sexta-feira, 18 de julho de 2014

Vencedora: Encontro em Itália, de Liliana Lavado (Marcador)

Olá Encruzilhad@s!

Finalmente sairam os resultados de mais un fantástico passatempo. Este foi dos mais concorridos dos últimos dois meses, o que nos deixa muito felizes: primeiro, porque a Liliana é espectacular, e depois porque é uma nova autora nacional, que merece todo o destaque.

Sem mais demoras, o livro vai ao encontro de:

Helena Bracieira - Beja

Para os restantes, aguardem os futuros passatempos e estejam de olho no Encruzilhadas Literárias ;)

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Opinião: O Olhar do Açor, de Sandra Carvalho


O Olhar do Açor
de Sandra Carvalho

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 392
Editora: Editorial Presença 

Resumo: 
A descoberta dos Açores, e todo o mistério e aventura que a envolveu, foi o mote para esta obra em dois volumes de Sandra Carvalho. O Olhar do Açor é uma narrativa que entretece com mestria verdade histórica e ficção, a realidade da sociedade portuguesa do século XV e a fantasia das personagens e dos cenários imaginados pela autora. Neste primeiro volume, que se centra nas histórias de vida dos fidalgos, ganham principal relevância as figuras de Constance, uma nobre inglesa enviada para Portugal para se casar com Gonçalves Vaz, senhor da valiosa herdade de Águas Santas; Nuno Garcia, um corsário implacável; Leonor, fruto ilegítimo da paixão de Constance e de Diogo, o jovem corajoso, protegido de Nuno Garcia e que Constance conhece durante a viagem, Guida, a escrava negra que cresceu com Leonor, e Tomás Rebelo, o fidalgo malévolo que deseja assenhorear-se de Águas Santas.


Intriga, ganância, amor, paixão, e uma aura de misticismo, num romance extraordinário.

Rating: 4/5 

Opinião: "Olhar do Açor" foi a minha estreia com a Sandra Carvalho e fui agradavelmente surpreendida com o registo, atendendo ao público-alvo indicado. Apesar da quantidade de livros publicados pela autora através da Editorial Presença, este foi o primeiro que realmente me despertou a atenção. Com uma capa maravilhosa (desde o barco até ao símbolo do pendente na contracapa), e a apelar à época dos Descobrimentos e da expansão marítima, com a influência de corsários e piratas, drama e contexto histórico adequado, fiquei muito curiosa até lhe deitar as mãos.

Numa primeira instância esperava um livro mais adulto. Apesar dos seus restantes livros serem do género YA, a minha percepção foi de que ela teria sigo arrojada e escrito um livro diferente aos seus habituais. "O Olhar do Açor" consegue sê-lo, de facto, mas não se desvia da legião de fãs conquistados ao longo dos últimos anos pela Saga das Pedras Mágicas. Nessa medida, tive de ajustar a minha percepção do livro nesse contexto e nessa lógica de análise transformou-se aos meus olhos e adotei-o completamente. Nesse sentido, Sandra Carvalho está de parabéns ao ter escrito um livro arrojado e cativante, especialmente atendendo ao contexto e ao seu enquadramento histórico. Sem medo de errar ou remexer com uma altura da História de Portugal tantas vezes já retractada em livros, a componente ficcional e mística não se sobrepôs à realidade, optando por explorar um leque de campos omissos, sem no entanto esquecer o restante enfoque, mesmo que à distância.

Sendo uma fã dos romances históricos, tanto dos resultantes das máquinas do tempo de Isabel Alçada e de Ana Maria Magalhães, ou da moeda mágica de Alice Vieira, até às versões mais pormenorizadas e enriquecidas de, por exemplo, Isabel Stilwell, gostei desta lufada de ar fresco que nos presenteou com uma nova abordagem. Para além disso, o inicio desta leitura procedeu-se ao "A Vida Louca dos Reis e Rainhas de Portugal" de Orlando Leite, Raquel Oliveira e Sónia Trigueirão (editado pela Marcador), pelo que todos os pormenores históricos ainda estavam vívidos, e este livro ainda se tornou mais interessante.

