sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Clássicos para quem não tem tempo!
A verdade sobre os clássicos é esta, Encruzilhados, todos os queremos ler mas pouco tem tempo. Ou pelo menos assim o pensamos!
Na realidade existem vários clássicos curtos o suficiente para serem lidos em apenas 10 minutos. Leram bem, Encruzilhados, 10 minutos!
A Revista Forbes publicou que a velocidade de leitura média do público norte-americano é de 300 caracteres por minuto. Juntando essa informação, ao número de caracteres de certos contos clássicos, o Huffington Post encontrou uma lista de contos que podem ser lidos em menos de 10 minutos.
Aqui ficam alguns desses contos juntamente com links para lerem os mesmos on-line.
Symbols and Signs por Vladimir Nabokov
A prosa de Nabokov é poética e quem já leu Lolita ou quer pegar agora num livro do autor, sem dúvida que vai gostar desta história sobre um rapaz estranho, a sua família e os amigos que lhe tentam comprar um presente de aniversário.
A prosa de Nabokov é poética e quem já leu Lolita ou quer pegar agora num livro do autor, sem dúvida que vai gostar desta história sobre um rapaz estranho, a sua família e os amigos que lhe tentam comprar um presente de aniversário.
Leiam o conto aqui.
Duração estimada da leitura: 7.5 minutos
Duração estimada da leitura: 7.5 minutos
Happy Endings por Margaret Atwood
Atwood, autora do livro Crónica de uma Serva, mostra novamente o seu talento com este pequeno conto no qual nos mostra as várias maneira como o casal John e Mary poderiam acabar juntos.
Leiam o conto aqui.
Duração estimada da leitura: 4 minutos
Atwood, autora do livro Crónica de uma Serva, mostra novamente o seu talento com este pequeno conto no qual nos mostra as várias maneira como o casal John e Mary poderiam acabar juntos.
Leiam o conto aqui.
Duração estimada da leitura: 4 minutos
The Last Night of the World por Ray Bradbury
Conhecido pelo seu livro Fahrenheit 451, Bradbury é também autor de vários mini-contos. Este que aqui deixamos é uma história simples e terna e que foi originalmente publicada na revista Esquire. A primeira linha é intrigante só por si: "What would you do if you knew this was the last night of the world?"
Leiam o conto aqui.
Duração estimada da leitura: 4.5 minutos
Conhecido pelo seu livro Fahrenheit 451, Bradbury é também autor de vários mini-contos. Este que aqui deixamos é uma história simples e terna e que foi originalmente publicada na revista Esquire. A primeira linha é intrigante só por si: "What would you do if you knew this was the last night of the world?"
Leiam o conto aqui.
Duração estimada da leitura: 4.5 minutos
A escrita de Hemingway é considerada minimalista o que acaba por ser um ponto a favor dos seus contos. Na realidade o book editor do Washington Post, Ron Charles disse que os contos de Hemingway são melhores que as suas novelas.
Leiam o conto aqui.
Duração estimada da leitura: 5 minutos
Estes contos acabam não só por ajudar quem está a fazer o desafio de leitura do GoodReads como ainda ajudará a expandir o nosso universo de leitura. Não se esqueçam de nos dizer nos comentários de que conto gostaram mais!
Podem descobrir mais contos e ler o artigo original aqui.
sábado, 30 de novembro de 2013
Opinião: O Jogo Final, de Orson Scott Card
de Orson Scott Card
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 296
Editor: Editorial Presença
Resumo:
O Jogo Final é uma obra soberba que tem como protagonista Ender Wiggin,
um rapazinho de seis anos de idade em quem o governo da Terra deposita
todas as esperanças. No espaço interplanetário, um exército
extraterrestre de insectóides ameaça aniquilar para sempre a humanidade.
Desesperados, os homens desenvolvem um programa de defesa que consiste
no treino intensivo de crianças sobredotadas com vista a torná-las
verdadeiros génios militares. Ender é um génio entre os génios, o único
que pode garantir a sobrevivência da grande família humana. Mas será
Ender suficientemente forte para se salvar a si próprio do precipício da
loucura? Um livro empolgante, que nos fala da força e da fragilidade da
condição humana.
Rating: 3/5
Comentário:
Desde que me lembro que sou aficionada por ficção científica. Dos filmes de Star Wars a Júlio Verne e todos os livros da colecção Argonauta a que consegui deitar a mão, este género sempre me fascinou. Creio que é por isso que a nova vaga de YA com tendências distópicas me fascina. Para quem, como eu, ama YA e ficção cientifica, é sem dúvida o melhor de dois mundos.
Apesar de o filme ter saído este ano, o livro O Jogo Final já está editado em Portugal há alguns anos. Na realidade, o livro Enders Game (no original) foi lançado em 1977, o que o torna mais velho do que eu por quase uma década. É sempre engraçado ver os avanços que os escritores imaginam possíveis (como por exemplo os serums na saga Divergente), e é ainda mais curioso ver como não estamos tão perto destes futuros imaginados como esperavam os seus autores.
Uma das coisas que mais me surpreendeu neste livro foi descobrir que efectivamente existe uma escrita masculina. Talvez seja estúpido dizer isto desta maneira mas a verdade é que até agora nunca em algum livro um livro lido por mim, o género do autor causou tanto impacto como em O Jogo Final. A verdade é que já li outros livros escritos por escritores do sexo masculino e nunca tinha sentido tão fortemente a testosterona através do estilo narratário. Esse choque foi o motivo que me fez ler este pequeno livro mais devagar.
Claro que tendo em conta o ano em que foi escrito e o género onde se insere, não o digo de forma negativa mas sim como a constatação de um facto.
Ender é, afinal, um rapaz com uma capacidade acima da média que acaba por vítima de bullying de todos os seus colegas, que se sentem intimidados pela "sua grandeza".
Ender é, afinal, um rapaz com uma capacidade acima da média que acaba por vítima de bullying de todos os seus colegas, que se sentem intimidados pela "sua grandeza".
Sendo sincera, livros que retractam temas de bullying deixam-me inquieta. No caso deste livro, toda a saga de Ender para provar que é diferente do irmão, tornou-se para mim um pouco cansativa. Creio que ao fim de algum tempo comecei a perceber a raiva de Ender, porque tal como ele, estamos às escuras e sem perceber bem o que se está a passar. E a tortura que Ender sofre acaba por fazer ressonância com todas as vezes em que nos sentimos impotentes ou quando os nossos professores nos levaram à exaustão.
Uma das coisas que achei mais interessantes no livro foi o jogo com que Ender se entretém na sua secretária (uma versão pré-tablets), que vai tomando os contornos da sua personalidade e dos seus limites, ao mesmo tempo que permite aos seus professores perceber a sua personalidade e as suas capacidades.
Quanto ao final, revelou-se surpreendente e diferente do que estava à espera, mas simultaneamente fez sentido. Após pensar um bocado, os sinais estavam lá, e eu como leitora é que não lhes dei a importância devida. Revelou-se também muito mais filosófico do que estava à espera, e fez-me ver o livro numa perspectiva completamente diferente, tornando-o apelativo.
Feitas as contas, não me arrependo nada de o ter lido, foi uma experiência diferente que merece e tem a sua merecida base de fãs.
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