sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Opinião: Uma Mulher Respeitável, de Célia Correia Loureiro


Uma Mulher Respeitável,  
de Célia Correia Loureiro

Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 320
Editor: Marcador






Resumo: No Portugal das guerras liberais e na irlanda ferida pela cólera, duas mulheres lutam para cumprir os seus sonhos e vingar as suas ofensas.

1831. Pouco depois de se casar, a sorte do conde de Cerveira sofre um revés. Uma série de infortúnios deixam-no à beira da ruína financeira, e não demora muito para que comece a desconfiar dos intentos da estranha de beleza intrigante que desposou. Perante a dúvida, decide enviar Leonor Sanches para um exílio temporário junto do tio, que ensina na prestigiada Trinity College, em Dublim. Conforme a epidemia de cólera vai ceifando as vidas de cristãos e anglicanos na Irlanda, também o coração de Leonor Sanches se oferece à tragédia.

1857. Cinquenta anos depois de perder o seu bem mais precioso para as tropas de Napoleão, Mariana Turner sente que está a um passo de descobrir toda a verdade sobre os acontecimentos de Março de 1809. Novas revelações apontam para que a condessa de Cerveira, encarcerada no Porto, seja a chave para resolver o mistério. Munida de uma determinação inabalável, tudo fará para conseguir deslindar o passado de Leonor Sanches - fidalga e anjo caído.

Uma Mulher Respeitável é o novo romance histórico da autora de A Filha do Barão.
 
Rating: 3,75/5

Comentário: Tenho acompanhado o percurso literário da Célia Loureiro há já algum tempo, embora "Uma Mulher Respeitável" tenha sido a minha estreia com a autora. Este livro segue a história originalmente trazida para os leitores em "A Filha do Barão", o que decerto pode tornar a leitura deste segundo volume mais rica, embora não impeça que seja lido como romance independente.
Conhecer os autores de um livro de antemão pode ser um desafio acrescido, mais não seja porque temos algumas expectativas sobre eles e porque há sempre elementos das suas personalidades que se derramam pelos trabalhos desenvolvidos (nem que seja pelo cuidado e pelo tratamento narrativo), pelo que criamos expectativas à luz da imagem que temos das pessoas (mesmo que possa ser um exercício incoerente e incorrecto).
Para mim, a Célia é uma mulher de alma antiga num corpo jovem, que se coaduna com uma narrativa que nos traz uma certa melancolia transfigurada em construções agridoce, mas ricas em pormenores, pensamentos, ilustrações de um quadro de época e de uma enorme humanidade.
Ainda assim, e talvez por já ter lido excertos de outras obras suas, ou mesmo desta (mediante frases que a autora ia partilhando aqui e ali online), faltou-me um certo arrebatamento mais premente que me fizesse sentir parte de uma narrativa dilacerante. Porque o enredo não deixa de o ser, de facto.
Escrito sobre forma de um mosaico temporal, em constantes analepses e saltos temporais, há uma manta de retalhos reconstruída passo a passo para decifrar um mistério, sob a forma de uma figura feminina, com várias facetas e momentos de descoberta.
A interação de todas as personagens, com discursos tidos como aproximados à época, transportam o leitor para o séc. XIX num ápice, numa pequena imensidão de momentos e histórias pessoais. No entanto, esta personagem principal, esta mulher respeitável, nunca deixa de brilhar em cada página, levando-nos a querer descobri-la um pouco mais.
Confesso que apesar de tudo, as revelações não me foram uma surpresa (com a excepção da última, de facto completamente inesperada), pelo que não consigo discernir se porque a construção do enredo o facilitou para o leitor porque não estar bem desenvolvido, se por acção propositada da autora para causar um maior choque com o final.
Há um certo deslumbramento definido pela crónica de costumes, pelas interacções de duas realidades culturais trazidas por Portugal e pela Irlanda, pelos segredos e mistérios de personagens secundárias, e pelas referências históricas que situam as acções num tempo e espaço real que contribuem para uma leitura bastante agradável e algo compulsiva.
Faltou-lhe talvez um momento final mais premente, ainda que exista outro livro que se deverá seguir a esta narrativa, uma vez que a dimensão do passado acaba por ficar bem resolvida e encerrada, esfumaçando a presente para um nível inferior.
Ainda assim, "Uma Mulher Respeitável" tem a vantagem de ser um livro bastante comercial, capaz de agradar a leitores de romance feminino e de ficção histórica, mas também de romances contemporâneos, pois a maior evidência, e o que realmente se destaca neste livro, são as reacções e as relações humanas, entre pares, e todos os sentimentos e consequências que cada uma delas acarreta. Terei de inverter o processo e procurar "A Filha do Barão" em breve! ;)
                                          

