sexta-feira, 21 de junho de 2013

Opinião: Confissões de uma Suspeita de Assassínio, de James Patterson

Confissões de uma Suspeita de Assassínio
de James Patterson e Maxine Paetro
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 288
Editor: TopSeller
Resumo:
Malcolm e Maud Angel eram pais altamente exigentes. Quando são assassinados, a filha mais velha, de dezasseis anos, Tandy, torna-se a principal suspeita do crime. Nesse mesmo dia, ela decide descobrir quem é o verdadeiro assassino, ainda que seja ela própria ou um dos irmãos.
Tandy é uma rapariga-prodígio, incrivelmente inteligente e com Conhecimentos fora do vulgar. E agora também é herdeira de uma grande fortuna… Ela guarda muitos segredos, que regressam para a atormentar. Sente-se perdida, vítima da educação recebida dos pais. Mas não seria capaz de os matar… ou seria?
Um thriller emocionante e de leitura compulsiva, onde todos os segredos de Tandy, até os mais obscuros, são revelados. Quem sabe aquilo de que ela é, realmente, capaz?

Opinião da Cláudia - Rating: 4/5
A Catarina tem sido a embaixadora de James Patterson aqui no Encruzilhadas Literárias, através desta parceria com a chancela da TopSeller. Para mim foi uma estreia com o autor, e fico contente por não ter deixado passar este livro!
Imaginem que acordam numa manhã com a polícia a bater-vos à porta. Imaginem que derrepente vos cai o mundo, que dois dos vossos familiares estão mortos, e que o culpado tem criteriosamente de viver dentro da habitação em questão. Mas mais do que isso, que vocês podem ser o culpado. Mas que a confirmação desse factor tanto pode estar escondida nos recantos de uma mente recalcada, como pode simplesmente não existir.
O livro é-nos contado segundo a  perspectiva de Tandy, uma narradora complexa (mas não tanto como ela pensa) que nos vai abrindo as portas de sua casa, e dando a conhecer os elementos da família Angel que ficaram e as suas reacções ao assassínio dos pais perante o mundo dito normal.
Mas a normalidade é um conceito que não se condiz com a família Angel. Na verdade a conjugação de pais austeros e algo lunáticos na educação de filhos prodígio não poderia ter criado uma realidade muito diferente daquela que é vivida no apartamento do Dakota. Cada um com capacidades fora de série, os filhos de Maud e Malcolm foram criados para serem os melhores, e a respeitarem regras de conduta muito restritivas, que em última instância lhes cortou as ligações com o mundo exterior - o conceito de seita familiar acaba por se enquadrar perfeitamente. E é neste cenário que a morte dos pais é recebida, criando um misto de emoções, passando pela revolta da perda a algum sentimento de justiça cumprida. Em última instância, as capacidades do casal Angel enquanto pais cria condições para que o seu assassino possa ser cada um dos elementos da família...embora as apostas da maioria apontem para Tandy. Eu adorei todos os irmãos dela, mesmo com as suas características invulgares e algo peculiares. Na verdade, para além de gostar, entrei no esquema algo preverso criado pelos autores: se por um lado gostava deles o suficiente para não ver nenhum a assassinar os pais (mesmo os mais revoltados), por outro queria que fosse um deles e me surpreendesse, criando um twist dramático para além do previsível. Há realmente um twist que vos deixará a olhar para o livro sem saber bem de onde ele saiu; agora não confirmo nem desminto nada sobre a autoria dos assassinatos.
Ao longo do livro iremos acompanhar a investigação da rapariga que quer descobrir o culpado e colocar a pessoa perante a justiça, mesmo que seja ela própria.Tandy é uma miúda corajosa e não tão robótica como todos julgam, e que tem uma personalidade enterrada por baixo de anos de psicoterapia e psicanálise. É a mais estável dos irmãos, assumindo muitas vezes o papel de mais velha, ainda que não o seja. E é acima de tudo uma personagem apresentada de forma a não permitir uma relação social mais estreita entre si e o leitor - sensação logo quebrada à medida que a vamos conhecendo. O suspense acompanha-nos até ao fim, e à medida que vamos descortinando mais informações sobre esta família disfuncional e conhecida dos media, mais nos apercebemos que tudo o que tinha como função ser perfeito, no fundo não o é. Muito menos as pessoas altivas das fotografias a serem publicadas nos jornais.
Adorei este livro e estou bastante curiosa com o próximo, que será publicado no original para o final do ano.


