sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Novidade: Half Bad – Entre o Bem e o Mal, de Sally Green

de Sally Green
Título Original: Half Bad – The Half Life Trilogy
Tradução: Catarina Gândara
Páginas: 320
Coleção: Via Láctea Nº 114

Data de Publicação: 5 Março 2014
ESTREIA MUNDIAL EM 42 PAÍSES NO DIA 5 DE MARÇO 2014

Fenómeno internacional mesmo antes de ser publicado
Direitos cinematográficos adquiridos pela Fox 2000
Um livro que poderá ser comparado a Os Jogos da Fome e à saga Twilight
Resumo:
Na Inglaterra dos nossos dias, bruxos e humanos vivem aparentemente integrados. Na realidade, os bruxos têm a sua própria sociedade secreta, as suas regras e a sua guerra, que divide os Bruxos Brancos, considerados «bons», e os Bruxos Negros, odiados e perseguidos pelos Brancos. O herói, Nathan, é filho de uma Bruxa Branca e de um Bruxo Negro e, portanto, considerado perigoso. Nathan é constantemente vigiado pelo Conselho dos Bruxos Brancos desde que nasceu e aos 16 anos é encarcerado e treinado para matar. Mas Nathan sabe que tem de fugir antes de completar 17 anos e a sua determinação é inabalável. Este é o romance de estreia de Sally Green e o primeiro volume de uma nova trilogia do género fantástico.

Sobre a Autora:
Sally Green vive no Noroeste de Inglaterra. Teve vários empregos, mas acabou por conseguir dedicar-se a tempo inteiro a escrever as histórias que, até então, só se passavam na sua imaginação. Gosta de ler, passear pelo campo e adora café. Half Bad – Entre o Bem e o Mal é o seu primeiro romance. Este livro tem despertado tanto interesse que, ainda antes da sua publicação, já conta com direitos de tradução vendidos para 42 países. Os direitos cinematográficos foram adquiridos pela Fox 2000.

Iniciativa HeArt Portugal

Boa noite Encruzilhados!

Hoje vimos apresentar-vos uma iniciativa levada a cabo pela Associação HeArt Portugal. Esta é uma associação relativamente recente que se dedica a fazer chegar a arte e a produção cultural a quem à partida não a consegue alcançar facilmente. Ultimamente têm organizado várias acções, em parcerias ou através do apoio de quem os segue e admira o seu trabalho, trabalhando de alguma forma com organizações de carácter social e solidário. Já tiveram bilhetes de teatro a serem oferecidos a organizações que lidam com crianças e jovens, apadrinhamento de mães adolescentes e filhos (através da oferta de um bilhete de cinema para elas e livros infantis para eles), e estes são apenas dois exemplos. No fundo, a HeArt cria a ponte entre a oferta e a procura, e consegue colocar sorrisos na cara de quem não os esperava conseguir tão cedo, através do constante apoio de terceiros.


Recentemente andaram numa recolha de livros que serão distribuídos por uma organização a anunciar em breve. Os padrinhos (ou neste caso as madrinhas) foram a editora Dinalivro e a Editorial Presença, que doaram alguns dos seus livros para o efeito. Gestos destes devem ser reconhecidos, mas mais que isso, o trabalho desta associação, à qual devemos continuar atentos!

Se quiserem saber mais, espreitem a sua página oficial no Facebook aqui.

Livros oferecidos pela Dinalivro:




segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Vencedora: Uma História de Amor Eterno, de Sebastian Cole

E que tal começar a semana da melhor forma, revelando os resultados de mais um passatempo com a Editorial Presença? Desta vez o livro em sorteio estava mais direccionado para quem gosta de romances (desculpem a redundância) românticos, e crê-se que a referência para os fãs de Nicholas Sparks não esteja lá por acaso ;) Aliás, mesmo sem sabermos ao certo como se irá desenrolar esta trama, um título como "Uma História de Amor Eterno" diz muito sobre o seu conteúdo!

Sem mais demoras, queremos dar os Parabéns à Rita Parauta de Poiares da Régua. Esperamos que goste e nos diga a sua opinião posteriormente! Aos restantes, vão aguardando porque esperamos ter novos passatempos para breve (e enquanto isso, participem no passatempo da Presença no Facebook). Uma semana de boas leituras para todos!

