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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Opinião: Mortina, Uma História de Morrer a Rir, de Barbara Cantini




Mortina, Uma História de Morrer a Rir
Barbara Cantini
 
Edição/reimpressão: 2018
Páginas: 48
Editor: Bertrand Editora





Sinopse: A Mortina é uma menina, mas não é uma menina como as outras: é uma menina morta-viva.
Vive no Casarão Decadente, com a tia Falecida, e o seu único amigo é um galgo albino, chamado Tristonho, que anda sempre com ela.
A Mortina gostava de ter amigos da sua idade para brincar, mas está proibida de se mostrar às pessoas, não fossem elas apanhar um susto de morte.

Mas um dia surge a sua grande oportunidade: a festa do Halloween!
A Mortina nem sequer precisa de arranjar uma fantasia…

Mas o que acontecerá quando as outras crianças descobrirem que ela não está mascarada?

Rating: 4/5
Comentário: Este livro é uma delícia! Já há algum tempo que não lia um livro infantil e me divertia tanto. Mortina é uma morta-viva muito castiça e traquinas, como se adequa à idade. A sua enorme imaginação é potenciada pela sua existência um tanto ou quanto peculiar, assim como de uma tutora muito protectora. É através das escassas páginas deste livro que vamos descobrindo como é que uma miúda espevitada e uma idosa saudosista conseguem lidar com a diferença de idade. Mas é também o encontro de uma criança com o seu desejo mais profundo.
As ilustrações são extremamente completas e bastante adequadas à temática (mesmo as que fazem rir!), e os pequenos comentários encontrados perdidos pelas páginas (alguns muito discretos, é preciso muita experiência a procurar Wally's para não os perder de vista!) fazem as delícias de qualquer leitor.
Achei imensa piada às personagens e ao enquadramento que a autora deu, especialmente à forma desempoeirada de Mortina viver a diferença, querendo algo tão simples como brincar, mesmo morta-viva. Morta-viva sim, e depois? ;) 





Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Opinião: Guerra - E se fosse aqui?, de Janne Teller



Guerra - E se fosse aqui?
de Janne Teller
 
Edição/reimpressão: 2018
Páginas 64
Editor: Bertrand
  





Sinopse: 
Janne Teller faz uma experiência provocadora: vira do avesso a atual crise de migrantes e faz de nós os refugiados. Faz-nos ver como se sente alguém que é obrigado a fugir do seu país, a ser exilado e a lutar pela sobrevivência num país estrangeiro.

Neste conto, a Europa desintegrou-se devido à guerra e o único ponto do globo que está em paz e é acessível é o Médio Oriente. Seguimos a fuga de uma família comum e vemos a sua vida de refugiados através do seu filho de 14 anos.

Rating: 3/5
Comentário: No passado dia 11 tive a oportunidade de conhecer a autora Janne Teller, numa iniciativa conjunta com a Bertrand Editora (aos mais atentos, sorteámos a oportunidade de se juntarem a nós e de ganharem um exemplo assinado pelas mãos da própria autora).
Não há como falar de "Guerra" sem enunciar a vida e as experiências profissionais da autora. Jane é uma assaz activista pelos Direitos Humanos e conta com passagens pelas Nações Unidas e a União Europeia, Moçambique, Tânzania e Bangladesh, sempre relacionada com a questão da resolução de conflitos.
O contacto com populações em fuga, com necessidades de protecção, as faltas de meios suficientes, o desenraizamento forçado e a dor presencial facetada em todos os momentos terão tido certamente preponderância na redacção deste livro.
A premissa é interessante (e mais ainda, importante): pretende criar empatia para a questão dos refugiados ao abordar a história de um jovem de 14 anos nessa situação. A forma de chamar a atenção? Personificando a narrativa para cada país. Neste caso, o jovem visado é português e lida com uma guerra na Europa que de alguma forma o puxa de na direcção do norte de África à procura da tão almejada paz.
O livro tem frases curtas, directas, descritivas, factuais. Pretende obedecer mesmo a uma lógica de relato curto e seco sobre o que seria viver num Portugal devastado pela guerra. Enuncia ainda as milícias, as dificuldades de sobrevivência, o mal estar físico e colectivo, a falta de esperança.
E tudo escrito num livro com menos de 100 páginas, editado segundo a forma de um passaporte, com ilustrações apropriadas e que se encaixam na esquemática seleccionada. É ainda necessário acrescentar que até a capa tem pequenas variâncias, consoante o país, provavelmente numa tentativa gráfica de expressar o mais aproximado possível a concretização de um passaporte nas nossas mãos.
Como disse, falar deste livro implica referir a autora.
Ao longo da nossa conversa, Jane Teller confidencionou-nos de que todos os seus livros são escritos como forma de dar resposta às suas questões e dúvidas internas. E que mesmo essas nunca ficam respondidas na totalidade até ao contacto com o público, cujas sensibilidades e realidades acabam por traduzir em diferentes percepções da obra.
Este livro, que inicialmente era um pequeno ensaio publicado há uns anos numa revista, tem tido diferentes recepções. Se na Dinamarca, um político proeminente evidenciou que nunca se passaria nada semelhante no seu país, na Hungria foi encarado como uma provocação. A intenção nunca foi nem uma coisa nem outra, mas simplesmente colocar este assunto na ordem do dia, porque assuntos tabu não são discutidos e como tal, não são procuradas soluções para lidar com os desafios do dia a dia.
Perguntei-lhe se já tinha tido algum tipo de retorno por parte de refugiados, ao que ela nos indicou que sim, muitos deles sentindo-se gratos por finalmente terem um testemunho tão aproximado da realidade sobre as suas experiências, o que poderia ajudar amigos e conhecidos a compreender melhor o que é ser refugiado (muitos sentindo-se também bastante espantados por se depararem com uma mulher caucasiana como a autora desta obra).
Resta-me acrescentar que embora o grupo presente não tenha chegado a acordo, encaro esta obra como um livro para ser lido por todos, especialmente por jovens adultos, já que o mesmo pode ser um óptimo ponto de partida para discutir um dos grandes temas do século XXI. A vaga de refugiados que já está, e irá continuar a alterar o nosso modo de estar e ver o mundo, assim como o da sociedade europeia. Recomendo por isso a todos, sendo uma leitura com um carácter especialmente educativo.



Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

domingo, 8 de julho de 2018

Passatempo: Meet&Greet com a autora Janne Teller

Boa tarde Encruzilhad@s,

Para alegrar o vosso Domingo temos um passatempo relâmpago!

Gostavam de ganhar o novo livro de Janne Teller, "Guerra"? Estão disponíveis para conhecer a autora dia 11 de Julho em Lisboa? Então este passatempo é o passatempo que estavam à procura.

