terça-feira, 18 de outubro de 2016

Passatempo: Os descendentes de Merlin - A Lenda do Conde Drácula, de Rita Vilela (Clube do Autor)

 
Sinopse
Depois de muitas aventuras e descobertas protagonizadas pelo grupo que já conhecem dos livros Os Guardiães dos Manuscritos Mágicos, A Dama do Lago e Heróis do Mar, eis mais um desafio que transportará Lina e os seus três fiéis amigos para outras eras. Mas será que têm coragem para iniciar mais esta viagem?
Muitas são as surpresas que estão reservadas àqueles que invadem as terras do Conde Drácula em busca de respostas mas só os verdadeiros guerreiros serão capazes de seguir em frente.



Com a parceria do Clube do Autor, vamos voltar a animar as leituras dos mais novos! "Os Descendentes de Merlin - A Lenda do Conde Drácula" é o 4º volume de uma saga bastante agitada de Rita Vilela, que aborda as aventuras de um grupo de amigos ao longo dos mais variados cenários. Do universo dos Templários, agora passamos para as terras do Conde Drácula e vamos ter a oportunidade de vos ofertar não um, não dois, mas três exemplares  deste livro. Para que os mais novos possam relaxar entre testes e actividades curriculares, não deixem de concorrer! Boa sorte!


 Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 31 de outubro de 2016.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor/a) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa.
 4) O/A vencedor/a será sorteado/a de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por email.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.




domingo, 9 de outubro de 2016

Review: The Art of Living Other People´s Lives: Stories, Confessions and Memorable Mistakes, by Greg Dybec

The Art of Living Other People's Lives: Stories, Confessions and Memorable Mistakes
by Greg Dybec

Edition: 2017
Pages: 234
Publisher: Perseus Books Group, Running Press




Summary: Elite Daily managing editor Greg Dybec worries about rent, sex, love, family, and—the most millennial topic of them all—a desire to leave a legacy. In The Art of Living Other People’s Lives, Greg delivers a funny, brash, and insightful collection of twenty never-before-published stories on becoming a pick-up artist to get over an ex-girlfriend, late-night adventures with his Uber driver, having a Twitter-induced panic attack, picking up a gig writing about men’s underwear, and more.
Greg’s writing is all at once candid, honest, and unapologetic, and his hilariously neurotic and self-analytical journey will strike a chord with anyone struggling to balance their IRL selves with their virtual ones.

Rating: 3/5

Review: 
I will start this review by saying that I received an online copy of this book through NetGalley in exchange of a honest review.

I don't read essays quite often so I can't consider myself an expert and give a proper opinion on that subject. Despite that, I think a good essay collection should give us interesting and thoughtful subjects as well as a good dose of humor and daily basis moments in order to stand the author and the reader at the same level as human beings struggling to find their pace and their place on the world. 
Reading this collection by Greg Dybec was a complete blast to me. I usually don't consider myself a millennial on a proper sense, not because I refuse what defines this new generation but because sometimes I'm a bit outside of the general trends and don't embrace all the foundations of it. However, Greg Dybec brought a new perspective about it, since I think he is much more a typical millennial (no judgments here, just simple observations) and his approach to many subjects made me reflect and think that even if he has a different life from my own, we have the same struggles, doubts, fulfillment thoughts, and expectations and fears. And like many others of our generation, we want jobs that serve us not only to get payments but to make us more capable and with a purpose, we want to travel, to meet new people, to have different hobbies (and time to take them all), we want to be citizens of the world, informed, free and responsible for our future. On that though, it doesn't matter if I live in Europe and he at the United States of America. In our different, we try to reach the exact same spots. Following this first observations I was taken to reflect much more about me and my connection with people from my own age. 
The book is organized in a careful balance between enlighten texts and comical statements that make it very easy going and tasteful to almost every reader. 
I enjoyed the majority of the texts, either because they thought me something about myself or because they were very entertaining. Therefore, if I had to choose some favorites, I would mark the trip to Italy (and all the identity questionings or the reflections of the foreigners in our own livings) and the Uber evaluations (and our need to be recognized but also liked by others). But I couldn't also forget the laughs caused by a devilish small mouse or some crazy job interview, but also the sweet memories originated by amazing grandparents or the efforts of a mother who try to keep connected with their suns . 
In the end, it's a very easy book to read that many youngsters between their 20's and 30's can relate to. Give it a try!


Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usualy find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.

sábado, 8 de outubro de 2016

Opinião: O Projecto Rosie, de Graeme Simsion



O Projecto Rosie, de Graeme Simsion

Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 272
Editor: Editorial Presença






Resumo: Don Tillman decide que está na hora de casar. Só falta escolher a mulher perfeita.
Don é um professor de Genética brilhante mas, por ser pouco sociável, considera que a forma mais simples de encontrar uma companheira consiste em elaborar um questionário. Cria o algoritmo perfeito que permite excluir as candidatas inapropriadas e, assim, evitar incidentes como os que viveu no passado.
Rosie Jarman, apesar de bonita e inteligente, tem todas as características que Don desaprova e é desqualificada de imediato. No entanto, Rosie procura Don por outros motivos e este aceita ajudá-la.
Divertido e comovente, O Projeto Rosie demonstra que o amor desafia toda a racionalidade.
O Projeto Rosie é um bestseller do New York Times, que vai ser adaptado para o cinema. Uma história de amor como não há igual!

Rating: 4/5

Comentário:  Estava há muito tempo tentada com este livro (anteriormente editado pela Divina Comédia Editores, e presentemente pela Editorial Presença) e como está na altura de começar a acabar com livros por ler cá por casa, achei que era o momento ideal. O enredo é exactamente o que esperava e diverti-me imenso numa leitura animadora e casual, mas repleta de momentos singulares que a tornaram mais minuciosa do que parecia inicialmente.
Don é a personagem que assume o papel de narrador, o que torna tudo mais desafiante. De um momento para o outro, passamos a ver o mundo através de um olhar masculino, objectivo e incapacitada de ler sentimentos. É factual, objectivo mas também curioso, constante e acutilante. A parte mais interessante do exercício do leitor passa mesmo por ver além do que nos é inicialmente fornecido, de saber além das ilações desta personagem particular e construir o cenário mais vasto que lhe escapa ao olhar. Adorei fazer esta transposição constante, tanto aquando da sua análise enquanto individuo como derivada das confusões e mal entendidos do contacto com terceiros.
É esta objectividade que o leva na demanda de procurar uma mulher, num processo tão escrutino e opressivo para o sexo feminino (embora naturalmente lhe passe despercebido) que naturalmente lhe trará diversas peripécias. São depois as suas interpretações do processo, assim como dos conselhos dos amigos que os encaminham numa avalanche de hilariantes situações, muitas delas sucedâneas e com consequências imprevisíveis.
Já Rosie é exactamente o oposto: mais rebelde e disruptiva ao seu olhar (de Don, leia-se) do que realmente é, com um coração doce mas assertiva e destemida, acaba por furar uma certa carapaça à incompreensão social que sempre o assistiu. É portanto um prazer ver o florescer desta relação, muito longe de qualquer objectivo romântico, e a compreensão de que o amor nunca é o esperado e nem nos apaixonamos por quem queremos, mas por quem apela ao melhor de nós.
E é a junção destas duas personagens com uma série de outras, que acabam por se assumir como impulsos constantes para bem da narrativa principal, que tornam toda a construção mais fluída, mas inconstante, a pulular de pequenas novas ideias e com uma enorme capacidade de criar um enredo mais denso e apropriado a uma leitura que não se quer somente unidimensional. 
É uma narrativa com vários momentos caricatos, desafios constantes conduzidos pela mente acutilante desta personagem maravilhosa e uma leitura que se torna doce, sem ser melosa, romântica sem clichés, divertida sem exagero e com um toque muito especial de originalidade.


