segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Livro faz viagem de 10,000 KM

Depois da história do livro que foi devolvido após 69 anos à sua biblioteca local chega agora outra história desta feita do Reino Unido mais concretamente do País de Gales.
Em Janeiro deste ano um exemplar do livro Rough Guide to Sicily foi requisitado e, como acontece por vezes nesta altura de férias, foi esquecido num quarto de hotel da ilha italiana.
A sorte deste exemplar no entanto foi a alma caridosa da hóspede australiana que o encontrou esquecido no quarto de hotel. Levando o livro consigo para a Austrália, a residente de Melbourne, enviou o livro de regresso para a biblioteca em Gales com a nota "One of your naughty borrowers left this book behind.".
Steve Hardman, um dos responsáveis da biblioteca, afirma que "os livros emprestados pelas nossas bibliotecas espalhadas pela cidade tem tendência a ir parar a todos os cantos do mundo, principalmente nesta altura do ano quando muitas pessoas estiveram no estrangeiro ou planeiam viagens."
Apesar de Hardman acreditar que maior parte destes esquecimentos não são intencionais e que maior parte dos livros acaba sempre por retornar às estantes, o responsável teve de admitir que foi a primeira vez que um livro regressou após ter estado do outro lado do mundo e sendo ainda mais curioso o facto de estar a ser devolvido por alguém que nem sequer o requisitou.

Podem ler o artigo original aqui.

Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Opinião: A Most Improper Magick, de Stephanie Burgis

A Most Improper Magick / Kat, Incorrigible
[The Unladylike Adventures Of Kat Stephenson #1]
de Stephanie Burgis
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 256
Editor: TEMPLAR PUBLISHING 
Resumo:
At twelve years old, any proper young lady in Regency England should be sitting quietly at home, practising her embroidery and keeping her opinions to herself. But Kat Stephenson is no ordinary young lady. Kat's father may be a respectable vicar, but her late mother was a notorious witch and Kat herself is the newest target of an ancient magical Order. In the first thrilling instalment of The Unladylike Adventures of Kat Stephenson, there are highwaymen to foil, sinister aristocrats to defeat and true loves to capture for Kat's two older sisters.
 
Rating: 3/5

Opinião:
Como creio já ter dito por aqui algumas vezes tenho uma certa fascinação por livros que tenham personagens principais com o meu nome. Imagino que não seja a única, é muito fácil imaginarmos-nos no papel da personagem principal quando lemos um bom livro, mas se a personagem tiver o mesmo nome que nós é ainda mais fácil. O facto de termos o mesmo nome torna a conexão leitor/personagem mais rápida e é mais fácil ao leitor entrar na história.
Quando li o resumo de Kat, Incorrigible apaixonei-me. Uma história de magia passada na época vitoriana e como bónus uma heroína com o mesmo nome do que eu. A capa parecia ser interessante e apesar de ser um livro para audiências mais novas isso não me assustou visto que até nem desgosto dos mesmos. (Sendo a saga The Incorrigible Children of Ashton Place um bom exemplo disso.)
A história começa com um andamento meio lento e apesar de normalmente não desgostar deste tipo de livros, as crises pré-adolescentes da Kat irritaram-me um bocado. Apesar de apenas ter doze anos a nossa personagem acha-se detentora de todo o conhecimento e ao mesmo tempo abafada pelas suas irmãs mais velhas e pela madrasta. Creio que se puser as coisas em prespectiva posso dizer que a Kat está bem escrita como a adolescente que é mas que isso, infelizmente, acaba por ser um pouco aborrecido.
Acho que o facto de ser a irmã mais velha de cinco me torna um pouco suspeita visto que tive de aturar os meus quatro irmãos a passarem as suas fases adolescentes e já não me sinto com muita paciência para ler sobre  essa fase em particular. No entanto, à medida que o livro avança, Kat parece ficar mais segura de si e acalmar um pouco as suas crises para conseguir no fim salvar o dia.
Confesso que esperava algo diferente do livro e talvez seja por isso que ele me tenha ficado um pouco entalado na garganta. Por um lado, fiquei curiosa para saber mais, por outro não sei se aguento mais crises existenciais por parte da Kat.
Contudo, o mundo da Kat é fascinante, existem diversos tipos de magia, um Hall secreto e o facto dela ser a mais poderosa das três irmãs, herdeira dos poderes da mãe dela adoçam a história e tornam-na cativante. Creio que após este inicio atribulado a série vá melhorando, agora que Kat já sabe quem é e em quem pode confiar (ou pelo menos assim o parece) acredito que a história possa florescer.
Por isso torno a dizer, apesar de não ter gostado muito deste primeiro livro, fiquei curiosa para saber se os seguintes estão melhores ou não.


