sábado, 1 de outubro de 2016

Review: Serafina and the Black Cloak by Robert Beatty

Serafina and the Black Cloak
de Robert Beatty
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 293
Editor:  Disney•Hyperion
Resumo:
"Never go into the deep parts of the forest, for there are many dangers there, and they will ensnare your soul."
Serafina has never had a reason to disobey her pa and venture beyond the grounds of the Biltmore estate. There’s plenty to explore in her grand home, although she must take care to never be seen. None of the rich folk upstairs know that Serafina exists; she and her pa, the estate’s maintenance man, have secretly lived in the basement for as long as Serafina can remember.
But when children at the estate start disappearing, only Serafina knows who the culprit is: a terrifying man in a black cloak who stalks Biltmore’s corridors at night. Following her own harrowing escape, Serafina risks everything by joining forces with Braeden Vanderbilt, the young nephew of the Biltmore’s owners. Braeden and Serafina must uncover the Man in the Black Cloak’s true identity . . . before all of the children vanish one by one.

Rating: 3.5/5 stars

Review:
I would like to start this review by saying that I got a copy of this book from NetGalley in exchange for an honest review,

Serafina and the Black Cloak was one of the most anticipated Disney titles from last year. it was everywhere in the Disney Books media and it promised adventure and mystery so it obviously got my attention. In May of this year I applied to read the book as it was hitting the shelves in the UK and I was lucky enough to get a copy. I read Serafina quite swiftly as it is a book that pulls you in quite easily and keeps you hooked to try and find out more.
Dear Serafina lives in the basement of a great mansion and has been told that she can never be seen. In itself this is quite curious because it makes you wonder what is so wrong with Serafina or with her being in the mansion that her existence has to be a secret. However as we get to know Serafina it starts to become obvious that there's something different about her, not only physical but also about the way she thinks and acts.
The book takes us through the house and we get a gist of the life in the manor (a bit Downton Abbey style, but funnily enough Biltmore actually exists and the author used the house because they grew up near it), specially the life of Braeden Vanderbilt, nephew of the Biltmore’s owners as he is more or less Serafina's age and she finds that interesting as he is the one with more potential to be her friend.
The mystery of the cloak keeps the readers interested and it was a very bold move of the author to make sure it made an appearance on the first few pages. The reader is pulled into the action as soon as the story starts and then we taken through the house and it's inhabitants from Serafina's point of view as she has to unravel who is the owner of the cloak.
I have to admit that it was easy to me to find that part out but I do realize the book is for younger readers who might not be so quick to guess. However I was taken by surprise about Serafina's backstory which ends up opening way for book 2 in the series, Serafina and the twisted staff.
All in all a fund adventure and an interesting world that I am curious to go back to.

 Cat / Ki

Known bookaholic and writer at weekends. Cat loves books and everything that's related to them. From time to time she has very strong feelings and opinions about books and the world and she likes writes about them (mostly in her blog Encruzilhadas Literárias). She also has a personal GoodReads account and she believes the world is a better place for it (AKA no more repeated books from relatives as gifts). She lives in the UK and can often be found either in Waterstones or the Charity Shops.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Opinião: O Rouxinol, de Kristin Hannah

 
O Rouxinol, de Kristin Hannah

Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 504
Editor: Bertrand Editora







Resumo: Na tranquila vila de Carriveau, Vianne despede-se do marido, Antoine, que parte para a frente da batalha. Ela não acredita que os nazis vão invadir a França… mas é isso mesmo que fazem, em batalhões de soldados em marcha, em caravanas de camiões e tanques, em aviões que enchem os céus e largam as suas bombas por cima dos inocentes. Quando um capitão alemão reclama a casa de Vianne, ela e a filha passam a ter de viver com o inimigo, sob risco de virem a perder tudo o que têm. Sem comida, dinheiro ou esperança, e à medida que a escalada de perigo as cerca cada vez mais, é obrigada a tomar decisões impossíveis, uma atrás da outra, de forma a manter a família viva. Isabelle, a irmã de Vianne, é uma rebelde de dezoito anos, que procura um objetivo de vida com toda a paixão e ousadia da juventude.

