quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Opinião: Pura Coincidência, de Renee Knight



Pura Coincidência
de Renee Knight
 
Edição/reimpressão: 2015 
Páginas: 304
Editor: Suma de Letras 
  



Resumo: 
E se de repente se apercebesse de que é o protagonista do aterrador romance que está a ler? Catherine tem uma boa vida: goza de grande sucesso na profissão, é casada e tem um filho. Certa noite, encontra na sua mesa de cabeceira um livro com o título "O perfeito desconhecido". Não sabe como terá ido parar ao seu quarto ou quem o terá ali posto. Ainda assim, começa a lê-lo e rapidamente fica agarrada à história de suspense. Até que, depois ler várias páginas, chega a uma conclusão aterradora.
O perfeito desconhecido recria vividamente, sem esquecer o mais ínfimo detalhe, o fatídico dia em que Catherine ficou prisioneira de um segredo terrível. Um segredo que só mais uma pessoa conhecia. E essa pessoa está morta.

Rating: 3/5

Comentário: Não tenho por hábito ler muitos thrillers, talvez porque geralmente não me causam o grau de ansiedade e expectativa que as adaptações cinematográficas do género me costumam provocar. No entanto, gosto sempre de dar chance a novos autores e novas autoras, assim como deixar-me render por um género que nem sempre exploro da melhor forma. Basta a dose certa de personagens marcantes, mistério e a boa condução da acção para garantir que vou querer lê-lo até ao fim (especialmente se não desvendar o segredo do enredo antes).
Pura Coincidência é daqueles livros com uma sinopse intrigante que nos faz questionar o que é que virá na próxima página. A ideia de que podemos pegar num livro e um flash de reconhecimento passar por nós, indicando que conhecemos a vida a ser descrita - exactamente por ser a nossa - é particularmente estranho e peculiar, para além de algo arrepiante. Por esse motivo, não pude ignorar o pânico de Catherine, especialmente atendendo a que esta ainda carrega um segredo adicional, mas que continua incógnito para o leitor quase até ao fim.
O livro é narrado sob duas perspetivas, uma na voz da Catherine, tão presente e límpida que nos sentimos perto do seu drama e receios. A segunda voz é misteriosa, carregada de crueza e ódio, malvadez e avareza, desconhecida e pouco palpável, até se ir tornando corpórea à medida que a trama avança.
Essa dualidade de perspetivas ajudou a criar expectativas e dúvidas durante a leitura, nunca ficando muito claro sobre o que estava a ser discutido, mas principalmente quem estaria a dizer a verdade. É caso para assegurar que, em última instância, cada história pode ter mais do que uma versão...
Este acaba por ser um livro de redenção e de descoberta, de pazes com o passado e de libertação, de revelações sombrias e de reinvenção do ser humano, sob as suas diversas camadas.
Catherine acaba por ser uma mulher complicada, que não conseguimos perceber nem nos sentir a si ligados em nenhuma ocasião, especialmente porque apesar do sentimento de pânico por si sentido ser latente, os segredos que ela esconde do marido também ao leitor e à leitora são vedados, pelo que o olhar desconfiado nunca abandona a sua narrativa, ainda que um certo traço de compaixão, ou não fosse perceptível o sentido de desespero que dela emana. A sua relação com o marido e o filho é um pouco errática, confusa e não muito honesta, para ser franca, mas o mesmo se procede no sentido oposto.
Já o autor da segunda voz é ainda mais complexo, desconcertante e desconfortável de conviver de perto, pelo que não existe um momento em que como leitores e leitoras, nos sintamos perfeitamente confortáveis na presença de nenhum deles.
O desfecho deste enredo revela-nos o habitual volte face neste tipo de género literário, ainda que nunca me passou pela cabeça que o desenrolar dos acontecimentos tendessem naquela direção. Foi uma autêntica surpresa, e desta vez certamente não suspeitei de nada. Cumpre os requisitos de um livro do género, ainda que apesar de tudo não me tenha conseguido cativar a fundo (provavelmente devido a essa ausência de conexão com as personagens).

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Passatempo: A Hora Solene, de Nuno Nepomuceno

Se ainda não conhecem a trilogia Freelancer, ainda vão muito a tempo!

O Nuno é mais um escritor desta nova geração de autores em Portugal, e que merece ser acompanhado de perto. Com uma trilogia completa, ainda tem muitas cartas para dar que queremos seguir de certeza.

