terça-feira, 31 de dezembro de 2013

TOP 10 2013



Chegando ao final de 2013, a Cláudia leu 55 livros, e a Catarina contabilizou 120 leituras durante os últimos 12 meses. Claro que tivemos óptimas leituras, outras mais ou menos, mas o que queremos é sugerir bons livros e inspirar as vossas futuras leituras do próximo ano. Por esse motivo, aqui fica o TOP 10 do Ano 2013 de cada uma:

Cláudia (sem ordem hierárquica):

1 - O Silo, de Hugh Howey (Editorial Presença)
2 - A Casa das Sete Mulheres, de Leticia Wierzchowski (Caminho)
3 - Uma Casa de Família, de Natasha Solomons (Edições ASA)
4 - A Mulher do Viajante do Tempo, de Audrey Niffenegge (Editorial Presença)
5 - Anna e o Beijo Francês, de Stephanie Perkins (Quinta Essência)
6 - Departmento 19, de Will Hill (TopSeller)
7 -  Maze Runner - Provas de Fogo, de James Dashner (Editorial Presença)
8 - Divergente, de Veronica Roth (Porto Editora) - Consultem a opinião da Catarina.
9 - Insurgente, de Veronica Roth (Porto Editora) - Consultem a opinião da Catarina
10 - A Luz entre os Oceanos, de M. L. Stedman (Editorial Presença)


Catarina (sem ordem hierárquica):

1 - Perfect Scoundrels, de Ally Carter
2 - Matilda, de Roald Dahl
3 - Fortunately, the Milk de Neil Gaiman
4 - Guia Para um Final Feliz de Matthew Quick (Editorial Presença)
5 - A Menina que Circum-navegou o Reino Encantado (Num Barco Que Ela Mesma Fez) de Catherynne M. Valente (Edições ASA)
6 - The Ocean at the End of the Lane de Neil Gaiman
7 - All-of-a-Kind Family de Sydney Taylor - Consultem a sinopse no Goodreads
8 - The Princess Who Had No Kingdom de Ursula Jones e Sarah Gibb- Consultem a sinopse no Goodreads
9 - A Monster Calls, de Patrick Ness
10 - United We Spy, de Ally Carter

 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Opinião: A Casa das Sete Mulheres, de Leticia Wierzchowski




A Casa das Sete Mulheres
 de Leticia Wierzchowski

Editora: Ambar (edição fora do mercado)

 



Resumo: A Casa das Sete Mulheres é um envolvente romance histórico e de amor no cenário da Revolução Farroupilha de 1835, no Rio Grande do Sul. O romance mistura magistralmente realidade e ficção, narrando a aventura de sete mulheres da família de Bento Gonçalves, general e chefe da revolução que pretendia a república, a abolição da escravatura e a independência do Rio Grande do Sul, no Brasil da primeira metade do século XIX. (...)Com uma visão decididamente feminina e em volta de personagens centrais femininas, a autora descreve também cenas de batalha dignas de um livro de acção, em volta de fortes personagens masculinos.


 Rating: 5/5 

Opinião: Para quem habitualmente vê televisão, sabe que há uns anos passou na SIC uma série brasileira baseada na obra de Leticia Wierzchowski, que retratava a época da revolta farroupilha do Rio Grande do Sul. Fundada uma República à revelia do império do Brasil, por um grupo de visionários que ainda assim não tencionavam levá-la tão longe, deu-se origem a um caos que perdurou durante 10 longos anos, onde muitas vidas se perderam e outras tantas ficaram desfeitas.
Nessa altura foi editada pela Ambar uma tiragem do livro (que já não se vende praticamente em lado nenhum) e apesar de não conseguir ter acesso ao livro, encontrei um exemplar na biblioteca da minha área de residência.

Quem viu a série e quiser ler o livro, deverá saber que a versão impressa é diferente, e com muito menos ênfase nos conflitos bélicos do que a série. Naturalmente, e como sabem, esta é essencialmente a estória de sete mulheres que se vêem fechadas ou refugiadas numa estância para se protegerem de uma guerra que podendo não ser sua, passou a sê-lo a partir do momento em que maridos, filhos, tios, sobrinhos e primos passaram a dar a cara por uma causa que lhes era nobre. As suas angústias estão patentes em cada página, mas também as paixões, os sonhos e desejos, as superstições e os anseios. Cada uma das mulheres retractadas tem um quadro particular bem definido, intenso, vivido e extremamente interessante. Cada uma analisa a sua estadia longe dos que amam de uma diferente forma, sabendo vencer as adversidades à sua maneira.

Sete mulheres juntas, a viverem isoladas numa casa à espera de notícias que podem não ser as melhores durante 10 longos anos, com as emoções aflitas e os sentimentos ao rubro, os anseios de nunca mais se reunirem novamente aos entes queridos, permite recriar um mosaico de vivências, de desentendimentos, de dramas que reforçarão a personalidade vincada de cada uma, que passa a ser identificada facilmente em cada página.

Sendo um livro com um ponto de vista bastante feminino, com formas de expressão e apresentação de sentimentos muito adequadas à época, naturalmente que por vezes se tende para o dramatismo exagerado, especialmente quando a análise das parcas cartas que encontravam o seu destino até à Estância da Barra e à Estância do Brejo.

Outro dos pontos fortes deste livro, tão incrivelmente bem escrito, é exactamente a riqueza linguística: as gírias, os vocábulos de época, as expressões contraídas, a mescla de expressões do Brasil do séc. XIX com os países hispânicos vizinhos.

É um livro que vale mesmo a pena, e tem o selo de recomendação do Encruzilhadas Literárias.













Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Passatempo de Natal: Vencedores





Boa noite!,

Quisemos começar o dia de hoje a oferecer prendas, ainda no espírito do Natal. O nosso Mega Passatempo de Natal teve vários vencedores que podem ser conhecidos mais em baixo. Se ainda não foi desta, estejam atentos ao Blog durante o próximo mês. Vamos completar 4 anos a 18 de Janeiro, e temos surpresas programadas! Sigam também as páginas parceiras deste passatempo, que para além de terem trabalhos lindos, merecem ser divulgadas junto de amigos e familiares (e dão óptimas prendas de Anos e Natal :D )Após confirmar os dados junto de cada vencedor, aqui ficam os felizes contemplados:

Pack 1 - Editorial Presença: Oksa Pollock - A Inesperada de Anne Plichota e Cendrine Wolf, Em Chamas de Suzanne Collins + Saco e Caneta Liliana C. Lavado - Daniela Alves (Porto)

Pack 2 - TopSeller: Liberta-me de J. Kenner + Estojo/Bolsa de óculos Arte em Cartão - Daniela Augusto (Marinha Grande)

Pack 3 - Quinta Essência: O Barco Encantado, de Luanne Rice + Marcador de Livros Artidar - Filipa Monteiro (Caparica)

