terça-feira, 4 de junho de 2013

A livraria preferida dos Lisboetas!




 Aqui há uns tempos foi anunciada uma iniciativa lançada pela APEL e pela Câmara de Lisboa, no âmbito do Programa Ler em Todo o Lado (da Rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa) com o intuito de escolher qual a livraria de Lisboa preferida pelos leitores. Os resultados foram hoje anunciados na Feira do Livro de Lisboam sendo seleccionada a Livraria Bertrand do Chiado!

"O Programa Ler em Todo o Lado, uma iniciativa da Rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa e da Associação Portuguesa de Editores de Livreiros, decorreu durante abril passado e envolveu cerca de 20 livrarias da cidade de Lisboa, que abriram as portas até mais tarde, praticaram descontos, promoveram leituras e encontros entre leitores e escritores" 

  
 "Sobre a Livraria Bertrand do Chiado: 

Localizada no coração de Lisboa, a Livraria Bertrand do Chiado é um espaço intemporal, carregado de histórias. Reconhecida em 2011, pelo Guinness World Records, como a Livraria Mais Antiga do Mundo (em funcionamento desde 1732), as suas belas salas são o ponto de encontro de leitores de diferentes gostos e idades. Muitos intelectuais e escritores passaram pelas suas portas e conviveram com os seus livros – livros que os inspiraram a escrever e a ler. Durante a sua longa História, foi muitas vezes o ponto privilegiado de discussões literárias e mesmo de tramas políticas. 

Fundada por Pedro Faure, a primeira Bertrand abriu portas na rua Direita do Loreto. Após o Grande Terramoto de 1755 o seu genro foi obrigado a instalar-se junto da Capela de Nossa Senhora das Necessidades, regressando dezoito anos depois à reconstruída baixa pombalina. A Rua Garrett passou então a fazer parte do itinerário cultural da cidade. Por ali passaram e ficaram, em conversa de amigos ou em acesas tertúlias, Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Eça de Queirós, Antero de Quental e Ramalho Ortigão."


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Passatempo " O Espião Português", de Nuno Nepomuceno

Como revelámos aos curiosos que ontem vieram investigar a nossa aventura pela FLL, tivemos a oportunidade de conhecer o autor de "O Espião Português", de Nuno Nepomuceno, uma das revelações na literatura nacional durante o ano de 2012.

Fomos posteriormente contactadas pelo autor, que disponibilizou dois exemplares autografados para um passatempo especial, que é como quem diz "se não foram ter com o autor à Feira do Livro de Lisboa há uma semana e pouco...o autor vai ter a vossa casa (bem, mais ou menos)!


Sinopse:

E SE TODA A SUA VIDA NÃO PASSAR DE UMA MENTIRA?

André Marques-Smith é um bom rapaz. Dedicado à família e aos amigos, é o mais jovem funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros português a assumir a tão desejada direção do Gabinete de Informação e Imprensa. Uma dedicação profissional que esconde um coração partido.
Freelancer é o nome de código de um espião da Cadmo, uma organização semigovernamental internacional. A par do MI6 e da CIA, a Cadmo age nos bastidores da política mundial, moldando o mundo tal como o conhecemos. Freelancer é metódico e implacável, um dos seus operacionais mais cotados.

 André e Freelancer são uma e a mesma pessoa. De Lisboa a Estocolmo, Londres, Roma ou Viena, as suas muitas faces desdobram-se, as missões sucedem-se. Uma delas reserva-lhe uma surpresa. Nas suas mãos, está uma descoberta que pode mudar o mundo e pôr em causa toda a sua vida.

Mas, para o melhor e para o pior, ele não está sozinho...

Vencedor do Prémio Literário book.it,
O Espião Português é um thriller intenso e sofisticado, que combina elementos tradicionais da ficção de espionagem com uma narrativa íntima de descoberta pessoal.
Através do seu complexo e sedutor herói, Nuno Nepomuceno transporta-nos para um mundo de duplicidades, enganos e traições, no qual, como na vida, há valores que a tudo se sobrepõem.


Regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 17 de Junho de 2013.

2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou o autor não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.