«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»

Opinião: Austenlândia, de Shannon Hale





Austenlândia
de Shannon Hale

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 184
Editora: Editorial Presença 

Resumo:

Jane Hayes é uma nova-iorquina de trinta e poucos anos que aparentemente não consegue ter sorte na sua vida amorosa. Não que isso pareça incomodá-la, já que nenhum homem poderá alguma vez sobrepor-se à sua obsessão secreta por Mr. Darcy, tal como foi encarnado por Colin Firth na adaptação da BBC de Orgulho e Preconceito. Quando uma tia-avó lhe deixa em testamento umas férias em Pembrook Park, um lugar que proporciona a admiradores de Jane Austen a oportunidade de viverem durante algumas semanas como se estivessem em 1816, os seus sonhos parecem bastante perto de se tornarem realidade. Mas conseguirá a ilusão estar também à altura das suas expectativas?


  
Rating: 3/5 

Opinião: Bem, esta será uma opinião difícil de fazer sem referir qualquer conteúdo do livro, pelo que deixo desde já o aviso que poderão encontrar algumas referências e spoilers, sem que com isso vos revele muito.
Tenho que começar por dizer que sou fã das estórias de Jane Austen desde que me cruzei com Orgulho e Preconceito aos 16 anos. A partir daí fui procurando saber mais sobre a autora, sobre as suas obras, sobre a sua vida pessoal, sobre o mundo em que ela se inseria. Já não sei com quantos filmes baseados em Jane Austen (documentários ou ficcionais) já me cruzei, e não me parece que este fascínio pela autora se perca entretanto. Ainda há uns tempos brinquei com a Catarina que não percebia como é que podia não gostar da tão chamada (continuo a detestar esta designação) chick-lit contemporânea, mas gostar da escrita no séc. XIX.
Dito isto, tenho que referir que não sou nem de perto nem de longe tão louca como a personagem deste livro, mas já lá vou. Não é então de estranhar que este livro me tenha despertado a atenção e estava na minha lista dos a-ler há bastante tempo. Quando soube que o mesmo iria ser editado pela Editorial Presença, e que ainda por cima um filme estaria a estrear brevemente nos cinemas, achei que tinha mesmo de o aquirir. Acho que por todos estes factores se calhar tinha expectativas demasiado elevadas para este livro, e não me assustei com o número reduzido de páginas, convencida de que a resolução deveria ser ideal (até porque o livro tem continuação).
Passando para o enredo, e tal como referi, a personagem principal atinge um nível de obsessão com o Mr. Darcy/ Colin Firth que não é lá muito saudável (e acreditem, eu também gosto de o ver a sair do lago, para além da restante prestação na série). No entanto, Jane é indubitavelmente simpática, desiludida com o amor e com as pessoas com quem travou relações no passado (e que diga-se de passagem, não eram realmente grande coisa), pelo que nos padecemos dela e começamos a fazer figas para que possa encontrar o seu sonho em Pembrook Park, onde a mesma julga ir livrar-se para sempre de um fantasma ao qual nunca irá aceder. Confuso? Nem tanto.
É realmente a estrutura deste local de férias secreto que me desiludiu um pouco. Sem querer dar pormenores, esperava mais afixionados do que profissionais, com alguma dose de entretenhimento com por parte de actores contratados (de modo a criar o ambiente envolvente) mas não ao ponto de tudo soar um bocadinho a farsa. Talvez por ter esta ligação afectiva a Jane Austen, tentei colocar-me no lugar de Jane e não sei se apreciaria nem dois dias da experiência na dita Austenlândia; o que por sua vez não deve ter facilitado que me entrosasse tanto na estória. Bem, isso e o facto de existir uma linha de previsibilidade que não me abondou do início ao fim e a ausência de um carisma mais assertivo entre o casal romântico.
Ainda assim, o livro tem outros tantos pontos positivos, que me levam a escrever esta opinião. Adorei a listagem dos relacionamentos anteiores de Jane, com a descrição de cada fim de relacionamento no início de cada capítulo (tornando mais evidentes os seus motivos para se encontrar numa situação tão abstracta como a que a encontra em Pembrook Park). Por outro lado, é um livro que se lê facilmente e que vai abordando ao longo da obra pequeninas coisas de outros livros de Jane Auste, provavelmente só perceptíveis por fãs da autora, mas que não nos impede de vibrar com isso.
Para além disso, a excentricidade de algumas personagens não deixa de ser hilariante, pela caricatura algo exagerada que lhes é feita, mas que se oferecem como um doce numa bandeja, facilitando a leitura.
Mais ainda, é um livro agradável de ler, que nos acompanha rapidamente, e que promete ser uma boa leitura para aliviar um dia stressante. Só tenho pena de alguma falta de acção (revendo o video do trailer, ele parece sem dúvida mais irreverente que todo o livro). Ainda assim, acho que vou espreitar o próximo: pode ser que seja melhor.



Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Opinião: Allegiant, de Veronica Roth




Allegiant
 de Veronica Roth

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 526
Editora: HarperCollins Children's Book's 

Resumo:
The faction-based society that Tris Prior once believed in is shattered—fractured by violence and power struggles and scarred by loss and betrayal. So when offered a chance to explore the world past the limits she’s known, Tris is ready. Perhaps beyond the fence, she and Tobias will find a simple new life together, free from complicated lies, tangled loyalties, and painful memories.

But Tris’s new reality is even more alarming than the one she left behind. Old discoveries are quickly rendered meaningless. Explosive new truths change the hearts of those she loves. And once again, Tris must battle to comprehend the complexities of human nature—and of herself—while facing impossible choices about courage, allegiance, sacrifice, and love.

Told from a riveting dual perspective, Allegiant, by #1 New York Times best-selling author Veronica Roth, brings the Divergent series to a powerful conclusion while revealing the secrets of the dystopian world that has captivated millions of readers in Divergent and Insurgent.



 Rating: 4,25/5 

 
Opinião: Apesar de ainda não estar editado em Portugal, já existe a confirmação que Allegiant será lançado ainda este ano. Para os que aguardam ansiosamente saber o que está reservado para Tris, Tobias, Christina ou Caleb, acreditem que vale a pena estarem atentos e roer as unhas todas!

Nota de 12 de Março: Foi finalmente revelada a data de lançamento pela Porto Editora. Sai ainda este mês, dia 21, com o nome "Convergente!"



Após o fim tão apoteótico mas simultaneamente anti-climax (parece contraditório e assim o é) de Insurgente, confesso que estava com muito receio do seguimento da narrativa, especialmente depois da desconstrução de uma série de estruturas que descobrirmos ser diferentes ao esperado. Para além disso, a fasquia estava de tal forma elevada que contorná-la poderia ser um erro, mas vincá-la também não traria nada de novo que pudesse justificar o encerrar dos acontecimentos. Deste modo, acho que a autora não só se saiu lindamente como foi bastante inteligente na narrativa. Veronica Roth soube fugir das fragilidades da trilogia que compôs, evitar explorar caminhos que sabia não conseguir resolver e centrou-se em dar destaque às duas personagens mais atractivas para o público, sem esquecer as mudanças do envolvente.
A nova realidade é surpreendente e é inevitável que, tal como os personagens, nos vejamos a questionar sistematicamente o que é que mudará em seguida porque não há coração que aguente! Vamos questionar se sabemos tudo o que realmente se passa, e a verdade é que conseguimos ir apanhando todas as explicações. Fica apenas a falta a correcção de uma série de pontas soltas no fim do livro, mas podem sempre fazer uma lista e bombardear a autora com elas! Esse é talvez o único ponto que não me permite atribuir-lhe mais do que 4,25.
A dualidade de narrativas entre Tris e Tobias deixou-me plenamente feliz. De facto, embora estar na cabeça desta miúda teimosa e decidida que começa a crescer ao longo de Insurgente seja interessante, sempre senti perder muito do que se passava na cabeça do famoso Quatro, que sempre teve tendências para a introspecção. Desta forma, consegui compreendê-lo e conhecer um pouco mais sobre os seus dilemas pessoais, o que veio a confirmar que dentro do género, o Tobias é das minhas personagens masculinas preferidas. Sente, ama, tem medo, receia a humanidade e respeita o próximo. E é dotado de uma panóplia de valores que o tornam muito humano (e não uma representação filtrada pela cabeça de uma miúda).
Existe um grande spoiler que naturalmente não vou divulgar. No entanto, soube dele muito mais cedo porque infelizmente a Internet não se coibe tanto como eu de estragar as surpresas aos leitores, mesmo quando não andamos à procura de respostas. E se muitas pessoas desgotaram do encaminhamento que a autora fez, eu posso dizer que ainda que não concordando totalmente (acho que o resultado em questão até poderia ter acontecido, se as causas fossem diferentes. Assim foram meramente estúpidas porque soam a inevitáveis, o que explica em parte a revolta dos fãs) percebi o que ela quis dizer com essa narrativa. A verdade é que sendo um livro de young adult, por vezes é colocada em causa a capacidade de não criar apenas histórias bonitas ou com fins mais felizes. No entanto,Veronica deu-nos desde a primeira página de Divergente uma dose de "realidade" crua, onde as pessoas sentem, sofrem, evoluem, são traídas, descobrem novos horizontes e tentam reinventar-se para serem felizes. Nessa perspectiva, negar os acontecimentos do último livro soa-me a uma negação do mundo que nos é apresentado. Querendo ou não, esta é uma distopia, e como tal, não se espera um final plenamente feliz e cor de rosa. E com isto já disse muito!
Para finalizar, tenho de dizer que esta será certamente uma das minhas trilogias preferidas dentro do género e vou certamente relê-la no futuro!

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.