terça-feira, 12 de novembro de 2013

E-books ajudam livrarias tradicionais

Depois do BookRiot foi a a vez do jornal Público anunciar que agora as livrarias podem receber comissões com a venda de e-books. Como sabemos, a guerra dos livros físicos e dos livros eletrónicos é longa e todos os lados tem prós e contras, a esta guerra junta-se a guerra das vendas. A guerra das vendas também é longa e se de um dos lados temos as grandes superficies na qual a escolha é maior no outro lado, temos as livrarias de bairro onde ainda se pode sentir o aconchego das pequenas livrarias.
Agora para tornar a guerra mais cerrada, ou talvez menos cerrada, a Amazon vai vender kindles às livrarias a um preço especial o que as vai premitir lucrar com a venda dos e-readers. Além dos e-readers, e durante dois anos, as livrarias vão ficar com 10% do valor do livro como lucro das vendas que façam de e-books através da Amazon.
Algumas das livrarias tradicionais já falaram contra esta medida e dizem recusar-se a vender produtos da Amazon.
No fim de tudo Encruzilhados, creio que podemos dizer que vencer a batalha não é ganhar a guerra e que a guerra nas livrarias se adivinha longa.

Para lerem o artigo do Público cliquem aqui.
Para lerem o anúncio oficial da Amazon cliquem aqui.



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

domingo, 10 de novembro de 2013

Opinião: Regresso ao Suez, de Stevie Davies



Regresso ao Suez
 de Stevie Davies

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 400
Editora: Civilização Editora

Resumo:
Regresso ao Suez é um drama humano e político envolvente, passado no período pós-guerra quando a Grã-Bretanha, o vencedor falido da Segunda Grande Guerra, tentou assumir-se como potência imperial num mundo totalmente alterado. O romance tem lugar imediatamente antes da Crise do Suez, que acabou por ser um modelo das futuras invasões do Iraque e do Afeganistão.
Nesta história comovente, a tragédia de Joe é a de um trabalhador comum da sua geração: é um homem encantador, bem-humorado e sentimental em quem a dose comum de racismo e misoginia ganha proporções doentias e dolorosas. Ailsa, inteligente, curiosa e ansiosa por explorar a realidade do Egito a que acaba de chegar, conhece, na viagem, Mona, uma palestiniana que a incentiva a desejar um mundo que está para lá dos seus horizontes.
Quando o melhor amigo de Joe é assassinado por terroristas egípcios, a relação entre Joe e Ailsa entra numa espiral de tragédia. Apesar de tudo, o amor resiste. Na velhice, a sua filha Nia recorda o passado e segue o rasto dos pais, atravessando o Canal do Suez acompanhada da agora idosa Mona. Foi dito a Nia que o seu pai era um herói da guerra: agora ela irá encarar uma dolorosa verdade.

