terça-feira, 15 de outubro de 2013

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Novidade: Arroz de Palma, de Francisco de Azevedo

Arroz de Palma
de Francisco de Azevedo
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 304
Editor: Porto Editora
SINOPSE A imigração portuguesa no Brasil, no séc. XX, retratada num romance sobre a saga de uma família em busca de um futuro melhor. Ao longo de cem anos acompanhamos as alegrias e tristezas, as discussões e as pazes, as separações e os que são felizes para sempre. 
Aproveite ao máximo. Família é um prato que, quando se acaba, nunca mais se repete.

Arroz de Palma é um livro que, no Brasil, se tornou num «sucesso de vendas sem nenhum marketing» (Globo News). A partilha espontânea do primeiro capítulo na Internet, com a receita de uma das personagens, o velho cozinheiro António, para aquilo que deve ser uma família, criou um fenómeno. E, com isso, depois de um percurso rico como diplomata e mais tarde como dramaturgo (mais de 250 trabalhos escritos), Francisco Azevedo revelava-se como romancista. Arroz de Palma chega às livrarias portuguesas a 25 de outubro e o autor vem a Portugal para a apresentação e contactos com a comunicação social.


Vejam abaixo o convite e leiam o famoso primeiro capítulo aqui.

Semana do Livro Infantil

Apesar da semana do livro infantil já ter terminado (ocorreu de 7 a 11 de Outubro) não podíamos deixar de assinalar a data no Encruzilhadas. Especialmente porque amo este tipo de livros e porque são os primeiros com os quais temos contacto.
Quando penso em livros infantis Encruzilhados, penso nos livros que herdei da minha mãe. Penso nas Anitas, na Xuxu Invejosa (que mais não podia ser) e nos livrinhos velhinhos da Enid Blyton. Creio que este poderá ser um dos motivos pelos quais gosto de comprar livros usados (e antigos), a sua aparência e o seu cheiro devem-me remeter (inconscientemente) para a minha infância e dão-me por isso uma sensação de paz e felicidade.
Olhando para trás, há várias questões que me assolam sobre os livros antigos, a principal sendo a falta de resumos. Como sabiam os leitores de que falava a história? Alguns dos livros antigos que tenho nem sequer tem capas ilustradas, são apenas capas de cor com títulos a dourado, como se interessavam as crianças por eles?
Num debate com a Cláudia, que é o génio desta equipa não deixem que ela vos convença do contrário, ela chamou-me a atenção para um problema básico na minha questão. As crianças pequenas não lêem, são os pais que lêem para elas. Por isso, não importa a capa, ou as ilustrações. Quando somos pequenos, os nossos pais (ou avós, tios, educadores, etc) encaminham-nos na direcção do que eles acham que nós gostaríamos de ler. Claro que apreciamos mais o livro se ele tiver imagens coloridas e pop-ups mas se a história for boa, ela conseguirá sem dúvida cativar-nos.
A partilha de experiências literárias é mágica e lembro-me que adorava ler histórias aos mais irmãos mais novos. Sentava-me ao lado deles com três ou quatro livros ao lado, íamos a votos e lá lia eu umas quantas páginas do livro escolhido (normalmente até eles se aborrecerem ou começarem com o "não me toques").
Entre as páginas dos livros infantis escondem-se recordações e momentos no tempo que subitamente somos convidados a re-visitar. São portais mágicos e todos devíamos te acesso aos mesmos.Para ajudar na escolha dos livros que podem ler/dar aos vossos rebentos a Book Trust organizou uma lista com os 100 melhores livros infantis dos 0 aos 14 anos (e para além) que podem consultar aqui.
Por aqui, curiosas como sempre, perguntamos: Que livros guardam memórias de infância vossas, Encruzilhados?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

domingo, 13 de outubro de 2013

Novidade: Maximum Ride 3: Salvar o Mundo, de James Patterson

 Maximum Ride 3: Salvar o Mundo
de James Patterson
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: TopSeller
Resumo: 
Alerta! Um grupo de seis jovens com poderes extraordinários está em fuga. O seu líder é Maximum Ride, ou Max, uma rapariga de 14 anos que consegue voar. Deve ser considerada perigosa. Max e o seu bando estão destinados a grandes voos. Vivem em condições difíceis e não podem dar muito nas vistas. Afinal, seis miúdos com asas a atravessar os céus não passam despercebidos…

Nesta aventura o grupo vai ter de escapar ao terrível plano genocida criado por cientistas maléficos, os batas-brancas. E como se não bastasse, há um traidor entre eles. A união entre todos os elementos vai ser posta à prova enquanto enfrentam os inimigos mais poderosos de todos os tempos.

