segunda-feira, 2 de setembro de 2013

E o livro mais abandonado em quartos de hotel é...

No dia 28 de Agosto, o jornal britânico The Guardian publicou um artigo sobre os livros mais abandonados em quartos de hotel, mais especificamente pelos hóspedes do Travelodge. Os números não enganam, o prémio para o livro mais abandonado vai para Cinquenta Sombras Livre de E.L.James

E.L.James, a autora com mais lucros no ano passado (95 milhões de dólares), e que ultrapassou o escritor bestseller James Patterson (91 milhões de dólares), acabou de ganhar mais um prémio com o título de "livro mais provável de ser deixado em quartos de hotel".
A autora aparece no top dos "20 livros mais abandonados" da cadeia internacional Travelodge, juntamente com J.K.Rowling e Gillian Flynn, e conquista o primeiro lugar com 1,209 exemplares abandonados do livro Cinquenta Sombras Livre.

Nos últimos doze meses 22,648 livros foram deixados nos quartos da Travellodge e a literatura erótica ocupa vários lugares nesta tabela. E.L. James pode ocupar o topo da tabela mas é seguida de perto por Sylvia Day que tem o segundo e sétimo lugar com os livros Rendida e Reflectida, e por Jennifer Probst que ocupa outras três posições com a sua saga Billionaire.

As três maiores razões que levam os viajantes a deixar estes 22,648 livros para trás são "acabei a leitura e deixei o livro para que outros o pudessem ler", seguida de "esqueci-me dele" e/ou "perdi-o" e finalmente "aborreci-me do livro".
Mas quem pensa que é apenas a literatura erótica que fica para trás talvez fique surpreendido por saber que em quarto e quinto lugar se pode encontrar o bestseller de Gillian Flynn Em Parte Incerta e o romance Uma Morte Súbita de J.K. Rowling.

Nota da Cláudia: Ainda assim, o que esta lista reflecte realmente é uma pequena amostra dos bestsellers que mais têm sido vendidos nos últimos tempos, aumentando assim a probabilidade de serem deixados para trás por esquecimento ou aborrecimento. No caso da E.L. James, e qualidades literárias à parte, se fosse ela considerava este valor como algo positivo.

Podem ver o artigo original aqui.

Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

domingo, 1 de setembro de 2013

Opinião: A Mulher do Viajante do Tempo, de Audrey Niffenegger

 A Mulher do Viajante do Tempo
 de Audrey Niffenegger

Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 582
Editor: Editorial Presença
Resumo: Audrey Niffenegger estreia-se na ficção com um primeiro romance absolutamente prodigioso. Revelando uma concepção inovadora do fenómeno da viagem temporal, cria um enredo intrigante e arrebatador, que alia com magistralidade a riqueza emocional a um apurado sentido do suspense. Este livro é, antes de mais, uma celebração do poder do amor sobre a tirania inflexível do tempo. Para Henry, essa inexorabilidade assume contornos estranhamente inusitados: ele é prisioneiro do tempo, mas não como o comum dos mortais. Cronos preparou-lhe uma armadilha caprichosa que o faz viajar a seu bel-prazer, para uma data e um local inesperados, onde aparece completamente desprovido de roupa ou de outros bens materiais. A Clare, sua mulher e seu grande amor, resta o papel de Penélope, de uma Penélope eternamente reiterada a cada nova partida de Henry para onde ela não pode segui-lo. Quando Clare e Henry se encontram pela primeira vez, ela é uma jovem estudante de artes plásticas de vinte anos e ele um intrépido bibliotecário de vinte e oito. Clare já o conhecia desde os seis anos… Henry acabava de a conhecer… Estranho?! Poderia parecer, não fosse a mestria de Audrey para tecer os fios do tempo com uma espantosa clareza. Intenso e fascinante, "A Mulher do Viajante no Tempo" é um livro inesquecível pela qualidade das reflexões que provoca, pela sensibilidade com que nos retrata a luta pela sobrevivência do amor no oceano alteroso do tempo. Na orla desse oceano, perscrutando o horizonte, ficará sempre Clare, à espera de um regresso anunciado…

