quarta-feira, 5 de julho de 2017

Review: The Man Who loved Libraries - The Story of Andrew Carnegie


The Man Who Libraries - The Story of Andrew Carnagie
by 

Edition: 2017

Publisher: Owlkids Books




Summary: When he was a child in the 1840s, Andrew Carnegie and his family immigrated to America in search of a new beginning. His working-class Scottish family arrived at the height of the Industrial Revolution. Carnegie worked hard, in factories and telegraphy. He invested in railroads, eventually becoming the richest man in the world during his time.
Carnegie believed strongly in sharing his wealth, and one of the ways he did this was by funding the construction of over 2,500 public libraries around the world. His philanthropy completely revolutionized public libraries, which weren't widespread at the time
Rating: 4/5

Review: 
I will start by saying that I received an online copy of this book through NetGalley in exchange of a honest review.

Being a bookworm, there isn't any possibility of not liking libraries. In fact, I love them and frequent my local ones quite frequently. That's why I wanted to discover more about Andrew Carnagie and how his life was related with these community places.
 It was a strong surprise (but a quite pleasant one) to discover how his vision could create means to develop such important projects to improve the access of books to everybody.
I didn't know Andrew Carnagie before reading this small book so just the story by itself was amazing. But let's not forget this book was written to be read by children and to children. It was quite evident the language was simple (and adequate) as well as catchy to get the attention of the target group.
The illustrations were sweet but effective and very engaging. I finished this little book in 30 minutes and felt satisfied, it was a good instrument to introduce the libraries as a place to enjoy to the children, not only as a personal experience, but as a place to grow and develop new skills with family and friends.



Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usually find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Resultado: "O Grito do Corvo", de Sandra Carvalho

Boa noite caros leitores e leitoras, 

Eu sei, estivemos demoradas mas foi por uma boa causa. Agora que decidimos fazer um intervalo ao trabalho, já poderemos anunciar o vencedor do último passatempo com apoio da Editorial Presença. 

"O Grito do Corvo" é o último volume da trilogia "Crónicas da Terra e do Mar" e promete fechar o enredo iniciado em "O Olhar do Açor" em grande. Por esse motivo, e sem mais demoras, estamos muito felizes por enviar um exemplar directamente para Esmoriz. Parabéns Maria Quintas!

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Opinião: Amanhece na Cidade, de Filipa Fonseca Silva



Amanhece na Cidade
de Filipa Fonseca Silva
 
Edição/reimpressão: 2017
Páginas: 176
Editor: Bertrand
  




Sinopse: 
Nas ruas de Lisboa, um táxi circula e observa. E, com ele, nós observamos também: Manuel, o taxista que não sabe chorar. Olinda, a ama de duas crianças mal-educadas. Daisy, a stripper. João, o sem-abrigo… Um dia, um momento infeliz, com consequências trágicas, obriga Manuel a confrontar-se consigo próprio, e as consequências serão mais transformadoras do que ele alguma vez imaginou. Manuel parou-me e mandou-a entrar. Olinda não tinha como pagar uma viagem de táxi até à Brandoa. Manuel apagou a luz de serviço e disse-lhe que já não estava a trabalhar. Com o orgulho a ceder à medida que os sapatos ficavam encharcados, Olinda entrou.

Rating: 3/5
Comentário: Viver em espaço urbano tem as suas particularidades. Para quem lhes tem um amor especial, especialmente por as ter estudado e as ver como elementos sistémicos, é sabido que o grande factor mutável são as pessoas. E que sem elas a cidade não tem vida nem tão pouco significado. Deste modo, Filipa Fonseca traz-nos uma história quase que em roteiro cronista e guionistico, da vivência da cidade (ou antes, na cidade) pelos "olhos" de um automóvel - táxi de profissão - que entre o seu olhar presente e por vezes algo divinhatório e omnipresente, consegue relatar-nos a vida daqueles com quem se cruza constantemente, a começar pelo condutor que o guia diariamente. Este livro é uma colectânea de vivências e momentos que todos nós já presenciámos ou vivemos de alguma forma, que fazem parte das pessoas com quem trocamos olhares ou conversas a caminho do trabalho, nos transportes públicos, no supermercado, a recolher os filhos da escola, entre outros tantos momentos diários e quotidianos.
Este foi o aspecto que mais me divertiu e envolveu neste livro, especialmente porque o táxi assume a função que eu muitas vezes também desempenho: a de observadora não interveniente no meio que me rodeia.
Já quanto ao enredo principal, fiquei um bocado desiludida, primeiramente porque não o esperava e comecei a observar uma tendência narrativa que não me estava inicialmente a envolver, e posteriormente porque acabou por não ocupar um espaço preponderante na narrativa, continuando quase que em cenário paralelo e secundário, como todos os outros. Ainda assim, e porque a crónica narrativa não se sustentaria por tantas páginas sem um envolvimento conductor mais assegurado, este até me fez sentido finalmente.
É interessante ver o evoluir de algumas relações pelos olhos deste táxi, muito inanimado, com uma personalização que lhe atribuiu dos pensamentos mais reflexivos e atentos ao mundo exterior que tenho lido presentemente. É divertido (pela diferença), real (pelo que nos revemos nele), com uma sensibilidade especial e até despercebida, caso não conheçamos a realidade retractada.  Envolve personagens geralmente mais marginalizadas, as que circulam fora dos olhos do grande ecrã, as que têm vidas mudanas, as que por vezes não têm destaque mas compõem parte do corpo mutante que fazem mover as cidades. É uma narrativa sobre todos, com as variantes embutidas nas histórias individuais, todas com humanismo e imensa tratabilidade. Apesar de não ter ficado rendida ao enrendo e ao desenrolar da história, fiquei-o à fórmula e a este olhar sobre a vida citadina.
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Resultado: Passatempo "Amanhece na Cidade", de Filipa Fonseca Silva



Boa noite comunidade leitora!
Prontos para descobrir quem foi o/a vencedor/a do livro "Amanhece na Cidade", de Filipa Fonseca Silva, editado pela Bertand Editora?