Enquanto milhares de parisienses marcham para os horrores desconhecidos da guerra, ela conhece Gäetan, um partisan convicto de que a França é capaz de derrotar os nazis a partir do interior. Isabelle apaixona-se como só acontece aos jovens… perdidamente. Mas quando ele a trai, ela junta-se à Resistência e nunca olha para trás, arriscando vezes sem conta a própria vida para salvar a dos outros. Com coragem, graça e uma grande humanidade, a autora best-seller Kristin Hannah capta na perfeição o panorama épico da Segunda Guerra Mundial e faz incidir o seu foco numa parte íntima da história que raramente é vista: a guerra das mulheres.

O Rouxinol narra a história de duas irmãs separadas pelos anos e pela experiência, pelos ideais, pela paixão e pelas circunstâncias, cada uma seguindo o seu próprio caminho arriscado em busca da sobrevivência, do amor e da liberdade numa França ocupada pelos alemães e arrasada pela guerra. Um romance muito belo e comovente que celebra a resistência do espírito humano e em particular no feminino. Um romance de uma vida, para todos.

Rating: 5/5

Comentário: Foram precisos alguns dias para conseguir consertar e discernir uma opinião coerente e que expressasse correctamente o quanto este livro me tocou. Atrevo-me a dizer que é dos melhores, senão o melhor que li nos últimos dois anos, composto por uma narrativa extremamente bonita e melódica, mas não menos crua ou despejada de potência. "O Rouxinol" pode ser uma versão fantasiada pela imaginação, sustentando-se em factos históricos e elementos e datas precisas para construir uma narrativa. Mas é também um murro no estômago, uma lembrança constante que por mais que exploremos, por mais que nos informemos e procuremos nunca esquecer o período tão negro, obscuro, dilacerante a que correspondeu a II Guerra Mundial, ele existiu e tem de ser falado e explorado até mais não, para que não se repita, para que não possamos fechar os olhos às evidências do passado e para nunca mais negar que o ser humano tanto pode ser belo e generoso como cruel, monstruoso, e paradoxalmente inumano. Este livro foi uma memória constante sobre o que sabemos e o que ainda desconhecemos - e que provavelmente nunca chegaremos a saber - sobre este período: resultante da vergonha e de memórias escondidas, do ressentimento, da necessidade das testemunhas de primeira mão esquecerem muito do que vivenciaram e que vai bem além do Holocausto e da perseguição aos judeus. Neste livro de Kristin Hannah, é a visão de um país ocupado que nos inunda a mente ao longo de 500 páginas, mostrando-nos o que foi viver sob o jugo nazi, denunciar a derrota, e ainda ter de lidar com os simpatizantes do regime, que se mostraram anti-patriotas e pouco defensores do seu país, muitas vezes entusiastas das oportunidades perfeitas a agarrar, ou simplesmente com o sofrimento e a degradação alheia.
A componente temporal  dá-nos uma perspectiva vasta e complementar sobre o período de ocupação em França, desde a descida das tropas alemãs pelo país, até o momento final de libertação. No centro desse período, são registadas as transformações sociais, físicas, psicológicas e de morais sofridas pela população ocupada, que vê em cada cruz suástica um inimigo (ou uma oportunidade), camuflado numa massa de colunas humanas que vão devastando com a sua presença cada canto de França.
Kristin Hannah traz-nos duas personagens femininas fortes, mesmo nas suas inseguranças e fragilidades, e procura, pelo olhar de cada uma, trazer-nos as várias facetas deste país ocupado. Desde as senhas de racionamento, ao movimento de Resistência, às rotas de evacuação de pilotos perdidos, à ocupação forçada das propriedades francesas, deixando mulheres e crianças a lidar à sua maneira com um inimigo confrontado nas frentes pelos maridos, irmãos e filhos há muito deslocados para fora do país (e posteriormente presos em campos de concentração), este é um registo completo, que nos conta uma história vasta da devassidão que uma guerra pode trazer. É complementar, tem várias personagens fortes, complexas, singulares, que atribuem uma voz múltipla e testemunhos diversos a um livro único.
Não quero desvendar o enredo, nem a direcção que toma a narrativa, mas só posso dizer-vos que surpreende, agarra e arranca páginas umas atrás das outras para se colarem à vossa retina e reterem-se na vossa mente. Um livro a juntar à lista dos preferidos certamente!