Será que um romance insuspeito, um blogue seguido por milhões de fãs e algumas revelações vão contribuir para que a missão de salvar o mundo seja realmente possível? Os leitores de James Patterson não vão descansar enquanto não tiverem a resposta certa. Mas cuidado: estas páginas são completamente viciantes.

sábado, 12 de outubro de 2013

Opinião: Dias de Paixão, de Sarah Pekkanen




Dias de Paixão
 de Sara Pekkanen

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: TopSeller



Resumo: Até onde nos pode levar a paixão? Quatro mulheres juntam-se com os seus maridos para uma semana paradisíaca na Jamaica, em pleno ar das Caraíbas. O motivo da reunião é o aniversário de Dwight, um amigo dos tempos da faculdade, que de rapazinho tímido e inseguro se transformou num empresário rico e bem-sucedido. Todas elas anseiam fugir temporariamente às suas vidas. Tina sente o peso e o cansaço de ser mãe de quatro crianças pequenas. Allie está abalada pela notícia de que uma doença genética degenerativa é comum na sua família. Savannah carrega o segredo da infidelidade do marido. Finalmente, Pauline, a mulher que não olha a despesas para organizar ao seu marido rico aquela festa inesquecível, esconde segredos de Dwight, e espera, com esta semana, reparar as falhas no casamento de ambos. O que começa por ser uma semana idílica, com lânguidas horas passadas numa praia privada, jantares gourmet, aventuras radicais e noites de paixão, transforma-se em algo mais profundo com a chegada de uma poderosa tempestade que acaba por atingir a ilha. Redemoinhos tumultuosos atingem este grupo, forçando cada uma das mulheres a reavaliar tudo o que sabe sobre os seus amigos, e sobre si própria, sobre o amor e sobre a paixão.

 Rating: 3/5 

Opinião: Não estava com expectativas nenhumas quando comecei a ler este livro, até porque fui agradavelmente surpreendida pela sua chegada. Comecei portanto a lê-lo na desportiva, sem saber ao certo o que aí vinha. A sinopse lembrou-me muito um filme que deu aqui há uns anos no cinema, "Terapia para Casais". Não sei se viram, mas a verdade é que se confirma o seguimento numa sintonia semelhante. Com a única diferença de que o livro não está voltado para a comédia, mas para o retrato de relações e das suas suas multiplicações.
Os quatro casais partem para a Jamaica, cada um com os seus problemas e preocupações, na esperança de passarem uma semana de sonho e descanso, aproveitando a companhia de amigos de longa data, e dos quais guardam boas recordações do tempo de faculdade (já que a vida, por vários motivos, acabou naturalmente por os direccionar para situações diversas). No entanto, as coisas não são logicamente simples, como o inicialmente previsto, até porque a dinâmica de grupo não é tão facilmente assumida como o esperado. Este foi um dos factores fortes do livro, porque valorizou a definição de personalidades bastante diversificadas, e as suas interações criaram um dinamismo interessante, assim como um teste para várias relações de amizade e/ou companheirismo.
Sinceramente, fiquei com inveja do programa de férias espectacular e da vantagem de ter uma praia paradisíaca privada, numa estância com amigos, e todo o tipo de entretenimento disponível à mão de semear. Ainda assim, podia ter havido uma maior descrição do espaço. Os poucos pormenores da caracterização exterior tanto nos indicavam que a acção se passava na Jamaica como em Bora Bora.
As várias nuances de cada relação, que nos vão sendo dadas a conhecer à medida que avançamos na estória, criaram uma série de valorizações secundárias, que permitiram fugir a uma temática mais generalista.
No entanto, gostaria de as ter visto mais exploradas, já que as tramas poderiam ter sido melhor compostas enquanto elementos complementares da trama principal. A verdade é que não me devia ter surpreendido que a narrativa tivesse um ponto de vista feminino, até porque a própria sinopse o dá a entender. No entanto, acho que faltou por vez a valorização do ponto de vista das personagens masculinas, que se tornaram basicamente acessórios ao longo do livro (e o que me desiludiu um pouco, atendendo que a grande maioria das preocupações de cada uma das mulheres dizia respeito ao respectivo cônjuge), e em algumas situações elas eram mesmo precisas para equilibrar a narrativa. Por exemplo, Dwight era uma das personagens que gostaria de ter visto mais explorada, até porque atendendo que Pauline, a sua mulher, pouco se foca nele ao longo do livro, ele acaba por passar quase despercebido.
Todas estas mulheres são diferentes e têm preocupações bastante diversificadas, que aprendem a partilhar umas com as outras, pelo menos na grande maioria das situações. As que mais se aproximam da realidade acabam por ser Tina e Savannah, que espelham preocupações de várias mulheres espalhadas pelo mundo fora, e que se reproduzem em várias obras de ficção.
Acho que o livro teve uma boa condução, até às últimas páginas, onde o final foi algo apressado e sem nexo, para não dizer um pouco oco. A sensação que ficou foi que as personagens tinham tirado férias de si  mesmas e regressado (e não é que foram mesmo?), mas deixaram uma série de situações em aberto e as respostas por dar são sempre algo que me frustra um bocado. A autora não me parece ter por hábito pegar em livros e escrever sequelas, mas acho que gostaria de ler uma continuação deste, para rematar as pontas soltas e explorar a estória de outras personagens.
Ainda assim, e se forem bons a dar largas à imaginação, é um livro com um discurso muito fluído, que vos pode entreter por um bom par de horas e fazer voar a imaginação para um paraíso jamaicano.




Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.