quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Top 10 Leituras 2014

  Não podíamos acabar o ano sem olhar para o que lemos ao longo de 2014, para as leituras felizes e as que nos desgostaram, para os livros viciantes e para os que retornaram para a prateleira mais cedo, para os fins de sequelas e inícios de novas trilogias, assim como para as leituras que ansiamos para 2015.

 Deste modo, voltamos ao nosso habitual TOP 10, e relembramos que ele se traduz nos 10 livros que cada uma mais gostou de ler durante 2014. Alguns inserem-se nesta lista por serem livros incrivelmente bem escritos, outros porque nos deram prazer em lê-los (fossem ou não grandes obras literárias), e como tal ela vale o que vale. Ainda assim, para todos os que tiverem opinião publicada no blog ao longo do último ano, podem consultar as opiniões mais detalhadas nos links. Sem mais demoras, aqui ficam os nossos TOP´s (sem ordem hierárquica):

TOP 10 da Catarina
 - Murder Most Unladylike, de Robin Stevens;
- Doll Bones, de Holly Black
- Thief´s Magic, de Trudi Canavan
- The Disreputable History of Frankie Landau-Banks, de E. Lockart
- Miss Pettigrew Lives for a Day, Winifred Watson
- Touch of Power, de Maria V. Snyder
- Spindle´s End, de Robin McKinley
- Miss Rumphius, de Barbara Cooney
- The Gates, de John Connolly
- Legend, de Marie Lu (Edições ASA / 1001 Mundos)

TOP 10 da Cláudia
- Longbourn - Amor e Coragem, de Jo Baker (Editorial Presença)
- O Caso Jane Eyre, de Jasper Fforde (Editora Guerra & Paz)
- O Inverno do Mundo, de Ken Follett (Editorial Presença)
- The Girl Who Saved the King of Sweden, de Jonas Jonasson
- Academia de Vampiros, de Richelle Mead (Edições Contraponto)
- Article 5, de Kristen Simmons
- Lola and the Boy Next Door, de Stephanie Perkins
- A Todos os Rapazes Que Amei, de Jenny Han (Topseller) - Opinião para breve!
- Um Caso Perdido, de Collen Hoover (Topseller)
- Weird Things Costumers Say in Bookshops, de Jen Campbell

E que 2015 comece com leituras ainda melhores!!

Opinião: A Rapariga que Salvou o Rei da Suécia, de Jonas Jonasson





The Girl Who Saved The King of Sweden
de Jonas Jonasson

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 432
Editora: Harper Collins Publishers 


Resumo:
From the author of The 100-Year-Old Man Who Climbed Out the Window and Disappeared comes a picaresque tale of how one person's actions can have far-reaching-even global-consequences On June 14, 2007, the king and the prime minister of Sweden went missing from a gala banquet at the royal castle. Later it was said that both had fallen ill, but the truth is different.

The real story starts much earlier, in 1961, with the birth of Nombeko Mayeki in a shack in Soweto. Nombeko was fated to grow up fast and die early in her poverty-stricken township, be it from drugs, alcohol, or just plain despair. But Nombeko takes a different path. She finds work as a housecleaner and eventually makes her way up to the position of chief advisor, at the helm of one of the world's most secret projects. Here is where the tale merges with then diverges from reality. South Africa developed six nuclear missiles in the 1980s, then voluntarily dismantled them in 1994.

This is the story of the seventh missile, the one that was never supposed to have existed. Nombeko Mayeki knows too much about it, and now she's on the run from both the South African justice system and the most terrifying secret service in the world. The fate of the planet now lies in Nombeko's hands. Jonasson introduces us to a cast of eccentrics: a nerve-damaged American Vietnam deserter, twin brothers who are officially only one person, three careless Chinese girls, an angry young woman, a potato-growing baroness, the Swedish king and the prime minister. Quirky and utterly unique, The Girl Who Saved the King of Sweden is a charming and humorous account of one young woman's unlikely adventure.

Rating: 3,5/5 

Opinião: Jonas Jonasson tem um sentido de humor peculiar que adorei desde a primeira página. Não leio muitos livros de autores nórdicos (nem sei se Jonas não terá sido o primeiro) e portanto não consigo decifrar se se trata de uma questão cultural (à semelhança do humor britânico) se do brilhantismo do autor. Seja como for, o mérito é-lhe reconhecido. Julgo que algumas pessoas poderão não se identificar tanto com a forma como o autor incute momentos divertidos e caricatos no enredo, assim como a forma como os descreve, mas eu diverti-me com eles e alguns fizeram-me sorrir.
Este é um livro dotado de personagens diferentes, complexas e muito humanas, todas à procura de algum tipo de redenção, seja o direito à existência, a liberdade, a capacidade de ocultação ou de desafio às bases estruturais de uma sociedade que nem sempre compreende aqueles que não encaixam nas normas e no que é considerado normal (ou até mandatário quase). 
Nombeko é uma personagem muito fácil de gostar, desde os seus primórdios 12 anos em que a inteligência e acutilância a levam longe, passando pela capacidade de lidar com ligeireza e esperteza perante situações mal resolvidas, conflitos por si não criados e todas as situações caricatas que o destino lhe colocou nas mãos. A sua sagacidade (demonstrada de forma bastante discreta e quase despercebida) é bastante interessante, especialmente quando em contacto com outras personagens trágico-cómicas, como o engenheiro ignorante ou o trio de irmãs chinesas despreocupadas cujas tramas complicam só com um piscar de olhos.
Os Holder são personagens engraçadas, destinadas a gerar a análise paradoxal dos mesmos acontecimentos com carisma, ignorância, humor (e muita falta dele) e acima de tudo, coragem para modificar de forma intencional (ou não), racional (poucas vezes) e com muita convicção (e confirma-se, tanto para um como para outro gémeo). Situações indesejáveis serão transpostas num outro nível de criatividade, loucura, engenho e acima de tudo, momentos inesperados. 
Deste modo, a junção destas três personagens com todas as que os desafiam e a eles se juntam, pelas situações inesperadas e improváveis (quase impossíveis) acabam por tornar este livro uma pequena delícia, que não irá agradar a todos, mas que está muito bem escrito, com originalidade, capacidade de entreter e nos ocupar assim como validar uma horas bem passadas. Foi uma das últimas leituras de 2014, e fica aconselhado!