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Opinião: Guia Astrológico para Corações Partidos, de Silvia Zucca

Guia Astrológico para Corações Partidos, de Silvia Zucca

Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 538
Editor: Suma de Letras

Resumo: As estrelas não mentem… Os homens sim. A comédia romântica do ano.Com 30 anos, solteira (não por escolha) e com um emprego que oferece poucas perspectivas, Alice encontra um jovem actor convencido que conhece o secreto para o sucesso: a astrologia. Ainda que céptica, decide tentar e começa a sair com homens de signos do zodíaco compatíveis com o seu. Pouco a pouco, Alice descobre que talvez o verdadeiro amor não esteja sempre escrito nas estrelas…




Rating: 2,75/5

Comentário: Romance ligeiro e situações tragico-cómicas apelam a leituras de verão, sendo assim que se traduziu a leitura de Guia Astrológico para Corações Partidos!
Alice é a típica personagem feminina deste género literário, com a nuance de que, para variar, lhe deram o sucesso profissional merecido. A verdade é que me chateia sempre a fórmula de miúda carente, com um emprego miserável, à espera do cavaleiro andante, que infelizmente se repete com frequência por muitos livros do género feminino (em que este acaba por se encaixar). Alice é portanto bem sucedida no trabalho dela, ainda que esta imagem apareça camuflada nas suas inseguranças perante um novo cenário a ocorrer no seu local de trabalho, que não explorarei para não estragar o enredo a alguém.
Valem-lhe também duas amizades inusitadas e uma série de peripécias, assim como perspectivas diferenciadas, para a colocarem num sem fim de situações arrojadas, complicadas e desconcertantes, as quais ela alimenta com muita imaginação e jogo de cintura arrojado. Ou não tivesse alma latina e soubesse dançar ao som da corrente.
O local de trabalho centraliza cerca de 80% da acção do livro, pelo que os seus colegas e chefes acabam por ganhar protagonismo. É de resto uma abordagem original e ao longo das páginas temos certos lampejos do que é o quotidiano de uma estação de televisão, assim como da produção de conteúdos televisivos.
No que respeita ao assunto principal do livro, o qual está espelhado no título, digamos que Alice se torna obcecada com o horóscopo e pretende que seja este a determinar os seus próximos passos, tanto profissionais como amorosos, mas especialmente amorosos!
O facto de não ouvir os seus instinctos, saber ler os sinais e ouvir vozes mais sensatas, leva-a numa espiral de contratempos que começam por ser divertidos mas que, com a extensão injustificada para um livro deste género, acabam por se tornar aborrecidos a determinada altura. Menos 200 páginas teriam sido suficientes para contar esta história, sem a estragar e evitando que se tornasse aborrecida. Até porque a sucessão de acontecimentos insólitos em cadência acelerada acabou por desvirtuar o potencial cómicos de algumas secções do livro, embora não deixe de ser um romance bem-disposto.
Como elemento de destaque, tenho de referir o início de cada capítulo, onde é feita uma pequena abordagem a cada signo do zodíaco (um diferenciado de cada vez) sob a perspectiva masculina, de forma a indicar qual o melhor parceiro ou o que teria uma maior compatabilidade com cada leitora, consoante os aspectos que esta preze mais (sendo leiga no assunto, depreendo que os leitores masculinos possam simplesmente trocar o pronome e receber na mesma o aconselhamento "matrimonial").
Por fim, e porque há alguma moral ou lição a reter, diria que "Guia Astrológico para Corações Partidos" relembra-nos que por vezes temos de arriscar e ver em diante, ignorar os preconceitos e elementos pré-concebidos e descobrirmos por nós o que nos faz feliz e se como podemos alcançá-lo.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Opinião: Cartas por um Sonho, de Ángeles Donate


