sexta-feira, 7 de junho de 2013

Opinião: A Fada do Lar, de Sophie Kinsella


A  Fada do Lar
de Sophie Kinsella
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 392
Editor: Livros d´Hoje

 Resumo: "Chamo-me Samantha. Tenho vinte e nove anos. Nunca na vida usei o forno para fazer pão. Não sei coser um botão. Sei é reestruturar contratos de financiamento de empresas e salvar os trinta milhões de libras do meu cliente."

Samantha é uma advogada bem-sucedida em Londres. Trabalha o dia todo, não tem vida doméstica, e só se preocupa em encontrar um companheiro. Habitualmente tem êxito sobre pressão e adrenalina. Até que um dia...
comete um erro. E o erro é tão grave que acaba por destruir a sua carreira. Fica tão desnorteada que ao sair do escritório, apanha o primeiro comboio que vê e, quando se apercebe, não sabe onde está. Ao pedir indicações numa grande e bonita casa, é confundida com alguém que tinha sido entrevistada para o cargo de governanta e, sem mais nem menos, é-lhe oferecido o emprego. Não faziam ideia que estavam a contratar uma advogada licenciada em Cambridge com um QI de 158, muito menos que Samantha não faz sequer ideia como funciona o forno.
E o desastre acontece. O caos instala-se quando Samantha luta com a máquina de lavar... com a tábua de passar a ferro... e tenta cozinhar cordon-bleu para o jantar...

Rating: 4/5 

Comentário: Aviso já que esta é das opiniões mais injustas que já escrevi este ano, atendendo a todos os seus antecessores. O que só quer dizer uma coisa: a opinião positiva e sugestão deste livro está somente baseada nas sensações por ele causadas, em detrimento da sua qualidade literária. Porque é que digo isto?
Bem, porque a escrita de Shophie Kinsella é simples, descomplicada, directa e nenhuma obra-prima. Mas é uma escrita leve, bem disposta (com toques de humor nos pontos certos) e excelente para curar teimas e semanas mais amargas. É um doce servido de bandeja, a pedir para ser apreciado.

Descobri este livro através de várias meninas que o estavam a ler, e o classificaram no GoodReads. A sinopse pareceu-me interessante, e passou a enquadrar a minha lista mental de livros-a-ler-em-alturas-stressantes-para-descomprimir. Procurei-o em algumas bibliotecas, e quando não o encontrei, comprei-o na versão original pelo Awesome Books em segunda mão (dei pulinhos quando o consegui encontrar!)

Samantha é uma mulher super eficaz no seu mundo de advocacia, mas perante as minúcias do mundo real é um zero à esquerda (se contracta uma mulher-a-dias e nem sabe indicar como se liga o fogão da própria casa...), que se vê confrontada a enfrentar o desconhecido quando todas as portas que lhe eram conhecidas começam a fechar-se (e ela foge antes que o processo a destrua). O resto, tal como a sinopse diz, será uma aventura que se julgava primeiramente impossível, mas nada que uma pessoa cheia de vontade e inovação não consiga superar.
O que gosto neste romance é a condução natural, breve e com carácter de entretenhimento, que nos faz passar bons momentos, descontrair e deixar de lado uma semana stressante. Os traços de romance soam genuínos, sem grandes volteados ou cenas românticas, trazendo uma sensação de conforto e familiaridade que nos envolve até à uma página. Confesso que me fez sorrir em diversos momentos e rir noutros, sair do comboio e sentar-me nos bancos da estação só para ler mais um capítulo e terminá-lo madrugada dentro.
Acho que o irei juntar aos meus guilty pleasures (e apesar do mês de Maio ter terminado já, acho que se enquadra perfeitamente. 

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Exactamente o que o médico receitou