Em parceria com a Editora Bertrand temos um exemplar do livro de "Guerra" de Janne Teller para oferecer assim como a oportunidade de conhecer a autora.


As condições deste passatempo são diferentes das habituais. Para se habilitarem a ganharem uma cópia deste livro terão de estar disponíveis para conhecer a autora em Lisboa dia 11 de Julho às 19 horas. Será no Meet&Greet que receberão o livro.

Se estão disponíveis no dia e hora acima estipulados preencham o formulário abaixo e boa sorte!

Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 10 de Julho de 2018.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só será aceite uma participação por pessoa.
4) O passatempo abrange todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
5) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
6) O/A vencedor/a compromete-se a estar presente no Meet&aGreet com a autora Janne Teller onde receberá a cópia do livro. O Meet&Greet será em Lisboa, em local a designar, dia 11 de Julho às 19 horas. Se por algum motivo o/a vencedor/a não poder comparecer o livro não será enviado por correio. 
7) Todos os dados pessoais guardados, para efeitos de passatempo, serão eliminados após entrega do prémio ao vencedor ou vencedora.
8) Para a participação ser válida os participantes tem de pôr um "gosto" na página de Facebook do Encruzilhadas Literárias e da Bertrand Editora.


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Rentrée Grupo BertrandCírculo



Rentrée marcada pela divulgação de mais de 80 livros

Revela ainda a presença de Dan Brown e António Damásio em Lisboa para apresentações dos novos livros
Lisboa, 5 de setembro de 2017 – O Grupo BertrandCírculo, composto pela Bertrand, Quetzal Editores, Temas e Debates, Círculo de Leitores, Contraponto, Pergaminho, ArtePlural, GestãoPlus e 11x17, apresenta os livros com publicação prevista até ao final do ano. O Grupo inclui ainda na agenda a vinda de autores a Portugal: Dan Brown, António Damásio, Pedro Siqueira e Ivan Jablonka estarão em Lisboa para a promoção dos seus livros.














Na ficção, em setembro a Bertrand Editora publica «Nada», de Janne Teller, publicado em mais de 30 países e inicialmente proibido na Dinamarca, país no qual hoje é de leitura obrigatória. Por muitos considerado um clássico contemporâneo, comparado ao «Deus das Moscas», não só foi vencedor de inúmeros prémios internacionais, como inspirou várias adaptações ao teatro e ópera. «Nenhuma Verdade se Escreve no Singular» é o romance de estreia de Cláudia Cruz Santos. Acompanhando uma relação tocante entre uma juíza e a criança que esta acolhe, este livro confere uma perspetiva multifacetada sobre o passar do tempo e o confronto com as expectativas frustradas. Fruto da larga experiência da autora na área da justiça, o livro expõe um retrato vívido dos tribunais, com personagens complexas, cenários incertos, e uma figura central aparentemente decidida e emancipada mas simultaneamente hesitante e carente. No mês seguinte, será publicado um dos livros mais esperados do ano: «Origem», de Dan Brown, chegará às livrarias em português a 4 de outubro, e está já em pré-venda. O novo romance espantosamente inventivo do autor de thrillers mais popular do mundo acompanha Robert Langdon numa viagem emocionante e viciante pela arte moderna e símbolos enigmáticos em busca da verdade, em várias cidades espanholas. O autor apresentará o seu livro em Lisboa, na tarde de 15 de outubro, no Centro Cultural de Belém. 

Neste mês, chegará às livrarias o novo volume das Crónicas dos Clifton, de Jeffrey Archer, «Chegada a Hora». Em novembro, a Bertrand Editora lança «Despertar», que servirá de base para uma tertúlia a 9 de novembro, na FNAC Colombo, sobre o universo de Stephen King. Também os mais novos poderão encontrar várias novidades nas livrarias portuguesas: A coleção Toca, Criança – para bebés regressa com mais dois volumes, «As Cores» e «As Formas», como um meio divertido e estimulante para ajudar pais e bebés nos primeiros passos da aprendizagem. Também em setembro será publicado o livro mais aclamado do autor norte-americano Jack London. «O Apelo Selvagem» é uma referência da literatura juvenil, inserindo-se esta nova edição numa coleção de clássicos imperdíveis. Com um protagonista improvável, um possante e destemido cão, revela-se uma grande história de aventuras que nos dá a conhecer uma época dura na história da América do Norte. Jodi Picoult terá um novo romance. A autora nº1 do New York Times lança, com a sua filha, Samantha van Leer. «Saído de um Conto de Fadas», a sequela de «Entre as Linhas», é uma história juvenil que encantará leitores de todas as idades.

Relativamente a livros de não-ficção, a Bertrand Editora inicia a rentrée com Joseph E. Stiglitz, Prémio Nobel de Economia. «A Economia Mais Forte do Mundo», um livro inspirado pela crise de 2007/2008 e que propõe um plano para revitalizar a economia americana e promover a prosperidade global. Ainda em setembro chegará às livrarias «Laëtitia – Ou o Fim dos Homens», de Ivan Jablonka, um livro que encerra diversos registos e géneros - literatura, atualidade, investigação, história, sociologia e política – e que conta a história de Laëtitia, uma rapariga raptada, violada e assassinada em 2011 em França. Vencedor e finalista de vários prémios internacionais, este livro será promovido em Lisboa pelo autor nos dias 21 e 22 de novembro. «Portugal Visto pela CIA», da autoria de Luís Naves e com recolha de documentos por Eric Frattini, faz uma análise aos acontecimentos mais marcantes da História de Portugal no século XX, com linhas de interpretação que permitem entender as teias das relações internacionais que se forjaram entre Portugal e os Estados Unidos da América. O livro será lançado em Lisboa, na FNAC Chiado, a 14 de setembro, às 18:30. 


 Em outubro, a Bertrand Editora lança «Creta 1941», de Antony Beevor, livro que se foca na batalha por Creta e na resistência grega que depois se formou durante a Segunda Guerra Mundial, numa narração detalhada, envolvente e cuidada deste episódio singular do conflito. «Sombras – A Desordem Financeira na Era da Globalização» é o mais recente livro de Francisco Louçã, em coautoria com Michael Ash, professor de Economia e Política Pública norte-americano. Os autores analisam o estado atual da economia global e embrenham-se nos meandros da banca-sombra para explicar os desafios que enfrentaremos no futuro. Já em novembro, Mário Augusto levará novamente os leitores numa viagem ao passado com os novos apontamentos da «Sebenta do Tempo», no livro «Caderno Diário da Memória». Neste mês, Sílvia Oliveira lança «De Que Cor é o Medo - A biografia de Paulo Teixeira Pinto», um livro sobre a vida pessoal e profissional do ex-Presidente do BCP. Será também publicado «Da Lusitânia a Portugal: Dois mil anos de história», livro em que o Professor Diogo Freitas do Amaral nos oferece uma perspetiva sobre as dez fases da constituição da nação portuguesa naquela que é uma história acessível e rigorosamente documentada de Portugal, de Viriato aos dias de hoje; e «Lápides Partidas», de Aquilino Ribeiro, romance de inspiração autobiográfica passado durante os tempos conturbados que antecederam o regicídio e a instauração da República, continua a saga de Libório Barradas iniciada n’«A Via Sinuosa».

