terça-feira, 29 de julho de 2014

Review: Hana Hashimoto, Sixth Violin by Chieri Uegaki

Hana Hashimoto, Sixth Violin
by Chieri Uegaki
Illustrations by Qin Leng
Format: Hardback / paperback / ebook
Nr of Pages: 32
Expected publication: August 1st 2014 by Kids Can Press
Synopsis:
Hana has signed up to play the violin at the talent show, even though she's only had three lessons. Her brothers predict disaster. But Hana practices and practices, inspired by her grandfather, or Ojiichan, who played the violin every day when she visited him in Japan. As Hana takes the stage, doubt is all she can hear, until she recalls her grandfather's words of encouragement, and shows the audience how beautiful music can take many forms.

Rating: 4/5

Review:
As a former student of Oriental Studies and an avid defender of variety in books, particularly children's I couldn't miss the opportunity to read  Chieri Uegaki's Hana Hashimoto, Sixth Violin.
Hana is a brave girl, who after three violin lessons feels ready to sign up for the talent show even though her brothers mock her. Hana's parents seem more confident and Hana let's her grandfather's words and music inspire her as she shows the reader the value of practice and dedication.
When I was little I wanted to learn to play the violin, unfortunately I couldn't but that didn't stop me from pretending I could. Unlike Hana I didn't have a relative that played the violin but I let all the great musicians fill my house with their music and the strings have always been my favourite. However when Hana  went to Japan to see her Ojiichan, he filed the house with music of his own making and she decided to learn to play like him.
I think Hana's little adventure is a fantastic example of picking up something widely known and making it yours. It's about finding that thing that makes what you do yours and not just a copy of someone else's work. Even musicians need to find their tune and the same piece played by two different people doesn't sound quite the same and Hana shows us that she can make the strings in her violin hers and not just a copy of her Ojiichan.
Also I think this was the first time I encountered a book who had both a musical theme and a foreigner character in the title. As I said at the begin of this review I support diversity in book and this means that I like to support authors that write about diverse characters. Chieri Uegaki's Hana Hashimoto is a fantastic example because we can see different cultures and have an Asian, more specifically a Japanese main character. It may sound like it isn't too much but in 2012 only 2% of children books had a main Asian Pacific American character. This puts Hana in a very select group and makes her even more special.
If Hana wasn't special enough Qin Leng's illustrations would have helped her be. The pictures that fill this book are delicate and beautiful and a fantastic addiction to the story.
The drawings of Ojiichan's house takes us to Japan while the ones of Hana's house reflect the western world. I loved the soft colours and the magical tone of the drawings. My favourite illustration was the one of Hana playing when she was in the stage of the talent show and we can see all the sounds leaving her violin. I also enjoyed seeing Ojiichan's house and Hana sleeping in a futon.
I am now waiting patiently for August to get my hands on a hardcover edition of this book. This is a book that can't be missing from my shelves.

To read more about diverse books please click here.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Vencedora: Vingança de Sangue, de Wilbur Smith

Pois é, cá estamos novamente para oferecer livros!

Depois de termos sorteado um novo vencedor para o livro Vingança de Sangue, de Wilbur Smith, já que não obtivemos resposta da primeira sorteada (eventualmente alguém que está de férias, mas após uma semana à espera tivemos de sortear um novo vencedor), o exemplar deste livro editado em Portugal pela Editorial Presença segue agora para:

Maria [...] Santos - Baixa da Banheira
Muitos Parabéns! Aos restantes, estejam atentos ao Blog e a futuros passatempos ;)