 Rating: 4,5/5 

Opinião:
A Mulher do Viajante do Tempo recebeu uma adaptação para cinema em 2009, sendo através deste meio que me cruzei com esta história. Na verdade, é um filme do qual gosto bastante e que revisito de tempos a tempos (tanto que o tenho guardado na Box). Tal como o filme, este livro acabou por ganhar um lugar especial na minha estante, e tenho-vos a dizer que merece bem ser lido.
Ao abordar a relação de Henry e Clare em diversas etapas das suas vidas, vamos tendo a oportunidade de conhecer as crianças, os adolescentes, o homem e a mulher que resultam de uma série de acontecimentos entrecruzados no tempo, cuja definição determinista impõe a consequente imutabilidade. Isto para dizer que Clare nunca teve verdadeiramente uma opção nas escolhas que fez, mas que são elas que a levam também até Henry, e desde modo nos conduzem nesta narrativa.
Li algumas críticas menos positivas sobre ele, onde o principal argumento era a falta de acção. Compreendo o motivo, mas realmente não senti qualquer falta de conteúdo nele, é um livro sobre encontros, sobre aprender a esperar e a enfrentar o desconhecido, a procurar soluções inovadoras para questões não colocadas e sobre o quanto a confiança e a cumplicidade de alguém são fulcrais para determinadas alturas das nossas vidas, o quanto o amor se constrói não só de acasos mas também de esforço conjunto e do prazer inusitado da companhia do outro no nosso espaço pessoal tão poucas vezes partilhado.
As construções temporais estão bem montadas, fazem sentido e não nos permitem perder no enredo, ainda que não haja uma reflexão cronológica ou meramente sequencial. Em parte, traduz realmente o mundo da história e compõe uma realidade onde rapidamente conseguimos ver inseridas as personagens. Cada uma muito bem retractada, com mais do que uma dimensão, traz-nos representações que apesar de não serem extensíveis, compõem realmente um quadro social e pessoal de diversas pessoas com quem o casal principal se relaciona. 
Para mim, a autora foi realmente brilhante e não poderia haver um título melhor. Porque muitas pessoas que viram o filme e leram o livro acabaram por se concentrar na mutação genética do Henry, e não perceberam que ele não é realmente a personagem principal, mas sim Clare. É a dinâmica desta mulher e o seu amor por um pleno desconhecido que lhe pede que acredite que veio do futuro, a confiança que a faz atirar-se de cabeça para um futuro cheio de possibilidades e incertezas, a sua estabilidade e evolução, e principalmente a sua determinação e devoção a uma vida a dois os factores que constroem este fabuloso enredo, que nos faz reflectir sobre a força das relações modernas, seja a que nível for.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sábado, 31 de agosto de 2013

Novidade Editorial Presença: O Voo das Águias, de Ken Follet


Data de Publicação: 
3 Setembro 2013

BASEADO NUMA HISTÓRIA VERÍDICA

"A história inspiradora da missão de um homem para salvar os seus concidadãos e do seu admirável espírito patriótico" ~ Um New York Times Bestseller!

O Voo das Águias é um thriller soberbo, baseado numa história verídica que se passou no contexto da revolução iraniana liderada por Khomeini para derrubar o regime ditatorial do Xá Reza Pahlevi. Em dezembro de 1978, dois executivos da sucursal iraniana da EDS são detidos numa prisão de alta-segurança de Teerão. Quando Ross Perot, o fundador e presidente da empresa em Dallas, sabe do que se passa, decide salvar as vidas dos seus dois colaboradores a qualquer custo. É uma missão heroica, extremamente delicada e perigosa, e o desenlace, imprevisível. Uma história extraordinária onde a aventura, o suspense e o desespero são absolutamente reais.

Ken Follett é um conceituado escritor britânico e um dos autores de maior sucesso em todo o mundo. O seu primeiro grande êxito registou-se com O Olho da Agulha, que recebeu o Edgar Award em 1978. Desde então, cada novo livro vem confirmar a sua capacidade para conquistar um público internacional cada vez mais vasto. Entre os seus maiores sucessos contam-se A Ameaça, Os Pilares da Terra, Um Mundo sem Fim, a trilogia «O Século», Voo Final e Triplo. Estima-se que a obra de Ken Follett tenha, no seu conjunto, vendido mais de 130 milhões de exemplares.

GÉNERO: Ficção e Literatura/ Romance Contemporâneo/ Thriller/Casos de Vida.

PÚBLICO- ALVO: Leitores de thrillers, mistério e aventura.

CITAÇÕES IMPRENSA ESTRANGEIRA:

«Um suspense absolutamente eletrificante!» ~ San Francisco Chronicle 

«Uma leitura maravilhosa, rara e excecional... Uma história verídica soberba, tão empolgante quanto uma obra de ficção.» ~ USA Today 

«Um dos grandes autores de bestsellers.» ~ The Sunday Telegraph

«Admirável, empolgante, pleno de suspense.»  ~ Publishers Weekly

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Novidade: Morte na Arena, de Pedro Garcia Rosado

Morte na Arena é o nono thriller de Pedro Garcia Rosado, o segundo volume da série As Investigações de Gabriel Ponte, e está desde de hoje disponíveis nas livrarias em todo o país.

Sinopse de Morte na Arena
«Quatro homens aparecem mortos num prédio devoluto, ao lado de um braço decepado que não pertence a nenhum deles. Com o passar dos dias começam a surgir outros membros humanos espalhados por Lisboa, até ser evidente que são partes do corpo de uma jovem de dezasseis anos, filha de um dirigente político, que foi assassinada e que estava desaparecida havia meses.
As investigações destes casos estão a cargo da inspetora-coordenadora da  PJ, Patrícia Ponte, ex-mulher de Gabriel Ponte, que enfrenta agora obstáculos dentro da própria PJ, além da pressão do ex-marido, que quer informações sobre o caso, e da jornalista Filomena Coutinho, que foi a causa da separação deles.
Os três acabam por descobrir um inferno escondido nos túneis subterrâneos de Lisboa: uma arena onde especialistas em combate corpo a corpo massacram homens e mulheres, numa imitação dos combates de gladiadores da Roma Antiga.»
 