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Vencedores do Passatempo de Natal



Boa tarde,
 
Não podíamos acabar o ano sem revelar os resultados do nosso fantástico passatempo de Natal. É sempre bom oferecer livros, criar packs que julgamos ser do vosso interesse e acima de tudo, libertar espaço nas estantes para os livros do próximo ano! E como tal, aqui ficam os tão esperados vencedores:

Pack 1 - Helena Pereira, de Lisboa
Pack 2 - Vera Dantas, de Figueiredo
Pack 3 - Neuza Perpétuo, da Figueira da Foz
Pack 4 - Sílvia Afonso, de Riachos
Pack 5 - Rute Ferreira, de Castelo Branco

Aos restantes, fiquem atentos aos passatempos de 2015 e Boas Entradas!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Livros de catálogo

Por vezes dou por mim a pensar na minha infância e nas dificuldades que passei como livrólica e depois, claro, penso que muito provavelmente não terei sido a única.
Digam-me caros leitores, era só a mim que chateava que os catálogos de brinquedos de Natal, aqueles em que púnhamos as cruzinhas, não tivessem praticamente livros nenhuns?
Lembro-me de gostar de bonecas e legos como qualquer outra criança mas depois chegava à parte final do catálogo onde estavam os livros e "chapéu" não havia quase nada em que regalar os olhos. E mesmo quando havia sem um resumo do que o livro seria era mesmo pedir livros pela capa.
Este ano quando peguei nos catálogos do Reino Unido deparei-me com o mesmo problema, apesar de já encontrar alguns livros nada de resumo. Suponho que faça o seu sentido visto que estes catálogos terem o espaço contado mas mesmo assim torna toda a tarefa mais aventureira.
Digo aventureira porque a minha mãe, sabendo que eu gostava de ler, lá me levava pela mão às livrarias e me deixava brincar com os livros para trás e para a frente até eu apontar uns cinco ou seis que gostaria de receber pelo Natal. E, depois, se me tivesse portado bem o Pai Natal lá me trazia dois ou três livros para eu me regalar.
Mesmo hoje em dia quando me perguntam que livros quero receber no Natal lá me sento eu em torno do computador ou da livraria mais próxima e ando em busca de algo para ler. Este ano quando fui à livraria fazer compras de Natal acabei por comprar um livrinho para mim que estou a gostar e que comentarei em breve chamado Murder Most Unladylike de Robin Stevens que por acaso já tinha visto pelo GoodReads nas listas de sugestões.

E vocês, Encruzilhad@s? Quando eram pequenos e queriam pedir livros no Natal como faziam?


Ki
(Catarina)
Sobre a autora:

Bibliófila assumida e escritora de domingo. Gosta de livros e tudo o que esteja relacionado com eles, tem a mania que tem opiniões sobre livros e gostas de as expor no seu blog conjunto Encruzilhadas Literárias, tem também uma conta no GoodReads e é das melhores coisas que já lhe aconteceu.

domingo, 21 de dezembro de 2014

Opinião: A Seleção, de Kiera Cass





A Seleção
de Kiera Cass 

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 292
Editora: Marcador 






Resumo: 
Para trinta e cinco raparigas, A Seleção é a oportunidade de uma vida.
É a possibilidade de escaparem de um destino que lhes está traçado desde o nascimento, de se perderem num mundo de vestidos cintilantes e joias de valor inestimável e de viverem num palácio e competirem pelo coração do belo Príncipe Maxon.

No entanto, para America Singer, ser selecionada é um pesadelo. Terá de virar as costas ao seu amor secreto por Aspen, que pertence a uma casta abaixo da sua, deixar a sua família para entrar numa competição feroz por uma coroa que não deseja, e viver num palácio constantemente ameaçado pelos ataques violentos dos rebeldes.

Mas é então que America conhece o Príncipe Maxon. Pouco a pouco, começa a questionar todos os planos que definiu para si mesma e percebe que a vida com que sempre sonhou pode não ter comparação com o futuro que nunca imaginou.

«Um verdadeiro conto de fadas. Encantador, cativante e com a quantidade certa de emoção!»
Kiersten White, autora bestseller do The New York Times

Rating: 3/5 
Opinião:  Depois de tantos zumzuns pela internet, de comentários sobre a trilogia e sobre a autora, estava curiosa com o enredo de "A Seleção" (ainda que numa primeira instância, toda a ideia de "concurso de beleza" que é o que ao fim ao cabo está aqui retractado num paralelismo neste mundo literário jovem adulto, não me agrade particularmente).
Começo por dizer que Kiera Cass escreve mesmo para o público-alvo indicado. É uma escrita leve, sem grande complexidade (por vezes até banal) mas que entretém e distrai, tornando o livro muito fácil e agradável de ler.
Quanto ao conteúdo, esperava uma maior contextualização do mundo em que se inserem as personagens, embora ainda tenha esperança que a temática seja aprofundada no próximo volume da trilogia, atendendo à interveniência de personagens "terciárias" que funcionam como ruído de fundo em "A Seleção".
Sabemos que Illéa é criada como um reino com base em algumas premissas, que nos indicam que em tempos idos existia uma estrutura mundial com países (existe uma referência à Casa Branca) mas nunca conseguimos propriamente contextualizar temporalmente o enredo. Se em parte parece tratar-se do mundo contemporâneo, outros elementos significantes apontam-nos para uma realidade mais...rudimentar. Espero conseguir desvendar o "mistério" nos próximos volumes. Ainda assim, a estrutura por números (ou quase castas, verdade seja dita) poderia ter sido já explorada numa contextualização geral, a qual faltou.
Quanto às personagens, America é uma miúda com valores e a cabeça no lugar, ainda que por vezes tome decisões que ninguém consegue perceber. As suas motivações são demonstradas como justificativo de algumas das suas acções, mas geralmente numa fase mais adiantada. É uma rapariga dedicada à família e ao trabalho, mas que pretende brilhar e sonhar mais alto, ainda que seja dentro das imposições que a sociedade em que ela se insere criou. A ida para o palácio será sem dúvida uma grande mudança, motivada por considerações diferentes das restantes 34 candidatas, o que em parte poderá ou não sair em seu favor. Os primeiros contactos com o príncipe Maxon são um pouco clichê, ou até já esperados, atendendo à sinopse e ao que a autora poderia ter feito de original. Mas enquadra-se na temática e no género literário, e por isso não desgostei necessariamente do que ela fez. Gostava de ver um pouco mais explorado o processo de selecção e o que as concorrentes de facto fazem no seu dia a dia que não a partilha do que fizeram individualmente nos encontros com o príncipe, atendendo a que essa é a temática principal do livro e passamos pouco tempo com elas fora do foco das luzes. De qualquer forma, sendo um livro contado na primeira pessoa, percebo o destaque para America. Penso que os desenvolvimentos finais do livro vão ser interessantes de explorar no segundo volume, assim como todo o secretismo e a importância dos rebeldes ou a realidade do impacto de ocupar um cargo real que assentará em breve em cima do Príncipe Maxon e da sua escolhida. Ainda que com algumas falhas, estou ansiosa por ler o próximo! ;)

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

Review: Little Lies, by Liane Moriarty





 Little Lies 
by Liane Moriarty 


Edition: 2014
Pages: 480
Editor: Penguin Books (UK) 

Summary: 
She could hear men and women shouting. Angry hollers crashed through the soft humid salty summer night. It was somehow hurtful for Mrs Ponder to hear, as if all that rage was directed at her . . . then she heard the wail of a siren in the distance, at the same time as a woman still inside the building began to scream and scream . . .
When a harmless quiz night ends with an act of shocking violence, the parents of Pirriwee Public School can't seem to stop their secrets from finally spilling out. Rumours ripple through the small town, as truth and lies blur to muddy the story of what really happened on that fateful night . . .