                                         

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

sábado, 1 de outubro de 2016

Review: Serafina and the Black Cloak by Robert Beatty

Serafina and the Black Cloak
de Robert Beatty
Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 293
Editor:  Disney•Hyperion
Resumo:
"Never go into the deep parts of the forest, for there are many dangers there, and they will ensnare your soul."
Serafina has never had a reason to disobey her pa and venture beyond the grounds of the Biltmore estate. There’s plenty to explore in her grand home, although she must take care to never be seen. None of the rich folk upstairs know that Serafina exists; she and her pa, the estate’s maintenance man, have secretly lived in the basement for as long as Serafina can remember.
But when children at the estate start disappearing, only Serafina knows who the culprit is: a terrifying man in a black cloak who stalks Biltmore’s corridors at night. Following her own harrowing escape, Serafina risks everything by joining forces with Braeden Vanderbilt, the young nephew of the Biltmore’s owners. Braeden and Serafina must uncover the Man in the Black Cloak’s true identity . . . before all of the children vanish one by one.

Rating: 3.5/5 stars

Review:
I would like to start this review by saying that I got a copy of this book from NetGalley in exchange for an honest review,

Serafina and the Black Cloak was one of the most anticipated Disney titles from last year. it was everywhere in the Disney Books media and it promised adventure and mystery so it obviously got my attention. In May of this year I applied to read the book as it was hitting the shelves in the UK and I was lucky enough to get a copy. I read Serafina quite swiftly as it is a book that pulls you in quite easily and keeps you hooked to try and find out more.
Dear Serafina lives in the basement of a great mansion and has been told that she can never be seen. In itself this is quite curious because it makes you wonder what is so wrong with Serafina or with her being in the mansion that her existence has to be a secret. However as we get to know Serafina it starts to become obvious that there's something different about her, not only physical but also about the way she thinks and acts.
The book takes us through the house and we get a gist of the life in the manor (a bit Downton Abbey style, but funnily enough Biltmore actually exists and the author used the house because they grew up near it), specially the life of Braeden Vanderbilt, nephew of the Biltmore’s owners as he is more or less Serafina's age and she finds that interesting as he is the one with more potential to be her friend.
The mystery of the cloak keeps the readers interested and it was a very bold move of the author to make sure it made an appearance on the first few pages. The reader is pulled into the action as soon as the story starts and then we taken through the house and it's inhabitants from Serafina's point of view as she has to unravel who is the owner of the cloak.
I have to admit that it was easy to me to find that part out but I do realize the book is for younger readers who might not be so quick to guess. However I was taken by surprise about Serafina's backstory which ends up opening way for book 2 in the series, Serafina and the twisted staff.
All in all a fund adventure and an interesting world that I am curious to go back to.

 Cat / Ki

Known bookaholic and writer at weekends. Cat loves books and everything that's related to them. From time to time she has very strong feelings and opinions about books and the world and she likes writes about them (mostly in her blog Encruzilhadas Literárias). She also has a personal GoodReads account and she believes the world is a better place for it (AKA no more repeated books from relatives as gifts). She lives in the UK and can often be found either in Waterstones or the Charity Shops.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Opinião: O Rouxinol, de Kristin Hannah

 
O Rouxinol, de Kristin Hannah

Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 504
Editor: Bertrand Editora







Resumo: Na tranquila vila de Carriveau, Vianne despede-se do marido, Antoine, que parte para a frente da batalha. Ela não acredita que os nazis vão invadir a França… mas é isso mesmo que fazem, em batalhões de soldados em marcha, em caravanas de camiões e tanques, em aviões que enchem os céus e largam as suas bombas por cima dos inocentes. Quando um capitão alemão reclama a casa de Vianne, ela e a filha passam a ter de viver com o inimigo, sob risco de virem a perder tudo o que têm. Sem comida, dinheiro ou esperança, e à medida que a escalada de perigo as cerca cada vez mais, é obrigada a tomar decisões impossíveis, uma atrás da outra, de forma a manter a família viva. Isabelle, a irmã de Vianne, é uma rebelde de dezoito anos, que procura um objetivo de vida com toda a paixão e ousadia da juventude.