Capa com o título alternativo

domingo, 11 de agosto de 2013

Opinião: A Noite de Todas as Almas, de Deborah E. Harkness

A Noite de Todas as Almas
de Deborah E. Harkness
Edição/reimpressão: 2011
Páginas:704
Editor: Casa das Letras
Resumo: 
Num final de tarde de Setembro, quando a famosa historiadora de Yale, Diana Bishop, abre casualmente um misterioso manuscrito medieval alquímico há muito desaparecido, o submundo mágico de Oxford desperta. Vampiros, bruxas e demónios farão tudo para possuir o manuscrito que se crê conter poderes desconhecidos e pistas misteriosas sobre o passado e o futuro dos humanos e do mundo fantástico. Diana vê a sua pacata vida de investigadora invadida por um passado que sempre tentou esquecer: ela é a última descendente da família Bishop, uma longa e distinta linhagem de bruxas de Salem, marcada pela morte misteriosa dos pais quando era criança. E do meio do turbilhão de criaturas mágicas despertadas pela redescoberta do manuscrito surge Matthew Clairmont, um vampiro geneticista de 1500 anos de idade, apaixonado por Darwin. Juntos vão tentar desvendar os segredos do manuscrito e impedir que caia em mãos erradas. Mas a paixão que cresce entre ambos ameaça o frágil pacto de paz que existe há séculos entre humanos e criaturas fantásticas... e o mundo de Diana nunca mais voltará a ser o mesmo...
Uma história arrebatadora que mistura História, magia, aventura e romance. Para os leitores de Dan Brown, J.K. Rowling, Stephenie Meyer e Elizabeth Kostova.

Rating: 3/5 
Opinião:
 Este livro é daqueles que me desenvolve uma relação de amor ódio que não tem explicação. Mas já devia saber. A contracapa apresenta-o como sugestão por parte da Publishers Weekly, a todos os que gostaram de "A Historiadora" e "A Sombra do Vento". Ora eu desisti de um e nunca tive interesse pelo segundo, de modo que esta enunciação deveria ter sido o suficiente para me colocar de pé atrás. Mas gosto de dar oportunidades, e nunca ligo nenhuma às citações de contracapa, quando provenientes de revistas e não de críticos/ autores a título pessoal. Se calhar é um bocado snobe, mas fiquemos-nos por aqui, porque esse não é o foco deste texto. E aviso já que a crítica que se segue pode não ser tão isenta de spoilers como habitualmente. Quase de certeza que não o será.

Em primeiro lugar, tenho que dizer que gosto da forma como a Deborah escreve. Esse é o grande impulsionador que me fez ler as 700 páginas numa semana. No entanto, este livro deveria ter tido outro trabalho de preparação, porque muitas vezes vi palha que não interessava e os clichés são sucessivos e aparentemente inevitáveis.

