terça-feira, 24 de setembro de 2013

Novidade: Eu, Sara, Me Confesso (Livros d'Hoje)

Sara Norte dá-nos a conhecer a sua vida, a permanência na prisão de Algeciras, a morte da Mãe e o regresso a Portugal.

Sobre o livro
Filha de pais atores, Vítor Norte e Carla Lupi, Sara Norte cedo mostrou interesse pelo mundo artístico, quer através das suas brincadeiras de criança quer pela vontade de participar ativamente no meio e, com a sua simpatia e profissionalismo, acabou, também, cedo por encantar quem a viu em cena.
Aos quatro anos fez o primeiro anúncio televisivo. Posteriormente muitos outros. Entrou na Rua Sésamo, aos oito anos na ópera Falstaff, aos doze na famosa série televisiva Médico de Família e, anos depois, na telenovela Lusitana Paixão. As suas convicções eram fortes e o sonho era ir estudar Teatro para Londres, mas também fazer um curso superior que lhe permitisse ter segurança profissional e financeira. Tudo era disciplinado e fazia sentido, até um dia… o dia em que a sua estabilidade emocional e familiar abalou e o seu mundo desabou!
Sara passou por muitas fases más, negras até. Dos sofrimentos familiares ao mundo da droga, da cocaína, aos comprimidos de extasy, às consecutivas viagens a Marrocos para traficar haxixe que acabaram por culminar na sua detenção e prisão.
Agora, Sara Norte está decidida a lutar e a vencer. E espera, num futuro mais longínquo, construir a sua própria família, com a estabilidade que não teve e ser feliz a fazer aquilo que mais gosta: representar.

Sobre a autora
Sara Norte nasceu em Lisboa, a 8 de abril de 1985. Aos quatro anos aparece pela primeira vez na televisão, num anúncio de detergente, e aos doze a sua participação na série Médico de Família torna-a famosa. O fim da adolescência é uma fase problemática da sua vida.
Torna-se viciada em cocaína e entra numa espiral de acontecimentos terríveis que só para quando é detida, em Espanha. Está presa e longe quando a mãe morre.
Hoje, completamente livre de drogas, retomou a carreira de atriz e é uma mulher adulta e diferente. Mais madura e que sabe o que quer.

domingo, 22 de setembro de 2013

Livros Banidos: Edição 2013

Como já é hábito no Encruzilhadas Literárias, durante a semana dos Livros Banidos, gostamos de vos falar de alguns dos títulos banidos e das razões que os levaram a ser banidos. 
Este ano encontrei uma lista dos Livros Mais Banidos na América e tenho a dizer Encruzilhados que alguns destes títulos são capazes de vos surpreender.
Títulos como Harry Potter e O Diário de Anne Frank não são novidades nesta lista mas tenho a confessar-vos que ver O Capuchinho Vermelho na lista me apanhou de surpresa assim como o motivo que o levou a ser banido.
Convém esclarecer que não falamos de todas as versões desta história mas sim da versão de Trina Schart Hyman e o motivo que levou a sua versão a ser banida é a garrafa de vinho que na imagem se pode ver a sair do texto da Capuchinho. Sempre me pareceu que a história do Capuchinho Vermelho podia ser amplamente discutida devido a todos os seus significados e ao terror que inspira em certas crianças e quando vi a história na lista pensei que algum dos pais a tivesse achado demasiado assustadora. Mas neste caso em particular a associação de escolas de Culver City viu a o livro a única coisa que viu foi a mensagem que o "álcool é gostoso", visto não só ser mostrado no cesto como, no interior da história, a Avózinha beber a garrafa e ficar corada.
Outro livro que aparece na lista e me fez levantar o sobrolho foi "Onde Está o Wally?". Imaginam o porquê deste livro ter sido banido de Nova York e do Texas, Encruzilhados? Tendo em conta que o livro não tem história, fiquei curiosa sobre qual seria a alegação contra o mesmo. Parece, Encruzilhados, que numa das páginas do livro, perto dos cantos, uma senhora de biquini está a experienciar um problema com o mesmo e um dos seus seios está à vista.
Por outro lado, Hansel e Gretel foi banido em 1992 devido à petição de duas bruxas que declararam que o mesmo dava uma má imagem às bruxas em geral. Tarzan foi bandio por "cohabitar nas árvores com Jane" antes de os mesmos casarem. Mesmo após o autor ter esclarecido que o pai de Jane tinha celebrado uma cerimónia de casamento entre os dois, o livro continuou banido pois não existiam provas que o pai de Jane tivesse as qualificações necessárias para realizar a cerimónia.
A Teia de Carlota foi banida por ter animais falantes, algo que só podia ser obra do demónio e A Noite de Reis de Shakespeare foi banida por não ter piada alguma e "dar ideias aos jovens sobre estilos de vida alternativos".
Estas são algumas das razões pelas quais o Encruzilhadas Literárias está com os banidos. Não pretendemos dizer que todos os livros banidos são geniais, apenas defendemos que todas as pessoas os devem poder ler se assim o desejarem. Porque um livro banido é um livro que é retirado das bibliotecas e é um livro que irá lentamente desaparecer das mãos dos leitores.