A Pergaminho receberá em Portugal Pedro Siqueira, autor de «Você Pode Falar com Deus», que chegará às livrarias portuguesas a 8 de setembro. Entre 18 e 21 deste mês, o escritor, advogado e professor de direito estará em Lisboa para falar do seu novo livro, no qual conta como o seu dom é agora a sua missão: ser um instrumento de ligação entre as pessoas e o mundo espiritual e ajudá-las a desenvolver a sua fé através das mensagens de santos, anjos e de Nossa Senhora. Ainda em setembro chegará «Longevidade com Felicidade», de Américo Baptista, um livro que ajudará os leitores a manter um corpo são e uma mente feliz, analisando alguns dos principais fatores que possibilitam prolongar a vida com qualidade e felicidade. Em outubro, estará disponível o livro «Ser Feliz no Alasca», de Rafael Santandreu. Após o sucesso dos livros anteriores, o psicoterapeuta e formador espanhol apresenta na sua nova obra um método cientificamente comprovado, que permitirá o leitor tornar-se numa pessoa emocionalmente mais saudável, forte e calma. Na mesma semana, os leitores de Augusto Cury, um dos autores de língua portuguesa mais lidos de todos os tempos, poderão encontrar nas livrarias mais um título seu: «Autocontrolo» apresenta um manual que explica como vencer a Síndrome de Pensamento Acelerado, revelando os segredos para gerir o stresse e para desenvolver o autocontrolo essencial para uma vida emocional saudável e plena. No início de novembro, «De Mãos Dadas com os Anjos», de Lorna Byrne, será um livro para a mesa-de-cabeceira dos seus leitores. Num relato íntimo dos seus primeiros encontros com anjos, a autora oferece descrições detalhadas de figuras celestes e de como elas interagem com Deus, também revelando pela primeira vez como as almas dos seres amados por vezes regressam para transmitir amor e orientação.
A Arteplural destaca o lançamento, em outubro, do terceiro livro de Rita Nascimento: «Uma Pastelaria em Casa» permite que os leitores transformem a sua cozinha numa pastelaria - um verdadeiro doce lar. Entre massas e cremes, a Chef de pastelaria e criadora de La Dolce Rita partilha as receitas dos clássicos mais deliciosos da nossa pastelaria, aplicando novamente o seu método de replicar uma receita para fazer vários bolos deliciosos em casa.

                                                     


Em setembro, a Temas e Debates lança «7 Lições para Ser Feliz», de Luc Ferry. Contrariando as receitas formatadas e as respostas simplistas, o autor propõe uma abordagem original, simultaneamente acessível e profunda, ao significado da felicidade nos nossos dias, tanto à escala do indivíduo, como da sociedade. Na segunda quinzena do mês, será publicado «A Internacionalização da Economia Portuguesa», de Nuno Crespo e Maria João Tomás, cujo lançamento acontecerá no XIII Iberian International Business Conference 2017 – ISCTE, a 19 de outubro. O livro, que reúne especialistas em várias áreas, de diversas escolas de negócios e universidades, bem como quadros superiores de empresas, questiona de que modos as empresas portuguesas poderão superar os desafios da concorrência e da capacidade para serem competitivas internacionalmente (na realidade, o livros mostra casos de sucesso de empresas portuguesas, na sua internacionalização, mesmo em tempos e crise. É quase um manual de “como aconteceu” e “como sobreviveram”). Na mesma semana, «A Invenção da Ciência», de David Wootton, conta a nova história da revolução científica. Neste livro, o professor catedrático e Anniversary Professor de História da Universidade de York conta a história da extraordinária revolução intelectual e cultural que gerou a ciência moderna e é um desafio poderoso à ortodoxia que domina essa história. Em outubro, ficará disponível «Tempo de Raiva», de Pankaj Mishra, um livro que recebeu os maiores elogios do The Guardian e do The Literary Review. O autor acredita que há uma ligação entre os atentados bombistas e atiradores do século XIX e os acontecimentos violentos dos dias de hoje, e neste polémico e subversivo livro o ensaísta e romancista indiano defende que se assiste a uma pandemia global de raiva. Ainda neste mês, estará disponível o livro «Moda e Feminismos em Portugal – O Género Como Espartilho», no qual a autora, Cristina L. Duarte, analisa a forma como a moda se tornou um fenómeno social total, um laboratório sociológico onde se ensaiam géneros, através do ritual (feminino/masculino) da apresentação de si. «O Caso da PIDE/DGS - Foram julgados os principais agentes da ditadura portuguesa?» é o mais recente livro de Irene Flunser Pimentel, a ser publicado também em outubro. Nesta obra, a autora continua o seu trabalho ímpar sobre o período da ditadura portuguesa, fazendo uma análise aos últimos dias da PIDE/DGS, e ao processo de justiça política relativa aos elementos deste braço da ditadura, na transição para a Democracia. O lançamento do livro acontecerá a 28 de outubro no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa, no âmbito do Congresso Memória e Justiça Transicional. Para fechar o mês na Temas e Debates, Valentim Alexandre lança o livro, «Contra o Vento - Portugal, o Império e a Maré Anticolonial (1945-1960)», o qual parte da vaga de descolonização e colapso dos vários impérios para analisar o caso nacional, estabelecendo um paralelismo entre a evolução do colonialismo português e o dos outros países europeus. O mês de novembro contará com o novo livro de António Damásio, «A Estranha Ordem das Coisas». Com lançamento previsto para 31 de outubro, às 10:30, na Escola Secundária António Damásio, esta obra notável do mais brilhante neurocientista e investigador português faz uma análise à vida, ao sentimento e às culturas humanas. O que levou os seres humanos a criar culturas, esse conjunto impressionante de práticas e instrumentos, onde se incluem a arte, os sistemas morais e a justiça, a governação, a economia política, a tecnologia e a ciência? A resposta habitual a esta pergunta remete para a nossa inteligência excecional, assistida por uma faculdade humana ímpar: a linguagem. Em «A Estranha Ordem das Coisas», António Damásio proporciona uma resposta diferente. Segundo o neurocientista, os sentimentos – de dor, sofrimento ou prazer antecipado – foram as forças motrizes primordiais do empreendimento cultural e os mecanismos que impulsionaram o intelecto humano na direção da cultura. Na mesma semana, será publicado o «Livro Português das Fábulas», de José Viale Moutinho. Reunindo 182 fábulas e 38 autores, esta é uma edição exemplar, com ilustrações de época e com breves biografias dos autores registados. Neste volume encontramos um manuscrito do séc. XV, descoberto por Leite de Vasconcelos, assim como escritos de Fernão Lopes, Almeida Garrett, Bocage, Camilo Castelo Branco, Marquesa de Alorna, João de Deus, Trindade Coelho e Fernando Pessoa. Para encerrar o ano, António Luís Marinho e Mário Carneiro lançam «À Lei da Bala - Terrorismo e Violência Política em Portugal no Século XX». Neste livro, os autores traçam a excecional história da violência no século XX, em Portugal, contando ainda com uma conversa com Carlos Antunes, antigo operacional das Brigadas Revolucionárias, entre 1971 e 1974, e líder das FP-25, durante os anos 80.