Acho que começa bem, capta o leitor, gera interesse e passa-se no mundo moderno, actual, real, com as respectivas repressões do sobrenatural. Pareceu-me interessante e manteve-se curiosa. Mas depois passamos cerca de 200 páginas onde exactamente NADA acontece, a não ser a contar e recontar os dias enfadonhos que Diana passa a executar na biblioteca e as pesquisas que efectua. Percebo a necessidade de contextualização, mas tinha mesmo que decorrer de forma tão prolongada onde os acontecimentos foram semelhantes, onde os ciclos eram iguais, sem qualquer tipo de evolução? Confesso que por vezes fui saltando páginas, porque já não queria saber as qualidades sensoriais de mais nenhum vinho, porque, enfim, não pretendo seguir carreira como enóloga.

Temos por fim uma nova alteração que pode despertar o interesse. Fê-lo comigo quando estava prestes a desistir do livro. Mas depois é aqui que entram os clichés todos que me fizeram revirar os olhos umas quantas vezes. Ainda assim, consegui aguentá-los, dado que o livro é de 2011 a tipologia das situações apresentadas representa em pouco o que estava na moda há dois anos para o género literário em causa. Acho que podia ter sido melhor aproveita a sucessão de informação sem fim e os momentos de acção para criar uma maior interligação entre ambos. Mas a grande maioria das coisas apresentadas geraram interesse e quis saber mais sobre elas, pelo que acho que essa foi a fase do livro em que avancei mais rápido.

O fim não foi de todo inesperado, mas o que mais me divertiu. O elemento da mudança de cenário para outro mais divertido ajudou a quebrar a monotonia da leitura e a abrir portas para o próximo volume, através do aumento do suspense.

Finalizando a minha opinião com uma análise breve das personagens, acho que está composto um óptimo quadro. As tias de Diana são hilariantes e um dos pontos fortes desta narrativa. Gostei do génio do Hamish e da perspicácia de Miriam e Marcus, sem negar a aura de mulheres guerreiras de Marthe e Ysebeau. Com personagens tão interessantes, bem que algumas páginas podiam ter sido dedicadas a desvendá-las de forma mais eficaz, do que a saber em pormenor o que dizia o livro X que a Diana utilizaria na sua apresentação da conferência de Novembro....

Quanto ao casal principal, é sempre a mesma história, e pergunto-me quantas mais vezes teremos de ter o mauzão protector, cheio de segredos não partilhados, perturbado mas profundamente enamorado, que será o "macho-alfa"/comandante (e sim, isto está mesmo escrito no livro) ao qual todos devem de obedecer de olhos fechados e sem questionar. O mesmo para Diana, que sendo tão independente e forte, acaba por fazer tudo o que ele quer, obrigando os que estão em sua volta a submeter-se ao mesmo jugo.

Depois disto, é caso para me perguntarem afinal porque é que dei 3 na opinião? Bem, no fundo porque apesar de tudo, eu até gostei de o ler. E pretendo ler o próximo, de uma forma nada masoquista. Aguardo que a narrativa melhore, que a acção se desenvolva de forma mais fluída, e que não tenhamos sempre de andar a apanhar os pedaços de informação que a autora nos dá, para compor o puzzle que ela não soube transcrever completamente para o papel.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Resultado do Passatempo: Morte em Pemberley, de P.D. James



Boa tarde Encruzilhados,

Este passatempo em colaboração com a Porto Editora foi um dos mais participados ultimamente, pelo que agradecemos o interesse. Infelizmente, só podemos presentear uma pessoa, pelo que o Mr. Random seleccionou a Carina [...] Monteiro, da Amadora. Parabéns e boas leituras!

E a pergunta que fica é.....mas quem é o culpado??


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Resultado do Passatempo: Não me Roubes a Alma, de Inês Santos

Boa noite a todos,

Para compensar a espera do outro dia, aqui ficam os resultados do nosso passatempo com a Chiado Editora!

Desta feita, temos mais uma felizarda, e um exemplar do livro "Não me Roubes a Alma", de Inês Santos, vai de momento a caminho de Tomar!!

Parabéns Melissa Nogueira!

Termina daqui a duas horas mais um passatempo, pelo que se ainda não participaram, não percam a oportunidade!