sexta-feira, 8 de julho de 2016

Opinião: Ready Player One, de Ernest Cline

Ready Player One
de Ernest Cline
 
Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 416
Editor: Editorial Presença 
  






Resumo:
Em 2044 o mundo tornou-se um lugar triste, devastado por conflitos, escassez de recursos, fome, pobreza e doenças.

Wade Watts só se sente feliz na realidade virtual conhecida como OASIS, onde pode viver, jogar e apaixonar-se sem constrangimentos.

Quando o criador do OASIS morre, deixa a sua imensa fortuna e o controlo da realidade virtual a quem conseguir resolver os enigmas que aí escondeu. Os utilizadores têm apenas como pistas a cultura pop dos anos 1980.

Começa assim uma frenética e perigosa caça ao tesouro. Nos primeiros anos, milhares de jogadores tentam solucionar o enigma inicial sem sucesso. Até que Wade por acaso desvenda a primeira chave.

De um momento para o outro, vê-se numa corrida desesperada para vencer o prémio, uma corrida que rapidamente continua no mundo real e que põe em risco a sua vida.

Ready Player One vai ser adaptado ao cinema por Steven Spielberg.

Rating: 4,5/5

Comentário:  "Ready Player One" acabou por se revelar uma das surpresas do ano e um dos que mais prazer tive em ler ao longo de 2016!
Eu confesso. Este livro não me era desconhecido quando chegou a Portugal. Já tinha ouvido várias pessoas a elogiarem o quão bom ele era, tanto a nível nacional como internacional. Recordo que gostei especialmente da opinião da Linda Inês do canal Marilyn Kidman (Youtube), mas que apesar de tudo não me convenceram a imergir nesta experiência. Foi o lançamento da Editorial Presença que voltou a despertar-me a atenção a este livro, atendendo a que se aproxima uma adaptação cinematográfica a cargo do Steven Spielberg. Para além disso, uma leitura mais atenta da sinopse denunciou a existência de uma série de referências aos anos 80 e foi a ignição necessária para querer saltar de cabeça para este livro.
O enredo é bem explicado na sinopse: num mundo desfeito e onde a esperança já não é vigente, existe o OASIS, uma iniciativa que começou como jogo de computador para prestação coletiva e que acabou por se transfigurar numa real experiência imersiva. Para melhor compreenderem este cenário, arrisco-me a fazer uma pequena descrição para contextualizar.  OASIS acaba por ser uma porta aberta de oportunidades e de alternativas. Mais do que um substituto do mundo real, muitos vêem o contexto alterado e o mundo digital torna-se mais verdadeiro do que aquele onde o seu corpo existe. O OASIS permite ainda que algumas acções do mundo real passem a ser executadas através da plataforma: ir à escola online, trabalhar online, conhecer pessoas, sair à noite, casar online. Digamos que seria uma versão SIMS aumentada, onde cada um possuiu um avatar, o qual comanda em todas as funções que forem necessárias. De facto, a experiência desta plataforma é tão imersiva que numa escola os cacifos continuam a ser necessários para guardar material, o teletransporte paga-se como uma deslocação real, as salas de chatroom surgem como salas privadas para lazer onde se pode jogar videojogos, é possível contratar assistentes pessoais para apoiarem a gestão da vida pessoal online.
Isto só alguns exemplos mas que retratam o nível de pormenor e cuidado que Ernest Cline dedicou na construção deste mundo digital. Os pormenores, a estruturação do universo e o cuidado atribuído na sua construção tornam-se por vezes tão intensos que até o leitor se esquece que aquele não é de facto o mundo dito real, porque verdadeiro é certamente o outro.
Só por esse motivo, este livro foi capaz de captar a minha atenção e de me entusiasmar. Já pouco é novidade no mundo da literatura Young Adult, especialmente no que toca a universos distópicos, e é sempre um prazer imenso ser surpreendida e deparar-me com um vira-páginas, como não acontecia há muito.
A construção deste mundo vai ainda mais longe, levando-nos a imergir também, desculpem-me a redundância, na mentalidade daquela sociedade contemporânea. Deste modo, também o leitor dá por si a desvalorizar a realidade alternativa, o tal mundo desfeito do qual os seres humanos fogem. Não que o autor se tenha isentado de qualquer pormenor. Eles estão lá e ainda que não muito detalhados, são os suficientes para o enquadramento da narrativa. Mais do que isso, a transposição de um mundo para outro leva a que o leitor deixe para segundo plano o universo menos explorado, exactamente como qualquer ser humano neste livro.
Não posso deixar de referir a caça ao ovo, naturalmente, atendendo que esse é um dos pontos altos de toda a trama e que está extremamente bem constituída: tem acção, tem mistério e desafios, tem contratempos, tem aventuras que cheguem para um novo almanaque e adorei acompanhar par e passo estes momentos. Em jeito de sugestão tardia, ainda seria mais interessante se a narrativa criasse espaço para o leitor também pudesse equacionar e tentar adivinhar. No entanto, a personagem do James Halliday foi um mistério do início ao fim, propositadamente (para comprovar a dificuldade da caçada para os jogadores), pelo que o leitor é então remetido a mero espetador.
Uma das coisas que adorei foi o facto de não sermos efetivamente poupados a referências aos anos 80. Nascida na década seguinte, não conhecia todas e como tal fiquei interessada em procurar uma série delas. Naturalmente, e porque o tempo não se cinge na mudança de um calendário, vários dos ícones de 1980 acabaram por passar para a década seguinte e portanto foi interessante encontrar estes pontos de referência e saber exactamente sobre o quê se estava a falar e também o que estava em causa em cada momento quando essas indicações eram relevantes para o decorrer da narrativa.
Só estes elementos referidos já seriam suficientes para criar um enredo mais que preenchido. No entanto, e mais do que isso, este é um livro que coloca algumas questões de reflexão sobre a construção e vivência desta sociedade moderna futurista, sem no entanto ser moralista. De qualquer forma, são criadas condições para pensar no mundo real vs. mundo digital, no potencial das relações humanas e da confiança, na solidão inerente de viver somente atrás de um ecrã, na capacidade de ser altruista mesmo num mundo que pediria o contrário, no facto que não se existe realmente sem um suporte humano, sem o núcleo duro que nos faz reger emoções, sem alguém que nos potencie o melhor que temos mas que também chame a atenção quando precisamos de um puxão de orelhas, na força que uma crença em nós, a confiança ditada por outrem, tem para nos fazer sonhar e ir mais longe.
"Ready Player One" é um livro completo, onde não faltam referências aos videojogos, ao mundo dos anos 80, à amizade e à aventura, aliando-se a todos os aspectos já enumerados. Foi uma espectacular surpresa e deixou-me rendida. Aconselho vivamente a darem-lhe uma oportunidade.