A Livraria do Encruzilhadas Literárias

Como já devem ter reparado, em parceria com a Leya, o Encruzilhadas Literárias (à semelhança de outros Blogs) abriu uma pequena livraria on-line - o que em última instância quer dizer que nos tornámos num parceiro afiliado, e que é mais um bom motivo. dado o reconhecimento do nosso trabalho

Podem encontrar alguns descontos simpáticos por vezes, e ter acesso a sugestões de leitura com comentários personalizados ;)

No fundo no fundo, é mais uma forma de fazer chegar aos leitores a nossa opinião, e facilitar-lhes o acesso para que percam a cabeça e adquiram o livro do qual falámos tão bem!

Para mais informações basta clicarem na barra lateral do Blog, onde uma imagem semelhante a esta aguarda o vosso clique!

domingo, 2 de junho de 2013

Feira do Livro de Lisboa

A Feira do Livro de Lisboa tornou-se numa descoberta pessoal tinha eu 13/14 anos. Quando era mais nova não tinha muitos amigos que gostassem de ler (ou que o fizessem abertamente. Acho que os últimos 10 anos apagaram o estigma e o tabu de gostar de ler em qualquer idade, sem que isso nos defina). No entanto, ainda tinha uma amiga que gostava de ler ainda mais do que eu (gosto provavelmente influenciado pela presença de dois pais professores em casa). E foi pela mão dela que fui parar ao mundo que se cria em pleno Parque Eduardo VII todos os anos. Com um orçamento definido e imensos stands por percorrer, os pais delas deixavam-nos ir sozinhas procurar o que nos interessava enquanto eles iam procurar livros que lhes interessassem. Acompanhei-os mais uns 2/3 anos, até que por motivos pessoais acabámos por não conseguir repetir a façanha. 

O meu primeiro ano de faculdade trouxe-me de volta à feira do livro, desta feita já sozinha, o que por vezes era preferível já que para ver a feira em condições muitas vezes demorei 2 e 3 horas para percorrer aqueles corredores ao ar livre (sem chuva que me demovesse durante as alturas em que foi realizada em Abril) e não conheço muitas pessoas que me aturassem durante tanto tempo.

Já não ia lá há dois anos. Em 2013 matei saudades deste espaço que gosto tanto e tive uma experiência diferente. Este último ano e meio de Blog, de GoodReads e de grupos de trocas de livros no Facebook trouxeram-me novas pessoas tão ou ainda mais malucas por livros do que eu, sendo que algumas tenho tido a oportunidade de conhecer melhor, aqui e ali. 

No passado sábado, dia 25 de Maio, enquanto a Ki continua por terras de Sua Majestade, estive pela feira num evento organizado pelo Blog Efeito dos Livros - um Piquenique Literário (como já tiveram a oportunidade de ver através do nosso Facebook). A ideia foi juntar bloggers, escritores, seguidores dos blogs, enfim, qualquer interessado em livros que tivesse interesse em ir. Apareceram várias pessoas, muitas já com cara atribuida virturalmente (e que foi ver em carne e osso), outras que desconhecia porque apesar do mundo cibernáutico não ser assim tão grande, por vezes ainda nos traz surpresas. 

 
(para consultar mais fotografias - que não são da minha autoria - consultar o álbum disponível no Facebook do Efeito dos Livros)


Assim sendo, tive a oportunidade de trocar dedos de conversa com várias pessoas (para além da Cris e da Elsa, organizadoras do evento - sem esquecer o "Caracol Literário"), das quais destaco (sem qualquer prejurativo para as restantes, apenas estive mais um bocadinho com estas) a Ni Rodrigues do Tertúlias à Lareira, a Sofia Teixeira do Blog BranMorrighan, a Patrícia do Girl in Chaise Longue, a Joana do Histórias de Elphaba, a Ivonne do Desejos de Alma. E de rever outras tantas caras, de forma a matar saudades, como a Mafi do Algodão Doce para ao Cérebro, a Vera da Menina dos Policiais ou a Vânia Boavida, uma das dinamizadoras de um grupo de troca livros no facebook com mais de 2000 utilizadores.

O dia estava super caloroso, nunca vi a feira tão cheia como naquele fim-de-semana. As iniciativas eram variadas, o espaço continua aprazível como sempre e as solas dos sapatos ficaram mais gastas de tanto andar para cima e para baixo. 