Amazon e a Biblioteca Paga

Há cinco dias atrás a Amazon anunciou que irá oferecer aos seus leitores um novo serviço chamado Kindle Unlimited. Este serviço propõe que através de uma taxa mensal ou anual, os leitores tenham acesso a ebooks que são vendidos através do site da empresa. O que faz da Amazon a terceira empresa a oferecer este serviço, estando este já disponível através da Oyster e do Scribd.
Vários leitores já se insurgiram contra o Kindle Unlimited que não só pretende ganhar dinheiro através de um serviço que as bibliotecas oferecem gratuitamente como também não paga aos autores tão bem como algumas bibliotecas pagam. (No Reino Unido e nos Estados Unidos as bibliotecas não só pagam mais pelos livros que compram como pagam uma taxa aos autores de cada vez que um livro é requisitado.)
Um repórter do USA Today que decidiu avaliar o serviço da Amazon concluiu que além do facto de se poder ler os livros / audio livros em 6 dispositivos simultaneamente e de a Amazon ter as melhores aplicações para leitura, não há muitos livros pelos quais escolher. Da biblioteca de 600,000 livros (dos quais alguns são clássicos já disponíveis gratuitamente e outros são livros de autores completamente desconhecidos) apenas 6 livros fazem parte da lista de 75 leituras que o repórter achou que seriam actuais e que deveriam estar presentes para o serviço ser considerado bom (por exemplo Os Jogos da Fome e Harry Potter). O repórter afirma que isto se deve ao facto de a Amazon não ter disponível livros de duas das maiores editoras americanas: HapperCollins e Simon & Schuster.
Os outros dois serviços de ebooks ilimitados oferecidos pela Oyster e Scribd (que custam os mesmos 10$ por mês que a Amazon) já oferecem 17 livros da lista e possuem livros da HapperCollins e Simon & Schuster no seu catálogo. O que os torna mais atractivos apesar de a Oyster apenas estar disponível para utilizadores Mac e o Scrib maioritariamente no pc.
O repórter acaba no entanto a sua opinião com a esperança que, tal como serviço Amazon Prime evoluiu para ter mais e melhores filmes e series, também o Kindle Unlimited evolua e possua, daqui a algum tempo, todos os livros que desejamos ler. E pensar que por 8 euros mês poderíamos ler livros acabados de editar se revela algo interessante. E se quiserem experimentar o serviço o primeiro mês é gratuito!
Num mundo que está constantemente a evoluir e depois de todos os artigos que falam das bibliotecas e que temos publicado é normal que uma pessoa se questione sobre o poder das bibliotecas e se as mesmas não estarão realmente a desaparecer lentamente.
Apesar de parecer que o desaparecimento das bibliotecas irá acontecer tenho a dizer que, pelo menos no Reino Unido, as bibliotecas já possuem catálogos on-line de onde posso requisitar ebooks e audio-books gratuitamente e que, apesar de não representarem toda a oferta da biblioteca física, já começam a rivalizar com os serviços da Amazon, Oyster e Scribd. Alem disso se ficar doente e/ou não puder sair de casa a minha biblioteca local tem um serviço de entrega gratuita de livros ao domicilio.
Aléem do mais as bibliotecas continuam a ser um ponto de encontro e onde outras actividades se podem desenvolver, estão também mais perto do publico e, apesar de alguns acharem que estão a desaparecer, não me parece que este seja o caso. Por aqui a única situação em que compraria uma subscrição de um serviço ilimitado de livros seria se efectivamente tivesse acesso a todos os livros que quisesse incluindo lançamentos recentes mas acredito que mesmo continuaria a comprar livros físicos.




Ki
(Catarina)
Sobre a autora:Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Opinião: Um Amor na Cornualha, de Liz Fenwick




 Um Amor na Cornualha
de Liz Fenwick

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 368
Editora: Quinta Essência  


Resumo: 
Fugir no dia do próprio casamento nunca parece bem.

Quando a pressão do futuro casamento se torna demasiada, Jude foge da igreja, deixando um bom homem no altar, a sua mãe furiosa e os convidados com mexericos suficiente para durar um ano.
Culpada e envergonhada, Jude foge para Pengarrock, uma mansão em ruínas na Cornualha, no cimo de uma falésia, onde aceita um emprego a catalogar a extensa biblioteca da família Trevillion. A casa é um refúgio bem-vindo para Jude, cheia de história e segredos, mas quando seu novo proprietário chega, torna-se claro que Pengarrock não é amada por todos.
Quando Jude sucumbe ao feitiço da casa, descobre um enigma familiar decorrente de uma terrível tragédia que teve lugar séculos antes: ao que parece, há algures um tesouro perdido. E quando Pengarrock é posta à venda, parece que o tempo está a esgotar-se para a casa e para Jude…