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

Atenção Escritores: Coletânea de poemas e contos 2013

Atenção Escritores,

A Lugar da Palavra Editora quer editar um livro memorável para este Natal, a exemplo do que foi feito no ano passado e com tanto sucesso. 

Lugares e Palavras de Natal 
Coletânea de poemas e contos 2013
 
Tal como no ano passado, a Editora quer convosco escritores e pede-vos para participarem neste projecto natalício. Podem ler as regras e modos de participação aqui e  podem aderir ao evento no Facebook aqui.

Boa sorte!

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Será David Walliams o novo Roald Dahl?

David Walliams é conhecido pelos portugueses por ser um dos comediantes da série Little Britain, exibida na televisão mas ultimamente, no Reino Unido, o seu nome tem sido associado aos livros infantis que tem escrito e publicado.
Na realidade os livros e Walliams já venderam um número de exemplares tão elevado que a impressa se começa a questionar se o comediante-escritor não estará prestes a tornar-se o novo Roald Dahl.
Dahl é um dos mais aclamados escritores infantis e tem no seu reportório livros como Matilda, As Bruxas e Charlie e a Fábrica de Chocolate. Nascido em 1916, Dahl começou a sua carreira literária em 1943, carreira que se revelou prolifera e deu ás crianças de todo o mundo histórias fantásticas para ler.
Agora em 2013 Walliams parece estar a conseguir o mesmo efeito com os jovens leitores, os seus livros são ousados, divertidos e graças ao facto de serem ilustrados por Quentin Blake, o mesmo ilustrador das obras de Dahl, captam rapidamente a atenção dos leitores.
O primeiro livro do autor The Boy in the Dress conta a história de Dennis, um jovem que sonha tornar-se um jogador de football profissional mas que vê o seu sonho fugir-lhe das mãos quando perde a sua boleia para os treinos e a mãe, responsável pela sua nutrição, o obriga a comer taças de cereais mesmo sem ser ao pequeno almoço.
A crítica tem descrito os livros de Walliams como sendo o balanço perfeito entre comédia e assuntos que nos tocam profundamente no coração. Outra das técnicas do autor apontada pelos críticos é o uso de marcas reais, ao contrário de Dahl que as inventava, no entanto as marcas escolhidas são antigas e parecem remeter para a própria infância do autor.
Por aqui Encruzilhados, já estava na minha lista do para ler, ler um dos livros deste autor, apesar de, e devo confessá-lo não ter associado o nome do mesmo ao actor cómico. Assim sendo, espero em breve poder deitar as mãos a um destes livros que parece estar a conquistar o público mais novo.


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Posters-Poema

A 20 de Setembro, sexta-feira, chega às livrarias A Desumanização, o novo romance de Valter Hugo Mãe. Para assinalar o lançamento, a Porto Editora e o autor convidaram artistas plásticos a interpretarem a obra e a produzirem trabalhos destinados ao formato poster. Também o próprio Valter Hugo Mãe produziu um trabalho para o efeito. No total, a Porto Editora vai oferecer 4 mil posters-poema de A Desumanização

Filipe Rodrigues, Isabel Lhano, Joana Rego e José Rodrigues são os artistas que se juntaram a Valter Hugo Mãe e desenvolveram abordagens plásticas a partir de frases do novo livro do escritor.Os posters vão ser oferecidos nos três principais eventos de apresentação de A Desumanização – em Lisboa, no Porto e em Vila do Conde  – a quem comprar o livro.  Um número limitado  será também oferecido a quem o adquirir, em pré-venda, na FNAC.pt e na WOOK.pt.

Podem ver um dos posters a ser oferecido abaixo.