Lembram-se do nosso artigo sobre os médicos no Reino Unido que ia começar a recomendar livros? Hoje fui testar em primeira mão esta experiência.
Como vos disse aqui há uns tempos mudei-me para o Reino Unido (porque os livros aqui são mais baratos! Foi esse o único motivo) e uma das primeiras coisas que fiz assim que cheguei foi fazer os meus cartões da biblioteca e seguir as paginas das bibliotecas locais no facebook. Tal como as bibliotecas portuguesas, as bibliotecas por aqui tem varias actividades e, esta semana, as bibliotecas de Manchester abriam os braços às receitas de livros.
Para celebrar este momento tiveram sessões de reiki, ikebana (arranjos florais), uma amostra dos livros que poderão ser receitados e outras actividades. Como podem imaginar esta livrolica não perdeu a oportunidade de se lançar na descobertas das únicas receitas médicas que provavelmente alguma vez usará na vida.
Infelizmente o destino trocou-me as voltas e acabei por chegar atrasada ao evento. Mesmo assim encontrei uma sala toda arranjada onde uma senhora discursava sobre as propriedades calmantes da ikebana (enquanto fazia uma) e uma mesa cheia de "livros medicinais".
Existiam vários panfletos espalhados pela sala que explicavam a iniciativa e aconselhavam as pessoas a levarem os mesmos aos seus médicos, visto que continham uma lista dos livros recomendados para cada diagnóstico.
Como cheguei tarde não posso comentar o evento mas em relação aos livros a biblioteca parecia ter recebido um número razoável de cópias dos mesmos e prestes a embarcar numa nova aventura. Espero que deste modo as bibliotecas por estes lados tornem a ganhar vida e o estado mantenham abertas muitas das que considerou fechar por falta de leitores.

Podem consultar a lista cliclando aqui. Depois de uma breve pesquisa na net encontrei uma lista de livros recomendados por médicos para combater a depressão que também aqui vos deixo. Se souberem de alguém que se esteja a sentir mais em baixo, não há nada como aconselhar um livro divertido.





Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Vencedor do Passatempo "A Verdadeira História do Capitão Gancho" - Civilização Editora

Boa noite a todos,

Tivemos aqui há uns tempos um passatempo em colaboração com a Civilização Editora, com a oferta de um exemplar de "A Verdadeira História do Capitão Gancho", de Pierdomenico Baccalario.

Seleccionámos o vencedor logo no dia seguinte, confirmámos os dados e enviámos à editora, mas por lapso o post ficou em rascunho. Só nos apercebemos da questão devido às perguntas dos leitores, pelo que pedimos desculpa e agradecemos o reparo!



"Boa noite caros leitores,

É com enorme prazer que podemos anunciar o vencedor do passatempo que teve como sorteio um exemplar de "A Verdadeira História di Capitão Gancho", de Pierdomenico Baccalario. Este será um dos últimos sorteios deste mês, pelo que senão tiveram sorte, aguardem pelo próximo mês!
 

Sem mais demoras, a vencedora deste passatempo foi:

- Maria João Silva, de Aveiro.

Muitos Parabéns! Já enviámos os dados para a editora, e deverá receber em breve o seu exemplar!"

A livraria preferida dos Lisboetas!




 Aqui há uns tempos foi anunciada uma iniciativa lançada pela APEL e pela Câmara de Lisboa, no âmbito do Programa Ler em Todo o Lado (da Rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa) com o intuito de escolher qual a livraria de Lisboa preferida pelos leitores. Os resultados foram hoje anunciados na Feira do Livro de Lisboam sendo seleccionada a Livraria Bertrand do Chiado!

"O Programa Ler em Todo o Lado, uma iniciativa da Rede de Bibliotecas Municipais de Lisboa e da Associação Portuguesa de Editores de Livreiros, decorreu durante abril passado e envolveu cerca de 20 livrarias da cidade de Lisboa, que abriram as portas até mais tarde, praticaram descontos, promoveram leituras e encontros entre leitores e escritores" 

  
 "Sobre a Livraria Bertrand do Chiado: 

Localizada no coração de Lisboa, a Livraria Bertrand do Chiado é um espaço intemporal, carregado de histórias. Reconhecida em 2011, pelo Guinness World Records, como a Livraria Mais Antiga do Mundo (em funcionamento desde 1732), as suas belas salas são o ponto de encontro de leitores de diferentes gostos e idades. Muitos intelectuais e escritores passaram pelas suas portas e conviveram com os seus livros – livros que os inspiraram a escrever e a ler. Durante a sua longa História, foi muitas vezes o ponto privilegiado de discussões literárias e mesmo de tramas políticas. 

Fundada por Pedro Faure, a primeira Bertrand abriu portas na rua Direita do Loreto. Após o Grande Terramoto de 1755 o seu genro foi obrigado a instalar-se junto da Capela de Nossa Senhora das Necessidades, regressando dezoito anos depois à reconstruída baixa pombalina. A Rua Garrett passou então a fazer parte do itinerário cultural da cidade. Por ali passaram e ficaram, em conversa de amigos ou em acesas tertúlias, Alexandre Herculano, Oliveira Martins, Eça de Queirós, Antero de Quental e Ramalho Ortigão."