terça-feira, 21 de novembro de 2017

Review: Hortense and the Shadow by Natalia O'Hara and Lauren O'Hara

Hortense and the Shadow 
by Natalia O'Hara and Lauren O'Hara
Publisher: Penguin Random House UK Children’s
Released on: 
Synopsis:
A haunting, original fairy tale from two dazzling debut picture book talents, in the spirit of Neil Gaiman and Carson Ellis. 
Hortense is a kind and brave girl, but she is sad--even angry--that her shadow follows her everywhere she goes. She hates her shadow, and thinks her shadow must hate her too. But one cold, dark night, when bandits surprise her in the woods, Hortense discovers that her shadow is the very thing she needs most.

This stunningly illustrated story stirs the soul with its compelling, subtle exploration of self-esteem, self-identity, and finding inner strength.

Rating: 4/5 stars

Review:
I received this book via NetGalley in exchange for an honest review.

Natalia and Lauren O'Hara are two sisters who love fairy tales and that sent out to write their own. Hortense is their first picture book and if it is a taste of what's to come then we are in for a treat.
Hortense's story is everything a fairy tale should be; here we have a little girl who lives in the woods and gets along with every animal and plant. She is not afraid of wolves or even of the darkness of the night, what Hortense fears the most is her shadow.
No matter what she does or where she tries to hide Hortense's shadow follows her everywhere and maybe that's not necessarily a bad thing as our heroine is set to find out.
This is not so much a story about facing your fears as it is a story of acceptance. Hortense hates her shadow because "Everywhere she went, it went. Everything she did, it did. And every time night fell it grew, tall and dark and crooked.". The Shadow is part of Hortense, even if she doesn't want to admit it and it's important that our heroine understands that and learns to live with her. And the story gets the point across in a delicate and beautiful manner. 
I have to admit that I did congratulate the publisher on their choice for the illustration. Lately when checking the children section I see more and more illustration that seem like a variation of Quentin Blake's and  Tony Ross's (that already look a lot like Quentin Blake's in my opinion!) which only blends the books into one big collection. And makes Christmas shopping a nightmare for adults who don't know exactly what their children want to read.
Hortense's illustrations are different. They are whimsical, they certainly do not look like Quentin Blake (please be assure I have nothing against his illustrations!), which automatically sets this book apart. These are a different type of drawing and the colour pallet used is soft and snowy, just like the woods where our heroine lives.
For me it's important to fall in love with the pictures in a picture book as they set the mood for the story. And these illustrations achieve just that!
Beautifully and whimsicaly illustrated this is a cute and short fairy tale with a very important message. 

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Opinião: A Ilha das Quatro Estações, de Marta Coelho



A Ilha das Quatro Estações
de  Marta Coelho
 
Edição/reimpressão: 2017
Páginas: 424
Editor: Clube do Autor
  




Sinopse: 
Aqui não são permitidos telemóveis, computadores nem tablets. Só te resta viver. Onde todos os sonhos são possíveis.
Este é o livro com que todos os jovens se conseguem identificar, uma história atual e relevante sobre os receios, as paixões, as fragilidades e a força de quatro jovens à procura de um novo rumo.
Cat sentia-se sem rumo e não queria ver ninguém.
Tiago só desejava poder voltar a viver como antes.
Misha isolara-se do mundo à sua volta.
Rute precisava de vencer uma batalha muito dolorosa.
Os seus caminhos cruzam-se na ilha e, juntos, preparam-se para enfrentar os seus demónios pessoais. Mas há quem tenha outros planos para eles… Será que a tua vida pode mudar quando tudo parece correr mal?