Rating: 3.5/5 

Review:
I was curious about this book and since the launch of the Lian's first book in Portugal, I have wanted to read something of hers. Little Lies promotes a mystery, something interesting to be discovered before the final and keep us focused on the story while we try to figure out what happened.
For a start the beginning was strange and catchy. A group of adults being questioned about a murder. We don´t quite understand if they are talking to a police officer or to a journalist (I will not reveal which one is it) and of course all the chats, rumors and misunderstands make it more spontaneous and original.
As the storys progresses there were other moments like this, especially in the beginning of each chapter, creating some attention points to what was going to be explained after all.
Kids are always good... at least is what we usually tell ourselves. So it was fun to watch the seeds of all the drama being created by a child as well as all the following moments - determined by a small person without (maybe) intention to do what was done.
The beginning of trio's friendship was fun to watch and added the right almond of drama, entertainment and deep to the story, without creating a major drama around the personal dramas of any of the three women. All of them had their bunch of problems happening and it was easier to have access to them by the telling on a first person point of view. While the story goes further, my ideas started stretching up giving some clues about the identity of the person murdered. In the end, it was a little bit obvious and predictable. I was expecting a bigger surprise but even so I understand the path Liane created and I enjoyed the book quite much and I'm curious to see what she will write next.
I am afraid to write more about this book because it will be spoilery and future readers probably would not enjoy it as much as I did the other way.
Even so I must notice that Liane's writing style is easy to read and very light which fits that moments when we want to read something interesting but relax our minds.
 
Cláudia
About the author:
 
Addicted to the library Claudia loves to read on the move and we can usualy find her sitting in a train or bus reading while commuting to and from work. But don't be fooled she is also keeping an eye on the landscape and all around her. She is an avid defender of sustainability and volunteering and it's as easy to find her starting a new project as it is to find her chatting with her friends. She is a dreamer and loves good stories so she keeps looking for them in her personal life.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O Natal somos nós - Pack 1


Não podíamos ter um passatempo Natal sem o constante apoio da Editorial Presença. Mais uma vez, este pack natalício é constituído por dois exemplares, um juvenil (YA) e um infantil. A "5 Vaga" tem feito um enorme sucesso e "A Minha Mochila dos Dinossauros" é um livro todo interactivo que certamente irá agradar os mais pequenos.

«Estejam atentos as todas as novidades editoriais e promoções da Editorial Presença aqui»

Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

O Natal somos nós - Pack 2


Para os mais aluados, talvez seja boa ideia habilitarem-se a este passatempo. Boa sorte e concorram até 25 de Dezembro!

Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

O Natal somos nós - Pack 3


Este pack foi realizado graças a mãos amigas que nos sabem grandes leitoras, e que às vezes nos deixam miminhos cá em casa. Não sendo das nossas preferências literárias, preferimos dar-lhes uma nova casa. Boa sorte!

Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabiliza pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

O Natal somos nós - Pack 4


O Pack 4 promete fantasia mas também...algum sangue. Ou será que não? Esta é uma opção agradável para quem gosta de vários géneros literários. Entretanto, há que reforçar que os livros estão no original - inglês.

 Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabiliza pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

O Natal somos nós - Pack 5


O 5º Pack do passatempo de Natal tem em sorteio dois exemplares adquiridos em lojas de caridade do Reino Unido (estando por isso em inglês). Direccionados para a ficção e o thriller, habilitem-se a ganhar "When Will There Be Good News?" e "The Memory Keeper´s Daughter"!

Regras:

1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nos exemplares enviados.

Passatempo de Natal: O Natal somos nós!

O Natal é uma época muito especial para muita gente, e mesmo para quem não celebra o Natal, há várias datas festivas que nos acompanham durante este mês. Seja como for, qualquer altura é boa para receber prendinhas, e aqui estamos com mais um Mega Passatempo! Desta vez, com menos prémios que anos anteriores, mas ainda assim, recheado e com a possibilidade de gerar 5 vencedores!
E, dentro do espírito natalício, decidimos fazer perguntas bastante genéricas baseadas no título que demos aos packs. São perguntas fáceis e de conhecimento geral e que, caso não saibam a resposta basta perderem cinco segundos no google para a acharem.

Sem mais demoras vamos aos packs!
(Cliquem nas imagens para irem para os posts e poderem participar!)

Pack 1: Um pack YA e infantil!
  http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-1.html

Pack 2: Um pack lunário!
http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-2.html

Pack 3: Um pack carpe dium!
http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-3.html

Pack 4: O pack cortem-lhe a cabeça!
http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-4.html

Pack 5: O pack notícia de última hora!
http://encruzilhadasliterarias.blogspot.pt/2014/12/o-natal-somos-nos-pack-5.html

Atenção:
Os livros dos packs 2 e 3 vieram das nossas bibliotecas pessoais e estão estimados. Os livros dos packs 4 e 5 vieram da loja de caridade Barnardos : Believe in Children e ajudaram a contribuir para a criação de actividades infantis que incluem crianças com deficiências.