 Cartas por um Sonho, de Ángeles Donate

Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 376
Editor: Suma de Letras

Resumo: O Inverno chega a Porvenir e traz com ele uma má notícia: a estação de correios vai fechar e o pessoal vai ser transferido para a cidade. Quem precisa de um carteiro num mundo onde já não se escrevem cartas?
Cartas Por Um Sonho é um livro comovente, encantador e cheio de ternura, onde, através da corrente de cartas, vão desfilando personagens do nosso quotidiano, todas elas com os seus sonhos, a sua história, mais ou menos triste, as suas frustrações.





Rating: 3/5

Comentário: Este livro é uma pequena delícia. Adoro cartas, recebê-las, escrevê-las, lê-las e encontrá-las no correio. Nos dias mais cinzentos, chegar a casa e encontrar um pedaço de alguém que agora também é nosso transposto para o papel pode fazer milagres. É uma delicadeza especial, que valoriza o tempo gasto por quem a escreveu e a atenção em fazê-lo de uma forma memorável. Aposto que não se lembram do que dizia um email escrito ontem, mas a carta recebida no mês passado ainda está presente nas vossas mentes!
É precisamente este amor à escrita epistolar que fundamente este pequeno livro, que se passa na pequena aldeia de Porvenir.
Num processo continuado e ao qual já nos habituámos, Porvenir é uma memória de outros tempos, abandonada pelos mais novos e aventureiros à procura de uma vida melhor já não encontrada nas profundezas de uma terreola simpática mas sem oportunidades, com registos do tempo nas paredes antigas, nas ruas empredredadas e na memória dos que ficaram para trás, por opção (muito poucos) ou porque a vida se encaminha para um fim recostado, onde não existe melhor lugar para descansar que o espaço da infância e das memórias embaladas.
Ao grupo dos teimosos (ou persistentes) junta-se Sara, a carteira local que vê a sua resiliência ameaçada pela necessidade de fechar o posto de correios locais e deslocar o seu posto de trabalho para uma das cidades na envolvência.
É então que uma iniciativa levada a cabo por uma aldeã promove uma cadeia de cartas peculiar e anónima, que gera uma ligação entre vários membros da aldeia (e visitantes ocasionais) numa cadeia  ternurenta, cuidada, com intenção de surpreender e também libertadora.
Reunindo pessoas tão diferentes nesta experiência inesquecível, as razões que levam a que cada um se junte ao processo, muito mais do que o lado solidário que a motiva, são bocadinhos a descobrir. Sentimentos de pertença, solidão, desejos de comunicar, necessidade de desabafar e criar ligações (mesmo que efémeras) são algumas das motivações de cada elemento desta série. E que ainda se tornam mais especiais ao longo de todo o livro, onde não só a sua carta é demarcada, como é possível ter acesso a mais elementos da vida de cada personagem e que tornam o processo escrito ainda mais especial.
Paralelamente, a vida na aldeia continua e algumas personagens tornam-se mais visíveis, assim como as suas interações com os restantes que por lá habitam, criando uma mescla de situações típicas de uma localidade pequena, mas sempre num espírito de entreajuda, companheirismo e procura da felicidade nos mais pequenos pormenores.
Angeles Donate traz-nos um livro pequenino e enternecedor, cheio de momentos de embalo que nos colocam um sorriso no rosto e nos lembram de que ainda há pureza nas pessoas e que esta merece ser protegida das desavenças e da maldade alheia. Gostei bastante!