Depois de percorremos a lista de participantes e termos pedido ajuda ao Mr Random descobrimos que a vencedora deste livro foi a Maria (...) Carlos de Coimbra!

Parabéns e boas leituras!

Opinião: Imaculada, de Paula Lobato Faria



Imaculada
de Paula Lobato Faria
 
Edição/reimpressão: 2017
Páginas: 312
Editor: Clube do Autor
  



Sinopse: 
Esta é uma história inspirada em acontecimentos reais em que a dualidade de ser e de parecer, da lealdade e da traição, do amor e da obrigação nos leva a caminhos imprevisíveis.

Portugal, 1956
Tempo da ditadura de Salazar, da censura e da PIDE. Numa família da alta burguesia, no interior do país, o lema "Deus, Pátria e Família" é sagrado. Mas a vida estremece quando na casa dos Correia bate à porta o amor e o desejo de liberdade.

«Apenas um por cento é baseado em memórias e todo o resto na imaginação, mas muitos leitores vão aqui identificar pessoas que conheceram durante a vida, pois os personagens desta trama são gente comum, de carne e osso», avança a autora nas primeiras páginas do romance.
Booktrailer:  https://www.facebook.com/clubedoautor/videos/1359235020779654/

Rating: 3,5/5
Comentário: Parece algo improvável para uma geração que nasceu depois do período do Estado Novo, por muito que este lhe seja descrito, a constatação da ignorância feminina, crescida e educada para existir somente numa bolha de moralidade e bons costumes. No entanto, a vivência pessoal com uma mãe educada pelos avós, cuja correspondência de costumes não se afastam muito dos rectratados aqui neste livro, fez com que a aproximação da ficção à realidade fosse bastante persuasiva.
Cristiana é sem dúvida uma jovem mulher, rodeada das expectativas da família, da sociedade, e de uma vivência já determinada antes dela poder expressar intenções e/ou sentimentos. É também o confronto entre os seus desejos mais íntimos e as possibilidades que lhe são negadas, o retracto de época em meio rural e portanto ainda mais fechado que os locais cosmopolitas, que torna este livro uma leitura de análise e interesse sobre um período da nossa História tão recente, e que ainda assim já há quem o faça por esquecer.
Esse foi sem dúvida o aspecto que mais me atraiu neste livro. A apresentação dos valores sociais e pessoais mediante variados momentos e situações, nas nuances e testemunhos entrelaçados que, ainda que não preponderantes, não deixam de estar presentes para um olhar mais atento. São um ponto forte, uma crítica velada, mas acima de tudo uma análise clara de um momento da nossa vivência enquanto portugueses.
É inevitável não ver a cultura de elevação ao elemento masculino, onde mães, noivas e mulheres em geral consideram os homens que as rodeiam como seres de plenitude, fechando os olhos a falhas e a pecados. Elas, que muitas vezes são as primeiras a apontarem defeitos a si e a outras, num julgamento constante pela elevação moral.
O estilhaçar da moldura perfeita foi conseguido de uma forma delicada mas acutilante, batendo nas articulações certas e revelando ponto a ponto as fragilidades de uma construção societal corrompida por um sistema político, por uma energia de controlo entre pares, e uma presença acérrima dos valores católicos.
Quanto ao romance em si, a Cristiana não é de facto  uma personagem fácil de encarar, mesmo que entendendo a proveniencia da sua ingenuidade. Mas é sentida a sua compreensão do mundo e o abrir de amplitudes que lhe chega com o avançar da trama.
 Quanto ao galã, surge como o sedutor acalorado, com uma preserverança e constituição indutora de novos pensamentos, mais modernos, democráticos, vanguardistas e justos; ao fim ao cabo, a chave de Cristinana para um mundo novo. A exploração do romance ter-me-ia sido mais interessante se o casal não tivesse tido um encantamento quase que platónico e instantãneo (ou não fosse eu pouco crédula nestes ditames do amor) e todo o seu diálogo demasiado romantizado e irrealista para mim. Julgo que tivessem eles travado conhecimento mais prolongado, ou pudessemos ter assistido a mais momentos de convivência que este romance poderia ter sido mais estruturado.
Por fim, não sei se esta era ou não a intenção da autora, mas o fim deixa indícios de que poderá existir uma continuação, e a ser verdade, estou bastante curiosa para saber o desfecho destas personagens, numa sociedade pós-25 de Abril, e com novos desafios e exigências.
Apesar dessa situação, gostei bastante do enredo, vi-me envolvida até à última página e terminei-o em dois dias. Fica a sugestão para uma leitura de verão.

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.