Enquanto milhares de parisienses marcham para os horrores desconhecidos da guerra, ela conhece Gäetan, um partisan convicto de que a França é capaz de derrotar os nazis a partir do interior. Isabelle apaixona-se como só acontece aos jovens… perdidamente. Mas quando ele a trai, ela junta-se à Resistência e nunca olha para trás, arriscando vezes sem conta a própria vida para salvar a dos outros. Com coragem, graça e uma grande humanidade, a autora best-seller Kristin Hannah capta na perfeição o panorama épico da Segunda Guerra Mundial e faz incidir o seu foco numa parte íntima da história que raramente é vista: a guerra das mulheres.

O Rouxinol narra a história de duas irmãs separadas pelos anos e pela experiência, pelos ideais, pela paixão e pelas circunstâncias, cada uma seguindo o seu próprio caminho arriscado em busca da sobrevivência, do amor e da liberdade numa França ocupada pelos alemães e arrasada pela guerra. Um romance muito belo e comovente que celebra a resistência do espírito humano e em particular no feminino. Um romance de uma vida, para todos.

Rating: 5/5

Comentário: Foram precisos alguns dias para conseguir consertar e discernir uma opinião coerente e que expressasse correctamente o quanto este livro me tocou. Atrevo-me a dizer que é dos melhores, senão o melhor que li nos últimos dois anos, composto por uma narrativa extremamente bonita e melódica, mas não menos crua ou despejada de potência. "O Rouxinol" pode ser uma versão fantasiada pela imaginação, sustentando-se em factos históricos e elementos e datas precisas para construir uma narrativa. Mas é também um murro no estômago, uma lembrança constante que por mais que exploremos, por mais que nos informemos e procuremos nunca esquecer o período tão negro, obscuro, dilacerante a que correspondeu a II Guerra Mundial, ele existiu e tem de ser falado e explorado até mais não, para que não se repita, para que não possamos fechar os olhos às evidências do passado e para nunca mais negar que o ser humano tanto pode ser belo e generoso como cruel, monstruoso, e paradoxalmente inumano. Este livro foi uma memória constante sobre o que sabemos e o que ainda desconhecemos - e que provavelmente nunca chegaremos a saber - sobre este período: resultante da vergonha e de memórias escondidas, do ressentimento, da necessidade das testemunhas de primeira mão esquecerem muito do que vivenciaram e que vai bem além do Holocausto e da perseguição aos judeus. Neste livro de Kristin Hannah, é a visão de um país ocupado que nos inunda a mente ao longo de 500 páginas, mostrando-nos o que foi viver sob o jugo nazi, denunciar a derrota, e ainda ter de lidar com os simpatizantes do regime, que se mostraram anti-patriotas e pouco defensores do seu país, muitas vezes entusiastas das oportunidades perfeitas a agarrar, ou simplesmente com o sofrimento e a degradação alheia.
A componente temporal  dá-nos uma perspectiva vasta e complementar sobre o período de ocupação em França, desde a descida das tropas alemãs pelo país, até o momento final de libertação. No centro desse período, são registadas as transformações sociais, físicas, psicológicas e de morais sofridas pela população ocupada, que vê em cada cruz suástica um inimigo (ou uma oportunidade), camuflado numa massa de colunas humanas que vão devastando com a sua presença cada canto de França.
Kristin Hannah traz-nos duas personagens femininas fortes, mesmo nas suas inseguranças e fragilidades, e procura, pelo olhar de cada uma, trazer-nos as várias facetas deste país ocupado. Desde as senhas de racionamento, ao movimento de Resistência, às rotas de evacuação de pilotos perdidos, à ocupação forçada das propriedades francesas, deixando mulheres e crianças a lidar à sua maneira com um inimigo confrontado nas frentes pelos maridos, irmãos e filhos há muito deslocados para fora do país (e posteriormente presos em campos de concentração), este é um registo completo, que nos conta uma história vasta da devassidão que uma guerra pode trazer. É complementar, tem várias personagens fortes, complexas, singulares, que atribuem uma voz múltipla e testemunhos diversos a um livro único.
Não quero desvendar o enredo, nem a direcção que toma a narrativa, mas só posso dizer-vos que surpreende, agarra e arranca páginas umas atrás das outras para se colarem à vossa retina e reterem-se na vossa mente. Um livro a juntar à lista dos preferidos certamente!

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.