Pack 4 - Chiado Editora: Em Busca da Rosa, de L.A.M. + Marcador de Livros Pedras do Bosque - Daniela Amaral (Viseu)

Pack 5 - 3 livros: Eat, Pray, Love de Elizabeth Gilbert, Public Confessions of a Middle Age Woman, de Suw Townsend e Wrapped up in You de Carole Matthews + Postal Ilustrado Design em Branco - Bruno Neves (Azambuja)

Pack 6 - Publicações Europa-América: Perdida de Mo Hayder + Marcador de Livros Truska - António Rodrigues (Porto)


domingo, 22 de dezembro de 2013

Novidade: A Queda de Artur, de J. R. R. Tolkien

A Queda de Artur
de J. R. R. Tolkien
Colecção: Obras de J. R. R. Tolkien
Pp.: 248

Inédito em Portugal
Edição organizada por Christopher Tolkien
Versão Bilingue

A Queda de Artur, a única incursão de J. R. R. Tolkien nas lendas do rei Artur da Bretanha, pode muito bem ser vista como a sua mais delicada e hábil aventura na métrica aliterativa do inglês antigo, tendo concedido à sua interpretação inovadora das antigas narrativas uma sensação penetrante da natureza grave e determinista de tudo o que é contado: da expedição ultramarina de Artur até às distantes terras pagãs, da fuga de Guinevere de Camelot, do regresso de Artur à Bretanha e da grande batalha naval, no retrato do traidor Mordred, nas dúvidas atormentadas de Lancelot no seu castelo francês.
Infelizmente, A Queda de Artur foi um dos seus vários poemas longos inacabados. Há evidências que terá começado a escrevê-lo no início dos anos 30 do século passado e estaria num estado suficientemente avançado para que o enviasse a um amigo perspicaz, que o leu com grande entusiasmo no final de 1934, e o incentivou a concluí-lo com urgência: «Tem mesmo de o terminar!» Contudo, foi em vão. Tolkien abandonou-o, em data desconhecida, ainda que alguns indícios apontem para 1937, o ano de publicação de O Hobbit e das primeiras incursões em O Senhor dos Anéis. Anos mais tarde, numa carta de 1955, disse que «esperava terminar um longo poema sobre A Queda de Artur», mas esse dia nunca chegou.
Associadas ao texto do poema, existem, contudo, várias páginas manuscritas; uma grande quantidade de rascunhos e experiências em verso, nas quais a estranha evolução da estrutura do poema é revelada, juntamente com sinopses narrativas e notas deveras significativas, ainda que desesperantes. Nestas últimas, é possível discernir associações claras, ainda que misteriosas, do fim de Artur com O Silmarillion e a amarga conclusão do amor de Lancelot e Guinevere, que nunca chegou a ser escrito.

Atenção Escritores: Passatempo AlenCriativos


Atenção Escritores!
 Se o bichinho da escrita não vos larga e se sentem inspirados, o grupo AlenCriativos tem um novo concurso de escrita. Este concurso literário de âmbito nacional é promovido pelo grupo AlenCriativos: organização de Ana Coelho e Maria Eugénia Ponte, com o apoio da Câmara Municipal de Alenquer - Pelouro da Cultura e da Juventude e Junta de Freguesia do Carregado/Cadafais.
 
Tema: Contos com Vida

O concurso divide-se em duas categorias:
Os Jovens Contam, para concorrentes com menos de 18 anos e concorrentes com idade igual ou superior a 18 anos (publico em geral, autores já editados ou não).

Entrega de trabalhos: até 20 de Fevereiro 2014
Entrega de prémios: 16 de Março 2014

Entrega de trabalhos e informações através de alencriativos@hotmail.com

Consultar regras nos documentos em anexo ou aqui:
https://www.facebook.com/events/704966289558169/

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Mais clássicos para quem não tem tempo!

Depois do nosso post Clássicos para quem não tem tempo, onde vos revelamos vários contos pequeninos para lerem de fugida, continuamos a nossa descoberta por clássicos pequeninos para que o tempo deixe de ser uma desculpa.
Desta feita, em vez de contos procuramos por clássicos com menos de 200 páginas. Sabiam que O Grande Gatsby só tem 180 páginas no original? A prova que por vezes o nome clássico mete mais medo que o número das páginas!
Assim, sendo vamos deixar-vos o nome de alguns clássicos pequeninos disponíveis em português. Sigam-nos Encruzilhados para descobrirem mais pequenos grandes clássicos.
[Atenção o número de páginas refere-se ao original em inglês e já inclui introduções e notas de autor.]

Um Conto de Natal de Charles Dickens (80 páginas):
Um Conto de Natal ou O Natal do Sr. Scrooge é talvez um dos mais conhecidos contos da literatura universal e, sem dúvida, o mais conhecido conto de Natal. Nele, todo o sortilégio do Natal é tratado na prosa de um dos melhores caricaturistas sociais de todos os tempos, que foi talvez aquele que melhor soube apreender e transmitir o espírito do Natal!
Inúmeras vezes adaptado ao teatro, cinema e televisão, poucos serão aqueles que ainda não ouviram falar do fantasma do Natal Passado, do fantasma do Natal Presente e do Fantasma do Natal Futuro e do velho avarento que é visitado por estes espíritos que lhe transmitirão o verdadeiro sentido do Natal.

A Pérola de John Steinbeck (96 páginas):
Baseada num conto popular mexicano, "A Pérola" constitui uma inesquecível parábola poética sobre as grandezas e as misérias do mundo tão contraditório em que vivemos. É, assim, a história comovente de uma pérola enorme, de como foi descoberta e de como se perdeu… levando com ela os sonhos bons e maus que representava, mas é também a história de uma família e da solidariedade especial entre uma mulher, um pobre pescador índio e o filho de ambos.

Boneca de Luxo de Truman Capote (160 páginas): 
Holly Golighly é mais do que uma boneca de luxo. Deslumbrante, espirituosa e ternamente vulnerável, inquietando as vidas dos que com ela se cruzam, é retratada por Truman Capote em Breakfast at Tiffany’s (Boneca de Luxo), um romance tocante e singelo sobre a amizade, que constitui uma autêntica história de sedução.
Verdadeiro clássico da literatura americana contemporânea, nele se inspirou Blake Edwards para o filme homónimo protagonizado por Audrey Hepburn.

 O Triunfo dos Porcos de George Orwell (140 páginas): 
Publicado pela primeira vez em 1945, O Triunfo dos Porcos transformou-se na clássica fábula política deste século. Acrescentando-lhe a sua marca pessoal de mordacidade e perspicácia, George Orwell relata a história de uma revolução entre os animais de uma quinta e o modo como o idealismo foi traído pelo poder, pela corrupção e pela mentira.

O Retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde (180 páginas):
Nesta obra, a personalidade dividida de Dorian Gray é representada por uma inversão misteriosa da ordem natural, através da qual a sua verdadeira face conserva a juventude inviolada enquanto o retrato é macerado pelo passar dos anos, até ao dia em que a faca cravada na tela reconduz à arte a sua serenidade impassível e ao ser vivo a sua transição para a morte. 

A Guerra dos Mundos de H.G. Wells (160 páginas): 
A Guerra dos Mundos, de H. G. Wells, é não só uma das obras fundadoras da moderna ficção científica (juntamente com alguns outros livros do mesmo autor, e com quase todos os romances de Jules Verne), como foi ainda o romance que Orson Welles utilizou para a genial criação radiofónica que lançou o pãnico nos EUA, com multidões inteiras a convencerem-se de que os marcianos tinham de facto chegado à Terra.
Este livro pode ler-se como uma simples fantasia: a história de uma guerra com um final ao menos temporariamente, feliz. Ou pode pensar-se no contexto em que foi escrita (1898), numa altura em que o Mundo Ocidental pressentia que uma boa parte do que tinha sempre tido por imutável e seguro estava de facto a chegar ao fim.
Em qualquer caso, e seja qual for a perspectiva do leitor, A Guerra dos Mundos não deixará de ser por todos considerada como uma narrativa verdadeiramente apaixonante.

Que vos parece, Encruzilhados? Curiosos? Esperamos que este artigo vos dê coragem para pegarem nestes clássicos. Leiam o artigo original e descubram mais pequenos grandes clássicos clicando aqui.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Opinião: Guia para Um Final Feliz, de Mathew Quick

Guia para Um Final Feliz
de Mathew Quick
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 288
Editor: Editorial Presença
Resumo:
Pat Peoples está de regresso ao mundo da normalidade da vida familiar em casa de seus pais após ter permanecido numa instituição psiquiátrica devido a um traumatismo grave. Da memória deste fervoroso adepto dos Eagles de Philadelphia desapareceu uma participação do clube no Super Bowl e a demolição do antigo estádio. Ninguém, lá em casa, lhe fala de Nikki, a sua mulher, e até o seu novo terapeuta parece incitá-lo ao adultério. Tudo assume um aspecto cada vez mais estranho. Como a pouco e pouco se vai revelando, anos da sua vida tinham-se pura e simplesmente apagado. Apesar disso, Pat não se deixa desviar daquela que acredita ser a missão de auto-aperfeiçoamento. Guia para Um Final Feliz é uma narrativa vibrante e intensa que nos oferece uma visão refrescante sobre sentimentos de perda, depressão e amor. 

Rating: 4/5

Comentário:
De vez em quando, Encruzilhados, gosto de ver um filme e em seguida ler o livro. Normalmente faço o oposto, mas por vezes, para me conseguir convencer a ler ou a desistir de ler algo vejo o filme primeiro. Foi isso mesmo que fiz com Guia para Um Final Feliz, depois de todo o murmurinho criado em torno do filme e do livro, decidi que iria ver o filme primeiro. Gostei bastante do filme e por isso decidi que iria ler o livro. Este mês finalmente consegui deitar mão a uma cópia e ler calmamente esta história.
Mathew Quick tem uma escrita ligeira mas profunda, gostei da maneira como foi abordando a história e as suas personagens. Como seria de esperar o livro é muito mais detalhado do que o filme e temos acesso a certas informações que no filme não nos são dadas. O final também é diferente e gostei de toda a maneira como a "história da Nikki" foi tratada e resolvida e que difere imensamente do filme.
Quando escrevi o artigo sobre a semana da saúde mental não pensei que ler um livro pudesse ter um impacto tão profundo na maneira como vemos certas doenças, mas a verdade é que pode. Não sei porque ainda me admiro, os livros tem poderes fantásticos e a habilidade de nos ajudar a ser mais empáticos é uma delas.
Quem viu o filme conhece a história de Pat Peoples, um professor educação física do secundário que vai parar a uma Instituição de Apoio a Doentes Mentais. Dentro dela, preso entre a sua deliria e os seus comprimidos, Pat vai-se perdendo até achar um sentido para a sua vida. O sentido é a sua esposa Nikki da qual está separado e para a qual Pat quer voltar acabando assim com o "tempo separados". Esta motivação guia-o a trocar de médico, a começar uma rotina de desporto e, o mais importante, a acreditar em finais felizes.
E é esta a viagem de aprimoramento que acompanhamos no livro, as lutas, as escolhas, as recaídas, os truques que a nossa mente nos prega para nos proteger e para nos enganar. Pat é humano, a sua família é humana e todos os dilemas que encontra são humanos e apesar de parecerem curiqueiros são a massa da qual são feitos os dias.
Este é um livro que avança a um bom passo mas que também fala muito de futebol americano, o que para mim que não sou apreciadora, acabou por cortar um pouco na leitura. O livro aborda também alguns clássicos, as suas temáticas e possível impacto nos jovens que os lêem (a famosa cena em que Pat atira o livro pela janela e começa a ralhar com Hemingway).
É um livro que sem dúvida recomendo e que me tornou fã da escrita de Matthew Quick. Espero agora poder brevemente ler outra das suas obras.

Um pequeno aviso, a história contém detalhes de enredos de grandes clássicos como O Grande Gatsby, Adeus Às Armas e A Letra Escarlate, se estão a pensar ler estes clássicos talvez seja melhor guardarem este livro para o fim.
Booktrailer:

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Passatempo de Natal 2013 - Apresentação


 Chegando a esta época, não podíamos deixar de vos presentear, com o apoio de vários parceiros, uns com os quais já temos colaborações frequentes, outros que se juntaram a nós recentemente.

Se ainda se lembram, no ano passado oferecemos 10 livros a 10 vencedores. Este ano, contamos seis fantásticos packs, compostos por livros e outros mimos para tornar o vosso natal verdadeiramente especial.

É verdade, este ano além de poderem ganhar vários livros ofertados pelas Editoras nossas parceiras, vão receber também produtos resultantes de projectos artesanais nacionais. Todos estes artigos provém de páginas e projectos que acompanhamos há algum tempo no Facebook, e que estão entre as nossas preferências pessoais (e muitos foram também descobertos através de passatempos em outros Blogs, acabando por se tornar nossos favoritos).
Para ficarem a conhecer o nossos colaboradores que vos vão mimar este Natal, aqui fica uma pequena descrição de cada um deles:

L.C. Lavado
 Liliana Lavado é uma escritora Portuguesa expatriada na Suiça.
É licenciada em Gestão de Marketing, mas desde que os dias da faculdade ficaram para trás, dedica mais tempo e imaginação às aventuras que escreve nos seus livros do que a tentar perceber que já deixou de ser estudante, que está na hora de deixar de usar All-Star, e que os chapéus não estão na moda, mesmo que ela insista em os continuar a usar.
Podem acompanhá-la na sua aventura de jovem escritora através do seu Blog "Neuroses da Escrita 2.0" em www.lc-lavado.com ou através da página do Facebook.