Antes de participarem relembrarmos as regras:
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 25 de Dezembro de 2014. 
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos. 
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).  Mas poderão participar em todos os packs!
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.
6) O Encruzilhadas Literárias relembra que os participantes são sempre avisados quando os livros oferecidos são em segunda mão e nunca sorteia livros usados que não correspondam aos nossos critérios mínimos de qualidade. Se os participantes não desejarem receber livros em segunda mão, agradecemos que se abstenham de participar nos packs 2 a 5.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Opinião: O Sexo ao Longo dos Tempos: Debaixo dos Lençóis da História Universal, de Karen Dolby

 O Sexo ao Longo dos Tempos: Debaixo dos Lençóis da História Universal 
de Karen Dolby

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 224
Editora: 20|20

Resumo:
Reis, rainhas, papas, imperadores, presidentes, santos e filósofos, todos farão a sua aparição neste relato fascinante e surpreendente da história do sexo.
Há quarenta mil anos, o homem pré-histórico lutava para sobreviver à Idade do Gelo e vivia em cavernas. Enquanto travava uma batalha pela sua vida, ainda conseguiu arranjar tempo para esculpir figuras voluptuosas para nenhum outro fim que não o seu próprio prazer.
Mas nem só os homens e as suas artimanhas sexuais fizeram história. Sabe-se que Messalina, mulher do Imperador romano Cláudio, chegou a gerir um bordel onde a própria trabalhava usando um nome falso.
O sexo foi sempre uma parte importante da vida do ser humano em todos os níveis da sociedade.
Contudo, a atitude em relação ao sexo mudou radicalmente depois de Santo Agostinho e do seu conceito de «pecado original». O seu novo conjunto de regras rígidas, considerando o sexo aceitável apenas dentro do casamento, abriu as portas à «culpa»? e a mil formas de nos divertirmos com ela.
Porque na verdade todos temos «aquilo» no pensamento a toda a hora.
Em O Sexo ao Longo dos Tempos, Karen Dolby leva-nos numa viagem divertida e maliciosa pelos episódios mais sombrios e perversos do sexo no decurso da História. Irá encontrar uma imensa variedade de figuras bem conhecidas, da Antiguidade ao século XX, em peripécias da vida real que farão corar mesmo os mais atrevidos.
Divertido e por vezes alucinante, este livro esclarecedor irá mudar a sua visão sobre a história do sexo ao longo dos tempos.

Rating: 4/5 

Opinião: Sempre gostei de História e "perdi" (ou ganhei) muitas tardes da minha infância/adolescência em volta de enciclopédias e livros, documentários e filmes  que abordagem algum aspecto histórico, desde as sociedades clássicas até à atualidade. Quando descobri a publicação deste livro pela Editora 20|20 fiquei curiosa. Não é já tabu a abordagem da sexualidade nas diferentes sociedades, mas de facto não conheço muitas compilações que abordem a evolução histórica da tomada de consciência do sexo como um dos pilares da sociedade.
Não é um livro de profunda investigação, ainda que tenham sido consultadas e consideradas várias fontes bibliográficas, servindo mais para informar e dar umas nuances do papel da sexualidade desde tempos primórdios até à atualidade, especialmente avaliando as avaliações e transformações ao longo do tempos. 
O livro centra-se essencialmente na Europa, pelo que poderia ter explorado mais aprofundadamente outras culturas para o mesmo período temporal. Acho também que se deu um grande enfoque em Inglaterra e França, o que gerou um certo desequilíbrio na análise geral enquanto História Universal. Ainda assim, foi um esforço bem conseguido quanto ao prestar esclarecimentos sobre factos que me eram desconhecidos, com um certo potencial de entretenimento e de aprendizagem. 
Devo dizer que por vezes não houve um grande balanço também entre momentos de explicação e descrições biográficas de personagens que por muito que elucidassem o que tinha sido explicado até então sobre determinados assuntos apareciam de enfiada.
Ainda assim, gostei bastante deste livro, acho que cumpre os requisitos a que se propõe, expondo momentos caricatos da história da Humanidade e descrevendo várias questões da vida prática das várias sociedades com pormenores interessantes, descrições contextualizadas e vários momentos descritivos. No que respeita a Londres, o facto de ter visitado recentemente a cidade facilitou a construção de uma visão mental dos locais de outra época utilizados para diferentes propósitos da actualidade. Desde as zonas mais "decadentes" conhecidas como locais de prostituição de rua, aos bordéis e pubs mais duvidosos de Convent Garden, assim como as indiscrições de políticos e homens e mulheres da aristocracia em vários parques da cidade. Outras questões interessantes como a hierarquia do mercado do sexo, a homossexualidade (com descrições de algumas relações conhecidas, apesar da ilegalidade desta orientação sexual), o papel das amantes dos reis na definição de estratégias geopolíticas assim como a história de mulheres mais banais (como a ama que se tornou secretamente rainha, ou a limpa-chaminés que viveu um casamento de 20 anos em segredo) tornaram o livro bastante rico em pormenores, descrições e explicações de caricaturas de uma realidade que passa despercebida nos livros convencionais da História Universal, mas que saem valorizados e destacados nesta recolha factual de Karen Dolby. No final, diria que este livro serve como abertura de apetite à curiosidade para quem se interessar pelo tema e quiser aprofundar conhecimentos.


Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Opinião: Maze Runner - A Cura Mortal, de James Dashner

Maze Runner - A Cura Mortal
de James Dashner
Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 344
Editor: Editorial Presença
Resumo:
Thomas atravessou o Labirinto; sobreviveu à Terra Queimada. A CRUEL roubou-lhe a vida, as memórias, e até mesmo os amigos. Mas agora as Experiências acabaram, e a CRUEL planeia devolver as memórias aos sobreviventes e completar assim a cura para o Fulgor. Só que Thomas recuperou ao longo do tempo muito mais memórias do que os membros da CRUEL julgam, o suficiente para saber que não pode confiar numa única palavra do que dizem. Conseguirá ele sobreviver à cura?

Rating: 4/5

Comentário:
Preparem-se para muitos spoilers e emoções. Esta não é uma crítica que vão querer ler ANTES de ler o livro.