 O Círculo de Leitores contará com o lançamento exclusivo das Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa, Biblioteca fundamental da língua e da cultura portuguesa, cuja divulgação se iniciou a 1 de setembro.
«Os Corpos», de Rodrigo Magalhães, é o primeiro livro a ser publicado pela Quetzal na rentrée. Partindo de uma história manifestamente inspirada no caso Tamam Shud, Rodrigo Magalhães desdobra-a, multiplicando-a por tantas quantas as perspetivas dos protagonistas, das testemunhas, das figuras secundárias, dos figurantes. O resultado é um objeto literário misterioso, inquietante, de uma imensa originalidade, e em que ressoam ecos de Buzatti ou Bolaño. «O Pequeno Caminho das Grandes Perguntas», de José Tolentino Mendonça, será publicado em setembro e tem já lançamentos previstos para Funchal, Lisboa e Porto. Na senda daquilo a que já habituou o leitor em obras anteriores, tanto de reflexão teológica e filosófica como de poesia, José Tolentino Mendonça abre as páginas de um livro singular e corajoso: o das perguntas sobre a nossa vida. No final de setembro, será publicado o muito esperado «O Caminho Imperfeito», de José Luís Peixoto. Entre Banguecoque e Las Vegas, o autor regressa à não-ficção com um livro surpreendente, repleto de camadas, de relações imprevistas, transitando do relato mais íntimo às descrições mais remotas e exuberantes. «O Caminho Imperfeito» é, em si próprio, a longa viagem a uma Tailândia para lá dos lugares-comuns do turismo, explorando aspetos menos conhecidos da sua cultura, sociedade, história, religiosidade, entre muitos outros. Em outubro, chegará pela Quetzal um impressionante relato pessoal, em vinte e três cartas, que nos faz pensar em Dickens transposto para o século XX. «O Livro de Emma Reyes – Memória por Correspondência», de Emma Reyes, relata as memórias da duríssima infância – de abandono e exploração – da pintora colombiana Emma Reyes. É também uma história de superação de inimagináveis circunstâncias por parte de uma mulher conduzida pela sua vontade férrea de liberdade. Neste mês, será publicado o terceiro volume da Bíblia, na tradução de Frederico Lourenço. «Bíblia Volume III – Antigo Testamento: Os Livros Proféticos», é a continuação do trabalho ímpar do helenista e académico, Prémio Pessoa 2016. Além de se tratar de uma nova e mais rigorosa tradução, sem juízos ou inferências de cariz religioso – em algumas passagens, sublinham-se mesmo as diferenças em relação às edições correntes –, Frederico Lourenço eleva o texto bíblico a uma condição literária, incluindo notas que esclarecem e contextualizam o texto original, enriquecendo a nossa leitura. Na segunda quinzena de outubro destaca-se «Silêncio na Era do Ruído», de Erling Kagge, no qual, em 33 tentativas de resposta, o autor oscila entre o meditativo e o prático, num livro pessoal e cheio de donaire. Retirando inspiração de personalidades famosas, como Séneca, Kierkegaard e Rihanna, o explorador, que passou cinquenta dias a andar na Antártida com apenas um rádio avariado por companhia, desconstrói a nossa constante necessidade de ocupação. Chegará às livrarias a «Detetives Selvagens», uma narrativa trepidante de Roberto Bolaño. Esta nova tradução da obra-prima que o autor chileno publicou em vida revela-nos fielmente a essência da sua escrita. Vasco Graça Moura traduz «Sonetos de Petrarca», a uma referência fundamental na literatura ocidental. Neste livro, traduzido por Vasco Graça Moura, podemos ver o que é fundador e o que de mais original existe na poesia deste autor -- referência e modelo para escritores como Dante, Camões, Sá de Miranda, Bocage e Baudelaire. Na rentrée, a Quetzal prossegue as belíssimas reedições dos romances de José Eduardo Agualusa, podendo os leitores contar com mais quatro títulos da bibliografia do autor, cada vez mais relevante, principalmente após a recente eleição em Angola.



quinta-feira, 29 de junho de 2017

Opinião: Amanhece na Cidade, de Filipa Fonseca Silva



Amanhece na Cidade
de Filipa Fonseca Silva
 
Edição/reimpressão: 2017
Páginas: 176
Editor: Bertrand
  




Sinopse: 
Nas ruas de Lisboa, um táxi circula e observa. E, com ele, nós observamos também: Manuel, o taxista que não sabe chorar. Olinda, a ama de duas crianças mal-educadas. Daisy, a stripper. João, o sem-abrigo… Um dia, um momento infeliz, com consequências trágicas, obriga Manuel a confrontar-se consigo próprio, e as consequências serão mais transformadoras do que ele alguma vez imaginou. Manuel parou-me e mandou-a entrar. Olinda não tinha como pagar uma viagem de táxi até à Brandoa. Manuel apagou a luz de serviço e disse-lhe que já não estava a trabalhar. Com o orgulho a ceder à medida que os sapatos ficavam encharcados, Olinda entrou.