Rating: 2,75/5
Comentário: "A Ilha das Quatro Estações" foi lido durante o verão, em plena época de praia e calor, como a capa do livro aludia. Esta sinopse prometia, especialmente porque criava uma aura de mistério, um livro de acção, descoberta, e muitos segredos para ser desvendados.
O que me seduziu foi o contexto e ambiente do livro. A ilha isolada, como "centro de recolha" de adolescentes com vidas ou passados problemáticos, a proibição de contacto com o mundo exterior, o desafio de serem colocados à prova perante os seus temores individuais... Passada a leitura, esta ilha continua a parecer-me interessante, mas muito pouco explorada. O facto de turistas circularem pelo mesmo espaço dos jovens e de não se aprofundar o funcionamento do programa e a assimilação da presença de dois públicos separados (para além de uma explicação relativamente às tarefas diárias dos participantes) soou-me a pouco.
As personagens são engraçadas, e apreciei o facto de serem abordados temas tão diferentes como a perda, a violência doméstica, a depressão e o stress pós-traumático. Ainda assim, acho que qualquer uma destas valências merecia um maior destaque em detrimento do romance, que acabou por ocupar um espaço excessivo no enredo, pelo menos ao nível da sua representação.
Algumas das relações com as personagens secundárias pareceram-me um pouco inverosímeis, e apesar das interacções daí resultantes contribuírem para o desfecho (que de alguma forma, já esperava mas fiquei satisfeita por ver acontecer) senti-as um pouco montadas sem grande estrutura.
Este grupo de adolescente ganha por não funcionar segundo uma tipologia padrão, com espaço para definirem características individuais e crescerem à medida que as páginas vão avançando, e espera-se que o próximo livro lhes fala jus e ajude a delimitar ainda mais a sua individualidade.
Por fim, não deixa de ser um livro leve e que se lê rapidamente, com potencial de entretenimento. Infelizmente não me senti rendida a 100%, porque procurava algo diferente (isso ou cada vez mais não me encaixo neste discurso adolescente). Ainda assim, julgo que Marta Coelho venha a gastar espaço no género Young-Adult em Portugal e vejo-a a encaixar-se num registo que siga a minha linha da Maria Teresa Maia Gonzalez, embora com uma abordagem mais leve.



 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Opinião: Uma Estranheza em Mim, de Orhan Pamuk


 
Uma Estranheza em Mim
de 
 
Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 640
Editor: Editorial Presença
  



Sinopse: 
O novo romance de Orhan Pamuk combina uma história de amor marcante com um retrato muito pessoal de Istambul e das profundas mudanças aí ocorridas entre 1969 e 2012.

Mevlut viu-a apenas uma vez e foi o suficiente para se apaixonar. Após 3 anos de cartas enviadas em segredo, decidem fugir. A escuridão da noite auxilia a fuga mas a luz de um relâmpago revela um engano terrível que os marcará para sempre.

Chegados a Istambul, Mevlut decide aceitar o seu destino seguindo os passos do pai. Todas as noites vende boza, uma bebida tradicional turca, esperando um dia enriquecer. Durante 4 décadas acompanhamos Mevlut pelas ruas de Istambul, o seu olhar face às alterações que ocorrem e as diferentes pessoas com quem se cruza.

Uma Estranheza em Mim, do autor Prémio Nobel da Literatura, foi candidato ao Man International Book Prize 2016.  Excerto
 