Bem vindos à minha crítica daquele que era suposto ser o último livro da saga Maze Runner mas já não o é! *levantaopunhoemchoro* Pois é, além da prequela que James Dashner escreveu para a série já há outro livro a caminho e outro no forno, o que significa que a trilogia é agora uma sextologia? Uma trilogia com uma pré-trilogia? Nem tenho bem a certeza como classificar esta situação caricata. Chamemos-lhe Saga!
A Cura Mortal vem encerrar a "trilogia Thomas" iniciada com Correr ou Morrer e, infelizmente, acaba por não encerrar muitas das questões postas no primeiro livro. Em Correr ou Morrer conhecemos Thomas, os seus amigos, o labirinto e a CRUEL. Tudo é um misto de emoções fortes e de dúvidas, o que é a CRUEL, porque é que eles estão ali dentro, porque é que Teresa é a única rapariga.
Tal como nós Thomas não sabe o que se passa e como o seguimos acabamos como ele por, tal como ele, ir criando a nossa visão deste mundo. No entanto à medida que a história avança a necessidade de encontrar resposta torna-se maior, principalmente após o segundo livro e a descoberta do grupo de Brenda e de que a experiência do labirinto tinha sido feita a dobrar.
Quando Thomas parece finalmente "colaborar" com a CRUEL pensei que finalmente iríamos descobrir o porquê dele ter colaborado com a CRUEL. Pensei que o veríamos a ter as suas memórias de volta e pensei que ele fosse finalmente entender a Teresa. E se por um lado fiquei extremamente frustrada com a teimosia de Thomas em não querer as suas memórias de volta, principalmente quando todos os seus amigos estavam dispostos a fazê-lo, por outro lado consegui perceber os medos que o levaram a optar por não fazer a operação. Afinal pelo pouco que Thomas descobre ele foi uma pessoa que fez más escolhas e que acabou por ajudar na criação de uma experiência que matou muitos dos rapazes que se tornaram seus amigos. Quem, podendo apagar todo um passado de "más escolhas", não o faria? Além do mais não revelando neste livro o que Thomas fez o autor reserva para si mesmo a oportunidade de o contar agora na pré-trilogia (apesar de não saber se é esse o caminho que ele vai seguir).
Pode não ter sido visível pelas minhas críticas anteriores mas gostei muito da Teresa e tive pena que ela não tenha tido mais tempo para nos dar a ver o seu lado da história. Com a sua fé inabalável na CRUEL e depois de ter sido jogada por tudo e por todos acho que podemos dizer que a Teresa foi uma personagem muito maltratada.
Tenho lido várias teorias na net (quem nos segue sabe que gosto de ler metas bem construídas) e todas falam de como esta história, tal como Os Jogos da Fome, não é uma história de amor. Na realidade toda a vida amorosa (e em geral) de Thomas e Teresa é manipulada pela CRUEL, logo apesar de haver faísca entre os dois temos que manter em mente que foi a CRUEL é que acendeu o rastilho e que brincou com esta relação conforme quis.
Foi também a CRUEL que destruiu tudo ao fazer Teresa escolher entre trair o Thomas e salvar-lhe a vida ou ficar com ele e vê-lo morrer às mãos da CRUEL. Dói-me imenso o fim que a Teresa teve porque acredito que mesmo no fim, mesmo após tudo e ela ter provado mais uma vez a sua lealdade para com os seus sentimentos em relação ao Thomas, ele não a compreendeu e não percebeu que para ela o "bem do mundo" e o amor que ela sentia por ele, era mais importante que a vida dela. Também me doí que o autor a tenha descartado tão depressa e tenha feito o Thomas "apagar" as emoções que tinha pela Teresa e substituí-la pela Brenda, tornando-a aos olhos de Thomas a tal quando a Brenda também foi jogada por todos os lados para criar a empatia que levou aos "sentimentos" entre eles. Além do mais confesso que não consegui gostar da Brenda porque senti o livro todo, mesmo no fim, que ela jogou tanto com as personagens quanto jogaram com ela e que planeou as coisas mais do que deixou todos acreditarem. (O que o epílogo acaba por confirmar! *punhonoarIKNEWIT*).
Outra personagem que me surpreendeu foi o Gally e a sua aliança com os revolucionários. O grande problema desta saga de Dashner é que nunca podemos ter a certeza do que as personagens são, visto que a CRUEL vai revelando informações conforme acha oportuno e a fé das personagens é constantemente abalada e testada até elas se reinventarem. Acho que o Thomas que chegou ao fim desta saga é muito mais "cruel" que o Thomas que a iniciou.
Como nos outros livros da saga podem contar com cenas rápidas, acção, traições, mortes e até drama. Toda a história de Newt e do que ele fez pelos amigos é digna de ser lida e dá uma profundidade a estes rapazes que deixaram tudo para "achar uma cura" que não nos pode deixar indiferentes. (O Consultor Literário ainda berra quando se fala do Newt).
Apesar de deixar mais questões que repostas acho que A Cura Mortal é um livro que está ao nível dos outros da saga. Acredito que Dashner aproveite a sua trilogia prequela para nos dar mais informações e expandir o universo de Maze Runner. Por estes lados o Consultor Literário não se conteve e já leu em inglês The Kill Order, onde várias informações sobre a praga são reveladas e onde a origem de Thomas nos é apresentada.

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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Opinião: Will & Will, de John Green e David Levithan


 
Will & Will
de John Green e David Levithan 

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 308
Editora: Edições ASA 






Resumo: 
Evanston não fica muito longe de Naperville nos subúrbios de Chicago, mas os jovens Will Grayson e Will Grayson bem que podiam viver em planetas diferentes. Quando o destino os leva à mesma encruzilhada, os Will Graysons veem as suas vidas a sobreporem-se e a seguirem novas e inesperadas direções. Com um empurrão de amigos novos e velhos - incluindo o enorme e enormemente fabuloso Tiny Cooper, jogador ofensivo na equipa de futebol americano da escola e autor de musicais - Will e Will embarcam nas suas respetivas aventuras românticas e na produção épica do musical mais extraordinário da história.