Travei conhecimento com as obras do Nuno mesmo antes de o conhecer, quando ganhei o primeiro livro desta trilogia - "O Espião Português" - através de um passatempo. No entanto, foi a simpatia, a humildade e o interesse do Nuno que me fizeram querer mergulhar neste enredo. Se quiserem saber o que achei deste livro, podem ver aqui o link. Não me arrependi nada e fiz questão de o apoiar publicamente, através deste blog. Temos de facto talento dentro de casa (leia-se no nosso país, e quer tenha ou não apoio dos grandes grupos editoriais em Portugal, merece chegar a todos quanto possível. Principalmente porque é bom e tem potencial para crescer e se tornar melhor. Parabéns Nuno, por este sucesso! Um trabalho intensivo de 12 anos, concretizado em papel e ao alcance de todos os leitores, merece todo o mérito. Para além de que não é todos os dias que vemos séries policiais escritas por cá, de âmbito comercial mas entusiasmantes, a chegar ao mercado.

"A Hora Solene" teve uma iniciativa de promoção bastante engraçada por parte do autor. Começaram a chegar a casa de alguns bloggers cartas anónimas com mensagens, para despertar curiosidade. Claro que os mais atentos (ou melhores espiões) depressa descobriram. mas foi delicioso de partilhar convosco e ver quem também acertava.

Alguns exemplos: 


Isto tudo para vos dizer que queremos que um/a de vocês faça parte desta aventura, e se habilite a ganhar um exemplar de "A Hora Solene", o desfecho da trilogia Freelancer. Basta que respondam às perguntas, como habitualmente, e façam figas! Mais informação sobre o livro aqui.

Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 28 de novembro de 2015.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Opinião: Virus Mortal, de James Dashner





Virus Mortal
de James Dashner
 
Edição/reimpressão: 2015 
Páginas: 126
Editor: Editorial Presença 
  



Resumo:
Antes de a CRUEL existir, de a Clareira ser construída e de Thomas ter entrado no Labirinto, os fulgores do Sol atingiram a Terra, arrasando o planeta e dizimando grande parte da humanidade.

Mark e Trina estão entre os sobreviventes que agora lutam por uma existência em condições precárias nas pequenas comunidades que se formaram nas montanhas. Mas se eles achavam que a situação em que se encontravam não podia piorar, estavam enganados. Um inimigo surge, infetando a população com um vírus altamente contagioso e mortal. Ninguém parece ser imune. Porém, Mark e Trina estão convencidos de que existe uma maneira de travar a pandemia e estão determinados a encontrá-la. O futuro dos sobreviventes pode estar nas suas mãos…

Vírus Mortal é a prequela de Maze Runner e um livro indispensável para todos os fãs da série.