Rating: 3,5/5
Comentário:  "Uma Estranheza em Mim" foi a minha estreia com Orhan Pamuk. Deixei-me inicialmente ser envolvida pelo título, tão peculiar, e depois pela sinopse. Quem nos segue há uns tempos já sabe que é fácil deixar-me seduzir por sagas familiares, especialmente quando passadas em países diferentes dos que habitualmente aparecem retractados.
Pamuk traz-nos a transformação de um mundo visto pelo olhar de homem simples ao longo de três gerações, enquanto que simultaneamente nos arrasta pela transformação estrutural que sofre Istambul - a cidade, mas que também se torna em Istambul - a personagem, ao longo de quatro décadas.
Melut é um rapaz simples, sonhador, mas também muitas inconstâncias, que parte para Istambul com o pai, de forma a dar seguimento ao negócio familiar de venda ambulante de Boza, que lhes permite sustentar a família que se mantém na aldeia natal.
É a partir deste momento que se denotam os contrastes, da vivência de uma aldeia para a cidade, da cidade em si e das suas diversas regiões, dos actores que nela residem e que determinam o seu comportamento e desenvolvimento.
O enredo é transmitido paralelamente na primeira pessoa, mas também como sendo uma crónica, um relato documental do que foi a vida desta família. Todas as personagens que a determinada altura assumem o papel de narrador interpelam directamente quem as lê, rompendo a quarta dimensão. É um elemento original, que contrasta com os romances do género, trazendo-nos a verdadeira essência de uma família: a mesma história, várias versões, atropelos na narrativa, várias versões, segredos e intrigas.
Alguns dos dilemas existenciais destas personagens acompanham-nos desde a primeira à última página, ao longo de todos os anos da sua existência. São instâncias que fazem parte da sua personalidade e definem o ADN que lhes dá voz. Sem estas problemáticas, o que cada uma representa e as suas relações interpessoais não seriam as mesmas. Há os direitos de propriedade de um terreno, há umas cartas direccionadas a uma irmã (que poderia ou não ser a destinatária original), há o futuro dos vendedores de rua, do ser um bom muçulmano e/ou um bom turco, de respeitar a moral e a ordem familiar, do que é estar vivo e ter uma certa estranheza em nós.
Como já tive oportunidade de referir, a cidade de Istambul ganha um destaque bastante relevante, ao ponto de por vezes não se entender bem se lemos uma história que se passa pela cidade ou se vemos a história da cidade a ser representada pelos que vivem nela. As alterações dos bairros, os movimentos sociais que as impulsionaram, a ida e vinda de grupos minoritários à medida que as relações diplomáticas do país se vão alterando, a diminuição do espaço de vivência da rua como era, a proliferação exótica dos vendedores de boza tradicionais, são todas marcas da mesma moeda, que realçam o fervilhar que conduz esta narrativa.
Foi uma história em que gostei de emergir e descobrir aos poucos, já que o facto de não se evidenciar realmente uma parte dos elementos neste cenário complexo e diversificado, por vezes dificultou a criar uma conexão mais próxima durante a leitura.
Ainda assim, foi uma estreia brilhante com este autor, e já tenho mais uns três na calha para dar continuidade a esta exploração de Istambul perante o olhar acutilante e a consciência moral de Orhan Pamuk.



                                          Foto: Editorial Presença



 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Opinião: Desenvolver pessoas Lean numa Organização de Serviços, de João Alves Moura




Desenvolver pessoas Lean numa Organização de Serviços
de João Alves de Moura

 
Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 188
Editor: Edições Ex Libris
  

Sinopse: 
Mais do que um mero exercício académico, o Modelo de Projeto de Implementação Lean que se preconiza assenta num “tempo” necessário para criar, numa empresa, condições que permitam ligar estreitamente Filosofia de Longo Prazo e Cultura Lean.
Utilizando as ferramentas de trabalho que a metodologia Lean propõe, suportada na aplicação de uma sistemática de resolução de problemas, a aplicação deste modelo assenta em lições aprendidas, que permitirão, à partida, um caminho mais fiável, mais alinhado e menos sujeito a erros.
A par da responsabilidade que a Gestão de Topo detém no sucesso da implementação de uma filosofia de melhoria contínua, assim, o sucesso deste Modelo assenta também no facto de se proporcionar às pessoas a desenvolver, uma aprendizagem para a interiorização de novos hábitos.

Comentário: Quem já nos segue há algum tempo, sabe que não tenho por hábito comentar livros técnicos, como o que vos apresento hoje. Mas a vida traz-nos acasos interessantes. Conheci o autor, João Moura, durante uma formação em Lisboa e acabámos por falar de hobbies e interesses pessoais, o que nos trouxe ao convite do autor para me dar a conhecer parte importante do seu trabalho, que passa precisamente pelo objectivo de desenvolver pessoas Lean em organizações Lean.
Sendo este um modelo de aplicação prática para quem já domina os conceitos, e sendo eu uma leiga no assunto, antes de me debruçar sobre ele necessitei de pesquisar um pouco para me integrar na temática (o meu conselho para edições futuras passa precisamente pela introdução de um capítulo exploratório breve, que embora não eduque a fundo, permita uma melhor contextualização do conteúdo que se segue).
A cultura Lean teve a sua origem no Japão pela mão da Toyota em meados de 1950, e autoria de Taiichi Ohno e Shigeo Shigeo. O sistema de produção adoptado foi inicialmente conhecido como "Toyota Production System". Cerca de 20 anos mais tarde, passou a ser adoptada por outros construtores automóveis japoneses e europeus (e posteriormente estendido a outras indústrias).