Rating: 3/5
Comentário: Viver em espaço urbano tem as suas particularidades. Para quem lhes tem um amor especial, especialmente por as ter estudado e as ver como elementos sistémicos, é sabido que o grande factor mutável são as pessoas. E que sem elas a cidade não tem vida nem tão pouco significado. Deste modo, Filipa Fonseca traz-nos uma história quase que em roteiro cronista e guionistico, da vivência da cidade (ou antes, na cidade) pelos "olhos" de um automóvel - táxi de profissão - que entre o seu olhar presente e por vezes algo divinhatório e omnipresente, consegue relatar-nos a vida daqueles com quem se cruza constantemente, a começar pelo condutor que o guia diariamente. Este livro é uma colectânea de vivências e momentos que todos nós já presenciámos ou vivemos de alguma forma, que fazem parte das pessoas com quem trocamos olhares ou conversas a caminho do trabalho, nos transportes públicos, no supermercado, a recolher os filhos da escola, entre outros tantos momentos diários e quotidianos.
Este foi o aspecto que mais me divertiu e envolveu neste livro, especialmente porque o táxi assume a função que eu muitas vezes também desempenho: a de observadora não interveniente no meio que me rodeia.
Já quanto ao enredo principal, fiquei um bocado desiludida, primeiramente porque não o esperava e comecei a observar uma tendência narrativa que não me estava inicialmente a envolver, e posteriormente porque acabou por não ocupar um espaço preponderante na narrativa, continuando quase que em cenário paralelo e secundário, como todos os outros. Ainda assim, e porque a crónica narrativa não se sustentaria por tantas páginas sem um envolvimento conductor mais assegurado, este até me fez sentido finalmente.
É interessante ver o evoluir de algumas relações pelos olhos deste táxi, muito inanimado, com uma personalização que lhe atribuiu dos pensamentos mais reflexivos e atentos ao mundo exterior que tenho lido presentemente. É divertido (pela diferença), real (pelo que nos revemos nele), com uma sensibilidade especial e até despercebida, caso não conheçamos a realidade retractada.  Envolve personagens geralmente mais marginalizadas, as que circulam fora dos olhos do grande ecrã, as que têm vidas mudanas, as que por vezes não têm destaque mas compõem parte do corpo mutante que fazem mover as cidades. É uma narrativa sobre todos, com as variantes embutidas nas histórias individuais, todas com humanismo e imensa tratabilidade. Apesar de não ter ficado rendida ao enrendo e ao desenrolar da história, fiquei-o à fórmula e a este olhar sobre a vida citadina.
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Resultado: Passatempo "Amanhece na Cidade", de Filipa Fonseca Silva



Boa noite comunidade leitora!
Prontos para descobrir quem foi o/a vencedor/a do livro "Amanhece na Cidade", de Filipa Fonseca Silva, editado pela Bertand Editora?

Depois de percorremos a lista de participantes e termos pedido ajuda ao Mr Random descobrimos que a vencedora deste livro foi a Maria (...) Carlos de Coimbra!

Parabéns e boas leituras!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Passatempo: "Amanhece na Cidade", de Filipa Fonseca Silva

Boa noite comunidade leitora!

A Feira do Livro anda ao rubro, e os lançamentos são muitos e variados, assim como as sessões de autógrafos, os concertos, showcookings, horas de conto e muito mais. 

Nós ficámos a pensar em quem não se pode deslocar à Feira e decidimos, em colaboração com a Bertrand Editora, premiar um felizardo ou felizarda com um dos livros lançados em pleno evento. 


 Falamos do livro "Amanhece na Cidade", de Filipa Fonseca Silva, editado pela Bertand Editora.

"Este é um romance repleto de humor, em que através do olhar atento – e bastante indiscreto, quase de voyeur – de um táxi que circula pelas ruas de Lisboa, ficamos a conhecer as histórias de várias personagens. Vidas cruzadas, tragédias e transformações são alguns dos ingredientes deste romance que acaba por ser também uma sagaz crítica aos preconceitos sociais.


Filipa Fonseca Silva, a primeira escritora portuguesa a chegar ao Top 100 da Amazon (E.U.A.), é também autora dos livros O Estranho Ano de Vanessa M. e Coisas que uma Mãe Descobre.

«Os pés, esses, terão de aguentar os saltos excessivamente altos todo o dia. Está irritada consigo própria por ter adormecido naquele lugar e mais irritada ainda por ter gastado todo o dinheiro que tinha em copos e agora ter de ir de metro, quando lhe teria dado muito mais jeito apanhar um táxi. E todo este transtorno por uma noite de sexo banal. Como sei que foi banal? Porque se tivesse sido bom, nada disto importaria. Estaria de sorriso nos lábios e até se esqueceria das dores nos pés. Dificilmente tornarei a vê-la entrar ou sair daquele prédio que não lhe pertence. É apenas mais umas das mulheres que por lá passam.»"
Nós gostamos muito da cidade de Lisboa, com as suas colinas e v
icissitudes, pelo que não podíamos estar mais felizes de vos presentar também com uma crónica do quotidiano de um sistema complexo que é o meio urbano, sem esquecer as suas peças fundamentais: as pessoas.
Preencham o formulário e aguardem pelos resultados. Boa sorte!

Regras do passatempo
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 18 de junho de 2017.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só será aceite uma participação por pessoa.
4) O passatempo abrange todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
5) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
6) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.
7) Todos os dados pessoais guardados, para efeitos de passatempo, serão eliminados após entrega do prémio ao vencedor ou vencedora.

quarta-feira, 15 de março de 2017

#On my shelf tag

Olá, olá! 
Voltamos com mais um desafio e mais uma tag para que fiquem a conhecer melhor as nossas estantes. Desta feita aderimos ao desafio #onmyshelf que vimos no canal da Booktuber Ariel Bissett.

Aqui ficam as regras:
1. Escolher uma combinação aleatória de dois números, o primeiro para prateleira, o segundo para o livro. Este passo foi realizado com a vossa ajuda na nossa página de Facebook!
2. Apresentar o livro.
3. Falar um pouco dele (se é dos favoritos, se ainda não o leram, porque foi comprado, etc)

Tivemos mais de trinta pessoas a dar-nos coordenadas e fazer só um post seria muito grande por isso decidimos dividir em grupos de cinco livros e ir falando deles durante os próximos tempos. Aqui ficam os cinco primeiros!

Coordenada: 3 e 8
A Princesinha de Frances Hodgson Burnett editado em Portugal pela Oficina do Livro.

Este  meu exemplar tem uma história gira. Recebi-o por engano em audio book quando mandei vir um livro online. A livraria recebeu o audiobook de volta e mandou-me o livro que queria mas fiquei com uma pulga atrás da orelha. Encontrei-o mais tarde numa loja de caridade e não resisti a comprá-lo. Tenho duas edições, a da imagem e outra num livro de capa dura onde também tenho outro livro da autora, O Jardim Secreto.
Gostei bastante do livro e está na minha lista de clássicos favoritos. Apesar de todas as atribulações, a nossa princesinha não deixa cair a sua coroa e continua amável e dedicada.
Quando andei à procura da capa, descobri que faz parte do Plano Nacional de Leitura, o que me deixou muito satisfeita!

Coordenada: 5 e 45
The Crooked Sixpence [The Uncommoners #1], de Jessica Bell

Comprei este livro há pouco mais de um mês e infelizmente ainda não tive tempo para o ler. Comprei-o porque parece exactamente o tipo de livro infanto-juvenil que gosto (e para além disso tem uma capa bonita!).
Dois irmãos partem numa aventura depois da avó destes ter ido parar ao hospital descobrem que a casa dela foi virada do avesso por ladrões.
Imagino que magia e aventura se sucederão. A sequela desta saga já está no forno e chama-se The Smooking Hourglass. Esta saga não se encontra disponível (por enquanto) em português.