A Topseller disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata:  www.topseller.pt/docs/MortenaArena.pdf

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Ler quando não nos apetece ler

Já todos tivemos alturas na nossa vida em que não nos apetece ler mas ao mesmo tempo apetece. Esta situação peculiar pode dever-se a vários factores, em mim, a causa mais comum é leitura em excesso. Isto é, quando leio muitos livros de seguida e não faço mais nada no meu tempo livre. Para a Cláudia, o comum é quando ela começa a sentir que está a ler por obrigação e não por gosto.
Quando isto acontece o que normalmente faço é parar de ler por uns tempos e concentrar-me noutros dos meus hobbies. Seja navegar na internet, ver filmes, séries ou simplesmente passear. No entanto, aqui há uns dias atrás encontrei uma lista de coisas a fazer quando nos encontramos nesta situação pelo utilizador bookprince.
Assim sendo, decidi partilhar esta lista convosco. Podem ler o artigo original aqui e ler a nossa versão traduzida/adaptada abaixo.


1. Relaxa
Não faz mal que não te apeteça ler! Fazer a mesma coisa, vezes sem conta torna-se aborrecido por isso não te sintas mal se não quiseres ler. Todos temos alturas em que não nos conseguimos embrenhar nos livros, ou em que simplesmente não nos apetece ler nada.

2. Lê um bestseller
Há um motivo pelo qual os bestsellers se chamam bestsellers. Há algo nesses livros que faz com que muitas pessoas os queiram ler, por isso não há nada como pegar num e tentar. Podes sempre dar uma vista de olhos à New York Times bestsellers list para dscobrir os últimos bestsellers.

3. Lê fan-fiction
Se não queres ler um livro inteiro, ou se te apetece ler mais daquele livro fantástico que acabaste de ler, não há nada como ler fanfiction. 
Ki: Existem milhares de sites onde se pode encontrar fanfiction e um dos mais usados/controversos é o fanfiction.net .

4. Re-lê um dos teus livros favoritos
Esta é uma boa ideia se queres retornar à leitura mas não pareces conseguir concentrar-te nas páginas. Como já conheces o enredo e as personagens é mais fácil deixar que as palavras fluam.  

5. Saí da tua zona de conforto!
E que tal ler um livro de um género diferente? Se normalmente só lês distópia YA e que tal tentar um livro de fantasia? Se adoras ler romance contemporâneo e que tal ler um livro de terror? Se tudo isto falhar e que tal ir a uma loja de caridade/feira de livros usados e trazer um livro completamente desconhecido e mergulhar de cabeça? 
 
6. Ouvir um áudio-livro
Os livros áudio podem ser comprados em várias lojas on-line, através do iTunes e do audible da Amazone. Existem também algumas bibliotecas nos quais os podem requisitar. Agora quer estejas a lavar a loiça, limpar a casa, à espera do autocarro ou a tentar adormecer só tens que ouvir. E se tiveres a sorte de apanhar um bom narrador verás como a história ganha vida.  
Ki: Pessoalmente adoro as adaptações da BBC, que no fundo são mais rádio novelas que leituras de livro, mas a vantagem é que trazem os sons todos e temos várias personagens em vez de apenas um narrador. Podem ler mais sobre audio-livros aqui.

7. Lê um livro pequeno
E que tal encontrar um livro mais pequeno que os que costumas ler ou um livro YA ou juvenil com uma acção rápida? Estes livros são normalmente mais fáceis de ler por isso lêem-se mais depressa fazendo com que rapidamente acabe a fase de não apetecer ler.  

8. Arranjar um companheiro de leitura
Telefona a um amigo e pergunta-lhe se não quer ler um livro ao mesmo tempo que tu (ou quem sabe até o mesmo livro). Se não tiveres amigos que leiam, existem vários grupos de leitura conjunta no GoodReads aos quais te podes juntar. Provavelmente vais querer acabar de ler o livro antes do teu amigo e isso vai-te impulsionar para leres mais depressa, isto não só vai gerar uma competição saudável como depois te vai dar alguém com quem comentares o livro (caso leiam o mesmo).
Ki: Podem clicar aqui para ver um dos grupos de leitura do GoodReads que conheço.

9. Criar um objectivo diário
Queres ler 50 páginas por dia? Ou talvez 20 minutos antes de aulas começarem ou ires para o trabalho? Talvez meia hora antes de dormir? Quer decidas ter um objectivo em páginas ou em tempo esta é uma maneira fantástica de te motivares e teres uma rotina de leitura.

10. Fazer uma pausa
Se estás mesmo cansado de ler e nada te ajuda de momento, faz uma pausa da leitura. Não precisas de ler 24 horas por dia, sete dias por semana, é cansativo, e além do mais já é fantástico que leias visto que muitas pessoas não o fazem. Faz algo diferente com o teu tempo livre, vê séries na televisão, escreve críticas a livros, vai passear num parque, aprende a cozinhar um bolo diferente. 
Não te sintas mal por não queres fazer algo que não te apetecem nunca te deverias sentir obrigado a ler, afinal a leituras só te beneficia a ti mesmo, mais ninguém.