Arte em Cartão
A Arte em Cartão é uma aposta de mãe e filha que, através do cartão e de costura, criam peças artesanais tendo por pano de fundo a bela cidade de Coimbra. Visitem-nas aqui.



Artidar
Porque a arte de dar está em criar memórias, nada como ter acesso a prendas feitas à mão com o mesmo amor e carinho com que serão depois depositadas nas mãos dos que nos são queridos.
Vais encontrar uma variedade de presentes artesanais que quem receber não irá esquecer.
Visita o blog Artidar http://artidar.blogspot.pt/ e a página do Facebook. 

Pedras do Bosque
Aqui no blog somos fãs da página Pedras do Bosque e a prova disso é que este não é o nosso primeiro passatempo com a sua criadora! Somos também clientes e temos ambas marcadores e porta-chaves, entre outros produtos, deste bosque encantado.
Nas palavras da sua criadora o Pedras do Bosque é: Projecto pessoal de artesanato. inspirado na natureza, recriando peças de decoração para colorir e alegrar o imaginário de cada um de nós. Conheçam o seu trabalho aqui.



Design em Branco
O DESIGN EM BRANCO é um projeto de duas amigas recém-licenciadas em design, Isabel e Melissa, que têm o branco como ponto de partida para tudo o resto. E o que realmente importa aqui é mesmo o "resto" que pode ser o mais pitoresco, inacreditável, arrogante, doce, caprichoso, inteligente, arrepiante e tudo mais que conseguirem imaginar.
Dotadas de um cérebro "idiota" dedicam-se a fazer de trinta por uma linha para vos oferecer um vasto leque de tentações às quais não poderão resistir!
Mas atenção, porque elas estarão com as mentes sempre abertas para receber as vossas sugestões, críticas e pedidos! Conheçam as obras de arte destas duas meninas aqui.

TruSka
 Artes & Crafts - Artesanato Urbano 100% Português - Portuguese Urban Design
Missão: Espalhar "Amor" pelo Mundo através das minhas Peças : ) Vale a pena verem tudo aqui.




Relativamente às Editoras, não podíamos de deixar o nosso muito obrigada a todas as que se seguem, e que têm tornado a vida deste Blog mais dinâmica para nós, mas especialmente para vocês:
http://quintaessencia.com.pt/pt/http://www.presenca.pt/http://www.chiadoeditora.com/
http://www.europa-america.pt/

Photobucket
Este ano temos também um pack especial em inglês, composto de livros comprados numa loja de caridade no Reino Unido. Isto quer dizer que além de vos oferecermos livros diferentes ainda ajudamos, neste caso, crianças necessitadas através da Barnardos. Um verdadeiro dois em um mesmo ao espírito do Natal.

Sigam para os formulários aqui:
Pack 1 ~ Pack 2 ~ Pack 3 ~ Pack 4 ~ Pack 5 ~ Pack 6

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

CIVILIZAÇÃO lança 8 novos títulos da Colecção NOVOS CLÁSSICOS

A Civilização Editora vai lançar 8 novos títulos na sua colecção Novos Clássicos. 

Os Lusíadas têm como tema central o descobrimento do caminho marítimo para a Índia, atingindo o seu auge quando Vasco da Gama dobra o Cabo da Tormentas, depois alterado para da Boa Esperança, tratando em paralelo, de um modo muito engenhoso e com grande mestria, a História de Portugal.

Os outros títulos da colecção e lançados em simultâneo são: 
  •  AMOR DE PERDIÇÃO de Camilo Castelo-Branco 
  • CONTOS ESCOLHIDOS de Anton Tchekov
  • O PAI GORIOT de Honoré Balzac
  • O VERMELHO E O NEGRO de Stendhal
  • PERSUASÃO de Jane Austen
  • QUO VADIS? de Henryk Sienkiewicz
  • SÓ de António Nobre

domingo, 8 de dezembro de 2013

Os 10 melhores livros do ano segundo Oprah



O clube de leitura da Oprah andou ocupado com as suas leituras este ano e agora que o ano editorial acabou a revista da apresentadora, a The Oprah Magazine, lança a lista definitiva dos 10 melhores livros do ano.
Estes são livros que, segundo a revista, ninguém consegue parar de falar! Para lerem o artigo original cliquem aqui para seguir para o Huffington Post.
Se quiserem continuar connosco, deixamos-vos aqui a lista (tentamos encontrar as versões portuguesas quando possível) e queremos saber se já leram algum deste livros e que pensam do mesmo! Falem connosco nos comentários!

1. The Isle of Youth  por Laura van den Berg
Ranging from the inscrutability of a marriage to private eyes working a case in South Florida to a teenager who assists her magician mother and steals from the audience, this title features stories that are linked by mystery and by women who are at once vulnerable and dangerous, bighearted and ruthless - who will do what it takes to survive.

2. Raparigas de Província por Edna O'Brien  -  Relógio d'Água
Início dos anos sessenta numa vila rural da Irlanda. Caithleen Brady e a sua atraente amiga Baba, duas raparigas a tornarem-se mulheres, querem abrir asas para o mundo, descobrir o amor e o luxo e o álcool; querem, acima de tudo, divertir-se.
Com uma inocência travessa, astutas ainda que inexperientes, as duas raparigas deixam a escola do convento e chegam às luzes brilhantes de Dublin, onde Caithleen descobre que amantes meigos e ideais raramente existem no mundo real.

3. A Assinatura de Todas as Coisas por Elizabeth Gilbert  -  Alfaguara Brasil
Alma Whittaker nasceu na virada dos anos 1800, nos Estados Unidos, filha de um ambicioso botânico que construiu por conta própria uma das maiores fortunas da Filadélfia. Curiosa desde criança, e instruída com rigor pela mãe holandesa, ela aos poucos abraça a mesma devoção do pai e, sozinha, se dedica ao estudo das ciências naturais.
Mas algo falta em sua vida. Desiludida no amor, reservada e solitária, Alma conhece um jovem sonhador, exímio desenhista de orquídeas que, assim como ela, é fascinado pelo mundo ao seu redor. Esse é o início de uma intricada e trágica relação, que a levará até os confins da Terra para descobrir não apenas algo sobre ele, mas sobre sua própria natureza.
A partir de uma pesquisa minuciosa, e com uma escrita fluente e cativante, Elizabeth Gilbert desfila personagens inesquecíveis: missionários, abolicionistas e aventureiros; gênios e loucos, sonhadores e excêntricos. Ao transportar o leitor para outra época e outras culturas, ela o faz descobrir, assim como Alma, os segredos que a aguardam nos confins desse mundo inexplorado.