Coordenada: 3 e 39
O Medo do Homem Sábio [The Kingkiller Chronicle #2] de Patrick Rothfuss

Ainda não li nada de Patrick Rothfuss apesar de estar bastante curiosa. Comprei este livro numa loja de caridade exactamente porque estava a um preço bastante acessível e devido à minha curiosidade.

Editado em Portugal pela Edições Gailivro.






Coordenada: 7 e 14
O Dom [The Books of Pellinor #3], de Alison Croggon.

Os Livros de Pellinor é uma saga que está sempre a ser-me recomendada pelos sites onde compro livro e pelo Goodreads. É outra daquelas sagas que comprei e que aguarda pacientemente na estante a sua altura de ser lida.

Maerad is a slave in a desperate and unforgiving settlement, taken there as a child after her family is destroyed in war. She is unaware that she possesses a powerful gift, one that marks her as a member of the School of Pellinor. It is only when she is discovered by Cadvan, one of the great Bards of Lirigon, that her true heritage and extraordinary destiny unfold. Now she and her new teacher must survive a journey through a time and place where the forces they battle stem from the deepest recesses of otherworldly terror.

Esta saga está editada em Portugal pela Bertrand Editora.

Coordenada: 1 e 27
The Runaway Princess [The Runaway Princess #1], de Kate Coombs

Li este livro este ano e foi das minhas leituras favoritas. Quem nos segue sabe que gosto de contos de fadas e literatura infanto-juvenil este livro junta o melhor das duas. A nossa querida princesa Meg é posta numa torre pelos pais depois do Primeiro Ministro deles os convencer que só assim se conseguirá atrair príncipes que queiram casar com Meg e tragam uma fortuna para o reino.
Mas Meg tem 14 anos e a última coisa em que pensa é casar-se, o que ela quer mesmo é viver uma aventura. Por isso quando o pai propõe que o vencedor de 3 tarefas ganhe a sua mão em casamento, Meg faz algo do qual Merida teria orgulho: foge da sua torre e tenta completar as tarefas antes dos príncipes. Como seria de esperar isto não se revela uma tarefa fácil mas dá um livro extremamente divertido. Este livro não está disponível em português (ainda, pelo menos!).

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Opinião: O Rouxinol, de Kristin Hannah

 
O Rouxinol, de Kristin Hannah

Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 504
Editor: Bertrand Editora







Resumo: Na tranquila vila de Carriveau, Vianne despede-se do marido, Antoine, que parte para a frente da batalha. Ela não acredita que os nazis vão invadir a França… mas é isso mesmo que fazem, em batalhões de soldados em marcha, em caravanas de camiões e tanques, em aviões que enchem os céus e largam as suas bombas por cima dos inocentes. Quando um capitão alemão reclama a casa de Vianne, ela e a filha passam a ter de viver com o inimigo, sob risco de virem a perder tudo o que têm. Sem comida, dinheiro ou esperança, e à medida que a escalada de perigo as cerca cada vez mais, é obrigada a tomar decisões impossíveis, uma atrás da outra, de forma a manter a família viva. Isabelle, a irmã de Vianne, é uma rebelde de dezoito anos, que procura um objetivo de vida com toda a paixão e ousadia da juventude.

Enquanto milhares de parisienses marcham para os horrores desconhecidos da guerra, ela conhece Gäetan, um partisan convicto de que a França é capaz de derrotar os nazis a partir do interior. Isabelle apaixona-se como só acontece aos jovens… perdidamente. Mas quando ele a trai, ela junta-se à Resistência e nunca olha para trás, arriscando vezes sem conta a própria vida para salvar a dos outros. Com coragem, graça e uma grande humanidade, a autora best-seller Kristin Hannah capta na perfeição o panorama épico da Segunda Guerra Mundial e faz incidir o seu foco numa parte íntima da história que raramente é vista: a guerra das mulheres.

O Rouxinol narra a história de duas irmãs separadas pelos anos e pela experiência, pelos ideais, pela paixão e pelas circunstâncias, cada uma seguindo o seu próprio caminho arriscado em busca da sobrevivência, do amor e da liberdade numa França ocupada pelos alemães e arrasada pela guerra. Um romance muito belo e comovente que celebra a resistência do espírito humano e em particular no feminino. Um romance de uma vida, para todos.

Rating: 5/5

Comentário: Foram precisos alguns dias para conseguir consertar e discernir uma opinião coerente e que expressasse correctamente o quanto este livro me tocou. Atrevo-me a dizer que é dos melhores, senão o melhor que li nos últimos dois anos, composto por uma narrativa extremamente bonita e melódica, mas não menos crua ou despejada de potência. "O Rouxinol" pode ser uma versão fantasiada pela imaginação, sustentando-se em factos históricos e elementos e datas precisas para construir uma narrativa. Mas é também um murro no estômago, uma lembrança constante que por mais que exploremos, por mais que nos informemos e procuremos nunca esquecer o período tão negro, obscuro, dilacerante a que correspondeu a II Guerra Mundial, ele existiu e tem de ser falado e explorado até mais não, para que não se repita, para que não possamos fechar os olhos às evidências do passado e para nunca mais negar que o ser humano tanto pode ser belo e generoso como cruel, monstruoso, e paradoxalmente inumano. Este livro foi uma memória constante sobre o que sabemos e o que ainda desconhecemos - e que provavelmente nunca chegaremos a saber - sobre este período: resultante da vergonha e de memórias escondidas, do ressentimento, da necessidade das testemunhas de primeira mão esquecerem muito do que vivenciaram e que vai bem além do Holocausto e da perseguição aos judeus. Neste livro de Kristin Hannah, é a visão de um país ocupado que nos inunda a mente ao longo de 500 páginas, mostrando-nos o que foi viver sob o jugo nazi, denunciar a derrota, e ainda ter de lidar com os simpatizantes do regime, que se mostraram anti-patriotas e pouco defensores do seu país, muitas vezes entusiastas das oportunidades perfeitas a agarrar, ou simplesmente com o sofrimento e a degradação alheia.
A componente temporal  dá-nos uma perspectiva vasta e complementar sobre o período de ocupação em França, desde a descida das tropas alemãs pelo país, até o momento final de libertação. No centro desse período, são registadas as transformações sociais, físicas, psicológicas e de morais sofridas pela população ocupada, que vê em cada cruz suástica um inimigo (ou uma oportunidade), camuflado numa massa de colunas humanas que vão devastando com a sua presença cada canto de França.
Kristin Hannah traz-nos duas personagens femininas fortes, mesmo nas suas inseguranças e fragilidades, e procura, pelo olhar de cada uma, trazer-nos as várias facetas deste país ocupado. Desde as senhas de racionamento, ao movimento de Resistência, às rotas de evacuação de pilotos perdidos, à ocupação forçada das propriedades francesas, deixando mulheres e crianças a lidar à sua maneira com um inimigo confrontado nas frentes pelos maridos, irmãos e filhos há muito deslocados para fora do país (e posteriormente presos em campos de concentração), este é um registo completo, que nos conta uma história vasta da devassidão que uma guerra pode trazer. É complementar, tem várias personagens fortes, complexas, singulares, que atribuem uma voz múltipla e testemunhos diversos a um livro único.
Não quero desvendar o enredo, nem a direcção que toma a narrativa, mas só posso dizer-vos que surpreende, agarra e arranca páginas umas atrás das outras para se colarem à vossa retina e reterem-se na vossa mente. Um livro a juntar à lista dos preferidos certamente!