Opinião da Ki -  Rating: 3.5/5:
Patterson é conhecido por ser um "vira páginas", os seus capítulos são curtos mas cheios de emoção e acção. As suas personagens principais são intrigantes e únicas e os meios onde elas se mexem fascinantes. Pessoalmente gostei de começar esta nova série (Teen Detective) porque me deu uma boa base de comparação com a Max.
Enquanto Max fugiu do seu laboratório e nunca conheceu os pais, Tandy vive presa numa jaula que os pais criaram para ela. Uma luta numa base diária para sobreviver, a outra sempre teve tudo. Max fez dos seus amigos família e Tandy apesar de ter três irmãos não se sentem família dos mesmos. Max mal tem que comer e Tandu tem todos os luxos. E James Patterson escreve-as de maneiras diferentes e face a situações semelhantes põem-nas a reagir de maneira diferente. Onde Max é emoção, Tandy é raciocínio o que acaba por as tornar personagens completamente fascinantes.
E perguntam vocês, onde quero eu chegar com todas estas comparações? Bom, creio que todos já nos deparamos com autores que são bons a escrever certas personagens e apenas certas personagens. Por exemplo, só conseguem escrever sobre pessoas ricas ou por outro lado tem um jeito imenso para personagens super inteligentes. Isto faz com que, não interessa quantos livros escrevam, eles nos soem de um certo modo a um eco dos livros anteriores e, como ainda não tinha lido nada de James Patterson além dos livros da Max, temia um pouco o que aí vinha.
Suponho que de certa forma, a Max e a Tandy sejam parecidas: são ambas jovens em busca do seu lugar no mundo e que de certo modo foram traídas por quem confiavam. No entanto, Tandy é mais analítica e tem uma desconfiança que a tornam a detective e cientista das duas. O que a afasta de Max, não para melhor ou pior apenas numa direcção diferente.
Contudo, há que referir que Max é uma personagem mais nova, catorze anos, enquanto Tandy é mais velha, dezasseis anos, e que também se destinam a públicos de idades diferentes (apesar de poderem ser apreciadas por todas as idades). Max e os amigos destinam-se a um público mais novo enquanto Tandy já entra no estilo Young Adult.

Sou sincera, neste livro gostei mais das personagens do que do enredo, senti-me bastante roubada no final mas talvez isso tenha sido por não ter havido uma única pista que nos ajudasse a resolver o crime e eu, que sempre gostei de policiais, senti-me roubada do meu jogo de detective.
No entanto, isto foi contrabalançado pela família Angel, uma família perfeita por fora mas completamente quebrada por dentro. Tal como o resumo diz, Maud e Malcolm criaram os filhos esperando nada menos que a perfeição e quando esta não era alcançada os castigos eram imensos. Será por isso de estranhar que "os Anjos" amem e ao mesmo tempo odeiem os seus falecidos pais? Todos eles tem motivos para os matar e quando nem sequer confiam uns nos outros como podem ter a certeza de quem é o verdadeiro culpado?
Tandy, a nossa narradora, é por si mesma uma caixinha de surpresas. Anos de terapia suprimiram algumas das suas memórias e devastaram parte da sua personalidade. Pequenos flashes e confissões acompanham-nos ao longo do livro e  revelam-nos segredos que Tandy tem até dela mesma. Quem nos garante que a nossa narradora não é na realidade a assassina que buscamos? Nada e isso apenas torna a narrativa mais interessante.
Um livro que me fez ficar acordada até tarde, ler no autocarro e quase correr para a casa de banho do trabalho só para o ler. Uma história que fará as delícias dos jovens que gostam de polícias e um "vira páginas" que sem dúvida tinha de ter a mão de James Patterson.


quinta-feira, 20 de junho de 2013

Vencedoras do Passatempo - "O Espião Português", de Nuno Nepomuceno





Já aqui agradecemos publicamente a gentileza com que fomos recebidas pelo autor Nuno Nepomuceno durante a Feira do Livro de Lisboa, e pela cedência de 2 exemplares autografados da sua obra ao Encruzilhadas Literárias.

Tivemos uma grande procura, pelo que agradecemos a todos pela participação. Para o espião em questão...é que o trabalho deve estar dificultado!