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Review: Kissing the Witch by Emma Donoghue

Kissing the Witch 
by Emma Donoghue
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 288
Editor: Picador
Resumo:
Thirteen tales are unspun from the deeply familiar, and woven anew into a collection of fairy tales that wind back through time. Emma Donoghue reveals heroines young and old in unexpected alliances - sometimes treacherous, sometimes erotic, but always courageous. Told with luminous voices that shimmer with sensuality and truth, these age-old characters shed their antiquated cloaks to travel a seductive new landscape, radiantly transformed. Cinderella forsakes the handsome prince and runs off with the fairy godmother; Beauty discovers the Beast behind the mask is not so very different from the face she sees in the mirror; Snow White is awakened from slumber by the bittersweet fruit of an unnamed desire.

Rating: 4.5/5

Review:
As soon as I heard about this book I knew I had to get it! As you know I love fairytales and I love reading new takes on then, unfortunately most dark twists on fairytales tend to involve a lot of sex which is really not what I am looking for, however Emma Donoghue crafts an amazing chain of tales that are familiar and yet new.
The stories are linked because as each one finish one of the characters (usually the love interest) will then go on to tell their own backstory which then links to another story. This keeps the book flowing and better still gives you a new perspective on these late showing characters as suddenly they aren't just part of the main characters tale but have a tale of their own.
I really liked the way the tales linked together and the stories picked were both known and unknown specially the last one which I think is an original as I don't recall ever reading a fairytale remotely similar to it (this was also one of my favorites!).
I loved the way Emma Donoghue writes and will keep myself in the loop of her future fairytale related books, as I tend to do with authors I love. Emma Donoghue is mostly known for her book Room that was recently turned into a movie.
Kissing the Witch is also a LGBT friendly book and we get a lot of lady love (which is really not surprising I mean it's in the title).
This is a book I would recommend for fairytale lovers without a second though. I give it 4 stars in GoodReads but it's a 4.5 stars book at heart!


 Cat / Ki

Known bookaholic and writer at weekends. Cat loves books and everything that's related to them. From time to time she has very strong feelings and opinions about books and the world and she likes writes about them (mostly in her blog Encruzilhadas Literárias). She also has a personal GoodReads account and she believes the world is a better place for it (AKA no more repeated books from relatives as gifts). She lives in the UK and can often be found either in Waterstones or the Charity Shops.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Opinião: Os Inovadores, de Walter Isaacson



Os Inovadores, de Walter Isaacson

Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 616
Editor: Porto Editora







Resumo: Quais as capacidades que permitiram a certos inventores e empreendedores transformar as suas ideias visionárias em realidade? O que provocou os seus saltos criativos? Por que razão alguns foram bem-sucedidos e outros fracassaram? Em Os Inovadores, Walter Isaacson dá resposta a estas questões, oferecendo-nos a mais completa história da revolução digital, uma narrativa fascinante acerca daqueles que criaram o computador e a Internet. Numa escrita empolgante e ágil, Isaacson organiza um roteiro minucioso que começa com Ada Lovelace, filha de Lord Byron e pioneira da programação na década de 1840, passa pela fundação do mítico Silicon Valley e segue até aos nossos dias, com Steve Jobs ou Bill Gates.

Explorando mais as personalidades desconcertantes destes génios do que as suas invenções, Os Inovadores é o guia indispensável para o modo como nasce a inovação e para se compreender o mundo digital que é hoje o nosso.