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Review: The Unfortunate Decisions of Dahlia Moss, by Max Wirestone


The Unfortunate Decisions of Dahlia Moss
by Max Wirestone

Edition: 2015
Pages: 320
Publisher: Redhook Books





Summary: Veronica Mars meets the World of Warcraft in The Unfortunate Decisions of Dahlia Moss, a mystery romp with a most unexpected heroine. 

If it were up to me this book would be called Hilarious Things That Happened That Were Not At All Dahlia's Fault -- or HTTHTWNAADF, for short.

OK, I probably shouldn't have taken money from a mysterious eccentric to solve a theft, given that I'm not a detective, and that I am sometimes outwitted by puzzles in children's video games. I probably shouldn't have stolen bags of trash from a potential murder suspect. Arguably-- just arguably, mind you-- it may have been unwise to cos-play at an event where I was likely to be shot at.

But sometimes you just have to take some chances, right? And maybe things do get a little unfortunate. What of it? If you ask me, an unfortunate decision here or there can change your life. In a positive way, just so long you don't killed in the process. Admittedly, that's the tricky bit.

Rating: 2/5

Review: 
I will start this review by saying that I received an online copy of this book through Netgalley in exchange of a honest review.

Sometimes the exercise of writing about a book it's not easy at all. Specially when you are not totally sure about what you think about the book besides the fact that you didn't enjoyed it that much,
The synopsis was intriguing and seemed quite fun! I was never a major fan of Veronica Mars but I had quite good times watching the TV show. Also, I like the nerd and geek world and  the connection between this two realities could only create something cool. And it did! At least the structural idea was there.
We met Dahlia when she is facing some challenges in her private life: she has recently broken up with her boyfriend, she is unemployed and sofa-surfing at a friend's house since she can't pay her share of the house rent, we get a full image of a reality that is common to our generation. We find a girl who is lost, tired of sending continuous CV everywhere without ever getting an answer, and who can't seem to see a solution at the end of the tunnel. We find a girl that has locked herself out of her social life, with the objective of not facing the reality, which is that others continue with their lives and get to go on new adventures that aren't always compatible with her. And for me that was the best part of Dahlia and one of the reasons I could get along with this book from the start: her voice. Even though there were moments where I got tired of how she told us what was happening.
If we consider the Veronica Mars flow, we got partly what we were looking for. A crime that needed a solution as fast as possible, however the character that died wasn't fully explored, and had such a quick appearance on the story that at some point I didn't care anymore if he was killed and why. And besides, the creation of a mystery atmosphere got lost with so many aspects coming by at the same time. In the end, the mixture didn't work for me. I like to read works that are multidimensional but this book tried to be funny, dorky, smart, comical and mysterious at the same time. With so much going on, something got lost and disperse, loosing a conducting sense to it and it didn't made the readers hooked to the plot.
Involving the gaming world on the plot was a great idea, specially because the world build of the game was well developed and we could get the fully idea of how it was played, the different characters that every played could choose as an avatar and so on. The relation between the game and the real world was always present, even on the crime related scenes, giving a nice touch to it.
To be honest, the book only started to be fully interesting to me when I was already past 1/3 of it, so I read the first part with much effort, only focused on finishing it. But then I started having more fun where the other characters gained a better feature on the scene. Her crazy friends, the situations they got her into and what she did in result were great comic relief and I just wish we had more from them from the start.
The crime became totally secondary for me but the way that everybody interacted because of it was funny and engaging. And by everyone I refer to the smart ass new friends Dahlia got during the discovering process she did about herself.
Long story short, I think the main ideas that the synopsis promised were there, we got a vibe from World of Warcraft and Veronica Mars but the fitting and the execution of all wasn't so well done as I would enjoy.



Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usualy find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.