Na década de 80 passou a ser designada pelo nome pelo qual é hoje conhecida através da acção do investigador John Krafcik do MIT, envolvido num projecto internacional que seguia a abordagem à produção referida anteriormente. [Carvalho, J. 2010]
 Na prática, Lean corresponde a um conjunto de técnicas e metodologias de cultura empresarial que validem uma produção ao maior nível, com o mínimo de recursos possíveis, isto tendo sempre como foco as pessoas e o seu papel fundamental para o desenvolvimento de qualquer organização que se queira bem sucedida, inovadora, e sustentável.
Embora com vários anos de prática e reconhecimento no mundo industrial e empresarial, é certo que em Portugal não existam ainda muitas organizações a trabalhar sobre este fundamento. Certamente, alguns dos motivos prementes para que isso suceda passam pela falta de compromisso de todo o tecido (já que esta não é uma metodologia que possa ser adoptada por metades ou só parcialmente) e pela implicação de custos (tanto de tempo, dinheiro e recursos humanos) que exigem os primeiros anos para a sua aplicação eficaz (e que poderá dar origem a algum prejuízo inicial).
É precisamente sobre esta questão que se debruça João Moura, ao apresentar um plano a 3 anos para a aplicação de um sistema Lean eficiente e eficaz numa Organização de Serviços, tendo sempre, claro está, as pessoas por base.
Este livro é inevitavelmente um modelo de aplicação prática e de concretização de projecto. Com explicações passo por passo, indicações de constrangimentos que possam surgir em cada um, assim como exemplificações de como suplantar os constrangimentos são algumas das análises elaboradas pelo autor. Recorrendo a versões esquemáticas e resolutivas, o autor acompanhar o gestor de um processo Lean nas diversas etapas, preparando-o para os desafios e dotando-o de ferramentas para fazer face às mesmas.
Muitas vezes indicando estratégias ou abordagens metodológicas para o desenrolar do processo, o autor contempla-nos com um glossário de conceitos e intervenções bastante completo, explicando exercícios e recorrendo ao apoio visual para os tornar mais eficazes.
A ideia de que este processo não resulta sem o real envolvimento de cargos de chefia e gestão está assente desde a primeira página, assim como a necessidade de contemplar recursos humanos com a disponibilidade necessária para que se tornem agentes Lean e tenham a capacidade de monitorizar e acompanhar o processo junto dos seus colegas nas mais variadas esferas.
É um livro esclarecedor, de fácil acesso (após compreensão do conceito), visualmente apelativo e de fácil entendimento. Acima de tudo, um guia prático que poderá fazer a diferença.
Num sentido mais percursionista, só a sua aplicação prática poderá garantir que se adapta e corresponde às necessidades da realidade, o que a mim me suplanta de momento.
Ainda assim, foi um conceito que me foi caro descobrir, pelo que João Moura trouxe-me uma enorme fonte de conhecimento.


 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Rentrée Grupo BertrandCírculo



Rentrée marcada pela divulgação de mais de 80 livros

Revela ainda a presença de Dan Brown e António Damásio em Lisboa para apresentações dos novos livros
Lisboa, 5 de setembro de 2017 – O Grupo BertrandCírculo, composto pela Bertrand, Quetzal Editores, Temas e Debates, Círculo de Leitores, Contraponto, Pergaminho, ArtePlural, GestãoPlus e 11x17, apresenta os livros com publicação prevista até ao final do ano. O Grupo inclui ainda na agenda a vinda de autores a Portugal: Dan Brown, António Damásio, Pedro Siqueira e Ivan Jablonka estarão em Lisboa para a promoção dos seus livros.














