segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Opinião: Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa, de Eric-Emmanuel Schmitt

Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa
de Eric-Emmanuel Schmitt
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 96
Editor: Marcador
Resumo:
Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa revela-nos a amizade entre uma criança com leucemia e uma voluntária na área da pediatria do Hospital que todos os dias o visita. Entre os dois decidem: «cada dia equivale a dez anos». O menino passa a brincar que avança no tempo e que aproveita a vida nas suas diferentes idades. Reinventa o Mundo sob a maravilhosa cor de fantasia e desafia a morte com um olhar divertido sobre o Universo dos adultos e das outras crianças doentes que o rodeiam no Hospital.
A história de um menino de dez anos e as cartas que escreve a Deus.

Rating: 3/5

Comentário:
De vez em quando gosto de ler livros tristes. Creio que o motivo pelo qual o faço se deve ao facto destes livros ajudarem a pôr os outros livros e a vida em perspectiva. Óscar e a Senhora Cor de Rosa foi um pequeno mimo que a Cláudia me ofereceu pelos anos (Ou terá sido Natal? É o que dá receber tudo de uma vez!) e que ajudou a preencher a minha quota de livros lamechas para os próximos dois meses.
É um livro pequeno e simples, não podemos esperar muito mais quando o nosso narrador tem 10 anos e está internado com cancro mas o que ninguém esperava é a fantástica viagem que Óscar empreende e que o leva a experimentar a magia de todas as idades mantendo a sua inocência infantil.
Com este livro apercebi-me de uma coisa fantástica: os problemas que nos seguem durante a vida são na realidade sempre os mesmos, mas há medida que crescemos e aprendemos novos truques vamos aprendendo a lidar melhor com uns e a dar mais importância a outros. Senão como é que aos 10 anos, poderia Óscar compreender o que é uma crise de identidade e sentir tudo o que os adultos sentem? (Dentro do possível, obviamente.) É sem dúvida uma realização mágica e que nos ajuda a por tudo em perspectiva. 
Estranhamente sinto-me um pouco roubada por este livro, nao sei se esperava mais ou se o achei demasiado simples. Simplesmente sei que a carta final foi a que finalmente me encheu os olhos de lágrimas mas que mesmo assim não consegui de todo atingir a choradeira que pretendia.
Creio que, e como disse a príncipio, temos de nos lembrar que o nosso narrador tem dez anos e o livro menos de 100 páginas. É um livro pequeno do qual me irei recordar com carinho e que apesar de ter gostado de ler, e de já o ter recomendado à minha mãe, imagino que não vá ser do agrado de todos os leitores.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Novidade: Paixão Proibida em Summerset Abbey, de T. J. Brown

 Os fãs da série televisiva Downton Abbey têm no novo livro de T. J. Brown mais uma oportunidade de reviver os usos e costumes da época vitoriana e os jogos de poder da aristocracia britânica. A autora inspirou-se na mesma época retratada na famosa série de televisão para contar as histórias de Rowena, Victoria e Prudence, três jovens à procura do seu lugar numa sociedade em mudança. O mundo prepara-se para uma provável guerra e os modelos sociais estão em convulsão.

Neste livro encontramos as três protagonistas em diferentes fases das suas vidas, cada qual com um segredo, cada uma sofrendo por razões distintas à medida que vão perdendo a inocência e decidem lutar pelo seu próprio destino. Além da forte componente histórica, tão elogiada no primeiro romance da autora, destaque também neste livro para a história das três jovens e o reafirmar da sua força e amizade.
  
Volume 1: As Mulheres de Summerset Abbey
Novidade: Paixão Proibida em Summerset Abbey

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Passatempo: 2363 - O futuro como você nunca imaginou, de Y.N. Daniel



2363
de Y. N. Daniel 
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 400
 
 2363 - O futuro como você nunca imaginou.


Sinopse:
Os funcionários da embaixada americana em Paris são barbaramente assassinados. A CIA, que em 2363 é um órgão independente do poder público, afirma ter provas de que a operação foi arquitetada por pessoas ligadas ao governo francês. O povo americano pede uma ação enérgica do governo, mas este não pode confiar cegamente na CIA.
Então, para responder a pergunta "Tem a CIA, ou qualquer organização governamental, envolvimento no atentado à embaixada americana em Paris?" é contratada, sem que o presidente saiba, Gloria Sanson, uma prostituta que tem a rara habilidade de ler mentes. Sua missão, vasculhar a mente do diretor da CIA e sobreviver para contar o que viu. Há vinte anos no ramo, confiando na sua experiência e sorte, ela aceita o trabalho sem saber de um pequeno detalhe: é uma missão suicida.