Rating: 4/5

Comentário: Para alguém nascido na década de 90, alguns registos evolucionários não me passaram despercebidos ao longo da adolescência. Resta lembrar as disquetes, os walkmans ou uma televisão com poucos canais para gravar a diferença. E acetatos! Há jovens que já nem saberão o que são e eu ainda passei pelo processo de preparar alguns para apresentações no secundário.
Estes pequenos registos que diferenciam em grande parte muitas das vivências tidas nos últimos 15 anos justificam o cenário rápido, acelerado, inconstante e constantemente mutável que representa a nossa sociedade contemporânea na qual a dita Revolução Digital tem a maior preponderância.
E foi esse o pretexto para mergulhar nesta colectânia de história científica trazida por Walter Isaacson. 
Trazendo-nos um apanhado dos séculos XIX e XX, o autor consegue reproduzir um conjunto de informação que contextualiza e enquadra cada pequeno momento de evolução científica, com as explicações devidas sobre o seu funcionamento e consequências para  processo evolutivo que conduziu à Revolução Digital, mas também com um notável detalhe para os apontamentos biográficos e para a análise multidisciplinar e complementar entre os vários momentos da História.
Desde a concepção e sonho de construção de máquinas automatizadas que conduziram aos primeiros computadores e às máquinas de calcular, ao movimento hacker (com uma conotação bem mais simpática e abrangente do que a comumente conhecida) e à importância dos contextos sociais e históricos, assim como políticos que despoletaram o aparecimento de vários momentos propensos à inovação, este livro acaba por ser uma colecção de momentos para leigos e curiosos que se  procuram informar sobre este segmento de transformação social e tecnológica que continuamos a atravessar.
As apropriações históricas não saem descontextualizadas e servem como bónus aos apontamentos de reflexão sobre a definição do que serão as mentes inovadoras e quais os seus modos de procedimento. É quase que uma abordagem sobre a tipologia de cultural laboral propensa ao aparecimento do espírito livre para criação e da cooperação colaborativa.
Julgo que a leitura deste volume poderá ser realizada segundo duas vertentes, uma mais ligeira e de entretenhimento puro e outra direcionada para o prazer das instrução. O meu processo acabou por pender pelos dois movimentos, pelo que acabou por ser um livro que vim a deliciar aos poucos, especialmente nos capítulos iniciais onde a inserção de conceitos de engenharia, química e eletromecânica, ainda que bem explicados, me exigiram algum tempo de assimilação por querer de facto compreendê-los (e que acabaram por me suscitar momentos de pesquisa extra) para acompanhar com maior presença todo o processo evolutivo.
Enquanto contexto histórico, gostei de acompanhar e conhecer alguns momentos cuja segmentação me era desconhecida. Ressalvo a formação da estrutura de transformação económica e tecnológica de Silicon Valley, o processo de construção colaborativa da rede que esteve por base da Internet, ou a importância dos movimentos anti governamentais e pacifistas (acompanhados do LSD) que tornaram propenso o aparecimento do computador pessoal tal como o conhecemos hoje. E ainda, porque não referir, o papel fundamental que as mulheres representaram no aparecimento e evolução do software, tido como de menor importância em tempos idos (e que injustiças se cometeram perante alguns nomes sonantes nestas áreas).
Quanto aos momentos biográficos, julgo que quase todos tiveram um factor comum, especialmente ao nível de escolaridade dos progenitores destes revolucionários digitais, mas também de uma série de factores de personalidade comuns que relembram e emancipam o leitor para o mote mais simples para dar origem a um momento evolutivo, seja qual for: nunca parar, e acreditar que o impossível é concretizável.
A um nível mais pessoal, uma vez que a maioria dos nomes dos intervenientes me eram desconhecidos, acabei por tirar um prazer maior na leitura sobre aqueles que não me eram estranhos e através dos quais pude ver revelados mais aspectos sobre si que até então me eram estranhos. Julgo que de todos, o que mais me surpreendeu foi o Bill Gates, provavelmente por nunca me ter debruçado ou interessado pela personalidade para além do que é geralmente conhecido sobre o empresário.  Não obstante, todos os outros me trouxeram vários apontamentos biográficos que os tornaram menos nomes e mais pessoas aos olhos analíticos da História.
Há ainda que referir que o livro, ainda que bem segmentado por "processos evolutivos", atendendo ao que estava em análise em cada capítulo, se preocupa em criar pontes de uns para outros, de modo a que o leitor subentenda que embora explicador segundo um padrão evolutivo, muitos destes passos foram dados em simultâneo, com o cruzamento dos diversos intervenientes em diversas "realidades".
É sem dúvida um livro abrangente, completo para o que se propõe e com uma atenção ao detalhe (vista também pelo cuidado em evidenciar quais as fontes utilizadas para suportar várias afirmações e constatações) que se esforça por acompanhar todas as esferas do processo evolutivo da revolução industrial, sem esquecer a cronologia história e a sua contextualização social, que retiram estes processos do vazio e os inserem em momentos conclusivos e de real proporção.
Uma a não perder!
                                          