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

"Inferno" de Dan Brown nos cinemas em 2015!

Inferno, de Dan Brown, o quarto livro da série protagonizada por Robert Langdon, superou já as expectativas por parte da Bertrand Editora quanto a vendas efectivas. A provar este sucesso de vendas logo no arranque, está a posição que ocupa nos tops das principais cadeias livreiras e outros agentes de venda de livros: o primeiro lugar é unânime.
Entretanto, chega-nos a notícia de que Inferno será adaptado ao cinema, pela mão da Sony. À semelhança de Código Da Vinci e Anjos e Demónios Ron Howard realizará o filme, com argumento de David Koepp Tom Hanks assegura mais uma vez o papel de Robert Lagndon. 
A produtora anunciou a estreia para o dia 18 de Dezembro de 2015, segundo a notícia que pode ser lida no site do The Telegraph.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Divulgação: Livrarias Bertrand

Caros Encruzilhados,

Começa hoje o mês dos livros e, para celebrar, as livrarias Bertrand lançam no mercado uma edição especial da sua revista a Somos Livros. Além de ser gratuita, a revista vem com um catálogo de descontos nas livrarias Bertrand, até 40%, além de vales para teatro, cinema e papelaria. 

Todo este mês é de celebração para nós livrólicos e amanhã, Dia Internacional do Livro Infantil, as livrarias Bertrand oferecem o livro «Bernardo e o Dragão», em compras superiores a 20 euros. (Para quem não sabe, Bernando é a mascote da livraria!)

Outros dias a assinalar serão o dia 6 de Abril, no qual a Bertrand se associa à comemoração do 120º aniversário do nascimento de Almada Negreiros, marcando presença na feira do livro sobre o autor no Largo do Chiado. E no dia 23 de Abril, o já famoso dia Mundial do Livro, o Ler no Chiado será especial: tendo como convidados Anabela Mota Ribeiro, o painel de comentadores de O Eixo do Mal, Clara Ferreira Alves, Daniel Oliveira, Luís Pedro Nunes, Nuno Artur Silva e Pedro Marques Lopes trazem ao Chiado «livros que mudaram o mundo». (Quem fizer compras superiores a 25€ neste dia terá direito ao já habitual Almanaque Bertrand.)

Ainda no âmbito do mês do livro a Bertrand irá promover cursos de livreiros para as escolas – para turmas de alunos do ensino básico que desejem se familiarizar com o espaço das livrarias e aprenderem os segredos de uma profissão muito desejada. Prosseguem, também, este mês e com mais oferta, as oficinas de escrita: «Escrevi um livro. Da gaveta à publicação.» e «Fazer um livro», ambos por Andreia Rasga, e «A viagem continua», por Raquel Ochoa, são algumas das oficinas propostas.

E como se tudo isto não bastasse, na semana de 20 a 28 de abril, as livrarias Bertrand saem para a rua, em Lisboa: ocupando espaços como o Chiado, Avenida de Roma e Monumental, no âmbito da semana do livro e dos leitores, no âmbito programa Ler em Todo o Lado, uma iniciativa da APEL.

E se isto não são razões para festejar livrólicos não há nada como aguardar pela Feira do Livro que já não está tão longe quanto isso! 
Boas leituras!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Ler no Chiado no Dia Mundial da Poesia


"Boa tarde,


Este mês o Ler no Chiado é mais tarde. Em vez de acontecer na primeira quinta-feira de março, está agendado para dia 21, que também é quinta-feira e é o Dia Mundial da Poesia. Será esse o mote desta sessão da tertúlia moderada  que tem como único convidado José Tolentino Mendonça.


Celebraremos a poesia, pois, à conversa com um poeta. Como ponto de partida para este encontro, os três livros mais recentes do autor, todos editados nos últimos meses: o livro de ensaios (sobre a amizade) Nenhum caminho será longo, o livro de poemas Estação Central e a peça de teatro O Estado do Bosque.

Ler no Chiado é uma iniciativa da Revista Ler e das Livrarias Bertrand, acontece geralmente na primeira quinta-feira do mês, às 18h30, na livraria mais antiga do mundo. Com moderação de Anabela Mota Ribeiro."

~ Enviado pela Livraria Bertrand

sexta-feira, 18 de maio de 2012

O Príncipe dos Ladrões de Cornelia Funke

O Príncipe dos Ladrões
Cornelia Funke
Edição/reimpressão: 2003
Páginas: 344
Editor: Bertrand Editora
Resumo:
Imagine uma história de Dickens num cenário veneziano e terá uma ideia de como é o sucesso literário da alemã Cornelia Funke, cuja edição original foi publicada na Alemanha em 2000. Este conto cheio de suspense tem início no escritório de um detective em Veneza a quem é incumbida a tarefa de procurar dois rapazes, Prosper e Bo, de 12 e 5 anos respectivamente.