Rating: 3/5 
Opinião: John Green e eu temos uma relação difícil: ou gosto muito dos livros dele (e só me aconteceu com um até  hoje) ou detesto. Já David Levithan tem sido uma curiosidade constante ao longo deste último ano, e uma comichão literária da qual me queria livrar rapidamente. Tive a oportunidade de me estrear com ele neste livro escrito a 4 mãos e acho que não me arrependo. Quando o iniciei, não me apercebi que havia uma divisão dos autores e que cada um iria apadrinhar um Will. Ainda assim, a escrita de John Green (a única que conhecia até então) está patente e é reconhecida por quem o lê ou já leu com alguma frequência. Denotam-se as nuances filosóficas de jovens com uma atitude quase que desinteressada sobre o mundo (e que geralmente são os que mais sentem de facto os impactos que tudo e mais alguma coisa pode ter nas suas vidas), perdidos dentro de si mas com uma capacidade de observação arguciosa. Já o Will de Daviv Levithan é um rapaz com várias camadas e muito humano. Trouxe ao livro linguagem crua, sensibilidade, um lado negro, dificuldade em exprimir-se (pelo menos quando fora do seu mundo controlado e restricto), intensidade (bastante!), transformação e geralmente incapacidade de manifestar-se ao mundo como a pessoa que é, com todas as suas ideias e convicções.
Will & Will  é um livro que demonstra que com coincidências ou sem elas, a vida às vezes prega-nos partidas e que pequenas acções e momentos podem ter uma acção transformadora na vida de alguém. Um encontro que não acontece, duas pessoas com o mesmo nome reunidas na mesma praça, novas e potenciais relações a surgirem? É improvável, mas não impossível. E Will e Will descobrem que ainda que nada os faça parecidos, com a excepção do mesmo nome, se calhar procuram pelo mesmo: aceitação dos seus pares. Tive pena que eles não tivessem mais destaque e que entretanto o livro acabasse por rondar muito a personagem de Tiny Cooper, que terá um efeito de união entre as outras duas personagens, mas com algum exagero e desfasamento da realidade. A personagem acaba por ser pouco sentida para o leitor e em vários momentos acabou por tornar-se uma caricatura e a mensagem do livro mais intransponível e difícil de passar. Ainda assim, a aceitação está presente em todas as páginas porque acaba por comprovar que não existe um modelo de redenção e que cada um é tal qual como é.
No entanto, o fim do livro por exemplo, foi para mim bastante disparatado e sem nexo e quase que pedia que um deles acordasse e me dissesse que se tratava de um sonho. Percebo a entoação que foi dada às situação e o que se esperava dela, mas achei excessiva.
Por outro lado, as personagens que rodeiam os dois Will são interessantes e podiam ser tão mais exploradas! Desde o grupo que rodeia o Will N.º 1 e Tiny Cooper, aos amigos (vamos chamar-lhe assim) geek do clube de matemática do Will N.º 2, todos eles mereciam mais tempo de antena.
Não obstante, foi um bom livro de entretenimento e que passa a mensagem que às vezes o que é para ser não o é, que a vida dá voltas e coloca pessoas no nosso trilho sem o esperarmos, que é preciso confiar no outro e sair do nosso casulo e que no fim de contas, a adolescência é uma das melhores (e piores!) fases da nossa vida, que as amizades e as suas construções tornam a vivência diária mais rica e que no fim de contas, andamos todos a tentar da melhor forma mas ninguém tem a fórmula secreta da vida ou sabe como colocá-la em prática.

Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Resultado do Passatempo: Maze Runner - Cura Mortal (Editorial Presença)



Boa noite,

Mais um dia, mais um passatempo! Após participações muito renhidas, o último volume a ser editado em Portugal da saga Maze Runner, da responsabilidade da Editorial Presença, seguirá caminho para....Beja!


Parabéns Helena Bracieira!

Boas leituras e estejam atentos ao blog!

Resultado Passatempo: Galveias, de José Luis Peixoto


E após uma grande aventura geográfica e anulação de participações que não cumpriam os requisitos do passatempo conseguimos, finalmente, apurar o vencedor.

O exemplar que tínhamos para oferecer de Galveias por José Luís Peixoto vai para:

Catarina Santos - São João das Lampas

Parabéns e boas leituras!

sábado, 15 de novembro de 2014

Opinião: No Limiar da Eternidade, de Ken Follett



 No Limiar da Eternidade
de Ken Follett 

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 1024
Editora: Editorial Presença 





Resumo: 
Enquanto as decisões tomadas nos corredores do poder ameaçam extremar os antagonismos e originar uma guerra nuclear, as cinco famílias de diferentes nacionalidades que têm estado no centro desta trilogia O Século voltam a entrecruzar-se numa inesquecível narrativa de paixões e conflitos durante a Guerra Fria.

Quando Rebecca Hoffmann, uma professora que vive na Alemanha de Leste, descobre que anda a ser seguida pela polícia secreta, conclui que toda a sua vida é uma mentira. O seu irmão mais novo, Walli, entretanto, anseia por conseguir transpor o Muro de Berlim e ir para Londres, uma cidade onde uma nova vaga de bandas musicais está a contagiar as novas gerações. Nos Estados Unidos, Georges Jakes, um jovem advogado da administração Kennedy, é um ativo defensor do movimento dos Direitos Civis, tal como a jovem por quem está apaixonado, Verena, que colabora com Martin Luther King. Juntos partem de Washington num autocarro em direção ao Sul, numa arriscada viagem de protesto contra a discriminação racial. Na Rússia, a ativista Tania Dvornik escapa milagrosamente à prisão por distribuir um jornal ilegal. Enquanto estas arriscadas ações decorrem, o irmão, Dimka Dvornik, torna-se uma figura em ascensão no seio do Partido Comunista, no Kremlin.

Nesta saga empolgante que agora se conclui, Ken Follett conduz-nos, em No Limiar da Eternidade, através de um mundo que pensávamos conhecer, mas que agora nunca mais nos parecerá o mesmo.


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Rating: 4/5 

Opinião: Finalizando este (grande) volume da trilogia "O Século" reasseguro o que já sabia: Ken Follett é um contador de estórias nato que merece (mesmo!) que lhe reconheçam o espectacular trabalho de investigação, de criação e de cruzamento de enredos, contextos, cenários históricos e muitas tramas que nos acompanharam ao longo de 100 anos de Histórica do mundo contemporâneo, ao abrigo de 5 famílias espalhadas pelo mundo ocidental.
Acompanhando todo o percurso de três gerações ao longo de tantos anos e tantas páginas, não poderia deixar de ficar um sentimento agridoce de sensação de "dever cumprido" por finalmente terminar esta história, mas simultaneamente fica a sensação de querer ver mais, de me ter apegado a personagens que agora continuam o seu percurso sem o olho do leitor.
À semelhança do "Inverno do Mundo", é a geração seguinte que ocupa o foco principal e continuo a sentir falta da voz mais presente dos pais e avós destas novas caras, e que por vezes até passaram bastante despercebidos neste livro. E embora compreendendo que é a ordem natural das coisas, e que o processo promove mesmo essa passagem de uns para outros, é como ir vendo os nossos personagens preferidos desaparecer, sem de facto o fazerem. Por outro lado, neste volume senti que o equilíbrio entre momentos históricos e ficcionais não foi tão bem conseguido, pelo que senti falta desse cuidado reflectido nos primeiros dois livros. O fim foi o esperado: imprevisível mas de certa maneira compreensível e fácil de aceitar. Não é o perfeito, senti ter algumas questões a responder sobre algumas personagens, mas ainda assim foi o único possível e não consigo sequer imaginar outra forma de o terminar.
De todas as novas personagens, gostei mais de Jake (embora tenha as minhas reticências com o destaque por vezes algo forçado que o autor lhe deu só para demonstrar a perspectiva inclusiva e o impacto da histórica dos EUA, que neste último volume é inegável) e dos gémeos Dimka e Tânia. Tão diferentes mas tão iguais, cada um afecto às suas convições e completamente perdidos no que respeitava à sua vida amorosa (ele talvez mais do que ela). Duas personagens do mesmo país, da mesma família e com vivências tão semelhantes conseguiram retirar uma visão com ópticas diferenciadas, o que foi interessante.
De uma forma diferente, diria que foi o mesmo que se passou com Lily, Alice e Wally, Rebeca e Carla e Werner: com um muro a dividi-los, a realidade de uma Alemanha de Leste e Ocidental é tão vincada que as duas versões da mesma história, da mesma moeda, não puderam ser ignoradas. Este é para mim um dos pontos fortes do livro: a oportunidade de explorar as versões esquecidas na histórica de quem as viveu por prismas diferentes e de quem não teve como evitar, retidos por imposições de potências externas à sua vida mas que dividiram famílias, destroçaram até à miséria outras e causaram inflexões nas memórias e estórias de milhares de pessoas ao longo de décadas. Gostava que este lado tivesse sido ainda mais explorado, em detrimento de uma visão mais "pop" e ficcional atribuída a algumas partes do livro, especialmente por causa do desequilíbrio já referido.
Ainda assim, esses pequenos momentos não estragaram a experiência desta leitura, e só a tornaram diferente do esperado. De qualquer forma, este era um desafio de gigantes (não fosse a alusão ao nome do primeiro volume) e como tal não posso deixar de levar esta trilogia comigo e com este desfecho, posso confirmar que Ken Follett me trouxe três dos meus livros preferidos até à atualidade. E tão cedo ninguém o destrona!
 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Passatempo: Maze Runner - A Cura Mortal