Não gostei muito do capítulo inicial, talvez pelo facto da introdução ser conduzida pela Constance, uma personagem cuja fragilidade, ainda que adequada, me fez alguma comichão. Assim sendo, é quando realmente se começiou a desenrolar a acção que o livro se tornou realmente interessante para mim.

Acompanhando Leonor e Guida ao longo de aventuras sofridas, fantasmagóricas por vezes, e capazes de vergar vontades, fui-me envolvendo num discurso corrente cheio de acontecimentos inesperados, mortes (algumas dolorosas), paixões (in)correspondidas e uma aura de mistério e esoterismo que não abandonou nenhuma das suas personagens desde a primeira página. Apesar do enredo ter como grandes protagonistas estas duas adolescentes, com toda a liberdade poética que lhes é atribuída, as restantes personagens não passam despercebidas, causam impacto, demonstram que existem e que são importantes para o desenrolar da trama, ainda que a sua estrutura seja um tanto ou quanto linear. Desde o responsável da estalagem, aos trabalhadores de Águas Santas, todos deixam marcas em cada página, da mesma forma que imputem registos na vida destas duas amigas tão diferentes e inseparáveis desde infância.

Pela apresentação da sinopse e da capa, espera uma presença marítima mais vincada neste livro, e que só surgirá muito em diante, e que espero que seja devidamente explorada no próximo livro (que corresponderá ao livro final da duologia). De resto, diverti-me imenso ao conjugar os vários elementos que a autora nos forneceu, com pequenas pistas para os mistérios para os quais nem as personagens têm resposta e serão as peças-chave para o desenlace desta aventura marítima, entre perigos perniciosos e constrições de forças e fé na coragem e no amor pelo próximo, mesmo que esta se assemelhe perigoso.

Para finalizar, adorei a construção linguística que a Sandra incutiu ao livro, com vocábulo corrente no que concerne aos discursos diretos, mas conjugando com adequações mais cuidadas no restante tratamento, através da utilização de recursos linguísticos muitos diversicados e de vocabulário mais erudito, sem no entanto escapar à compreensão do leitor comum. Ficarei à espera do próximo!

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Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

terça-feira, 8 de julho de 2014

Renovação concluída!

E por hoje as nossas renovações estão concluídas!
Iremos proceder a ligeiras alterações nos próximos dias mas isso não afectará o normal funcionamento do blogue.
Esperamos que gostem desta mudança.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Review: The Most Magnificent Thing, by Ashley Spires

The Most Magnificent Thing
by Ashley Spires
Format: Hardback / paperback / ebook
Nr of Pages: 38
Expected publication: April 1st 2014 by Kids Can Press
Synopsis:
A little girl and her canine assistant set out to make the most magnificent thing. But after much hard work, the end result is not what the girl had in mind. Frustrated, she quits. Her assistant suggests a long walk, and as they walk, it slowly becomes clear what the girl needs to do to succeed. A charming story that will give kids the most magnificent thing: perspective!
Rating: 4/5

Review:
This little girl's journey with her faithful assistant is one of the most relatable children's books I have ever read. The whole preparation process and the creation and even the point when she gets frustrated are so real and tangible that you are automatically transported to your own childhood and can remember a time or two when you completely lost your temper because you couldn't create something.
As a writer I know what is like to have something magnificent in your mind and not being able write it on paper. So when this little girl who has the most magnificent thing ever in her mind isn't able to create it I could relate to her frustration. It is so easy to lose perspective when you see something clearly but aren't able to give it form.
Thankfully her canine assistant has the perfect cure for frustration: a long walk. As the girl calms herself down and starts enjoying herself she realizes that maybe she wasn't that far of from succeeding and tries once again to create that most magnificent thing. This is a fantastic advice and so useful because it's a great way to deal with frustration. Maybe we can't always go for a walk but we can do something different or we can leave the problem alone for a day or two while we relax and than we can go back to it.
I particularly enjoyed the part in the story where the girls neighbours are admiring her "fail attempts" and think they are splendid while the girl just sees them as failure. When we focus on what we have on our mind and don't enjoy the ride until we get there everything can became a failure and I think it was good to show that sometimes even if we think that our art isn't at the level we wanted it to be other people will think that it is good.
A very cute book that I recommend!