Rating: 3/5

Comentário: Quem lê uma trilogia de que goste muito, invariavelmente não quer sair dela. E por isso sempre que nos surgem prequelas, novelas e estórias adicionais, qualquer fã lhes salta em cima. Foi o que aconteceu com "Vírus Mortal", de James Dashner. Tendo ficado rendida à trilogia Maze Runner devido ao segundo livro da mesma, tinha muita curiosidade com este volume, especialmente tratando-se de uma narrativa de antecede em vários anos os acontecimentos que nos são apresentados no primeiro volume da trilogia. Após uma leitura frenética e bastante rápida (uma vez que a escrita do autor continua fluída, corrente e intuitiva como sempre), tenho a dizer-vos que pode ser necessário reajustar as expectativas perante este volume.
A verdade é que toda a estrutura se aproxima mais de uma novela do que de um livro no sentido apropriado, pelo que a abordagem das temáticas é por vezes breve e superficial, assim como a estrutura não é a mais eficaz e complexa. Por esse motivo, este é um livro extremamente focado nas suas personagens principais, dando-lhes nuances mas nunca aprofundando como esperado, através das quais experimentamos o mundo envolvente (sendo esse o único ponto de contacto com a contextualização criada). Existem alguns momentos que, embora perceptíveis para o leitor sobre o que poderá ter acontecido, ficam de certa forma em aberto, o que num livro com uma construção ditada para tal, não aconteceria também.
Neste cerco, gostava de ter obtido uma visão mais clara do mundo de Mark e Trina, uma vez que fica claro que mesmo antes dos Fulgores e de tudo o que aconteceu, a realidade base não é semelhante à do nosso mundo atual, faltando uma contextualização que o justifique e/ou pelo menos explique de forma mais fundamentada.
Ainda assim, as passagens em prolepse foram bastante pertinentes para o enquadramento desde o aparecimento dos Fulgores até ao momento corrente corrente da narrativa, criando um bom complemento.
Não obstante, é um livro que constitui uma narrativa interessante à luz do que já conhecemos como respeitante à trilogia, e que obriga o leitor a todo o instante a procurar os tais elementos de ligação que justiquem/ enquadrem as conexões já existentes ou que possam vir a existir entre esta prequela e o universo da trilogia.
Quanto às persoangens, Mark e Trina são dois adolescentes que já passaram por muito. As sua interligação, a forma como interagem com outros semelhantes e que passaram pelas mesmas situações ou outras parecidas é bem interligada. Demonstram preocupações de quem já passou por muito e que encara a realidade simultaneamente como um milagre mas possivelmente uma maldição, atendendo à falta de respostas, motivações e razões para que um mar de desgraças constantes os tenha levado a reagir nos últimos tempos. Os poucos elementos do acampamento que também acabamos por conhecer assim o demonstram, não esquecendo no entanto que continuam a ser adolescentes e que, como tal, a maturidade emocional e a inteligência por vezes a esta associada possa não ser das mais desenvolvidas. No entanto, são estas dúvidas da adolescência que de alguma forma apoiam a necessidade de estabelecer a normalidade no caos, que os torna mais humanos e capazes, e que atribui a esperança de um futuro mais risonho.
No fundo, Virus Mortal é um bom livro de entretenimento quando visto segundo a perspetiva atrás indicada. Não considero que seja preponderante ou necessário para a leitura da trilogia, mas os seus fãs poderão querer dar-lhe uma vista de olhos.

«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Passatempo Novo com Apoio da Penguim Random House Portugal!

Nada como começar a semana com oferta de livros para sarar a neura da segunda-feira! Como sabem, a Penguin Random House Portugal é responsável por diferentes chancelas em Portugal, o que nos possibilita oferecer-vos um pack muito diversificado! Com um thriller de arrepiar, e um interactivo para se libertarem de relações passadas, têm diversão para o serão inteiro.

Pura Coincidência, de Renne Knight - Suma de Letras 
E se de repente se apercebesse de que é o protagonista do aterrador romance que está a ler? Catherine tem uma boa vida: goza de grande sucesso na profissão, é casada e tem um filho. Certa noite, encontra na sua mesa-de-cabeceira um livro de título O perfeito desconhecido.






Vira a Página, de Rebecca Béltran -  Arena PT
Um caderno de actividades diferente e divertido para esqueceres o teu ex. Se precisas de esquecer uma relação que correu mal, se não encontras o teu lugar neste mundo e acreditas que nunca vais mais recuperar a alegria de viver, abre este livro e vira a página!






Para participarem basta preencherem o formulário em baixo e atentarem às regras, como costume!

 Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 28 de novembro de 2015.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Opiniao: Peregrino, de Terry Hayes



Peregrino
de Tery Hayes

Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 656
Editor: TOPSELLER






Resumo:  Uma corrida vertiginosa contra o tempo e um inimigo implacável.

Uma jovem mulher brutalmente assassinada num hotel barato de Manhattan.
Um pai decapitado em praça pública sob o sol escaldante da Arábia Saudita.
Os olhos de um homem roubados do seu corpo ainda vivo.
Restos humanos ardendo em fogo lento na montanha de uma cordilheira no Afeganistão.
Uma conspiração para levar a cabo um crime terrível contra a Humanidade.
E um único homem para descobrir o ponto preciso onde estas histórias se cruzam: Peregrino.