4. Vampires in the Lemon Grove por Karen Russell
On Strong Beach, an awkward teen with a terrible haircut has a reversal of fortune when he finds artifacts from the future lining a seagulls' nest. By the Hox River in Nebraska, a window fuels both family pride and deadly revenge. In a godforsaken barn in what they suspect is Kentucky, Presidents Eisenhower, John Adams and Rutherford B. Hayes are bemused to find themselves reincarnated as horses. And in the collection's title story, Clyde and Magreb -- he a traditional capes-and-coffins vampire, she the more progressive variety -- settle in an Italian lemon grove in the hope that its ripe fruit will keep their thirst for blood at bay.

5. The Flamethrowers por Rachel Kushner
The year is 1975 and Reno—so-called because of the place of her birth—has come to New York intent on turning her fascination with motorcycles and speed into art. Her arrival coincides with an explosion of activity in the art world—artists have colonized a deserted and industrial SoHo, are staging actions in the East Village, and are blurring the line between life and art. Reno meets a group of dreamers and raconteurs who submit her to a sentimental education of sorts. Ardent, vulnerable, and bold, she begins an affair with an artist named Sandro Valera, the semi-estranged scion of an Italian tire and motorcycle empire. When they visit Sandro’s family home in Italy, Reno falls in with members of the radical movement that overtook Italy in the seventies. Betrayal sends her reeling into a clandestine undertow.

6. The Good Lord Bird por James McBride
Henry Shackleford is a young slave living in the Kansas Territory in 1857, when the region is a battleground between anti- and pro-slavery forces. When John Brown, the legendary abolitionist, arrives in the area, an argument between Brown and Henry’s master quickly turns violent. Henry is forced to leave town—with Brown, who believes he’s a girl.
Over the ensuing months, Henry—whom Brown nicknames Little Onion—conceals his true identity as he struggles to stay alive. Eventually Little Onion finds himself with Brown at the historic raid on Harpers Ferry in 1859—one of the great catalysts for the Civil War.

7. The Interestings por Meg Wolitzer
On a warm July night in 1974 six teenagers play at being cool. The friendships they make this summer will be the most important and consuming of their lives. In a teepee at summer camp they smoke pot and drink vodka & Tangs, talk of Günter Grass and the latest cassette tapes; they also share their dreams and ambitions, still so fresh and so possible.
But decades later not everyone can sustain in adulthood what had seemed so special in adolescence. Jules Jacobson, an aspiring comic actress, has resigned herself to a more practical occupation; Cathy has stopped dancing; Jonah has laid down his guitar and taken up engineering. Only Ethan's talent has endured. As their fortunes tilt precipitously over the years, some of them dealing with great struggle, others enjoying extraordinary wealth and success, friendships are put under the strain of envy and crushing disappointment.

8. Quando o Cuco Chama por Robert Galbraith -  Editorial Presença
Quando uma jovem modelo, cheia de problemas na sua vida pessoal, cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive particular Cormoran Strike para investigar o caso. Strike é um veterano de guerra - com sequelas físicas e psicológicas - e a sua vida está num caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal…

9. Dog Songs por Mary Oliver
Beloved by her readers, special to the poet’s own heart, Mary Oliver’s dog poems offer a special window into her world. Dog Songs collects some of the most cherished poems together with new works, offering a portrait of Oliver’s relationship to the companions that have accompanied her daily walks, warmed her home, and inspired her work. To be illustrated with images of the dogs themselves, the subjects will come to colorful life here.
These are poems of love and laughter, heartbreak and grief. In these pages we visit with old friends, including Oliver’s well-loved Percy, and meet still others. Throughout, the many dogs of Oliver’s life emerge as fellow travelers, but also as guides, spirits capable of opening our eyes to the lessons of the moment and the joys of nature and connection.

10. The Woman Who Lost Her Soul por Bob Shacochis
When humanitarian lawyer Tom Harrington travels to Haiti to investigate the murder of a beautiful and seductive photojournalist, he is confronted with a dangerous landscape riddled with poverty, corruption, and voodoo. It’s the late 1990s, a time of brutal guerrilla warfare and civilian kidnappings, and everyone has secrets. The journalist, whom he knew years before as Jackie Scott, had a bigger investment in Haiti than it seemed, and to make sense of her death, Tom must plunge back into a thorny past and his complicated ties to both Jackie and Eville Burnette, a member of Special Forces who has been assigned to protect her.
From the violent, bandit-dominated terrain of World War II Dubrovnik to the exquisitely rendered Istanbul in the 1980s, Shacochis brandishes Jackie’s shadowy family history with daring agility. Caught between her first love and the unsavory attentions of her father—an elite spy and quintessential Cold War warrior pressuring his daughter to follow in his footsteps—seventeen-year-old Jackie hatches a desperate escape plan that puts her on course to becoming the soulless woman Tom equally feared and desired.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Clássicos para quem não tem tempo!

A verdade sobre os clássicos é esta, Encruzilhados, todos os queremos ler mas pouco tem tempo. Ou pelo menos assim o pensamos! 
Na realidade existem vários clássicos curtos o suficiente para serem lidos em apenas 10 minutos. Leram bem, Encruzilhados, 10 minutos!
A Revista Forbes publicou que a velocidade de leitura média do público norte-americano é de 300 caracteres por minuto. Juntando essa informação, ao número de caracteres de certos contos clássicos, o Huffington Post encontrou uma lista de contos que podem ser lidos em menos de 10 minutos.
Aqui ficam alguns desses contos juntamente com links para lerem os mesmos on-line. 

Symbols and Signs por Vladimir Nabokov
A prosa de Nabokov é poética e quem já leu Lolita ou quer pegar agora num livro do autor, sem dúvida que vai gostar desta história sobre um rapaz estranho, a sua família e os amigos que lhe tentam comprar um presente de aniversário.
 Leiam o conto aqui.
Duração estimada da leitura: 7.5 minutos

Happy Endings por Margaret Atwood
Atwood, autora do livro Crónica de uma Serva, mostra novamente o seu talento com este pequeno conto no qual nos mostra as várias maneira como o casal John e Mary poderiam acabar juntos. 
Leiam o conto aqui.
Duração estimada da leitura:  4 minutos

The Last Night of the World por Ray Bradbury
Conhecido pelo seu livro Fahrenheit 451, Bradbury é também autor de vários mini-contos. Este que aqui deixamos é uma história simples e terna e que foi originalmente publicada na revista Esquire. A primeira linha é intrigante só por si:  "What would you do if you knew this was the last night of the world?"
Leiam o conto aqui.
Duração estimada da leitura: 4.5 minutos

A Clean, Well-Lighted Place por Ernest Hemingway
A escrita de Hemingway é considerada minimalista o que acaba por ser um ponto a favor dos seus contos. Na realidade o book editor do Washington Post, Ron Charles disse que os contos de Hemingway são melhores que as suas novelas.
Leiam o conto aqui.
Duração estimada da leitura: 5 minutos

Estes contos acabam não só por ajudar quem está a fazer o desafio de leitura do GoodReads como ainda ajudará a expandir o nosso universo de leitura. Não se esqueçam de nos dizer nos comentários de que conto gostaram mais!