Temos fãs de sagas distópicas por aqui? Se sim levantem a mão!
Temos hoje a sair do forno e em pareceria com a Editorial Presença um exemplar do livro Maze Runner - A Cura Mortal para oferecer! Como sabem aqui no blog temos seguido as (des)venturas de Thomas e os amigos bem de perto e podem ler as nossas opiniões as dois primeiros volumes desta saga aqui e aqui

E que tem de fazer para ganhar este fantástico livro perguntam vocês. É bastante fácil, basta seguirem para o site da Editorial Presença, lerem o resumo do livro e responderem às nossas perguntas. Tem até dia 16 deste mês para participar e depois é esperarem os resultados.  

Regras do Passatempo: 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 16 de Novembro de 2014.
2) Todos os dados solicitados (incluindo nick de seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal continental e ilhas).
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail.
5) O Encruzilhadas Literárias e/ou a Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT no exemplar enviado.


 

«Se procuram novidades editoriais ou promoções, naveguem no site da Editorial Presença aqui

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Resultado do passatempo: Espada Que Sangra, de Nuno Ferreira

Olá Encruzilhados e boa noite!

Tiveram um bom Halloween? 

Por aqui o Consultor Literário e os amigos viveram uma aventura épica nas ruas de Manchester que nunca vão esquecer! (Como podem comprovar pela foto!)
E de aventuras épicas é também do que o livro que sorteamos de Nuno Ferreira está cheio. Infelizmente só tínhamos um exemplar e esse já tem dono. 

O vencedor do nosso passatempo foi o Encruzilhado António Silva de Avanca!

Para quem ainda não ganhou mantenham os olhos abertos que dia 6 temos um novo passatempo a sair do fornoooo! :D

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Passatempo: Galveias, de José Luis Peixoto

Bom dia Encruzilhad@s,

E depois de um mini-silêncio (nota-se que estamos entre trabalhos, viagens e quiça outras aventuras? Mas o Bicaletras já vos vai manter entretidos em Novembro com a sua tour mistério!) voltamos com mais um fantástico passatempo. Novamente em parceria com a RG Livreiros temos para oferecer um exemplar do novo livro de José Luís Peixoto Galveias.

"Galveias está entre os grandes romances alguma vez escritos sobre a ruralidade portuguesa.O universo toca uma pequena vila com um mistério imenso. Esse é o ponto de acesso ao elenco de personagens que compõe este romance e que, capítulo a capítulo, ergue um mundo.Como uma condensação de portugalidade, Galveias é um retrato de vida, imagem despudorada de uma realidade que atravessa o país e que, em grande medida, contribui para traçar-lhe a sua identidade mais profunda."

Aproveitamos para comunicar também em primeira mão que fruto de uma parceria entre a RG Livreiros e a Biblioteca Municipal de Cascais - Casa da Horta da Quinta de Santa Clara, foi feito um convite ao Autor José Luís Peixoto para uma tertúlia, sendo que o mesmo foi aceite e ele estará na Biblioteca de Cascais no próximo dia 5 de Dezembro de 2014 às 21h30.

Atenção: A pedido da RG Livreiros este passatempo só está disponível para residentes na área de Grande Lisboa.

Regras do passatempo 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 07 de Novembro de 2014.
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Os participantes deverão seguir publicamente as páginas de Facebook do Encruzilhadas Literárias e da RG Livreiros
4) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, na área de Grande Lisboa. 
5) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
6) O Encruzilhadas Literárias e a RG Livreiros não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.




sábado, 25 de outubro de 2014

Opinião: Um Caso Perdido, de Colleeen Hoover


Um Caso Perdido
de Colleen Hoover 

Edição/reimpressão: 2014
Páginas: 352
Editora: TopSeller 





Resumo: Preferia saber a verdade, ainda que isso fizesse de si um caso perdido, ou continuar a viver uma mentira?
Quando Sky conhece Dean Holder no liceu, um rapaz com uma reputação tão duvidosa quanto a dela, sente-se aterrorizada, mas também cativada. Há algo naquela figura que lhe traz memórias do seu passado mais profundo e perturbador. Um passado que ela tentou por tudo enterrar dentro da sua mente.
Ainda que Sky esteja determinada a afastar-se de Holder, a perseguição cerrada que ele lhe dedica, bem como o seu sorriso enigmático, fazem-na baixar as defesas, e a intensidade da relação entre os dois cresce a cada dia. Mas o misterioso Holder também guarda os seus segredos, e, quando os revela a Sky, ela vê-se confrontada com uma verdade tão terrível que pode mudá-la para sempre. Será Sky quem ela pensa que é? E será que os dois conseguirão sarar as suas feridas emocionais e encontrar um modo de viver e amar sem limites?
Um Caso Perdido (Hopeless) é um romance intenso que o irá comover e arrebatar, ao mesmo tempo que o fará recordar o seu primeiro amor.

