. Tem o estranho gosto pelo cheiro das páginas de um livro. Não sai de casa sem as suas leituras na mala.