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Passatempo: Os descendentes de Merlin - A Lenda do Conde Drácula, de Rita Vilela (Clube do Autor)

 
Sinopse
Depois de muitas aventuras e descobertas protagonizadas pelo grupo que já conhecem dos livros Os Guardiães dos Manuscritos Mágicos, A Dama do Lago e Heróis do Mar, eis mais um desafio que transportará Lina e os seus três fiéis amigos para outras eras. Mas será que têm coragem para iniciar mais esta viagem?
Muitas são as surpresas que estão reservadas àqueles que invadem as terras do Conde Drácula em busca de respostas mas só os verdadeiros guerreiros serão capazes de seguir em frente.



Com a parceria do Clube do Autor, vamos voltar a animar as leituras dos mais novos! "Os Descendentes de Merlin - A Lenda do Conde Drácula" é o 4º volume de uma saga bastante agitada de Rita Vilela, que aborda as aventuras de um grupo de amigos ao longo dos mais variados cenários. Do universo dos Templários, agora passamos para as terras do Conde Drácula e vamos ter a oportunidade de vos ofertar não um, não dois, mas três exemplares  deste livro. Para que os mais novos possam relaxar entre testes e actividades curriculares, não deixem de concorrer! Boa sorte!


 Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 31 de outubro de 2016.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor/a) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa.
 4) O/A vencedor/a será sorteado/a de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por email.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.




domingo, 9 de outubro de 2016

Review: The Art of Living Other People´s Lives: Stories, Confessions and Memorable Mistakes, by Greg Dybec

The Art of Living Other People's Lives: Stories, Confessions and Memorable Mistakes
by Greg Dybec

Edition: 2017
Pages: 234
Publisher: Perseus Books Group, Running Press




Summary: Elite Daily managing editor Greg Dybec worries about rent, sex, love, family, and—the most millennial topic of them all—a desire to leave a legacy. In The Art of Living Other People’s Lives, Greg delivers a funny, brash, and insightful collection of twenty never-before-published stories on becoming a pick-up artist to get over an ex-girlfriend, late-night adventures with his Uber driver, having a Twitter-induced panic attack, picking up a gig writing about men’s underwear, and more.
Greg’s writing is all at once candid, honest, and unapologetic, and his hilariously neurotic and self-analytical journey will strike a chord with anyone struggling to balance their IRL selves with their virtual ones.

Rating: 3/5

Review: 
I will start this review by saying that I received an online copy of this book through NetGalley in exchange of a honest review.

I don't read essays quite often so I can't consider myself an expert and give a proper opinion on that subject. Despite that, I think a good essay collection should give us interesting and thoughtful subjects as well as a good dose of humor and daily basis moments in order to stand the author and the reader at the same level as human beings struggling to find their pace and their place on the world. 
Reading this collection by Greg Dybec was a complete blast to me. I usually don't consider myself a millennial on a proper sense, not because I refuse what defines this new generation but because sometimes I'm a bit outside of the general trends and don't embrace all the foundations of it. However, Greg Dybec brought a new perspective about it, since I think he is much more a typical millennial (no judgments here, just simple observations) and his approach to many subjects made me reflect and think that even if he has a different life from my own, we have the same struggles, doubts, fulfillment thoughts, and expectations and fears. And like many others of our generation, we want jobs that serve us not only to get payments but to make us more capable and with a purpose, we want to travel, to meet new people, to have different hobbies (and time to take them all), we want to be citizens of the world, informed, free and responsible for our future. On that though, it doesn't matter if I live in Europe and he at the United States of America. In our different, we try to reach the exact same spots. Following this first observations I was taken to reflect much more about me and my connection with people from my own age. 
The book is organized in a careful balance between enlighten texts and comical statements that make it very easy going and tasteful to almost every reader. 
I enjoyed the majority of the texts, either because they thought me something about myself or because they were very entertaining. Therefore, if I had to choose some favorites, I would mark the trip to Italy (and all the identity questionings or the reflections of the foreigners in our own livings) and the Uber evaluations (and our need to be recognized but also liked by others). But I couldn't also forget the laughs caused by a devilish small mouse or some crazy job interview, but also the sweet memories originated by amazing grandparents or the efforts of a mother who try to keep connected with their suns . 
In the end, it's a very easy book to read that many youngsters between their 20's and 30's can relate to. Give it a try!


Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usualy find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.