Rating: 3,5/5

Comentário: 
Era uma vez dois irmãos que viviam com a sua mãe, uma mãe sonhadora que que gostava de contar histórias sobre a magia de Veneza. Infelizmente, a mãe estava doente e acabou por morrer deixando os seus dois filhos com os tios. Os tios não tinham filhos e ficaram muito felizes por adoptar um dos irmãos. O mais novo tinha cabelos doirados e uma cara de anjo, o mais velho tinha cabelos negros e já pensava por si. Os tios não hesitaram, adoptaram o mais novo dos irmãos, Bo e mandaram Proper de volta para o orfanato. Esta é uma história de dois irmãos que não queriam estar separados e que acreditavam que Veneza tinha magia suficiente para os manter juntos e decidiram fugir para a encontrar!
Este é um livro infantil-juvenil que mantêm viva a tradição dos grandes contos de fadas! Há drama, há suspense, há aventura e ladrões mascarados a saltar pelos telhados! Tem todos os ingredientes para ser um clássico infantil dos preferidos. É a história de dois irmãos que não queriam ser separados pois só se tinham um ao outro em todo o mundo. E quem os pode culpar? Se eu não tivesse mais ninguém e alguém me tentasse separar da minha irmã faria o mesmo, fugira, voaria, eu mudar-me-ia para a lua!
Esta história vai tocar num dos laços mais sagrados que pode existir para as crianças e que é um laço que estas conhecem bem. Quem tem irmãos e cresceu entre beliscões e abraços sabe do que falo. Este livro fala às crianças porque fala-lhes de um amor que elas conseguem compreender, o amor que há entre irmãos.
Irmãos que reclamam e mandam vir e às vezes até nos beliscam mas que são fortes por nós e tomam conta de nós. Esta é uma história em que o irmão mais velho é bem tratado, vemo-lo a fazer sacrifícios pelo mais novo, vemo-lo a tomar as rédea, este irmão não ficou magoado com o irmão por os tios não o escolherem, pois sabe que a culpa não é dele.
A história lida bastante bem com o tema da família e principalmente com famílias de adopção. É sempre agradável ver uma imagem positiva das mesmas em livros infantis.
O livro é fácil de ler mas é também divertido de se ler em família e se a criança gostar há sempre o bónus de em seguida se poder ir alugar a versão cinematográfica para se ver em conjunto. Um livro que sem dúvida saí com o nosso selo de recomendação infantil/juvenil! 
Não se esqueçam de ver o trailer!


Trailer:

terça-feira, 8 de maio de 2012

O Livro das Coisas Perdidas de John Connolly

O Livro das Coisas Perdidas
de John Connolly
Edição/reimpressão: 2010
Páginas: 304
Editor: Bertrand Editora 
Resumo:
 Quando David, um menino de doze anos, se refugia do seu sofrimento nos mitos e contos de fadas de que a sua mãe, agora morta, tanto gostava, percebe que o mundo real e a fantasia se confundem. É então que começam a acontecer coisas más. E chega o Corcunda. David é violentamente impelido para uma terra habitada por heróis, lobos e monstros, cujo rei guarda os seus segredos num livro lendário… O Livro das Coisas Perdidas.
Rating: 3,5/5
Comentário:
Tudo aquilo que conseguires imaginar é real.
Li este livro em Fevereiro de 2011 e na altura escrevi um comentário ao mesmo no meu blog pessoal porque este livro assombrou-me. Foi um daqueles livros que não me deixou dormir descansada enquanto não o acabei e me deixou um vazio no coração quando finalmente o pus na estante. Esta na prateleira dos livros "Bons mas esquisitos" uma prateleira muito peculiar e que não tem tantos livros quanto isso. Normalmente se é esquisito é raro ser bom, no caso dos meus livros pelo menos.
Este livro acaba por ser um pouco história original um pouco re-contar de contos de fadas e é a história de um rapaz que se torna irmão e que odeia a situação veementemente. Para fugir a esta história que não considera sua, refugia-se nos livros e em particular nos contos de fadas, no entanto os contos que encontram são fora do comum e acabam por o levar a uma terra mágica onde nada é o que parece.
Ao longo do livro seguimos David e vê-mo-lo crescer diante dos nossos olhos. A história é por vezes sofrida e deixa-nos a pensar mas é um bom livro que recomendo para pessoas de estômago forte. Recomendo para um escalão juvenil mais elevado, assim na casa dos 15, 16 anos principalmente se ainda gostarem deste género de histórias.
Para concluir aqui fica aqui um pouco do que escrevi no meu blog pessoal:
"Hoje acabei de ler o livro "O Livro das Coisas Perdidas". Apesar de ter cenas que me bem me assustaram (porque como sabem, sou susceptível a determinadas coisas, como distorção de contos de fadas...), acho que o livro está muito bom. Tive partes em que me arrepiei, já não dizia isso de um livro há muito tempo!
Houve duas cenas que me tocaram especialmente, uma sobre uma menina e de como ela tinha morrido. Juro que pude sentir a dor dela e outra foi uma frase dita pelo personagem principal já perto do fim.
A frase era algo como, "Tu não és um pesadelo meu, eras um pesadelo dele e ao mata-lo, mataste-te a ti próprio!", o que se formos a ver é a maior das verdades, os pesadelos dos outros não nos podem atingir, podem derrota-los e deita-los por terra, podem até pisa-los e destrui-los mas a nós, a nós não nos tocam. O que nos toca a nós são os nossos próprios temores, os nossos próprios medos. Ler e escrever ajudam-me a enfrentar os meus medos..."

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Expresso de Cantão, de Giuliano da Empoli



Edição/reimpressão: 2009
Páginas: 288
Editor: Bertrand Editora

"1503: Giovanni da Empoli, um jovem mercador florentino, embarca nos navios que conduzem pela primeira vez o grande Afonso de Albuquerque ao continente indiano.
Trata-se do início de uma aventura que haveria de durar quinze anos, durante os quais Giovanni da Empoli participaria nos eventos mais importantes da sua época e conheceria os seus protagonistas: de Savonarola a Magalhães, de Maquiavel a Leão X.

2008: Giuliano da Empoli, descendente do mercador florentino, decide seguir o trilho do seu ousado antepassado.

Numa altura em que o baricentro do mundo começa a deslocar-se novamente para o Oriente, o autor oferece-nos um relato de viagens encantador que descreve duas fases cruciais da globalização através do olhar de dois testemunhos ligados por um fio invisível que percorre cinco séculos de História."

Para quem gosta de história, da possibilidade de sonhar, comparar realidades temporais numa mesma dinâmica territorial e conhecer novas perspectivas culturais, e para quem tem curiosidade e fome de conhecimento do mundo global, Expresso de Cantão é o livro indicado.
Ainda que o prólogo e os dois primeiros capítulos se tornem por vezes aborrecidos, a verdadeira narrativa da viagem dos dois Empoli é completamente viciante. Não é um livro para consumo imediato, apelando mais a reflexões sobre as diferentes realidades territoriais e culturais que se vão descobrindo, os movimentos de vanguarda, os pensamentos de novas personagens implicadas no funcionamento do seu país natal ou de coração, os pequenos rasgos de revolta de pessoas não acomodadas com aquilo que a história anteriormente lhes ditou. Para quem gosta ou para quem nunca conheceu nenhum país asiático, é um rasgo de clarividência, em muitas formas.
Historicamente, apesar de ter perfeita noção de que os livros de história do ensino obrigatório são muito simplistas, acho que nunca mais vou olhar para Afonso de Albuquerque da mesma forma.
Recomendo vivamente, embora seja preciso interesse e alguma concentração.