Na ficção, em setembro a Bertrand Editora publica «Nada», de Janne Teller, publicado em mais de 30 países e inicialmente proibido na Dinamarca, país no qual hoje é de leitura obrigatória. Por muitos considerado um clássico contemporâneo, comparado ao «Deus das Moscas», não só foi vencedor de inúmeros prémios internacionais, como inspirou várias adaptações ao teatro e ópera. «Nenhuma Verdade se Escreve no Singular» é o romance de estreia de Cláudia Cruz Santos. Acompanhando uma relação tocante entre uma juíza e a criança que esta acolhe, este livro confere uma perspetiva multifacetada sobre o passar do tempo e o confronto com as expectativas frustradas. Fruto da larga experiência da autora na área da justiça, o livro expõe um retrato vívido dos tribunais, com personagens complexas, cenários incertos, e uma figura central aparentemente decidida e emancipada mas simultaneamente hesitante e carente. No mês seguinte, será publicado um dos livros mais esperados do ano: «Origem», de Dan Brown, chegará às livrarias em português a 4 de outubro, e está já em pré-venda. O novo romance espantosamente inventivo do autor de thrillers mais popular do mundo acompanha Robert Langdon numa viagem emocionante e viciante pela arte moderna e símbolos enigmáticos em busca da verdade, em várias cidades espanholas. O autor apresentará o seu livro em Lisboa, na tarde de 15 de outubro, no Centro Cultural de Belém. 

Neste mês, chegará às livrarias o novo volume das Crónicas dos Clifton, de Jeffrey Archer, «Chegada a Hora». Em novembro, a Bertrand Editora lança «Despertar», que servirá de base para uma tertúlia a 9 de novembro, na FNAC Colombo, sobre o universo de Stephen King. Também os mais novos poderão encontrar várias novidades nas livrarias portuguesas: A coleção Toca, Criança – para bebés regressa com mais dois volumes, «As Cores» e «As Formas», como um meio divertido e estimulante para ajudar pais e bebés nos primeiros passos da aprendizagem. Também em setembro será publicado o livro mais aclamado do autor norte-americano Jack London. «O Apelo Selvagem» é uma referência da literatura juvenil, inserindo-se esta nova edição numa coleção de clássicos imperdíveis. Com um protagonista improvável, um possante e destemido cão, revela-se uma grande história de aventuras que nos dá a conhecer uma época dura na história da América do Norte. Jodi Picoult terá um novo romance. A autora nº1 do New York Times lança, com a sua filha, Samantha van Leer. «Saído de um Conto de Fadas», a sequela de «Entre as Linhas», é uma história juvenil que encantará leitores de todas as idades.

Relativamente a livros de não-ficção, a Bertrand Editora inicia a rentrée com Joseph E. Stiglitz, Prémio Nobel de Economia. «A Economia Mais Forte do Mundo», um livro inspirado pela crise de 2007/2008 e que propõe um plano para revitalizar a economia americana e promover a prosperidade global. Ainda em setembro chegará às livrarias «Laëtitia – Ou o Fim dos Homens», de Ivan Jablonka, um livro que encerra diversos registos e géneros - literatura, atualidade, investigação, história, sociologia e política – e que conta a história de Laëtitia, uma rapariga raptada, violada e assassinada em 2011 em França. Vencedor e finalista de vários prémios internacionais, este livro será promovido em Lisboa pelo autor nos dias 21 e 22 de novembro. «Portugal Visto pela CIA», da autoria de Luís Naves e com recolha de documentos por Eric Frattini, faz uma análise aos acontecimentos mais marcantes da História de Portugal no século XX, com linhas de interpretação que permitem entender as teias das relações internacionais que se forjaram entre Portugal e os Estados Unidos da América. O livro será lançado em Lisboa, na FNAC Chiado, a 14 de setembro, às 18:30. 