  
Rating: 2,5/5
Comentário: Nem sei bem como falar deste livro ou o que escrever sobre ele. Há muito tempo que não me sentia tão abanada após uma leitura, sem saber como colocar em palavras os motivos pelo qual ele me encheu as medidas ou não correspondeu às expectativas. Com Peregrino, a leitura trouxe-me ambas percepções, ficando ainda com menos (e mais) para escrever esta opinião. 
Gosto do facto da sinopse não indicar muito e deixar o leitor ansioso pela descoberta. Peregrino prima pelo mistério e pela procura constante por novas respostas e soluções, impondo uma atenção constante ao leitor para não se perder numa trama que acontece cheia de dualidades e questões para desvendar. As frases curtas, dispersas e simples, contam muito mais do enredo do que pareceria à primeira instância. Pode relê-las neste momento, mas vai continuar sem perceber nada, acredite. 
Acho que o enredo começou com o tempo certo, com uma acção chamativa, imediata, bombástica e intensa que nos desperta logo para o que vai acontecer. Se nos dizem que ao quinto capítulo já vamos estar apanhados, eu considero que já o estava ao terceiro. Um crime perfeito e uma personagem mistério, que nos fala mas que não revela nada de si, foram tudo o que precisava para aceitar que iria mergulhar numa corrida vertiginosa. 
No entanto, acabei por ficar um pouco desapontada, porque o autor redirecionou-se para uma estrutura narrativa completamente diferente, especialmente assente na contagem de estórias. Basicamente, somos iniciados numa trama em media-res sendo que acabamos por mergulhar no passado desta personagem, com o relato de excessivos detalhes que apoiam a construção deste homem mistério, mas que não acrescentam nada à acção inicial. Deu por mim muitas vezes a pensar "mas quando é que retornamos ao presente?", até porque considerando que a composição da trama onde o elemento principal é um homem representativo do mundo de espionagem tem por base também o desvendar do mistério, este era desenredado lentamente, com perícia mas muita morosidade, acabando por me aborrecer em determinadas alturas. Não porque não fosse bastante interessante, uma vez que Terry Hayes tem o dom de provocar a dependência no leitor, mas porque não se adequava ao tipo de livro que esperava encontrar. 
Dessa forma, apesar de ir acompanhando com interesse o desenrolar das tramas paralelas e passadas senti que o elemento-chave e surpresa se fosse perdendo. 
A introdução do Sarraceno é brilhante, embora a ideia de que todo o seu percurso é do total conhecimento do Peregrino, quando em quase nenhuma parte da narrativa se refletem essas descobertas, fosse um bocadinho demais. 
Um anti-herói mas brilhante, sofrido mas conquistador de vitórias e de ideias, consegue pela primazia de apresentação até bater o nosso herói principal ao nível do brilhantismo e pelo intelecto. No entanto, e mais uma vez, toda a descrição do seu percurso que ocupa este livro torna-se excessiva em alguns momentos. 
Por esse motivo, é a partir da terceira e quarta parte do livro que o senti voltar à remessa inicial e ao prometido. A acção foi mais rápida, interligada, criando momentos expetantes e impulsionadores da acção em cada página. Nesse sentido, gabo a capacidade de Tery Hayes de reinvenção e de capacidade de recuperar a promessa perdida. Ainda sobre o enredo, no entanto, descobri algumas interligações forçadas e até sem sentido, mesmo que justificadas, que deram por mim perdida e a questionar-me em que direcção quereria o autor levar o livro, antes de o tornar em algo sem sentido. A verdade é que ele conseguiu dar a volta, de forma a deixar pontas soltas para o que muito suspeito ser uma continuação para um futuro livro, mas que neste primeiro exemplar não fez sentido nenhum senão encher páginas e fazer o leitor perder tempo. A ligação entre Nova Iorque e a Turquia, as personagens escorregadias que aparecem só para embelezar um livro que eventualmente beneficiaria mais da sua ausência deixaram-me algo confusa. 
Valeu-me este Peregrino, complexo e premeditado, ausente, ansioso, afectivo e apaixonado para desencadear um interesse inusitado pelo livro. Paradoxalmente e em total contraposição ao que referi anteriormente, as descrições de infância e dos familiares humanizaram esta narrativa, dando-me elementos pelos quais ansiar (ainda que na prática as duas narrativas constituam obras diferentes e que fariam todo o sentido em serapado).
No fundo, o livro até está magistralmente montado, mas falta a emoção secular e avassaladora que um livro deste género promete (e que não me deu de todo). Julgo que no fim o que ganha em toda a obra é o efeito surpresa constante. Pegando novamente no que escrevi no início, de facto toda a sinopse reflete este livro, mas de uma maneira que não é de todo esperada pelo leitor. E a única maneira de justificar esta afirmação é se pegarem no vosso exemplar e percorrerem estas quase 700 páginas.
De qualquer forma, o livro tem tido óptimas opiniões no mundo da blogosfera. Nesse sentido, recomendo-vos que leiam por vocês mesmo e que depois me venham contar o que acharam e (ou não) refutar esta minha opinião.


Cláudia
Sobre a autora:
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projecto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.