 Rating: 3/5 

Opinião: "Regresso ao Suez" é um livro difícil de classificar, assim como de explicar. Não porque seja mau, ou não tenha qualidade, mas porque não é um livro para todos os leitores; e mesmo para os que poderão gostar, não é um livro para todas as alturas.
Antes de entrar na análise do conteúdo, gostava de dizer que gosto bastante da capa e da nuance do conteúdo que ela cria, com tons sépsia a cheirar memórias longínquas à procura de serem descobertas.
O enredo leva-nos para uma Grã-Bretanha distante, onde a realidade da guerra ainda se impõe, e condiciona a vida de uma jovem Ailsa, ainda solteira e sem destino, e que descobrirá que a independência em períodos mais complicados pode não ser tão apetecível, se circundada pela solidão.
Após o prefácio mais demorado saltamos logo para o Egipto e é neste país tão longínquo (ainda mais atendendo à época em questão, em que as comunicações, ainda que circulando a uma maior velocidade, não tinham o alcance que existe na actualidade) que se desenrola a acção que nos trará a verdadeira essência desta mulher.
A estória desenrolou-se de uma forma que não esperava, pelo que gostei dos contornos surpreendentes até certo ponto, e que conseguiram despertar a minha atenção até à última página, apesar da estrutura algo confusa, e que abordarei em diante. O enfoque nas personagens principais permitiu uma exploração soberba tanto de Ailsa como de Joe, e até de Nia, que como criança teve um destaque algo inesperado mas bastante enriquecedor da acção. Não sei se por vezes não lhe achei o discurso mental muito adulto quando comparado com a reprodução dos seus diálogos, mas as suas aventuras tornaram este livro seguramente mais interessante.
Quanto ao casal principal, é bastante interessante analisar a dualidade de opiniões e valores, dos interesses comuns (ou da sua inexistência), da análise perceptiva que é realizada ao contexto envolvente, e que trará as suas consequências no futuro. Resta dizer, e sem me alongar muito, que a sua interação é díspar, por vezes inusitada e algo incompreendida, mas que de alguma fará sentido no fim da narrativa. A grande questão surge no facto de que, ainda que nenhuma destas personagens possa ter uma conducta clara de preto no branco, por vezes vemo-nos a compadecer daquela que em circunstâncias normais iríamos repudiar.
Mona é o género de pessoa que não podemos ignorar, nem que queiramos, porque ela ocupa toda a página, conseguindo até ser demasiado intrusiva e arruinar a paciência ao mais compreensivo leitor. Não é má nem apresenta uma conduta errada, mas funciona como ponto magnético que faz desaparecer toda a envolvente, tornando a leitura algo cansativa por vezes, sendo naturalmente a desencadeadora de uma série de momentos ao longo da obra.
Vivendo numa comunidade britânica onde residiam os diversos militares em serviço no país (com as respectivas famílias) não posso facilmente esquecer as mais diversas personagens secundárias que até gostaria de ter visto mais exploradas, já que algumas das suas relações se subentendem por ilações do leitor mas nunca são clarificadas.
A condução da narrativa e o conteúdo deste livro irá sem dúvida causar surpresa, e duvido muito que um número elevado de leitores facilmente depreenda o enlace final.
O verdadeiro motivo que me leva a ficar algo reticente com este livro é a própria estrutura interna e a composição de Stevie Davies. É a primeira vez que leio algo da autora, pelo que não posso tirar ilações no sentido de perceber se esta condução da escrita perfaz o seu estilo habitual ou está apenas afecto a este livro, mas muito embora a sua atividade profissional ligada à escrita criativa naturalmente a leve para redações menos tradicionais, a estruturação deste livro acabou por se tornar confusa e incoerente para um olho menos atento.
Na verdade, o livro apresenta vários universos temporais, que supostamente estão divididos por três partes identificadas no livro. O que resultaria em teoria, não fosse o facto de no interior de cada área saltitarmos de época para época, sem qualquer tipo de identificação, tendo como única divisória o parágrafo e por vezes um elemento espacial. Torna-se confuso para um leitor menos atento, até porque as personagens mudam, ou por vezes continuam as mesmas, com pelo menos 50 anos a dividi-las da narrativa anterior.
As personagens são maioritariamente representadas pelas suas reflexões e pensamentos, que no entanto se intercalam sem identificação com a descrição de acontecimentos. Muitas vezes dei por mim a ler uma frase que julgava ser um raciocínio de uma personagem para acabar por descobrir a resposta de outra personagem em discurso habitual. Ou seja, as linhas de transição entre as várias componentes são bastante difusas, o que torna a leitura mais demorada, ou exigindo pelo menos uma maior atenção.
E quanto ao fim, a relação de certas personagens fica suspensa, falta um sentido de conclusão que ultrapasse o desvendar dos segredos do passado, e crie uma interligação com o presente, que foi sempre algo estranho e desconexo.
No fundo, as personagens e as suas relações são um dos pontos fortes desta narrativa, que nos fazem continuar e querer desvendar as suas conexões. Gostei, apesar de esperar algo diferente, e só gostava realmente que o livro tivesse outro tipo de composição, de forma a chegar mais facilmente a todo o tipo de leitores.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sábado, 9 de novembro de 2013

Espresso Book Machine

Uma nova máquina de vendas automática está a dar que falar, Encruzilhados.
Trata-se da Espresso Book Machine e a "magia" desta máquina é que pode imprimir qualquer livro em minutos. De momento a Espresso tem acesso a 500,000 livros diferentes, o equivalente a 23,6 milhas de espaço em prateleiras.
A Espresso imprime aproximadamente 100 páginas por minuto e em seguida corta-as, juntas e aplica-lhes uma lombada e capa. Feitas as contas, a Espresso é tão rápida que consegue imprimir o livro Crime e Castigo em apenas nove minutos. 
O modo de uso não poderia ser mais simples, os leitores escolhem o livro do catalogo, pagam-no e esperam que o mesmo seja impresso.
De momento a máquina mais perto de Portugal fica no Reino Unido, mais precisamente na Blackwell Books em Londres. Esta é sem dúvida uma maneira diferente de ter um livro novo!



Podem ver o artigo original aqui.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Passatempo: O Jogo Final, de Orson Scott Card

Boa tarde Encruzilhad@s!

No dia 5 de Novembro, a Editorial Presença relançou o livro O Jogo Final, da autoria de Orson Scott Card, uma das obras de ficção científica mais premiadas. A adaptação cinematográfica, com Harrison Ford e Ben Kingsley, estreia hoje nas salas portuguesas.
Para celebrar o relançamento do livro, a Editorial Presença realiza mais um passatempo em parceria com o Encruzilhadas Literárias.
Para se habilitarem a ganhar este livro, basta responderem correctamente ao formulário até dia 17 de Novembro e começarem a fazer figas.
Boa sorte!

«Para descobrirem as respostas deste passatempo, procurem a página do livro no site da Editora aqui»
«Estas e outras novidades da Editorial Presença aqui»

 
Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 17 de Novembro de 2013.
2) Todos os dados solicitados devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.


Divulgação: Como Apanhar uma Estrela!

Como Apanhar uma Estrela

Oliver Jeffers

Livraria Cabeçudos

Sábado | 9 Nov | 16h
OFICINA ★★★★★
Era uma vez um rapaz que gostava muito
de estrelas...
COMO APANHAR UMA ESTRELA?
1.º Ir à Livraria Cabeçudos, ouvir a história que o actor Diogo DeCalle vai contar; 2.º Pegar nas tintas, nos pincéis e nas velas (sim, velas!) e descobrir as estrelas escondidas;
3.º Degustar as estrelas do lanche. Alguém gosta de chocolate?;
4.º Ir para casa com ideias brilhantes!!

A ENTRADA É LIVRE E A SAÍDA TAMBÉM.