E sem mais demoras, as vencedoras foram:

Alice [...] Gomes - Lavra Mts

Nélia [...] Gomes - Maia

Parabéns a ambas! Fiquem a aguardar o envio do vosso exemplar autografado em breve!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Passatempo Editorial Presença: Maze Runner #2 - Provas de Fogo, de James Dashner

Ora boa noite!

A Cláudia faz anos amanhã, mas as prendas são para vocês!

Em colaboração com a Editorial Presença, trazemo-vos mais um passatempo. Aqui no Blog já lemos e oferecemos o primeiro exemplar de "Maze Runner - Correr ou Morrer", assim como comentámos o início desta aventura. Já na Feira do Livro de Lisboa, como muitos já viram pelo Facebook, fomos citadas a propósito desse livro.


Como já perceberam, ficámos fãs do início desta trilogia, e é por esse motivo que podem dar pulinhos de alegria porque, de 18 a 25 de Junho de 2013, vamos ter em sorteio um exemplar de Maze Runner #2 - Provas de Fogo! Basta responderem às perguntas do formulário em baixo, e esperarem ansiosamente pelos resultados.

«Para poderem responder às perguntas, consultem a página do livro no site da Editorial Presença aqui». 

«Se procuram novidades editoriais ou promoções, naveguem no site da Editorial Presença aqui


Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Junho de 2013.

2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.

Na Biblioteca de Bolton

Situada no Crescent, mesmo no centro da cidade, a Biblioteca Central de Bolton não está só e partilha a sua ala do Crescent com o Museu de Bolton, que se encontra no primeiro piso, e com o Aquário, que se situa no piso menos um.
É uma biblioteca maravilhosamente acolhedora, com uma secção infantil e juvenil bem recheada e um catalogo on-line. (Tal como as Bibliotecas de Lisboa, as Bibliotecas de Bolton também estão conectadas.)
Infelizmente não consegui tirar fotos no interior para vos mostrar, apenas uma do vestíbulo e, infelizmente também, os mata bibliotecários também já chegaram a Bolton e aqui na Central são umas quatro máquinas todas pomposas e a que recebe os livros de volta então ainda é mais simples. Trata-se apenas de um tapete rolante onde as pessoas deixam os livros. Os chips dentro dos livros são lidos pela máquina e ela dá baixa dos livros automaticamente.
Pessoalmente gosto da atmosfera da biblioteca de Bolton, a única coisa que embaraça um bocado os bibliotecários é alguém ter decidido, ninguém me soube dizer ao certo porquê, por todos os livros young adult dentro da secção infantil. Aliás, dentro da biblioteca infantil, visto que se trata de um espaço separado por portas e paredes e com computadores próprios para as crianças usufruírem. 
Ainda me lembro da cara de horror do bibliotecário quando teve de me explicar que ali o YA era na biblioteca infantil e como me pediu desculpas e me levou até lá tentando explicar-me que no fundo a Biblioteca Infantil era uma Biblioteca Infanto-Juvenil e que eles não podiam impedir as crianças de requisitar livros Young Adult. [Expecto os que tinham um autocolante vermelho, para esses que já tinham alguma violência, os leitores tem de ter idade superior a 14 anos.]
Fora da biblioteca infantil, existe uma zona de estudo no primeiro piso com wifi gratuita e com vista para a biblioteca. E na biblioteca existem mesas redondas para as pessoas lerem jornais e revistas ou apenas os livros que estão nas prateleiras. Existem também várias cadeiras almofadadas para o mesmos efeito e existe uma zona com cinquenta computadores que podem ser usados gratuitamente por uma hora e outros cinco computadores que se podem usar por 15 minutos se só se quiser aceder ao mail ou fazer algo rápido.
Quando cheguei a Bolton a biblioteca foi dos primeiros sítios que visitei, não porque tivesse pedido mas porque a pessoa que me estava a mostrar a cidade precisou de usar a mesma. Visitei também a Universidade de Bolton e o seu mercado. Até agora, acredito que Bolton é uma cidade bastante agradável com muitos espaços abertos.
Existe, claro, o pequeno detalhe de a biblioteca ficar mesmo em frente ao terminal de autocarros, onde todos os dias apanho o autocarro para ir para o estágio, mas isso apenas ajuda o meu vício livreiro. 


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.