Para finalizar, há que destacar a simpatia dos autores que tive a oportunidade de conhecer, tanto no piquenique como um pouco por toda a feira. O Miguel Miranda (autor de "A Paixão de K") brindou os participantes do piquenique com uns pregos literários, fui cuscar a sessão de autógrafos e pôr a conversa em dia com a querida Liliana Lavado (autora do "Inverno de Sombras"), e ainda tive a oportundidade de conhecer o Nuno Nepumoceno - autor de "O Espião Português" (que para além de ser extremamente simpático, quis colaborar com o Encruzilhadas Literárias num passatempo a começar amanhã, pelo que estejam atentos!).



 Com a escritora Liliana Lavado (autora do "Inverno de Sombras").

 Com a Vera Brandão (Blog Menina dos Policiais), Nuno Nepomuceno (autor de "O Espião  Português") e Sofia Teixeira (Blog BranMorrighan).


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sábado, 1 de junho de 2013

Abraçar a fandom

Os livros sempre fizeram parte da minha vida, quer fossem os livros do Bolinha quando era pequena ou o Harry Potter quando tinha 13 anos lembro-me de andar sempre acompanhada por eles e de visitar os locais mais fantásticos do mundo com a sua ajuda.
Por isso não é de estranhar que com a expansão da web me tenha deparado desde muito cedo com as fandoms. As fandom são, e resumindo muito, grupos de fãs que se juntam em torno de algo, quer seja um livro, filme, serie de tv, etc, para o debaterem e melhor apreciarem. Lembro-me do meu espanto ao encontrar o site Mugglenet e subitamente aperceber-me da verdadeira dimensão que o mundo de Harry Potter tinha.
Mesmo assim, creio que a primeira fandom para onde entrei  foi a de Sailor Moon. Lembro-me de ter as bonecas, de escrever historias e de passar horas na internet em busca das poucas imagens que podia encontrar para imprimir e recortar. (O que sem a ajuda do google era obra vos garanto!)
Agora, anos depois, ainda faço parte das fandoms. Apesar de já não escrever tanta fanfiction ou fazer gráficos gosto de seguir o que se passa e trocar algumas opiniões. Uso também o tumblr para fazer reblogs das minhas cenas favoritas dos episódios e expor opiniões sobre tudo e sobre nada.
E por isso que compreendo aquela frase que diz que efectivamente há pessoas que conseguem ler um livro fecha-lo e seguir com a sua vida mas eu não sou uma delas. Afinal qual é o ponto de se fazer alguma coisa se não se vai tirar nada dela?
Não digo que devêssemos todos andar a fazer gráficos, historias e desenhos sobre os livros que lemos. Apesar de que não seria mau de todo. No entanto creio que, com a ajuda do blogue, me apercebi que os livros ganham efectivamente uma nova dimensão quando falamos deles. Quando os debatemos e dissecamos para opinião, quando tentamos perceber o narrador da história e o porque de certos acontecimentos.
Creio que é normal quando amamos muito algo queremos descobrir pessoas que amem esse algo tanto quanto nos. Partilhar as citações favoritas e discutir a mensagem. Lembro-me que quando fui ver Os Miseráveis com o Alexandre achei a historia triste apesar de ter um toque de esperança. Quando mais tarde o meu pai foi ver o filme com a minha mãe, ela voltou desgostosa e quase zangada com o meu pai por a ter obrigado a ver aquele filme horroroso e triste. O meu pai contradisse-a calmamente e disse que achava que o filme era sobre esperança e antes que eu me apercebesse estávamos os dois a debater as questões religiosas e de esperança no filme versus a miséria de valor das personagens. A minha mãe revirou os olhos e deixou-nos falar. Naquela pequena troca de impressões com o meu pai apercebi-me de pequenas coisas no filme que nunca me tinha apercebido e comecei a gostar mais do filme. Agora posso dizer que gosto d'Os Miseráveis apesar de não o ver 24h por dia e que o Alexandre tinha razão, se conseguirmos ver por baixo da miséria vamos encontrar uma verdadeira pérola.
Há muito que já percebi que sou parte da fandom e que sê-lo e algo mais forte que eu e que não controlo. Tenho uma paixão imensa pelos livros, series e filmes que sigo e gosto de os debater, gosto de os perceber melhor e gosto de encontrar outras pessoas que pensem como eu penso.
E vocês, Encruzilhados? Fazem parte de alguma fandom? O que fazem para se manter a par da mesma? Deixem-nos as vossas dicas e paixão por mundos que só existem nas nossas cabeças. (Ou será que não?)


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.