 Em outubro, a Bertrand Editora lança «Creta 1941», de Antony Beevor, livro que se foca na batalha por Creta e na resistência grega que depois se formou durante a Segunda Guerra Mundial, numa narração detalhada, envolvente e cuidada deste episódio singular do conflito. «Sombras – A Desordem Financeira na Era da Globalização» é o mais recente livro de Francisco Louçã, em coautoria com Michael Ash, professor de Economia e Política Pública norte-americano. Os autores analisam o estado atual da economia global e embrenham-se nos meandros da banca-sombra para explicar os desafios que enfrentaremos no futuro. Já em novembro, Mário Augusto levará novamente os leitores numa viagem ao passado com os novos apontamentos da «Sebenta do Tempo», no livro «Caderno Diário da Memória». Neste mês, Sílvia Oliveira lança «De Que Cor é o Medo - A biografia de Paulo Teixeira Pinto», um livro sobre a vida pessoal e profissional do ex-Presidente do BCP. Será também publicado «Da Lusitânia a Portugal: Dois mil anos de história», livro em que o Professor Diogo Freitas do Amaral nos oferece uma perspetiva sobre as dez fases da constituição da nação portuguesa naquela que é uma história acessível e rigorosamente documentada de Portugal, de Viriato aos dias de hoje; e «Lápides Partidas», de Aquilino Ribeiro, romance de inspiração autobiográfica passado durante os tempos conturbados que antecederam o regicídio e a instauração da República, continua a saga de Libório Barradas iniciada n’«A Via Sinuosa».

A Pergaminho receberá em Portugal Pedro Siqueira, autor de «Você Pode Falar com Deus», que chegará às livrarias portuguesas a 8 de setembro. Entre 18 e 21 deste mês, o escritor, advogado e professor de direito estará em Lisboa para falar do seu novo livro, no qual conta como o seu dom é agora a sua missão: ser um instrumento de ligação entre as pessoas e o mundo espiritual e ajudá-las a desenvolver a sua fé através das mensagens de santos, anjos e de Nossa Senhora. Ainda em setembro chegará «Longevidade com Felicidade», de Américo Baptista, um livro que ajudará os leitores a manter um corpo são e uma mente feliz, analisando alguns dos principais fatores que possibilitam prolongar a vida com qualidade e felicidade. Em outubro, estará disponível o livro «Ser Feliz no Alasca», de Rafael Santandreu. Após o sucesso dos livros anteriores, o psicoterapeuta e formador espanhol apresenta na sua nova obra um método cientificamente comprovado, que permitirá o leitor tornar-se numa pessoa emocionalmente mais saudável, forte e calma. Na mesma semana, os leitores de Augusto Cury, um dos autores de língua portuguesa mais lidos de todos os tempos, poderão encontrar nas livrarias mais um título seu: «Autocontrolo» apresenta um manual que explica como vencer a Síndrome de Pensamento Acelerado, revelando os segredos para gerir o stresse e para desenvolver o autocontrolo essencial para uma vida emocional saudável e plena. No início de novembro, «De Mãos Dadas com os Anjos», de Lorna Byrne, será um livro para a mesa-de-cabeceira dos seus leitores. Num relato íntimo dos seus primeiros encontros com anjos, a autora oferece descrições detalhadas de figuras celestes e de como elas interagem com Deus, também revelando pela primeira vez como as almas dos seres amados por vezes regressam para transmitir amor e orientação.
A Arteplural destaca o lançamento, em outubro, do terceiro livro de Rita Nascimento: «Uma Pastelaria em Casa» permite que os leitores transformem a sua cozinha numa pastelaria - um verdadeiro doce lar. Entre massas e cremes, a Chef de pastelaria e criadora de La Dolce Rita partilha as receitas dos clássicos mais deliciosos da nossa pastelaria, aplicando novamente o seu método de replicar uma receita para fazer vários bolos deliciosos em casa.

                                                     