Livro cedido pela Editorial Presença em troca de uma opinião honesta sobre a experiência de leitura. A editora não se responsabiliza nem detém qualquer influência no conteúdo apresentado na opinião.

«Estas e outras novidades no site da Editorial Presença aqui»
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Passatempo: Mime a/os filha/os, sobrinha/os e afilhada/os este verão!

Pois é, já estavam a estranhar e a sentir falta de passatempos no blogue? Nós também!

Desta vez quisemos mimar os mais novos e dar-lhes as próximas leituras destas férias de verão. Com apoio da Penguin Random House Portugal, através da Alfaguara e da Nuvem de Letras trazemos-vos um pack de aventuras divertidas, emocionantes, e sempre com muita amizade!

Estamos a oferecer:



 O Perigo nos Jogos Olímpicos: "Se os Jogos Olímpicos não se realizarem, o mundo pode entrar numa guerra sem fim. Para restabelecer a paz, Zé, Alice, António, Mel e Pedro confrontam-se com um deus que tudo faz para que o conflito comece. Descobre tudo sobre a origem dos Jogos Olímpicos com os heróis da nova era!" Link: http://www.olimpvs.net/

 O Clube dos Ténis Vermelhos: "Um livro sobre a amizade entre raparigas. Lúcia, Rita, Bia e Marta são amigas inseparáveis desde sempre e para sempre. Um dia Marta traz uma má notícias: ela e a família vão mudar de casa para Berlim! As quatro amigas decidem criar O CLUBE DOS TÉNIS VERMELHOS, para ficarem juntas para sempre e provarem que a verdadeira amizade é mais forte que a distância. "

Amigas para Sempre:  "As quatro amigas já só pensam nas férias de Verão e no momento em que voltarão a estar todas juntas. Por isso, quando Rita lhes diz que não poderá ir com elas acampar nesse Verão as amigas ficam devastadas! Inconformadas, decidem que não será isso que impedirá o grande reencontro d’ O CLUBE DOS TÉNIS VERMELHOS."

Tudo por um Sonho: "De regresso do acampamento de verão, as quatro amigas têm uma nova aventura à sua espera: terão de ser as estrelas de um anúncio de televisão! No entanto, Lúcia sente que as amigas já não se interessam pelo "Clube dos Ténis Vermelhos" como antigamente. Será mesmo verdade? As quatro melhores amigas vão fazer "Tudo por um Sonho" e por voltarem a ser Amigas para sempre!"

Para participarem, é só fazer o mesmo do costume: preencher um formulário online até à data limite! 

Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 03 de julho de 2016.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor/a) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada,
 4) O/A vencedor/a será sorteado/a de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por email.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou o autor não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.

sábado, 4 de junho de 2016

A minha experiência na Feira do Livro!

A Feira do Livro para mim tem sempre um efeito de quimera. Acaba por nunca corresponder ao que vou à espera, mas geralmente traduz-se em algo ainda mais prazeroso. 

A primeira vez que conheci esta feira, tinha uns 12 anos e pouco dinheiro para gastar em livros. Fui arrastada por uma amiga tão ou mais livrólica do que eu que ia com os pais lá passar a tarde e que me convidou também. O acordo lá ainda foi melhor: cada um ia onde queria (claramente andámos sempre juntas), com um ponto de encontro combinado no final. Percorremos aquele espaço de alto a baixo, vimos muitos mas muitos livros e comprámos alguns. Vim de lá de alma lavada, porque a Feira do Livro era um presente descoberto, e os melhores presentes chegam-nos sempre inesperadamente embrulhados por quem nos quer bem. 

Passou a ser um ritual anual ir com esta amiga e família à feira, sempre numa enorme excitação, mesmo que trazendo poucos livros. O que interessava era a experiência. E essa tem alimentado a minha memória e as minhas raízes bibliófilas, mas principalmente o imaginário de uma vida. 

Com os anos, a Feira do Livro de Lisboa continuou a funcionar para mim numa índole muito própria, mas sempre ligada às experiências. Foi para lá que fugi para aliviar a pressão das frequências durante a faculdade ou quando precisava de espaço para estar só (no meio de tantos desconhecidos), foi para lá que me dirigi para rever caras amigas e conhecer outras tantas, foi lá que redescobri o prazer do inesperado, do livro desconhecido, da experiência de passar a mão por uma capa que nos atrai, de um título chamativo que cativa o olho, de uma imensidão de sinopses à espera de serem exploradas para encontrar o livro certo a trazer para casa. 

De facto, ter um blogue literário é um enorme prazer, mas com tanta informação sobre novidades e lançamentos editoriais que nos chega ao email, pouco ou nada é desconhecido. Entrar numa livraria, numa papelaria, num supermercado e olhar para capas de livros tornou-se um exercício repetido, que a mente não esqueceu e sem qualquer elemento surpresa. 

Ir à Feira do Livro de Lisboa é assim conectar-me com o meu eu leitora, com as sensações que me arrastaram para o mundo literário, para o conforto de uma casa familiar mas esquecida todo o ano. 

Deste modo, apesar das imensas listas de desejos, os parcos sacos que trago comigo acabam sempre por ser (maioriamente) descobertas in loco. Aqueles que ganharam espaço no meu coração antes mesmo de os ter lido porque apreciei o processo de escolha. Os que se calhar estão há dois anos na estantes, atropelados por tantos outros que vão surgindo e ganhando prioridade de leitura, mas que acabam por ser um segredo, só meu, escondido no meio de mares de palavras. 

A Feira do Livro é o meu segredo mais bem guardado. E de tantos lisboetas. E de tantos portugueses. Porque é uma Feira diferente para cada um de nós.

Acompanhem as nossas sugestões para os livros do dia através da página oficial do Encruzilhadas Literárias no facebook

Fonte do vídeo: APELmedia
 

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projecto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

domingo, 29 de maio de 2016

Review: The Boy Most Likely To, by Huntley Fitzpatrick


 
The Boy Most Likely To
by Huntley Fitzpatrick


Edition: 2016
Pages: 446
Publisher: Egmont Publishing



Summary: Tim Mason was The Boy Most Likely To find the liquor cabinet blindfolded, need a liver transplant, and drive his car into a house..

Alice Garrett was The Girl Most Likely To... well, not date her little brother’s baggage-burdened best friend, for starters.

For Tim, it wouldn’t be smart to fall for Alice. For Alice, nothing could be scarier than falling for Tim. But Tim has never been known for making the smart choice, and Alice is starting to wonder if the “smart” choice is always the right one. When these two crash into each other, they crash hard.

Told in Tim’s and Alice’s distinctive, disarming, entirely compelling voices, this novel is for readers of The Spectacular Now, Nick and Norah’s Infinite Playlist, and Paper Towns.

Rating: 4/5

Review: 
I will start this review by saying that I received an online copy of this book through Netgalley in exchange of a honest review. 