Podem descobrir mais contos e ler o artigo original aqui.

sábado, 30 de novembro de 2013

Opinião: O Jogo Final, de Orson Scott Card

O Jogo Final
de Orson Scott Card
Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 296
Editor: Editorial Presença
Resumo:
O Jogo Final é uma obra soberba que tem como protagonista Ender Wiggin, um rapazinho de seis anos de idade em quem o governo da Terra deposita todas as esperanças. No espaço interplanetário, um exército extraterrestre de insectóides ameaça aniquilar para sempre a humanidade. Desesperados, os homens desenvolvem um programa de defesa que consiste no treino intensivo de crianças sobredotadas com vista a torná-las verdadeiros génios militares. Ender é um génio entre os génios, o único que pode garantir a sobrevivência da grande família humana. Mas será Ender suficientemente forte para se salvar a si próprio do precipício da loucura? Um livro empolgante, que nos fala da força e da fragilidade da condição humana. 

Rating: 3/5
Comentário:
Desde que me lembro que sou aficionada por ficção científica. Dos filmes de Star Wars a Júlio Verne e todos os livros da colecção Argonauta a que consegui deitar a mão, este género sempre me fascinou. Creio que é por isso que a nova vaga de YA com tendências distópicas me fascina. Para quem, como eu, ama YA e ficção cientifica, é sem dúvida o melhor de dois mundos. 
Apesar de o filme ter saído este ano, o livro O Jogo Final já está editado em Portugal há alguns anos. Na realidade, o livro Enders Game (no original) foi lançado em 1977, o que o torna mais velho do que eu por quase uma década. É sempre engraçado ver os avanços que os escritores imaginam possíveis (como por exemplo os serums na saga Divergente), e é ainda mais curioso ver como não estamos tão perto destes futuros imaginados como esperavam os seus autores.
Uma das coisas que mais me surpreendeu neste livro foi descobrir que efectivamente existe uma escrita masculina. Talvez seja estúpido dizer isto desta maneira mas a verdade é que até agora nunca em algum livro um livro lido por mim, o género do autor causou tanto impacto como em O Jogo Final. A verdade é que já li outros livros escritos por escritores do sexo masculino e nunca tinha sentido tão fortemente a testosterona através do estilo narratário. Esse choque foi o motivo que me fez ler este pequeno livro mais devagar.
Claro que tendo em conta o ano em que foi escrito e o género onde se insere, não o digo de forma negativa mas sim como a constatação de um facto.
Ender é, afinal, um rapaz com uma capacidade acima da média que acaba por vítima de bullying de todos os seus colegas, que se sentem intimidados pela "sua grandeza".
Sendo sincera, livros que retractam temas de bullying deixam-me inquieta. No caso deste livro, toda a saga de Ender para provar que é diferente do irmão, tornou-se para mim um pouco cansativa. Creio que ao fim de algum tempo comecei a perceber a raiva de Ender, porque tal como ele, estamos às escuras e sem perceber bem o que se está a passar. E a tortura que Ender sofre acaba por fazer ressonância com todas as vezes em que nos sentimos impotentes ou quando os nossos professores nos levaram à exaustão.
Uma das coisas que achei mais interessantes no livro foi o jogo com que Ender se entretém na sua secretária (uma versão pré-tablets), que vai tomando os contornos da sua personalidade e dos seus limites, ao mesmo tempo que permite aos seus professores perceber a sua personalidade e as suas capacidades.
Quanto ao final, revelou-se surpreendente e diferente do que estava à espera, mas simultaneamente fez sentido. Após pensar um bocado, os sinais estavam lá, e eu como leitora é que não lhes dei a importância devida. Revelou-se também muito mais filosófico do que estava à espera, e fez-me ver o livro numa perspectiva completamente diferente, tornando-o apelativo.
Feitas as contas, não me arrependo nada de o ter lido, foi uma experiência diferente que merece e tem a sua merecida base de fãs.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O livro é fantástico, o escritor não...

Uma obra prima da literatura nem sempre revela um escritor com uma personalidade impecável e ontem quando andava a passear pela internet encontrei provas disso mesmo.
Num artigo ao jornal The Guardian, um leitor e fã de uma saga de ficção científica desde criança ficou destroçado ao saber que o escritor que era o seu herói desde sempre é homofóbico. Sendo homosexual o leitor em questão estava de coração partido, mais agora que a sua filha estava na idade de começar a ler a dita saga, ele não sabia o que fazer, deveria ou não dar-lhe os livros a ler? E se os desse deveria dizer-lhe que o escritor não gostava de pessoas como ele?
Toda a questão de livros/escritores é muito complicada principalmente quando a obra nos é querida e a sombra do escritor longa. Lembro-me bem do meu horror quando descobri que o Terry Deary era contra as bibliotecas, uma vontade súbita de nunca mais comprar um livro dele e vender todos os que tinha nasceu em mim com uma força nunca antes vista. Mas depois da onda vermelha ter passado dei por mim a questionar a decisão, claro que por um lado todos temos os nossos valores e ao comprarmos um livro estamos a apoiar o seu autor, por outro lado a obra dos autores não tem necessariamente que reflectir a sua opinião.
A verdade é que todos somos humanos e se um autor for contra uma causa que nos é querida, ou contra o nosso modo de vida será que podemos mesmo fingir de conta que não vemos? Por aqui as opiniões dividissem, se a Cláudia diz que há coisas que não perdoa e que se quisesse mesmo ler o livro o faria usando uma biblioteca para não beneficiar o autor, já eu não sei bem se me impediria de o comprar. Quanto ao facto de dar o livro a ler aos nossos filhos, cremos que tudo tem de ter peso e medida. Nada impede as crianças de apreciarem uma boa história, e assim fomentarmos o seu hábito pela leitura, mas podemos também explicar-lhes que nem todos pensam como nós e que devemos ser compreensivos com todos.
Como sabemos, autores como Tolkien e C.S.Lewis, que nos trouxeram O Senhor dos Anéis e As Crónicas de Narnia não eram perfeitos e tinham as suas visões do mundo, sendo que Narnia é uma história de inspiração católica incontestável. Contudo esses "defeitos" não impedem que todos os anos novos leitores se apaixonem pelas suas obras. Será que o tamanho da sombra importa, ou é a nossa maneira de ver o mundo?
Que pensam, Encruzilhados? Devemos impedir-nos de ler certos livros se não gostarmos dos seus autores? Ou devemos apenas olhar para a qualidade do livro?



Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre coisas e gosta de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Resultado do Passatempo: "Acasos do Amor" de Juliette Fay + Compota Little Gifts

Boa noite!

É com prazer que anunciamos o resultado de mais um passatempo, e o último antes do grande passatempo de Natal. Este miminho literário, editado em Portugal pela Quinta Essência, assim com a compota biológica de abóbora já encontraram nova casa.





A feliz contemplada foi a Carla Inácio, de Lagoa. Muitos Parabéns!

Para os restantes, podem já marcar na Agenda o dia 12 de Dezembro. Através da nossa página do Facebook vão conhecendo os parceiros desta iniciativa e quem sabe, arranjar a lembrança ideal para este Natal! Não deixem de investigar ;)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Opinião: O Silo, de Hugh Howey



O Silo
 de Hugh Howey

Edição/reimpressão: 2013
Páginas: 528

Resumo:

Num mundo pós-apocalíptico, encontramos uma comunidade que tenta sobreviver num gigantesco silo subterrâneo com centenas de níveis, onde milhares de pessoas vivem numa sociedade completamente estratificada e rígida, e onde falar do mundo exterior constitui crime. As únicas imagens do que existe lá fora são captadas de forma difusa por câmaras de vigilância que deixam passar um pouco de luz natural para o interior do silo. Contudo há sempre aqueles que se questionam... Esses são enviados para o exterior com a missão de limpar as câmaras. O único problema é que os engenheiros ainda não encontraram maneira de garantir que essas pessoas regressem vivas. Ou, pelo menos, assim se julga...


 Rating: 4/5 

Opinião: Ora bem, ainda antes de começar a opinião em si vou já falar do ponto negativo deste livro, contrariamente ao que é habitual, e que passa por ter descoberto, já a meio do livro (e a gostar dele) que me enfiei em mais uma saga por percalço, e tenho mais 7 livros de continuação pela frente (espero que a Editorial Presença os edite nos próximos anos, quem sabe ainda a termine antes dos 30..)!! E qualquer leitor regular sabe a praga que as trilogias e sagas se tornaram nos últimos anos, até porque eu já nem faço ideia de quantas estórias tenho a meio (e sobre as quais sempre se almejo o fim). Em diante.

Editado: Acabei de descobrir que afinal fui enganada pelo Goodreads. O autor auto-publicou este livro em 5 partes, pelo que o que surge como cinco livros corresponde ao primeiro editado pela Editorial Presença. No fundo, e em discussão com outras meninas por lá, cheguei à conclusão que será mais uma trilogia.

Raramente gosto das comparações a outras grandes obras. Na contracapa de "O Silo", o Daily Express descreve-o como «Emocionante, provocador e inesquecível... uma obra-prima de ficção distópica comparável a 1984, de George Orwell, e Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley.» É realmente isso tudo, excepto no que diz respeito a essa ligação aos dois clássicos, um que por acaso ainda não li senão excertos e outro não me deixou muito fã. Na minha opinião, e para além do óbvio que levou a esta equiparação, tanto 1984 como Admirável Mundo Novo centram-se principalmente no impacto das vivências colectivas nos indíviduos, criando experiências intensamente sensoriais. Já O Silo é uma grande obra de ficção, focada no entanto na aventura, na acção, na sucessão de factos que de forma infalível nos levaram na direcção de um final inesperado.
A introdução ao mundo em questão é feita de forma muito sublime, sem se tornar voraz em pormenores, e que nos cativa e prende a atenção. Colocando-nos numa situação in media res que nos capta logo o interesse, sem nos fazer sentir perdidos, vamos acompanhando as consequências da tomada de decisão de uma personagem. E ainda que o desfecho dessas não seja o esperado, parte dela irá acompanhar-nos ao longo do livro.
Somos espicaçados nos momentos certos. Este livro faz-nos questionar a situação que nos é apresentada assim como a sua contextualização. Queremos saber mais, compreender o funcionamento do Silo, tanto a nível de estruturas como do ponto de vista legislativo e populacional. Queremos saber mais sobre os sorteios de procriação e sobre as formas de subsistência, assim como da capacidade de gestão de electricidade. Queremos conhecer melhor as personagens, conviver mais tempo com elas, embora o constante subir e descer dos pisos intermináveis nem sempre nos possibilite. E ainda que queiramos isso tudo, não nos sentimos defraudados, ou com falta de informação suficiente que permita a compreensão do enredo de forma alargada.
E por falar em personagens, o grupo que nos é apresentado está totalmente à altura do acontecimento. São diversas, interessantes, cativantes e bem construídas, mesmo quando só temos acesso a pequenas nuances suas, e que dificilmente servem para descrever uma personagem por completo. Não nos sentimos enganados, conseguimos relacionar-nos com o que estamos a ler e queremos sempre saber mais e ir mais longe. A sensação de continuidade e paralelismo da acção é bem conseguida, e fará ainda mais sentido a partir do meio da narrativa, quando existirem mais pormenores sobre o contexto envolvente. A sensação de que estamos perante uma estrutura complexa vai aumentando ao longo da narrativa, especialmente quando a verdade deixa de o ser e a mentira passa a ser esperada. A visão descritiva é muito global, ainda que se foque em perspectivas individuais, dando-nos o melhor de dois mundos.
O que é que ficou a faltar? Um verdadeiro inimigo, uma força contrária mais eficaz ou que, pelo menos, nos fizesse sentir a sua presença mais imediata. Porque apesar de estarmos ao corrente de qual o elemento causador de todos os momentos climax, a sua presença ainda é muito distante e pouco controladora (o que seria de esperar numa obra deste género, até pela composição que nos é apresentada).
Ainda assim, sendo o livro introdutório, fica a pairar a reflexão de que este é só um esboço, um rascunho ainda mal composto de toda a acção que por aí vem. Nesse sentido, estou plenamente satisfeita, quero mesmo continuar a seguir esta saga e completá-la, e fico ansiosamente à espera do próximo.

«Estas e outras novidades da Editorial Presença aqui»


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas e bookcrossing, a Cláudia ainda consegue estudar e fazer o seu mestrado enquanto lê nos transportes públicos. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado é tão fácil encontrá-la numa biblioteca como na Rota Jovem em Cascais. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Novidade: Aprenda a Dizer Não Sem Se Sentir Culpado, de Jacqui Marson

 Jacqui Marson é uma das mais conhecidas e reputadas psicólogas no Reino Unido. É frequentemente convidada para participar em programas de televisão e rádio, de forma a partilhar, entre outros temas, conselhos sobre parentalidade e relacionamentos, e escreve artigos para os umais conhecidos jornais britânicos.