E antes do aniversário (na próxima semana) aqui fica o primeiro passatempo de 2014! Fomos contactadas há umas semanas pelo autor Y. N. Daniel, que se disponibilizou para oferecer dois exemplares do seu livro para sorteio. 


Se quiseres saber mais sobre o livro, podem acompanhar a informação na página oficial do Facebook ou no Blog.

Respondam ao formulário em baixo e habilitem-se a ganhar um dos exemplares. Boa sorte!

Regras do Passatempo:


1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 16 de Janeiro de 2013.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e o autor Y. N. Daniel não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Opinião: Maximum Ride 3 - Salvar o Mundo, de James Patterson

Maximum Ride 3: Salvar o Mundo
de James Patterson
 
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 352
Editor: TopSeller

Resumo:
Alerta! Um grupo de seis jovens com poderes extraordinários está em fuga. O seu líder é Maximum Ride, ou Max, uma rapariga de 14 anos que consegue voar. Deve ser considerada perigosa. Max e o seu bando estão destinados a grandes voos. Vivem em condições difíceis e não podem dar muito nas vistas. Afinal, seis miúdos com asas a atravessar os céus não passam despercebidos…
Nesta aventura o grupo vai ter de escapar ao terrível plano genocida criado por cientistas maléficos, os batas-brancas. E como se não bastasse, há um traidor entre eles. A união entre todos os elementos vai ser posta à prova enquanto enfrentam os inimigos mais poderosos de todos os tempos.
Será que um romance insuspeito, um blogue seguido por milhões de fãs e algumas revelações vão contribuir para que a missão de salvar o mundo seja realmente possível? Os leitores de James Patterson não vão descansar enquanto não tiverem a resposta certa. Mas cuidado: estas páginas são completamente viciantes.

Rating: 3/5

Comentário:
Spoilers dos livros 1 e 2.
Max Ride é a série juvenil de James Patterson que conquistou os leitores mais novos por todo o mundo. Com a sua destreza, cabeça fria e amor incondicional pelo seu bando, Max é uma heroína que agrada tanto a rapazes como raparigas e que nos deixa deliciados.
Tenho que confessar que no último livro fiquei um pouco chateada com Patterson e com a “voz” que surgiu na cabeça de Max. Pareceu-me uma batota desnecessária do autor para dar mais cabeça e seriedade a uma personagem que só tem 14 anos. Contudo, como Patterson consegue causar reviravoltas a todo o momento, não ficaria nada surpreendida se no final da série se descobrisse que a voz nada mais é que uma Max do futuro.
Digo isto porque a um terço do livro há um twist completamente inesperado que põe todas as aventuras de Max e do bando em prespectiva. Foi na realidade o que me fez levantar o sobrolho e começar a ler o livro com mais avidez. (Isso e outros desenvolvimentos mais para a frente.)
Não que eu desgoste da Max, mas depois de dois livros a correr e a matar Erasers, outro com a mesma base parecia um desperdício de tempo mas, com o twist que o autor inseriu, a minha curiosidade foi renovada e li o livro rapidamente. Mesmo assim, creio que Patterson revela muito pouco para o número de páginas com que nos presenteia, e esperava mais desenvolvimento e menos do mesmo (o que ajudaria a manter a série mais interessante).
[Sendo um pouco spoiler] 

Uma das coisas que mais gostei neste livro foi a insinuação de que Fang deveria/poderia ser o chefe do bando, mas que não o é porque sabe que Max tem mais capacidades do que ele. Achei este pequeno toque insinuante e fiquei contente por que Fang o admite sem se sentir inferior a Max, ou sentir o seu orgulho masculino manchado.
No segundo volume descobrimos que Fang tem um blogue. Neste terceiro, vamos tendo a oportunidade de explorar algumas entradas desse blogue, assim como o número de visitantes e alguns comentários redigidos no mesmo. E somos inclusivamente brindados com o link para nos juntarmos a esta realidade virtual (cliquem aqui, mas atenção que o blogue não é spoiler free).
Depois de voltas, reviravoltas e inclusivamente uma passagem pela Europa, o bando deixa-nos prontos para mais um volume de aventuras. Como sempre, a escrita de James Patterson não desaponta e quem já se habitou às suas constantes reviravoltas não ficará desapontado com este novo livro da saga.