"My Life Next Door" was my last read of 2015. At that time, I thought one of strongest points of this book was the Garrett's family and only when I rediscovered them in "The Boy Most Likely" did I understood how much I missed them. The sweetness of George, the crazy ideas of Harry and Duff, the continuous amorous crisis of Andy and all the good values and strength of Jase, with some fun show ups from Joel. And Patsy, that child can certainly make one smile, even the ones who are not her Hon!
 Of course I didn't forget Alice but I will get to her later. For now, let's just say I admire the construction of this beautiful family and how this second book of them made me fall in love like I never was in the first book. Sometimes, there are books like this, that light up the previous ones and make them better in general.
As for the main couple, Tim was one of the characters I enjoyed in the first book. I was never interested in reading "The Boy Most Likely To" because of the way the book was presented. But then I met Tim at MLND and I got hooked on him. There was so much more about him than what we first saw and I loved him because of that, of what others saw on him that made him more interesting and engaging. And when it gets to Alice....I would say she was the quirky girl everybody was curious about but that was very slippy and didn't allow us to meet her well. I wasn't wrong and this book proves it right.
I enjoyed the two point of view dynamic, but I would like to see it more evidently. I'm not sure if its because I read it on ebook version but there wasn't anything that could easy help the reader distinguish Alice and Tim apart from each other before getting into the chapters. I would expect either a exchange of fonts or at least their names on the top. But it's a small detail that can be corrected on next editions.
About the story itself, the connection between Alice and Tim were well developed and I enjoyed their connection, not in five seconds but with steps and a delightful evolution. I didn't think there was any need to create Tim's main plot after all he already had so much going on that it could have been used to create a beautiful story of self-development and finding of his true self without more noise. As for Alice, I liked to see her relationship with her family but it still felt like she had much less voice than it was expected. We saw a lot of her with her family, dealing with problems but never had a proper access to her thoughts.
Also, although we had moments with either their families, they were mostly alone or at least that was the feeling I got. On the first book, we had other strong presences, like Grace or even Tim (that was what made me fell in love with him, like I already told you) and here it was somehow mostly focused in the two of them. It wasn't bad, but I would prefer to have of that side and take off the other plot I referred moments ago.
In the end, what I really enjoy in Huntley Fitzpactrick's books is that these aren't the typical YA. It's not exactly about the romance (even if this one had much more than the other focused there) but about values, family, support, friendship, growing up and development, sacrifice and generosity. It's about lives and what we have to do to make them better. It's about being an human being and the better we can. With many valuable messages, this book tries to add something more to the YA genre and deserves to be read!



Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usualy find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Review: Grayling's Song by Karen Cushman

Grayling's Song
by Karen Cushman
Edition: 2016
Pages: 224
Editor: Clarion Books
Summary:
It's time for Grayling to be a hero. Her mother, a “wise woman”—a sort of witch—has been turned into a tree by evil forces. Tangles and toadstools! Lacking confidence after years of being called “Feeble Wits” by her mother, Grayling heads off dubiously into the wilds in search of help, where she finds a weather witch, an aromatic enchantress, a cheese soothsayer, a slyly foolish apprentice, and a shape-shifting mouse named Pook! 


Rating: 5/5

Review:
I received an ARC copy from NetGally in exchange for an honest review.


There’s something about Karen Cushman’s writing and the way she weaves magic into her stories that I can't quite describe. I am not new to Cushman's books I started with Catherine, called Birdy a couple of years ago and followed it with all the other books I could get my hands on. If you pay attention you can always spot Cushman’s writing by the way she weaves ordinary things into fantastic adventures and I enjoy the way she gives voice to young apprentices throughout history in the most amazing tales.
In Cushman’s books there are no heroes and villains per se only people who try to do the best with what they have and in doing so, Cushman creates characters that are easy to relate to and to enjoy.
Grayling's Song is Cushman’s latest book and up to now one of my favourites by this author and if I am honest probably in general as well. Wise women are characters that I always like to see in fiction, better yet when we see a wise woman come into herself. Like most books by Cushman this a coming of age tale where our protagonist leaves her childhood home behind to find her place in world. This in essence also gives Cushman’s books a feeling of fairy tales since her characters leave the warmth of home in search of fortune.
Grayling has been at her mother's beck and call all her life and believes that she is useless and only an extra pair of hands to her mother. So when a mysterious force strikes her mother down she has to step up and try to save her. Harmed with her wits and what's left of her mother's potions Grayling goes on in search of answers even though she doesn't know exactly what are the questions.

Beautifully written and with funny characters Grayling's Song provides an interesting view into the wise woman's journey and how our biggest fears can be our biggest friends or worst enemies depending on how we choose to face/embrace them. All in all a book that I would recommend.


 Cat / Ki

Known bookaholic and weekend writer. Cat loves books and everything that's related to them. From time to time she has very strong feelings and opinions about books and the world and she likes writes about them (mostly in her blog Encruzilhadas Literárias). She also has a personal GoodReads account and she believes the world is a better place for it (AKA no more repeated books from relatives as gifts). She lives in the UK and can often be found either in Waterstones or the Charity Shops.