Em setembro, a Temas e Debates lança «7 Lições para Ser Feliz», de Luc Ferry. Contrariando as receitas formatadas e as respostas simplistas, o autor propõe uma abordagem original, simultaneamente acessível e profunda, ao significado da felicidade nos nossos dias, tanto à escala do indivíduo, como da sociedade. Na segunda quinzena do mês, será publicado «A Internacionalização da Economia Portuguesa», de Nuno Crespo e Maria João Tomás, cujo lançamento acontecerá no XIII Iberian International Business Conference 2017 – ISCTE, a 19 de outubro. O livro, que reúne especialistas em várias áreas, de diversas escolas de negócios e universidades, bem como quadros superiores de empresas, questiona de que modos as empresas portuguesas poderão superar os desafios da concorrência e da capacidade para serem competitivas internacionalmente (na realidade, o livros mostra casos de sucesso de empresas portuguesas, na sua internacionalização, mesmo em tempos e crise. É quase um manual de “como aconteceu” e “como sobreviveram”). Na mesma semana, «A Invenção da Ciência», de David Wootton, conta a nova história da revolução científica. Neste livro, o professor catedrático e Anniversary Professor de História da Universidade de York conta a história da extraordinária revolução intelectual e cultural que gerou a ciência moderna e é um desafio poderoso à ortodoxia que domina essa história. Em outubro, ficará disponível «Tempo de Raiva», de Pankaj Mishra, um livro que recebeu os maiores elogios do The Guardian e do The Literary Review. O autor acredita que há uma ligação entre os atentados bombistas e atiradores do século XIX e os acontecimentos violentos dos dias de hoje, e neste polémico e subversivo livro o ensaísta e romancista indiano defende que se assiste a uma pandemia global de raiva. Ainda neste mês, estará disponível o livro «Moda e Feminismos em Portugal – O Género Como Espartilho», no qual a autora, Cristina L. Duarte, analisa a forma como a moda se tornou um fenómeno social total, um laboratório sociológico onde se ensaiam géneros, através do ritual (feminino/masculino) da apresentação de si. «O Caso da PIDE/DGS - Foram julgados os principais agentes da ditadura portuguesa?» é o mais recente livro de Irene Flunser Pimentel, a ser publicado também em outubro. Nesta obra, a autora continua o seu trabalho ímpar sobre o período da ditadura portuguesa, fazendo uma análise aos últimos dias da PIDE/DGS, e ao processo de justiça política relativa aos elementos deste braço da ditadura, na transição para a Democracia. O lançamento do livro acontecerá a 28 de outubro no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa, no âmbito do Congresso Memória e Justiça Transicional. Para fechar o mês na Temas e Debates, Valentim Alexandre lança o livro, «Contra o Vento - Portugal, o Império e a Maré Anticolonial (1945-1960)», o qual parte da vaga de descolonização e colapso dos vários impérios para analisar o caso nacional, estabelecendo um paralelismo entre a evolução do colonialismo português e o dos outros países europeus. O mês de novembro contará com o novo livro de António Damásio, «A Estranha Ordem das Coisas». Com lançamento previsto para 31 de outubro, às 10:30, na Escola Secundária António Damásio, esta obra notável do mais brilhante neurocientista e investigador português faz uma análise à vida, ao sentimento e às culturas humanas. O que levou os seres humanos a criar culturas, esse conjunto impressionante de práticas e instrumentos, onde se incluem a arte, os sistemas morais e a justiça, a governação, a economia política, a tecnologia e a ciência? A resposta habitual a esta pergunta remete para a nossa inteligência excecional, assistida por uma faculdade humana ímpar: a linguagem. Em «A Estranha Ordem das Coisas», António Damásio proporciona uma resposta diferente. Segundo o neurocientista, os sentimentos – de dor, sofrimento ou prazer antecipado – foram as forças motrizes primordiais do empreendimento cultural e os mecanismos que impulsionaram o intelecto humano na direção da cultura. Na mesma semana, será publicado o «Livro Português das Fábulas», de José Viale Moutinho. Reunindo 182 fábulas e 38 autores, esta é uma edição exemplar, com ilustrações de época e com breves biografias dos autores registados. Neste volume encontramos um manuscrito do séc. XV, descoberto por Leite de Vasconcelos, assim como escritos de Fernão Lopes, Almeida Garrett, Bocage, Camilo Castelo Branco, Marquesa de Alorna, João de Deus, Trindade Coelho e Fernando Pessoa. Para encerrar o ano, António Luís Marinho e Mário Carneiro lançam «À Lei da Bala - Terrorismo e Violência Política em Portugal no Século XX». Neste livro, os autores traçam a excecional história da violência no século XX, em Portugal, contando ainda com uma conversa com Carlos Antunes, antigo operacional das Brigadas Revolucionárias, entre 1971 e 1974, e líder das FP-25, durante os anos 80.