Rating: 3,25/5 

Opinião: Um Amor na Cornualha é o segundo romance que leio de Liz Fenwick e confesso que apesar de ter achado o primeiro melhor estruturado (e portanto, com um rating maior), este é o meu preferido dos dois.
Decorrendo num mesmo cenário, a capa deste é ainda mais bonita e transporta-nos para o universo do enredo com uma enorme facilidade, levando-nos a construir o contexto envolvente.
Para quem lê a sinopse, o desenrolar da estória é um tanto previsível e sem muitos sobressaltos mas, e à semelhança de tantos outros livros (assim como de filmes), nem tudo o que é previsível é mau. Um Amor na Cornualha torna-se numa leitura fácil, aconchegante e confortável, cheia de clichés saborosos e bem recebidos, e consideravelmente envolvente. Com uma escrita leve e agradável, é um bom romance para as férias e uma óptima leitura de praia.
Jude é uma mulher perdida nos preâmbulos de um casamento desfeito e sem magia, rodeada pela pressão social resultante dos seus actos, que lhe trazem consequências inesperadas e com as quais ela não sabe lidar. Mais do que isso, a vergonha e a ausência de rumo, assim como a dificuldade de explicar as razões que a levaram a fugir da promessa de um futuro perfeito, obrigam-na a mudar de realidade e a refugiar-se na Cornualha, sob orientação de Petroc, o simpático proprietário de Pengarrock.
A sua integração na casa e no novo quotidiano é quase imediata, assim como a paixão assolapada que a envolve pelo lugar que a acolheu, e que acabará por ter um papel preponderante na delineação da sua nova vida....
Gostei de Jude: é uma personagem simpática, não muito complicada (contrariamente ao que ela se julga) e de fácil entendimento. Para além disso, a autora foi capaz de a dotar de uma capacidade de análise clara sobre as relações com o espaço e com os habitantes locais da região que a acolheu, pelo que facilmente conseguimos visualizar este pedaço de terra que muito se assemelha a um paraíso. A decisão extrema que a leva para longe de um noivo aprovado por todos traz certamente consequências para si e para a sua família, que nunca nos passam despercebidas. Ainda assim, gostava que este ponto tivesse sido melhor trabalhado. No que toca a John, a autora que me desculpe mas a abordagem que fez foi tão ridícula que em determinada autora apeteceu-me gritar de frustração. Foi completamente não plausível e sinceramente, a determinada altura já não sabia se teria pena dele ou se simplesmente queria que este desaparecesse. Para além de que senti faltar um real ponto final para este trecho da narrativa. A relação com a família e com os amigos deixados para trás, com tanto potencial, foi também apressada e um bocado incoerente, atendendo a todas as conjugações que a autora poderia ter feito. Mas adiante.
Gostava também de ter visto mais desenvolvida a descrição da aldeia local, assim como uma maior relação com os seus habitantes, que passou um bocado desnecessariamente ao lado da construção do enredo apesar da tentativa de recuperação já para o final. Passamos muito tempo com Jude, o que não é complicado porque tal como já referi ela é bastante gostável, mas por vezes o remoer da sua mente podia tornar-se tendencialmente cansativo.
É o tema principal do tesouro perdido, sobre o qual não posso falar muito, que mais me agarrou na segunda parte do livro. Numa mistura interessante entre pedaços de história e especulações do presente, as ligações e pistas vão sendo conectadas peça a peça, num puzzle só resolvido mesmo nas últimas páginas, e que nos dá tempo para magicar a sua composição e desfecho. Com alguns percalços resultantes de uma estrutura narrativa por vezes confusa da autora neste ponto (julgo eu que propositada), o verdadeiro tesouro perdido (que para mim, mais do que o real, são os pedaços de memória e história familiar dos Trevillion) vai chegando até nós calmamente, camada por camada, construindo uma imagem aprazível de acompanhar.
Quanto ao destino de Pengarrock e à relação do novo proprietário com esta propriedade...terão de ler o livro para a descobrir.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Vencedora: Encontro em Itália, de Liliana Lavado (Marcador)

Olá Encruzilhad@s!

Finalmente sairam os resultados de mais un fantástico passatempo. Este foi dos mais concorridos dos últimos dois meses, o que nos deixa muito felizes: primeiro, porque a Liliana é espectacular, e depois porque é uma nova autora nacional, que merece todo o destaque.

Sem mais demoras, o livro vai ao encontro de:

Helena Bracieira - Beja

Para os restantes, aguardem os futuros passatempos e estejam de olho no Encruzilhadas Literárias ;)