CRÍTICAS
«Colleen Hoover é uma das vozes mais vigorosas da ficção para jovens adultos.» - Kirkus Reviews
«De vez em quando aparece um livro assim, que nos corta a respiração.» - USA Today



Rating: 3,75/5 

Opinião: Esta é capaz de ser uma das opiniões sobre as quais mais reflecti antes de escrevê-la, e há que elogiar a autora, porque qualquer criativo que nos coloque a pensar no resultado do seu trabalho deve saber que cumpriu com parte do seu proposto: não ser indiferente e deixar marca.
Começo esta opinião por dizer que Colleen Hoover é das autoras mais inteligentes que conheço, e já vos explicarei em diante porquê. Quando comecei a ler este livro senti-me logo inebriada por ele, o que no que respeita a livros, é sempre bom sinal quando nos sentimos agarrados às páginas desde a primeira linha. A autora deixou-me com o nariz arrebitado com o prólogo, e a pensar que se calhar uma sinopse com alguns clichés que estava disposta a ver desafiados numa narrativa e uma capa bonita me tinham levado ao engano.
Mas ao iniciarmos o primeiro capítulo, o enredo soube envolver logo ao início, despertando a atenção para a complexidade da trama que se aproximava e rapidamente nos fazendo esquecer das estranhas páginas iniciais.
Sky é uma rapariga desconectada com o mundo real e que sobrevive numa deliberada marginalização que a molda segundo parâmetros, ideais e definições diferentes dos comuns mortais tidos por adolescentes na sua área de residência. É a perspectiva e a efectivação de uma mudança desejada que darão início à trama, tendo como definição serem a causa e consequência de tudo o que se passará em diante.
É a partir do momento em que a personagem se depara com Holder que toda a estrutura se modifica. Inicialmente não gostei nem da sua personagem nem das interações criadas entre os dois jovens. Soava-me a demasia e por momentos cheguei a pensar que me iriam deparar com uma relação tóxica e até doentia, que me fez torcer-lhe o nariz muitas vezes. Com o avançar do enredo fui-me apercebendo de certas nuances e ainda que não o desculpando, acabei por me afeiçoar a uma faceta dele que julgo ser a "verdadeira" em detrimento do cenário pintado inicialmente, até porque a continuação da estória em nada indica que a sua personalidade estava moldada dessa forma.
Acho que a autora soube criar a empatia certa e uma fórmula correcta, densa e intensa (tal como ela classifica o seu personagem principal), que deixa o leitor fixado no livro e sem capacidade de o pousar.
Por esse mesmo motivo até me soube bem que por questões profissionais tivesse de ler (e digerir) a segunda metade do livro às prestações. E esse ritmo mais regrado deu-me uma nova perspectiva sobre o mesmo. Colleen criou mesmo um enredo intenso, é uma natural manipuladora de emoções e fá-lo bem. A disposição de apresentação de personagens, tramas, momentos altos e climax são conduzidos de forma perfeita para que a atenção se desvie de algumas falhas de construção narrativa, da ausência de conteúdo fora casal principal e das histórias de vida que os assistem e da inevitável pouca exploração da construção do mundo envolvente. Mas a forma como o faz é tão cuidada e reforçada ao pormenor que só um olhar mais externo detecta esses pormenores e que no fim, acabam por nem fazer falta ao desenrolar da acção.

Gostava de ter visto mais sobre a Sky singular, sem conexão com qualquer outra personagem, assim como sobre a vida escolar ou sobre os seus dois amigos. Gostava também que a relação com a mãe tivesse tido maior destaque que não nos momentos finais, de forma a compreender uma série de pormenores que deixarei por debater com quem já tiver lido o livro e tiver interesse em debatê-lo.

Gostava também de compreender melhor a dinâmica familiar do Holder (mas pelo que sei existe um livro escrito sobre a sua óptica, o que poderá ser a resposta para estas questões pendentes) e de reconhecer mais o intermédio entre o passado distante analisado e o presente.

Ainda assim, a autora faz-nos gostar do livro, torcer pelas suas personagens e levá-lo connosco na mente durante toda a sua leitura. Gostei muito, foi uma experiência interessante apesar de tudo e a verdade é que mesmo dissecando o livro racionalmente, a interpretação emocional prevaleceu.

Boa Colleen!!

 
Cláudia
Sobre a autora:
 
Maratonista de bibliotecas, a Cláudia lê nos transportes públicos enquanto observa o Mundo pelo canto do olho. Defensora da sustentabilidade e do voluntariado, é tão fácil encontrá-la envolvida num novo projeto como a tagarelar sobre tudo e mais alguma coisa. É uma sonhadora e gosta de boas histórias, procurando-as em cada experiência que vive.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Passatempo: Espada Que Sangra, de Nuno Ferreira

Olá Encruzilhados,

Tristes porque ainda não ganharam nada no nosso blogue? Heis outra oportunidade que surge!
Temos, em parceria com a Chiado Editora, um exemplar do livro Espada Que Sangra, de Nuno Ferreira para oferecer.

Leiam a sinopse e inspirem-se para a resposta :)

Sinopse 
"A palavra dos homens teve muito crédito, em tempos idos. Mas quando a soberba e a sede de poder e glória moldam o comportamento humano, a mentira torna-se um instrumento para pentear as suas próprias fraquezas." Espada Que Sangra é o primeiro volume de Histórias Vermelhas de Zallar, um delicioso cocktail de fantasia, intriga, mistério, suspense, erotismo, aventura e ação, passado num mundo fantástico de civilizações que nos apaixonam a cada página. 
Zallar é um mundo complexo, onde três continentes lutam arduamente pela sua sobrevivência. No Velho Continente existe uma terra almejada há milénios, desde os tempos em que os medonhos Homens Demónio dominavam a região: Terra Parda, onde as cidades-estado são chamadas de espadas e um minério conhecido por tormento negro tornou possível a existência de armas de fogo. Hoje, são os descendentes dos extintos Homens Demónio quem ameaça as fronteiras desta terra próspera em vegetação, savanas e desertos - os malévolos mahlan. A Guerra Mahlan está prestes a atingir o seu ápice, e agora, tudo pode acontecer. Mas Lazard Ezzila e Ameril Hymadher, reis das principais fortalezas de Terra Parda que viveram um intenso romance na sua juventude, vão perceber de uma forma perturbadoramente selvagem que os seus maiores inimigos podem viver consigo ou partilharem dos seus próprios lençóis.

Regras do passatempo 
1) O passatempo decorre até às 23h59 do dia 31 de Outubro de 2014. *spooky!*
2) Todos os dados solicitados (incluindo Nick de Seguidor) devem ser devidamente preenchidos e completos.
3) Só serão aceites uma participação por pessoa e morada, em todo o território português (Portugal Continental e Ilhas). 
4) O/A vencedor/a será sorteado de forma aleatória (random.org), sendo o resultado anunciado na página do blog e o contacto efectuado por e-mail. 
5) O Encruzilhadas Literárias e a Chiado Editora não se responsabilizam pelo extravio ou danos causados pelos CTT nas encomendas enviadas.