 O Círculo de Leitores contará com o lançamento exclusivo das Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa, Biblioteca fundamental da língua e da cultura portuguesa, cuja divulgação se iniciou a 1 de setembro.
«Os Corpos», de Rodrigo Magalhães, é o primeiro livro a ser publicado pela Quetzal na rentrée. Partindo de uma história manifestamente inspirada no caso Tamam Shud, Rodrigo Magalhães desdobra-a, multiplicando-a por tantas quantas as perspetivas dos protagonistas, das testemunhas, das figuras secundárias, dos figurantes. O resultado é um objeto literário misterioso, inquietante, de uma imensa originalidade, e em que ressoam ecos de Buzatti ou Bolaño. «O Pequeno Caminho das Grandes Perguntas», de José Tolentino Mendonça, será publicado em setembro e tem já lançamentos previstos para Funchal, Lisboa e Porto. Na senda daquilo a que já habituou o leitor em obras anteriores, tanto de reflexão teológica e filosófica como de poesia, José Tolentino Mendonça abre as páginas de um livro singular e corajoso: o das perguntas sobre a nossa vida. No final de setembro, será publicado o muito esperado «O Caminho Imperfeito», de José Luís Peixoto. Entre Banguecoque e Las Vegas, o autor regressa à não-ficção com um livro surpreendente, repleto de camadas, de relações imprevistas, transitando do relato mais íntimo às descrições mais remotas e exuberantes. «O Caminho Imperfeito» é, em si próprio, a longa viagem a uma Tailândia para lá dos lugares-comuns do turismo, explorando aspetos menos conhecidos da sua cultura, sociedade, história, religiosidade, entre muitos outros. Em outubro, chegará pela Quetzal um impressionante relato pessoal, em vinte e três cartas, que nos faz pensar em Dickens transposto para o século XX. «O Livro de Emma Reyes – Memória por Correspondência», de Emma Reyes, relata as memórias da duríssima infância – de abandono e exploração – da pintora colombiana Emma Reyes. É também uma história de superação de inimagináveis circunstâncias por parte de uma mulher conduzida pela sua vontade férrea de liberdade. Neste mês, será publicado o terceiro volume da Bíblia, na tradução de Frederico Lourenço. «Bíblia Volume III – Antigo Testamento: Os Livros Proféticos», é a continuação do trabalho ímpar do helenista e académico, Prémio Pessoa 2016. Além de se tratar de uma nova e mais rigorosa tradução, sem juízos ou inferências de cariz religioso – em algumas passagens, sublinham-se mesmo as diferenças em relação às edições correntes –, Frederico Lourenço eleva o texto bíblico a uma condição literária, incluindo notas que esclarecem e contextualizam o texto original, enriquecendo a nossa leitura. Na segunda quinzena de outubro destaca-se «Silêncio na Era do Ruído», de Erling Kagge, no qual, em 33 tentativas de resposta, o autor oscila entre o meditativo e o prático, num livro pessoal e cheio de donaire. Retirando inspiração de personalidades famosas, como Séneca, Kierkegaard e Rihanna, o explorador, que passou cinquenta dias a andar na Antártida com apenas um rádio avariado por companhia, desconstrói a nossa constante necessidade de ocupação. Chegará às livrarias a «Detetives Selvagens», uma narrativa trepidante de Roberto Bolaño. Esta nova tradução da obra-prima que o autor chileno publicou em vida revela-nos fielmente a essência da sua escrita. Vasco Graça Moura traduz «Sonetos de Petrarca», a uma referência fundamental na literatura ocidental. Neste livro, traduzido por Vasco Graça Moura, podemos ver o que é fundador e o que de mais original existe na poesia deste autor -- referência e modelo para escritores como Dante, Camões, Sá de Miranda, Bocage e Baudelaire. Na rentrée, a Quetzal prossegue as belíssimas reedições dos romances de José Eduardo Agualusa, podendo os leitores contar com mais quatro títulos da bibliografia do autor, cada vez mais relevante, principalmente após a recente eleição em Angola.