Jacqui Marson é também bastante requisitada para dar worshops em todo mundo, nomeadamente sobre temas como  team-building e desenvolvimento pessoal. Agora, e com o livro Aprenda a Dizer Não Sem Se Sentir Culpado  (Editora Nascente), Jacqui Marson vai também partilhar as suas ideias com os leitores portugueses. 

SINOPSE

«Com vastos anos de experiência como psicóloga clínica, Jacqui Marson estudou uma realidade que afeta muita gente, e que pode estar a afetá-lo a si. Se se sente preso, sufocado, oprimido por estar sempre a dizer SIM aos outros, este livro vai ajudá-lo a libertar-se e a determinar como deve viver. Estar sempre a agradar aos outros não faz de si mais feliz.

Há tantas pessoas cujos relacionamentos, carreiras e bem-estar são corroídos pela crença de que, para serem apreciadas, amadas e aceites, têm de limitar-se aos comportamentos que acreditam serem os que os outros aprovam. Isso significa ser sempre educado, agradável, útil, charmoso, divertido, nunca dizer não, evitar conflitos, e sobretudo: colocar as necessidades dos outros à frente das suas próprias necessidades. Por isso, ponha as suas necessidades em primeiro lugar.

Descubra como modificar os seus comportamentos e APRENDA A DIZER NÃODeixe o sentimento de culpa para trás. Este livro, prático e motivacional, diz-lhe como quebrar a verdadeira maldição que é dizer sempre SIM, libertando-o das expetativas sufocantes dos outros para que possa viver uma vida mais completa e satisfatória. Mais feliz e sem se sentir culpado.»

Novidade: Ever After High, de Shannon Hale


Este Outono, algo vai agitar o previsível mundo dos contos clássicos: os filhos adolescentes das mais famosas personagens encantarão as meninas ao reescreverem os primeiros capítulos das suas próprias histórias!

Depois do sucesso mundial alcançado pela série Monster High, chega agora a Portugal uma nova coleção que irá deixar as fãs das Monster High, e leitoras mais adultas (11+) ainda mais, entusiasmadas.

Ever After High é o liceu onde estudam os filhos das personagens dos contos clássicos, e onde alunas como a Apple White, a filha da Branca de Neve, e Raven Queen, a filha da Bruxa Má, irão decidir se querem seguir os passos dos seus pais ou se escolhem descobrir o seu próprio Final Feliz. A mensagem para as meninas em todo o mundo é simples: o destino nunca está escrito a tinta permanente, pode ser reescrito quantas vezes quisermos. Só há uma decisão a tomar: És da Realeza ou És Rebelde?

Em Ever After High, os alunos ficam a saber que o futuro vai muito mais além do que o destino, pois o primeiro pode ser reescrito e o segundo não. Neste liceu, os alunos vivem os mesmos desafios, dramas e alegrias que todos os adolescentes, enquanto tentam encontrar o caminho certo para as suas vidas.

A marca Ever After High, inspirada no mundo literário dos contos clássicos, não podia deixar de contar, claro, com uma edição em romance. Depois da chegada das famosas bonecas às lojas portuguesas, já chegou às livrarias Ever After High: O Livro dos Destinos, 1.º volume de uma série que promete ser um sucesso de vendas já este Natal, escrito por Shannon Hale e lançado pela Booksmile (320 pp I 14,99€). 

«Todos os anos, no Dia da Sucessão, os alunos de Ever After High assinam o Grande Livro dos Destinos e comprometem-se a cumprir o papel que lhes coube enquanto sucessores da Branca de Neve, do Príncipe Encantado, da Bruxa Má e de tantas outras personagens dos contos clássicos. E todos acreditam que as personagens que se recusarem a assinar desaparecerão para sempre, e com elas as suas próprias histórias. Puf!

Mas a Raven Queen tem dúvidas. A filha da Bruxa Má sabe que o seu destino é dar uma maçã envenenada à filha da Branca de Neve. Só que ela sempre foi Rebelde, e de uma coisa está certa: o Mal não faz o seu estilo. Já a Apple White, a mais real da Realeza e filha da Branca de Neve, mal pode esperar pelo Dia da Sucessão! Nesse dia, ao assinar o livro, vai exigir o Final Feliz or que tanto anseia. Ambas sabem que os seus destinos dependem uma da outra: se a Raven não assinar o Grande Livro dos Destinos, pode acabar com o Final Feliz das duas grandes herdeiras dos contos de fadas. E pouco falta para o Dia da Sucessão…»
Shannon Hale é uma conhecida autora de ficção juvenil, bestseller do New York Timesjá distinguida com diversos prémios. Entre os 13 livros já publicados, destaque para a premiada coleção juvenil Academia das Princesas, e para o romance adulto Austenlândia, cuja adaptação ao cinema chega às salas nacionais este ano.

Descubra mais sobre Ever After High em www.everafterhigh.com/pt-pt
A Booksmile disponibiliza os primeiros capítulos para leitura imediata: www.booksmile.pt/docs/EverAfterHigh.pdf.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Resultado do Passatempo: "O Jogo Final"

 
Boa noite Encruzilhad@s!

Sabemos que estavam ansiosos para saber quem vai levar para casa o livro "O Jogo Final", de Orson Scott Card. Gostávamos de oferecer um exemplar a cada interessado, mas infelizmente não é possível. Podem no entanto ainda participar no passatempo a decorrer no Blog (visível na barra lateral direita) e que está quase a terminar!

Entretanto, não desesperem porque o Natal aproxima-se e prometemos muuuitas surpresas (estamos a trabalhar para isso).

Sem mais demoras, o exemplar vai para a leitora [24] - Catarina [...] Diogo, de Rio de Mouro.

Parabéns! Os dados vão seguir para a Editora que tratará do envio do livro.

Não se esqueçam de participar no passatempo em parceria com a Quinta Essência e o Little Gifts; sigam para aqui!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Passatempo: Acasos do amor, de Juliette Fay + Compota Little Gifts

Bom dia Encruzilhados!
Hoje começamos o dia com um fantástico passatempo. Em parceria com a Quinta Essência, temos um exemplar do livro Acasos do Amor, de Juliette Fray para oferecer.
E para tornar o passatempo ainda mais apetitoso e acompanhar este livro amoroso, juntámo-nos a uma nova parceria para vos adoçar o paladar. Habilitem-se a ganhar um frasco de compota de abóbora caseira, produção do Little Gifts. Com o Inverno a chegar, o que saberá melhor que um lanche e um bom livro debaixo de mantas ao pé da lareira? Basta fazer um like aqui.
As regras são as do costume: boa disposição, vontade de participar e todas as outras enumeradas abaixo.O passatempo decorre de 15 a 24 de Novembro.
Podem encontrar as respostas aqui e não se esqueçam de fazer um like aqui na página da Little Gifts se se quiserem habilitar ao frasco de compota caseira.

Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 24 de Novembro de 2013.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias, a Editora e o Little Gifts não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.